ANAIS

 

 

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O processo de inclusão nas aulas de educação física no ensino fundamental da rede particular de ensino da cidade de Jundiaí ? SP.

Campos, K.; Tumolo, R.; Ferragut, M. H. B.; Viola, L.; Oliveira, J. R.; Rodrigues, G. M.

Instituição: Escola Superior de Educação Fisica ; Escola Superior de Educação Fisica; Escola Superior de Educação Fisica; Escola Superior de Educação Fisica; Escola Superior de Educação Fisica; Escola Superior de Educação Fisica

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A legislação brasileira assegura às pessoas com deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação. A literatura vem apontando que alguns alunos com níveis diferentes de deficiência aprendem mais em ambientes integrados e incluídos, pois são proporcionadas experiências interativas que têm reflexos diretos na aquisição de habilidades para o trabalho e para a vida em comunidade, contribuindo também para o aprendizado na atuação e interação. Com isso, seus pares e professores aprendem como agir e interagir com eles, norteando respeito e convívio social. Assim, pode-se compreender a inclusão como a atitude de respeitar a diversidade entendendo e reconhecendo o outro. Já nos aspectos educacionais, acrescentamos procedimentos adaptativos e diretivos que podem potencializar e maximizar as potencialidades dessas pessoas amenizando as desigualdades do meio escolar. Com base nessas considerações, o objetivo dessa pesquisa foi analisar o processo de inclusão nas aulas de educação física no ensino fundamental da rede particular de Jundiaí. Foram pesquisadas 11 escolas particulares que atendem pessoas com necessidades especiais, das quais 11 professores responderam a um questionário com perguntas abertas. Utilizamos a metodologia análise do discurso coletivo para a análise dos dados coletados. Os resultados apontaram que o sentido de inclusão congrega a aceitação conceitual que implica em mudança educacional com reconhecimento e respeito dos limites de cada um, assegurado pela legislação. Mas as percepções dos pesquisados quanto aos alunos com necessidades especiais são de atenção, carinho, amor, receio, ética e compromisso com a escola. Nota-se que a boa vontade dos professores facilita a inclusão, mas a falta de infra-estrutura, materiais adequados e preconceito, atrapalham o processo. As percepções dos pesquisados quanto ao processo revela uma relação marcada pela sobrecarga imposta por uma dificuldade de aceitação somada a não especificidade pedagógica, o que evidencia uma compaixão às pessoas com necessidades especiais. Nesse sentido, vê-se uma relação pedagógica impregnada pela angústia de uma decisão imposta sem a noção da amplitude de uma relação histórica e pedagogicamente enfraquecida pelos ranços tradicionais escolares.

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A PERCEPÇÃO SOBRE O PROCESSO INCLUSIVO NO ESPORTE DE ATLETAS DEFICIENTES VISUAIS PARTICIPANTES DOS JOGOS REGIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO

Alves, M.L.T.; Duarte, E.; Caldeira, N.A.O.; Rocha, L.G.F; Matsui, R.; Miranda, T.J

Instituição: UNICAMP-Faculdade de Eucacao Física ; UNICAMP-Faculdade de Eucacao Física; UNICAMP-Faculdade de Eucacao Física; UNICAMP-Faculdade de Eucacao Física; UNICAMP-Faculdade de Eucacao Física; UNICAMP-Faculdade de Eucacao Física

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A inclusão tem como objetivo construir uma sociedade capaz de promover a participação social concreta de seus indivíduos. A inclusão valoriza a diversidade presente entre as pessoas, assumindo esta como um fator enriquecedor do convívio social. O processo inclusivo reconhece as necessidades individuais, e tem como objetivo principal fornecer condições para que seus indivíduos atinjam um convívio em comunidade concreto. Suas ações estão presentes em todos os aspectos da vida do indivíduo, como no campo educacional, laboral, esportivo, recreativo, social, entre outros. Nesse contexto, a inclusão do deficiente visual torna-se fundamental. A deficiência visual acarreta para o indivíduo uma grande perda de informações que conseqüentemente reduzem sua oportunidade de interação com o meio e com as pessoas que o rodeiam. O objetivo de nosso estudo foi avaliar a percepção sobre o processo inclusivo no esporte de atletas deficientes visuais, servindo como subsídio para os profissionais de educação física que atuam com essa população, bem como para o direcionamento de atitudes com finalidade de melhoria do processo inclusivo no esporte. Para tanto realizamos entrevistas nos atletas participantes das provas de natação dos jogos regionais do estado de São Paulo realizados durante o mês de julho de 2005 em 8 regiões esportivas. Como resultado observamos que grande parte dos atletas apresentam uma visão positiva sobre o processo inclusivo, indicando as condições fornecidas para a participação, bem como a ausência de atitudes preconceituosas como responsáveis por tal percepção. Entretanto, a ausência de estrutura adequada em todos os locais de provas e o reduzido número das mesmas são encarados como obstáculos importantes para a sua inclusão no esporte. Concluímos que o processo de inclusão de atletas deficientes visuais nos jogos regionais, apesar promover a participação dos mesmos, ainda necessita de algumas modificações para sua real concretização.

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Perfil Psicológico de Atletas com Deficiências Físicas participantes do Campeonato Brasileiro de Natação no ano de 2004.

ANJOS, D.R.; SAMULSKI, D.M.

Instituição: UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS ; UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

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As investigações sobre as manifestações do estresse em competições têm sido bastante exploradas, visando sempre a melhor compreensão sobre este fenômeno que exerce influências no rendimento dos atletas, de diferentes níveis competitivos. Uma clientela, que na última década, começa a receber atenção na área da Psicologia do Esporte são os atletas com deficiências. O objetivo do presente estudo é descrever e analisar o perfil psicológico dos atletas participantes do Campeonato Brasileiro de Natação, promovido pela Associação Brasileira de Desportos em Cadeiras de Rodas -ABRADECAR, ocorrido em novembro de 2004, na cidade de Salvador, BA. Foram entrevistados 55 atletas, os quais deveriam ter participado de pelo menos um evento nacional da modalidade de natação, para fazerem parte da pesquisa. Um questionário contendo dados demográficos, da deficiência, da carreira esportiva e também questões relacionadas à Psicologia do Esporte, foi aplicado durante a realização do evento. Dentre os atletas estudados 41 eram do gênero masculino e 14 do gênero feminino. Como principais causas das deficiências destacam-se as adquiridas, sendo os acidentes automobilísticos e as lesões com armas de fogo relatados com maior freqüência, levando a maioria dos atletas a apresentarem uma paraplegia ou a amputação de membros. A maioria dos atletas tem o segundo grau completo e estes relataram que quem mais os motivaram a participar do esporte foram os amigos, seguidos da família. As principais metas a serem alçadas através do esporte estão diretamente ligadas à participação em uma Paraolimpíada. Dentre os motivos/fatores que influenciam mais negativamente no rendimento dos mesmos estão: Conflitos /atritos com treinador; Instalações de competições inadequadas e Falta de cumprimento do calendário esportivo pelas Associações Nacionais. Como influenciadores positivos destacam-se: Ter bom convívio com companheiros na competição; Contar com apoio familiar e Ter alcançado bons resultados em competições anteriores. Como conclusões deste estudo pode-se dizer que a Psicologia do Esporte é um campo que começa a se destacar na área dos Esportes Adaptados e que tem contribuído para perceber quais são os principais fatores que podem influenciar positivamente ou negativamente no rendimento esportivo das Pessoas com Deficiências e ainda traçar o perfil psicológico de um grupo de atletas nadadores bastante relevante no cenário esportivo nacional e internacional.

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ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO PARA PERCEPÇÃO DE FATORES INFLUENCIADORES NO RENDIMENTO DE ATLETAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

ANJOS, D.R; SAMULSKI, D.M

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais ; Universidade Federal de Minas Gerais

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O esporte para Pessoas com Deficiência (PCD), nas duas últimas décadas, abandonou o caráter estritamente de lazer e reabilitação, passando a buscar também o alto rendimento. Muitos atletas deixaram para trás o amadorismo e começaram a investir na carreira esportiva profissional. Hoje, a realidade do Esporte Adaptado no Brasil, tem possibilitado conquistas importantes no cenário esportivo internacional, levando nossos atletas a serem pessoas mais respeitadas em diferentes aspectos. Através deste processo de profissionalização dos Esportes Adaptados certamente o fenômeno estresse passou a ser mais vivenciado pelos atletas com Deficiências Físicas (DF). Com o intuito de oferecer subsídios científicos para esta área de atuação e de contribuir com este processo, o presente estudo aborda questões sobre o estresse e atletas com DF e teve como objetivo elaborar e validar um instrumento para percepção dos fatores influenciadores no rendimento da referida população. O instrumento desenvolvido foi denominado de Teste de Estresse Psíquico para Atletas com DF (TEP?DF) e é composto por 57 itens. Os itens do questionário foram distribuídos, através da análise de 14 ?Experts? da Psicologia do Esporte, em duas dimensões: a Psicobiológica e a Socioambiental. Os índices de alfa Cronbach foram, no geral =0,86 e nas dimensões Psicobiológica e Socioambiental de =0,72 e =0,80, respectivamente. Os resultados obtidos com o processo de validação são considerados satisfatórios, de acordo com KELLMANN e KALLUS (2001); PASQUALI (1999, 2003) e indicam validação do TEP-DF. A dimensão Socioambiental teve média de influência mais negativa, quando comparada à dimensão Psicobiológica (p<0,004). O percentual de influência positiva, em ambas as dimensões, foi bastante semelhante sendo de (29,7%) para Psicobiológica e de (28,8%) para a Socioambiental. Com estes resultados de validação dos itens do questionário, conclui-se que este instrumento pode ser aplicado a atletas com DF.

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A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA DIÁRIA NA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN

Antunes, N.; Marques, A. C.; Hax, G.; Martins, L.; Moura, J. B.; Cardoso, L. C.

Instituição: UFPel ; UFPel; UFPel; UFPel; UFPel; UFPel

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Nos dias de hoje não se discute mais a imensa utilidade da atividade física, no contexto global da educação de pessoas com Síndrome de Down (SD), seja através das atividades lúdicas, desportivas ou ainda na realização das atividades diárias. O objetivo deste estudo foi descrever e relacionar os benefícios da atividade física diária na melhoria da qualidade de vida, de crianças portadoras de Síndrome de Down. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa descritiva de corte transversal. Fizeram parte da amostra, 38 crianças com SD do sexo masculino e feminino com idades entre 7 e 15 anos participantes do Projeto Carinho da ESEF/UFPel. O instrumento utilizado na coleta de dados foi um questionário que caracterizou aspectos como: nível educacional, doenças associadas, hábitos do cotidiano, atividades da vida diária, atividades físicas e de lazer e hábitos alimentares. O instrumento foi respondido pelos pais das crianças. Observou-se que todas ass crianças freqüentam a escola, e destas 42% estão em escolas regulares; 62% apresentaram algum tipo de doença associada a SD; 78% desenvolvem tarefas da vida diária independentemente (vestir-se, comer, banhar-se.....); todas participam de atividades físicas regulares pelo menos duas vezes na semana, além da educação física na escola; 65% preferem atividades passivas no momento de lazer. Verificou-se que, com a continuidade do programa de atividade física houve uma melhora no desenvolvimento das atividades de vida diária. Se quisermos que a criança com SD tenha uma vida ativa, com a participação que sua capacidade lhe permita, é importante estimula-la no meio em que vive, pois a intervenção se mantém em razão de vários aspectos, porém, sempre na perspectiva da necessidade da pessoa com SD e o ambiente a sua volta.

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A ÁGUA COMO MEIO FACILITADOR NO ESTÍMULO DA PSICOMOTRICIDADE E DO AUTOCONCEITO EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: ESTUDOS PRELIMINARES

Arroyo, C. T.; Oliveira, S. R. G. de

Instituição: Faculdades Integradas FAFIBE - ; FAFIBE - Bebedouro/ FEUC ? São

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A Paralisia Cerebral (PC) é uma seqüela de agressão encefálica que ocorre na infância, afetando o tono, a postura e o movimento. A disfunção motora dessas crianças e a discriminação social, pode levá-las ao isolamento e a formação de um autoconceito negativo. Este estudo tem como objetivo investigar a influência de atividades aquáticas no padrão psicomotor e no autoconceito de crianças PCs. Para a avaliação do autoconceito e com base em estudos de testes padronizados, elaborou-se uma entrevista sobre o desenho da figura humana. Para verificar a eficiência do instrumento, aplicou-se o teste em um jovem de 16 anos, portador de PC atetóide-espastica-tetraparésica (S1), em outro com 16 anos, sem deficiências (S2); e uma menina de 14 anos paraplégica, com espinha bífida e deficiência mental acentuada (S3). Individualmente, entregou-se uma folha em branco e um lápis, pedindo-se à criança que desenhasse uma pessoa de corpo inteiro. Em seguida, de forma lúdica, foi simulada uma entrevista, onde o pesquisador era o repórter, a criança o entrevistado e a figura a personagem sobre o qual seriam feitas as perguntas. O material coletado foi entregue à duas Psicólogas separadamente. Elas interpretaram o desenho e as respostas da entrevista, dando um parecer provável do estado psicológico de cada sujeito. Ambas não conheciam as crianças, o que foi proposital para que não fossem sugestionadas, verificando se as características projetadas seriam compatíveis com a realidade das crianças. Os resultados da interpretação das duas profissionais, foram concordantes em relação aos aspectos psicológicos e emocionais. As características extremamente distintas dos participantes, também se mostraram um fator positivo a favor do instrumento, pois para todos eles o teste foi de fácil aplicação, retratando muitas características particulares, que as Psicólogas não tinham como saber. O teste de (QI), aplicado por uma das Psicólogas, não foi compatível com a realidade no caso (S2), o que pode estar refletindo a displicência e infantilidade provocativa do adolescente, durante a aplicação. Assim, a entrevista sobre o desenho da figura humana, poderá ser um instrumento válido, com possibilidades de ser utilizado como uma das ferramentas para se alcançar os objetivos deste estudo.

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ANÁLISE DA MOBILIDADE FUNCIONAL DE INDIVÍDUOS COM PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA DE ACORDO COM A IDADE

AYRES, T.G.; KLEINER, A.F.R.; SARAIVA, P.M.; GOBBI, L.T.B.; PIETROBON, R.S.

Instituição: LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi ; LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi; LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi; LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi; CESO/Medical Center/DUKE UNIVE

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INTRODUÇÃO: a espasticidade é um dos distúrbios motores mais freqüentes e incapacitantes observados em indivíduos com lesão no SNC e apresenta grande incidência em indivíduos com paralisia cerebral (PC). Crianças com PC espástica (PCE) apresentam aquisição tardia ou não aquisição do andar e muitas necessitam de equipamentos que auxiliam na mobilidade. OBJETIVO: analisar a MF de crianças portadoras de PCE de acordo com a idade cronológica por meio da escala de Mobilidade Funcional (EMF) proposta por GRAHAM et al. (2004). MÉTODOS: 35 crianças com PCE foram divididas em 2 grupos: G1com 19 crianças entre 4-9anos e G2 com 16 crianças entre 10-16anos. Utilizando a EMF, as crianças foram convidadas a percorrer 3 distâncias: 5m, 50m e 500m, em um trajeto previamente demarcado. A MF de cada participante foi classificada como: 1 (utiliza cadeira de rodas, cadeira motorizada ou carrinho); 2 (utiliza andador em K ou outro tipo de andador); 3 (utiliza duas muletas); 4 (utiliza uma muleta ou duas bengalas); 5 (sem acessório mas com apoio); e 6 (independente em todas as superfícies). RESULTADOS: Todas as crianças realizaram a tarefa de 5m, sendo que 52,6% das crianças de G1 estavam no nível 6 e 26,3% no nível 5; para as crianças do G2 apenas 37,5% estavam no nível 6 e 25% no nível 5. Para os 50m, 31 crianças completaram o percurso, sendo que 42,1% das crianças do G1 e 31,25% das crianças do G2 foram classificadas no nível 6 e 21% e 31,25%, respectivamente de G1 e G2, no nível 5. Para a distância mais longa, 500m, apenas 22 crianças conseguiram completar o percurso. No G1, 31,58% das crianças foram classificadas no nível 6 e 10,52% no nível 5; enquanto que 18,75% das crianças do G2 estavam nível 6 e 31,25% no nível 5. CONCLUSÃO: Os resultados permitem concluir que: à medida que a distância a ser percorrida aumenta, o número de crianças que conseguem percorrer o percurso diminui; as crianças mais jovens apresentaram as maiores porcentagens no nível 6, caracterizado pela locomoção independente em qualquer tipo de superfície, em todas as distâncias.

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Caracteristicas cinematicas do andar de idosos em piscina rasa

Barela, A.M.F.; Duarte, M.

Instituição: Laboratorio de Biofisica, EEFE - USP ; Laboratorio de Biofisica, EEFE - USP

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Introdução: O andar em piscina rasa tem sido uma forma alternativa para treinamento, reabilitação e prática de atividade física entre diferentes faixas etárias. No entanto, informações biomecânicas, tais como características cinemáticas de indivíduos idosos andando na água são limitadas. Objetivos: No presente estudo, variáveis espaço-temporais da passada, ângulos articulares do tornozelo, joelho e quadril nas fases de contato inicial e de balanço inicial e amplitude de movimento dessas articulações foram analisados em indivíduos idosos andando na água e fora da água e comparados com indivíduos adultos andando nas mesmas condições. Métodos: Dez idosos e dez adultos, com idade entre 60 e 77 anos e 21 e 38 anos, respectivamente, e todos sadios foram filmados andando com velocidade auto-selecionada e confortável fora da água e em seguida imersos na água (nível do processo Xifóide do esterno). Para registro dos dados cinemáticos, marcadores passivos foram afixados no quinto metatarso, maléolo lateral, epicôndilo lateral, trocanter maior e na porção lateral do tronco. Resultados: A maioria das variáveis espaço-temporais da passada foi diferente entre as condições e entre os grupos. Porém, enquanto que a velocidade entre os idosos e os adultos foi diferente para andar fora da água, os dois grupos apresentaram a mesma velocidade para andar na água. Os ângulos articulares investigados variaram conforme a condição e/ou grupo e apenas a amplitude de movimento articular do joelho foi menor na água do que fora da água. Conclusão: O andar na água foi diferente do andar fora da água em muitos aspectos devido às propriedades físicas da água, principalmente devido à força de arrasto e à força empuxo. Provavelmente, os idosos apresentaram a mesma velocidade que os adultos para andar na água em decorrência da postura adotada para os segmentos perna e coxa, uma vez que esses segmentos estavam mais inclinados nos idosos do que nos adultos. Com isso, uma área frontal menor se movimentou contra a força de arrasto.

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Expectativas e Concepções dos Acadêmicos sobre a prática da Ginástica Olímpica e do Handebol por alunos que apresentam Deficiência Mental: Relato de uma experiência

Baruki, V.L.; Nunez, P.R.; Sá, S.A.; Rodrigues, A.S.

Instituição: UNIDERP ; UNIDERP; UNIDERP; UNIDERP

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Este Projeto nasceu da necessidade de junto com os acadêmicos do Curso de Educação Física da UNIDERP, na disciplina de educação física adaptada, refletir questões acerca da inclusão da criança portadora de necessidades especiais através de práticas esportivas, indagando e formulando propostas, que acreditamos contribuir no repensar da formação acadêmica e nas práticas desenvolvidas em instituições escolares com estas crianças, principalmente, nas questões que perpassam sobre as impossibilidades. A idéia de que uma limitação física ou sensorial prejudica e impede a participação em atividades esportivas, permanece ainda no pensamento acadêmico que tem o esporte relacionado a alto rendimento e ao seu lema ?ganhar a qualquer preço?. Neste caso, as proezas e demonstrações esportivas, pertencem às pessoas que a sociedade traça com perfil de normalidade. Este projeto tem como objetivo produzir e proporcionar novos conhecimentos, e colocar os acadêmicos em contato com diferentes formas de pensar e agir, a fim de oferecer-lhes suporte para as diversidades que certamente depararão na profissão. Fase inicial do Projeto de Extensão Antes de iniciar o Projeto, foi estabelecido que trabalhassem com alunos da Escola Clínica ?Raio de Sol? da Sociedade Pestalozzi de Campo Grande. Os trinta e cinco alunos foram selecionados pela escola considerando a anamnese e diagnóstico neurológico que os classificavam como deficientes mentais. Foi selecionada uma equipe de acadêmicos para trabalhar diretamente com os alunos do handebol e da ginástica olímpica. A equipe teria que ser composta por acadêmicos que estavam cursando ou já havia passado pelas disciplinas das referidas modalidades. Não foi fácil conseguir adesões, uma vez que os acadêmicos se mostraram curiosos, porém temerosos em ter algum tipo de contato com deficientes. Conseguimos um número reduzido de acadêmicos que se engajou no Projeto. Algumas conclusões: a aprendizagem ocorre quando os conteúdos ministrados em uma disciplina se aproximam de alguma forma, da realidade vivida pelo acadêmico; Esta realidade pode ser captada a partir de situações-problema e práticas desenvolvidas; O confronto entre teoria e prática oportuniza a criação de novas metodologias de trabalho.

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A IDENTIFICAÇÃO DE DESVIOS POSTURAIS EM MULHERES MASTECTOMIZADAS ? UM ESTUDO DE CASO JUNTO A REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER DE JOINVILLE -SC.

Bento, N. A; Carvalho, M.A; Silva, N.Q.F; Ribeiro, S.M

Instituição: Associação Catarinense de Ensino - ACE ; Associação Catarinense de Ensino - ACE; Associação Catarinense de Ensino - ACE; Associação Catarinense de Ensino - ACE

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Há décadas que o tratamento cirúrgico de câncer de mama é baseado na retirada do tumor e no esvaziamento axilar. A retirada do tumor pode exigir uma mastectomia radical, amputação completa da mama, e de alguns músculos contíguos à mama. O câncer de mama é o mais incidente na mulher brasileira. Na última década tem-se presenciado um interesse, por parte dos profissionais da área da saúde, sobre as seqüelas provocadas por este tipo de procedimento. O presente estudo, desenvolvidos por acadêmicos do Curso de Fisioterapia da ACE-Joinville(SC), objetivou investigar junto às mulheres que participam do programa de atendimento à mulher mastectomizada da Rede Feminina de Combate ao Câncer ? Joinville ?SC, a presença de desvios posturais, tendo como hipótese de que estes, quando identificados poderiam estar relacionados a mastectomia radical. A população foi constituída por 63 mulheres e destas foram selecionadas para a amostra apenas aquelas que haviam sido submetidas a cirurgia de retirada total da mama num período superior ou igual a dois anos, resultando num total de 12 mulheres. Foi utilizado como instrumento de avaliação postural o simetrógrafo, além de uma anamnese contendo dados pessoais e histórico cirúrgico. Os dados foram colhidos durante três sessões. A idade da amostra variou entre 28 e 79 anos, e o tempo de cirurgia oscilou entre 02 e 12 anos. Das mulheres envolvidas na amostra apenas 01 realizou reconstituição da mama. Os dados referentes a avaliação postural demonstraram que 100% da amostra apresentava desvios posturais, como rotação e assimetria dos ombros, rotação do tronco, atitudes escolióticas, hiperlordose, cabeça lateralizada e inclinada anteriormente. Em todas da amostra havia uma relação direta entre o lado da mastectomia com o lado em que estes comprometimentos se encontravam. Diante do exposto considera-se válido, além de outros estudos voltados a esta temática, a presença de um grupo multidisciplinar de profissionais no atendimento, tanto pré como pós-cirúrgico em mulheres mastectomizadas, atuando tanto na prevenção quanto na reabilitação funcional, e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida.

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Análise do perfil de atletas de basquete sobre rodas participantes da I Etapa do Campeonato Regional Paranaense

Bôas, M.S.V.; Bastian, T.V.; Matsuo, A.R.; Nascimento Jr., J.R.A.; Quinhoneiro Jr., M.

Instituição: UEM- Depto. de Educação Física ; UEM- Depto. de Educação Física; UEM- Depto. de Educação Física; UEM- Depto. de Educação Física; UEM- Depto. de Educação Física

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A pratica do basquete sobre rodas no estado do Paraná é pouco difundida. Raras são as equipes e não se têm noticiais da realização de nenhum torneio e competição desta natureza. Sabe-se que para se montar uma equipe composta por pessoas com necessidades especiais é necessário a orientação de profissionais especializados bem como a utilização de cadeiras esportivas especiais, o que encarece e dificulta ainda mais a massificação desta modalidade. Com intuito de motivar os praticantes deste desporto, foi organizado neste ano de 2005 o I Campeonato Regional Paranaense de basquete adaptado, pelos representantes das cidades de Maringá, Umuarama, Foz do Iguaçu e Cascavel. O presente estudo buscou investigar o perfil destes praticantes integrantes das equipes da I Etapa do Campeonato Regional Paranaense de Basquete Sobre Rodas. Participaram da pesquisa trinta e seis atletas das equipes de Maringá, Umuarama, Foz do Iguaçu e Cascavel. Os resultados mostraram que 38% dos praticantes apresentam a deficiência poliomielite, 82% praticam a mais de 2 anos, que entre os motivos de importância que o esporte adaptado proporciona aos atletas é de 27%. Os pesquisados informaram também que o esporte possibilitou melhoras em relação a auto estima, responsabilidade, companheirismo e cooperação. Com relação as modificações comportamentais no âmbito familiar constatou-se que o dialogo e a tolerância obtiveram 53% das respostas.

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES E INCLUSÃO: PRODUÇÃO CIENTÍFICA NOS PERIÓDICOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL – 1994 A 2004

Borges, L.J.; Caporossi, I.V.; Nascimento, P.V.; Sousa, S.B.

Instituição: Faculdade de Educação Física - UFU ; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU

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O presente estudo tem como temática central a formação de professores e inclusão de educandos com necessidades educacionais especiais. O tema inclusão é um assunto de grande foco mundial e destaque na mídia, nos motivando assim, verificar a produção científica referente à formação de profissionais da área de educação/educação física voltados para esta questão. O objetivo deste estudo foi identificar e analisar a produção científica sobre formação de professores voltada para inclusão nos periódicos de Educação Especial, Revista Brasileira de Educação Especial (RBEE) e Revista Cadernos de Educação Especial (RCEE), no período de 1994 a 2004. A pesquisa é do tipo bibliográfica, de caráter analítico-crítico. A população foi composta por 148 textos publicados na RCEE e 107 da RBEE. A amostra foi composta por 6 trabalhos da RCCE e 2 da RBEE, que versavam sobre a nossa temática. A coleta de dados foi feita por meio de levantamento bibliográfico. Utilizamos uma ficha como instrumento de coleta de dados. A análise foi do tipo qualitativo-quantitativo. Resultados encontrados na RCEE: do total de textos 3 versaram sobre formação de professores e 3 sobre formação de professores/inclusão; as áreas abordadas foram (1 Pedagogia Empresarial, 1 Química, 1 Informática, 2 Educação Física, 1 Área Geral); problemas priorizados: (50% educação inclusiva, 33% saberes e práticas, 17% preparação do pedagogo); objetivos (50% analisar a prática pedagógica, 33% verificar a preparação do professor, 17% contribuições da informática na educação inclusiva). Já na RBEE: 2 textos versaram sobre formação de professores/inclusão; as áreas abordadas foram (1 Educação Física e 1 Geral ); problemas priorizados: (50% capacitação pedagógica e 50% política públicas); objetivos: (50% elaborar um programa de capacitação para professores de Educação Física e 50% analisar a formação de professor). Pode-se inferir que no auge das discussões sobre a inclusão, a temática formação de professores não foi priorizada, mostrando no nosso entendimento um descaso por parte dos estudiosos. Por ser os periódicos, um veículo de divulgação rápido e confiável, a formação de professores deveria ser mais discutido e estudado, pois acreditamos que esta é uma ação imprescindível para que o processo de inclusão se efetive.

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Tema Livre

AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA E CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS PRATICANTES DE GINÁSTICA DO PROJETO AFRID

Borges, L.J.; Martins, J.L.A.; Coelho, F.G.M.; Arantes, L.M.; Martins, M.A.; Leite, G.F.

Instituição: Faculdade de Educação Física - UFU ; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU

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A avaliação dos componentes da aptidão física e capacidade funcional é determinante dos efeitos do envelhecimento no desempenho físico, bem como na avaliação de programas de atividade física. O objetivo deste estudo foi avaliar a aptidão física e capacidade funcional em mulheres com mais de 50 anos, praticantes de ginástica. A população estudada foi as praticantes de ginástica do Projeto AFRID. A amostra foi composta de 12 mulheres com idade média de 65 anos, sendo que 12 participaram dos três primeiros testes e 9 participaram dos demais. Os instrumentos utilizados foram oito testes de aptidão física protocolados por Rikli & Jones (1999), CELAFISCS e William & Greene (1990), bem como Ficha de avaliação da capacidade funcional Rikli & Jones (1999). Os resultados serão apresentados pela média e desvio padrão, respectivamente, de acordo com a idade. Velocidade Máxima de Andar 50 -59 anos (2,2x; 0,15s); 60- 69 anos (2,4x; 0,16s); 70-79 anos (2,6x; 0,18s). Velocidade Normal de Andar 50 -59 anos (3x; 0,12s); 60- 69 anos (3,2x; 0,39s); 70-79 anos (3,6x; 0,49s). Velocidade de levantar da cadeira 50 -59 anos (0,6x; 0,13s); 60- 69 anos (0,6x; 0,14s); 70-79 anos (0,6x; 0,15s). Flexão de cotovelo 60-64 anos (24,3x;6,02s); 65 -69 anos (24x;1,41s); 70 -74 anos (21x; 0s); 75 -79 anos (19,5x; 3,53s). Flexibilidade do ombro: 60-64 anos (-1x;10,81s); 65 -69 anos (-4,7x;10,9s); 70 -74 anos (-7x;7,07); 75 -79 anos (3x; 1,41s). Sentar e alcançar 60-64 anos (5,3x;11,93s); 65 -69 anos (6x;9,89s); 70 -74 anos (2,7x; 3,88s); 75 -79 anos (4x; 4,24s). Velocidade para se levantar da posição sentada 60-64 anos (2,2x;0,35s); 65 -69 anos (2,9x;0,35s); 70 -74 anos (3,2x; 0,14s); 75 -79 anos (2,5x; 0,10s). Velocidade para se levantar da posição deitada 60-64 anos (2,4x;1,75s); 65 -69 anos (4,2x;0,61s); 70 -74 anos (4,3x; 0,77); 75 -79 anos (2,9x; 0,09s). Estes resultados apresentaram valores iguais e/ou melhores, quando comparados com os valores padrões de referência, exceto no teste de Velocidade Normal de Andar. No questionário de auto-avaliação pode-se verificar que 89,5 % apresentam nível funcional “avançado”. Pode-se afirmar que o Programa de Ginástica tem conseguido melhorar a aptidão física e capacidade funcional desta população estudada.

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DESEMPENHO MOTOR DE JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN

Branco, S.B.; Diehl, R.M.

Instituição: Ulbra - Universidade Luterana ; Ulbra - Universidade Luterana

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O objetivo deste estudo foi analisar o Índice de Massa Corporal (IMC), a flexibilidade e a força/resistência de 17 jovens com síndrome de Down, de ambos os sexos, na faixa etária de 20 a 26 anos. Os sujeitos do nosso estudo freqüentam programas esportivos duas vezes por semana. Os testes foram baseados nas orientações dadas pelo Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, GAYA et al. 2002) e aconteceram no mês de maio de 2005. Após a análise dos dados foi possível identificar que em relação ao IMC o grupo feminino ficou com 30% dentro da faixa do risco baixo, 50% dentro da zona ideal e 20% dentro da zona de risco elevado; no grupo masculino 57% ficaram na zona ideal e 43% ficaram dentro da zona de risco elevado. Na variável flexibilidade o grupo feminino ficou 40% dentro da média, 30% acima da média e 30% na faixa excelente. O grupo masculino na variável flexibilidade ficou com 43% dentro da faixa ruim, 29% na média, 14% acima da média e 14% na faixa excelente. Na aptidão força/resistência o grupo feminino ficou com 80% na classificação fraco e 20% na classificação abaixo da média, porém o grupo masculino ficou com 100% dos avaliados na classificação fraco. Com base nos resultados obtidos no IMC, se faz necessário uma investigação mais profunda visando identificar se a obesidade oriunda de 29% dos avaliados é fruto dos hábitos alimentares, de problemas fisiológicos ou mesmo do estilo de vida. Também é necessário realizar atividades que auxiliem o grupo masculino na melhora e manutenção de sua flexibilidade, e que seja feito um trabalho específico com ambos os grupos para que a força/resistência seja trabalhada com maior ênfase, pois 88% dos avaliados ficaram com a classificação fraco. Essas avaliações periódicas são essenciais pra determinar eventuais ajustes durante a execução do planejamento anual no CEAMA, embora a freqüência dos alunos seja bastante irregular. GAYA, A. et al. Perfil do crescimento somático de crianças e adolescentes da região sul do Brasil. Revista Perfil: Dossiê Esporte Brasil, n.6. p.79-85, 2002. _______________. Aptidão física relacionada a saúde um estudo piloto sobre o perfil de escolares de 7 a 17 anos da região sul do Brasil. Revista Perfil: Dossiê Esporte Brasil, n.6. pg 50-60, 2002.

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Implementação de programas de atividade física para mulheres com incontinência urinária de esforço

Caetano, A S; Tavares, M C G C F; Lopes, M H B M

Instituição: Universidade Estadual de Campinas ; Universidade Estadual de Campinas; Universidade Estadual de Campinas

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A incontinência urinária de esforço é definida pela Intenational Continence Society como a queixa de perda involuntária de urina no esforço ou exercício, espirro ou tosse. Esses sintomas são mais comuns em mulheres. Essa questão deve-se a razões anatômicas e conseqüências dos partos e gestações que favorecem o enfraquecimento e deslocamento dos músculos do períneo. Associada ao desconforto da incontinência urinária, as mulheres com esta sintomatologia, freqüentemente sofrem com problemas emocionais como depressão, ansiedade, síndrome do pânico entre outros. A vida social também fica prejudicada, pois se afastam dos amigos, das atividades em comunidade, deixam de freqüentar lugares públicos, festas e evitam realizar viagens longas para evitar o constrangimento de perder urina. Além disso, observamos que a maioria dessas mulheres abandonam atividades físicas, principalmente aquelas de impacto como pular, correr, ginásticas aeróbicas, pois estas estão mais relacionadas com a perda de urina. Dessa forma, essa população fica privada dos benefícios inerentes à atividade física. Buscando reverter esta situação desenvolvemos uma proposta de atividades físicas para essa população que inclua os exercícios de Kegel que são exercícios específicos para o fortalecimento da região do períneo. Implementamos essa proposta em cinco grupos de mulheres e constatamos que a adesão ao programa requer alguns cuidados especiais como: evitar a discriminação do grupo formando sempre grupos heterogêneos com mulheres com e sem sintomas de incontinência urinária de esforço e inserção dos exercícios de Kegel no contexto dos demais tendo cuidado de não relacioná-los diretamente a um tratamento, uma vez que a exclusão destes exercícios no contexto de uma ginástica global não se faz coerente, já que os músculos do períneo fazem parte da atividade funcional de todas as mulheres e merecem a mesma atenção que os demais.

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Handebol 4 em Cadeira de Rodas - Handball Four

CALEGARI, D.R.; GORLA, J.I.; CARMINATO, R.A.; CÂNDIDO, A.C.; DAMACENO, L.; FEIDEN, R.

Instituição: Universidade Paranaense - UNIPAR ; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR

Apoio Autor: ; ; ; ; ;

O objetivo inicial deste estudo foi realizar uma pesquisa exploratória sobre o Handebol para Cadeirantes identificando se o mesmo está sendo praticado e quais as regras que estão sendo utilizadas para esta prática, estabelecendo os parâmetros iniciais para a inclusão da modalidade no Projeto AMA ? Atividades Motoras Adaptadas na Universidade Paranaense ? UNIPAR CAMPUS TOLEDO e a construção de referencial teórico e técnico para implantação e desenvolvimento da modalidade no âmbito do Movimento Paraolímpico Nacional e Internacional. A partir das dificuldades enfrentadas na implantação da modalidade na UNICAMP, tendo como referencial profissional a experiência de cinco anos de execução do Projeto AMA os autores propõe a implantação da modalidade de Handebol Adaptado utilizando como fonte de adaptação as regras do Handebol de Areia para possibilitar a disputa com um número menor de participantes, reduzindo custos de investimento inicial, desenvolvimento e organização de competições. Os jogos podem ser realizados em quadras menores, com cada equipe sendo formada por 8 jogadores (4 titulares e 4 reservas) e sendo disputada em dois sets de 10 minutos cada e 5 minutos de intervalo, substituições e punições serão semelhantes ao Handebol de Salão, com a ressalva de que todos os jogadores podem atuar como goleiro a qualquer momento do jogo, desde que não estejam na área do goleiro dois defensores, fato que deve ser punido com um tiro de sete metros (pênalti). As disposições referentes às cadeiras de rodas a serem utilizadas seguirão as normas do Basquete em Cadeira de Rodas (CBB), até que novos estudos possam ser realizados para a certificação desta adequação. O estudo ainda identificou que existem competições organizadas a nível internacional para atletas surdos (Deaflimpics) e Deficientes Mentais (Olimpíadas Especiais). Apesar de ambas as formas serem motivantes, pois envolvem somente o desenvolvimento do passe, da recepção e do arremesso, a opção por uma ou outra será determinada essencialmente pela capacidade de investimento, disponibilidade de espaço físico e quantidade de praticantes.

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Tema Livre

Handebol em Cadeira de Rodas

CALEGARI, D.R.; GORLA, J.I.; CARMINATO, R.A.; FEIDEN, R.; DAMACENO, L.; CÂNDIDO, A.C.

Instituição: Universidade Paranaense - UNIPAR ; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - UNIPAR

Apoio Autor: ; ; ; ; ;

O objetivo inicial deste estudo foi realizar uma pesquisa exploratória sobre o Handebol para Cadeirantes identificando se o mesmo está sendo praticado e quais as regras que estão sendo utilizadas para esta prática, estabelecendo os parâmetros iniciais para a inclusão da modalidade no Projeto AMA ? Atividades Motoras Adaptadas na Universidade Paranaense ? UNIPAR CAMPUS TOLEDO e a construção de referencial teórico e técnico para implantação e desenvolvimento da modalidade no âmbito do Movimento Paraolímpico Nacional e Internacional. Foram identificadas ações de desenvolvimento de Handebol em Cadeira de Rodas através de iniciativas isoladas das Prefeituras de Santos, São Sebastião e Jundiaí no Estado de São Paulo, no Estado do Rio de Janeiro por parte da Prefeitura e do Centro Educacional Santa Mônica, na Bahia através do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado de Feira de Santana e na Sociedade Hípica de Campinas/SP. As ações mais consistentes e que estavam fundamentadas em registros científicos foram as desenvolvidas pela Universidade Estadual de Campinas ? UNICAMP, que serviu de apoio para a construção da proposta de regras para o Handebol Adaptado. A partir das dificuldades enfrentadas na implantação da modalidade na UNICAMP, tendo como referencial profissional a experiência de cinco anos de execução do Projeto AMA os autores propõe a implantação da modalidade de Handebol Adaptado da seguinte forma: disputado na quadra oficial da modalidade, com tempo de jogo, número de jogadores, substituições e punições semelhantes ao Handebol de Salão, com a ressalva de que todos os jogadores podem atuar como goleiro a qualquer momento do jogo, desde que não estejam na área do goleiro dois defensores, fato que deve ser punido com um tiro de sete metros (pênalti). As disposições referentes às cadeiras de rodas a serem utilizadas seguirão as normas do Basquete em Cadeira de Rodas (CBB), até que novos estudos possam ser realizados para a certificação desta adequação. O estudo ainda identificou que existem competições organizadas a nível internacional para atletas surdos (Deaflimpics) e Deficientes Mentais (Olimpíadas Especiais).

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Tema Livre

Projeto de Educação Física Adaptada "Viva a Diferença": Um relato de experiência

CALVE, T

Instituição: FACULDADES INTEGRADAS MODULO

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A inclusão de pessoas com necessidades especiais na sociedade vem sendo realizada de forma mais expressiva. Além do direito de acesso aos locais públicos, mobiliários urbanos, transporte gratuito, cultura e educação, o esporte também é um direito e uma das maneiras de incluir pessoas com necessidades especiais na sociedade. Segundo Mauerberg-deCastro (2000), a Educação Física não faz diferença entre pessoas que possuem ou não algum tipo de deficiência, desta maneira todos podem praticar atividade física, independente de suas aptidões físicas. Pensando nisso, foi proposta a realização de um projeto em que crianças com necessidades especiais e crianças sem deficiência praticassem atividade física juntas, quebrando a barreira da diversidade. Assim surgiu o projeto de Educação Física Adaptada ?Viva a Diferença?, que tem como objetivos, promover atividade física e integração de pessoas com e sem deficiência. O projeto ?Viva a Diferença? está sendo desenvolvido em parceria entre Corpo de Bombeiros, APAE e Faculdades Integradas Módulo da cidade de Caraguatatuba/SP. Participam do projeto 12 crianças da APAE (diversas deficiências) e 20 adolescentes com idade entre 11 e 14 anos do Projeto Bombeiro Mirim. As aulas acontecem uma vez por semana e tem duração de uma hora e meia. Os mesmos exercícios são realizados por todos, respeitando a individualidade de cada um. Além disso, todos trabalham em sistema de cooperação, possibilitando o desenvolvimento da socialização do grupo. Esta atitude mostra a possível inserção de crianças com necessidades especiais em uma aula de educação física regular. Algumas observações puderam ser feitas durante a realização do projeto, por exemplo, a minimização do preconceito em relação às pessoas deficientes por parte das crianças sem deficiência, uma vez que, a maioria nunca havia tido contato com qualquer tipo de população especial. Outra observação importante diz respeito à melhora da socialização dos alunos da APAE, tanto nas aulas de educação física do projeto como dentro da instituição. Desta maneira podemos perceber a importância do convívio de pessoas com necessidades especiais com pessoas sem deficiência, e ainda que a educação física pode ser um sistema facilitador do processo inclusivo de populações especiais na sociedade.

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Tema Livre

AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS.

Carvalho, Camilla; Mendonça, D.C.B.; Alves, T.B.; Costa, G.A.; Teixeira, A.P.A.; Cabral, L.S.A.

Instituição: UFU - Universidade Federal de Uberlândia ; UFU - Universidade Federal de; UFU - Universidade Federal de; UFU - Universidade Federal de; UFU - Universidade Federal de; UFU - Universidade Federal de

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O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que vão alterando progressivamente o organismo, tornando-o mais susceptível a agressões. (Fedrigo, 1999). Deste modo, com o avanço da idade as perdas funcionais tornam-se evidentes. Observa-se também que a capacidade funcional é um importante marcador em termos de aptidão e independência para realizar determinadas atividades, sendo significante para a qualidade de vida dos idosos. Assim, tivemos como objetivo da pesquisa identificar a capacidade funcional de idosos institucionalizados. Foi realizada uma pesquisa de campo, com 30 idosos lúcidos em 3 instituições de longa permanência no município de Uberlândia, escolhidas devido a compatibilidade com o programa AFRID (Atividade Física e Recreativa para Terceira Idade). Foi utilizada a escala de auto-avaliação da capacidade funcional protocolada por SPIRDUSO (1995), que possui 18 tipos diferentes de atividades da vida diária e instrumentais. Os resultados obtidos demonstram que 90% dos idosos realizam atividades de comer e beber sem ajuda e com facilidade, porém 6,7% desempenham sem ajuda, mas com dificuldade e 3,3% realizam com ajuda ou dependem de outros para realizar. 53,4% dos idosos movimentam no ambiente o qual residem sem ajuda e com facilidade, no entanto 23,3% alcançam o objetivo da atividade sem ajuda, mas com dificuldade e 23,3% realizam com ajuda ou dependem de outros para realizar. 70% dos idosos tomam banho sem ajuda e com facilidade, todavia 10% realizam sem ajuda, mas com dificuldade e 20% realizam com ajuda ou dependem de outros para realizar. Baseado nos resultados observamos que grande parte dos idosos institucionalizados estão aptos a realizar atividades para sua alimentação, para deslocamentos e higiene, porém estas ações são limitadas devido a organização sistematizada que cada Instituição estabelece.

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Tema Livre

Atividades de Sociabilização de Idosos Asilados

Celestino, J.Q.; Barros, M.M.S.; Jesus, E.D; Ferrari, H.G; Silva, V.M.T.G; Tolocka, R.E

Instituição: Faculdads Integradas Einstein de Limeira ; Faculdads Integradas Einstein de Limeira; Faculdads Integradas Einstein de Limeira; Faculdads Integradas Einstein de Limeira; Faculdads Integradas Einstein de Limeira; Faculdads Integradas Einstein de Limeira

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Para Carvalho (2000) nos últimos 100 anos o mundo tem vivido uma revolução silenciosa e inusitada: a da longevidade. Em nosso país, no ano de 2025, o número de idosos poderá chegar a 31 milhões. Muitas pessoas chegam a velhice sem boas condições de saúde e sem uma família que possa lhe auxiliar, sendo então encaminhadas para asilos e lá na maioria das vezes, começam a perder o contato com a sociedade, em um processo que vai paulatinamente levando-as ao isolamento social. De outro lado, a sociedade começa a buscar caminhos para a inclusão social de todas as pessoas, considerando a diferença como valor, onde estratégias diversificadas trazem possibilidades de realizarão humana Mantoan (1997), Sassaki (1999) e Stanback (1999). Com o objetivo propiciar atividades que permitemo encontro de gerações, foi realizado um estudo exploratório, com um lar de idosos, em duas situações distintas: na primeira eles foram convidados a participar de uma festa fora do asilo e na outra a festa foi dentro do ?lar? onde eles viviam. Os eventos foram abertos à comunidade e atividades atividades de pintura, jogos e danças foram realizadas. A escolha das atividades levou em consideração as possibilidades motoras dos idosos, sendo feita a priori, uma análise de cada tarefa, observando-se pré-requisitos necessários, complexidade da tarefa e grau de integração. Na dança, foram utilizadas coreografias em duplas, trios e no grupo todo. Foi também realizada uma grande quadrilha. Os eventos foram filmados para posterior análises. Nas duas situações a atividade que mais motivou os idosos e permitiu entrosamento entre as diferentes faixas etárias foi a dança. Observou-se que nas atividades de jogos houve dificuldade com o tempo de realização da tarefa entre idosos e jovens e que as atividades de pintura ou modelagem não quebravam a barreira etária. De outro lado, as atividades de dança foram o ponto alto em ambos os eventos, onde os idosos puderam interagir com pessoas de todas as idades, onde todos manifestaram contentamento, conforme pode ser observado pela gestualidade e pelas expressões faciais. Evidencia-se assim que é possível trazer idosos para o convívio social, tanto levando-os a locais fora de seu abrigo, quanto levando a comunidade para dentro dele.

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AS OPINIÕES DOS PROFESSORES SOBRE A REALIDADE DA INCLUSÃO DO DEFICIENTE FÍSICO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM ESCOLAS PÚBLICAS DE SÃO LUÍS

Cordeiro, M.A.Z.; Silva, S.M.M.

Instituição: Ufma ; Ufma-Depto de Educação Física

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O paradigma da inclusão começou a ser construído a partir de algumas experiências de inserção social das pessoas com deficiência, desde a década de noventa, quando foram sentidas pequenas modificações em setores como educacional, profissional, social e esportivo. Apesar das leis existentes, que procuram assegurar os direitos a essas pessoas, as mesmas continuam sendo marginalizadas socialmente, incluindo, as aulas de educação física, conforme denúncias tanto das organizações representativas quanto dos indivíduos isoladamente. Essa investigação tem como objetivo analisar o processo de inclusão do aluno deficiente físico nas aulas de Educação Física em escolas públicas estadual e municipal do ensino fundamental de São Luís-MA, segundo as opiniões dos próprios professores. Os instrumentais de coleta de dados compreenderam a análise de documentos (proposta pedagógica da escola) e as entrevistas estruturadas com 25 professores de Educação Física de 10 escolas públicas das redes estadual e municipal. Os resultados das entrevistas mostraram a inexistência de proposta pedagógica em Educação Física, que contemple a inclusão do deficiente físico, segundo 96% dos professores. Os alunos com deficiência física participavam passivamente das aulas práticas de educação física. As causas atribuídas à exclusão desses alunos nas referidas aulas foram: falta de conhecimentos específicos dos professores sobre inclusão (34%), falta de interesse da escola (30%) e falta de proposta pedagógica inclusiva formulada pelas Secretarias de Educação Estadual e Municipal (36%). Os fatores que dificultavam a inclusão do aluno com deficiência física nessas no ensino fundamental regular: preconceito do aluno (20%), falta de estrutura geral da escola (24%), falta de proposta pedagógica (32%) e o despreparo profissional (24%). Portanto, a realidade apresentada pelas escolas selecionadas não contempla a inclusão do aluno deficiente físico nas aulas de Educação Física nas redes públicas de ensino, ficando evidentes a falta de adequação tanto física quanto de recursos materiais para o atendimento a essa clientela, destacando-se a carência de maior preparo dos professores e a ausência de proposta pedagógica efetiva e que contemple a inclusão dessa clientela.

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Análise do pico de velocidade máximo da mão na tarefa modificada do erro A não B. Um estudo longitudinal em crianças com deficiência mental

Cozzani, M.; Souza, J. M; Cavicchia, M. C; Mauerberg-deCastro, E.

Instituição: Unesp-IB-Departamento de Educação Física ; Unesp-IB-Departamento de Educa; Unesp-IB-Departamento de Educa; Unesp-IB-Departamento de Educa

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A repetição do gesto de alcançar objetos em uma mesma posição fortalece a memória motora e leva à maior probabilidade de perseveração, mesmo que tal comportamento se torne inapropriado. Elementos de controle que podem quebrar a perseveração são o fator atencional e o de memória. O fenômeno perseverativo é bastante informativo sobre o processo perceptivo-motor em grupos onde atrasos em ambas funções (i.e., memória e atenção) são predominantes. Nosso objetivo foi avaliar longitudinalmente o pico máximo de velocidade da mão em crianças com deficiência mental que realizaram a tarefa de alcançar objetos em alvos idênticos sob o paradigma ?erro A não B? de Piaget (1954). Participaram deste estudo oito crianças com deficiência mental e idade média de 4,42±(1,13) anos. Foram realizadas 4 coletas com intervalos de aproximadamente 3 meses. As crianças observaram o experimentador agitar uma tampa em um de dois lados, assinalados como A ou B e separados por uma pequena distância, após um atraso de 3 segundos foi dada a oportunidade para que ela pegasse a tampa. Após 6 tentativas em A o experimentador agitou a tampa em B (2 tentativas). A variável analisada foi a média do pico máximo de velocidade da mão em dois blocos. Bloco 1: alcances em A (i.e., média de 4 alcances) e bloco 2: alcances em B (i.e., média de 2 alcances). A análise dos resultados revelou diferença significativa entre as coletas F(3,46) = 6,779, p =0,001 e o teste pos-hoc de Tukey revelou que o pico de velocidade foi menor na coleta 1 em relação as outra três coletas. Houve também diferença significativa entre as médias dos blocos de alcances (A e B) F(1,46) = 4,772, p =0,032 e interação entre coleta e bloco de alcance F(3,46) = 8,766, p <=0,001. A interação ocorreu na coleta 3 uma vez que o valores do pico de velocidade da mão diminuíram drasticamente nos alcances para a posição B. A maior tendência de quebrar a perseveração ocorreu na coleta três. Dos 8 participantes, 5 alcançaram pelo menos uma vez em B. Este comportamento pode ter contribuído para a diminuição da velocidade do gesto, uma vez que a memória motora de alcances em A compete com a atenção e a quebra da perseveração em B.

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Ação Pedagógica dos Jogos Tradicionais Infantis para Crianças com Deficiência Visual.

Crós, C.X.; Almeida, J.J.G.; Mataruna, L.

Instituição: Unicamp-DEAFA ; Unicamp-DEAFA; Unicamp-DEAFA

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A observação das atividades culturais infantis é importante para o estudo do desenvolvimento cognitivo e sócio-afetivo das crianças, dos quais constituem um alicerce para a vida adulta. O pressuposto de que crianças com deficiência visual (DV) brincam menos, quando comparadas com as de visão normal, acaba por vezes justificado pelo déficit de oportunidades de lazer. Este fato compromete a aquisição de novas habilidades, prejudicando o desenvolvimento geral, e mascarando as potencialidades. O estudo discutiu a ação pedagógica dos Jogos Tradicionais Infantis (JTI) e suas possíveis adaptações motoras. Sob a perspectiva crítico-dialética, admitiu o estudo de caso como meio de investigação, caracterizando-se como uma pesquisa descritiva. Foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas que retratavam as pessoas com DV (n=12) quando crianças, em relação aos JTI. Foram propostos dois jogos, um simbólico e um cognitivo, com o intuito de exemplificar a idéia das possibilidades de criação, desenvolvimento e adaptação. Alguns dos jogos estudados foram adaptados às necessidades das crianças com DV, oferecendo oportunidades de novas vivências; com movimentos próprios; permitindo expressões corporais criativas; desenvolvendo-as de forma cognitiva e motora. Longe de serem receitas ou modelos, os jogos estudados e adaptados são provocações de idéias para que os indivíduos possam construir adaptações sem descaracterizar o contexto nas quais estas e outras estão inseridas. A maioria dos entrevistados brincou na rua com atividades que envolvessem a exploração das possibilidades de movimentos e com pessoas do cotidiano, facilitando as atividades em grupo. Apontaram, porém, ter dificuldades em participar de brincadeiras convencionais por não possuir material adaptado ou por outros motivos, como por exemplo, o contraste de luz; entretanto realizavam adaptações individuais que as permitiam brincar usualmente. Assim, os JTI aparentemente não acessíveis à algumas deficiências podem ser aplicados sem perder o foco sobre a potencialidade da pessoa e sem diluir as propostas dos jogos dentro de sua característica tradicional, baseando-se em princípios pedagógicos e científicos.

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DANÇA DE SALÃO EM CADEIRA DE RODAS: UM ESTUDO IMAGINAL DA FUSÃO CORPORAL DE CADEIRANTES, CADEIRA DE RODAS E ANDANTE ATRAVÉS DA METÁFORA DA METAMORFOSE DA BORBOLETA

Cunha, M. A. T.; Costa, V. L. de M.

Instituição: LIRES - LEL - Universidade Gama Filho ; LIRES - LEL - Universidade Gama Filho

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Pesquisa qualitativa realizada com dezesseis cadeirantes que praticam dança de salão. Buscamos compreender diversos sentidos explicitados no processo da metamorfose, na fusão dos dançarinos em cadeira de rodas, por meio da metáfora do modelo evolucionista da borboleta, transmutado pelas luzes do palco e pelo toque dos pares andantes. Fundamentamos nossos estudos na Análise do Discurso, de Orlandi (2000), que entende a linguagem enquanto lugar de conflito, tendo no silêncio seu elemento fundante, o princípio de toda significação e em Durand (1988), para quem do imaginário emergem medos, esperanças, frutos culturais. Vários discursos estão presentes no universo das práticas alternativas dos portadores de deficiências. Realizamos entrevistas semi-estruturadas, associações livres de idéias, mediante palavras indutoras e a projeção das alegorias animais de Postic (1993), que tem como objetivo detectar os elementos que, no imaginário, por sua ação simbólica, levam a libertação de imagens, angústias e expressão de afetos. Os interditos são suspensos porque nesse jogo alegórico tudo pode ser dito. Assim, encontramos pistas para a compreensão do imaginário social que envolve essa atividade e os sentidos que a dança assume para eles. Dançar é aventura, vida no movimento, prazer, amor, alegria, liberdade, superação. Corpo fazendo da cadeira de rodas instrumento, transporte para movimento, arte coreográfica. Re-significam sua dança, ultrapassando tradicionais coreografias técnicas, rígidas, de passos e movimentos exaustivamente ensaiados, alcançando nuanças de fluência e cadência dinamizadoras das percepções dos movimentos de cada indivíduo em suas cadeiras e rodas, vividas e visualizadas na solidariedade dos andantes. Metamorfoseiam a aparente imobilidade, recobrindo-a de expressões, signos codificados e estabelecidos em diferentes linguagens e estilos. No movimento, os pares procuram entrar no ritmo, forma, vivendo uma energia dançante que se propaga de um corpo para outro. Na metamorfose final, pela identificação e magia do Amor, espírito atravessa corpo, alcançando humanização na natureza, onde rodas, movimento, aventura de dançar faz com que se esqueçam dos preconceitos, valores sociais, exclusão, identidade dançante e se preparem para um próximo vôo.

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Tema Livre

A VISÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE O DEFICIENTE FÍSICO

David, P.A.

Instituição: UniABC- Curso de Educação Física

Apoio Autor:

Em virtude da Lei 7853/89 e considerando os conceitos que definem as pessoas com deficiência física, surgiram alguns questionamentos sobre a relação bastante estreita que a Educação Física tem com o belo, com a estética, com a saúde, com o corpo ideal e com a possibilidade destes deficientes serem alunos integrantes das aulas. Diante desta realidade, este estudo buscou verificar como os professores de Educação Física definem a pessoa com deficiência física e qual o desejo que eles expressam em relação a tê-los em suas aulas. Pertenceram a este estudo, 30 professores de Educação Física que ministram aulas no Ensino Fundamental da rede regular e pública do Município de São Caetano do Sul, na grande São Paulo, que receberam um questionário com duas questões. Para análise dos dados foram utilizadas duas formas: uma quantitativa para a questão fechada e uma qualitativa, através do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), para a questão aberta. Nos resultados obtidos para a questão: Como você define a pessoa com deficiência física? apresentou-se como idéias centrais do pensamento coletivo a definição de ?limitação?, ?necessidades especiais?, ?dificuldades e diferenças físicas? e ?normal?. Para a questão: Gostaria de tê-lo em suas aulas? Observou-se que 60% responderam que sim, 17% que não e 23% não responderam. Conclui-se que os professores não conseguem definir o deficiente físico em termos conceituais (de acordo com as definições existentes na literatura) e não os visualizam para além de suas limitações física deixando muitas vezes transparecerem qual a representação social que fazem dos mesmos a partir do que considera-se negativo. Em compensação, gostar de ter estes alunos nas aulas pode ser entendido de duas maneiras: uma como algo desafiador para o professor e outra como uma resposta politicamente correta por se tratarem de escolas públicas. É de se considerar que a falta de conhecimentos teóricos e uma visão bastante limitada sobre estes alunos em algum momento pode ser imprescindível para fundamentar a prática pedagógica, uma vez, que a realidade da inclusão está bastante próxima das aulas de Educação Física.

Apoio Trabalho:
 

 

Tema Livre

ANÁLISE DA IDADE MOTORA EM CRIANÇAS NA FAIXA ETÁRIA DE 7ANOS PORTADORAS DA SINDROME DE DOWN.

DIAS, J. L.; LIMA, K. K. A. S.; SANTOS, C. M.

Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA ; UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA; UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

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O presente estudo é uma pesquisa de campo de caráter descritivo, com o objetivo de analisar a idade motora em crianças portadoras da Síndrome de Down na faixa etária de 7 (sete) anos. A amostra foi constituída de sete indivíduos, sendo quatro meninos e três meninas, todos alunos da instituição de ensino: APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade de Campina Grande-PB. Foram analisados os padrões motores nos aspectos de motricidade fina, global, equilíbrio e lateralidade (ouvido, olho, mão e pé). Após as coletas e análise dos dados, pudemos observar que as crianças portadoras da Síndrome de Down apresentaram um atraso na sua idade motora de aproximadamente três anos. Onde o objetivo seria aplicar os testes motores para as seguintes idades, quatro, cinco, seis e sete anos respectivamente, porém todas as crianças não conseguiram êxito nos testes referentes à idade de cinco anos, assim não sendo necessário aplicar os testes específicos às outras idades. Como nos mostra os resultados a seguir: para a motricidade fina 14,29% obtiveram êxito, onde 85,71% não atingiram o êxito, na motricidade global 28,58% foi de êxito e 71,42% de não êxito, para o equilíbrio esse percentual foi de 14,29% de êxito e 85,71% de não êxito, foi observado ainda que 71,42% das crianças Down apresentaram a lateralidade cruzada e 28,58% a lateralidade definida. Através dos valores apresentados, podemos sugerir algumas possíveis causas para esse atraso da idade motora, como por exemplo, déficit atencional, hipotonia, déficit cognitivo e outros. Porém, o que destacamos é a intervenção do Profissional de Educação Física, com programas específicos para buscar um melhor desenvolvimento do padrão motor de crianças portadoras da Síndrome de Down.

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EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR INCLUSIVA COMO POSSIBILIDADES DE ENCONTRO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

FARIAS, A. L. P.; CHAO, C. H. N.; SANTOS, C. M.; SILVA, J. S. C.; ALMEIDA, W. M.

Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA ; UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA; UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA; UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA; UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

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A flexibilidade da nova LDB tem sido reconhecida e destacada como uma de suas características mais expressivas. Na expectativa de uma educação voltada não apenas para a produção e difusão dos saberes culturalmente construídos, a lei preconiza a formação do cidadão participativo e responsivo às demandas cada vez mais complexas da sociedade moderna. O processo fenomenológico tem uma contribuição para o entendimento mais amplo das possibilidades de inclusão social, nessa perspectiva a educação tem como tarefa a desalienação do sujeito e o ato de educar caracterizado pela ampliação da consciência do educando frente às situações e projetos existenciais. O fato de a Educação Física ser considerada como ?mera atividade?, relegada a algo sem importância no conjunto das disciplinas curriculares, restando o papel de mera executora de tarefas, é um exemplo da grande polêmica gerada por alguns destes confrontos. Esse fato se reflete num dos pontos centrais da atual discussão no âmbito da Educação Física Escolar, dizendo respeito à busca de sua autonomia pedagógica. O presente estudo teve como objetivo elaborar uma proposta para o desenvolvimento da Educação Ambiental (EA) no meio escolar através da Educação Física (EF) e as possibilidades de inclusão de grupos com necessidades especiais. Inicialmente identificamos as questões que nortearam o estudo, onde procuramos determinar como a EF pode contribuir na formação de valores e atitudes ambientais no meio escolar. Para tanto partimos da contextualização da EA, a partir de uma abordagem integrada do homem com o entorno. Após identificamos a competitividade e exclusão presentes no cotidiano da EF escolar. Com base no referencial teórico utilizado elaboramos uma proposição de EF Escolar num modelo de EA. Nesta proposta, identificamos os conteúdos que devem ser trabalhados nas aulas de EF, definidos segundo os PCN?s e LDB apontamos para a necessidade destes conteúdos estarem alicerçados por uma nova ética que privilegie a educação em valores a partir de pressupostos como cooperação, igualdade de direitos, autonomia, democracia e participação.Como final, acreditamos que as reflexões aqui apresentadas possam contribuir, para a implementação de um projeto de EA no contexto escolar.

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Discursos da/na dança em cadeira de rodas: Multiplicidade, fragmentação e complexidade

Ferreira, E.L.

Instituição: UFJF - Faculdade de Educação Física

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A dança em cadeira de rodas esta sendo desenvolvida num movimento múltiplo entre duas entidades não fixas. De um lado têm-se a dança composta de dançarinos-deficientes e por outro têm-se a sociedade. que reconhece a dança pelos sentidos postos historicamente. Portanto, esta modalidade tem sido possível porque uma entidade não supera a outra, mas elas se interagiram entre si em outros significados que não são só os da dança. Neste trabalho buscamos compreender o funcionamento da dança em cadeira de rodas, enquanto possibilidade de mudança corporal e social. E para tal estabelecemos uma escuta do discurso verbal e não verbal para perceber o que estava sendo ?dito? nos gestos corporais das pessoas com deficiência física, observando os sentidos postos e propostos pelos mesmos no movimento corporal. Do ponto de vista teórico-metodológico, esta pesquisa se inscreve no quadro da Análise do Discurso de linha francesa a partir dos trabalhos de Michel Pêcheux e Eni Orlandi e da Teoria de Rudolf Laban para a Análise do movimento. A propota deste trabalho foi uma tentativa de mostrar que a dança, de um modo geral, tem toda uma ordem discursiva que se construiu historicamente, e que a proposta de dança em cadeira de rodas, mobiliza uma relação imaginária com o corpo do dançarino estabelecendo duas maneiras de significar esta dança, sendo: a primeira posta pela relação do dançarino consigo mesmo onde o dançarino possui um corpo imaginário que é sintoma do corpo real. E a segunda é posta pela relação com o público, que com o propósito de mascarar o preconceito corporal/social, põe-se em evidência critérios de julgamentos baseados nesta memória estética/performática. Os resultados desta pesquisa sinalizam que: a) a dança permite o exercício da cidadania, sendo um lugar em que o dançarino deficiente se subjetiva; b) Têm-se aí uma tentativa de superação da ética individual para uma ética mais solidária; c) A importância desta modalidade se pauta na vontade de proporcionar aos sujeitos uma possibilidade de se conhecerem melhor. E isto pode vir a diminuir as diferenças entre deficientes e não deficientes. Enfim, a dança em cadeira de rodas não deve ser encarada como uma atividade distante e nem distinta daquilo que se realiza nas práticas de ensino de dança.

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Fisioterapia nos Jogos Regionais Paradesportivos - Região Sul

Figueirêdo, D.C.; Tomaz, A.F.

Instituição: Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ ; Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ

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A sociedade conhece a pessoa portadora de deficiência por esta característica e não por sua competência. Torna-se imprescindível a reversão desta concepção para que o grupo social possa incluir essas pessoas em seus planejamentos econômicos e sociais. Precisamos dar a conhecer à sociedade as potencialidades e habilidades da pessoa portadora de deficiência nesse novo tempo, e que, certamente poderá alavancar sua mudança, adaptação e conseqüente aceitação dos diferentes. No paradesporto fica claro que os limites são mínimos basta apenas oportunidade para alcançá-los. Dentre os objetivos deste trabalho está o de relatar a importância da Fisioterapia nos Jogos Regionais Paradesportivos da Região Sul, onde tive a oportunidade de participar como fisioterapeuta voluntária por duas vezes consecutivas através do convite de um clube da cidade de Curitiba, no Paraná. Durante os 05 dias de competição na cidade de Itajaí, em SC, como sendo uma das fisioterapeutas da equipe técnica deste clube, foram realizados atendimentos nos períodos antes, durante e após as competições. Estes atendimentos estavam disponíveis para os 25 atletas e também para os 7 integrantes da equipe técnica deste clube. Durante os atendimentos, foram realizados procedimentos fisioterapêuticos como Ultra - Som, TENS, Crioterapia, Terapia Manual Miofascial e Cinesioterapia para aqueles indivíduos que sofreram algum tipo de agravo no decorrer de suas competições, nos quais os mais comuns foram: algias em geral; lesões musculares por sobrecarga; bursites e tendinites, agudas e/ou crônicas; tensão muscular e espasmos musculares de origem neurológica. Os locais de atendimento variavam de acordo com a necessidade, sendo realizados no quarto do hotel destinado a fisioterapia e nos locais de competição. Durante a realização da conduta fisioterapêutica e no decorrer dos jogos, percebeu-se a importância da fisioterapia, pois os atletas atendidos tiveram um retorno rápido aos seus treinos e, em parceria com os educadores físicos, foi possível trabalhar e reduzir ao mínimo os riscos de lesões a que estes indivíduos estavam expostos, deixando clara a necessidade do trabalho multi e interdisciplinar.

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APRESENTAÇÃO DE UMA NOVA METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA REABILITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIENCIA FÍSICA

Franco, M.T.F.; Leão, A.F.

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais ; Universidade Federal de Minas

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Tradicionalmente, a educação física em nível mundial não trabalha com a reabilitação de afecções neurológicas, implicando na existência de poucos trabalhos nesta área. No entanto, o Centro de Estudos do Esporte para Portadores de Deficiência (CEPODE) (EEFFTO-UFMG) há 30 anos desenvolve teorias e metodologias baseadas na esporteterapia (ação de terapia através do esporte) e neuroplasticidade cerebral (capacidade adaptativa do SNC). O método de reabilitação baseado na esporteterapia possui características especificas, em uma programação longitudinal, baseado na teoria do treinamento, tendo-se mostrado capaz de otimizar funções indenes e induzir a neuroplasticidade, segundo constatam exames neurológicos. Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar uma nova metodologia, adequando conhecimentos da educação física à reabilitação, procurando possibilitar uma otimização de funções neuromotoras comprometidas às pessoas com afecções neurológicas de etiologia diversa. O treinamento é elaborado utilizando-se de uma combinação de técnicas de corridas e marchas junto com o trabalho de musculação, além de outros métodos do treinamento esportivo, adequando e reajustando-os caso a caso. O trabalho exige uma avaliação cientificamente precisa. No entanto, procurou-se manter a dinâmica das avaliações dentro das condições usuais da educação física. Essa nova forma de trabalho tem proporcionado melhoras significativas no padrão motor, além de aumento dos componentes da força dos membros comprometidos. Em casos de doenças progressivas, quando não houve melhora, constatou-se a estabilização, durante anos, do quadro clínico. A neuroplasticidade só pode ser comprovada pela efetiva melhora de afecções neurológicas crônicas, então, fez-se necessária a adoção do Sistema de Análise de Movimento ? SIMI MOTION e SIMI TWINNER ? para o fornecimento de dados em termos quantitativos, da melhoria do movimento, sem o qual não era possível no início das pesquisas. Considerando o exposto, a metodologia possui bases conceituais que podem ser aplicados à reabilitação, mostrando-se eficaz e capaz de ampliar as condições de reabilitação dessas pessoas.

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O PAPEL DA EDUCAÇÃO FISICA NA REABILITAÇÃO DA MARCHA EM UM CASO DE AVC

Franco, M.T.F; Leão, A.F.

Instituição: Universidade Federal de MInas Gerais ; Universidade Federal de MInas Gerais

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A marcha, apesar de ser simples e automática, envolve uma série de mecanismos coordenados. Qualquer alteração cerebral, como ocorre no caso do AVC, ou medular pode levar a alguma desordem desses sistemas, o que acarretaria o comprometimento funcional da mesma. Este estudo tem como objetivo mostrar os resultados obtidos num treinamento proporcionado pelo trabalho da Educação Física num caso clínico de AVC. J.L.S.M., encaminhado pelo Hospital das Clínicas da UFMG no intuito de reabilitar a marcha, sofreu um AVC isquêmico cerebelar que levou, portanto, a um comprometimento do equilíbrio dinâmico e estático, bem como da coordenação motora, ocasionando um distúrbio acentuado da marcha. Após uma avaliação inicial da marcha foi estruturado um programa de treinamento, executado duas vezes por semana, com dosagens compatíveis e ajustadas à capacidade do mesmo, visando a melhoria de suas condições neuromotoras. Os programas de reabilitação, embasados na esporteterapia, priorizaram o trabalho da marcha. As variáveis da marcha foram obtidas pela captura de imagens feitas por 4 câmeras e analisadas pelo Sistema de análise de movimento - SIMI MOTION v.7. Uma pré-avaliação foi feita em ABR/05 com o treinamento se iniciando e uma pós avaliação foi realizada em AGO/05. Foram avaliadas as seguintes variáveis: Distância de passada, Flexão de quadris e abdução bilateral de quadril. As avaliações detectaram os seguintes números: (1) Representa a 1ª avaliação e (2) a 2ª avaliação Distância de passada - (1) 13 cm (2) 18 cm Flexão de quadril esquerdo - (1) 11,18º (2) 10º Flexão de quadril direito ? (1) 11,8º (2) 17,81º Abdução bilateral de quadril ? (1) 39,7 cm (2) 36,5 cm A análise dos dados mostra mudanças significativas que refletiram na melhora de distância de passada, melhora de flexão de quadril direito e diminuição do afastamento das pernas. A variação mostrada na flexão de quadril esquerdo não foi significativa. Através desses dados conclui-se que a educação física tem a contribuir com a melhora da marcha em pessoas com seqüelas de AVC, mesmo depois de uma alta fisioterápica e médica, além de contribuir na prevenção secundária e na adoção de um comportamento orientado para a saúde.

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A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA NATAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Fregolente, G.; Prado Jr, M. V.; Garavello, P. J.; Joaquim, E. R.

Instituição: Unesp-FC-Depto de Educação Física ; Unesp-FC-Depto de Educação Física; Unesp-FC-Depto de Educação Física; Unesp-FC-Depto de Educação Física

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A Teoria Ecológica de Desenvolvimento ressalta que duas pessoas quando participando de um mesmo ambiente numa atividade é provável que desenvolvam sentimentos duradouros uma em relação à outra. Portanto, quando essas díades ocorrem a partir de uma atividade conjunta com relação afetiva positiva e equilíbrio de poder a aprendizagem é facilitada. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi analisar a relação professor-aluno em aulas de natação para pessoas com deficiência e a influência desta relação no processo de aprendizagem. Foram observadas as aulas de natação para 10 pessoas com deficiência durante o I Semestre de 2005. Através da observação, participação ativa e descrição dos acontecimentos é que apontaremos os resultados a seguir. Ficou evidente que quanto menor o número de alunos por professor melhor foi o desempenho e participação nas atividades propostas. Porém, durante a execução do trabalho esta relação foi variável, dificultando, principalmente para as pessoas mais dependentes, sua progressão no processo de aprendizagem. Para os participantes já adaptados o fator número de professores não influenciou. Porém, a linguagem utilizada, bem como atividades recreativas com a participação efetiva dos professores foram fatores que criaram um ambiente favorável à aprendizagem. Fato marcante neste período foi a alteração do comportamento de um usuário com deficiência mental e auditiva. Este demonstrava dificuldade na aprendizagem, baixa atenção e motivação durante as atividades. Após o contato com uma nova professora este mudou o seu comportamento e o ritmo de aprendizagem. Ficou evidente uma relação de reciprocidade, de feedback mútuo, afetividade entre a professora e o aluno, resultando em um avanço no seu desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo-social. O aluno superou o medo em executar exercícios de respiração, executou com auxílio a flutuação ventral, dorsal e nado costas demonstrando confiança no auxílio da nova professora. Além disso, tornou-se mais expressivo e participativo nas aulas. Concluímos que, a alteração do ambiente favoreceu o processo de aprendizagem dos usuários, demonstrando que a relação professor-aluno é um fator essencial para a aprendizagem, principalmente para a pessoa com deficiência.

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Os efeitos dos broncodilatadores e a influência da atividade física no tratamento da asma brônquica

Freitas, M.S; Menis, E.L; Gama, E.F

Instituição: Univerisidade São Judas Tadeu- ; Universidade São Judas Tadeu-; Universidade São Judas Tadeu-

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A Asma Brônquica tem como principal característica a obstrução das vias aéreas decorrentes da secreção do muco e o broncoespasmo. Os broncodilatadores têm como função aliviar as crises, reduzindo o broncoespasmo, entretanto sendo prejudiciais com o mal uso. As atividades físicas são consideradas benéficas para nas disfunções pulmonares, as quais proporcionam melhor condicionamento físico, fortalecendo os músculos da respiração. Esta pesquisa tem como objetivo analisar os principais efeitos dos broncodilatadores e das atividades físicas no tratamento da asma em crianças, adultos. O método utilizado foi do tipo bibliográfico compreendendo as publicações de 1990 a 2005. Na análise de literatura foi observado que além dos broncodilatadores agirem nas vias aéreas, são também medicamentos que possuem efeitos colaterais. Hoje se sabe que os medicamentos evoluíram e com isso, diminuíram os efeitos colaterais, contudo tornaram-se caros e de difícil acesso ás populações de baixa renda. A preocupação dos profissionais de Educação Física em manter a multidisciplinaridade com a aérea médica para o bom desenvolvimento do tratamento. Entretanto sabe-se que é indispensável a utilização de recursos das mais diversas áreas da saúde para um melhor controle dessa doença. Como foi apontado na literatura a natação é uma atividade física menos asmogênica, pelas condições que o meio líquido proporciona. Para os asmáticos não se deve ensinar a natação convencional (performática), mas uma natação especial que permita o bem-estar. Cada paciente pode escolher atividade física que mais lhe agrada, todavia o profissional de Educação Física tem que estar ciente quanto a atividade e intensidade, para evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício. Essa escolha pelo aluno propicia uma motivação maior, contudo muitas vezes é imposto pelo Médico ou Profissional de Educação Física. Ainda muitos aspectos da asma devem ser descobertos, seja sua causa até sua relação com a atividade física. Assim concluímos que uso de fármacos e a atividade física são importantes no tratamento da asma. Essas variáveis devem ser analisadas de forma inter-relacionadas pelos profissionais de cada aérea.

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O perfil do atleta brasileiro cego e deficiente visual praticante de goalball

Furtado, O.L.P.C.; Morato, M.P.; Ayala, D.V.G.; Duarte, E.

Instituição: Unicamp-FEF-Departamento de Es ; Unicamp-FEF-Departamento de Es; Unicamp-IB-Laboratório do Exer; Unicamp-FEF-Departamento de Es

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O goalball é um esporte criado especificamente para cegos e deficientes visuais. Nas últimas duas décadas, tem-se verificado um acentuado crescimento da prática dessa modalidade no Brasil, porém, pouco se conhece a respeito do seu praticante. O objetivo desse trabalho consiste em verificar o perfil dos atletas praticantes de goalball presentes em um campeonato nacional da modalidade. O estudo foi realizado através da aplicação de questionário com perguntas fechadas, onde se buscou determinar idade, estado civil, etiologia da deficiência, classificação esportiva e anos de estudo. A análise dos dados foi realizada a partir da estatística descritiva. A amostra contou com 36 indivíduos do sexo masculino e 34 do sexo feminino, dos quais, 78% eram solteiros. Aproximadamente metade da população possuía entre 20 e 30 anos, o atleta mais novo tinha 15 e o mais velho 52 anos. Dentre as formas mais comuns de causa da deficiência, destacam-se o glaucoma, acidentes em geral e deslocamento de retina, sendo que 44% apresentam deficiência de nascença. Desse grupo, 64% são cegos e os demais apresentam algum grau de deficiência visual conforme determinado em classificação esportiva prévia. Constatamos que 71% dos sujeitos possuía entre 5 e 11 anos de estudo, 30% de 5 a 8 anos e 47% de 9 a 11 anos. Concluímos que a população participante desse estudo é representada principalmente por cegos totais, jovens e solteiros, com a origem da deficiência ocorrendo em função de vários fatores e com grau de escolaridade predominantemente entre o primeiro e terceiro colegial.

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Atividades de Educação Física no Processo de Reabilitação do Lesado Medular: Intervenção pós-alta

GAMA, R. M.; LOPES, K.A.T; PONCE, K.B; FERNANDES, D.M

Instituição: UFAM ; UFAM; UFAM; UFAM

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Quem espera sofrer uma lesão medular? Uutilizar uma cadeira de rodas para as atividades do cotidiano? Um trauma medular pode ser um dos acometimentos drásticos para a vida de uma pessoa (Rowland). Embora a lesão medular deixe seqüelas irreversíveis, isto não significa que a pessoa ficará incapacitada por toda a vida, é importante aprender a viver nesta nova condição, procurando meios que possam promover a melhoria de suas funcionalidades e contribuir para uma melhorar sua qualidade de vida. OBJETIVO: Desenvolver atividades de educação física no período pós alta para pessoas com seqüelas de lesão medular visando o aprendizado de habilidades motoras: manejo em cadeira de rodas, transferências, chão - cadeira de rodas ?chão. METODOLOGIA: atendimento em grupo de 05 pessoas com lesão medular que tiveram alta do Hospital Universitário Getúlio Vargas - HUGV, durante um período aproximadamente de 2 meses, com duas sessões semanais de 3 horas de duração. São realizadas duas avaliações, uma no início do programa e outra ao final a fim de verificar os ganhos motores obtidos pelos alunos. A avaliação é focalizada nos aspectos funcionais e motores. Após a avaliação inicial é elaborado um programa de atividades que inclui: transferências, manejo em cadeira de rodas (deslocamento, frenagem, rotações, equilíbrio dinâmico e estático - subir e descer rampas, degraus), proteção na queda, amplitude de movimento.RESULTADOS: Em 2004 foram atendidos 19 alunos com predominância do sexo masculino (89%), com causas Queda (32%) e Mergulho (26%) , sendo o maior numero de pessoas atendidas tem lesão torácica (63%) , com maior percentual para idade de 20 a 40 anos (69%) e o grau de ensino é Fundamental Incompleto (52%). Em 2005 foram atendidos 10 alunos, de janeiro a agosto ( duas turmas), todos do sexo masculino, onde a maioria da causa é Queda (30%) seguida por PAF (20%) , com a idade variando de 15 a 20 (30%) e de 35 a 40 (30%) . Foram observadas mudanças de atitudes e melhoria nos aspectos motores relacionados ao manejo de cadeira, posição na cadeira, mobilidade e transferências, apresentando também mudança de comportamentos em casa, incluindo a realização de atividades domésticas, antes não realizadas, e a utilização de transporte coletivo de forma independente.

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A contribuição da natação para pessoas com deficiência mental

GARCEZ, A.A.

Instituição: UFU-Faculdade de Educação Física

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O trabalho visa relatar as experiências realizadas durante o primeiro semestre de 2005, na disciplina de Estágio Prático em Educação Física e Esportes Adaptados, a qual faz parte do programa de atendimento para pessoas com deficiências (PAPD), na Faculdade de Educação Física da UFU, às terças e quintas-feiras, das 14:00 às 14:50, com um grupo de 7 alunos com deficiência mental. Esta deficiência "é caracterizada por indivíduos que apresentam desempenho intelectual geral abaixo da média, que se origina durante o período de desenvolvimento e se caracteriza pela inadequação do comportamento adaptativo (aprendizagem e socialização)" (AADM- Associação Americana de Deficiência Mental). Os objetivos das atividades desenvolvidas foram: estimular o desenvolvimento da motricidade, o poder de concentração e a socialização através dos jogos cooperativos, proporcionar momentos de recreação, satisfazer as necessidades de movimento, desenvolver a auto-confiança e a independência dos alunos. A metodologia utilizada foi: desenvolver a respiração tanto a aprendizagem quanto o controle, a flutuação ventral e dorsal, o mergulho em distâncias curtas, a propulsão de pernas com auxílio nos estilos crawl e costas, propulsão de braços e sincronização do nado com auxílio no estilo crawl. Os materiais utilizados foram: pranchas, macarrão, bolas, arcos, cesta, cones e outros. Nos resultados deste trabalho observamos que os participantes poderiam ter apresentado melhor desempenho se fossem mais assíduos, tendo em vista o baixo rendimento com relação a aprendizagem. Percebemos que 4 dos 7 alunos melhoraram quanto aos aspectos técnicos da natação como: independência, respiração, nado sincronizado com o auxílio. O restante não apresentou melhora significativa, seja por desinteresse ou por dificuldade de entendimento e/ou execução da técnica. Observamos também que todo o grupo melhorou quanto aos aspectos psicossociais (auto-confiança, auto-estima, socialização). Concluímos que é de suma importância dar continuidade nas atividades coletivas e recreativas, processos de adaptação e respiração para que os alunos consigam ultrapassar os limites impostos pela deficiência.

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ATIVIDADES AQUÁTICAS E DE MUSCULAÇÃO PARA REABILITAÇÃO DE PESSOAS QUE SOFRERAM ACIDENTE VASCULAR CELEBRAL

Gomes, A.C.; Oliveira, T.C

Instituição: UFU - Faculdade de Educação Física ; UFU - Faculdade de Educação Física

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Este trabalho foi realizado com pessoas com seqüelas de Acidente vascular cerebral do Programa de Atendimento a Pessoa Portadora de Necessidades Especiais da Faculdade de Educação Física da cidade de Uberlândia ? MG, perfazendo um total de quatro horas semanais divididas em dois dias da semana. O acidente vascular cerebral resulta de hemorragia cerebral súbita, ou abrupta interrupção do suprimento sanguíneo para uma parte do encéfalo. O objetivo do trabalho foi desenvolver no grupo concentração, coordenação motora, proporcionar bem-estar, e melhorar o convívio social, assim como iniciá-los no aprendizado da natação. As atividades desenvolvidas para alcançar os objetivos propostos foram atividades de musculação com séries individuais, natação com atividades lúdicas e adaptação a água. A metodologia utilizada foi: à iniciação a natação e mergulhos, através de exercícios de alongamento, caminhadas com redução progressiva do apoio e batidas de pernas em decúbito ventral e dorsal, brincadeiras que trabalhassem concentração e que desenvolvessem a coordenação motora. Na musculação foram desenvolvidos exercícios para fortalecimento de membros superiores e inferiores. Foi observada ao final do estágio uma melhora considerável de fortalecimento muscular. No que diz respeito às evoluções ocorridas nas atividades de natação, podemos destacar: a maioria dos alunos perderam o receio que tinham pela água, melhorando assim o processo de respiração (conseguem colocar o rosto dentro d a água e soltar o ar), entram na piscina sozinhos, conseguem flutuar sem o auxilio de nós estagiários, executam movimentos da braçada mesmo que de forma adaptada e caminham sozinhos na piscina. É necessário que o trabalho continue com exercícios para melhorar o equilíbrio na locomoção e também a continuação da pratica da natação. As atividades de musculação também são importantes, porém aquelas realizadas na piscina parecem apresentar uma resposta maior. É conveniente salientar que os resultados com esses alunos exigem tempo, por isso é importante à continuação desse trabalho. Uma dica para as pessoas que desenvolvem trabalhos com grupos especiais é que desenvolvam aulas dinâmicas, pois os resultados foram ótimos, visto que os alunos se concentraram mais e participaram mais ativamente.

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A PRÁTICA DA MUSCULAÇÃO PARA PESSOAS PORTADORAS DE POLIOMIELITE

Gomes, A.C.; Oliveira, T.C

Instituição: UFU - Universidade Federal de Uberlândia ; UFU - Universidade Federal de Uberlândia

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O presente trabalho foi realizado com a aluna M. A. que sofreu Poliomielite quando criança, e que agora faz parte do Programa de Atendimento a Pessoa Portadora de Necessidades Especiais da Faculdade de Educação Física da cidade de Uberlândia ? MG. Esta doença é causada por um vírus altamente contagioso, que leva a alteração de alguns neurônios motores, e também a distúrbios cardiovasculares e respiratórios. Este trabalho teve como objetivo desenvolver aspectos como: equilíbrio, coordenação motora, fortalecimento muscular, aumento da resistência aeróbica, além de proporcionar bem-estar, tranqüilidade e socialização. A atividade desenvolvida para alcançar os objetivos foi à musculação. A metodologia utilizada foi uma série individual com exercícios da musculação, e também alongamentos, e exercícios aeróbicos na bicicleta. Devido a um déficit de força muscular decorrente da musculatura corporal atrofiada, a aluna não conseguia fazer adaptações em alguns exercícios da musculação, fazendo-se necessário o auxilio quase que total de nós professores estagiários. Foram trabalhadas também massagens, as quais contribuíram bastante para o relaxamento muscular da mesma. Os resultados obtidos na musculação foram excelentes, onde a aluna apresentou uma melhora no seu condicionamento físico, além de ter melhorado sua auto-estima, tornando-se uma pessoa mais segura, confiante e sociável. Recomenda-se que o trabalho na musculação continue com aumento gradual, pois foi produtivo e que, os próximos estagiários atentem para alguns detalhes como o isolamento e nervosismo apresentado pela aluna. Além do mais, o estagiário deve ter confiança em seu trabalho e passar essa confiança para a aluna explicando cada dúvida que ela tenha, para que o trabalho seja realizado com mais produtividade e para que se tenha uma boa relação professor-aluno.

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Análise comparativa entre atletas olímpicos e paraolímpicos de Judô: a luta de solo

Gomes, M.S.P.; Oliveira Filho, C.W.; Maturuna, L.; Araújo, P.F.; Ferreira, A.C.G.O.; Almeida, J.J.G.

Instituição: Faculdade de Educação Fisica - UNICAMP ; Faculdade de Educação Fisica - UNICAMP; Faculdade de Educação Fisica - UNICAMP; Faculdade de Educação Fisica - UNICAMP; Faculdade de Educação Fisica - UNICAMP; Faculdade de Educação Fisica - UNICAMP

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O Judô é um esporte que na atualidade se destaca por um crescente número de praticantes. Partindo deste princípio, tivemos como objetivo neste estudo, observar as lutas de Judô realizadas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos acontecidos em Atenas, 2004. Nossa pesquisa foi caracterizada como quantitativa e os resultados foram obtidos através da tabulação das pontuações e características do desempenho dos atletas nessas lutas. Para isso, utilizamos todo o acervo de relatórios oficiais dos grupos trazidos pelas comissões técnicas, os registros de chaves e resultados disponibilizados nos sítios oficiais da Internet de ambos grupos, pelos comitês internacionais olímpico e paraolímpico, assim como a análise de vídeos, com o intuito de levantarmos outras peculiaridades de ambos eventos. Observamos os atletas de Judô do sexo feminino e masculino, de todas as categorias de peso das equipes brasileiras participantes das Olimpíadas e Paraolimpíadas. Buscamos verificar aspectos diferenciados nos dois grupos, observando assim, um maior número de atletas, de combates por categoria e de vitórias por ippon (golpe perfeito) na competição olímpica, o que acarretou em diferenças também na luta de solo. Ao almejarmos a identificação de diferenças na luta de solo entre olímpicos e paraolímpicos, arquitetávamos possíveis desvantagens técnicas nos atletas paraolímpicos em decorrência de sua deficiência visual; entretanto, ao finalizarmos este estudo detectamos a existência de diferenças entre os grupos, não somente em relação às técnicas de solo, mas a todo o desempenho na modalidade, porém isso independe da deficiência visual.

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VELOCIDADE DE ADOLESCENTES CEGOS NO TESTE DE 30 METROS ? UMA ANÁLISE DAS ESCOLAS INCLUSIVAS E DAS ESPECIAIS

GORGATTI, M.G.; DE ROSE JR., D.

Instituição: Escola de Educação Física e Es ; Escola de Educação Física e Es

Apoio Autor: ;

A idéia de incluir alunos com deficiências no sistema regular de ensino é recente e ainda gera muitas dúvidas dentro das escolas. Em muitos casos, pela falta de subsídios para a efetiva inclusão, alunos de escolas especiais, voltadas apenas para a sua deficiência, vêm obtendo experiências muito mais positivas do que aqueles inseridos em escolas regulares. O objetivo deste trabalho foi comparar os resultados obtidos em um teste de velocidade de 30 metros por adolescentes cegos que estudavam em uma escola especial e em escolas regulares. Para tanto, foram avaliados 28 adolescentes cegos com idades entre 14 e 16 anos, todos do sexo masculino, divididos em dois grupos: G1 = 14 estudantes do Instituto de Cegos Padre Chico (sistema segregado) e G2 = 14 estudantes de escolas regulares da Grande São Paulo (sistema inclusivo). Nenhum sujeito da amostra praticava atividade física regular, exceto as aulas de educação física na escola. Foi aplicado o teste de 30 metros de corrida, no qual os adolescentes correram segurando um cone de plástico, colocado ao redor de uma corda de 40 metros que serviu como guia durante o percurso. O teste foi realizado em 3 momentos diferentes, com um intervalo de 8 meses entre as medições. Os resultados mostram que os adolescentes do G1 apresentaram valores médios de tempo para completar o percurso significativamente menores do que aqueles do G2 nas três medições (P< 0,05), demonstrando assim uma maior velocidade de corrida. Com relação à evolução dos adolescentes, G2 não evoluiu de forma significativa durante as três medições. Já G1 evoluiu nas três medições de forma significativa (P< 0,05). As 3 médias (em segundos) foram, respectivamente: G1 = 7,0(+1,07); 6,9(+0,91); 6,6(+0,85); G2 = 9,6(+1,08); 9,4(+0,92); 9,4(+0,85). Percebe-se pelos resultados apresentados que os adolescentes cegos que estudam no sistema especial de ensino do Instituto de Cegos Padre Chico demonstram uma melhor velocidade do que aqueles que estão inclusos em escolas regulares, assim como uma melhor evolução nas três medições realizadas. Nota-se que as aulas de educação física, para o desenvolvimento da habilidade de corrida desses adolescentes, mostra-se mais eficiente na escola que trabalha no sistema especial do que nas escolas que trabalham em sistema inclusivo.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Tema Livre

CORRELAÇÃO DAS VARIÁVEIS ANTROPOMETRICAS E DA COORDENAÇÃO MOTORA EM PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL

Gorla, J.I.; Coelho, E.S.; Araujo, P.F.; Rodrigues, V.P.; Silva, A.A.C. e

Instituição: UNIPAR ; UNIPAR; UNICAMP - Faculdade de Educação Física; UEM - Depto Educação Física; UNIPAR

Apoio Autor: ; PIBIC; ; ; PEBIC

Para o entendimento dos fatores relacionados ao crescimento e a coordenação motora entre crianças e adolescentes portadores de deficiência mental(D.M.), que em sua maioria vivem em condições sócio-econômicas e ambientais desfavoráveis, há necessidade de um modelo conceitual para explicar as relações referentes a estas variáveis. O objetivo do estudo foi caracterizar o comportamento das variáveis antropométricas correlacionadas com as variáveis da coordenação motora global em pessoas portadoras de D.M. A amostra utilizada constitui-se de 236 sujeitos de ambos os sexos, sendo 149 meninos e 87 meninas, com idade entre 7 e 14 anos , matriculados nas APAEs da Região Noroeste e Oeste do estado do Paraná. As características de crescimento foram determinadas a partir das medidas de estatura e peso corporal. Para a composição corporal recorreu-se às espessuras de dobras cutâneas determinadas nas regiões tricipital e subescapular. Quanto a coordenação motora, foi administrada a bateria de testes KTK. Observou que o peso corporal e a estatura são altamente significativos (P < 0.01) quando correlacionado com os saltos laterais e os saltos monopedais para ambos os sexos. Estas tarefas requerem um grau de força na execução, o que provavelmente possa interferir nos resultados. Os resultados deste estudo sugerem as seguintes conclusões: verificamos que os resultados médios do nosso estudo são mais baixos em relação ao estudo original; o IMC tem influência fraca e moderada nos resultados de cada teste, principalmente nos saltos monopedais e laterais, portanto, podemos afirmar que os valores de IMC estão ligeiramente associados ao nível de desenvolvimento coordenativo; que provavelmente o estado sócio-econômico, meio ambiente, associados a sua deficiência e à reduzida prática motora estruturada e orientada, entre outros, são fatores responsáveis pelo nível insuficiente de desenvolvimento coordenativo.

Apoio Trabalho: ; ; ; ;
 

 

Tema Livre

A prática de lazer e turismo dos deficientes físicos

GOULART, R.R.

Instituição: UCS- Mestrado em Turismo

Apoio Autor:

O presente artigo mostrará uma breve discussão com relação a prática de lazer e turismo de deficientes físicos, indivíduos ativos na sociedade. Em seguida, através do exemplo de uma deficiente física, atuante nas questões de lazer e turismo, descreve-se um breve relato na prática destas atividades. O lazer é uma atividade que se estrutura em uma das ocupações do tempo livre, onde algo prazeroso é realizado. Alguns estudos sobre o lazer de portadores de lesão medular, mostram a maior opção por atividades manuais pela condição de estarem em cadeira de rodas, como concertos, artesanato e jardinagem são relacionadas à vida diária como rotina. Nas atividades sociais, gostam de sair, ir a festas, porém não são muito realizadas em função das barreiras arquitetônicas e de existirem preconceitos. Com relação ao turismo, viajar implica transporte, hospedagem entre outros aspectos. A opção por passeio curto ou viagem à casa de parentes são as de maior prevalência. Independente de o deficiente praticar atividades práticas ou contemplativas, essas devem ser apresentadas com qualidade. Percebe-se que os deficientes ainda são uma população marginal e seus desejos e necessidades não são respeitados. No exemplo de uma deficiente com mielomeningocele, 20 anos, que pratica exercícios físicos de natação e musculação com sua personal já a 5 anos, relatos são feitos e a partir daí é que se estruturou a pesquisa. As principais atividades são: sair para jantar, ir a shows e apresentações musicais. Descreveu as dificuldades de conseguir um espaço para assistir a um show com tranqüilidade. Quanto às atividades turísticas, geralmente ocorrem nas férias, sendo o principal destino o litoral de SC. Contou sobre uma viagem ao RJ, em que, na época, não subiu até o Cristo Redentor, pois não tinha acesso a deficientes. Nas férias deste ano, viajou com a família para uma colônia de férias no interior de SP, nesta felizmente participou efetivamente das atividades, pois o hotel tinha profissionais habilitados ou interessados em atender os hóspedes com necessidades especiais. Por fim, percebe-se que os preconceitos e noções equivocadas nutrem o imaginário social e são capazes de criar situações que determinam os deficientes como diferentes ou problemáticos. Tudo é mais difícil para os deficientes que, quase sempre necessitam de ajuda para realizarem as mais simples tarefas, como pegar um ônibus ou fazer um passeio. Ainda há muito a ser feito para melhorar a condição de vida dos deficientes e entende-se que a primeira atitude é assumir o paradigma da inclusão, onde a sociedade assume o deficiente como parte integrante de todo o contexto, além do próprio deficiente anular os estigmas e apresentar-se em sua real condição sem receios de ser aceito. Nota-se que mais difícil que romper barreiras arquitetônicas, é romper as barreiras de atitude. Fala-se em diversidade, mas não se aceitam as diferenças. A sociedade, pelo menos a brasileira, parece não estar preparada para lidar com isso.

Apoio Trabalho:
 

 

Tema Livre

Percepção de pais e professores da influência de um programa motor inclusivo no comportamento social de crianças portadoras e não-portadoras de necessidades especiais

Guaragna, M.M; Pick, R.K.; Valentini, N.C.

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul ; Universidade Federal do Rio Gr; Universidade Federal do Rio Gr

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O contexto escolar propicia à criança oportunidades de enfrentar desafios, conquistar e dominar novas habilidades. A satisfação experimentada com as conquistas a auxilia na construção de julgamentos positivos sobre suas habilidades motoras, cognitivas e sociais, e a ganhar confiança nas suas ações. Investigar a percepção de pessoas significativas na vida da criança pode propiciar a compreensão sobre o impacto de programas motores nas interações sociais, cognitivas e motoras cotidianas da mesma, contribuindo para a estruturação de programas infantis que venham ao encontro das necessidades das crianças. Esta pesquisa descritiva teve como objetivo investigar as percepções de pais e professores sobre possíveis mudanças no comportamento social, bem como a repercussão do processo inclusivo, de crianças, portadoras de necessidades especiais (PNE) e não portadoras de necessidades especiais (n-PNE), com atrasos motores, que participaram de um Programa de Intervenção Motora Inclusiva (PIMI). O programa foi desenvolvido durante 14 semanas, com duas sessões semanais de 1 hora cada. Foram entrevistados 15 pais e 06 professores, voluntários, de crianças que freqüentaram o PIMI. As entrevistas, semi-estruturadas, foram gravadas em fita cassete e transcritas na íntegra pelo pesquisador. Duas questões norteadoras foram feitas para pais e professores: (1) Após o PIMI, você percebeu alguma mudança de comportamento social de seu filho com amigos, colegas, pais e professores? (2) O PIMI foi realizado com crianças PNE e crianças n-PNE. Como o processo de inclusão repercutiu em seu filho? Ao longo deste estudo, mediado pela percepção de pais e professores, foram constatadas importantes mudanças positivas na interação social, na autonomia, na confiança, na responsabilidade, no convívio com a diversidade e na diminuição da agressividade de crianças com atrasos motores que participaram do PIMI. Por meio das experiências motoras, as crianças desenvolveram proximidade com seus pares, enriquecendo suas interações sociais em jogos e brincadeiras. As oportunidades oferecidas de práticas motoras, rotineiras e adequadas ao desenvolvimento de todos auxiliaram na autonomia das crianças para a realização de tarefas diversas em casa e/ou na escola. A autonomia do movimento também gerou a sensação de bem-estar em algumas crianças, por terem conseguido realizar tarefas que antes não conseguiam. Na percepção de seus pais e professores, o PIMI e sua característica inclusiva proporcionou aos participantes riqueza na diversidade das experiências motoras e da convivência social, auxiliando-as a se tornarem mais aptas para administrar tarefas cotidianas.

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Brincando com o Ritmo: A expressão corporal do deficiente visual numa perspectiva inclusiva

Guerbes, H.C.; Gaio, R.C.

Instituição: Universidade Metodista de Piracicaba ; Universidade Metodista de Piracicaba

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O presente trabalho apresenta uma proposta de aulas com atividades de dança e Ginastica Rítmica numa perspectiva inclusiva. Para o desenvolvimento deste estão sendo ministradas aulas para um grupo de quatro meninas com faixa etária entre cinco e seis anos, onde uma destas meninas é deficiente visual. As aulas ocorrem duas vezes por semana com duração de uma hora cada aula. Por meio de ritmos variados e com o uso de materiais alternativos, tais como aparelhos da Ginástica Rítmica adaptados e outros, são desenvolvidas coreografias com a ajuda das alunas na criação dos mais diversos movimentos com a total liberdade de expressão. O objetivo do estudo é investigar se aulas com propostas de atividades de Ginástica Rítmica e dança podem servir como um instrumento utilizado pelos profissionais de Educação Física para estimular o desenvolvimento da expressão corporal, em especial de crianças com deficiência visual em comunhão com as demais crianças, numa perspectiva inclusiva. Como profissionais de Educação Física, é nosso papel interferir neste momento ajudando os deficientes a se desenvolverem, não numa perspectiva homogênea, visto que cada um possui suas diferenças, mas sim proporcionar ações que efetivamente possam estimular o seu desenvolvimento como um todo, e em especial o de sua expressão corporal. Quanto a metodologia , estamos utilizando o Estudo de caso, e através de um diário de campo estamos levantando os resultados obtidos nas seguintes categorias: consciência corporal, percepção espacial, percepção temporal-ritmo e em especial a expressão corporal, juntamente com a observação de como se dá a relação entre as meninas. Até o momento os resultado obtidos são excelentes, em todas as categorias, em especial o desenvolvimento da expressão corporal e a forma como esta se dando a relação entre as alunas. Ainda restam três meses de aula para serem analisados, entretanto já podemos concluir que as atividades com Ginastica Rítmica e dança proporcionam o desenvolvimento corporal num todo de forma muito simples e agradável.

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QUALIDADE DE VIDA E DOENÇA DE PARKINSON: FREQUENTADORES E NÃO FREQUENTADORES DE UMA ASSOCIAÇÃO DE PARKINSONIANOS.

Hirayama, M.S.; Oliani, M.M.; Caritá, L.P.; Gobbi, L.T.B.; Stella, F.; Gobbi, S.

Instituição: UNESP-RC ; UNESP-RC; UNESP-RC; UNESP-RC; UNESP-RC; UNESP-RC

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Introdução: A doença de Parkinson (DP) produz comprometimentos orgânicos, funcionais, distúrbios emocionais e barreiras sociais dentre outros. Acredita-se que instituições com serviço especializado e multidisciplinar podem contribuir para a promoção do bem estar desse paciente com doença crônica e progressiva. Objetivo: Comparar a percepção da qualidade de vida de indivíduos com DP que freqüentam e não, uma associação de parkinsonianos. Materiais e métodos: Participaram deste estudo 68 sujeitos com DP, residentes na região metropolitana da cidade de São Paulo e no interior do Estado, 30 mulheres e 38 homens, idade média de 66,68 ± 8,92 anos, nível de gravidade da doença entre 0 e 4, de acordo com escala modificada de Hoehn e Yarh. Todos participantes foram avaliados através de entrevista e questionário em relação aos dados pessoais, clínicos e pelo Instrumento Abreviado de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-bref). Dividiu-se em 2 grupos: 31 freqüentadores e 37 não freqüentadores da Associação Brasil Parkinson, instituição filantrópica localizada no cidade de São Paulo. Os dados foram analisados através do Teste-t de Student e Teste U de Mann-Whitney, com nível de significância para p<0,05. Resultados: os dois grupos apresentaram características semelhantes, não apresentando diferença estatística com relação à idade, escolaridade, idade de início da DP, tempo de doença e nível de gravidade da doença. Com relação à percepção da qualidade de vida, o grupo que freqüentava a ABP apresentou valores significativamente maiores nos domínios físico e psicológico não apresentando diferenças nos domínios relações sociais e meio ambiente. Conclusão: Os indivíduos que freqüentam uma associação com serviços especializados têm uma percepção de qualidade de vida melhor nos aspectos físicos e psicológicos, quando comparados aos indivíduos que não freqüentam. Essas diferenças foram percebidas por um instrumento de avaliação da qualidade de vida para a população em geral. Possivelmente outros benefícios poderiam ser confirmados através de outros instrumentos específicos aos parkinsonianos. Confirma-se assim a importância, viabilidade e presença da instituição especializada e filantrópica na promoção do bem estar do Parkinsoniano.

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Tema Livre

Projeto de Natação Inclusiva do NEFEA-UEFS no trabalho com crianças deficientes e em áreas de risco social ?Projeto Golfinhos do Sertão?: uma proposta metodológica de ensino da natação.

Jesus, G. M. de; Ferreira, L. A.; Silva, J. R.; Nougueira, S. A.; Santos, V.A.; Fernandes, I. O.

Instituição: UEFS - Educação Física ; UEFS - Aluna do Curso de Educa; UEFS- Aluna do Curso de Educa; UEFS- Aluna do Curso de Educaç; UEFS- Aluna do Curso de Educaç; UEFS- Aluna do Curso de Educaç

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O projeto em questão para o ensino e aperfeiçoamento do nado, e treinamento dos estilos formais da Natação no Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado (NEFEA/UEFS) da UEFS. Trata-se de uma proposta pedagógica para os fundamentos técnicos da natação, desenvolvida para crianças deficientes e em situação de risco social que habitam as regiões próximas a UEFS, em faixa etária entre sete 07 e 11 anos da idade. A base de elaboração esta de acordo com os princípios da Concepção Sintética ou Moderna da natação (CATTEAU; GAROFF, 1990). O objetivo principal é a criação de uma estratégia de sistematização / organização do ensino-aprendizagem da natação que não reduza o ato de nadar aos estilos formais da natação. Isto, para que os padrões do ato de nadar, desde o seu reflexo de nadar (MCGRAW, 1939 apud XAVIER FILHO; MANOEL, 2002), sejam considerados no ensino, e não sejam encarados como erros de performance, em relação aos padrões tecnicamente estruturados dos quatro estilos tradicionais de abordagem. O planejamento de ensino-aprendizagem será dividido em Blocos, de objetivos específicos, subdivididos em Fases. Cada fase será composta por Módulos, constituídos por um número indeterminado de aulas, que terão, alicerçados no objetivo e característica de cada Fase, suas metas psicomotoras e do comportamento motor aquático, o que constituirá seus conteúdos. Nesse sentido, o Bloco 01 corresponde à Adaptação, sendo constituído pela Fase 01 - adaptação ao meio líquido (VELASCO, 1997) e a Fase 02 - enriquecimento adaptativo (VELASCO, 1997). O Bloco 02 corresponde ao desenvolvimento e aperfeiçoamento dos deslocamentos ativos, independentes e autônomos, estimulados por situações problema no meio líquido e, caracterizado pela consideração do simples ato de nadar (nado humano elementar e Crawl rudimentar, segundo Xavier Filho e Manoel, 2002), sendo constituído pela Fase 03. Em seguida, o Bloco 03 que é caracterizado pela aprendizagem da natação formal, estando subdividido em Fase 04 ? Crawl, Fase 05 ? Costas, Fase 06 - Borboleta e Fase 07 - Peito. Uma vez posto em prática, o projeto tenderá, além da inclusão, desenvolver nos alunos uma consciência social de interação e convivência com a diversidade.

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Tema Livre

Lazer, inclusão e qualidade de vida: uma experiência no NEFEA ? UEFS nas atividades de musculação e natação.

Jesus, G. M. de; Santos, A.; Ferreira, A. L.; Silva, J. R. de; Barros, J. H. C.; Oliveira, J. D. B. de

Instituição: UEFS- Educação Física ; UEFS -Curso de Educação Física; UEFS- Aluna do Curso de Educa; UEFS- Aluna do Curso de Educaç; UEFS- Aluno do Curso de Educaç; UEFS- Curso de Educação Física

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As atividades apresentadas neste trabalho fazem parte de um eixo temático de atividades de extensão e pesquisa desenvolvidos através do projeto ?Esporte sem Barreiras? no Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado da Universidade Estadual de Feira de Santana (NEFEA-UEFS). Fazem parte dessas oficinas grupos heterogêneos com relação ao sexo, idade (adulta) e tipo de deficiência. A oficina de Natação Adaptada busca, através do ensino das atividades aquáticas buscamos trabalhar as particularidades de cada aluno, permitindo ? lhes adquirir liberdade de movimento, segurança, domínio do equilíbrio e trazendo novas possibilidades de movimento. O Treinamento de Força tem como objetivo o ganho de força e resistência, estímulo neuro- funcional e adaptação dos músculos, ossos e articulações nas áreas atingidas pela deficiência. Isso para que haja maior liberdade na prática das atividades diárias e do trabalho. A aplicação das aulas baseia ? se em fatores como conhecimento prévio dos indivíduos, estudo das deficiências e relatório médico (tipo de deficiência, tempo, locais e sistemas afetados, etc.), além da observação freqüente e diária do desempenho dos alunos através de relatos de experiência e ficha de desempenho atualizadas de acordo com o nível de desempenho individual. As aulas são ministradas dois dias na semana por três monitores voluntários, em horário vespertino, acadêmicos do curso de Educação Física. Através da atividade física a exemplo da natação, de jogos e do trabalho de exercícios resistido, os sujeitos depõem sobre a importância dessas atividades em seu desenvolvimento social, seja em comunidade, na família e em outros espaços que freqüentem. A partir dessas atividades ficou evidente que as relações interpessoais e afetivas desses indivíduos tiveram uma melhora substancial, além do respeito da comunidade e dos familiares para com eles, deixando, então, de ser um ?peso morto? para a família. A pretensão é de que a evolução física desses indivíduos seja observada através de avaliação física (aumento de carga, de massa muscular, de força e resistência e modificação na amplitude de movimento) e do desempenho aquático através da participação em competições de natação e que essa evolução seja analisada em grupos, nas reuniões de estudo de caso.

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Tema Livre

Comparação do perfil antropométrico entre os sexos da pessoa com deficiência usuárias da Sorri/ Bauru - SP

Joaquim, E.R; Fegolenti, G; Souza, S.P; Garavello, P; Prado Jr, M.V

Instituição: Unesp-bauru- Depto de Educação Física ; Unesp-bauru- Depto de Educação Física; Unesp-bauru- Depto de Educação Física; Unesp-bauru- Depto de Educação Física; Unesp-bauru- Depto de Educação Física

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Conhecer o perfil antropométrico da pessoa com deficiência é fundamental para atuarmos de forma consciente com esta população. A partir destes dados podemos identificar alterações em variáveis que podem apontar para distúrbios na saúde, principalmente quando detectado casos de acúmulo de gordura corporal e obesidade. Este estudo teve por objetivo verificar e comparar por sexo, o perfil antropométrico dos usuários da SORRI-Bauru. Participaram deste estudo 62 pessoas com deficiência mental, sendo 19 mulheres (idade média de 25±9,0) e 43 homens (idade média 25±8,1). Foram coletados dados de altura total e de tronco, peso, envergadura, circunferências corporais, dobras cutâneas. A partir dos dados foram calculados a média, desvio padrão, valores máximo e mínimo das variáveis, bem como o Índice de Massa Corporal (IMC), percentual de gordura e classificamos por nível de obesidade. Os resultados apontaram que os homens são mais altos (H? 1,68±0,09;M? 1,52±0,07), possuem maior altura de tronco (H- 88,8±5,3; M- 82±4,6), maior envergadura (H-1,75±0,1; M- 1,57±0,08), são mais pesados (H-69,1±18,1; M-58±11,8) do que as mulheres. O peso mínimo dos homens foi de 43,3kg e o máximo de 116kg. Já as mulheres o peso mínimo 41,9kg e o máximo de 85,5kg. Quando calculamos o IMC classificamos 27,9% dos homens e 15,7% das mulheres com baixo peso. Já com excesso de peso e obesidade 32,5% para os homens e 36,8% para as mulheres, demonstrando que um percentual significativo dos sujeitos estão fora da normalidade, necessitando ser acompanhados quanto as variáveis que influenciam na sua saúde. Este quadro fica ainda mais preocupante quando analisamos o percentual de gordura corporal, visto que 48,7% dos homens e 100% das mulheres encontram-se classificados com excesso de peso e obesidade. Podemos concluir, que no perfil antropométrico da pessoa com deficiência os homens são superiores que as mulheres quanto as medidas. Quando calculamos o IMC e o percentual de gordura, as mulheres, percentualmente são mais obesas e possuem maior acúmulo de gordura corporal que os homens. Tais fatores necessitam ser acompanhados com o controle de ingestão alimentar e aumento no nível de atividade física, principalmente para o sexo feminino.

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Tema Livre

Rompendo barreiras através da ginástica artística para surdos

Kaiser, D.C.; Kenski, F.S.

Instituição: Univerdidade Federal do Paraná ; Universidade Federal do Paraná

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A Educação Física Adaptada é uma área que busca atender a pessoas portadoras de diversas deficiências, e tem como objetivo mostrar as capacidades e limites de cada uma, desenvolvendo a motricidade e integrando-as à sociedade. Ao trabalhar com educação física adaptada encontramos várias barreiras, e no projeto de ginástica artística para deficientes auditivos não foi diferente. O projeto é realizado pela UFPR, com o envolvimento de acadêmicos e professores colaboradores, que juntos atendem aos alunos da Escola Estadual Alcindo Fanaya Júnior. Estas crianças apresentam deficiência auditiva severa ou total, e estão compreendidas na faixa etária entre 08 e 10 anos. A maior barreira que encontramos foi a comunicação, pois os alunos são usuários da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), e nós enquanto estagiários não sabíamos nada de LIBRAS, o que no início nos pareceu um grande empecilho para trabalhar a ginástica artística. Outras dificuldades encontradas foram a indisciplina e a debilidade motora, como falta de força, equilíbrio e coordenação de movimentos. Com o passar do tempo, a barreira da comunicação foi rompida e agora já conseguimos transmitir o que pretendemos, salvo algumas exceções nas quais necessitamos do auxílio da professora das crianças na tradução. Além da comunicação conseguimos ganhar também a confiança dos alunos, pois mostramos a eles que estamos prontos a ajudá-los na execução dos exercícios, principalmente os mais complexos. Desde o inicio do projeto, primeiro semestre de 2004, participamos de dois Festivais de Ginástica do CEFET-PR. A participação foi muito significativa, porque pudemos perceber que o público sentiu-se envolvido com a apresentação da coreografia, que teve seu começo em silêncio para simbolizar o mudo dos surdos. Depois a música foi inserida em respeito ao público presente, que ao final aplaudiu as crianças em LIBRAS. Hoje notamos a diferença do desenvolvimento do acervo motor das crianças em relação ao início do projeto. Observamos também uma melhora qualitativa na disciplina dos alunos, bem como na socialização entre eles e os acadêmicos envolvidos. Cremos que esse projeto é de importante valia para o processo de formação humana, além de oferecer o aprendizado de um esporte e momentos de descontração.

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Tema Livre

PARALISIA CEREBRAL (PC) ESPÁSTICA: ANÁLISE DA MOBILIDADE FUNCIONAL (MF) DE CRIANÇAS

KLEINER, A.F.R.; AYRES, T.G.; SARAIVA, P.M.; GOBBI, L.T.B.; PIETROBON, R.S.

Instituição: LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi ; LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi; LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi; LEPLO/IB/UNESP/Rio Claro-Brasi; CESO/Medical Center/DUKE UNIVE

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INTRODUÇÃO: MF é a habilidade de se mover independentemente de um local ao outro e atingir o destino desejado. Diferentes tipos de PC comprometem a MF e, consequentemente, interfere no desenvolvimento geral e no desenvolvimento motor. OBJETIVO: analisar, quanto ao tipo de PC e ao gênero, a MF de crianças que apresentam alterações funcionais do movimento decorrentes de uma lesão não progressiva do trato piramidal, utilizando a Escala de MF (EMF), proposta por GRAHAM et al. (2004). MÉTODOS: Participaram deste estudo 35 crianças PC espásticas de 4 a 16 anos (13 diparéticas-DE; 15 hemiparéticas-HE; 7 tetraparéticas-TE), sendo 22 do gênero masculino e 13 do gênero feminino. Utilizando a EMF, as crianças foram convidadas a percorrer 3 distâncias: 5m, 50m e 500m, em um trajeto previamente demarcado e cronometrado. A MF foi classificada como: 1 (utiliza cadeira de rodas, cadeira motorizada ou carrinho); 2 (utiliza andador em K ou outro tipo de andador); 3 (utiliza duas muletas); 4 (utiliza uma muleta ou duas bengalas); 5 (independente do nível da superfície); e 6 (independente de todas as superfícies). As variáveis dependentes para cada distância (tempo gasto e classificação na EMF), foram tratadas por meio de ANOVA (tipo de PC e gênero) e post hoc de Scheffé. RESULTADOS: Para a classificação na EMF, a ANOVA apontou efeito principal de PC nos 5m (F2,29=4,912;p<0,015; HE>DE) e nos 50m (F2,25=6,974;p<0,004; HE>DE). Para o tempo gasto, ocorreu efeito principal de PC nos 50m (F2,25=6,056;p<0,007; HE

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Tema Livre

Histórias de Vida de Idosos Participantes do Programa Universidade Aberta no Tempo Livre em Campina Grande-PB

Lisboa, M.G.C.; Macedo, B. K. C.

Instituição: Universidade Estadual da Paraíba ; Universidade Estadual da Paraíba

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Nos últimos anos, acentua-se na realidade brasileira questões sociais referentes ao idoso, apesar dos mesmos serem focos de atenção de vários profissionais, instituições sociais e órgãos governamentais. No Brasil o número de idosos está aumentando consideravelmente, dentro dos próximos 20 anos, deverá representar cerca de 7% da população. Nos preocupa a qualidade de vida dos idosos e a maneira que estes vivem a velhice. É preocupante o sedentarismo no envelhecimento, se percebe que idosos que não têm estilo de vida ativo enfrentam patologias relacionadas à inatividade física e exclusão social. O objetivo da pesquisa é identificar e analisar o perfil de idosos participantes das atividades desenvolvidas pelo Programa Universidade Aberta no Tempo Livre da UEPB a partir de seus estilos de vida. Estabelecemos as questões de investigação: a) Quais as características fundamentais do atual modo de vida desses idosos? b) Quais os aspectos significativos nas histórias de vida dos idosos relacionados ao estilo de vida ativo e autorrealizado? c) Qual significado do Programa sócio-educativo de apoio ao idoso para cotidiano do grupo? Pesquisa qualitativa que utiliza histórias de vidas como procedimentos de investigação através da história oral. O grupo investigado é constituído por idosos participantes do Programa Universidade Aberta no Tempo Livre. Os dados estão sendo obtidos através da entrevista semi-estruturada. Informações fornecidas pelos sujeitos através dos relatos biográficos recebem tratamento, evidenciando-se 3 momentos para ordenação dos dados. O primeiro é denominado de registro geral. O segundo é constituído pelo registro cronológico da trajetória existencial. O terceiro é constituído pelo registro temático, se refere ao agrupamento dos dados. Após o tratamento descritivo e contextual o procedimento seguinte diz respeito à análise interpretativa das trajetórias existenciais. Destacamos resultados positivos com desenvolvimento das atividades do Programa, onde idosos afirmam que sentem-se bem e dispostas para as atividades, saíram do estado depressivo, e até diminuíram as dosagens dos medicamentos comum nessa fase da vida. Na ocasião do evento apresentaremos e discutiremos mais dados, uma vez que a pesquisa encontra-se na fase de coleta e discussão de dados.

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Tema Livre

Possibilidades Corporais dos Usuários em Cadeiras de Rodas na Cidade: um Estudo Bibliográfico da Acessibilidade

Mandarino, Claudio Marques; Santos, Edmilson Santos

Instituição: Unisinos/Ulbra ; Unisinos/Ulbra

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O objetivo desta investigação é identificar os temas que tratam sobre a Acessibilidade. O debate vai estar concentrado sobre as possibilidades de lazer que estas modificações podem trazer para o segmento das pessoas usuárias de cadeiras de rodas. Referencial teórico: O lazer para estas pessoas passa a ser um elemento importante a ser considerado nas políticas públicas no momento em que se faz necessário garantir condições de normalização de espaços físicos com segurança e autonomia (Lei 10.098). Ao trazermos a cidade como lugar de pesquisa, estamos trabalhando com o conceito de espaço, pois é nas cidades que nos organizamos territorial e geograficamente. Veiga- Neto (2000, p15), comenta que o conceito de espaço, ?não se reduz a um simples cenário onde se inscreve e atua um corpo. Muito mais do que isso, é o próprio corpo que institui e organiza o espaço, enquanto o espaço dá um ?sentido? ao corpo?. Metodologia: este é um estudo bibliográfico. Foram analisados 14 estudos desenvolvidos com tema da acessibilidade. Os estudos estão divididos em monografias, dissertações, artigos e capítulos de livros. Existe, atualmente, uma concentração de pesquisas em relação a acessibilidade nas escolas (públicas municipais, estaduais e particulares), clubes academias e praças públicas, preocupações com o deslocamento nos transportes coletivos, logradouros e edifícios públicos. Em primeiro, os estudos sobre a acessibilidade, nos conduzem a perceber que existe uma necessidade em ampliar as análises dos espaços de lazer desportivo. Em segundo, os estudos mostram que os sentidos dados aos corpos dos usuários de cadeiras de rodas estabelecem uma categoria relacionada a alteridade. Neste sentido, se faz necessário inverter as identidades, incapacidade, deficiência, que são forjadas num espaço que não consegue se adequar a uma estética diferente daquela que foi imaginada para o andante nos bairros da cidade. Como notas conclusivas, entendemos que é necessário que os próximos estudos façam uma análise sobre os níveis de caminhabilidade que poderemos encontrar e locais que já eliminaram as barreiras arquitetônicas. Neste sentido identificar de que forma os aclives e declives dificultam a autonomia e a segurança em relação a acessibilidade nos espaços de lazer desportivo.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Tema Livre

Projeto Música no Bairro

Mareschachi, C.R.

Instituição: Unirp - Depto de Educação Física

Apoio Autor:

A dança faz parte do conhecimento em Educação Física; a música, porém, já não é tão abordada. Mas, a partir dela, o aluno pode desenvolver ritmo, coordenação motora, tempo e a própria musicalidade. Partindo desses fatores e das experiências com crianças e adolescentes do Centro Social da Vila Toninho e do Centro Comunitário Dom José de Aquino Pereira - Instituição Paulista Adventista de Educação e Assistência Social de São José do Rio Preto e da Escola da Família da Escola Estadual Archimedes Aristeu Mendes de Carvalho de São Carlos, através do Projeto ?Música no Bairro?, verificamos que é possível o trabalho de recreação aliado ao desenvolvimento musical. O processo inclui a confecção de instrumentos musicais com materiais reciclados - como madeira, garrafas plásticas, latas, tampinhas de garrafas, chaves, ferros de construção, etc. - pelos integrantes do Instituto dos Cegos Trabalhadores de São José do Rio Preto, aulas práticas utilizando os instrumentos de percussão focalizando ritmos da cultura brasileira e a interação com grupos da comunidade de dança de rua, danças folclóricas, etc. Os exercícios são criativos e cooperativos. As turmas são mistas e todos os alunos têm a oportunidade de participar das atividades.

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Tema Livre

Perfil da atitude postural de membros inferiores de indivíduos com Síndrome de Down

Marques, A. C.; Lemos, A. T.; Machado, D. T.; Gaya, A. C.

Instituição: UFPel ; UFRGS; UFRGS; UFRGS

Apoio Autor: ; ; ;

A avaliação da atitude postural em pessoas com Síndrome de Down (SD) tem despertado crescente interesse nos profissionais da área da saúde. A educação física, enquanto fomentadora e promotora do desenvolvimento dos indicadores de saúde, adquire responsabilidade tanto na prevenção, quanto na detecção de possíveis alterações. Alguns problemas músculoesqueléticos, como hálux valgo e pé plano severo, além de instabilidades femoro-patelar, na articulação coxo femoral e da coluna cervical, são comuns na SD. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil da atitude postural de membros inferiores de indivíduos com SD, pertencentes a escolas especiais da cidade de Pelotas/RS. A amostra foi selecionada de forma intencional e compôs-se de 52 pessoas, de 5 a 51 anos de idade, sendo 20 (38,5%) do sexo feminino e 32 (61,5%) do sexo masculino. Após obtenção do termo de consentimento, com os indivíduos devidamente vestidos (sunga para os homens e maiô ou biquíni para as mulheres) foram marcados com etiquetas adesivas, pontos anatômicos de referência nos membros inferiores. Posteriormente, os alunos foram posicionados em ortostase seguindo as marcações na base do posturógrafo, sendo fotografados nas vistas anterior, posterior, lateral direita e esquerda. A partir da analise das fotografias observou-se que todos os indivíduos apresentaram retropé valgo, pés planos e joelhos valgos. Quanto a avaliação dos joelhos na vista lateral, 19 (36,5%) apresentaram posição neutra, 21 (40,4%) genum flexo, 3 (5,7%) genum recurvatum e 9 (17,3%) apresentaram diferença entre os lados. Esses achados reforçam os estudos descritos na literatura, indicando a necessidade de uma intervenção multidisciplinar já na primeira infância em pessoas com SD.

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TREINAMENTO COMPETITIVO PARA DEFICIENTE FÍSICO COM RAQUITISMO HIPOFOSFATÊMICO FAMILIAR.

Marra, S.B.F

Instituição: UFU - Faculdade de Educação Física

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Este trabalho vem relatar as experiências vivenciadas com o aluno A.S.F., 13 anos, oportunizadas pela Disciplina “Estágio Prático em Esportes Adaptados” ministrada na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia no 1º semestre de 2004, enquanto acadêmica do 4º período. Desde o primeiro ano de vida o aluno apresenta uma deficiência osteogênica denominada Raquitismo Hipofosfatêmico Familiar. A única conseqüência relativa a esse dignóstico foi no âmbito motor (membros inferiores), ou seja, a criança não teve desenvolvimento cognitivo e afetivo anormal. Nosso objetivo foi fazer do aluno um atleta competitivo, aproveitando as potencialidades e sua experiência com água. Para tanto elaboramos um programa que envolvia atividades de resistência aeróbia com aumento gradativo do volume de treinamento, diminuição do intervalo de recuperação e utilização do chamado “gato” para intensificar o treinamento. Também abordamos no programa de atividades o aperfeiçoamento dos estilos Crawl e Peito, simulação de competições, saída e chegada em provas oficiais, preparação individual do treino, autocontrole do treinamento, auto-avaliação, dentre outros. Os resultados foram surpreendentes, o aluno conseguiu progressos significativos em curto espaço de tempo: reduziu seu tempo na prova de 25m nado Crawl em quase 3s (de 30´´44´´´ para 27´´90´´´) em menos de um mês de treino e depois o manteve, assim como o nado peito, reduzindo-o em mais de 6s (de 47´´44´´´ para 41´´09´´´). Se obtivemos esses resultados, podemos concluir que todas as atividades adotadas foram pertinentes e, unidas numa única vertente (melhora da perfomance), trouxeram excelentes conquistas. A.S.F é um aluno exemplar e mostra-se disposto a superar-se sempre, está satisfeito e recebe o incentivo e reconhecimento de todos nós que o orientamos.

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ESTUDO DA FLEXIBILIDADE DE OMBRO EM IDOSOS PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA DO PROJETO AFRID

Martins, J.L.A.; Borges, L.J.; Costa, G.A.; Arantes, L.M.; Novais, F.V.

Instituição: Faculdade de Educação Física - ; Faculdade de Educação Física -; Faculdade de Educação Física -; Faculdade de Educação Física -; Faculdade de Educação Física -

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Introdução: A flexibilidade é um dos componentes de aptidão física que é responsável pela execução voluntária de um movimento, com máxima amplitude, por articulação ou conjunto de articulações, dentro do limites morfo-fisiológicos. A flexibilidade é um dos fatores que podem comprometer a realização das AVD’s ou AIVD’s. Objetivo: Verificar o grau de flexibilidade do ombro de idosos praticantes de hidroginástica. Metodologia: Os sujeitos da pesquisa foram 101 idosas e 18 idosos, com idade variando de 60 a 84 anos, praticantes de hidroginástica do Projeto AFRID. A análise foi do tipo quantitativo-qualitativo e o instrumento utilizado foi o Teste de flexibilidade do ombro, protocolado por Rikli & Jones, 1999. A amostra foi dividida de acordo com sexo, idade e serão apresentados média (x) em centímetros e desvio padrão (s). Resultados: Homens: 60-64 anos (1,5x;1,5s); 65-69 anos (-13,62x;13,51s); 70-74 anos (-10,9x; 21,28s); 75-79 anos (-25,4x;13,12s); 80-84 anos (-17,33x; 2,3s). Mulheres: 60-64 anos (-1,71x;8,42s); 65-69 anos (-4,38x;8,28s); 70-74 anos (-7,5x; 8,55s); 75-79 anos (-8,77x;17,58s); 80-84 anos (-13,88x; 7,7s).A população apresentou graus significantes de flexibilidade do ombro, com valores da média dentro dos valores padrões, sendo que somente o grupo masculino de homens de 75-79 anos, apresentou média inferior, quando comparado com os valores de referência do Teste.Conclusão: De acordo com os dados apresentados é possível inferir que a hidroginástica é uma atividade física que proporciona melhora e/ou manutenção da amplitude articular dos movimentos em especial, a flexibilidade do ombro, permitindo a realização das AVD´s e AIVD´s, conseqüentemente proporcionando melhor qualidade de vida.

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Deficiência Mental e Atividade Física

Martins, M.A; Justino, L.B; Leite, G.F; Coelho, F.G.M; Tibúrcio, F.R.N; Maria, J.B.L

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ

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O atraso no desenvolvimento dos portadores de Deficiência Mental pode se dar em nível neuro-psicomotor. Pode ainda dar-se em nível de aprendizado com notável dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar e de interação sócio-afetiva. Este resumo tem como finalidade mostrar o trabalho feito com portadores de necessidades especiais realizado no 4° Período na disciplina Esportes Adaptados. A aluna L.D.B possui Deficiência Mental que é adquirida por vários fatores pré-natais, peri-natais e pós-natais. Durante esses meses de trabalho foi trabalhado com a aluna exercícios de psicomotricidade e natação que são ótimos para o seu desenvolvimento. Muitos materiais são utilizados para as atividades como: pranchas para o equilíbrio, tapetes para fazer exercícios de pernas e braços, e outros que são usados na psicomotricidade para desenvolver as habilidades psíquicas, de equilíbrio, locomoção, manipulação dos objetos, coordenação, sensação, etc. A adaptação à natação foi o objetivo principal do trabalho semestral e a aluna adquiriu, com o tempo, suas capacidades e controlou seu medo. O alongamento foi muito importante para o auxilio da aluna nas atividades propostas. A recreação ajudou na aprendizagem, pois a aluna aprende brincando, visto que muitas vezes não foi possível executar o que foi programado e também na sociabilização com pessoas que possuem o mesmo tipo de deficiência. O trabalho foi realizado da melhor maneira ao longo do tempo e terá continuidade com os próximos alunos da Faculdade de Educação Física de Uberlândia.

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Hiperatividade e Atividade Física

Martins, M.A; Justino, L.B; Santos, J.A; Leite, G.F; Teixeira, A.C; Oliveira, D.R

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ

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A hiperatividade interfere na habilidade da pessoa de manter a atenção - especialmente em tarefas repetitivas - de controlar adequadamente as emoções e o nível de atividade, de enfrentar conseqüências consistentemente e, talvez o mais importante, na habilidade de controle e inibição. A atividade física, por sua dinamicidade, tem a capacidade de inovar todo dia, sem que a pessoa perca os conhecimentos já adquiridos. Este resumo tem como finalidade mostrar o trabalho feito com portadores de necessidades especiais realizado no 4° Período na disciplina Esportes Adaptados. O aluno E.L.L tem hiperatividade que é uma doença que faz com que a pessoa não preste atenção em detalhes ou comete erros por falta de cuidado, dificuldade em manter a atenção, dificuldade em seguir instruções, dificuldade na organização, evita tarefas que exigem um esforço mental prolongado, freqüentemente perde os objetos necessários para uma atividade, distrai-se com facilidade, esquece as atividades diárias. As crianças com hiperatividade são capazes de aprender, mas têm dificuldade em se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas da hiperatividade têm sobre uma boa atuação. Os objetivos do trabalho realizado com o aluno desenvolveu uma ótima capacidade de adquirir atenção, equilíbrio além de aprender os princípios da natação. A recreação também foi dada, pois o aluno necessitou de brincadeiras variadas para manter a atenção nos exercícios que foram passados, por isso a recreação tem também o intuito de exercitar sem que a pessoa note. Vários materiais foram utilizados com esse aluno, pois ele se adápta fácil ao que lhe é passado. A cada dia ele adquiriu mais independência o que tornou muito mais fácil o trabalho que foi desenvolvido. Os resultados das atividades foram de grande valia para mim e para o aluno. O trabalho foi realizado da melhor maneira ao longo do tempo e terá continuidade com os próximos alunos da Faculdade de Educação Física de Uberlândia.

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Tema Livre

Incidência de asma em crianças obesas

Matteoni, S.P.C.; Oshiro, S.H.; Oliveira, S.; Mattos, E.; Cortese, M.

Instituição: EEFEUSP ; EEFEUSP; EEFEUSP; EEFEUSP; EEFEUSP

Apoio Autor: ; ; ; ;

Introdução: A grande incidência de asma e obesidade é notória e vem sendo estudado nos últimos anos. Nas crianças, a prevalência de obesidade tem aumentado e tem sido associada ao aparecimento de problemas respiratórios. Atualmente os estudos mostram uma associação entre IMC e asma, ocorrendo em crianças obesas, ocasionando maior tendência a doenças respiratórias, como a rinite e a asma. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi verificar a relação entre Índice de Massa Corpórea (IMC) e o Pico de Fluxo Expiratório (PFE) em crianças com histórico clínico positivo de asma e/ ou rinite alérgica. Metodologia: A população foi de crianças de 9 anos ± 3, de uma escola da zona sul de São Paulo. A amostra foi composta por 30 crianças, sendo 10 obesas, 10 sobrepeso e 10 normais com histórico positivo de asma e/ou rinite. Para verificarmos o PFE foi utilizado o monitor de pico de fluxo expiratório. Foram coletados dados antropométricos de estatura (EST), índice de massa corporal (IMC) e o pico de fluxo espiratório (PFE). Resultados: Neste estudo, os resultados demonstraram uma prevalência de broncoespasmo em 53,33% das crianças, sendo 60% das crianças com sobrepeso, 80% das crianças obesas e 20% em crianças normais. Conclusão: As crianças obesas apresentaram maior prevalência de broncoespasmo. Esta maior prevalência está diretamente relacionada ao IMC e PFE, que são indicativos da associação entre obesidade e disfunção pulmonar. Sugere-se um estudo longitudinal que verifique broncoespasmo induzido pelo exercício para preparar um programa de condicionamento físico para esta população.

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Tema Livre

O uso de ferramentas não-rígidas por adultos com deficiência mental

Mauerberg-deCastro, E.; Viveiros, F.F.; Cozzani, M.V.

Instituição: UNESP Rio Claro ; UNESP Rio Claro; UNESP Rio Claro

Apoio Autor: ; ;

A forma como o indivíduo explora o ambiente através da percepção háptica sugere uma forma de ancoragem entre ambos onde o mecanismo exploratório é restrito pelo objetivo da tarefa (Mauerberg-deCastro, 2004). O objetivo deste estudo é avaliar, em tarefas de equilíbrio estático, como deficientes mentais usam a percepção háptica, influenciada pelas propriedades de ferramentas não-rígidas. Participaram do estudo dez indivíduos com deficiência mental (GDM) e dez adultos não-deficientes (GND). Os participantes foram avaliados em sua capacidade de permanecer sobre uma trave de equilíbrio por 30s, utilizando um sistema de âncoras com cargas de 250g, 500g e 1kg para apoio ao equilíbrio. Duas condições sem âncora foram realizadas, no início (CI) e no final (CF). Três tentativas foram realizadas. As variáveis foram: tempo de permanência na tarefa e número de quedas para ambos os grupos e variáveis cinemáticas para o GDM. Com relação ao tempo de permanência na tarefa foi encontrada diferença significativa entre grupos (p<0.001), tentativas (p<0.001) e condições (p=0.029). O GND foi melhor que o GDM, todos os participantes foram melhores na última tentativa e na condição 1kg. Com relação ao número de quedas, foi encontrada diferença significativa entre os grupos (p<0.001) e marginal entre tentativas (p<0,056). Como anteriormente o GND foi melhor e todos os participantes foram melhores na última tentativa. Quanto à variável desvio padrão de janela dos dados cinemáticos (DPJD) notamos uma melhora no desempenho da tarefa quando os participantes utilizaram o sistema âncora. Quanto às variáveis cinemáticas derivadas em fft não encontramos diferenças significativas entre as condições com ou sem âncora. Como já era esperado o GND teve um desempenho superior ao GDM, confirmando a interferência dos atrasos posturais, comuns as pessoas com deficiência mental. Apesar disso, o GDM apresentou melhoras no seu desempenho com o uso do sistema de âncoras, principalmente para retornar à posição de equilíbrio, fato confirmado na variável tempo de permanência na tarefa. Outro aspecto importante se refere à melhora do desempenho na última tentativa, o que implica que, com a prática, ocorre um processo de aprendizagem onde os participantes potencializam o uso das âncoras. Apoio: CNPQ PIBIQ

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RAZÕES PELA QUAL OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA OPTAM EM ATUAR COM PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

Moura, D.L; Torres, M.S

Instituição: Centro Universitário da Cidade ; Centro Universitário da Cidade

Apoio Autor: ;

Introdução: Segundo Ghiraldelli Junior (1988) o campo de atuação do profissional de educação física é extremamente vasto. Além do tradicional campo de ensino nas escolas de 1º, 2º e 3º grau públicas e particulares, surge a possibilidade atuação em centros de reabilitação, hospitais, academias, clubes e outros. Alguns novos campos vem ganhando destaque como: os programas de atividades esportivas para pessoas com deficiência (PCD?s), a educação física adaptada. Objetivo: Identificar as razões pela qual os professores de Educação Física, em vilas olímpicas do Rio de Janeiro optam por trabalhar com PCD?s. Metodologia: Trata-se de um trabalho de campo, transversal, dados primários. A amostra selecionada foi composta por dez professores de Educação Física lotados em três Vilas Olímpicas,na cidade do Rio de Janeiro, que trabalham com a Educação Física Adaptada. As entrevistas possuíram caráter semi estruturado, que nelas, segundo os autores André & Lüdke (1986, p.33) ?O entrevistado discorre sobre o tema proposto com base nas informações que ele detém e que no fundo são a verdadeira razão da entrevista.? Resultados: Quando perguntamos sobre as razões pela qual optaram pelo trabalho com PCD?s, identificamos as seguintes categorias: Interesse, pessoal, necessidade, maior liberdade e a insatisfação com a educação física convencional. Ao responder sobre as razões, estes profissionais relataram as conseqüências desta opção, que foram: a gratificação pessoal, desenvolvimento dos alunos e o encantamento. Conclusão: Com base nos dados consideramos que a curiosidade é um fator de grande influencia na escolha de atuar com PCD?s. Estes professores foram apresentados a esta prática ou buscaram conhecê-la por uma iniciativa própria. Percebemos que esta curiosidade foi aguçada por uma experiência pessoal ou uma insatisfação com a educação física convencional, que não permite uma ?liberdade?. Concordamos sobre a necessidade de proporcionar uma abertura de espaços físicos para as pessoas portadoras de deficiência praticarem uma atividade fisica-esportiva-recreativa. No entanto, não somente uma prática com inicio e fim em si mesma, mas como relata Resende (1995), um espaço educativo privilegiado para promover as relações interpessoais, a auto-estima e a autoconfiança, valorizando aquilo que cada indivíduo é capaz de fazer em função de suas possibilidades e limitações pessoais. A opção em atuar com PCD?s deve ser afirmada diariamente na prática de cada profissional para que seja legítima.

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IMPACTO DO ENVELHECIMENTO SOBRE A SATISFAÇÃO COM A IMAGEM CORPORAL PERCEBIDA POR MULHERES FISICAMENTE ATIVAS

Novais, F. V.; Costa, G. A.; Azevedo, P. G.; Arantes, L. M.; Borges, L. J.; Martins, J. L. A.

Instituição: UFU - Faculdade de Educação Física ; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física

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Introdução: A imagem corporal é a percepção que temos de nós mesmos, é influenciada pelos padrões estipulados pela sociedade e a cultura que nos rodeia. O modelo de beleza imposto pela sociedade hoje, corresponde a um corpo magro sem, contudo, considerar aspectos inerentes ao processo natural de envelhecimento.Objetivo: Verificar o impacto do envelhecimento na satisfação com imagem corporal percebida por mulheres fisicamente ativas. Metodologia: Foram avaliadas através do ?Questionário de percepção de silhueta corporal? de STUNKARD e SORENSEN (1993) 100 mulheres escolhidas aleatoriamente entre as praticantes de atividades físicas em academias de ginástica e no Projeto AFRID na cidade de Uberlândia-MG por pelo menos 3 horas semanais. A amostra foi dividida etariamente, GI(10 a 20 anos) n=15, GII(21 a 30 anos) n= 20, GIII(31 a 40 anos) n= 10, GIV(41 a 50 anos) n=10, GV(51 a 60 anos) n=15, GVI(61 a 70 anos) n= 15, GVII (71 a 80 anos) n= 20 e GVIII(+ de 80 anos) n= 5. Para análise dos dados utilizou-se a estatística descritiva. Resultados: Foram percebidos que 75% das mulheres do GI estavam insatisfeitas com a imagem corporal, no GII a satisfação foi de 37,03%, no GIII a insatisfação percebida foi de 57,15%, no GIV houve 80% de insatisfação com a própria imagem, no GV 44,44% estavam satisfeitas, no GVI 40% satisfeitas, no GVII 58,34% estavam insatisfeitas e no GIII 44,3% das mulheres estavam satisfeitas com a imagem atual. Conclusão: A análise dos dados demonstrou uma extrema insatisfação com a imagem corporal percebida em todas as faixas etárias. Pôde-se notar também que com o acrescer da idade há um maior conformismo com a atual imagem.

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Aumento de força em um indivíduo com esclerose multipla

Ocampos, M. S.

Instituição: Universidade Católica Dom Bosco

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INTRODUÇÃO: O presente estudo analisou os resultados após treino de força em um individuo com esclerose múltipla. Segundo as definições de vários autores: A esclerose múltipla (EM) é doença desmielinizante e inflamatória, de provável etiologia auto-imune que compromete o sistema nervoso central (SNC) e cuja susceptibilidade é determinada por fatores complexos, tais como: a carga genética e a influência ambiental. Esse estudo nasceu após verificarmos que a musculação não era indicada a portadores de esclerose múltipla, isso esta relacionado diretamente a fadiga, que e um sintoma da patologia. Mas após aplicarmos um treino de resistência muscular localizada (RML) constatamos um aumento considerável na sua carga, por exemplo, no exercício de tríceps na polia, o mesmo que no começo do treino era realizado com 5 kg, atualmente esta sendo realizado com 15 kg, sem nunca ter levado a fadiga. No exercício de pressão de pernas houve um aumento considerável na carga, o mesmo era realizado sem carga, atualmente esta sendo realizado com 10 kg. Em geral houve um aumento considerável de forca, outro aspecto que pode ser verificado foi o aumento da auto-estima, esse relatado pelo individuo, onde houve uma melhora no quadro da depressão, isso porque os exercícios são realizados em uma academia, em um ambiente descontraído e com musica, totalmente diferente das clinicas freqüentadas por esse individuo. Após o inicio do treino houve tembém melhora na caminhada do individuo que estava muito comprometida devido a patologia, que alem de ter muita dificuldade no andar apresenta em seu quadro clinico um déficit no seu equilíbrio, no inicio do programa de exercícios não conseguia caminhar 1 minuto na esteira, na velocidade, 1,6 Km/h, atualmente consegue caminhar 5 minutos. Após efetuarmos o acompanhamento do indivíduo durante seis meses, chegamos a conclusão de que houve um aumento considerável na força desse indivíduo, isso pode ser constatado no aumento de carga apresentado durante o treino. O aumento da disposição para realizar tarefas de seu cotidiano se deve ao aumento de força para realizar pequenas tarefas do dia-dia, antes do treino esse indivíduo encontrava muita dificuldade para realizar essas pequenas tarefas, e com o aumento de sua força ele sentia mais disposição para executa-las.

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Imagem Corporal e Deficiência Física

Oliveira, D.F.S.; Silvério, K.R.

Instituição: UFG-CAJ-Depto de Educação Física ; UFG-CAJ-Depto de Educação Física

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Atualmente, o tema imagem corporal ainda é pouco explorado no âmbito da Educação Física. Consideramos, portanto, relevante a articulação desse tema em outra área que necessita também ser amplamente discutida, que é a da deficiência. Esta pesquisa teve como principal objetivo analisar a Imagem Corporal de pessoas com deficiência física do ensino regular de Jataí-GO, bem como, observar as sensações que os mesmos têm em relação aos seus corpos e, investigar a influência do contexto social na construção da imagem corporal destas pessoas. Esta pesquisa foi realizada em três escolas inclusivas do ensino regular de Jataí. Os sujeitos desta pesquisa foram 8 alunos com deficiência física. O instrumento de pesquisa utilizado foi o questionário (teste) validado; ?A Minha Imagem Corporal? de David Rodrigues. Através dos dados coletados na pesquisa, ressaltamos algumas questões que nos possibilitaram identificar três categorias de análise. O primeiro diz respeito à Condição Física, no qual 90% dos sujeitos afirmaram sentirem a força física como um aspecto fraco em seus corpos. Outro aspecto relevante encontrado nos resultados, diz respeito à Aparência. Neste, 80% dos sujeitos afirmaram não gostarem da maneira como se vestem, da aparência cotidiana, de não se sentirem atraentes para pessoas do outro sexo. O último aspecto ressaltado para a discussão neste estudo, é a Falta de Confiança em seu Corpo, no qual 80% afirmaram não terem confiança em seus corpos. Constatamos através deste estudo, que é extremamente importante para a pessoa com deficiência física, o fato de descobrir seu corpo, senti-lo, conhecê-lo, em seu poder, sua força, para através desse corpo conhecido, consciente, ter um contato com a realidade. Porém essas sensações são carregadas de significados advindos da sociedade que ainda hoje é extremamente preconceituosa e discriminadora. Vale ressaltar a importância deste trabalho para o profissional de Educação Física, que através da cultura corporal, dos conteúdos da Educação Física, podem contribuir bastante para o desenvolvimento harmonioso da imagem corporal desse indivíduo.

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PERCEPÇÕES DE PESSOAS COM ESCLEROSE MÚLTIPLA NA PRÁTICA DO YOGA

Oliveira, G.; Tavares, M.C.G.C.F.

Instituição: Unicamp - FEF ; Unicamp - FEF

Apoio Autor: ;

Apesar da existência de experimentos científicos sobre o Yoga, ainda existe uma carência de estudos sobre o tema; principalmente com relação ao Yoga aplicado a pessoas com esclerose múltipla. As práticas do Yoga caracterizam-se pela permanência numa condição de controle e conforto, sugerindo relaxamento e prazer ao praticante; não estipula um padrão de execução e nem coloca metas de desempenho motor. A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica desmielinizante que resulta de reações inflamatórias desencadeadas por mecanismos complexos de anormalidade imunorregulatória. Com a utilização do exame de ressonância magnética tem-se deparado com um crescente número de casos da doença. A EM acomete principalmente adulto jovem, na faixa etária entre 20 e 40 anos. Leva ao aparecimento de diversificados sinais e sintomas neurológicos. O quadro clínico depende da topologia das lesões, observa-se com freqüência neurite óptica, hemiparesias, paraparesias, síndromes sensitivas, cerebelares, esfincterianas e mentais. A fadiga é um sintoma que acomete de 75% a 95% das pessoas com EM. A incidência de transtornos psicopatológicos, principalmente de depressão maior, é alta e pode chegar a ser maior do que em outras doenças neurológicas crônicas e incapacitantes. Os objetivos desta pesquisa foram identificar adaptações que facilitem a prática do Yoga, a partir das necessidades específicas de pessoas com EM e coletar suas percepções. Um grupo de 07 pessoas, pertencentes ao Grupo de Esclerose Múltipla de Campinas, foi submetido a doze práticas consecutivas de Yoga, uma vez por semana, com duração de 50 minutos cada. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso. Para coletarmos essas percepções disponibilizamos no final de cada prática um momento para registrar as experiências durante a prática, sendo os relatos gravados. Também foi disponibilizado um caderno para preenchimento espontâneo, e criado um grupo de correio eletrônico, para manifestações espontâneas após as práticas. Pelos relatos e observações feitos no estudo, a percepção dos sujeitos de pesquisa é que o Yoga facilita o relaxamento e a diminuição dos estados de ansiedade e cansaço, propicia a melhora motora e interfere positivamente na problemática do equilíbrio.

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Tema Livre

PARALISIA CEREBRAL: UMA ABORDAGEM PRÁTICA

Oliveira, T.C

Instituição: UFU - Faculdade de Educação Física

Apoio Autor:

Este trabalho visa relatar o desenvolvimento da aluna N.F.S, portadora de Paralisia Cerebral, no Programa de Atendimento à Pessoa Portadora de Deficiência Física – UFU realizada através da disciplina Estágio Prático de Educação Física e Esportes Adaptados. A Paralisia Cerebral é definida como uma desordem ou dano no Sistema Nervoso Central que leva à inabilidade, dificuldade ou descontrole na coordenação dos músculos resultando na incapacidade de desenvolver tarefas motoras do cotidiano. É importante ressaltar que a Paralisia Cerebral é uma doença que nas condições médicas, resulta principalmente na perturbação da postura e também dos movimentos do corpo. Essas perturbações podem ser motoras e sensoriais, auditivas, visuais e sensoriais. O tipo de paralisia da aluna é espástica sendo caracterizada pela hipertonia permanente, mesmo em repouso, deixando os movimentos restritos na amplitude, exigindo esforço excessivo. A partir destas características teve-se como objetivo principal preparar a aluna de modo que aumentasse seu grau de independência e mais especificamente minimizar a tensão muscular, melhorar amplitude de movimento, desenvolver os aspectos cognitivos, sensório-motor, sócio-afetivo e organo-funcionais, além de trabalhar sempre que era possível a sociabilidade. A metodologia utilizada foi a partir do trabalho realizado após uma criteriosa observação da aluna e um rigoroso estudo sobre sua deficiência. As aulas foram desenvolvidas na piscina e na psicomotricidade, explorando os espaços em todos os aspectos possíveis de diferentes formas, sempre analisando e identificando cada momento vivenciado. Os resultados foram muito favoráveis para o desenvolvimento da aluna. Os exercícios foram específicos para cada objetivo definido antecipadamente, a aluna procurou executá-los de forma correta, entretanto não conseguiu iniciar o nado crawl como foi previsto no planejamento.

Apoio Trabalho:
 

 

Tema Livre

Autismo: experiência ou desafio

Oliveira, T.C.; Gomes, A.C.; Cabral, L.S.A.; Pereira, S.F.; Santana, L.G.; Teixeira, A.P.A.

Instituição: UFU- Depto de Educação Física ; UFU- Depto de Educação Física; UFU- Depto de Educação Física; UFU- Depto de Educação Física; UFU- Depto de Educação Física; UFU- Depto de Educação Física

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Este trabalho é um relato de experiência realizado com crianças autistas, vivenciado na Universidade Federal de Uberlândia, durante a disciplina Educação Física e Esportes Adaptados; juntamente ao Programa de Atendimento à Pessoa Portadora de Deficiência. A disciplina oferece aos alunos do programa atividades como: psicomotricidade, hidroterapia, natação, atletismo, entre outras atividades. Após vários estudos realizados sobre autismo definimos - o como uma alteração cerebral que afeta a capacidade do ser humano de comunicar – se e estabelecer relacionamentos com outras pessoas respondendo às ações do meio ambiente, que se manifesta até os três anos de idade. Este transtorno, compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico, afetando a comunicação, a fala, o entendimento e o convívio social, apresentando em muitos casos um retardo mental. O comportamento ritualizado do autista detêm a hábitos anormais, resistências às mudanças singulares e brincadeiras estereotipadas, ou seja comum a maioria dos “deficientes”. Partindo desta perspectiva, tentamos amenizar estas alterações determinando e desenvolvendo atividades principalmente o aspecto sócio-afetivo, pois é o mais afetado pela “deficiência”. Mais especificamente realizamos atividades que desenvolvem os aspectos cognitivos, trabalhamos a recreação e o lazer, desenvolvemos a socialização, trabalhamos principalmente as atividades aquáticas, desenvolvemos a natação com a finalidade de integrar os alunos. Todos os alunos do programa primeiramente passam por um diagnóstico para posterior encaminhamento às atividades específicas determinado pelos professores. Os estagiários foram preparados anteriormente com teoria, prática e observações sobre as deficiências dos alunos, para o atendimento dos mesmos. Constantemente realizávamos testes e exercícios para analisar a efetivação das aulas e das atividades. Dessa forma procurávamos sempre atingir todos os objetivos determinados e os aspectos importantes para integrá-los de maneira satisfatória no meio social em que vivem. Exigíamos de todos a participação ativa nas atividades realizadas desenvolvendo outras possibilidades, os alunos eram estimulados incessantemente de diferentes formas pelos estagiários e professores para a realização correta das atividades propostas.

Apoio Trabalho: ; ; ; ; ;
 

 

Tema Livre

O interesse de pessoas com Esclerose Múltipla por atividades físicas e recreativas

Orlando, M.S.

Instituição: UNICAMP - FEF - Depto de Educa

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A Esclerose Múltipla (EM) é uma disfunção neurológica que geralmente ocorre em adultos e é caracterizada por apresentar numerosos focos de desmielinização no Sistema Nervoso Central, que interferem nas transmissões dos impulsos nervosos. No Brasil, estima-se que a prevalência da EM seja de 10 para cada 100 mil habitantes. Os sintomas mais comuns da EM são a depressão, déficits sensoriais e motores, a fadiga, o comprometimento cognitivo e a espasticidade. A natureza da EM é um considerável fator que aumenta a probabilidade de ocorrência de alterações psíquicas, pois ela, geralmente, se manifesta em indivíduos jovens no auge de sua produtividade profissional, que lidam freqüentemente com decisões vitais, e que, de repente, se vêem atormentados com a possibilidade de sofrerem grandes perdas funcionais. Os objetivos desta pesquisa foram investigar o interesse das pessoas com EM pela a prática de atividades físicas recreativas, bem como descrever a prática destas atividades de lazer antes e após o diagnóstico da doença. Para realizar esta investigação elaboramos um questionário que foi entregue a 30 participantes do Grupo de Esclerose Múltipla de Campinas. 13 sujeitos responderam ao questionário.Após as análises dos mesmos, observamos que as atividades de caráter lúdico são menos enfatizadas nesta população, em detrimento de atividades mais leves que pareçam possuir um traço terapêutico. 92% dos sujeitos disse que o diagnóstico da EM interferiu negativamente em suas atividades físicas e de lazer. Muitas interromperam atividades prazerosas para elas devido aos sintomas da doença. As atividades que se mostraram mais interessantes foram alongamento/relaxamento e vivências corporais. Pudemos concluir que o diagnóstico da EM interferiu negativamente nas atividades físicas e de lazer. Há uma preferência desta população por atividades físicas individuais e de objetivos terapêuticos. Algumas atividades poderiam ser realizadas por estas pessoas mas estas não as realizam devido a questões como: medo da doença, desânimo e tristeza. Neste sentido, o professor de Educação Física tem um papel importante: ampliar os conhecimentos e a compreensão das pessoas com EM bem como as atividades que se adaptam e trazem benefícios físicos e psicológicos a esta população.

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Dificuldades dos Professores de Educação Físicada cidade de Bauru com a Inclusão

Orlando, P. A.

Instituição: Unesp- Lapef- Departamento de Educação Física

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Atualmente verifica-se que o tema inclusão dos alunos portadores de necessidades educacionais especiais no sistema regular de ensino tem dominado as discussões na área de Educação Especial. Na Educação Física existem alguns relatos de professores que avaliam que esta proposta é impossível, considerando que uma educação para todos é válida, porém utópica principalmente devido às condições em que se trabalha, hoje, nas escolas. Por isso, o presente estudo tem o objetivo de identificar quais são as principais dificuldades que os professores de Educação Física encontram em suas aulas quando nestas estão presentes alunos com necessidades educacionais especiais. Com base na análise dos resultados, são propostas estratégias de ensino que esses professores poderiam estar utilizando para promover a inclusão. Para a coleta de dados sobre as principais dificuldades encontradas pelos professores foi aplicada uma questão aberta à 22 professores de Educação Física da rede estadual de ensino da cidade de Bauru e região. A análise dos dados mostrou que a maior dificuldade encontrada é a falta de infra-estrutura (por exemplo, dificuldade de acesso à quadra de esportes) e que fatores como a falta de material didático pedagógico adequado e discriminação, também dificultam o trabalho de inclusão. Com base em uma revisão de literatura proponho que os professores utilizem em suas aulas, atividades, jogos e exercícios para estimular e valorizar o que é diferente entre os alunos, com o objetivo de diminuir as dificuldades de promover a inclusão devido à discriminação. Em relação à falta de infra-estrutura adequada, são dados exemplos de atividades, jogos e exercícios que podem ser trabalhados em espaços alternativos, como a sala de aula, o que proporcionaria a participação de todos os alunos em uma aula de Educação Física.

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Atividade Física e Paralisia Cerebral Espastica.

PAULA, G.I.; VALE, K.M.; JUNIOR, E.N.S.P.

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia ; Universidade de São Paulo; Universidade Federal de Uberlândia

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O presente trabalho tem como objetivo relatar as experiências sobre o desenvolvimento de atividades físicas com uma pessoa com Paralisia Cerebral Espastica, realizado do mês de setembro de 2003 a dezembro de 2003, por meio da disciplina de Estágio Pratico de Educação Física e Esportes Adaptados da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia. O individuo sofreu falta de oxigenação do cérebro durante o parto o que ocasionou a perda parcial de movimento dos quatro membros, levando a utilizar a cadeira de rodas mais tarde. Foram feitas atividades na água como recreação, apnéias, trabalho de respiração de estilo crawl com apoio, deslocamento do aluno em diversos planos. Notamos que a atividade na água permitiu ao aluno uma maior independência de movimentos, uma melhora da circulação periférica, melhora no sistema cardio-respirátorio, melhora da auto-estima do aluno, este, procurou ao longo destas atividades a exploração de seus potenciais físicos, e mentais.

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Atividade Física e AVC

Paula, G.I; Junior, E.N.S.P; Feitas, S.P; Martins, L.R.S

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ

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O presente trabalho é um relato da experiência obtida por meio do Estágio Prático em Educação Física e Esportes Adaptados, realizado no período compreendido entre Setembro e Dezembro do ando de 2003. O Trabalho realizado com a aluna portadora de Acidente Vascular Cerebral adquiriu esta deficiência durante uma cirurgia de vesícula cujas seqüelas são tetraplégica espástica e mecanismo de fala ineficiente. O Acidente Vascular Cerebral ou AVC ou ainda “derrame”, ocorre quando alguma das artérias responsáveis pela irrigação do cérebro fica obstruída faltando oxigenação adequada naquele local. As conseqüências deste acontecimento vão desde a perda da fala e da capacidade de raciocínio a perda total ou parcial dos movimentos. Pode ocorrer de forma isquêmica, como descrito acima, ou na forma hemorrágica quando esta artéria obstruída se rompe. No projeto foram desenvolvidas atividades que visaram diminuir sua espasticidade, controlar seu processo de osteoporose, aumento da força dos seus membros inferiores tais como alongamentos antes do início das aulas, execução de novos movimentos como a locomoção por meio da adução e da abdução das pernas. Observamos que houve uma melhora no aspecto emocional da aluna, de coordenação motora e de uma confiança maior de sua potencialidade.

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DANÇA EM CADEIRA DE RODAS: PROPOSTA METODOLÓGICA PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS DESLOCAMENTOS DO CONJUNTO CADEIRA DE RODAS/CADEIRANTE ATRAVÉS DA CINEMETRIA.

Paula, O.R.; Novo Jr., J.M.

Instituição: Faculdade de Educação Física - UFJF ; Faculdade de Educação Física - UFJF

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A Dança em Cadeira de Rodas apresenta-se como demonstração artística e/ou de competição, com significados para a educação e a reabilitação. Sua avaliação em competições é subjetiva, uma vez que os árbitros devem comparar a performance de vários casais simultaneamente. Não há estudos que identifiquem parâmetros para uma avaliação quantitativa das evoluções do conjunto cadeira de rodas/cadeirante (CRC) na área de execução da dança. OBJETIVO: Desenvolvimento de um método que, através da cinemetria e da reconstrução bidimensional, possa permitir a identificação dos padrões de deslocamento do CRC. MÉTODOS: Registro de imagens das evoluções do CRC que realizou diversas manobras dentro de uma área de 9x9 metros durante 60 segundos. O CRC foi devidamente instrumentado com 5 marcadores externos (esferas brancas) que serviram para identificar a orientação do CRC, cuja disposição formou uma figura geométrica. Fixou-se uma câmera digital de tal modo a abranger a área desejada (na direção diagonal), configurada numa freqüência de aquisição de 30 Hz. A calibração foi realizada por meio de marcadores suspensos, posicionados nos vértices da área, à altura dos marcadores do CRC. As imagens, registradas em fitas, foram transmitidas a um computador por uma placa de vídeo, gerando um arquivo no formato AVI. Da edição deste arquivo, foi possível a extração de 1800 quadros, dos quais foram identificadas as sucessivas posições dos marcadores por meio da digitalização manual (através do cursor) a cada 10 quadros. Cada marcador foi então representado por uma coordenada, em pixels, sendo posteriormente convertida para metros. RESULTADOS: Exibição gráfica dos deslocamentos do CRC na área determinada. CONCLUSÃO: A forma geométrica dos marcadores possibilitou a identificação das sucessivas posições e a orientação do CRC a cada instante. Dessa proposta metodológica, vale ressaltar as seguintes inovações: 1-disposição dos marcadores, numa forma geométrica possibilitando identificar a orientação do CRC, sem interferir na sua livre movimentação; 2-processo de calibração baseado nas dimensões da área; 3-reconstrução do movimento em 2D. Como continuidade deste estudo, sugere-se a utilização de marcadores auto-reflexivos e o seu reconhecimento automático, via programa específico de computador.

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Ação ConVidAtiva: Um projeto que virou realidade.

Pegoretti, C.; Tafner, P.H.; Gardin, L.A.; Nardini, S.F.

Instituição: Faculdades Integradas de Amparo ; Faculdades Integradas de Amparo; Amparo Eficiente; Amparo Eficiente

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A idealização de um projeto de atividades físicas adaptadas, na cidade de Amparo, surgiu após um levantamento de dados, realizado pela Amparo Eficiente - Associação Cidadania das Pessoas com Necessidades Especiais, sem fins lucrativos, que com o apoio da Prefeitura Municipal de Amparo, APAE Amparo, Associação da Mulher Unimed, conseguiu cadastrar 600 pessoas portadoras de necessidades especiais (PPNEs) interessadas e conscientes de suas necessidades e possibilidades, dentre os possíveis 6.300 existentes segundo censo IBGE 2000. Neste cadastro, foi possível verificar as necessidades das PPNEs, e dentre elas, foi identificado o não oferecimento de atividades físicas adaptadas além do interesse desse segmento em participar desse tipo de atividade. Pretendendo dessa forma atender as necessidades identificadas e visando a melhoria da qualidade de vida das PPNEs, a Associação Amparo Eficiente, em parceria com o curso de Educação Física das Faculdades Integradas de Amparo (FIA) e voluntários (profissionais liberais de diversas áreas), tomaram a iniciativa de organizarem atividades físicas, recreativas, e culturais de interação social. As atividades físicas e recreativas são ministradas por profissionais graduados e pós-graduados da área de Educação Física juntamente com os alunos do curso de Educação Física (estagiários). Hoje, as atividades físicas e recreativas oferecidas pelo projeto são: Recreação, ocorrendo quinzenalmente aos sábados nas dependências das FIA, Equitação Especial, em parceria com o Haras São Sebastião, semanalmente para 8 alunos, Natação e Hidroginástica, em parceria com a Academia Golfinho, duas vezes por semana cada atividade para 10 alunos. Em breve, o projeto também oferecerá o Judô, nas dependências da Secretaria Municipal de Esportes FIA, duas turmas de 12 alunos, duas vezes por semana. O projeto também promove iniciativas culturais, como a criação de um bloco de carnaval, que participou no Carnaval de rua de 2005, na cidade de Amparo, com um samba enredo próprio, e ainda, palestras sobre esportes adaptados e debates sobre a melhoria da qualidade de vida dos PPNEs.

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Intervenção Motora Inclusiva como fator de modificação do desenvolvimento motor de crianças, portadoras e não portadoras de necessidades especiais, com atrasos motores

Pick, R.K; Valentini, N.C

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul ; Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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As habilidades motoras fundamentais são blocos críticos na construção de habilidades mais complexas utilizadas, ao longo da vida, em atividades físicas, na dança e em esportes. O objetivo desta pesquisa, de delineamento quase-experimental, foi verificar a influência de um Programa de Intervenção Motora Inclusiva (PIMI) no desenvolvimento motor de crianças, portadoras de necessidades especiais (PNE) e não portadoras de necessidades especiais (n-PNE), com atrasos motores. A amostra desta pesquisa foi intencional e não probabilística, sendo composta por 76 crianças (43 meninos e 33 meninas), com idades de 4 a 10 anos (M=7,00, DP=1,44), sendo 24 (31,6%) crianças PNE e 52 (68,4%) crianças n-PNE, que apresentaram desempenhos motores inferiores a seus pares, configurando atrasos motores, avaliados através do Test of Gross Motor Development-2 (TGMD-2) (ULRICH, 2000). Trinta e cinco crianças constituíram o Grupo de Intervenção (GI) e quarenta e uma crianças constituíram o Grupo Controle (GC). O PIMI foi desenvolvido em 14 semanas, tendo duas sessões semanais, sendo implementado os princípios do Contexto Motivacional para a Maestria através das estratégias da estrutura TARGET. General Linear Model com medidas repetidas no fator tempo foi conduzida para avaliar os efeitos do PIMI no desenvolvimento motor das crianças. Os resultados indicaram que: (1) crianças, PNE e n-PNE, do GI demonstraram ganhos significantes em habilidades de locomoção e de controle de objeto do pré-teste para o pós-teste, enquanto que para as crianças, PNE e n-PNE, do GC mudanças significativas não foram observadas; (2) crianças, PNE e n-PNE, do GI demonstraram desempenho significantemente superior em habilidades de locomoção e de controle de objeto comparadas às crianças, PNE e n-PNE, do GC no pós-teste; (3) crianças PNE, do GI, demonstraram padrões de mudanças positivas e significativas do pré-teste para o pós-teste nas habilidades de locomoção e de controle de objeto semelhantes aos seus pares n-PNE do mesmo grupo; (4) crianças PNE, do GI, demonstraram no pós-teste desempenho significantemente superior nas habilidades de locomoção e controle de objeto comparadas aos seus pares PNE do GC; (5) crianças n-PNE, do GI, demonstraram no pós-teste desempenho significantemente superior nas habilidades de locomoção e de controle de objeto comparadas aos seus pares n-PNE do GC. E mais, as estratégias implementadas através da estrutura TARGET no Contexto Motivacional para a Maestria possibilitaram a participação cooperativa e efetiva de todas as crianças indiferentemente dos níveis de habilidade motora.

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Parâmetros temporais dos ajustes locomotores antecipatórios à ultrapassagem de obstáculos sensíveis a L-DOPA, em idosos com doença de Parkinson (DP)

PIERUCCINI-FARIA, F.; GOBBI, L.T.B.; SILVEIRA, C.R.A.; CAETANO, M.J.D.; VITÓRIO, R.; STELLA, F.

Instituição: UNESP/Instituto de Biociências ; UNESP/Instituto de Biociências; UNESP/Instituto de Biociências; UNESP/Instituto de Biociências; UNESP/Instituto de Biociências; UNESP/Instituto de Biociências

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Introdução: Parâmetros temporais da marcha na ultrapassagem de obstáculos têm sido sensíveis à medicação dos pacientes com DP (L-Dopa), mas pouco se sabe sobre seus efeitos nas passadas anteriores à ultrapassagem. Objetivo: Verificar se os tempos de duplo suporte (TDS) e de suporte simples (TSS) dos passos das duas passadas que antecedem a ultrapassagem de obstáculos foram influenciados pela L-DOPA e pela altura do obstáculo. Método: 8 idosos com DP (idade=66,5±6,86anos; H&Y=2,13) realizaram a primeira etapa da coleta de dados em jejum de 12 horas da L-DOPA (Off), ingeriram o medicamento como de costume, esperaram 1 hora e, então, realizaram a segunda etapa da coleta, estando sob efeito do medicamento (On). Marcadores reflexivos foram fixados nos seguintes pontos anatômicos: 5º metatarso direito e 1º metatarso esquerdo, face lateral do calcâneo direito e medial do esquerdo. Duas alturas de obstáculo foram personalizadas sendo: obstáculo baixo (OB - altura do tornozelo) e obstáculo alto (OA - metade da altura do joelho). As tentativas dos participantes foram gravadas, a 60 Hz, por uma câmera digital posicionada no plano sagital direito, capturadas pelo software Pinnacle Studio Deluxe e desentrelaçadas pelo software Dvideow. Os frames, indicados por números, que correspondiam aos eventos de TDS e TSS, foram determinados visualmente e, com a referência dos marcadores, TDS e TSS foram calculados por um algoritmo em Matlab. O Teste pareado de Wilcoxon foi empregado na comparação de TDS e TSS para cada altura de obstáculo. Resultados: Evidências da sensibilidade a L-DOPA foram observadas nas seguintes fases: diminuição do tempo do último duplo suporte para a abordagem do OB (Z=-2,359; p=0,018) em estado On; diminuição do primeiro duplo suporte para a abordagem do OA (Z=-2,116; p= 0,034) no estado On; o suporte simples do último passo também se mostrou sensível, apenas para OA (Z=-2,293 p=0,022), revelando uma diminuição na condição On. Conclusão: O aumento na altura do obstáculo requereu o início dos ajustes antecipatórios a pelo menos quatro passos de distância da ultrapassagem, onde mais tempo é necessário para selecionar o lugar ideal do posicionamento do pé de suporte. A L-Dopa permitiu que os ajustes fossem realizados independente da altura do obstáculo.

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Programa de Educação Fisica para pessoas com necessidades especiais da UEM: o perfil dos participantes da natação

Rabello, C.L.B.; Becchi, A.C.; Sagawa, V.S.M.; Natal, C.S.; Lima, S. M. T.; Souto, E.C.

Instituição: Universidade Estadual de Maringá ; Universidade Estadual de Maringá; Universidade Estadual de Maringá; Universidade Estadual de Maringá; Universidade Estadual de Maringá; Associação Maringaense de Desporto para Deficientes

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Apesar da diversidade de programas de atividades físicas privados e públicos oferecidos nas mais diferentes faixas etárias, a participação das pessoas com deficiência ainda é mínima e incipiente. O fato é que em Maringá cerca de 11.901 pessoas têm algum tipo de deficiência física e se estima que, menos de 1% desses, participam de alguma atividade. A Universidade como uma vinculadora de ações vem em 2005, reativar o projeto de extensão intitulado: Programa de Educação Física para pessoas com necessidades especiais em parceria com o Centro de Vida Independente e AMDD, com o intuito de desenvolver e promover a inclusão das pessoas com necessidades especiais através de atividades físicas. Esse trabalho tem como objetivo relatar o perfil dos participantes envolvidos na proposta de ensino da natação promovido pelo Programa, nas variáveis: idade, gênero, deficiência e objetivos para o desenvolvimento dessa prática. A metodologia utilizada para esse estudo foi levantar informações por meios de dados da ficha cadastral e entrevista com oito participantes, sendo seis do sexo feminino e dois do sexo masculino. A idade dos integrantes é de 8 a 45 anos de idade. O ensino da natação ocorre duas vezes por semana, com a duração de 45 minutos cada, sendo uma vez desenvolvida na Universidade Estadual de Maringá e outra no Centro Esportivo Miyake da Silveira. Por meio da ficha de anamnése constatamos que os comprometimentos físicos são: lesão medular, poliomielite, distrofia muscular, atrofia muscular, paralisia cerebral, amputação e acidente vascular cerebral.Quanto aos objetivos em relação a intenção de participar da prática da natação, foram manifestados: aprender a nadar à competição, buscar auxílio para execução de suas atividades de vida diária, ocupação do tempo e executar a atividade como anti estresse. Os dados obtidos demonstram que o grupo atendido é amplamente heterogêneo e que embora os objetivos sejam diversificados a atividade vem atendendo as necessidades básicas que são oportunizar: o desenvolvimento de uma prática, obter um momento social com seus pares, aprender a natação também para competir independentemente de sua condição física.

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O DESEMPENHO DA ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE EM DEFICIENTES VISUAIS APÓS PROGRAMA DE ESTIMULAÇÃO DA COORDENAÇÃO MOTORA.

Ravache, R.; Ribeiro, S.

Instituição: Universidade da Região de Joinvile ; Universidade da Região de Joinvile

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O presente estudo teve como objetivo identificar como um programa voltado à coordenação motora ampla pode influenciar no desempenho da orientação e mobilidade em crianças deficientes visuais. O estudo foi desenvolvido através de pesquisa de campo, do tipo experimental, a amostra foi composta por 10 crianças de ambos os sexos cuja faixa etária variou de 11 a 14 anos, todos integrantes da AJIDEVI-Associação Joinvilense para Integração do Deficiente Visual-Joinville(SC). Foram realizados como pré e pós-testes os Testes de Dribling, Skipping, Anferssem, além destes instrumentos foram utilizadas fichas de registro diário e filmagens. O programa desenvolvido junto à amostra, teve duração de 15 meses, baseou-se em atividades psicomotoras para estimulação da coordenação motora ampla, onde através das atividades desenvolvidas as crianças demonstraram satisfação ao descobrir novas possibilidades de movimentos bem como a melhora de outros já estimulados. Após a comparação dos dados obtidos entre o pré e pós-testes verificou-se que houve uma melhora significativa em 04 integrantes da amostra, desempenho este que repercutiu em movimentos com maior desenvoltura e confiança, como maior elevação dos pés durante a marcha. Acrescenta-se as alterações motoras mudanças na expressão facial quando estes realizavam atividades que demandavam deslocamentos pelo espaço, como andar, correr, saltar. Os demais componentes da amostra, 06 sujeitos, apresentaram uma melhora no desempenho, porém ainda eram presentes algumas dificuldades como a dissociação dos segmentos corporais, os movimentos mantiveram-se limitados, com pouca amplitude articular. Pode-se concluir com esta pesquisa que é possível desenvolver a orientação e mobilidade em indivíduos que apresentam deficiência visual quando estes são submetidos a um programa de atividades que atenda ao desenvolvimento progressivo da coordenação motora. Através dos resultados obtidos pode-se dizer que a mostra passou a apresentar uma melhor orientação e mobilidade com repercussões tanto no ambiente familiar como escolar, oportunizando uma melhora na autonomia dos mesmos.

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A inclusão de pessoas com necessidades especiais ,nas aulas de Educação Física em instituições públicas, particulares e especiais de Barueri - SP.

Ricardo, E.

Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie

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A inclusão escolar visa possibilitar que todos possam participar da vida escolar tanto em escolas comuns como nas classes regulares, através de uma proposta pedagógica que atenda a todos sem discriminação. Com isso, surge a preocupação de incluir grupos estigmatizados, mais especificamente no meio escolar. Inseridos nesse contexto, traçamos o objetivo dessa pesquisa que foi verificar como ocorre o processo de inclusão de pessoas com necessidades especiais (p.n.e) nas aulas de Educação Física em instituições públicas, particulares e especiais de Barueri - SP. Três eixos norteadores foram considerados para a elaboração da metodologia de coleta e análise dos dados dessa pesquisa: aspectos conceituais, procedimentais e atitudinais. Nossa amostra foi de nove professores de Educação Física que atuam em programas públicos, particulares e especiais junto à p.n.e. os quais responderam a um questionário com doze perguntas abertas. A análise do conteúdo foi utilizada para analisar os dados. Pudemos verificar que o significado de inclusão para os pesquisados se baseia em acolher o aluno independente de suas dificuldades e limitações e na promoção da convivência com os demais alunos. Já a integração, é entendida como a aceitação das p.n.e. pelo grupo possibilitando que estas façam parte do mesmo. Quanto à segregação, foi apontada a relação com a exclusão das pessoas que apresentam comportamentos e dificuldades de aprendizagem no grupo. As estratégias mais utilizadas referem-se ao dinamismo dos professores nas aulas, com perfil de aula integrada, pois promove participação maior de todos, reduzindo assim a exposição e promovendo a vivência de cada um de acordo com suas qualidades, dificuldades e habilidades, valorizando a participação e não o rendimento nas atividades. Constatou-se também, que a maioria dos profissionais não recebe nenhuma interferência das instituições em que atuam, tendo assim total autonomia na escolha do perfil e conteúdos das aulas. Concluímos que a inclusão vem se respaldando nas concepções dos próprios profissionais que se adaptam a uma imposição legal. Entre as três características institucionais, verificamos que a especial pública foi a que mais se aproximou dos preceitos inclusivo com relação aos aspectos procedimentais e atitudinais.

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ESTÍMULOS AMBIENTAIS NO DESENVOLVIMENTO SENSORIO-PERCEPTIVO MOTOR DE PESSOAS COM DEFICIENCIA MENTAL: AVALIANDO SUA INTERFERENCIA

RODRIGUEZ, J.L.

Instituição: UNICAMP - ATIVIDADE MOTORA ADAPTADA

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Introdução O presente trabalho trata de um assunto muito discutido na atualidade, porém pouco sistematizado. As formas como percebemos o ambiente e que interagimos física e socialmente representam um grande passo no trabalho com pessoas com deficiência mental. Objetivo O objetivo desse trabalho é sistematizar esse conhecimento para, posteriormente, utilizá-lo na averiguação das condições de estímulos adequados a determinados locais. Método O estudo requereu uma revisão bibliográfica através de palavras-chave nas bases e catálogos, SPORT DISCUS ? ERL (SD-ERL), SCIENCE DIRECT (SD), SCIRUS, SCIELO, NUTESES, UNIBIBLIWEB, além da consulta em bibliotecas da USP/ Ribeirão Preto, UNICAMP/Campinas e UNESP/Rio Claro. Uma observação enfocando a teoria ecológica foi realizada em escola especial a ASSOCIAÇÃO DE REABILITAÇÃO INFANTIL DE LIMEIRA (ARIL). O público observado foram alunos adolescentes de ambos os sexos do Centro de Habilitação e Treinamento Profissional (CHTP). Resultados Esse estudo permitiu a identificação de variáveis ambientais que colaboram para o potencial desenvolvimental de ambientes que trabalhem com pessoas com deficiência mental; identificação de estímulos ambientais favoráveis e desfavoráveis, percepção e interação variadas com o ambiente em função das sensibilidades expandidas e desenvolvimento motor. Conclusão A principal conclusão remete à projeção de uma escola que contemple as variáveis ambientais físicas, a ambiência, os arranjos físicos e sociais mais adequados ao seu público. Palavras-chave: estímulos ambientais, desenvolvimento, deficiência mental.

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TRAVESSIAS DE CEGOS EM ÁGUAS ABERTAS: UM ESTUDO DO IMAGINÁRIO

Rosa, R.M.N.; Costa, V.L.M; Cunha, M.A.T

Instituição: UGF - PPGEF - Lires - LEL ; UGF - PPGEF - Lires - LEL; UGF - PPGEF - Lires - LEL

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Cegos praticantes de esportes exercitam, além da atividade física, o direito de ir e vir com independência e autonomia. É nesta prática, que com liberdade, ousam e desafiam suas condições de deficientes visuais, nadando em águas abertas. Ver o mar em toda sua extensão nos leva a viagens fantasiosas, imaginativas. No entanto estas imagens são construídas subjetivamente por indícios de percepção, palavras, linguagem e, não só, pelos órgãos da visão. O imaginário se constitui de imagens, símbolos, crenças, mitos e, ainda que o corpo não veja a realidade, a sentirá. O contato desse atleta com o mar, representado por suas sensações e imagens construídas, constitui-se numa aventura impregnada de sentidos. Desvendá-los no Imaginário Social (IS), traz novas discussões e olhares da educação física. Renascer heroicamente das águas do mar, buscando forças para o dia a dia é superação, conquistas que parecem conseguir para, numa perspectiva inclusiva, encarar a discriminação social. Além de explicitar os sentidos de aventura, orientação e mobilidade corporal e o mundo das significações que formam o IS de oito nadadores cegos do Instituto Benjamin Constant, em travessias em águas abertas, o estudo objetiva destacar alguns elementos simbólicos expressos nos discursos. O estudo, de natureza qualitativa, emprega as técnicas de entrevista semi-estruturada (Gil, 1987) e da alegoria dos animais (Postic, 1993). Vários discursos estão presentes no universo dos deficientes, fornecendo pistas para compreensão do IS que envolve a natação em águas abertas. Ao interpretar os resultados, foram detectados três animais: cachorro, golfinho e ave. Ligado à trilogia, o cachorro tem função de psicopombo, clarividência, guia do homem, feiticeiro, vidente. Os golfinhos tornam-se símbolos da regenerência, adivinhação, sabedoria, prudência, junto à velocidade de deslocamento, representando o senhor da navegação. A ave simboliza leveza/libertação, é representada como, mensageira, advinha, poeta e lunática. A aventura de nadar em águas abertas permitiu-nos compreender o imaginário dos atores cegos, onde a água é vida, se descobrindo nas trevas, regenerando-se. Movem-se por símbolos de superação, conquista, vidência, guia e força interior.

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A Síndrome do Autismo:o corpo, o jogo e o brinquedo

Rosadas, S.C.; Magro, R.M.

Instituição: LAEFA/CEFD/UFES ; LAEFA

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A SÍNDROME DO AUTISMO: O CORPO, O JOGO E O BRINQUEDO. Prof. Dr. Sidney de Carvalho Rosadas Profª Rakel Moraes Magro Universidade Federal do Espírito Santo: A Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ? Lei 9394/96 estabelecem que a educação é direito de todos, garantindo atendimento educacional aos portadores de deficiências e a todos com necessidades especiais. Nesse sentido surgem empreendimentos objetivando e desencadeando processo de inserção social e educacional para os grupos excluídos de nossa sociedade como, por exemplo, os movimentos de integração e, mais recente, o de inclusão sem restrições. Para tanto, alguns questionamentos se tornam necessários para o sucesso desses empreendimentos e para contribuir com o processo de relacionamento importante nessa fase de construção: quem são essas pessoas que devemos destinar nossa atenção? Quais suas necessidades? Como se relacionam com os fatos do dia a dia? Como são suas famílias ? Com o passar dos anos e o despertar da educação física brasileira, revelada pelo grande ?boom? efetivamente demonstrado pela educação física para os portadores de necessidades especiais, esses fatos passam a nos preocupar, principalmente quando os destinatários são portadores da Síndrome do Autismo. O público autista é ainda pouco conhecido e entendido pela sociedade e até por muitos profissionais da área de saúde e educação, principalmente se relacionarmos a outros tipos de necessidades especiais, hoje mais contempladas e compreendidas pelos profissionais da educação e da saúde. Portanto, esse pequeno atendimento é ainda mais restrito à população autista. Pensando assim, e motivados para a construção do conhecimento, desenvolvemos a pesquisa e o projeto objetivando o atendimento permanente aos portadores desta síndrome, ora conhecido por "Síndrome do Autismo: o corpo, o jogo e o brinquedo", e desenvolvido pelo LAEFA - Laboratório de Educação Física Adaptada do Centro de Educação Física da Universidade Federal do Espírito Santo ? UFES. Trata-se este de um programa de atividades psicomotoras que pretende, mais do que desenvolver a motricidade propriamente dita, enfatizar as relações afetivo-sociais, primando por tornar o portador da síndrome do autismo capaz de relaciona-se de maneira mais efetiva com as pessoas e com sua comunidade. Utilizamos a ludicidade, manifestada neste caso pelo brinquedo e pelo jogo, como instrumento pedagógico para atingirmos nossos objetivos. Acreditamos que estes sejam elementos de grande representatividade e persuasão, pois nos possibilita promover a aprendizagem através do prazer. Visto que a população autista necessita ser muito estimulada, e o prazer em estar conosco e de executar as atividades propostas é fundamental para sua evolução e desenvolvimento dentro desta proposta que ora desenvolvemos. Sendo assim, o projeto ?O Jogo e o Brinquedo? não tem o intuito de reabilitar o portador da síndrome do autismo, porém objetiva proporcionar uma melhor qualidade de vida tanto para ele quanto para sua família, e de levar conhecimento para outras pessoas e profissionais interessados nos problemas dos autistas. O programa teve início em março de 2004 com o atendimento e construção de fichas de anamnese através dados coletados com as famílias dessas pessoas. O atendimento pessoal nos revelou a necessidade de constituir quatro momentos com a duração de quarenta minutos cada um, onde foi possível contemplar três portadores do autismo em cada um desses momentos. A equipe de atendimento foi constituída de professores e estagiários de educação física, de musicoterapia e de psicologia, totalizando doze pessoas interagindo todas as terças e quintas feiras das nove horas às doze horas da manhã.O programa se baseia no proposto metodologicamente pelo LAEFA e sua equipe de atendimento, que procura estimular o envolvimento do aluno em todos os momentos do dia, buscando sua reflexão sobre o que está fazendo e como está realizando suas tarefas cotidianas, sem esquecer dos princípios básicos da adaptação, do conhecimento de seus limites e impedimentos e de seu desenvolvimento propriamente dito. A avaliação do desenvolvimento e progresso dos alunos, se da predominantemente através da observação. Neste processo entra a observação da equipe disciplinar que é registrada em forma de relatórios de todas as aulas; dos pais, que irão observar seus filhos fora do ambiente da aula (em casa, no parque, no clube e na praia), Os dezoito meses de atividades com o programa que ora apresentamos nos revelam dados qualitativos significativos, somente percebidos através o dia ? dia e através sua coleta de dados, e esses resultados podem ser percebidos também pela relação afetiva que se desenvolve tanto no ambiente de trabalho no LAEFA quanto na residência dessas pessoas, conforme nos relata seus familiares. Assim, o propósito de apresentar esse programa de atendimento e pesquisa e os dados revelados através sua prática se tornam relevantes para o estimulo de novas interações entre a educação física e os portadores da síndrome do autismo, ambiente de relação ainda tímido no momento da educação física brasileira, principalmente quando o objeto de mediação trata-se do comportamento afetivo.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Tema Livre

Atividade Física e deficiência

Santos, J.A.; Martins, M.A.; Leite, G.F.; Melo, F.G

Instituição: UFU-FAEFI-Faculdade de Educação Física ; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã

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O Programa de Atendimento a Portadores de Deficiência da Universidade Federal de Uberlândia, além de contribuir para a melhora física e mental dos portadores de deficiência, ajudam os alunos do curso de Educação Física da mesma universidade, na sua formação acadêmica, pois por dois períodos eles trabalham com essas pessoas especiais, com atividades físicas que abrangem desde a natação até a piscicomotricidade. A aluna M.A, 58 anos, é uma das muitas pessoas atendidas pelo programa. Ingressou no segundo semestre de 2003, com debilidade nos membros inferiores. Se locomovia com o uso da cadeira de rodas, pois não conseguia se manter em pé, porém começou a perder a forças dos membros superiores os quais a ajudavam a fazer as passagens da cadeira para outro locais, pelo fato de não praticar nenhuma atividade para o seu fortalecimento. O motivo de sua deficiência é ainda um mistério para os médicos sendo diagnosticado como paralisia dos membros inferiores por motivo indefinido, pois a mesma não perderá o movimento dos membros e sim a força para se manter em pé e conseguir caminhar. O objetivo principal do trabalho com a aluna, foi o fortalecimento muscular dos membros superiores e recuperação parcial de força e movimento dos membros inferiores. Para tanto o trabalho foi executado na musculação com exercícios de extensão de joelho, abdução e adução de pernas, flexão de quadril e coluna, adução, abdução, flexão e extensão de braços, ombros e cotovelos e alongamentos, feitos tantos com aparelhos comuns da academia como com aparelhos alternativos, bola, arco, bastão entre outros. A aluna apresentou após um ano, com aulas de uma hora, duas vezes por semana, melhora nas dores constantes de ombro e quadril, melhora de força muscular de membros superiores, conseguindo passar da cadeira para outros lugares com maior facilidade e nos movimentos de membros inferiores, sem entretanto conseguir caminhar. Conclui-se que o trabalho foi executado de forma correta alcançando seus objetivos e que a aluna se tornou mais confiante em si mesma tendo mais coragem em executar movimentos que antes achava impossível de ser executado.

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Tema Livre

Evoluções motoras e psicológicas de um portador de Paralisia Cerebral

Santos, J.A.; Martins, M.A.; Leite, G.F.; Teodoro, B.G.; Melo, F.G.

Instituição: UFU-FAEFI-Faculdade de Educação Física ; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã

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O aluno MML, 6 anos é Portador de Paralisia Cerebral do tipo Disparesia Espástica. A deficiência foi diagnosticada ao nascer, por falta de oxigênio no cérebro. Teve um desenvolvimento significativo, sentou-se com um ano e andou aos quatro anos. Hoje é uma criança quase independente, a parte mais afetada pela paralisia foram os membros inferiores, entretanto anda sem ajuda em locais isentos de obstáculos e se comunica normalmente. O aluno participa do Programa de Atendimento a Portadores de Deficiência da Universidade Federal de Uberlândia desde o segundo semestre de 2003. O objetivo proposto para o aluno foi a adaptação completa a água e iniciação a natação. Verificou-se que o aluno precisa de exercícios variados porem exaustivamente repetidos para que conseguisse executa-lo sozinho. Os exercícios de adaptação a água foram, caminhar na piscina, de diversas formas e velocidades, brincar de roda sentando no fundo da piscina, levantar-se em diversas posições para adquirir equilíbrio, esse trabalho foi feito também utilizando flutuadores, mergulhar com ou sem ajuda de materiais coloridos e flutuar. As atividades propostas para a iniciação ao estilo crawl de natação foram, bater pernas com ou sem material (prancha, espaguete, flutuadores), fazendo respiração frontal e lateral, com os braços esticados, bater braços e pernas sem técnica para acostumar com o estilo. Os objetivos propostos no inicio do trabalho foram alcançados, ao final do primeiro ano o aluno já conseguiu, mergulhar, ficar sozinho na piscina bater pernas e braços com auxilio do materiais citados acima e ainda conseguimos evoluções secundárias como a desinibição do aluno, hoje ele conversa normalmente, o que antes seria impossível por sua vergonha, sorri, faz outras atividades fora da piscina, o que antes lhe causava aflição e o fazia chorar muito. Portanto pode-se concluir que o trabalho trouxe melhoras significativas não só para o aspecto esportivo mais também para o psicológico e o social do aluno.

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Tema Livre

A PRÁTICA DO JIU-JITSU PARA O DEFICIENTE VISUAL: IMPLICAÇÕES E IMPORTÂNCIA NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES MOTORAS E FUNÇÕES PSICOMOTORAS

Sauáia, G.R.M; Silva, S.M.M.

Instituição: UFMA-Depto de Educação Física ; UFMA-Depto de Educação Física

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O jiu-jitsu adaptado, embora possua em linhas gerais, os mesmos objetivos do jiu-jitsu comum, utiliza metodologia especial, atendimento diferenciado e recursos humanos especializados, necessitando de fundamentação teórica consistente para nortear as orientações específicas, indispensáveis no trabalho com o deficiente visual. A presente investigação tem como objetivo analisar a importância do jiu-jitsu como prática corporal adequada para o desenvolvimento das habilidades motoras e funções psicomotoras no deficiente visual, a partir do referencial teórico. Utiliza-se como elemento metodológico a pesquisa bibliográfica. A importância da prática do jiu-jitsu consiste em utilizar uma aprendizagem significativa, através de uma diretriz educacional, para o desenvolvimento dessas habilidades motoras e funções, propiciando condições para que o deficiente visual organize e elabore as informações do mundo ao seu redor, além de diminuir as defasagens psicomotoras comuns à deficiência visual, proporcionando o desenvolvimento da autoconfiança e formação de novos conceitos através da exploração do ambiente e das situações de aprendizagem. Através deste estudo, apresenta-se aos deficientes visuais e profissionais, que atuam na área da Educação Física Adaptada, a prática de um jiu-jitsu, como instrumento que auxilie na diminuição das limitações impostas pela deficiência e pelo convívio social, através de recursos pedagógicos que desenvolverão as habilidades motoras e funções psicomotoras, proporcionando inclusão social, através da autonomia adquirida pela mobilidade, permitindo que o deficiente visual viva com sucesso, independência e que promova a qualidade de vida dessa pessoa. Observou-se no decorrer da exposição, que o jiu-jitsu enquanto prática desportiva constitui-se numa atividade física que oferece condições de desenvolvimento de habilidades motoras e funções psicomotoras e influencia de forma positiva na liberação da ansiedade promovida pelas limitações da deficiência e pela necessidade de integrar-se socialmente. Ressalta-se a necessidade de o educador adotar o jiu-jitsu como prática corporal, pois o mesmo funciona como instrumento capaz de oferecer ao praticante a oportunidade de superação dos limites da deficiência.

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Tema Livre

ESTIMATIVA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM INDIVÍDUOS COM LESÃO MEDULAR PRATICANTES DE BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS

Silva, A.A.C. e.; Coelho, E.S.; Amorim, G.P.; Vasconcelos, M.A.; Rossa, V.C.; Gorla, J.I.

Instituição: Universidade Paranaense - UNIPAR ; Universidade Paranaense - UNIPAR; Universidade Paranaense - Unip; Universidade Paranaense - Unip; Universidade Paranaense - Unip; Universidade Paranaense - Unip

Apoio Autor: PEBIC/UNIPAR - Fundação Araucaria ; PIBIC/UNIPAR; ; ; ;

Os indivíduos com lesão medular estão sujeitos a inúmeras alterações fisiológicas, como por exemplo, a perda de massa óssea, atrofia muscular, aumento do percentual de gordura, dentre outras.Este estudo teve como objetivo determinar a Densidade Corporal e o Percentual de Gordura (%) de indivíduos com lesão medular, praticantes de basquetebol em cadeiras de rodas. A população foi composta de indivíduos com lesão medular, de equipes participantes da Liga Sul e do 1º Torneio Regional Paranaense de basquetebol em cadeira de rodas. A avaliação foi feita com um total de 22 sujeitos, sendo que, os mesmos foram divididos em dois grupos, o Grupo I (n=10) sujeitos com lesão abaixo do nível T-10, o Grupo II (n=12) sujeitos com lesão acima do nível T-10. Para a análise dos dados foram utilizadas as equações de BULBULIAN (1987), e SIRI (1961). Os Instrumentos utilizados foram: o Compasso de Dobras marca CESCORF, a Fita Antropométrica da Marca Cardiomed e o Paquímetro de diâmetro ósseo confeccionado em madeira. As medidas Antropométricas aferidas foram: Dobra Cutânea Subescapular, Circunferência Abdominal, Circunferência de Panturrilha e Diâmetro torácico. Foi observada uma diferença entre as médias de percentual de gordura dos grupos avaliados: grupo I (M=24,45 +6,94) grupo II (M=18,77 +8,22). Isto pode ser devido ao maior gasto energético dos indivíduos com lesão alta, em função da lesão ou das atividades de vida diária desses sujeitos. Apesar das alterações fisiológicas ocorridas nos sujeitos com lesão medular, o percentual de gordura estimado ficou acima dos níveis normais, porém o grupo II, apresentou um índice do percentual de gordura inferior ao grupo I. Essa ocorrência, provavelmente, pode ser em função dos níveis de lesão e das atividades de vida diária desses sujeitos.

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Atividades de Educação Física para portadores de Síndrome Neurológica

Silva, E.V.A; Silva, R.S.; Moreira, R.S; Lopes, K.A.T; Caleffi, G.D.

Instituição: Centro Luterano de Manaus - UL ; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas

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A Síndrome Neurológica ou Espinocerebelar é um grupo de doenças hereditárias degenerativas progressivas, com distúrbios dos sistemas sensoriais e motores que tem como sinais característicos: uma tendência dos movimentos dos membros em ultrapassar ou não alcançar um objetivo (disartria), um tremor que ocorre durante a tentativa de realizar movimentos (ataxia progressiva), força e ritmo deficientes dos movimentos rapidamente alternados e instabilidade postural (http://decs.bvs.br). Este trabalho pretende relatar a experiência de uma prática pedagógica supervisionada de educação física em um programa de atividades motoras para deficientes ? PROAMDE na Universidade Federal do Amazonas realizada com um grupo de alunos com síndromes neurológicas. As atividades físicas realizadas tinham como objetivo o desenvolvimento de: 1. habilidades motoras: locomoção - manejo de cadeira, quadrupedia, sextupedia, rolamentos; manipulação - coordenação motora fina, lançamentos, encaixe e desencaixe, pinturas, recortes, colagem. No aspecto cognitivo foram trabalhados a formação de palavras, seqüência lógica, através jogos individuais e coletivos e atividades lúdicas. As aulas foram realizadas duas vezes por semana, com uma hora e meia de duração. Foram realizadas duas avaliações semestrais com os alunos, após cada aula ministrada foram feitas anotações individuais a respeito do desempenho de cada aluno nas atividades propostas pelo professor. Um dos alunos mostrou melhoras no seu desempenho motor com relação à coordenação motora fina, as habilidades de manipulação, maior eficiência nos lançamentos e aquisição de novos conceitos, o outro aluno talvez por não ter sido assíduo, apresentou poucos progressos.

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Tema Livre

Hidroginástica na terceira idade: uma proposta de qualidade de vida.

Silva, L.M.; Silvério, K.R.

Instituição: Fesurv-Escisa-Depto de Educaçã ; Fesurv-Escisa-Depto de Educaçã

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Abordar o tema terceira idade atualmente, tem sido imprescindível em quase todas as áreas de conhecimento. E buscar oportunizar sentido e qualidade de vida a esta terceira etapa da existência, revalorizando essa pessoas perante aos seus próprios olhos e aos da sociedade, reintegrando-os ao jogo das relações sociais, também tem sido na história das sociedades modernas, fontes de importantes iniciativas. Diante do exposto, objetivamos, portanto, investigar a relação entre o envelhecimento, hidroginástica e qualidade de vida, resgatando o sentido e significado de vida dos sujeitos pesquisados. Esta pesquisa foi desenvolvida através da observação de aulas de hidroginástica e também através da aplicação de um questionário. Os sujeitos da pesquisa foram 40 idosos, sendo 25 de sexo feminino e 15 do sexo masculino, todos participantes das aulas observadas. Durante a análise dos dados coletados, identificamos três categorias de análise. A primeira categoria, diz respeito aos Aspectos Biológicos, que surgiu na medida em que constatamos que 87% dos idosos praticavam a hidroginástica por indicação médica, devido a problemas de saúde, e que manifestaram melhoras após o início da prática do exercício físico. A segunda categoria de análise aborda os Aspectos Psicológicos, na qual 93% dos idosos manifestaram mudanças de hábitos, influenciados pela nova concepção de vida adquirida a partir das aulas de hidroginástica. A terceira e última categoria de análise, diz respeito aos Aspectos Sociais, que surgiram como complemento ou conseqüência da primeira e da segunda categoria, pois a mudança nos aspectos psicológicos e físicos se refletiu em seus convívios sociais, reintegrando-os à sociedade. Acreditamos serem os aspectos biológicos, psicológicos e sociais interligados e, extremamente importantes tanto no estudo do processo de envelhecimento e quanto na qualidade de vida. Através desta pesquisa constatamos que a hidroginástica trabalha estes aspectos de maneira harmoniosa e prazerosa, se constituindo, portanto, em uma proposta de qualidade de vida.

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Tema Livre

A DISTROFIA MUSCULAR E O MERGULHO

SILVA, M.A.F. e; SOUZA, L.H.R.; MENDONÇA, D.C.B.; COSTA, G.A.; COSTA, A.M.

Instituição: Faculdade de Educação Física - UFU ; Universidade Católica de Brasília; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU

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Segundo Freitas e Cidade (1997) existem vários tipos de distrofia muscular, porém a mais conhecida é a de Duchenne, e é caracterizada pela deteriorização da musculatura esquelética voluntária, levando a dificuldade ou ausência de contração muscular. É progressiva e leva a morte. As atividades realizadas com o aluno L.G.P., 22 anos, portador de distrofia muscular de Duchenne, foram a natação, o mergulho, e atividades que enfatizavam a aprendizagem do controle respiratório, tendo como principais objetivos: estimular o aluno a mergulhar; dominar a água propiciando a sua movimentação sozinho, com e sem auxílio de qualquer instrumento de locomoção; a melhoria dos aspectos fisiológicos, sociais, psicológicos, entre outros. Para alcançar esses objetivos, foram realizadas atividades de equilibrar na água, jogar água em direções variadas para melhor desenvolver a lateralidade e o sentido de direção, exercícios de respiração com a bóia e com um companheiro, o aluno livre fazer a inspiração, bloqueio e a expiração, flutuação ventral e dorsal, mergulhar. Como resultado, observou-se que o aluno obteve uma considerável melhora no seu equilíbrio horizontal, conseguindo deslocar-se sem auxílio; apresentou uma considerável melhora no seu controle respiratório, e o resultado mais positivo foi com relação ao seu tempo de mergulho que no primeiro dia de aula era de apenas 7 segundos, e hoje no final do semestre esse valor subiu significativamente chegando a 23 segundos. Além disso apresentou-se mais calmo, concentrado e menos tímido comparando com o início do estágio.

Apoio Trabalho: ; ; ; ;
 

 

Tema Livre

A CRIANÇA PORTADORA DE HEMIPARESIA DIREITA E ANEMIA FALCIFORME

SILVA, M.A.F. e; SOUZA, L.H.R.; MENDONÇA, D.C.B.; COSTA, G.A.; COSTA, A.M.

Instituição: Faculdade de Educação Física - UFU ; Universidade Católica de Brasília; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU

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A Anemia Falciforme é uma doença genética e hereditária, causada por anormalidade da hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-os para os tecidos. Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando o formato de ?foice?. O AVC pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do cérebro, determinando o sofrimento ou morte desta (neste caso, chamado infarto) e, conseqüentemente, perda ou diminuição das respectivas funções. A atividade realizada com o aluno I.D.C.S., 8 anos, portador de anemia falciforme e hemiparesia direita, por possível seqüela de Acidente Vascular Cerebral, foi a natação, mais especificamente, o estilo crawl, tendo como principais objetivos: estimular o aluno a mergulhar, fazer com que o aluno domine a água, propiciando a sua movimentação sozinho, melhoria dos aspectos fisiológicos, sociais e psicológicos. Para alcançar esses objetivos, foram realizadas atividades tais como: exercícios de respiração segurando na borda da piscina, na prancha e com a ajuda de um companheiro, jogar água em várias direções para desenvolver melhor sua lateralidade, mergulhar em diversas profundidades, flutuação ventral e dorsal, com e sem auxílio, deslocamentos mergulhando e nadando, exercícios de relaxamento muscular, além de exercícios para melhorar o nado crawl. O resultado, obtido pelo aluno foi uma considerável melhora no nado, e na realização da respiração frontal, além disso, apresentou-se menos tímido comparando com o início da atividade.

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Tema Livre

O RELAXAMENTO MUSCULAR PARA A GESTANTE PORTADORA DE PARALISIA CEREBRAL

SILVA, M.A.F. e; SOUZA, L.H.R.; MENDONÇA, D.C.B.; COSTA, G.A.; COSTA, A.M.

Instituição: Faculdade de Educação Física - UFU ; Universidade Católica de Brasília; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU; Faculdade de Educação Física - UFU

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De acordo com Bobath (1979) essa paralisia se caracteriza como uma desordem do movimento e da postura devido a um defeito ou lesão do cérebro. A principal característica é que a lesão afeta o cérebro imaturo e interfere na maturação do Sistema Nervoso Central (SNC). Foram desenvolvidas atividades de relaxamento muscular, alongamento e algumas aulas de natação com a aluna M.C.O., 32 anos, portadora de paralisia cerebral espástica. A aluna estava no 5º mês de gestação, por isso estava enjoando muito. Os principais objetivos deste trabalho foram: propiciar a movimentação da aluna sem o auxílio de pessoas ou qualquer instrumento de locomoção, a melhoria dos aspectos fisiológicos, sociais e psicológicos, promover a liberação da tensão, além de uma gestação tranqüila no que diz respeito à prática de atividades físicas. Para alcançar esses objetivos, foram realizadas atividades como: entrar na piscina com auxílio de uma pessoa, equilibrar na água, jogar água em várias direções para melhor desenvolver sua lateralidade, exercícios de respiração completo, atividades de flutuação ventral e dorsal, exercícios de relaxamento muscular e alongamentos. Como resultado foi observado que a aluna obteve uma considerável melhora em sua flexibilidade, não estava sentindo dores com a gestação, ou seja, com o crescimento da barriga e seu aumento de peso e a mesma não queixou de dores musculares. Não foi possível concluir o objetivo proposto, pelo fato da mesma estar tendo constantes enjôos não conseguindo realizar todas as aulas.

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Tema Livre

PROCESSOS PEDAGOGICOS DE DANÇA EM CADEIRA DE RODAS

Silveira, S.S; Portela, V.T; Ferreira, E.L.

Instituição: UFJF - Faculdade de Educação Física ; UFJF - Faculdade de Educação Física; UFJF - Faculdade de Educação Física

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A dança em cadeira de rodas é uma modalidade artística-esportiva que tem-se difundido mais nesta última década. O aparecimento constante de novos grupos, a iniciativa de órgãos públicos e privados, assim como a emergência da discussão acadêmica, passaram a reconhecê-la no cenário nacional. Esta modalidade vem apontando para a sua legitimação, porém ela ainda não se afirmou no sítio de significância da dança, de um modo mais específico. Em termos do desenvolvimento, no âmbito geográfico brasileiro, esta modalidade tem-se desenvolvido por diversas regiões do país, com predominância nos grandes centros culturais. Há uma tendência também de aparecimento e desaparecimento de muitos grupos. Compreender o processo de desenvolvimento desta modalidade assim como conhecer os métodos de dança apresentados pelos diversos grupos brasileiros tornou-se o objetivo deste trabalho. Esta pesquisa se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, utilizando procedimentos de análise do discurso na perspectiva de Orlandi (1998). Metodologicamente o trabalho foi desenvolvido de acordo com os seguintes passos: 1) Seleção de material bibliográfico; 2) Identificação da população de estudo; 3) Sistematização do material; 4) Análise dos dados. O corpus de analise foi apoiado nos anais produzido no I, II e III Simpósio Internacional de dança em cadeira de rodas; b) vídeos das apresentações artísticas e esportivas filmados nos respectivos eventos; c) entrevistas com coreógrafos e dançarinos de diversos grupos de dança do Brasil reportando sobre o desenvolvimento das atividades aplicadas nos grupos de dança.Diante das análises podemos apontar que trabalhar com a dança em cadeira de rodas não é algo tão simples. Não é supor e nem adaptar gestos corporais, nem tão pouco um afrouxamento do rigor, das exigências técnicas para o desenvolvimento de qualquer modalidade. O exercício dessa prática requer uma instrumentalização capaz de propiciar a construção de uma ordem de movimentos que sejam adequados à percepção de padrões estruturantes de uma técnica que permita a realização de gestos corporais que tenha sentido para o dançarino com deficiência.

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Relações entre Fadiga e Pessoas com Necessidades Especiais: uma Pesquisa Bibliográfica.

Siviero, E.K.; Tavares, M.C.G.C.F.

Instituição: FEUC- Depto de Educação Física ; UNICAMP -FEF - Depto de Atividade Física Adaptada

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A fadiga é um sintoma presente em várias doenças como: câncer, diabetes, hipotireoidismo, fibromialgia, esclerose múltipla, lúpus, entre outras. Pode ser classificada em crônica e aguda sendo esta dividida em central e periférica. Devido à diversidade de seus conceitos, a definição do termo fadiga não se apresenta muito clara, principalmente quando o fenômeno está associado a uma doença crônica. Portanto, o presente estudo buscou realizar uma reflexão sobre a relação entre a fadiga e pessoas com necessidades especiais, baseando-se na pesquisa bibliográfica. O termo fadiga foi pesquisado em bases de dados da Lilacs, Medline, ADOLEC, BBO, BDENF, HOMEOINDEX, Angeline, PsycoINFO, SPORT Discus, sem restrição do período de publicação. O termo foi identificado em mais de 8.500 publicações. Para a compilação das referências foram utilizadas as palavras-chave ?fadiga-classificação?, pois foi onde houve o maior número de registros que relacionavam a fadiga com doenças crônicas, resultando em 196 publicações. Verificou-se que a fadiga é um sintoma presente na maioria dos indivíduos com necessidades especiais. Poucos autores definem e diferenciam os sintomas da fadiga ao relaciona-la com uma patologia específica.Os instrumentos utilizados para a avaliação da fadiga, em sua maioria avaliam dimensões mais gerais sobre o fenômeno do que propriamente a sua relação com uma determinada doença. A sua prevenção, também independe da associação da fadiga com doenças crônicas, os autores destacam de forma geral a necessidade da organização e diminuição das tarefas diárias e atividades físicas leves, para não comprometer as funções sociais e de trabalho do indivíduo atingido. As formas de tratamentos vão desde medicamentos até exercícios suaves como alongamentos e relaxamentos. Pudemos constatar com este estudo que a fadiga é abordada de forma global. Com poucas exceções como no caso da esclerose múltipla, são escassas as pesquisas que investigam especificamente a manifestação da fadiga relacionada a uma determinada doença.

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Tema Livre

MERGULHO AUTÔNOMO RECREATIVO ADAPTADO:UMA OPÇÃO DE LAZER E AVENTURA PELOS OCEANOS DO PLANETA TERRA

Sodré, L.

Instituição: Universidade Gama Filho

Apoio Autor:

O Mergulho Autônomo Adaptado é uma opção de lazer e aventura, uma vivência lúdica também, para pessoas portadoras de deficiência pelos oceanos do planeta terra. O estudo quer saber quais os sentidos de lazer, de aventura, de risco, de deficiência e de pessoas com deficiência, presentes no imaginário social de mergulhadores portadores de deficiências física, visual, auditiva e audiovisual. Tem por objetivos: (a)Identificar os sentidos de lazer, de aventura e de risco que emergem dos discursos de mergulhadores portadores de deficiência; (b) Identificar as crenças, os mitos sobre deficiência e sobre pessoas com deficiência que emergem do imaginário social de mergulhadores portadores de deficiência. O referencial teórico se apóia em Ferreira (1998), Costa (2000) e Simmel (2005). Adota como metodologia entrevista com 05 mergulhadores: 03 com deficiência física e 02 com deficiência visual, sob a forma de história oral dos praticantes e análise de discurso de Orlandi (2001). Os entrevistados consideram que mergulhar é uma aventura, e que após o mergulho é uma festa, onde todos compartilham a sua aventura; mergulham para explorar, conhecer, sentir e se emocionar a cada instante no mundo subaquático. Aproximam-se do divino, dos mistérios e beleza da natureza, mergulham dentro de si e percebem a necessidade de compreensão e respeito em relação à individualidade do outro.

Apoio Trabalho:
 

 

Tema Livre

A Psicomotricidade Aquática no atendimento de indivíduos com defasagens psicomotoras

Soppa, D.; Carvalho, J.; Ribeiro, S.R.

Instituição: UNIVILLE- Depto. de Educação Física ; UNIVILLE- Depto. de Educãção Física; UNIVILLE- Depto. de Educação Física

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O propósito deste é o de apresentar um relato de experiência baseado na utilização da Psicomotricidade Aquática como método principal no processo de estimulação psicomotora em indivíduos com deficiência que participam do PROESA ? Projeto de desenvolvimento do Esporte Adaptado, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade da Região de Joinville-UNIVILLE (SC). O projeto foi criado a dezoito meses e dentre as diversas modalidades esportivas desenvolvidas inclui-se a natação que é praticada por indivíduos com idade entre três e vinte e cinco anos, de ambos os sexos, com paralisia cerebral, amputações (congênitas e adquiridas), defasagem cognitiva e cegueira. O atendimento ocorre duas vezes por semana em sessões de 45 minutos cada. Ao ingressar no projeto os indivíduos passam por uma avaliação psicomotora (FONSECA,1998). A partir da identificação do desempenho psicomotor, baseada nos conceitos funcionais psicomotores (esquema corporal, equilíbrio, lateralidade, tônus, orientação espaço-temporal, entre outros) um programa de atendimento individualizado é elaborado visando atender o(s) conceito(s) que se encontram em defasagem. Por psicomotricidade aquática entende-se ?a estimulação das potencialidades do indivíduo, utilizando a água como meio de ação mais global, com o outro, com o objeto e consigo mesmo?. (BUENO, 1995). A utilização da psicomotricidade aquática, baseada em atividades voltadas à organização do sujeito, consigo mesmo, com o outro e com o objeto, tem apresentado resultados significativos na reorganização psicomotora permitindo que alguns dos participantes possam ser inseridos em um programa de aprendizagem dos nados e outros, quando há interesse por parte do mesmo, são introduzidos em um programa de treinamento dos nados. Diante do exposto pretende-se ressaltar a importância da psicomotricidade aquática como facilitadora no processo de desenvolvimento psicomotor em indivíduos que apresentam defasagens no seu desenvpenho psicomotor.

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Tema Livre

Atendimento individualizado em um programa de educação física adaptada na UNESP de Rio Claro

Souza, J.M.; Calve, T.; Cavicchia, M.C.; Tinosi, S.

Instituição: Unesp-IB-Depto de Educação Física ; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física

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Atualmente crianças com atrasos no desenvolvimento têm o direito de freqüentar a escola comum. Conseqüentemente, ela tem o direito de participar das aulas de educação física. Assim, é fundamental que o professor saiba elaborar programas de atividade física adaptada. Segundo Mauerberg-deCastro (2005) os objetivos da atividade física adaptada inclui a integração multidisciplinar das áreas da saúde e educação, além da integração dos fundamentos teóricos e práticos, dos conhecimentos das disciplinas da motricidade. Dentro de um programa de atividade física adaptada podemos ter varias deficiências, algumas leves e outras mais severas. As deficiências leves podem ser tratadas em grupos, porém os mais acometidos necessitam de um atendimento individualizado. Nosso objetivo é mostrar para os profissionais que o atendimento individualizado de educação física pode trazer inúmeros benefícios, tanto no âmbito psicomotor, como no social e afetivo. O Programa de Educação física Adaptada (PROEFA) atende atualmente 3 crianças com acometimentos severos, entre eles, paralisia cerebral, autismo e déficits sensoriais. Para estas crianças elaboramos um programa de atividades de 2 horas semanais, no qual são priorizadas as necessidades e potencialidades de cada um. O programa de atividades, através de brincadeiras, inclui estímulos a reações posturais, desenvolvimento de habilidades, estimulação sensorial, fortalecimento e alongamento muscular, socialização e estimulo à afetividade. Para isso usamos materiais como: bolas, brinquedos, cama elástica, arcos, cordas, trave de equilíbrio, colchonetes, entre outros. Através das atividades observamos os benefícios que o programa trouxe para essas crianças, por exemplo, a melhora das habilidades motoras, a socialização e a felicidade que fica explícita no rosto de cada criança após a brincadeira. Concluímos que a criança com déficits no desenvolvimento motor e cognitivo podem e devem fazer parte de programas de atividade física adaptada, pois seus benefícios atingem a criança como um todo, desde a performance motora até a sua auto-estima. Apoio PROEX-UNESP

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Tema Livre

Comparação do Coeficiente Emocional de um Atleta Paraolímpico

Souza, L.P.; Zanatta, C.L.; Tkac, C.M.

Instituição: Potifícia Universidade Católica - Paraná ; Potifícia Universidade Católica - Paraná; Potifícia Universidade Católica - Paraná

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O fator psicológico pode ser alterado diante eventos de grande importância em nossa vida. Para um atleta paraolímpico, as paraolimpíadas representam um marco na sua carreira profissional, podendo gerar aspectos positivos ou negativos no seu emocional. O objetivo deste trabalho foi comparar o coeficiente emocional de um atleta em período pré e pós paraolímpico. Para avaliação do coeficiente emocional, foi aplicada a escala de avaliação EQ Map em um atleta paraolímpico de natação, com 30 anos de idade, nos anos de 2004 e 2005, antes e após as paraolimpíadas de Atenas. Como tratamento estatístico foi utilizada a estatística inferencial. Os resultados demonstram que no geral o atleta em questão possui um equilibrado coeficiente emocional. Nas variáveis de intencionalidade, resiliência, conexões interpessoais e raio de confiança, o sujeito apresentou resultados inferiores ao ano paraolímpico. Porém, a insatisfação construtiva apresentou melhoras após o evento. Em contra partida nos quesitos pressões da vida, criatividade, expressão emocional, perspectiva, força pessoal e saúde geral, o atleta não apresentaram mudanças. Ou seja, as capacidades de pensar e agir, superar problemas, e as relações de amizade e confiança sofreram alterações negativas enquanto que a capacidade de aprender com os erros teve uma alteração positiva. Tendo em vista as variáveis da escala, pode-se concluir que as paraolimpíadas não foram favoráveis para o coeficiente emocional do atleta provavelmente por não ter obtido o rendimento esperado na competição.

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Tema Livre

Natação para pessoas com deficiência: uma experiência no NEFEA-UEFS

Souza, O. M. de; Fernandes, I. O.; Santos,, A.; Oliveira, J. D. B. de

Instituição: UEFS - Educação Física ; UEFS - Aluno do Curso de Educa; UEFS- Curso de Educação Física; UEFS- Curso de Educação Física

Apoio Autor: ; ; ;

As atividades desenvolvidas neste trabalho a partir do NEFEA estão relacionadas a uma matriz que busca acumular experiências teórico-práticas nas atividades de extensão e pesquisa acerca de temáticas que relacionem a Educação Física, o Esporte e as Pessoas com Deficiência. Compreendemos que a referência esportiva no espaço de educação, saúde e lazer, objetos de nossa intervenção, não devem ter como referência à reprodução do esporte performance ou rendimento e sim uma prática esportiva que permita o movimentar-se, entendendo a ação do esporte na construção da prática esportiva, da socialização e da expressividade das pessoas com deficiência. Assim o esporte, especificamente a natação, é capaz de promover a socialização, trazer acentuada melhoria no bem estar e na saúde das pessoas com deficiência e em seu processo educativo. O objetivo do projeto é desenvolver aulas de natação para Pessoas com deficiência, tendo em vista buscar promover melhoria nas funções motoras, cognitivas e sociais destes indivíduos. Além disso, analisar e desenvolver estudos sobre as influências da natação para essas pessoas. As aulas são realizadas 2 vezes por semana na piscina do Parque Esportivo da UEFS e são caracterizadas pela aprendizagem das técnicas de nado além de atividades lúdicas que facilitam a interação social e a expressividade das pessoas com deficiência. Ao longo das aulas observamos alguns resultados positivos: todos os alunos se adaptaram ao meio aquático, a maioria dos alunos aprendeu pelo menos um estilo de nado, e observamos melhora na sua motricidade, de forma geral, todos interagem promovendo uma melhor socialização e capacidade comunicativa-expressiva.

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Tema Livre

O Professor de Educação Física Escolar e a Educação Inclusiva.

Squarcini, C.F.R.

Instituição: UNIFESP-Depto de Psicobiologia

Apoio Autor:

Embora seja direito de todo cidadão estar matriculado no sistema regular de ensino, não se tem visto muitos alunos com deficiência inseridos nas escolas regulares no município de Taubaté-SP. Para que tal educação se concretize é preciso que a escola adote uma filosofia que reconheça a diversidade. Com isso é fundamental a postura adotada pelo professor diante da heterogeneidade do grupo. Dessa forma, acreditando na importância de incluir todo aluno na escola regular em prol da inclusão, bem como da postura adotada pelo professor, a presente pesquisa objetivou analisar se na cidade de Taubaté existe a consciência sobre a importância da educação inclusiva por parte de professores de Educação Física de Escolas Regulares municipais e particulares do Segundo Ciclo do Ensino Fundamental. Nesse sentido, foram entrevistados sete professores de Educação Física, sendo três professores da rede municipal e quatro de escolas particulares. As análises dos depoimentos pautaram-se nos conceitos de inclusão escolar, nos benefícios atribuídos pelo processo da inclusão, nas dificuldades apontadas pelos depoentes, na formação profissional e na posição da escola perante tal temática. Observou-se que todos entrevistados reconhecem e concordam com a importância e os benefícios de uma classe heterogênea na qual as aulas de Educação Física passem a valorizar a individualidade de cada aluno, mesmo que para alguns professores isso traga dificuldades tais como: falta de material apropriado para as aulas, opinião dos demais alunos a respeito do processo de inclusão, dificuldade do aluno com deficiência se sentir incluído, a forma com que se avalia o aluno, entre outros. Além disso, foi unânime entre os depoentes a importância da formação profissional continuada. Com isso, pôde-se concluir que há esclarecimento e interesse por parte dos professores de Educação Física em incluir alunos com deficiência mental, visual, auditiva ou física nas aulas de Educação Física Escolar nas turmas do Segundo Ciclo do Ensino Fundamental. Com isso supõe-se a inexistência de uma política voltada para a inclusão na cidade de Taubaté que incentive e oriente a comunidade a matricular seus filhos em escolas regulares a fim de utilizar as escolas especiais apenas como complemento às necessidades de seus filhos.

Apoio Trabalho:
 

 

Tema Livre

Avaliação do Autoconceito de Jovens com Síndrome de Down Inseridos em um Programa de Esportes na Natureza

Squarisi, A.J.; Almeida, J.J.G.; Gomes, M.S.P.; Duarte, E.; Ferreira, A.C.G.O.

Instituição: FEF-UNICAMP ; FEF-UNICAMP; FEF-UNICAMP; FEF-UNICAMP; FEF-UNICAMP

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Este trabalho teve como objetivo viabilizar as práticas esportivas envolvendo a natureza e avaliar o autoconceito, que é ?a forma como o indivíduo se avalia, e desta avaliação dependerá seu sucesso afetivo, social e cognitivo?, dos alunos com Síndrome de Down inseridos neste programa. A realização da pesquisa compreendeu 3 etapas: uma pesquisa bibliográfica; a aplicação do Teste de Autoconceito Infantil (PAI) aos sujeitos envolvidos na pesquisa, seguido pela elaboração e aplicação de um Programa de Esportes na Natureza; e novamente a aplicação do PAI aos sujeitos envolvidos na pesquisa e análise dos dados coletados através dos testes e das aulas realizadas. Foi desenvolvido durante todo o trabalho um ?diário de campo?, ou seja, relatório das aulas não apenas contendo aspectos técnicos, mas também um registro de impressões, sugestões, sensações, comportamentos e situações especiais colhidas em prática. Ao final do trabalho comparamos os resultados obtidos no início e no final da pesquisa e realizamos uma discussão sobre a influência das atividades desenvolvidas no autoconceito dos adolescentes com Síndrome de Down. Através da análise dos testes constatamos que dos 23 alunos participantes 12 tiveram um aumento na pontuação (máxima=136 pontos) de seu teste de autoconceito e 11 uma diminuição sendo que do primeiro grupo, todos tiveram um aumento maior que 3 pontos e 3 alunos um aumento superior a 10 pontos e do segundo grupo, 5 tiveram uma diferença apenas igual ou menor que 3 pontos e os outros 6 alunos tiveram um déficit maior que 3, sendo que apenas 2 destes alunos com déficit maior que 10 pontos. Assim, podemos concluir que o grupo teve uma melhora no seu autoconceito. Ficou claro, com o desenvolvimento do projeto, que os jovens com Síndrome de Down evidenciam atrasos motores relacionados, na maioria das vezes, a fatores cognitivos de atenção e compreensão e não devido a déficits motores. Acreditamos que a prática de esportes na natureza pode contribuir nas fases de melhoria do autoconceito, pois ajuda o aluno a descobrir suas potencialidades e a mantê-las.

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Estimulação psicomotora em crianças com síndrome de Apert - um estudo de caso

Strapasson,, A.M.; Duarte,, E.

Instituição: FADEP - Pato Branco, Paraná. ; UNICAMP - Campinas, São Paulo.

Apoio Autor: ;

A síndrome de Apert é uma alteração genética e compõe as quase seis mil síndromes conhecidas. Pode ser herdada de um dos pais ou ser uma mutação de caráter desconhecido. É caracterizada por má formação específica do crânio, terço médio da face, mãos e pés; fusão precoce de qualquer sutura craniana; sindactilia; podendo ocorrer estrabismo, hipertelorismo, proptose, nariz pequeno, palato em ogiva, agenesia de corpo caloso, aplasia de septo pelúcido e hidrocefalia; além de outras alterações funcionais que variam de um indivíduo à outro. A maioria dos portadores apresenta deficiência mental com atraso no desenvolvimento. Dessa forma, o profissional de educação física poderá atuar com essa população objetivando estimular o desenvolvimento psicomotor e/ou diminuir as deficiências já existentes. Esta é uma pesquisa exploratório-descritiva, do tipo estudo de caso, com abordagem qualitativa, e teve por finalidade analisar questões relacionadas ao desenvolvimento motor. Como amostra, tivemos uma criança de dois meses de idade (na época, julho de 2003), com síndrome de Apert, nascida no dia 03 de junho de 2003. A estimulação psicomotora foi realizada voluntariamente na residência da mesma, três vezes por semana, com duração de 1 hora á 1 hora e trinta minutos, no período de 10 de julho de 2003 a 03 de junho de 2004. Os objetivos deste estudo foram: adaptar e sugerir um programa de estimulação psicomotora que possa ser aplicado por profissionais de educação física e que auxilie a criança no desenvolvimento de seu potencial, visando prevenir as deficiências de que são ou poderão ter, possibilitando uma evolução compatível com a idade da mesma; avaliar e comparar o desenvolvimento do comportamento motor dessa criança com o desenvolvimento de crianças ?normais?. A coleta de dados foi realizada mensalmente (durante 1 ano) através da Escala de Desenvolvimento do Comportamento da Criança: o primeiro ano de vida (PINTO; et al, 1997), que é um instrumento lúdico e simplificado, estruturado com metodologia atual e padronizado para crianças brasileiras; filmagem; fichas de registro e roteiro de anamnese. Através dos dados coletados, verificamos que dos 3 aos 8 meses de idade, a criança apresentou um desenvolvimento do comportamento motor atrasado, em virtude do que não conseguiu fazer nas fases determinadas para a sua idade. A partir dos 9 meses, a criança reagiu com mais intensidade ao trabalho e demonstrou um bom desenvolvimento do comportamento motor avaliado. Mesmo assim, a criança apresenta um leve atraso no desenvolvimento do comportamento motor, mas com o acompanhamento familiar e multidisciplinar, acreditamos que possa desenvolver-se tão normal quanto possível, confirmando a importância da estimulação psicomotora em casos de risco.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Tema Livre

Orientação espacial e indivíduos idosos

Tavares, C.P; Mauerberg-deCastro, E.; Calve, T.

Instituição: Unicentro ; Unesp; Faculdades Integradas Módulo

Apoio Autor: ; ;

A orientação espacial é o comportamento pelo qual as pessoas adquirem a percepção do seu corpo e sua localização no espaço. Os objetivos deste estudo foram verificar, em indivíduos idosos: influências sócio-culturais do ambiente de residência (na comunidade e instituição); influência da capacidade física (sedentário e fisicamente ativo); impacto de restrições visuais (monocular e sem visão); comportamento de orientação espacial (apontar e andar até um ponto de origem) e papel da complexidade de rotas de navegação no julgamento em tarefas de orientação espacial. Participaram deste estudo 28 indivíduos idosos e três grupos foram formados: grupo idosos ativos, grupo idosos da comunidade, grupo idosos institucionalizados, e um grupo de 10 adultos jovens. Os participantes realizaram duas tarefas de orientação espacial, ou seja: 1. voltar andando para o ponto de origem e 2. apontar para o ponto de origem. Cada tarefa foi composta por três rotas e duas condições visuais: monocular e sem visão. Para as variáveis perceptivas os grupos idosos diferiram entre si e em comparação com o grupo jovem. Para a variável perceptiva variação angular, tarefas andar e apontar, o grupo jovem apresentou os melhores resultados em ambas condições visuais. Entre os grupos de idosos, o grupo ativo foi o que apresentou melhor performance para a tarefa de andar em ambas condições visuais. Para a tarefa de apontar, o grupo institucionalizado teve melhor performance entre os idosos na condição monocular e o grupo ativo na condição sem visão. Para as variáveis cadência e velocidade média, o grupo jovem apresentou um padrão de locomoção mais rápido. Como era esperado, o grupo idoso ativo apresentou resultados semelhantes aos do grupo jovem nessas duas variáveis, enquanto que os grupos comunidade e institucionalizado também apresentaram performances parecidas, só que com valores abaixo dos demais grupos. Concluímos que a performance de idosos ativos aproxima-se da performance de adultos jovens. Ainda, o estilo de vida institucional revela um padrão de locomoção mais lento e cuidadoso em relação aos seus pares idosos não institucionalizados, além de uma performance empobrecida na capacidade de orientar-se adequadamente no espaço. Apoio: CNPq

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A Imagem Corporal e as Experiêcias Corporais de Crianças com Mielomeningocele

Tavares, Mª.C.G.C.F.; Catusso, R.L.

Instituição: Unicamp-Faculdade de Educação Física ; Unicamp-Faculdade de Educação Física

Apoio Autor: ;

A mielomeningocele é uma lesão congênita grave da falha do fechamento do tubo neural. A criança com mielomeningocele apresenta graus variáveis de paralisia e ausência de sensibilidade. Pode estar associada à hidrocefalia e o ato cirúrgico é realizado logo após o nascimento. Desta forma, o contato com o próprio corpo e com o mundo, desde a mais tenra idade, apresenta características bem diferentes do habitual. Durante 12 anos, em uma instituição que atende de maneira multidisciplinar crianças portadoras de mielomeningocele, utilizamos de forma rotineira o Teste da Figura Humana, no contexto da avaliação psicodiagnóstica. Pudemos constatar que as formas gráficas dos desenhos apresentavam algumas características peculiares como omissão dos membros inferiores ou pés desenhados diretamente ao corpo. Estes dados já foram descritos na literatura. Françoise Dolto, psicanalista francesa, distinguiu imagem do corpo e esquema corporal, considerando o esquema corporal como uma representação relacionada à própria espécie, e a imagem do corpo, ligada de forma singular ao sujeito e à sua história. Dolto enfatiza que em casos de problemas neurológicos, mesmo havendo uma falha no esquema corporal, existe a possibilidade da criança, através da relação satisfatória com a mãe e com o ambiente, ter uma imagem do corpo saudável e adequada. Para isto, ela precisa ter experiências corporais significativas, em que as vivencias do outro sem lesão corporal, possam ser compartilhadas de forma afetiva no processo de desenvolvimento da identidade corporal e imagem corporal das pessoas com mielomeningocele. Nesse sentido, consideramos que o professor de educação física tem papel fundamental. Ele poderá criar condições para que haja o compartilhamento de sensações e pensamentos, sobre o corpo durante a prática de atividade física em um contexto de cumplicidade afetiva.

Apoio Trabalho: ;
 

 

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O DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO MOTORA AMPLA EM ADOLESCENTES COM VISÃO SUBNORAL E CEGUEIRA

Tavares, S.F.; Ribeiro, S.M.

Instituição: Universidade da Região de Joinvile ; Universidade da Região de Joinvile

Apoio Autor: ;

Esta pesquisa, desenvolvida como trabalho de conclusão de curso, objetivou identificar as melhoras no padrão da coordenação motora ampla em crianças com visão subnormal e cegas (congênita ou adquirida) associados da AJIDEVI ? Associação Joinvilense para Integração de Deficientes Visuais - Joinville (SC). A pesquisa caracterizou-se como pesquisa de campo do tipo experimental, investigou uma amostra de 10 crianças entre 11 e 14 anos, de ambos os sexos. A duração foi de sete meses, num total de 84 horas, com duas sessões semanais com uma hora de duração. Foram realizadas vivências em diferentes tipos de terreno como areia, brita, aclives e declives. Aplicou-se pré e pós-testes adaptados voltados à identificação da coordenação motora ampla como: Teste de ?Romberg?; ?Quatro?, ?Engatinhar?, ?Andar?, ?Rolamento para frente?. As atividades propostas no programa envolveram a estimulação dos conceitos funcionais da psicomotricidade,como: esquema corporal, equilíbrio, orientação espacial, orientação temporal, lateralidade e tônus. Através do pré-teste identificou-se que no Teste ?Andar? 100% da amostra apresentou dificuldades na realização, e no Teste ?Rolamentos para frente? 90% apresentaram dificuldades. Com a aplicação do pós-teste identificou-se que os sujeitos não apresentaram alterações em relação a estes comportamentos, a justificativa para tal resultado atribui-se ao fato destes exigirem uma melhor organização temporal e espacial. No entanto, apresentaram resultados superiores nos testes de Romberg e Quatro uma vez que os conceitos exigidos nestes testes, tônus e força, puderam ser estimulados junto à amostra. Diante do exposto pode-se concluir que a amostra evoluiu nos movimentos relacionados à reorganização postural. No entanto, os movimentos que exigiam o deslocamento de grandes grupos musculares, como andar, engatinhar e rolar não foram alterados. Atribui-se tal resultado ao curto espaço de tempo em que o programa foi aplicado, acredita-se que seria necessário um tempo maior para provocar alterações significativas na amostra. No entanto, os resultados obtidos demonstraram a importância de programas voltados à abordagem psicomotora na estimulação de indivíduos que apresentam visão subnormal ou cegueira.

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NATAÇÃO: PRÁTICA MAIS QUE PERFEITA

Thomazi, M.A.; Costa, G.A.

Instituição: UFU-Faculdade de Educação Física ; UFU-Faculdade de Educação Física

Apoio Autor: ;

O processo de envelhecimento do ser humano modifica, ao longo de um processo contínuo, as habilidades motoras, sensitivas e cognitivas dos indivíduos. Através de um ensino vivenciado com as idosas que participam das aulas de natação do Projeto AFRID (Atividades Físicas e Recreativas para Terceira Idade) da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia, têm-se como objetivo geral trabalhar a capacidade motora e respiratória através do estímulo aquático. Nossos objetivos específicos são aumentar o contato social dos idosos a fim de que eles tenham um cotidiano social mais dinâmico; trabalhar a capacidade de coordenação através do batimento de pernas, movimentação de braços e coordenação do ato de respirar; trabalhar os quatro estilos da natação; incentivar a participação em festivais e competições; auxiliar na melhoria da qualidade de vida das integrantes deste Projeto e criar oportunidades para que as alunas alcancem seus objetivos pessoais. A metodologia utilizada neste trabalho é a de iniciar a natação através do uso de educativos e de algumas adaptações necessárias para o prosseguimento das aulas. As alunas, de um modo em geral, apresentaram medo ao iniciarem as aulas. De acordo com relatos das alunas, o interesse pela prática da natação foi o de aprender o esporte, perder o medo que sentiam pela água, melhorar a circulação sanguínea e o cansaço que sentiam durante a realização das AVDs. Pode-se observar como resultados da natação neste Projeto a resposta positiva das alunas aos estilos já ensinados, o nado de crawl e o de costas, apresentando sincronia no nado. A natação, apesar de ser um esporte que requer habilidades de um único indivíduo e não de um grupo, vem nos mostrando que é possível trabalhar coletivamente para a obtenção de ótimos resultados.

Apoio Trabalho: ;
 

 

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A PRÁTICA DO LIAN GONG PARA PESSOAS COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

Ushirobira, S.; Siviero, E.K.; Tavares, M.C.G.C.F.

Instituição: ; ; UNICAMP - FEF- Depto. Atividade Adaptada

Apoio Autor: ; ;

Pessoas com esclerose múltipla podem apresentar graus variados de limitações como a perda parcial da visão, dificuldade no equilíbrio, falta de coordenação, dor nos braços, vertigem, dormência nas pernas e sensação de cansaço.O Lian Gong é uma ginástica terapêutica que tem como característica melhorar a condição do corpo e a sua relação com o meio oferecendo, aos seus praticantes, uma melhora na qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi verificar quais as adaptações necessárias para a prática do Lian Gong por pessoas com esclerose múltipla e os benefícios obtidos com essa ginástica. Foi realizada uma revisão da literatura sobre esclerose múltipla (definição, etiologia, diagnóstico e tratamento), origem do Lian Gong e uma pesquisa de campo de natureza exploratória. Participaram da pesquisa oito mulheres entre 30 e 60 anos, com níveis variados de comprometimento, pertencentes ao grupo de Esclerose Múltipla de Campinas - S.P. Foram realizadas dez aulas de Lian Gong, sendo uma por semana. Foram feitos relatórios redigidos após cada aula e os dados foram analisados qualitativamente. Constatou-se que não houve necessidade de adaptações para algumas participantes, pois conseguiram realizar as movimentações originais.Outras alunas necessitaram de adaptações para a realização dos exercícios propostos. As adaptações feitas foram: utilização de cadeiras, de apoio do corpo (na parede, no colega ou professor) principalmente devido ao déficit de equilíbrio, respeitando o limite de cada pessoa. Os benefícios observados foram: sensação de relaxamento, descoberta de possibilidades como a capacidade de realizar novos movimentos e vivenciar outras sensações corporais, prazer em praticar a ginástica e ampliar a comunicação consigo, com o grupo e com o meio. Desta forma, se pode considerar que é possível a prática do Lian Gong por pessoas com esclerose múltipla. A utilização de adaptações é coerente com a perspectiva do Lian Gong de respeito à individualidade de cada pessoa. Finalmente os efeitos observados são similares em pessoas que não apresentam esta patologia.

Apoio Trabalho: ; ;
 

 

Tema Livre

A PRÁTICA DO LIAN GONG PARA PESSOAS COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

Ushirobira, S.; Siviero, E.K.; Tavares, M.C.G.C.F.

Instituição: UNICAMP-DEAFA-Faculdade de Educação Física ; UNICAMP-DEAFA-Faculdade de Educação Física; UNICAMP-DEAFA-Faculdade de Educação Física

Apoio Autor: ; ;

Pessoas com esclerose múltipla podem apresentar graus variados de limitações como a perda parcial da visão, dificuldade no equilíbrio, falta de coordenação, dor nos braços, vertigem, dormência nas pernas e sensação de cansaço.O Lian Gong é uma ginástica terapêutica que tem como característica melhorar a condição do corpo e a sua relação com o meio oferecendo, aos seus praticantes, uma melhora na qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi verificar quais as adaptações necessárias para a prática do Lian Gong por pessoas com esclerose múltipla e os benefícios obtidos com essa ginástica. Foi realizada uma revisão da literatura sobre esclerose múltipla (definição, etiologia, diagnóstico e tratamento), origem do Lian Gong e uma pesquisa de campo de natureza exploratória. Participaram da pesquisa oito mulheres entre 30 e 60 anos, com níveis variados de comprometimento, pertencentes ao grupo de Esclerose Múltipla de Campinas - S.P. Foram realizadas dez aulas de Lian Gong, sendo uma por semana. Foram feitos relatórios redigidos após cada aula e os dados foram analisados qualitativamente. Constatou-se que não houve necessidade de adaptações para algumas participantes, pois conseguiram realizar as movimentações originais.Outras alunas necessitaram de adaptações para a realização dos exercícios propostos. As adaptações feitas foram: utilização de cadeiras, de apoio do corpo (na parede, no colega ou professor) principalmente devido ao déficit de equilíbrio, respeitando o limite de cada pessoa. Os benefícios observados foram: sensação de relaxamento, descoberta de possibilidades como a capacidade de realizar novos movimentos e vivenciar outras sensações corporais, prazer em praticar a ginástica e ampliar a comunicação consigo, com o grupo e com o meio. Desta forma, se pode considerar que é possível a prática do Lian Gong por pessoas com esclerose múltipla. A utilização de adaptações é coerente com a perspectiva do Lian Gong de respeito à individualidade de cada pessoa. Finalmente os efeitos observados são similares em pessoas que não apresentam esta patologia.

Apoio Trabalho: ; ;
 

 

Tema Livre

Sapateado e deficiência vsual: aprendizagem e corporeidade

Valla, D. C. R. M.; Tolocka, R. E.; Porto, E. T. R.

Instituição: Universidade Metodista de Piracicaba ; Universidade Metodista de Piracicaba; Universidade Metodista de Piracicaba

Apoio Autor: ; ;

O sapateado é um estilo de dança que se utiliza de sons produzidos pelos pés, sendo importante ter ritmo, equilíbrio e coordenação motora entre outros fatores. A intenção de trabalhar o sapateado com deficientes visuais, além da aprendizagem dos passos, é a de procurar melhorar sua comunicação e compreensão do mundo e que através da dança e do movimento possam estabelecer novas relações com as outras pessoas e com ela própria. Para isto foi realizado um Estudo de Caso, de acordo com Silva (1996), com uma aluna, com 27 anos de idade, que foi escolhida devido a afinidade já estabelecida. Foi realizado um programa com 12 aulas, e foram feitas duas avaliações (inicial e final). Para tanto foi feito um teste com os passos principais deste estilo de dança, filmando-se a execução e classificando o nível de aprendizagem em três categorias: inicial, elementar e avançada. Na segunda avaliação foi feita também uma entrevista filmada, com uma pergunta aberta ?como você vê o sapateado na sua vida??. Os resultados indicaram que na avaliação inicial a aluna se encontrava em estágios iniciais e elementares no que diz respeito às habilidades motoras envolvidas nos quatro passos que foram avaliados: shuflle, flap, shuflle ball change e draw back, sendo que as execuções com a perna direita foram consideradas elementares com exceção do movimento de pernas e pés do flap, e com a perna esquerda o draw back foi considerados elementar e os outros três passos como iniciais e elementares, nas avaliações de ritmo, equilíbrio e pernas e pés. Na avaliação final, com a perna direita, todos os passos já estavam em estágio maduro, com exceção da avaliação do equilíbrio dos passos shuflle e shuflle ball change, considerados elementares, e com a perna esquerda, o shufle teve avaliação elementar, o draw back, maduro e o flap e o shuflle ball change apresentou fases elementares e maduras. Na entrevista, a aluna revelou que gostava muito de dançar, que o sapateado a fazia feliz e até ajudava em seu cotidiano. Conclui-se que a proposta proporcionou aprendizagem de elementos importantes para a execução deste estilo, apresentando também contribuições para sua vida pessoal. Sugere-se que novos estudos sejam feitos, para verificar se o método utilizado seria adequado para atividades em grupo.

Apoio Trabalho: ; ;
 

 

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Dança com Pacientes Esquizofrênicos

Vizioli, K.F.; Martins, J.B.

Instituição: Unicastelo-Faculdade de Educação Física ; Unicastelo-Faculdade de Educação Física

Apoio Autor: ;

O presente relato de experiência é resultado de um trabalho de monografia de final de curso que se desenvolve há um ano no Centro de Atendimento Psicossocial em São Carlos (SP). A esquizofrenia é uma doença psíquica caracterizada por uma cisão entre pensamento, sentimento e vontade. A pessoa afasta-se da realidade, chegando a sofrer delírios e alucinações. Neste centro é feito um trabalho multidisciplinar entre os vários profissionais da área de saúde, entretanto, faltava um profissional de Educação Física que conduzisse trabalhos pertinentes a sua área. A oportunidade surgiu com a proposta do trabalho de monografia de final de curso cujo tema é a dança e o desenvolvimento da consciência corporal para esta população. Desde o início do trabalho, verificamos que a dança vem motivando os pacientes, tornando-os menos indiferentes às possibilidades de movimentos, ritmos corporais e expressões. Como recursos metodológicos utilizamos o Teste de Desenho da Figura Humana (TDFH) e a análise deste baseia-se na escala de Wintsch. Pudemos notar que desde o início houve sinais de progressos expressos em elementos do corpo humano que surgem agora nos novos desenhos feitos pelos pacientes. Há pacientes cujo nível da doença manifesta-se mais intensamente, e não pudemos visualizar melhoras na aplicação dos testes. Apesar disto, estes mesmos pacientes mostraram gradativa adesão às aulas, pois no início chegavam a se recusar a fazer aulas de dança, isso nos faz acreditar no sucesso a longo prazo. São aulas semanais de 45 minutos em média, e podemos dispor de diversos materiais existentes no CAPS. Cada paciente tem sua pasta onde documentamos suas vivências. Para cumprir com as exigências de um trabalho acadêmico temos 8 pacientes (de 20 a 54 anos) de ambos os sexos que são submetidos aos testes desde o início do trabalho, mas efetivamente, este grupo felizmente vem crescendo ao longo dos meses (variando em torno de 12 pacientes). Antes da chegada de um profissional de Educação Física, nenhuma avaliação física era feita, atualmente a ficha de anamnese inclui dados colhidos por este profissional. Nossa expectativa atual é a criação de mais um grupo trabalhando com esquizofrênicos e com pacientes portadores de neuroses.

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Tema Livre

Atividades para paraplégicos

Zilioli, R.M; Liang, T.G

Instituição: Unesp-Turismo ; Unesp-Turismo

Apoio Autor: ;

Atividades para paraplégicos O presente projeto tem como temática as atividades possíveis, principalmente às relacionados ao Turismo, aos deficientes paraplégicos. O objeto de estudo concentra-se na relação entre as atividades esportivas, o turismo e os portadores de necessidades especiais, levando em consideração suas dificuldades e superações, alegando a potencialidade dos paraplégicos em realizar as mais diversas atividades, mesmo com todas as limitações que possuem. Atualmente, cerca de 10% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência, de acordo com dados da ONU, seja ela mental, auditiva, visual, física, motora, deficiências múltiplas, distúrbio emocionais severos, distúrbios de aprendizagem, superdotação. Segundo dados do último censo do IBGE, há 24,5 milhões de brasileiros como algum tipo de deficiência, que representam 14,9% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde, diariamente 500 pessoas tornam-se portadoras de algum tipo de deficiência no Brasil, vitimas de doenças, violência urbana ou acidentes. O objetivo deste projeto é, portanto, ter contato com as experiências vividas pelos portadores de necessidades especiais a fim de propor novas atividades que possibilite que eles usufruam uma vida física e, principalmente psicológica, mais saudável. Várias são as atividades que os paraplégicos podem praticar, tais como: basquetebol, tênis de campo, tênis de mesa, corrida em cadeira de rodas, atletismo, esgrima, arco e flecha, halterofilismo, além de esportes radicais como canoagem, escalada, rapel, trekking, rafting, tirolesa entre outros. A metodologia utilizada neste projeto foi uma pesquisa bibliográfica através da consulta em livros, endereços eletrônicos e revistas, além de contatos com portadores desta deficiência. A partir das informações adquiridas até o atual momento, com projeto foi possível mostrar que estes podem superar suas dificuldades e necessidades, desfrutando das mesmas atividades que as demais pessoas realizam, provando assim que são capazes, contribuindo também para a diminuição do preconceito e conseqüentemente proporcionando uma inclusão.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Tema Livre

VARIAÇÃO DO PICO DE FLUXO EXPIRADO EM PACIENTES PRÉ E PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA

Zwarg, B.R.A.Z.; Teixeira, L.R.T.; Zwarg, M.G.G.Z.

Instituição: UCDB - Universidade Católica D ; USP - Universidade de São Paulo; UCDB - Universidade Católica D

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INTRODUÇÃO: Estudos apontam alterações nos valores espirométricos em indivíduos com o Índice de Massa Corporal acima de 35kg/m2, devido ao comprometimento do movimento do diafragma além da musculatura da parede torácica. Pessoas obesas, sem qualquer outra enfermidade, apresentam alterações no bom funcionamento pulmonar decorrente do aumento progressivo de tecido adiposo no tórax e abdome. O tórax e o diafragma são afetados, o que determina alterações na função respiratória mesmo com os pulmões em perfeito estado de funcionamento, devido ao aumento do esforço respiratório e comprometimento do sistema de transporte dos gases. OBJETIVOS: O presente estudo procurou investigar o comportamento do pico de fluxo expiratório após programas de atividades físicas em um indivíduo obeso antes e após a cirurgia bariátrica. MÉTODOS: Esta pesquisa é um relato de experiência singular de um paciente do sexo masculino com idade de 50 anos, procedente de Campo Grande/MS, submetido à cirurgia bariátrica no dia 30 de abril de 2004, e autorizado a praticar exercícios físicos após 3 meses da cirurgia. Durante todo o programa, foram utilizados exercícios para aumentar resistência muscular localizada, e exercícios aeróbicos. Os materiais utilizados durante as aulas foram colchonetes, aparelhos de musculação para o exercício resistido, monitor de freqüência cardíaca, estetoscópio, esfigmomanômetro, esteira. Para controle da análise trimestral foram utilizado os seguintes materiais: uma balança antropométrica com precisão de 100mg para tomada das medidas de peso, uma fita antropométrica para as medidas de perimetria, um adipômetro da marca Sanny e um aparelho PFE ? Medidor de Pico de Fluxo Expiratório. O programa de reabilitação teve a duração de 12 meses com 3 sessões de exercício em cada semana, estando o indivíduo no estado de esforço físico aproximadamente 60 minutos por sessão. O estudo foi caracterizado como longitudinal com paciente obeso de IMC acima de 35 kg/ m2. CONCLUSÃO: O programa de resistência muscular localizada juntamente com o exercício aeróbio teve uma influência significativa no aumento do fluxo expiratório, além da redução do peso corporal e perimetria.

Apoio Trabalho: ; ;
 

 

Relato de Experiência

Corpos dançantes: refletindo a inclusão

Antunes, M.R.; Carneiro, A.A; Jacques, A.V.; Martins, A.P.F.; Flores, J.; Correa, R.A.

Instituição:

Apoio Autor:

"Corpos dançantes:refletindo a inclusão" Dados do Censo Demográfico de 2000, realizado pelo IBGE, verificam que 14,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência física, entre elas 27% possuem deficiência física. As pessoas com deficiência física, além das complicações orgânicas, muitas vezes convivem com o distanciamento das atividades sociais. Isto ocorre devido ao valor negativo que é dado pela sociedade ao comprometimento físico, classificando a pessoa com "incapaz".Há uma idéia de que as pessoas com deficiência física, não correspondem ao desempenho esperado pela comunidade, e esta passa, então a excluir os corpos "diferentes", através de atitudes preconceituosas e restrições ambientais. O significado de corpo saudável estabelecido pelo contexto social e imposto pela mídia, geralmente está relacionado à estética. Com corpos fora destes padrões, a maioria das pessoas com deficiência física, têm em seus corpos uma "marca" que pode ser entendida como sinônimo de um ser doente, e por conseguinte, torna-se um grupo menos aceito pela sociedade, pois são vistos como pessoas que carregam traços visíveis de suas limitações, tornando seu padrão estético causa de rejeição, medo e indiferença. Neste projeto, temos como objetivos oportunizar a vivência de dança à pessoas com deficiência física, buscar a melhora da auto-imagem e da auto-estima, bem como ativar a capacidade física em geral e buscar a inclusão social destas pessoas. No desenvolvimento das atividades, buscamos referenciais que abordam a deficiência física, a dança enquanto fenômeno educacional, terapêutico e artístico, assim como os métodos utilizados, no caso os princípios da Dança Educativa Moderna, da Dança - Educação Física e da Dança - Educação. A dança, além de ser um meio de comunicação e expressão faz com que o praticante desenvolva seu potencial crítico e criativo. Desta forma, o ser humano poderá emancipar-se socialmente, porque a criatividade possibilita a independência, a liberdade e a autonomia.

Apoio Trabalho:
 

 

Relato de Experiência

O Judô e o Deficiente Visual: um relato de experiência

Bacciotti, S.M.

Instituição: UFMS-Depto de Educação Física

Apoio Autor:

A atividade física, seja recreativa, educacional ou esportiva, pode ser importante para a melhora da auto-estima do deficiente visual, além de auxiliar na melhora das capacidades coordenativas gerais, integração, sociabilização, melhora na independência das atividades diárias, noções de higiene e conhecimento do corpo, inclusão social, melhora na postura e marcha, no tônus muscular, na expressão corporal e facial. Dessa forma, o judô pode atuar como via determinante para auto-descoberta, mobilidade, independência e orientação segura, para que possam ir além dos limites a eles preconizados, apresentando ganhos na capacidade de controle, adaptação e readaptação motora. Os deficientes visuais podem ser classificados a partir da perda total (cegueira), ou perda parcial da visão (visão subnormal ou baixa visão), portanto necessitam de recursos especiais, de caráter temporário ou permanente, para a alfabetização e sociabilização. Havendo necessidade de adaptações na proposta de aula a ser ministrada ao deficiente visual. Apesar da classificação ser feita após correção ótica, que considera o melhor olho, durante a prática do judô essa correção não é utilizada, o que solicita do praticante uma reorganização, dependendo muito mais de percepção e compreenssão do que dos resíduos visuais. Assim, o patricante poderá utilizar outros sentidos remanescentes para orientar-se. Como não há um regra pré determinada para o ensino do judô para o DV, o objetivo deste estudo foi de relatar o procedimento adotado nas aulas no período de agosto de 2004 à agosto de 2005, iniciando com elementos básicos do judô, inclusão em turmas mistas e participação em eventos esportivos. Para a segurança dos alunos e professor, foi realizado avaliação oftamológica. No processo de ensino-apredizagem foi adotado a forma oral, demonstração corporal (utilizando o corpo do aluno e também com mapeamento do movimento no corpo de um colega ou professor) e associação destes elementos à execução do movimento para o aluno com baixa visão. O trabalho foi realizado de forma gradativa e adaptada à faixa etária (acima de 13 anos), com objetividade, tomando-se o cuidado para não subestimar ou super proteger o DV, conscientizando-o de suas capacidades e limites, buscando uma forma de superar-se e conhecer-se.

Apoio Trabalho:
 

 

Relato de Experiência

Ginástica Olímpica para o Deficiente Mental: um relato de experiência

Bacciotti, S.M.

Instituição: UCDB-Depto de Educação Física

Apoio Autor:

A criança com deficiência mental, assim como as demais crianças deficientes muitas vezes são super-protegidas, ou até mesmo recebem um tratamento de pena no qual os pais preferem deixá-las livres e sem regras, tornando-as sem limites. Nestes casos o mal comportamento presente em alguns deficientes, pode ser fruto da falta de limites produzida pelos próprios pais no intuito de protegê-los ou ?amenizar a dor por ser deficiente?. As crianças que chegam às instituições para atendimento com uma idade já avançada, acabam encontrando muitos obstáculos no relacionamento com professores e colegas, pois geralmente são crianças com comportamento problemático. Esse comportamento pode ser visto como uma forma de chamar a atenção, no momento em que a criança infringe as regras estabelecidas pelo professor. A ginástica olímpica é uma atividade que exige atenção e responsabilidade do praticante em relação a si mesmo e também com os colegas que a praticam, o que permite se fazer um trabalho educativo, com estabelecimento de rotinas bem definidas que o ajuda a aprender a respeitar limites impostos, o que deveria ser trabalhado pelos pais, uma vez que são os primeiros educadores. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo observar o comportamento de uma criança de 10 anos durante a prática de Ginástica Olímpica no projeto de Extensão Vida Nova desenvolvido na Universidade Católica Dom Bosco. As aulas acontecem no ginásio de esportes com duração de uma hora semanal desde o mês de março de 2005, trabalhando os elementos da ginástica olímpica, utilizando os aparelhos e o solo. Além disso, são desenvolvidas atividades que trabalhem a rotina dos alunos, como local certo para as aulas, para se guardar os sapatos, entre outros combinados. Com as crianças com mal comportamento são delegadas funções de ajudante. Sendo assim, os mesmos permanecessem ocupados em auxiliar os colegas e o professor, permitindo que os mesmos recebam a atenção que tanto desejam, sem extrapolar os limites impostos pelo professor. No trabalho específico que realizamos, através da rotina observamos que os alunos tornam?se mais responsáveis, auxiliando uns aos outros a lembrarem quais regras devem ser seguidas, melhorando o comportamento dos mesmos durante a execução das aulas.

Apoio Trabalho:
 

 

Relato de Experiência

Desenvolvimento de Habilidades Motoras de Locomoção: manejo de cadeira de rodas para lesados medulares

Caleffi, G.D.; Lopes, K.A.T; Silva, R.S.; Silva, E.V.A.; Moreira, R.S.M

Instituição: Universidade Federal do Amazononas ; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas; Centro Luterano de Manaus - UL; Universidade Federal do Amazononas

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Os casos de lesão medular, no início da Segunda Guerra Mundial, tinham uma mortalidade de quase 100%, ainda na fase aguda, isso se dava por causa de infecções respiratórias, urinárias e escaras de decúbito. Com o surgimento de novos e específicos equipamentos e medicamentos, o quadro mudou. Os paraplégicos e tetraplégicos, ao serem bem tratados, não morriam mais na fase aguda, surgindo à necessidade de tratamento de reabilitação para minimizar estas seqüelas (Souza, 1994). Uma reabilitação adequada deve prever a seleção de atividades procurando desenvolver as funções remanescentes, favorecendo assim o desenvolvimento das potencialidades do indivíduo. Este relato faz referência ao trabalho desenvolvido com pessoas com seqüelas de lesão medular no Programa de Atividades Motoras para Deficientes - PROAMDE, da Universidade Federal do Amazonas. Objetivamos desenvolver habilidades motoras de locomoção para pessoas com lesão medular com diferentes tempos de aquisição da deficiência, visando um melhor desempenho nas atividades da vida diária; obtenção de autonomia e independência no desempenho social; melhora nas capacidades físicas; favorecer o hábito pela prática desportiva. A turma possui três alunos, as atividades foram realizadas duas vezes por semana, com duração de uma hora e trinta minutos cada. O foco do trabalho foram as habilidades motoras de locomoção com os seguintes conteúdos: conhecimento da cadeira de rodas; empunhadura na cadeira de rodas; queda e recuperação; deslocamentos; freios; giros; empinar e deslocamentos urbanos. Foram realizadas duas avaliações, uma no início do período e outra após quatro meses de atividades. Os três alunos observados conseguiram executar todos os conteúdos abordados, isso lhes proporcionou uma maior independência e capacidade de iniciativa; melhorou a auto-estima e as capacidades físicas; reverteu possível tendência ao ócio, à apatia e ao isolamento; oportunizou o convívio e interação em grupos sociais; proporcionou vivências de sucesso; promoveu a educação para a saúde; favoreceu a transição entre a deficiência e a aptidão; motivando os alunos a continuarem freqüentando o programa e participarem de outras atividades como o basquete sobre rodas, arco e flecha e atletismo.

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Relato de Experiência

Projeto Criança Especial

Campos, C.; Del Alamo, R.C.; Parreira, M.A.F.; Silva, R.P.; Vilela, M.G.; Brighetti, V.

Instituição: UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga ; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga

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Entre a população brasileira que apresenta algum tipo de deficiência, a maior incidência relatada é de problemas mentais. Existem diferentes níveis de comprometimento mental, e estes são acompanhados por diferentes características físicas e comportamentais. Pessoas com retardo mental podem apresentar: equilíbrio insuficiente, hipotonia abdominal, insuficiência respiratória, distúrbios de lateralidade, entre outros aspectos físicos, cognitivos e emocionais afetados. Com base nessas informações fica clara a importância de um trabalho específico de atividade física envolvendo essa população. O projeto Criança Especial é realizado desde o ano de 2002 pelo curso de Educação Física do Centro Universitário de Votuporanga, e já atendeu mais de 100 crianças e jovens, com idade entre 6 e 18 anos provenientes de duas escolas especiais da cidade. As atividades do projeto são realizadas nas dependências do Centro Universitário de Votuporanga, duas vezes por semana e constam de: a) atividades de desenvolvimento e refinamento de padrões de habilidades básicas como, andar, correr, saltar, chutar, receber, entre outras; b) introdução a atividades esportivas como futebol, basquete, vôlei e atletismo; c) atividades que envolvam ritmo e expressão, com o objetivo de desenvolver a criatividade e a desenvoltura; d) atividades de controle manual, como desenhar, pintar, recortar, com o intuito de desenvolver a coordenação motora fina; e) entre outras. Além dos benefícios afetivos, sociais e físicos alcançados pelos indivíduos portadores de deficiência, ainda temos a possibilidade de proporcionar aos alunos do curso de graduação em Educação Física um laboratório onde os mesmos possam colocar em prática todo conhecimento teórico adquirido em sala de aula. No caso, esses alunos estão envolvidos como estagiários, auxiliando na elaboração e condução das aulas. O programa também possibilita aos estagiários e alunos atendidos a vivência relacionada à diversidade do comportamento humano, favorecendo a afetividade e a troca de emoções reais a cada passo conquistado, proporcionando aos alunos estímulos para romperem as barreiras impostas pela deficiência, vibrando juntos a cada vitória e colocando em prática o verdadeiro sentido do ?educador?: ensinar... aprender... e se emocionar.

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Relato de Experiência

Projeto: Bom Dia na Praça

Felix, A.A.; Siqueira, K.C.F.

Instituição: Prefeitura do Municipio de Conchal ; Prefeitura do Município de Conchal

Apoio Autor: ;

Atualmente, neste mundo contemporâneo muito se tem discutido em relação aos benefícios da prática regular de exercícios físicos. No que diz respeito ao cidadão idoso e a manutenção de sua saúde, observamos a utilização e a pratica de exercícios físicos, de maneira preventiva e reabilitadora. Neste sentido o projeto ?Bom Dia na Praça?, realizado junto ao SETUR ? Setor de Esportes e Turismo da Prefeitura Municipal da Cidade de Conchal, visa oportunizar a população Conchalense em específico o cidadão idoso, a prática de forma regular e orientada de atividades corporais. As atividades são ministradas por um fisioterapeuta. O local escolhido é a praça central da cidade, num espaço rodeado de flores e árvores. A atividade é desenvolvida uma vez por semana com duração de uma hora. São realizados alongamentos, trabalhos respiratórios, posturais, trabalhos de equilíbrio e força entre outros. Fazem parte das atividades as técnicas de: Liang Gong; Massagens; Auto Massagem; Alongamento Global; Além de orientações específicas. Os conteúdos que norteiam este projeto, objetivam a manutenção e melhora das capacidades orgânicas relacionadas ao sistema neuro-osteo-muscular. A particularidade deste projeto, refere-se a utilização do trabalho de ?toque? como ferramenta primordial e indispensável das praticas citadas, bem como das relações humanas.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Relato de Experiência

Formação profissional vinculada a um Programa de Atividade Motora Adaptada

França, C. de; Pick, R. K.; Zuchetto, A. T.; Nasser, J. P.

Instituição: AMA/CDS/UFSC ; AMA/CDS/UFSC; AMA/CDS/UFSC; AMA/CDS/UFSC

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O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de duas pessoas em suas trajetórias dentro de um Programa de Atividade Motora Adaptada (AMA), durante cinco anos de envolvimento, e descrever a importância deste percurso no desenvolvimento pessoal e profissional. O programa AMA, desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina propicia atividade motora aos portadores de necessidades especiais (física, mental, visual e auditiva); oportuniza aos alunos interessados vivências práticas com esta população; estimula processo de educação continuada e desenvolve pesquisa na área de atividade motora adaptada. A estrutura do programa possibilita aos acadêmicos passar por diversas etapas e estas com diferentes graus de complexidade. As disciplinas que dão suporte teórico a esta formação são: Educação Física Especial, Atividade Física para grupos Especiais e Estudos Individuais, culminando no trabalho de conclusão de curso. O engajamento do acadêmico ao programa se dá quando o mesmo demonstra interesses em trabalhar como voluntário com portadores de necessidades especiais. Esta primeira etapa proporcionou a vivência prática, emergindo em uma curiosidade sobre temas mais específicos relacionados aos portadores de necessidades especiais. Diante desta curiosidade e havendo disponibilidade na grade de horário, o acadêmico pode passar à segunda etapa deste processo, a bolsa de extensão. Esta, além da responsabilidade em termos de horário e envolvimento na formação teórica, requer um envolvimento mais ativo durante as aulas práticas e iniciação aos processos de pesquisa. Independente do tipo de vínculo do acadêmico ao programa não significa isentar-se da pesquisa e extensão, podendo nas próximas etapas, obter bolsa de monitoria ou pesquisa. A formação teórica ocorre durante todo o período de engajamento ao programa. A terceira etapa deste processo de formação inicial envolveu a monitoria, que consistiu no acompanhamento do planejamento das aulas para a graduação, auxílio aos acadêmicos, assim como participação nas pesquisas realizadas pelo programa. Uma outra forma de envolvimento oferecida foi a bolsa de iniciação científica onde ocorreu o aprendizado dos processos de pesquisa (elaboração de projeto, técnicas de coleta de dados, métodos de estudo, análise dos dados, elaboração do relatório científico, publicações e participação em eventos científicos). Este processo de formação profissional permitiu que os acadêmicos se formassem com bom suporte teórico, segurança para o mercado de trabalho e apto a ingressar em um programa de Pós-Graduação.

Apoio Trabalho: ; ; ;
 

 

Relato de Experiência

A EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA QUEBRANDO O PRECONCEITO

Fregolente, G.; Nabeiro, M.; Castro, A. F.; Prado Jr, M. V.

Instituição: Unesp-FC-Depto de Educação Física ; Unesp-FC-Depto de Educação Física; Unesp-FC-Depto de Educação Física; Unesp-FC-Depto de Educação Física

Apoio Autor: ; ; ;

A educação física escolar tem um papel muito importante na formação de cidadãos críticos e capazes de exercer sua cidadania. É através dela que buscamos a participação de todos, contribuindo para que os alunos aprendam com as diferenças e as respeite. O objetivo deste estudo foi demonstrar que uma aula de educação física pode ser utilizada para a superação de um obstáculo tão comum em nossa sociedade, a questão do preconceito a que pessoas com deficiência são submetidas. A idéia deste estudo derivou do estágio curricular obrigatório da disciplina de Prática de Ensino em Educação Física Escolar IV, realizado em uma escola privada de educação infantil na cidade de Bauru ? SP durante o 1º semestre de 2005. Foram cumpridas trinta horas de observação e co-participação nas aulas de educação física de 1º à 3º séries, onde na 3º série havia um aluno com deficiência física (cadeirante). A professora demonstrou estar muito bem preparada para trabalhar com o tema inclusão. Ela aplicava diferentes formas de atividades e jogos adaptados, criando situações em que os alunos desenvolviam uma interdependência entre os participantes, onde todos representavam uma peça fundamental para o sucesso da aula. Um exemplo disso foi a participação do aluno cadeirante na Quadrilha da Festa Junina da escola. A cada exercício dado, a professora adaptava às necessidades do aluno com deficiência, nunca o deixando sem executar o exercício. Através das observações feitas nas aulas foi possível constatar a grande demonstração de cooperação entre os alunos confirmando que a inclusão é possível e estimula muito o aspecto afetivo-social das crianças. As aulas proporcionavam o contentamento de todos e assim, despertando o desejo de compartilhar, descobrindo a importância de ajudar ao próximo e formando adultos mais conscientes. Verificamos que a aula de educação física desenvolvida com adequada seleção de atividades e estratégias de ensino auxilia na superação da questão do preconceito.

Apoio Trabalho: ; ; ;
 

 

Relato de Experiência

A Ação da Pedagogia num Programa de Atividades Motoras para Deficientes

Moreira, R.S.M; Lopes, K.A.T; Silva, R.S.; Silva, E.V.A.; Caleffi, G.D.

Instituição: Universidade Federal do Amazononas ; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas; Centro Luterano de Manaus - UL; Universidade Federal do Amazononas

Apoio Autor: ; ; ; ;

A ação da pedagogia associada a atividade motora principalmente pelo fato de aproveitar a ludicidade dos exercícios facilita a aprendizagem do aluno e estimula o aspecto cognitivo, a socialização, atenção de forma individual e em grupos. Este resumo trata-se de um relato de experiências da prática da pedagogia num Programa de Atividades Motoras para Deficientes-PROAMDE, realizado pela Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que visa estimular o interesse do aluno para aprender, tentar envolve-lo e motiva-lo para o processo de aprendizagem. O programa é desenvolvido duas vezes por semana com a participação de pais e alunos, com duração de uma hora e meia. O apoio pedagógico ocorre na última parte da aula, chamada volta calma, são realizados com as oito turmas do Programa (adolescentes com deficiência mental, criança de 06 a 11 anos, paralisado cerebral, síndrome neurológicas, cadeirantes, acidente vascular encefálico, crianças de 02 a 04 anos) . Na parte final da aula os alunos são incentivados a realizar exercícios didáticos baseados em atividades lúdicas com jogos, utilização de recursos audiovisuais, são incentivados a relatar o que vivenciaram na educação física através de desenhos e brinquedo cantado. As atividades são de acordo com as possibilidades de cada turma focalizando o processo de aquisição de conceitos pedagógicos (tamanho, número, cores, formas). Utilizamos pranchetas, mesas adaptadas, tatame. Podemos perceber através das avaliações uma melhora no desempenho cognitivo de alguns alunos e uma conceituação efetiva de conteúdos formais como cores, formas, partes do corpo, higiene, bem como a relação escrita e leitura.

Apoio Trabalho: ; ; ; ;
 

 

Relato de Experiência

EFEITO DE UM PROGRAMA DE ATIVIDADES FÍSICAS NA MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN

Moura, J.B.; Marques, A. C.; Antunes, N.; Martins, L.; Recuero, J.; Machado, C.F.

Instituição: UFPel ; UFPel; UFPel; UFPel; UFPel; UFPel

Apoio Autor: ; ; ; ; ;

Desde 1997, a ESEF/UFPel desnvolve o Projeto Carinho, que atende pessoas com Síndrome de Down (SD). Enquanto extensão busca-se oportunizar as pessoas com SD um espaço para desenvolverem atividades, que possam modificar seu estilo de vida (EV), e em conseqüência disso, melhorar a sua Qualidade de Vida (QV); enquanto ensino, este programa capacita o futuro profissional da área da Educação Física, na medida em que este participa do planejamento e desenvolvimento das atividades, através da vivência de situações concretas de ensino?aprendizagem; e enquanto pesquisa, investiga os benefícios da atividade física no desenvolvimento harmônico das capacidades afetivas, cognitivas e motoras dessas pessoas. Este programa atende 92 pessoas na faixa etária dos zero aos 53 anos, desenvolvendo atividades aquáticas, recreativas, comemorativas, passeios, acampamentos e de dança. Podemos dizer que, como qualquer indivíduo, este grupo com SD tem seu EV próprio, alicerçado nas suas necessidades e desejos, interagindo no seu cotidiano na família, na escola e nas suas atividades físicas e de lazer com os amigos. Este projeto tem observado e registrado através de pesquisas paralelas, mudanças significativas nessas pessoas, relacionadas ao seu EV, por meio das oportunidades de estimulação e integração à que têm tido acesso. Com certeza uma das causas destas mudanças, é o número cada vez maior de pais, que incentivados durante o programa, decidiram criar seus filhos com SD, como parte da família, proporcionando-lhes uma atenção e um meio estimulante no qual têm crescido e aprendido com amor e carinho. Esta mudança de atitude dos pais, tem resultado em uma maior competência das pessoas com SD. Na realidade, estes indivíduos têm apresentado uma vida mais saudável, estão capacitados e integrados mais do que nunca na sociedade. Como reflexo desta melhora, outras pessoas da comunidade tem uma maior consciência da sua individualidade e potencial. Por outro lado, podemos dizer que as mudanças de atitude da sociedade, frente às pessoas com SD nos últimos anos, estão sendo uma das transformações sociais mais positivas destes tempos. A formação de associações, grupos de convivência e projetos de pesquisa como este, tem estimulado profissionais e pesquisadores a olharem a SD com outros olhos, exigindo maiores oportunidades educacionais, de lazer e trabalho. Com tais mudanças, o futuro das pessoas com Síndrome de Down se apresentará mais brilhante do que nunca, contendo a promessa de muitas oportunidades e realizações.

Apoio Trabalho: ; ; ; ; ;
 

 

Relato de Experiência

Esportes na natureza e deficiência visual: uma abordagem pedagógica

Munster, M.A.; Almeida, J.J.G.

Instituição: Universidade Federal de São Carlos ; Universidade Estadual de Campinas

Apoio Autor: ;

A escolha do tema ?Esportes na Natureza enquanto possibilidade para a pessoa com deficiência visual? justifica-se pela necessidade de trazer, para o âmbito acadêmico, a discussão referente ao exercício pedagógico de tais modalidades esportivas, sob o argumento de que o envolvimento com esse conjunto de práticas consiste em uma experiência existencial fértil para o fortalecimento das relações da pessoa com deficiência visual consigo mesma, com o outro, e com a sociedade. A partir de um referencial sócio-educativo, este estudo visa discutir a pedagogia dos Esportes na Natureza e os principais aspectos envolvidos em sua prática, analisando a contribuição dos mesmos em um programa de Atividade Motora para pessoas com deficiência visual. Sob perspectiva qualitativa e enfoque pedagógico, a presente pesquisa baseia-se em uma abordagem crítico-dialético, caracterizando-se como um estudo de caso. O quadro teórico envolveu a investigação de três pontos principais: análise do objeto de estudo em questão (os esportes na natureza); estudo da variável que caracteriza a população envolvida (a deficiência visual); descrição dos procedimentos metodológicos que nortearam a realização do Programa de Esportes na Natureza. O conteúdo programático abrangeu seis modalidades distintas: trekking, rafting, caving, escalada em rocha, canyoning e mergulho subaquático. A metodologia de ensino do programa foi baseada na conjugação de três elementos fundamentais: jogos cooperativos, jogos de sensibilização à natureza e educativos relacionados aos aspectos técnicos de cada uma das modalidades. A pesquisa de campo foi realizada junto ao Projeto de Extensão ?Atividade Motora Adaptada a Pessoas com Deficiência Visual?, promovido pela Faculdade de Educação Física da UNICAMP. A amostra envolvida neste estudo foi composta por um grupo de 11 pessoas com cegueira ou baixa visão, com faixa etária entre 14 e 52 anos. Durante a fase exploratória, caracterizada pelos encontros semanais e saídas a campo, foi empregada a observação participante como instrumento de coleta de dados. Após os 8 meses de duração do programa, teve início a segunda fase da pesquisa de campo, baseada na aplicação de uma entrevista semi-estruturada a cada integrante da amostra, utilizada como instrumento complementar de coleta de dados. Como forma de tratamento aos dados coletados, recorreu-se à análise de conteúdo sugerida por Bardin (1977) na tentativa de identificar, por meio do discurso dos participantes, as possíveis repercussões ou os principais aspectos envolvidos na prática de Esportes na Natureza durante a vivência do programa em questão.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Relato de Experiência

Esportes na Natureza e Deficiência Visual

Munster, M.A.V.; Almeida, J.J.G.

Instituição: Universidade Federal de São Carlos ; Universidade Estadual de Campinas

Apoio Autor: ;

A escolha do tema ?Esportes na Natureza enquanto possibilidade para a pessoa com deficiência visual? justifica-se pela necessidade de trazer, para o âmbito acadêmico, a discussão referente ao exercício pedagógico de tais modalidades esportivas, sob o argumento de que o envolvimento com esse conjunto de práticas consiste em uma experiência existencial fértil para o fortalecimento das relações da pessoa com deficiência visual consigo mesma, com o outro, e com a sociedade. A partir de um referencial sócio-educativo, este estudo visa discutir a pedagogia dos Esportes na Natureza e os principais aspectos envolvidos em sua prática, analisando a contribuição dos mesmos em um programa de Atividade Motora para pessoas com deficiência visual. Sob perspectiva qualitativa e enfoque pedagógico, a presente pesquisa baseia-se em uma abordagem crítico-dialética, caracterizando-se como um estudo de caso. O quadro teórico envolveu a investigação de três pontos principais: análise do objeto de estudo em questão (os esportes na natureza); estudo da variável que caracteriza a população envolvida (a deficiência visual); descrição dos procedimentos metodológicos que nortearam a realização do Programa de Esportes na Natureza. O conteúdo programático abrangeu seis modalidades distintas: trekking, rafting, caving, escalada em rocha, canyoning e mergulho subaquático. A metodologia de ensino do programa foi baseada na conjugação de três elementos fundamentais: jogos cooperativos, jogos de sensibilização à natureza e educativos relacionados aos aspectos técnicos de cada uma das modalidades. A pesquisa de campo foi realizada junto ao Projeto de Extensão ?Atividade Motora Adaptada a Pessoas com Deficiência Visual?, promovido pela Faculdade de Educação Física da UNICAMP. A amostra envolvida neste estudo foi composta por um grupo de 11 pessoas com cegueira ou baixa visão, com faixa etária entre 14 e 52 anos. Durante a fase exploratória, caracterizada pelos encontros semanais e saídas a campo, foi empregada a observação participante como instrumento de coleta de dados. Após os 8 meses de duração do programa, teve início a segunda fase da pesquisa de campo, baseada na aplicação de uma entrevista semi-estruturada a cada integrante da amostra, utilizada como instrumento complementar de coleta de dados. Como forma de tratamento aos dados coletados, recorreu-se à análise de conteúdo sugerida por Bardin (1977) na tentativa de identificar, por meio do discurso dos participantes, as possíveis repercussões ou os principais aspectos envolvidos na prática de Esportes na Natureza durante a vivência do programa em questão.

Apoio Trabalho: ;
 

 

Relato de Experiência

GINÁSTICA E ATIVIDADES RECREATIVAS NA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA PARA IDOSOS PERTENCENTES AO PROJETO AFRID DA CIDADE DE UBERLÂNDIA ? MG

Novais, F. V.; Costa, G. A.; Azevedo, P. G.; Arantes, L. M.; Borges, L. J.; Martins, J. L. A.

Instituição: UFU - Faculdade de Educação Física ; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física; UFU - Faculdade de Educação Física

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Introdução:Sabe-se que um programa de exercício físico regular pode influenciar beneficamente no processo de envelhecimento, com impacto sobre a qualidade e expectativa de vida, melhorando as funções orgânicas, sociais e emocionais, garantindo assim uma maior independência pessoal. Objetivos: Os objetivos foram traçados visando prevenir e atenuar o declínio funcional decorrente do processo de envelhecimento, trabalhando qualidades físicas como força, equilíbrio, flexibilidade, resistência e coordenação e também proporcionar momentos de descontração e interação das pessoas. Metodologia: As aulas foram realizadas em sua maioria no Ginásio de Ginástica Rítmica Desportiva na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia. Pudemos contar com a presença constante de 23 alunas, cujas idades variavam entre 54 a 76 anos. Com a duração de 60 minutos no período vespertino e a freqüência de 3 sessões semanais em dias alternados as aulas seguiram a linha planejada de serem divididas em aquecimento, exercícios musculares localizados e alongamento, tendo uma vez na semana uma aula voltada para alongamento, flexionamento e relaxamento. Durante o aquecimento procuramos variar bastante, tanto o material quanto o tipo de atividade.Conclusão: Através de vários testes físicos, subjetivos e dos próprios relatos das alunas pudemos concluir que nossos objetivos foram alcançados e que temos a certeza de que estamos no caminho certo, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida e satisfação pessoal aos idosos que nos procuram.

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Relato de Experiência

Treinamento em Mergulho Autônomo Adaptado

Redoschi, M

Instituição: Unicamp - FEF - Atividade Moto

Apoio Autor:

Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência adquirida nas aulas do curso básico de mergulho autônomo adaptado (HSA) ministradas por mim no ambiente de uma escola de mergulho na cidade de São Paulo. As imagens subaquáticas apresentadas em formato de DVD demonstram as habilidades desenvolvidas em águas confinadas (piscina aquecida em academia) e águas abertas (pontos de mergulho em Paraty) por um portador de deficiência física. Com a profissionalização do setor, nota-se um crescente interesse pela atividade que contudo ainda carece de maior divulgação. Espera-se com isso contribuir para a difusão do mergulho adaptado como opção de lazer, trabalho e pesquisa na área da atividade motora adaptada.

Apoio Trabalho:
 

 

Relato de Experiência

Um olhar sobre o programa praias para pessoas deficientes que oferece a Prefeitura de Montevidéu. Relato de experiência.

Rubinstein, S.

Instituição:

Apoio Autor:

Introdução O programa praias da Prefeitura de Montevidéu começou a princípios da década dos '90 como experiência de esporte comunitário, desenvolvendo-se de forma contínua até nossos dias. Em linhas gerais, o programa tem tido duas áreas de trabalho que se abordam de forma conjunta: a área lúdico-recreativa e a esportivo-competitiva. A inclusão do programa de atenção à pessoa com deficiência na praia, como uma parte do primeiro, ocorreu no ano 2004, com a realização da sua primeira temporada. Desta forma, o programa constituiu-se num espaço ao serviço da população deficiente que até esse momento não tinha o próprio, com propostas adaptadas a suas necessidades, capacidades e interesses. Breve explicação da proposta Na temporada 2004/05, participaram do programa pessoas com deficiências intelectuais, psíquicas, motrizes, sensoriais e atrasos sociais. Ao analisar os percentuais com relação às distintas deficiências, visualiza-se que um 51% corresponde à população com deficiência intelectual, 21% à deficiência motriz, 11% à população com deficiências psíquicas, o mesmo percentual para o atraso social, 4% às deficiências sensoriais, e por último só um 1% sem deficiência, observando-se que ainda falta muito para que a integração entre pessoas deficientes e não deficientes seja um fato. Os objetivos gerais que direcionaram o trabalho foram: melhorar a qualidade de vida para as pessoas com deficiência a través da atividade física; promover o uso do tempo livre e ócio; promover a integração das pessoas com deficiência ao meio social assistente à praia e a sua projeção ao resto da comunidade. As atividades planejadas para a praia, foram as próprias do meio e adaptadas às características da população que participou. Procurou-se que todas as atividades foram atraentes, acessíveis - não fácies - e desafiantes para os participantes. Foram selecionados movimentos possíveis de serem realizados. Conclui-se que se elevou a motivação, alterou positivamente a autoconfiança, fomentou a livre participação, o descobrimento de cada um através do intercâmbio social, o desenvolvimento da comunicação e autonomia pessoal e o fortalecimento das relações pessoais.

Apoio Trabalho:
 

 

Relato de Experiência

ATIVIDADE FÍSICA PARA HEMIPLÉGICOS ADULTOS

SILVA, K. R. M; LOPES, K. A. T

Instituição: UFAM- Faculdade de Educação Física ; UFAM- Faculdade de Educação Física

Apoio Autor: ;

A causa mais comum da hemiplegia no adulto é o AVE (Acidente Vascular Encefálico), definidos como o início de sintomas neurológicos causados por lesões vasculares no cérebro ou a sua volta. Geralmente estes acidentes causam um dano no motoneurônio superior, resultando no aumento exagerado do tônus muscular, fortes dores e contraturas nos membros afetados e distúrbios de ordem sensorial, perceptiva e cognitiva. Poucos estudos relatam o efeito de atividades físicas na diminuição destes problemas. Há um ano e seis meses tive a oportunidade de ministrar aulas de educação física à turma de hemiplégicos adultos do PROAMDE - Programa de Atividades Motoras para Deficientes ? para tanto, adequando as atividades às suas limitações. A turma possuía 15 alunos cuja faixa etária variava de 21 a 79 anos. Os principais objetivos das aulas foram desenvolver habilidades motoras básicas e específicas, capacidades físicas, conhecimento sobre o corpo, promover a socialização e estimular o lado parético e não-parético, relacionando-os com as atividades do cotidiano, prevenindo possíveis problemas decorrentes do sedentarismo As aulas foram realizadas duas vezes por semana, cada qual com uma hora e meia de duração, sendo que no início e no fim do ano letivo fiz uma avaliação motora com cada aluno. Os conteúdos das atividades foram: treinamento da marcha e locomoção; reeducação muscular, habilidades com bola e introdução ao desporto adaptado. Ao fim do programa percebi através das avaliações e das observações que cada aluno obteve um melhora significativa no equilíbrio, por meio da aquisição de novas habilidades físicas, reduzindo o risco de quedas. Nove dos dez alunos obtiveram maior independência física e psicológica, melhorando o seu nível de auto-estima. Aprendi, com essa experiência, que a mudança corporal decorrente de percepções e movimentos disponibilizados a partir de uma intervenção profissional significativa pode abrir novos caminhos na existência dessas pessoas ampliando suas possibilidades de novas percepções e movimentos, melhorando sua autonomia e auto-estima.

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Relato de Experiência

Educação Física para Crianças com Deficiência em um Programa de Atividades Motoras

Silva, R.S.; Silva, E.V.A.; Moreira, R.S.M; Lopes, K.A.T; Caleffi, G.D.

Instituição: Universidade Federal do Amazononas ; Centro Luterano de Manaus - UL; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas; Universidade Federal do Amazononas

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Este relato pretende apresentar a experiência adquirida na prática pedagógica supervisionada de educação física com crianças com deficiência mental no Programa de Atividades Motoras para Deficientes - PROAMDE da Universidade Federal do Amazonas. De forma sistemática é oferecido um programa de educação física adaptada às pessoas com deficiência com objetivo de desenvolver as habilidades motoras do aluno, através do potencial que o mesmo possui, respeitando suas limitações. A turma era formada de crianças entre 05 e 11 anos de idade com deficiência mental, Síndrome de Down, paralisia cerebral, deficiência auditiva e deficiência física. As aulas foram realizadas duas vezes por semana com uma hora e meia de duração com a participação dos pais. Três avaliações anuais foram realizadas com os alunos, além das anotações feitas após cada aula na qual era registrado o desempenho do aluno, observando os aspectos cognitivos, afetivos e motores. Foram desenvolvidas atividades de equilíbrio, locomoção e manipulação. As avaliações realizadas mostraram que os alunos apresentaram uma considerável melhora com relação a sua situação inicial ao entrar no programa. Habilidades como saltar, rolar, atividades de força e habilidades com bola como arremessar, quicar e rolar foram as habilidades mais aprendidas e aprimoradas durante o primeiro semestre entre os alunos com síndrome de Down e deficiência mental. Deficiência mental pode ser definida como pessoas diagnosticadas como estando significativamente abaixo da inteligência média e tendo problemas consideráveis na adaptação à vida cotidiana ou carentes de independência com respeito a atividades da vida diária. (Descritor: http://decs.bvs.br). Um outro aspecto deste grupo de alunos está relacionado a sua afetividade. Através do programa observamos uma melhoria nas interações sociais, pois muitos alunos já realizam as aulas interagindo com o grupo e mais independentes dos pais em relação a realização das atividades.

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Relato de Experiência

Polybat: um jogo para pessoas com paralisia cerebral

Strapasson, A.M.; Duarte, E.

Instituição: Faculdade de Pato Branco-PR-FADEP ; Unicamp-Depto de Educação Física Adaptada

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O polybat ou tênis de mesa lateral, como também é conhecido, é uma nova prática esportiva que foi criado na Inglaterra em meados dos anos 80. Surgiu como alternativa recreativa para aqueles que não possuíam o perfil da bocha adaptada e não conseguiam praticar o tênis de mesa convencional. O jogo permite que qualquer pessoa pratique esta atividade como, por exemplo: paralisados cerebrais, pessoas que tiveram acidente vascular encefálico, espinha bífida, distrofia muscular, lesão medular, paralisia infantil, enfim não se restringe quanto ao comprometimento motor, basta que o praticante tenha a possibilidade de segurar a raquete e movimento de membros superiores. O polybat é um jogo de adaptação simples, praticado em uma mesa de tênis de mesa ?normal? (convencional), sem a utilização da rede, com anteparos fixados nas laterais da mesa. A raquete é retangular e não pode perder o contato com a superfície da mesa durante os golpes. Os golpes devem ser direcionados para as bordas laterais e o receptor só pode receber a bola assim que ela tocar no anteparo. O jogo é disputado em 11 (jogo curto) ou 21 pontos (jogo longo), podendo ser entre duas (simples, individual) ou quatro pessoas (duplas), sem divisão por sexo. O polybat é dividido em classes quanto a coordenação e domínio de membros que o indivíduo possua. A classe ?A? é a mais baixa (na qual os alunos têm maior comprometimento motor), em seguida aparecem as classes ?B?, ?C? e ?D?. As principais distinções entre as classes são que na classe ?A? o jogador fica somente sentado; nas classes ?B? e ?C? o jogador fica sentado ou em pé, conforme o equilíbrio de membros inferiores que ele possua. Na classe ?D? o jogador fica somente em pé. O jogo pode também ser disputado em duplas, a divisão é por classe e não por sexo, desta forma homens e mulheres participam juntos. O esporte pode ser usado como uma atividade ou uma série de situações para aqueles indivíduos com limitações que impeçam a sua participação em tênis de mesa recreativo: aulas de Educação Física, recreação, reabilitação e competições esportivas.

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Relato de Experiência

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: PORTA ABERTA ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

VITÓRIO, R.; GARCIA, V.D.; PIRES JR., L.; BICHUSKY, R.; NABEIRO, M.

Instituição: UNESP - BAURU ; UNESP - BAURU; UNESP - BAURU; UNESP - BAURU; UNESP - BAURU

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Atualmente as pessoas com deficiências vêm buscando seu espaço social nos diferentes ambientes que possibilitam o contato social, prática de atividades físicas, bem como a intenção de adentrar as instituições de ensino superior. Dentro desse novo contexto, a Unesp de Bauru, através do curso de Educação Física, tem contribuído para ser um agente facilitador da inclusão dessas pessoas em atividades físico-esportivas, dança, exercício resistido e atividades corporais diversas. O projeto de extensão universitária, intitulado ?Aprendendo com o corpo D?eficiente?, está em seu segundo ano de atuação, atendendo uma média de 12 pessoas com diferentes tipos de deficiência física: paraplegia, mielomeningocele, poliomielite, distrofia muscular, paralisia cerebral e deficiência auditiva. O objetivo do programa é buscar primeiramente o desenvolvimento das capacidades motoras e, através disso, auxiliar na melhora dos aspectos emocionais e cognitivos dos adultos e crianças participantes das atividades. Como ferramenta, dispõe dos conhecimentos baseados no desenvolvimento motor do ser humano e também utiliza o esporte adaptado em atividades mais dinâmicas e que requerem maior número de praticantes. Apesar de todos os esforços, ainda encontramos muita dificuldade em manter constante a freqüência dos participantes, pois acaba oscilando bastante devido às oportunidades de transporte restritas e de acesso complicado. Embora essas adversidades prejudiquem o pleno funcionamento e a abrangência do projeto de extensão, notamos sua relevante importância dentro da universidade, por possibilitar o contato e a aprendizagem para a formação dos graduandos em geral e principalmente dos envolvidos no projeto, ofertar atividades pertinentes à educação física e condizentes com a realidade de seus praticantes, preocupada em desenvolver hábitos de práticas saudáveis e estilo de vida ativa a essa parcela da população que carece e merece a atenção de todas especificidades acadêmicas. Desse modo, acreditamos estar cumprindo o papel social da Extensão Universitária, onde seu sucesso reflete claramente no seio da comunidade e cria um elo de benefícios mútuos entre essas duas ?instituições?.

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Relato de Experiência

Aprendendo com o Corpo d?Eficiente: flashes do cotidiano.

Zonta, A. F. Z.; Luchesi, F. D. M.; Manson, F.; Lopes, A.; Garavello, P.; Orlando, P.

Instituição: Depto de Educação Física - LAPEF - UNESP - Bauru ; Depto de Educação Física - LAPEF - UNESP - Bauru; Depto de Educação Física - LAPEF - UNESP - Bauru; Depto de Educação Física - LAPEF - UNESP - Bauru; Depto de Educação Física - LAPEF - UNESP - Bauru; Depto de Educação Física - LAPEF - UNESP - Bauru

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O Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências da UNESP- Bauru tem no rol de seus Projetos de Extensão o Programa ?Aprendendo com o Corpo d?Eficiente?, coordenado pelas professoras Ana Flora Z. Zonta e Marli Nabeiro ligadas ao LAPEF (Laboratório de Pesquisas em Educação Física) onde desenvolvem trabalhos nas áreas de Dança e Educação Física Adaptada. Esse programa atende crianças, adolescentes e adultos com deficiências física, auditiva e visual, atualmente o maior número de participantes assíduos são os com deficiências físicas, tais como: espinha bífida, do tipo mielominengocele, encefalopatia, distrofia muscular progressiva de Duchenne, lesão medular. O programa visa contribuir para o desenvolvimento dos aspectos motores, emocionais, cognitivos e todos coordenadamente contribuírem para o artístico e sócio-cultural, através de atividades físico-desportivas, dança, exercícios resistidos e atividades corporais. Entendemos que a inclusão também se dá por meio de atividades que promovam o trabalho coletivo como: a dança, o esporte e atividades corporais variadas. Para o desenvolvimento do programa contamos com alunos bolsistas e voluntários que realizam a ponte entre a teoria e a prática quando do estudo dos casos, planejamento das atividades motoras e a execução das mesmas, o que contribui na formação desses futuros profissionais. As Mães tem uma responsabilidade fundamental que é conseguir chegar com as crianças ao local do programa já que Bauru conta com um número reduzido de transportes adaptados o que reflete na freqüência flutuante dos participantes.

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Painel

Análise biomecânica da marcha de pessoas com deficiências visuais

Carvalho, K.M.; Teixeira, S.; Saito, V.H.; Oliveira, A. F.; Silva, M. C. A.; Rodrigues, G.M.

Instituição: Universidade Presbiteriana Mac ; Universidade Presbiteriana Mac; Universidade Presbiteriana Mac; Universidade Presbiteriana Mac; Universidade Presbiteriana Mac; Universidade Presbiteriana Mac

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O andar é algo altamente complexo e comum nos seres humanos. Pode ser considerado como a decolagem de um pé do solo para projetá-lo adiante. A seqüência de movimentos do andar forma a marcha. Durante a marcha o apoio pode ser dividido em três fases, o primeiro quando os dois pés estão apoiados, o segundo quando acontece o equilíbrio em um só pé e o terceiro quando o apoio volta a ser em ambos os pés. Fatores como postura, ação da gravidade, equilíbrio e família de receptores (labirínticos, visuais e somatopropioceptivos) podem interferir na marcha. Assim, através de informações visuais é possível perceber e controlar o movimento. Com base nessas considerações, esse estudo objetivou analisar a marcha de pessoas com deficiências visuais. Realizamos uma análise biomecânica na qual foi utilizada para capitação de sinais uma plataforma de força modelo AMTI ? OR6-6-2000 com placa analógica digital ADI 32, amplificador MAS-6 e softer específico. Participaram dessa pesquisa 12 sujeitos, sendo 6 com deficiências visuais e 6 com cegueira, com idades entre 12 a 40 anos participantes do Projeto de Atividades Motoras Adaptadas da FEF Mackenzie ? Barueri ? SP. Analisandos os gráficos obtidos, foi possível detectar que, enquanto que um indivíduo se desloca em velocidade normal, e o seu passo encontra o solo com um peso aproximadamente de 120% acima do seu peso corporal e no momento em que todo o peso do corpo é aplicado em um único pé, esse peso fica próximo a 60% do peso do indivíduo, nas pessoas com baixa visão desse estudo as porcentagens ficaram em torno de 98% para o encontro inicial com o solo e 100 % para a aplicação em um único pé. Para o momento de transição, encontramos 92%. Já nas pessoas cegas pudemos verificar um percentual de 97% e 103%, e na transição 106%. Assim, a marcha dos pesquisados sinaliza pouca elevação do pé em decolagem e rápida aterrissagem, o que configura uma passada próxima ao chão, com centro de gravidade com oscilação acentuada. Esses dados confirmam a literatura sobre a marcha da pessoa com comprometimento visual, as quais apontam um andar arrastado, com característica pendular e aproximação rápida do solo na aterrissagem para que haja diminuição do desequilíbrio e instabilidade, compensando o déficit visual.

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Painel

Uma experiência de inclusão reversa com tutores auxiliando numa aula de educação física adaptada. Um relato de experiência.

Polanczyk, S.D.

Instituição: Unesp-IB-Depto de Educação Física

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O Programa de Educação Física Adaptada (PROEFA) realizado na Unesp/RC atende indivíduos com deficiência mental e outras que afetam o desenvolvimento global da criança, através de atividades adaptadas em grupo ou individualizada, que incluem habilidades motoras básicas, aptidão física e auto-competência social. Estas atividades são planejadas baseadas nas capacidades e necessidades dos participantes e contribuem para melhorias posturais e de habilidades básicas, diminuição de movimentos estereotipados, desenvolvimento da aptidão física, qualidade de vida, aumento da auto-estima e socialização. O objetivo principal do programa é atuar como um laboratório de treinamento profissional aos estudantes. Em 1999, nós resolvemos adotar o modelo de inclusão reversa com alunos de escolas regulares da faixa etária de 7 a 12 anos. O papel dos tutores (como são chamados) é auxiliar, motivar e potencializar o aluno deficiente em um contexto inclusivo, em que a participação máxima de todos é visada. Interessante é que a diversidade do deficiente, para nós Porfessores e tutores), é uma potencial para aprendizagem profissional e social, o que favorece o desenvolvimento de attitudes e de uma linguagem para integrar os mesmos no contexto da aula. O papel do professor na relação tutor-aluno é muito importante, pois cabe a ele motivar e otimizar os esforços dos tutores para a aprendizagem dos alunos através de atividades cooperativas. Assim, na medida que a criança com deficiência adquire autonomia, ambos devem partilhar de metas comuns dentro da aula (cooperação). Além disso, a comunicação e a repetição do gesto deve ser constante entre aluno-tutor. As instruções são direcionadas para os objetivos da tarefa e para a forma como a criança deficiente realiza a mesma. Conforme o tutor adquire conhecimento sobre as características de uma deficiência, a segurança e o desenvolvimento da criança ocorrem. Entretanto, o professor deve alertar também para manobras físicas que facilitam a independência do aluno deficiente. Assim, a educação inclusiva permite um aprendizado dinâmico entre aluno, professor e criança tutor, estimulando todos a reconhecer o valor da diversidade. É uma relação em que todos saem ganhando, além de proporcionar amizade e ajudar a eliminar o preconceito.

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A INCLUSÃO NA DISCIPLINA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO MUNICIPAL DE MACEIÓ/Al.

ALVES, K. D.; FUMES, N. L. F.

Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS ; UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

Apoio Autor: ;

A Declaração de Salamanca, da qual o Brasil é signatário, põe para a escola o desafio de atender com qualidade a todos os seus alunos e neste processo o professor desempenha um papel fulcral. Reconhecendo tal papel, o presente estudo visou analisar a percepção dos professores de Educação Física acerca do processo de inclusão na sua disciplina nas instituições públicas de ensino da cidade de Maceió/Al., em 2003, especificamente no que dizia respeito ao proposto pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), como ainda pretendeu confrontar essas percepções com àquelas dos gestores desta mesma Secretaria. Para tanto foram entrevistados 7 componentes da Equipe Gestora, dentre eles orientadores, formadores de professores, coordenadores, e 15 professores de Educação Física, utilizando como instrumentos para a coleta de dados entrevistas semi-estruturadas e conversacional informal e diário de campo. A análise revelou que os professores de Educação Física desconheciam as matrizes curriculares da área de Educação Física (instrumento indicativo dos objetivos e dos critérios de avaliação para a disciplina, elaborado pelo Departamento de Educação Física da respectiva Secretaria); evidenciou a inexistência de um trabalho interdisciplinar, a carência de intérpretes em LIBRAS, monitores e professores de apoio para a disciplina em questão, como também a não percepção por esses professores de haver acompanhamento e apoio por parte dos profissionais da SEMED no decorrer do processo inclusivo. Ao confrontar estes dados com os da Equipe Gestora pôde-se perceber que havia um distanciamento entre o proposto e o executado por essa Secretaria. Enfim, a maioria dos professores não sabia o que fazer, o que denunciava uma formação continuada inadequada e a falta de uma rede de apoio para respaldar a sua prática pedagógica.

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Natação e atividades rítmicas expressivas: um contributo para o desenvolvimento global da pessoa com deficiência

Amorim, M.L. de C.

Instituição:

Apoio Autor:

Relato: O Departamento de Desporto Adaptado do Boavista Futebol Clube criado em 1985 oferece actualmente as seguintes modalidades à população com deficiência: Boccia, Goalball, Actividades Rítmicas Expressivas (ARE), Natação, Ténis de Mesa, Futebol, Atletismo, aulas de Psicomotricidade e de Orientação e Mobilidade. No âmbito deste relato abordaremos a Natação e as ARE. Estas modalidades estão sob a responsabilidade de um técnico formado em Ciências do Desporto e Educação Física com especialidade em Desporto de Reeducação e de Reabilitação e contam com a colaboração de um grupo de voluntários da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto (FCDEF-UP). Nas ARE desenvolve-se as capacidades motoras, promovendo uma participação activa e empenhada dos atletas nas diversas actividades. Através da elaboração de coreografias pretende-se promover a interacção e o convívio durante a organização de eventos desportivos. Também se desenvolvem outras actividades associadas à iniciação aos jogos desportivos com carácter lúdico. A Natação visa a aprendizagem de competências inerentes à adaptação ao meio aquático e da iniciação às técnicas de nado. No entanto, actividades como a hidroginástica e os jogos na água estão incluídas. Actualmente, a Ginástica ocorre nas instalações da FCDEF-UP às terças e quintas das 18:30 às 19:30. A Natação acontece aos sábados das 12:00 às 13:00 nas dependências do Solinca Health Club. O grupo que integra estas actividades caracteriza-se por ser portador de Deficiência Mental, possuindo alguns atletas outros problemas associados. É constituído por 15 atletas entre os 9 e 47 anos de idade de ambos os sexos. Após uma avaliação dos atletas no início e fim da época, bem como recolha de informação proveniente dos pais e psicólogos, é possível concluir que os benefícios decorrentes da prática destas modalidades são evidentes a distintos níveis. Ao nível físico devido a uma alargada actividade muscular com melhorias nas capacidades motoras básicas, ao nível psicológico desenvolvendo traços da personalidade, bem como ao nível social devido à promoção de interacções sociais de sucesso. Deste modo, parece ser evidente para os técnicos que o ponto fulcral da intervenção consiste em maximizar as capacidades dos atletas.

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A PESSOA EM CONDIÇÃO DE DEFICIÊNCIA E A ACESSIBILIDADE À RECREAÇÃO E AO LAZER: EXPERIÊNCIA A PARTIR DE UMA AÇÃO PEDAGÓGICA

ARAÚJO, PF; SILVA, RF; ALMEIDA, JJG

Instituição: UNICAMP ; UNICAMP - UNIPINHAL - AES; UNICAMP

Apoio Autor: ; ;

Diversas são as discussões em torno das possibilidades das pessoas em condição de deficiência. Atualmente caminha-se no sentido de buscar romper com o paradigma da integração no qual existem ?escolas especiais?, ou oficinas abrigadas de trabalho e defesa de espaços exclusivos para pessoas em condição de deficiência. Este rompimento aponta para um outro momento: o paradigma da inclusão, no qual defende-se a convivência baseada em programas de ?re?-educação de ambas as partes. Pensar a recreação e lazer dentro deste contexto é extremamente urgente. Neste trabalho pretende-se socializar a proposta pedagógica para a disciplina ?Recreação e Lazer para Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais? que acontece no 7º. Semestre do curso de Bacharel, da Faculdade de Educação Física, da Universidade Estadual de Campinas e que, no momento, conta com um professor doutor em atividade física, adaptação e saúde, uma professora auxiliar, doutoranda em atividade física, adaptação e saúde e quatorze alunos. Esta disciplina tem por ?ementa a execução e avaliação de serviços de recreação específicos para o portador de deficiências física, mental, auditiva e visual nos seus diversos estágios de desenvolvimento? e foi dividida em blocos, quais sejam: as teorias do lazer e sua relação com a pessoa em condição de deficiência; noções de normas padrão com relação à acessibilidade de pessoas em condição de deficiência em locais de lazer; mapeamento dos locais e serviços de lazer oferecidos na cidade de Campinas , São Paulo, finalizando com a apresentação de síntese sobre a fundamentação teórica, além dos dados coletados no mapeamento. A partir da análise quantificativa destes pode-se apontar quantos e quais são os locais de recreação e lazer em Campinas preparados para atender bem a grande diversidade de pessoas, independentemente de sua condição física sensorial, não sensorial e mental.

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A EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS NO ATENDIMENTO A PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL NA CIDADE DE CAMPO GRANDE ? MS

Bacciotti, S.M.

Instituição: IESF-Depto de Educação Física

Apoio Autor:

É expressivo o número de profissionais que se formam em Educação Física a cada ano em Campo Grande ? MS em quatro instituições de Ensino Superior, sendo duas dessas com várias turmas formadas. Somando a esses profissionais temos ainda aqueles que se graduam em outras localidades. Dessa forma, há um grande número de profissionais para preencher as ofertas de trabalho na área de Educação Física. Atualmente a disciplina de educação física adaptada tem sido oferecida pela maior parte dos cursos de educação física, preparando desta forma, os profissionais para atuarem respeitando à diversidade. Com o objetivo de conhecer a situação atual da educação física nas escolas especializadas de Campo Grande -MS e a atuação do profissional de Educação Física nestas entidades, realizou-se pesquisa nesses estabelecimentos afim de quantificarmos momentaneamente esse universo. A presente pesquisa foi realizada no mês de setembro de 2004 em nove estabelecimentos que atendem indivíduos com deficiência mental. Desse total, apenas uma instituição não tem aulas de Educação Física. As demais instituições oferecem esta disciplina, mas nem sempre esta atividade é aplicada por profissionais formados na área. Em 22,5% das instituições a educação física é ensinada por profissionais de outras áreas e 77,5% por profissionais da educação física. O ideal seria termos aulas de Educação Física em todos esses estabelecimentos e que todos os professores fossem formados e especializados na área da Educação Física Adaptada. No entanto, os números devem ser considerados satisfatórios. O caminho para se atingir a quantidade ideal não está distante e pelo contrário, muito próximo de ser atingido. Concluímos que a disciplina de Educação Física Adaptada é de grande valia para os profissionais que atuam nas instituições especializadas e que 77,5% dos entrevistados tiveram essa aula na grade curricular durante sua formação inicial no ensino superior, o que colabora diretamente para o exercício da profissão nesses locais. O mercado cada vez mais exigente, cobrará em pouco tempo, a especialização nessa área (pós graduação). O processo é naturalmente seletivo e qualificador dessa profissão e esta área de atuação exige profissionais altamente qualificados e especializados.

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Lançamento do disco adaptado: comparação entre analise cinemática 2D e 3D.

Banja, T.; Costa, M.

Instituição: Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física - UP ; Escola Superior de Educação Física - UFE

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Estudos envolvendo lançamentos e arremessos têm sido desenvolvidos na tentativa de compreender, habilidade de atletas nessa modalidade (Bartlett, 1992). Investigações no atletismo adaptado são poucas e a especialidade de lançamentos talvez seja a menos investigada (Cumellas, 2000). O objetivo desse estudo é comparar os resultado obtidos através de dados cinemáticos o lançamento do disco em atleta portador de deficiência física através da cinemetria em duas dimensões (2D) com uma câmera doméstica e três dimensões (3D) com duas câmeras de alta velocidade para observar a fiabilidade entre duas abordagens na cinemetria. Foram realizados (n=31) lançamentos por uma atleta medalha de ouro e recordista na prova na classe F-56. Os dados de velocidade inicial do disco em 2D e 3D (V0 2D e V0 3D) altura de saída do disco (h) e ângulo de saída do disco (T) Onde: V0 3D = 13,64 m s-1 ± (1,62) e V0 2D = 15,42 m s-1 ± (0,79); h= 1,65m ± 0,06m e T = 35º,8 ± 2º,1. A seguir foram geradas duas equações de regressão linear uma contendo os dados V0 3D , h e T e outra com os dados V0 2D , h e T. A seguir a predição dessas equações foram comparadas com os resultados alcançados pelo atleta. Os mesmos dados foram calculados através da equações do movimento de projéteis. Os resultados demonstram que a regressão utilizando V0 3D tem um excelente poder de predição do alcance do disco e demonstrou-se mais fidedigna no poder de predição do disco que a V0 2D . A regressão utilizando a V0 2D , apresenta um erro na predição quase duas vezes maior que V0 3D . A equação do movimento também aponta diferenças semelhantes na predição do alcance do disco. O Teste-t demonstra que só para V0 3D não existem diferenças significativas entre os valores preditos e os valores reais. Concluímos que mesmo apesar do baixo custo a avaliação 2D para avaliações em lançadores portadores de deficiência física que competem em alto nível não seria fiável, e que para esses atletas a análise cinemática do movimento deverá ser filmada a alta velocidade e em 3D.

Apoio Trabalho: ;
 

 

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Uso da informação visual e somatosensorial no controle postural de pessoas com Síndrome de Down

Barela, J.A.; Perotti Júnior, A.; Prada, A.C.B.; Gomes, M.M.

Instituição: UNESP-IB-EDF - LEM ; EEFE-USP - LACOM; UNESP-IB-EDF - LEM; UNESP-IB-EDF - LEM

Apoio Autor: ; ; ; CNPq - 132 353/2005-9

O objetivo deste estudo foi examinar o uso da informação visual e somatosensorial, proveniente do toque do dedo em uma superfície estacionária, durante a manutenção da posição em pé em adultos jovem portadores de Síndrome de Down. Dez participantes, idade média de 20,9 anos, permaneceram em pé sobre uma plataforma de força (AMTI, modelo OR6), o mais estático possível, em quatro condições experimentais: sem visão e sem toque (SVST); com visão e sem toque (CVST); sem visão e com toque (SVCT) e com visão e com toque (CVCT). Na condição com visão, os participantes olharam fixamente um alvo posicionado a 1 m de distância e na altura do olhar de cada participante. Na condição sem visão, os participantes tiveram seus olhos vendados. Na condição de toque, os participantes tocaram com o dedo indicador da mão direita uma superfície metálica estacionária, posicionada no lado direito e na altura do quadril. Nesta condição, foi solicitado que fosse realizado um toque leve, sendo o mesmo limitado a aproximadamente 2 N de força aplicada. Na condição sem toque, foi solicitado que os braços ficassem relaxados ao lado do corpo. A partir da plataforma de força, o centro de pressão, nas direções ântero-posterior e médio-lateral, foi obtido e a variabilidade do centro de pressão foi quantificada calculando a amplitude média de oscilação. Os resultados revelaram que a amplitude média da oscilação do centro de pressão foi maior na condição SVST e diminuiu quando qualquer uma das duas informações estava disponível (CVST e SVCT) ou ambas em conjunto (CVCT). Nenhuma diferença na oscilação foi observada quando uma ou duas informações sensoriais estavam disponíveis. Com base nestes resultados, é possível concluir que adultos jovens portadores de Síndrome de Down utilizam informação visual e somatosensorial no controle postural, reduzindo a oscilação corporal. Entretanto, quando estas fontes de informação sensoriais são disponibilizadas simultaneamente, nenhuma melhora na performance do controle postural é observada. Assim, embora portadores de Síndrome de Down consigam utilizar informação sensorial para implementar o controle postural, eles não conseguem integrar as informações sensoriais disponíveis para melhorar a performance do sistema de controle postural.

Apoio Trabalho: ; ; ;
 

 

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A QUALIFICAÇÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM TEMPOS DE INCLUSÃO

Barros, M. L. N. L.; Fumes, N. L. F.

Instituição: Universidade Federal de Alagoas ; Universidade Federal de Alagoas

Apoio Autor: ;

Esta pesquisa teve como objetivo analisar como os professores de Educação Física do Ensino Fundamental da rede estadual de ensino de Alagoas percebiam a sua qualificação para atuar com a inclusão. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, em que foi utilizado como estratégia de pesquisa a análise do conteúdo. A população foi composta por professores de Educação Física estaduais da 1ª CRE, mais especificamente os do Núcleo I. A amostra foi composta por 08 professores, selecionados por técnica não probabilística (a aleatória simples). O instrumento utilizado para a coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada ou o questionário (este somente foi empregue nos casos em que o informante negou-se a ser entrevistado). Os resultados mostraram que a maioria dos professores possuía um conhecimento espontâneo, no sentido vigotskiano, acerca do conceito de inclusão, não haviam freqüentado cursos específicos e nem contavam com nenhum tipo de apoio em suas escolas. Desta maneira, pôde-se concluir que os professores de Educação Física das escolas estaduais careciam de informações a respeito do processo de inclusão escolar, havendo a necessidade de realização de cursos de formação continuada nesta área e uma maior divulgação dos mesmos. Além disso, constatou-se haver certa omissão por parte dos gestores estaduais quanto à inclusão no âmbito escolar.

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Painel

ÁNALISE DO PERFIL DE ATLETAS DE BASQUETE SOBRE RODAS PARTICIPANTES DO I CAMPEONATO REGIONAL PARANAENSE

BASTIAN, T.V.; QUINHONEIRO, M. J.; NASCIMENTO, J. R. A.; MATSUO, A. R.

Instituição: UEM- Depto. de Educação Física ; UEM- Depto. de Educação Física; UEM- Depto. de Educação Física; UEM- Depto. de Educação Física

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A pratica do basquete sobre rodas no estado do Paraná é pouco difundida. Raras são as equipes e não se têm noticiais da realização de nenhum torneio e competição desta natureza. Sabe-se que para se montar uma equipe composta por pessoas com necessidades especiais é necessário a orientação de profissionais especializados bem como a utilização de cadeiras esportivas especiais, o que encarece e dificulta ainda mais a massificação desta modalidade. Com intuito de motivar os praticantes deste desporto, foi organizado neste ano de 2005 o I Campeonato Regional Paranaense de basquete adaptado, pelos representantes das cidades de Maringá, Umuarama, Foz do Iguaçu e Cascavel. O presente estudo buscou investigar o perfil destes praticantes integrantes das equipes da I Etapa do Campeonato Regional Paranaense de Basquete Sobre Rodas. Participaram da pesquisa trinta e seis atletas das equipes de Maringá, Umuarama, Foz do Iguaçu e Cascavel. Os resultados mostraram que 36 % dos praticantes apresentam a deficiência poliomielite, 82% praticam a mais de 2 anos, que entre os motivos de importância que o esporte adaptado proporciona aos atletas é de 27 % . Os pesquisados informaram também que o esporte possibilitou melhoras em relação a auto estima, responsabilidade, companheirismo e cooperação. Com relação as modificações comportamentais no âmbito familiar constatou-se que o dialogo e a tolerância obtiveram 53%.

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ACESSIBILIDADE AO LAZER E ESPORTE PARA PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA EM PRESIDENTE PRUDENTE

Bausas, E.; Chagas, E.F.

Instituição: Unesp-FCT-Presidente Prudente- ; Unesp-FCT-Presidente Prudente-

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INTRODUÇÃO: Órgãos competentes e a sociedade em geral devem contribuir para a superação do problema da exclusão social de pessoas portadoras de deficiência, buscando discutir, planejar e implantar políticas públicas específicas. Para alcançar tal objetivo, a sociedade deve adaptar-se, aprender a lidar com as diferenças, apresentar condições ambientais para oportunizar o acesso a todos. Desta forma, com propósito detectar a situação das pessoas portadoras de deficiência em seu espaço urbano com direcionamento às questões relativas às relações sociais voltadas à educação, esporte e lazer, em 2004, foi realizado um mapeamento sobre este tema, retratando a situação da cidade de Presidente Prudente. Uma das situações encontradas foi que as áreas de lazer e esportes mapeadas eram, em grande parte, voltadas a campos de futebol. Baseado neste trabalho surgiu à preocupação em conhecer os equipamentos e áreas de lazer mapeadas e buscar informações sobre a participação da pessoa portadora de deficiência nestes locais. OBJETIVO: Estudo sobre o acesso de pessoas portadoras de deficiência à Atividade Física e a equipamentos de Esporte e Lazer na cidade de Presidente Prudente. MÉTODO: O estudo é de caráter qualitativo, utilizando a observação e a entrevista como meio de coleta de dados. Os locais identificados foram visitados e entrevistas individuais com questionário semi-estruturado foi utilizado. RESULTADOS: Até o momento foram visitados os locais da região norte da cidade o que permitiu verificar instalações como campos de futebol, praças públicas e escolas, sendo que nesta última, são espaços abertos para o uso da população local, sem a orientação de profissionais ou de professores voluntários. Constatou-se que, nas áreas visitadas, não há participação de pessoas portadoras de deficiências nas áreas de lazer e esporte, apesar de haver possibilidades de acesso pelas adaptações existentes. CONCLUSÃO: O lazer e o esporte são componentes importantes para a qualidade de vida de toda a população. Sendo assim, atualmente há preocupação política em possibilitar acesso aos equipamentos de lazer e esporte nestes locais, constatados pelas adaptações nos locais. Porém ainda não significa a participação social da pessoa portadora de deficiência.

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Atividades lúdicas temáticas e a memória de idosos

Becker, A. M.; Saito, V.H.; Nascimento, K. P.; Lima, M. C.; Remedi, T.T.; Rodrigues, G.M.

Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie ; Universidade Presbiteriana Mackenzie; Universidade Presbiteriana Mackenzie; Universidade Presbiteriana Mackenzie; Universidade Presbiteriana Mackenzie; Universidade Presbiteriana Mackenzie

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Com o envelhecimento, mudanças biopsicosociais acontecem, tais como a degeneração de alguns sistemas, entre eles, o sistema nervoso, que ao longo do tempo vai diminuindo o número total de células, acarretando o comprometimento de algumas funções, como a memória. A memória pode ser caracterizada pela propriedade de armazenamento de episódios ou conhecimentos adquiridos na interação com outras pessoas e o meio, e ainda é a capacidade de inter-relacionar informações guardadas com novas transformando-as em conclusões que são resgatadas durante a vida. Com a idade, há preservação do reconhecimento da memória de longa duração, apesar de haver dificuldade de recuperar as informações armazenadas. Já a de curto prazo, apresenta um declínio progressivo com o passar dos anos. Com essas considerações, esse estudo teve como objetivo analisar a memória de longo e curto prazo de um grupo de 25 idosos de 60 a 83 anos de idade que freqüentam o Projeto de Atividades Motoras Adaptadas na FEF Mackenzie. A pesquisa contou com uma proposta de 7 encontros com atividades lúdicas, nos quais desenvolvemos os temas sugeridos pelos sujeitos mensalmente, que foram: artrite, artrose, osteoporose, amizade, depressão, hipertensão, memória. Para maior fixação dos temas, ao final de cada encontro, os idosos afixavam um objeto utilizado durante as atividades em um emaranhado de barbante confeccionado pelo próprio grupo. Para coleta de dados, utilizamos uma entrevista estruturada na qual focamos os temas abordados. Pudemos perceber que 48%dos idosos recordaram do encontro sobre osteoporose e hipertensão; 32% sobre artrose; 16% sobre amizade e 8% sobre artrite. Verificamos também, que houve maior memorização dos temas iniciais, e os recentemente desenvolvidos, não foram citados. Esses dados confirmam a literatura, que salienta a alteração na memória de curto prazo. Deve-se ressaltar também que a significação estabelecida pelos sujeitos e a simbologia dos objetos afixados nos encontros merecem destaque. Dos pesquisados, 25% lembra de algum objeto ou tarefa realizada. Assim, um programa de atividades físicas deve ser fortalecido por procedimentos de fixação e resgate das informações relevantes para as ações do idoso, para que possa contribuir também como treino da memória de curto e longo prazo.

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Turismo, Lazer e Inclusão

Bezon, J. B.; Morelli, G. A. S; Morais, V. V.

Instituição: Centro Universitário Barão de Mauá ; Centro Universitário Barão de Mauá; Centro Universitário Barão de Mauá

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) e a ONU (Organização da Nações Unidas) apresentam índices estimando que 10% da população mundial é composta por pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, no Brasil esse índice elevou-se chegando a mais de 13%. A falta de produtos e serviços que atendam as necessidades de segmentos específicos da população é evidente, a adequação de tais produtos e serviços contribuem para a prática de inúmeras atividades. O turismo e o lazer têm se mostrado o setor da economia que mais se expande em todo o mundo segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT). Leis que determinam a inclusão social têm contribuído para o desenvolvimento do Turismo para deficientes físicos, aqui chamado de Turismo adaptado. Mas a falta de acesso, qualificação profissional e de interesse de autoridades ligadas ao assunto e mesmo descaso da comunidade limitam a acessibilidade, que deixa de ser apenas arquitetônica e passa a ser social causando inúmeras perdas para o setor e principalmente para as relações sociais existentes nessa atividade. O objetivo deste trabalho é analisar as barreiras que dificultam e/ou impedem a acessibilidade, destacando projetos realizados na área e enfatizando a importância do lazer na melhoria da qualidade de vida dos deficientes; Para isso realizou-se uma pesquisa na cidade de Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo onde foram analisados atrativos como: cinemas, shoppings, museus, teatros, parques, clubes, bares, restaurantes, casas noturnas, entre outros além de rodoviária, aeroportos e meios de transporte em geral. Utilizando-se de pesquisa qualitativa/quantitativa de observação direta participante, comparativa com entrevistas semi-abertas estruturadas. Os resultados formatados como um guia turístico adaptado permite que os deficientes físicos se informem sobre a disponibilidade de atendimento dos estabelecimentos da cidade em questão, além disso, uma maior divulgação de tais atrativos incentivando-os ao convívio social.

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Percepção de qualidade de vida de indivíduos portadores de insuficiência cardíaca (IC) submetidos a exercício físico supervisionado

Bocalini, D.A.; Santos, R.N.; Araujo, T.L.; Pedrinelli, V.J.

Instituição: UNIFESP - Lab. Fisiologia e Fi ; USJT - Depto de Educação Fisica; USJT - Depto de Educação Fisica; USJT - Depto de Educação Fisica

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As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no Brasil. Dados do Ministério da Saúde apontam que somente em 2002 a doença isquêmica e o infarto agudo do miocárdio foram responsáveis pôr mais de 142 mil óbitos, sendo que os sobreviventes desenvolvem IC, que se caracteriza por hipertrofia miocárdica, disfunção ventricular intolerância ao exercício e piora na qualidade de vida. O exercício físico que pôr muitas décadas foi considerado como uma atividade de risco, atualmente é parte integrante do tratamento, sendo assim o objetivo desta pesquisa foi verificar qual a influencia da prática de exercício físico na qualidade de vida percebida de pacientes portadores de IC. Foram selecionados 22 indivíduos portadores de IC de classe funcional II e III e sendo em dois grupos Controle (C) 61,5 ± 12,01 anos e Treino (T) 60,08 ± 11,96 anos. O protocolo de treino foi realizado conforme parâmetros já definidos pela literatura sendo: exercícios aeróbios de 70% a 80% do VO2 máx, exercícios resistidos e alongamentos com freqüência de três dias semanais. Foi utilizado o questionário Whoqool brief desenvolvido pela OMS para avaliar a qualidade de vida, sendo dividido em quatro dimensões: Físico (D1), Psicológico (D2), Relações Sociais (D3) e Meio Ambiente (D4). Foram encontradas diferenças em todas as variaveis:D1 (C: 33,21 ± 12; T: 67,85 ± 13, p > 0,01), D2 (C: 49,53 ± 9; T: 79,26 ± 13 p > 0,01); D3 (C: 61,25 ± 14, T: 81,25, ± 12, p> 0,05) e D4 (C: 44,68 ± 9, T: 60,15 ± 8, p > 0,05). Os resultados indicam que indivíduos que participam de programas de exercícios físicos supervisionados possuem uma melhor percepção da qualidade de vida. Fato já confirmados pela literatura. Portanto, tal proposta torna-se eficiente no tratamento da IC exercendo influencia tanto da qualidade de vida quanto do quadro geral dos indivíduos

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COMPARAÇÃO DOS NÍVEIS DE FLEXIBILIDADE APRESENTADOS POR CRIANÇAS E JOVENS COM E SEM RETARDO MENTAL

Borges Jr, W.L.; Lima, G.F.; Souza, J.H.M.; Fonte, R.N.; Nunes, N.F.; Orugian, S.M.

Instituição: UNIFEV - Centro Universitário ; UNIFEV - Centro Universitário; UNIFEV - Centro Universitário; UNIFEV - Centro Universitário; UNIFEV - Centro Universitário; UNIFEV - Centro Universitário

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A flexibilidade é um fator neuromotor que exerce papel fundamental na manutenção de uma boa qualidade de vida, principalmente no que se refere a atividades da vida diária (WINNICK & SHORT, 2001). O nível de capacidade física de um indivíduo depende de uma série de fatores. Entre os fatores biológicos, restrições no organismo conseqüentes do retardo mental (RM) podem interferir negativamente no estado das capacidades físicas, podendo resultar numa redução do nível de qualidade de vida (WINNICK, 2004). O RM caracteriza-se por uma função intelectual abaixo da média, acompanhada de limitações em áreas como habilidades da vida diária, habilidades sociais e comunicação. Além do déficit cognitivo, estudos apontam que pessoas com RM apresentam resultados mais baixos que os de não-deficientes, em medidas como força, equilíbrio, flexibilidade, entre outros (KREBS, 2004). A detecção desses déficits pode indicar a necessidade da realização de um trabalho específico e direcionado às necessidades apresentadas, na tentativa de reduzir os prejuízos advindos da deficiência. O objetivo do presente estudo foi comparar os níveis de flexibilidade apresentados por indivíduos com RM leve com aqueles apresentados por indivíduos sem déficit intelectual. Foram testados 54 indivíduos, de ambos os sexos, com idade entre 12 e 29 anos, divididos em dois grupos (Portadores de Retardo Mental PR - 10 meninos e 12 meninas e Não Portadores de Retardo Mental NPR ? 15 e 17). Foi utilizado o teste de sentar e alcançar. Para fins de análise, utilizamos a tabela do Canadian Standardized Test of Fítness, que aponta níveis médios de flexibilidade ideais para cada grupo etário. Os resultados encontrados para o grupo PR foram: excelente, acima da média e média = 9.09% cada, abaixo da média = 18.18% e fraco = 54.54% e para o grupo NPR: excelente: 3.12%, acima da média = 9.37%, média = 37.5%, abaixo da média e fraco = 25% cada. Cabe ressaltar que os valores acima da média apresentados pelo grupo PR foram obtidos por indivíduos portadores da Síndrome de Down. Com base nos resultados apresentados podemos concluir que indivíduos que não apresentam deficiências possuem melhor flexibilidade que seus pares portadores de retardo mental e que o tipo de deficiência pode interferir nos resultados do teste.

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Educação Física e o portador da Síndrome de West

Borges, L.J.

Instituição: UFU-Faculdade de Educação Física

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O trabalho realizado na disciplina Estágio Prático em Educação Física e Esportes Adaptados, na Faculdade de Educação Física (FAEFI), foi com uma aluna portadora da Síndrome de West. A síndrome de West é um tipo de espasmo infantil caracterizado por encefalopatia epiléptica associado a espasmos em flexão e deficiência mental de instalação no primeiro ano de vida e de etiologia incerta. Acredita-se ser determinada por diferentes fatores etiológicos como infecção intrauterina, esclerose tuberosa, asfixia perinatal ou afecções pós-natais. Os objetivos propostos foram: socialização, coordenação motora (global e fina), atenção, percepção, lateralidade, equilíbrio, orientação espaço-temporal e espaço-corporal, desenvolver fundamentos da natação. As aulas foram ministradas na piscina, psicomotricidade, pista de atletismo. No primeiro horário de aula, foram ministradas atividades na psicomotricidade, com atividades de caráter lúdico, utilizando brinquedos de montar, quebra-cabeças, vai e vem, jogos de formas e cores, etc. No segundo horário, as atividades foram desenvolvidas na piscina, baseando-se nos fundamentos de iniciação da natação como: respiração, mergulho, flutuação, propulsão de pernas. Como complemento das atividades da psicomotricidade, foram desenvolvidos jogos infantis (pular corda, atividade com arco, bola, boliche) na pista de atletismo, como também a utilização da cama elástica. Os resultados obtidos não foram satisfatórios para o aspecto cognitivo, visto que foi o mais difícil de ser trabalhado. No aspecto motor houve melhorias na coordenação motora fina, na amplitude dos movimentos, como a propulsão de pernas e respiração. No aspecto social, os resultados não são relevantes, devido à sua agressividade e dificuldade de se relacionar com outras pessoas. Conclui-se que apesar das dificuldades encontradas para o desenvolvimento dos objetivos, houve algumas melhoras no aspecto motor e que a relação aluno/estagiário foi enriquecedora para meu crescimento pessoal e profissional.

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Qualidade de vida para o portador de paralisia cerebral

Borges, L.J.

Instituição: UFU- Faculdade de Educação Física

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O presente trabalho desenvolvido no estágio prático em Educação Física e Esportes Adaptados, na Faculdade de Educação Física (FAEFI), foi com a aluna G., 30 anos, portadora de paralisia cerebral espástica. A paralisia cerebral é uma lesão irreversível do S.N.C., que pode ser conseqüência de problemas ocorridos durante a gravidez; como infecções maternas, uso de drogas, etc. ou problemas ocorridos durante o parto e que provoquem má oxigenação cerebral. Na paralisia cerebral espástica, a rigidez pode afetar todos os membros (quadriplegia), principalmente os membros inferiores (diplegia), ou apenas o membro superior e o inferior de um dos lados (hemiplegia). Os membros afetados apresentam um mau desenvolvimento, são rígidos e fracos. O trabalho desenvolvido teve como objetivos: melhorar as habilidades físicas e coordenação, ritmo, equilíbrio, fortalecimento muscular, ampliar e valorizar suas experiências, atendo-se à satisfação, prazer e conseqüentemente, melhorar a qualidade de vida. Esta melhoria está relacionada com os benefícios da natação na água quente, por diminuir tal espasticidade, relaxando os músculos, e também por tirá-la do sedentarismo, ampliar o contato com outras pessoas, e/ou não portadoras de deficiência. As atividades com duração de 40 minutos foram ministradas na piscina e na musculação. Foram trabalhadas caminhadas; circuitos ? mergulhar, propulsão de pernas, propulsão de braços, estilos ?adaptado? propriamente dito (crawl e peito). Na musculação, as atividades foram desenvolvidas em aparelhos com menor grau de dificuldade, como bicicleta, leg press e remada curvada. Os resultados obtidos foram consideráveis e de grande relevância, principalmente no aspecto motor. Neste aspecto foi observado maior plasticidade e amplitude dos movimentos. Conclui-se, portanto, que a atividade física contribuiu para melhorar sua qualidade de vida, pois além dos benefícios observados no aspecto motor terem facilitado suas atividades de vida diária, houve também melhoras na sua sociabilidade.

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ESTUDO DO EQUILÍBRIO EM IDOSAS PRATICANTES DE GINÁSTICA NO PROJETO AFRID

Borges, L.J.; Costa, G.A.; Martins, M.A.; Leite, G.F.; Coelho, F.G.M.; Novais, F.V.

Instituição: UFU- Faculdade de Educação Física ; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física

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O equilíbrio é um dos componentes da aptidão física que é conseguido por combinações de ações musculares, com o propósito de assumir e sustentar o corpo. O equilíbrio diminui com o envelhecimento, devido à diminuição da massa muscular, alterações no sistema nervoso e doenças neurológicas. Este estudo teve por objetivo verificar as melhorias do equilíbrio estático após 8 semanas de treinamento. A pesquisa foi realizada com 14 idosas fisicamente independentes, com idade entre 60 a 76 anos, praticantes de ginástica do Projeto AFRID. O instrumento utilizado foi o Teste de Equilíbrio, protocolado por Willians e Greene (1990), adaptado por Matsudo (2000). Após a realização do pré-teste foram enfatizados exercícios de equilíbrio durante as aulas que tiveram duração de 60 minutos, 3 vezes na semana. A amostragem do pré e pós-teste foi dividida em 2 grupos, com média em segundos e desvio padrão, respectivamente. Resultados do pré-teste: 60-69 anos (18,04X;12,44S); 70-79 anos (5,99X;3,29S). Resultados do pós-teste: 60-69 anos (17,69X;12,55 S); 70-79 anos (8,37X;6,68S). Diante dos dados obtidos, o Teste t Student para variáveis dependentes, mostrou que os resultados não são significantes estatisticamente. Porém o grupo de 70-79 anos, aumentou a média e o grupo de 60-69 anos, alcançou melhor média em relação aos valores padrões de referência de Matsudo (2000). Conclui-se, portanto que a metodologia utilizada nas aulas de ginástica não foi suficiente para aumentar consideravelmente o equilíbrio das idosas, mas ressalta-se que os números são significantes levando em consideração a população em destaque.

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ANÁLISE DO PERCENTUAL DE GORDURA DE CRIANÇAS E JOVENS COM E SEM DÉFICITS COGNTIVOS

Brighetti, V.; Campos, C.; Borges Jr., W.L.; Dias, W.B.; Rubio, T.A.; Teixeira, D.

Instituição: UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga ; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga

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A saúde e a qualidade de vida dos indivíduos depende do relacionamento estável de um conjunto de variáveis, como nível de capacidade aeróbica, função muscular e composição corporal (SHORT, 2004). Todos os indivíduos têm algumas necessidades relacionadas à saúde. A pessoa portadora de deficiência tem as mesmas necessidades, muitas vezes adicionadas de outras advindas de restrições orgânicas e ambientais relacionadas à própria deficiência. Segundo Winnick e Short (2001), meninos e meninas com idade entre 10 e 17 anos, portadores de retardo mental e leves limitações na aptidão física, devem possuir, no mínimo, níveis de comportamento aeróbico consistentes com a capacidade de sustentar atividades físicas moderadas ou um nível de capacidade aeróbica compatível com a saúde positiva; composição corporal compatível com a saúde positiva; níveis saudáveis de flexibilidade; e níveis de força e resistência abdominal e dos membros superiores apropriados para uma vida independente, participação em atividades físicas e um progresso em direção aos níveis de desempenho da população em geral. O objetivo do presente estudo foi comparar a porcentagem de gordura corporal apresentada por crianças e jovens com e sem retardo mental, utilizando como referência os valores indicados como ideais para a população normal. O estudo contou com 49 participantes, de ambos os sexos, com idade entre 14 e 29 anos, divididos em dois grupos (Portadores de Retardo mental PR - 7 meninos e 10 meninas e Não Portadores de Retardo NPR - 15 meninos e 17 meninas. Para o cálculo da porcentagem de gordura utilizamos o programa SAPAF, com as medidas de dobras cutâneas indicadas para cada faixa etária. Os resultados encontrados para o grupo PR foram: excelente, bom e acima da média = 11.76% cada, na média = 23.53%, abaixo da média = 5.88%, ruim = 11.76% e muito ruim = 23.53% e para o grupo NPR: excelente = 12.50%, bom = 31.50%, acima da média = 18.75%, na média = 21.88%, abaixo da média = 12.50% e ruim = 3.13%. Com base nos resultados podemos concluir que a maioria dos indivíduos que não apresentam deficiências possuem níveis de porcentagem de gordura mais adequados que seus pares portadores de retardo mental, embora a deficiência não pareça ser a única variável influenciando nos resultados apresentados.

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CONCEPÇÃO DE GESTANTES SOBRE A POSSIBILIDADE DE VIREM A TER FILHOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS.

Cabral, L.S.A.; Alves,T.B., T.B.; Carvalho, C., C.; Coleta, M.F.D., M.F.D.; Oliveira, T.C., T.C.; Teixeira, A.P.A., A.P.A.

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI ; Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI; Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI; Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI; Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI; Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI

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Historicamente, as pessoas com necessidades especiais (PNEs) são estigmatizadas. Nesta mesma perspectiva, as práticas sociais para estas pessoas, foram marcadas por diferentes fases, começando pela exclusão social, passando pelo atendimento segregado e, recentemente, pela sua integração na sociedade. Entretanto, a partir dos estudos bibliográficos sobre a temática, constatamos que ainda há atitudes de rejeição e eliminação para com as PNEs. Para explorar uma possível origem desta discriminação, este estudo analisou o discurso de gestantes sobre a possibilidade de seus filhos nascerem com necessidades especiais. O interesse pela temática está relacionado ao nosso percurso acadêmico, durante o qual tivemos a oportunidade de vivenciarmos estágios práticos em Educação Física e Esportes Adaptados, na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia ? FAEFI/UFU. Este estudo justifica-se pela verificação da escassez de produções científicas voltadas para conhecer e analisar o perfil de futuros bebês a partir do discurso de gestantes no tocante ao sexo, fisionomia, saúde e normalidade, o qual se tornou nosso objetivo. Realizamos esta pesquisa de campo, de caráter analítico-crítico, no Hospital de Clínicas da UFU através de entrevista semi-estruturada direcionada a gestantes com ensinos fundamental e médio. As análises sobre os resultados obtidos foram do tipo quantitativo-qualitativo, as quais permitiram-nos identificar na maioria das gestantes, seu despreparo psicológico, negação à possibilidade de seus filhos nascerem com necessidades especiais e desinformação. Concluímos, com isso, que a discriminação das pessoas com necessidades especiais se inicia a partir do momento em que as gestantes pensam sobre o assunto, não discutem sobre o mesmo com seus companheiros e nem procuram preparar-se para essa possibilidade, o que dificultará o processo de independência de seus filhos e conseqüente aceitação destes pela sociedade.

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DEFICIENTES VISUAIS E O PARADESPORTO: INSTRUMENTO DE INCLUSÃO SOCIAL

Cabral, L.S.A.; Garcia, L.S.N.

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI ; Universidade Federal de Uberlândia - FAEFI

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O presente estudo tem como temática central o paradesporto para deficientes visuais como instrumento de inclusão na sociedade. Bagatini apud Prudente (1998), diz que a deficiência visual se caracteriza pela incapacidade total ou parcial de seus portadores utilizarem o sentido da visão nas atividades normais da vida e pela capacidade de superarem sua deficiência, valendo-se dos sentidos remanescentes. Na cidade de Uberlândia-MG, a Associação de Deficientes Visuais de Uberlândia ? ADEVIUDI desenvolve um projeto de paradesporto para pessoas desta classe, mais especificamente o atletismo. O objetivo deste estudo foi o de analisar o discurso de atletas com deficiência visual sobre a influência do esporte em seus aspectos motores, cognitivos e sociais. Este foi um estudo de campo, de caráter analítico-crítico. O roteiro da entrevista estruturada foi aplicado a todos os atletas da ADEVIUDI visando obter dados sobre os seguintes aspectos: histórico da deficiência em cada atleta; conseqüências motoras e sócio-afetivas; ano em que iniciou no esporte; contribuições do esporte nos aspectos motores, sócio-afetivos e psíquicos. Na ADEVIUDI há atletas com idades entre 14 até 50 anos de idade. Alguns possuem a deficiência visual congênita, outros adquirida. Estes, discursaram sobre as dificuldades sentidas nos aspectos motores e sócio-afetivos. Contudo, todos discursaram da importância que o esporte exerceu em suas vidas, ressaltando que o paradesporto é a forma mais eficiente de integrarem-se na sociedade. Alguns disseram que apenas começaram a falar da própria deficiência na sociedade após terem iniciado práticas esportivas. Os atletas reconheceram o papel exercido pela mídia na divulgação e esclarecimentos sobre o paradesporto. A Deficiência Visual não impede a prática esportiva e sim, muitas vezes, estimula os portadores da mesma a utilizar o desporto para provar que não são ?inválidos?. A prática esportiva estimula o portador de deficiência visual a melhorar suas capacidades de orientação e mobilidade além de diminuir suas defasagens motoras e sócio-afetivas.

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Educação Física na Escola Municipal de Educação Especial Emerson Ferreira Prestes

Caleffi, G.D.; Menezes, M.R.G.

Instituição: Escola Mun. de Educação Especial Emerson Ferreira Prestes ; Escola Mun. de Educação Especial Emerson Ferreira Prestes

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Na rede municipal de Manaus o atendimento aos alunos com deficiência é feito através das escolas especiais e classes especiais ou salas de recursos. Existem duas escolas especiais, que atendem somente alunos com deficiência: Escola Dr. José Salomão Schwartzman, onde a clientela é composta por alunos com deficiência auditiva e a Escola Emerson Ferreira Prestes, onde são encaminhados os alunos que não conseguiriam serem incluídos no ensino regular devido o seu grau de comprometimento físico ou mental, esta, funciona há dois anos. As classes especiais e salas de recursos são utilizadas pelo ensino regular para a inclusão de alunos com deficiências. A Escola Especial Emerson Ferreira Prestes tem como objetivo desenvolver atividades pedagógicas que propiciem o desenvolvimento das potencialidades, bem como a sociabilização. Nas aulas de Educação Física buscamos desenvolver as habilidades motoras fundamentais, visando autonomia e independência; propiciar o conhecimento sobre o corpo, suas limitações e principalmente suas possibilidades; favorecer relações afetivas e sociais; conhecimento e utilização de pequenas regras; estimular o comportamento solidário e cooperativo. As aulas de Educação Física são desenvolvidas duas vezes na semana, com quarenta minutos de duração, sendo um encontro na sala de aula e outro na piscina. Trabalhamos com oito turmas, duas de paralisados cerebrais, duas de deficiências múltiplas, duas de deficientes mentais e duas de síndrome do autismo, na faixa etária de cinco a quatorze anos. Os conteúdos desenvolvidos são: relação do corpo no espaço, relação do corpo no tempo, motricidade ampla, motricidade fina, esquema corporal, habilidades perceptivas, habilidades físicas, saúde e higiene, datas festivas e atividades esportivas. Os alunos apresentam resultados característicos de uma experiência que está em processo de implantação, pretendemos alcançar todos os objetivos programados, sempre buscando melhorar as potencialidades dos alunos.

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CRIANÇA ESPECIAL 2005: O ESPORTE COMO AGENTE MOTIVADOR

Campos, C.; Lima, G.F.; Nunes, N.F.; Fonte, R.N.; Toschi, M.A.R.; Martins, M.R.

Instituição: UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga ; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga; UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga

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O Projeto Criança Especial é realizado desde o ano de 2002 pelo Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV), atendendo crianças e jovens portadores de retardo mental, com atividades gerais de educação física. Para este ano, optamos por trabalhar com modalidades esportivas específicas, já que esta sempre foi uma expectativa dos alunos e coordenadores institucionais. Para Muerberg-deCastro (2005), toda pessoa com deficiência possui interesse para a prática esportiva, desde que a ela sejam dadas oportunidades e condições para desenvolver o seu potencial. Além disso, o ambiente esportivo promove efeitos positivos no comportamento psicoemocional e social dos participantes, sendo um caminho efetivo para o sucesso e a auto-estima dos mesmos (KREBS, 2004). Segunda a mesma autora, as atividades selecionadas e as habilidades ensinadas num programa de educação física para pessoas portadoras de deficiência devem estar baseadas na idade cronológica do aluno e nas atividades que seus colegas da mesma idade apreciam, como no caso de jovens, o esporte. Esse fator pode diminuir as discrepâncias estigmatizantes entre alunos com e sem deficiências. Infelizmente, como apontado por Paciorek (2004), as oportunidades para alunos portadores de deficiência nem sempre estão aparentes ou disponíveis. Baseados nesses elementos, resolvemos direcionar as atividades do projeto para modalidades esportivas, no caso o futebol para os meninos e vôlei, handebol e basquete para as meninas. O projeto é realizado uma vez por semana, com sessões de uma hora, atendendo cerca de 50 (cinqüenta) alunos provenientes de duas instituições de ensino especial da cidade de Votuporanga. Pudemos notar que, principalmente no caso dos meninos, as atividades esportivas aumentaram a motivação e o empenho durante as atividades, tendo os mesmos apresentado excelentes níveis de habilidade e conhecimento relacionados ao esporte.

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Condição de Saúde em Atletas de Goalball, segundo Classificação Canadense

CAMPOS, D.

Instituição: Universidade Federal de Santa Maria

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A análise da composição corporal pode fornecer dados para estimar os riscos associados a baixos ou elevados níveis de gordura corporal geral, e distribuição de gordura centralizada. Assim, este estudo tem como objetivo realizar uma análise da condição de saúde de atletas de goalball da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisa desenvolvida caracteriza-se como um estudo de caso. Os dados foram obtidos através de avaliação física de cinco atletas de goalball, do sexo masculino, participantes do projeto ?Sábado no Campus: Esportes Adaptados? da UFSC. Os atletas da respectiva modalidade apresentam deficiência visual. Foram mensuradas as variáveis de dobras cutâneas (tríceps, bíceps, subescapular, supra-ilíaca, panturrilha), massa corporal, estatura, e perímetro do abdômen. Foi utilizado um plicômetro CESCORF, para a mensuração das dobras cutâneas. Através das medidas realizadas foram analisados quatro indicadores específicos em relação a condição de saúde, que são: Índice de Massa Corporal (IMC), soma de cinco dobras cutâneas (∑5DC), soma de duas dobras cutâneas, subescapular e supra-ilíaca (∑2DC) (mm), e PAB (cm), utilizados no estudo, segundo o Plano Canadense de Atividade Física, Aptidão e Estilo de Vida (CSEP, 1998). Os resultados apresentaram para todos os atletas uma condição adequada para o PAB, e destes dois tiveram condição adequada para a ∑2DC, o que indica nos atletas com condição não adequada maior gordura corporal centralizada. Quanto ao IMC, três atletas, apresentaram condição adequada, e para a ∑5DC dois tiveram condição adequada, sendo que estes dois indicadores denotam a gordura corporal geral. Analisando-se os resultados com relação à Zona Benéfica para a Saúde, têm-se as seguintes conclusões: três atletas estão no intervalo que apresentam benefícios a saúde, sendo um em nível excelente, um muito bom e um bom. No entanto, dois atletas encontram-se no nível classificado como regular, pois têm fatores de risco para a saúde, ou seja, apresentaram indicadores desfavoráveis na composição corporal, o que denota a necessidade de avaliação do estilo de vida, e maior atenção para a realização de exercícios aeróbios a fim de proporcionar o alcance de uma zona com mais indicadores para a saúde.

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Projeto "Sábado no Campus: Esportes Adaptados" e a contribuição para a formação acadêmica e profissional na UFSC

Campos, D.

Instituição: Universidade Federal de Santa Maria

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O curso de graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), oferece a disciplina de Estudos Individuais em Educação Física Especial, na qual os acadêmicos realizam estágio em um projeto de extensão na respectiva universidade, objetivando-se aproximar os estudos teóricos da prática profissional. Assim, o estágio realizado envolveu esportes adaptados, a fim de obter maior conhecimento nesta área, que é um campo de atuação, pesquisa e estudos para o profissional. O presente estudo foi realizado junto à modalidade de goalball, jogo para deficientes visuais (cegos e baixa visão), pertencente ao projeto ?Sábado no Campus: Esportes Adaptados?. Assim a participação no projeto objetivou contribuir com a equipe de goalball, composta pelos atletas, acadêmicos e coordenador, com conhecimento advindo da formação como fisioterapeuta, bem como estender os conhecimentos como acadêmica de Educação Física. Inicialmente houve observação de algumas aulas, para analisar o relacionamento entre acadêmicos e atletas, e entre estes últimos, o comportamento e a comunicação, interesse nas atividades propostas, e os objetivos com o treinamento. Após este período inicial, pude contribuir para o planejamento semanal das aulas. Durante este período no projeto observei que os jogadores têm objetivo de melhorar a performance, participar de jogos e campeonatos, e como todos os atletas, precisam de estímulo e ajuda em certos momentos. Ajuda esta realizada por acadêmicos, os quais além de contribuir para a continuação do projeto, estão ampliando o conhecimento teórico apresentado nos bancos da universidade, e tendo um contato direto com esportes e atividades motoras adaptadas. Conclui-se após a realização deste estágio a importância da do contato direto com deficientes visuais, pois através da prática nota-se quanto os livros são superficiais, teoria esta que não se descarta, mas que se completa com a experiência, como vivenciar treinamentos treinamento no goalball, que não se tem nos livros. Observa-se a necessidade de reaprender a se comunicar e a motivar os jogadores, ou seja, a interagir com eles. Assim, denota-se a importância de projetos de extensão, pois são locais para ampliação da formação acadêmica e aproximação com a vida profissional.

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Atividades lúdicas aquáticas para alunos com necessidades especiais

Cardoso, V.D.; Saenger, G.; Anzanello, J.; Meurer, S.T.; Prates, W.M.; Palma, L.E.

Instituição: UFSM-Centro de Educação Física ; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física

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Este projeto elaborado para ser desenvolvido com a comunidade de Santa Maria/RS, tem por objetivo desenvolver atividades recreativas em meio líquido para alunos com deficiência física, mental e múltipla buscando proporcionar o desenvolvimento das habilidades físicas e capacidades motoras, estimular as percepções táteis, visuais, sinestésicas, propiciar e estimular o desenvolvimento dos domínios cognitivo, afetivo, social e comunicativo, propiciar a integração e interação entre alunos e professores e proporcionar o desenvolvimento da auto-estima e autoconfiança dos alunos. As atividades são realizadas no Complexo de Piscinas Térmicas do CEFD/UFSM-RS, no horário das 17:30h às 18:30h e a metodologia utilizada é de três monitores responsáveis em ministrar a aula fora da piscina, pois são atividades de recreação e os demais auxiliam os alunos dentro d?água nas atividades. Como forma de avaliação utiliza-se a elaborado de um Parecer Descritivo que é anexado junto à ficha do aluno. Por este trabalho estar ainda em andamento e, contudo, tendo sua conclusão prevista para final do ano de 2005, destacam-se alguns objetivos já alcançados, tais como: no que diz respeito as capacidades motoras, observa-se melhorias nas habilidades manipulativas, como preensão e controle de objetos; nas habilidades básicas, como a marcha; nas habilidades especializadas, como os arremessos e saltos; nas habilidade para a vida cotidiana, como reações de proteção, equilíbrio e orientação espacial; e no condicionamento físico, segundo depoimento de alguns pais. Ainda, destaca-se o desenvolvimento efetivo da auto-estima, autoconfiança e, principalmente, o crescente vínculo afetivo solidificado ente alunos/alunos e alunos/professores favorecendo, desta forma, a vida social dos alunos.

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APRENDER COM A DEFICIÊNCIA

Carvalho, Camilla; Alves, T.B.; Teixeira, A.P.A.; Cabral, L.S.A.

Instituição: UFU - Universidade Federal de Uberlândia ; UFU - Universidade Federal de; UFU - Universidade Federal de; UFU - Universidade Federal de

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Este trabalho teve como finalidade relatar as experiências vivenciadas no Estágio Prático de Educação Física e Esportes Adaptados. O trabalho foi realizado com a aluna BCFS que é portadora da Paralisia Cerebral (PC). Este termo é usado para definir qualquer desordem conforme a alteração do movimento secundária a uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. A PC pode ser caracterizada como espástica quando a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários, os músculos são tensos e os reflexos tendinosos são acentuados. Assim, as crianças com espasticidade tendem a desenvolver deformidades articulares porque o músculo espástico não tem crescimento normal. Flexão e rotação interna dos quadris, flexão dos joelhos e equinismo são as deformidades mais freqüentes nas crianças que adquirem marcha. Além destas, as crianças com tetraplegia espástica podem desenvolver ainda, luxação paralítica dos quadris e escoliose. Para determinado trabalho, tivemos o objetivo de promover o alongamento e o fortalecimento muscular para tentar amenizar conseqüências como as deformidades articulares, desta forma favorecer melhor desempenho motor e interferir de maneira positiva com relação ao desenvolvimento emocional e social. Foram realizadas atividades na psicomotricidade e na piscina, utilizando materiais coloridos para chamar a atenção e muita motivação fornecida pelos estagiários. A aluna apresentou resultado extraordinário, devido ao desenvolvimento psicomotor. Esta aluna deve ser incentivada à realização das atividades, pois apresenta "choramingações", devido a criação caracterizada por mimos. Desta maneira, ela executará movimentos nunca previstos pelos estagiários, surpreendendo-os.

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Comportamentos sociais esperados e ocorridos em aulas de iniciação ao basquetebol com PNEs.

Carvalho, P. G.; Zuchetto, A. T.; França, C.

Instituição: Universidade Federal de Santa Maria ; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa

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Neste estudo compararam-se os comportamentos sociais esperados e os ocorridos em duas aulas de iniciação ao basquete no Programa Atividade Motora Adaptada - AMA. As aulas tiveram a duração de 90 minutos e foram compostas por 10 atividades em que se trabalharam os fundamentos do basquetebol (passe, drible, arremessos). Os comportamentos sociais esperados foram: Aula 1: A1, A4. Atender, colaborar, compartilhar materiais, respeitar regras, brincar, ajudar colegas, mostrar assertividade A2. Atender, solicitar, colaborar, respeitar regras, brincar, mostrar assertividade A3, A3.1, A3.2. Atender, colaborar, compartilhar materiais, respeitar regras, mostrar assertividade A5. Atender, colaborar, respeitar regras, brincar, mostrar assertividade A6, A7, A8, A8.1, A9, A10. Conversar com adultos, atender, solicitar, colaborar, conversar com colegas, compartilhar materiais, respeitar regras, brincar, ajudar colegas, mostrar assertividade; Aula 2: A1, A4, A10. Atender, colaborar, respeitar regras, brincar A2, A3, A5. Atender, colaborar, compartilhar material, respeitar regras, brincar, ajudar colega, mostrar assertividade A6, A7, A8, A9. Conversar com adultos, atender, solicitar, colaborar, conversar com colegas, compartilhar materiais, respeitar regras, brincar, ajudar colegas, mostrar assertividade. Para coleta dos dados utilizou-se: filmagem e o Registro Cursivo. Para análise: Sistema de Categorias do Comportamento Social. Os sujeitos analisados foram: S1. síndrome de Asperger (17 anos) S2. quadriparesia atetósica (29 anos) S3.DM e distúrbio de comportamento (20 anos). Resultados: Na Aula 1 a maioria dos comportamentos esperados ocorreu: em todas as atividades para o S1, nas atividades 7, 9 e 10 para o S2 e nas atividades 2, 5, 8 ,9 e 10 para o S3. Na Aula 2 a maioria dos comportamentos esperados ocorreu: nas atividades 1, 2, 6, 7, 8 e 9 para S1, nas 1, 6 e 10 para S2 e nas 2, 3, 4, 5, 9 e 10 para S3. Conclusão: a disposição para a prática da atividade foi refletida nos comportamentos do S1. As limitações físicas impediram que o S2 obtivesse maior número de ocorrências de comportamentos sociais esperados. As atividades dinâmicas favoreceram a ocorrência de comportamentos sociais para o S3.

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CARACTERIZAÇÃO DA MARCHA DE UMA CRIANÇA COM SÍNDROME DE APERT ? ESTUDO DE CASO

Carvalho, R.P.; Buzato, E.; Rocha, N.A.C.F.; Tudella, E.

Instituição: UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud ; UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud; UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud; UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud

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A Síndrome de Apert, também denominada acrocefalossindactilia tipo I, é uma disostose craniofacial de caráter hereditário autossômico dominante. Caracteriza-se por distúrbio severo de desenvolvimento na região craniofacial, incluindo sinostose bilateral da sutura coronal, associada a hipoplasia maxilar, exoftalmia, hipertelorismo e sindactilia simétrica dos pés e mãos. O presente trabalho teve por objetivo caracterizar os parâmetros cinemáticos da marcha de uma criança com Síndrome de Apert. Após aprovação do estudo pelo comitê de ética, foi realizada uma única avaliação da marcha independente da criança, sem auxílio de órteses, por uma distância de 1,50m. Foram fixados marcadores retroflexivos nas articulações de quadril, joelho e tornozelo, de ambos membros inferiores. Quatro câmeras filmadoras foram utilizadas para captura das imagens sendo a análise cinemática feita pelo sistema Dvideow e o cálculo das variáveis cinemáticas pelo Matlab. Os parâmetros cinemáticos analisados foram comprimento da passada e do passo, cadência, velocidade, ângulo das articulações avaliadas em 2 ciclos da marcha. Os resultados mostraram alterações nos parâmetros comprimento da passada (direita de 0,352m e esquerda de 0,276m) e do passo (direita de 0,239m e esquerda de 0,201m), cadência (35,643 passos/min) e velocidade (0,186m/seg), sendo esses menores em relação ao citado na literatura para uma criança normal. Constatou-se também aumento da eversão e ausência de flexão plantar na fase de impulsão de ambos os tornozelos, aumento na rotação externa de quadril esquerdo e diminuição na flexão de joelho esquerdo. Conclui-se que a análise cinemática permitiu caracterizar a marcha da criança com Síndrome de Apert, verificando suas alterações, para possibilitar a elaboração de estratégias de tratamento adequadas às disfunções específicas observadas.

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EFEITO DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NAS HABILIDADES FUNCIONAIS DE UMA CRIANÇA COM PARALISICA CEBEBRAL ? ESTUDO DE CASO

Carvalho, R.P.; Sganzella, D.; Rocha, N.A.C.F.; Tudella, E.

Instituição: UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud ; UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud; UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud; UFSCar-DeFisio-Núcleo de Estud

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Paralisia Cerebral (PC) é a seqüela de lesão, de caráter não-evolutivo, que ocorreu no encéfalo imaturo de crianças em desenvolvimento. O presente estudo propôs-se a verificar o efeito da intervenção fisioterapêutica no desempenho das habilidades funcionais de uma criança com PC. Este estudo de desenho longitudinal contou com a participação de uma criança de 4 anos e 5 meses de idade, classificada como nível II segundo GMFCS. Após aprovação do estudo pelo Comitê de Ética, foi realizada uma avaliação inicial, por meio do teste Pediatric Evaluation of Disability Inventory (PEDI), que fornece como resultado os escores normativo (compara o desempenho com crianças de mesma faixa etária) e contínuo (estimativa em relação ao seu próprio desempenho). Após identificação dos déficits funcionais da criança pelo PEDI nas áreas de auto-cuidado e mobilidade, foi planejado um protocolo de tratamento fisioterapêutico baseado no conceito Bobath, com ênfase nas disfunções específicas detectadas. As sessões de tratamento fisioterapêutico foram realizadas 3 vezes por semana, com duração de 50 minutos cada, durante 2 meses consecutivos, sendo duas realizadas no Setor de Fisioterapia em Neuropediatria da UFSCar e uma na casa da criança. Após a intervenção, a criança foi reavaliada pelo PEDI. Constatou-se um aumento de 10,6% no escore normativo (de 15,6 para 26,2) e de 10,4% no escore contínuo (de 57,4 para 67,8), na área de auto-cuidado. Quanto à mobilidade, o escore normativo manteve-se inferior a 10 e o escore contínuo aumentou 9% (de 53,9 para 62,9). Referente à ajuda do cuidador, o escore normativo aumentou 22,7% (de 13,7 para 36,4) e o escore contínuo 9,2% (de 17,2 para 26,4), no auto-cuidado. Na mobilidade, o escore normativo aumentou 30,7% (de 37,8 para 68,5) e o escore contínuo 20,8% (de 40,3 para 61,1). Dessa forma, pode-se verificar que a intervenção fisioterapêutica promoveu o aumento no desempenho das habilidades funcionais pela criança PC, principalmente em relação ao seu próprio desempenho (escore contínuo), bem como à redução no auxílio do cuidador à criança, principalmente em relação às crianças da mesma faixa etária (escore normativo). Além disso, a PEDI permitiu avaliar pontos específicos apontados pelo cuidador para, assim, atingí-los de forma mais enfática.

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Inclusão escolar em aulas de educação física: um diagnóstico preliminar na rede pública

Castro, G.S. de; Palma, L.E; Andrades, A.P.O. de; Freitas, F.C.; Berguemmayer, L.C.; Matthes, S.E.R

Instituição: Universidade Federal de Santa Maria ; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa

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As constantes transformações na educação levam educadores a repensar os campos de conhecimento, práticas e experiências que facilitem uma compreensão mais reflexiva e crítica da realidade. Nesse contexto, a educação física inclusiva passa a integrar o cotidiano escolar, no qual ANEEs tem o direito de inserir-se no ensino regular. Com o presente estudo, objetivou-se analisar a implementação da inclusão em aulas de educação física nas escolas da rede pública de Santa Maria/RS. A amostra foi constituída por seis escolas, três da rede municipal e três da rede estadual. Como procedimentos utilizou-se: observação de aulas e entrevista com o professor(a) de educação física. Ressaltam-se alguns dados parciais: em ambas as redes. No relacionamento professor/aluno/professor o ANEE buscava integrar-se com o professor e colegas e vice-versa; em relação ao comportamento e atitudes de professor e colegas, na rede municipal não se observou forma de discriminação; já na estadual, em séries diferentes, observou-se especialmente nas séries iniciais que há preconceito entre colegas e ANEE, como por exemplo, a não aceitação de aproximação. Na rede municipal observou-se que os colegas buscavam incluir o ANEE, e este buscava integrar-se; já na rede estadual ocorreu de forma oposta principalmente nas séries iniciais, contrapondo nossas expectativas iniciais.Em relação às formas propiciadoras de inclusão utilizadas pelo professor/colegas, na rede municipal, ambos buscavam incluir o ANEE em todas as atividades realizadas. Na rede estadual (séries iniciais), as formas propiciadoras de inclusão partiam somente do professor, e em séries finais do ensino fundamental partiam de ambas as partes. Destacam-se algumas considerações: há a relação professor/ANEE/colegas que na maioria dos casos foi positiva, porém houve um caso de exclusão que partiu das séries iniciais em relação ao ANEE, indo na direção oposta à nosso idéia inicial, mostrando com essa atitude a importância de um esclarecimento mais aprofundado sobre esses assuntos desde pequenos. Percebeu-se então que o processo de inclusão ainda caminha a passos lentos e necessita de um olhar crítico e construtivo de todos.

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ACESSIBILIDADE AOS AMBIENTES DE ESPORTE E LAZER NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB

CASTRO, J. S. C; CHAO, C. H. N.; FARIAS, A. L. P.; SANTOS, C. M.; ALMEIDA, W. M.

Instituição: Universidade Estadual da Paraíba ; Universidade Estadual da Paraíba; Universidade Estadual da Paraíba; Universidade Estadual da Paraíba; Universidade Estadual da Paraíba

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O presente estudo visa mapear através de fotografias os principais ambientes públicos passíveis ao desenvolvimento de esporte e lazer na cidade de Campina Grande ? PB. Tal mapeamento demonstrará os principais acessos e as principais barreiras que a população com necessidades especiais encontram nos diferentes ambientes estudados para o desenvolvimento de práticas corporais saudáveis. Demonstrará ainda como as políticas públicas orientadas ao esporte e lazer para esta parcela da população são desenvolvidas e aplicadas no município. Utilizamos como método para o desenvolvimento desse estudo a captação de imagens através de fotografias, e a aplicação de entrevistas realizadas em profundidade, na qual o entrevistado não é submetido a um questionário com perguntas fechadas, tendo ele a possibilidade de discorrer acerca do assunto sob os aspectos mais relevantes segundo seu entendimento e sua compreensão. Percebeu-se que a Cidade de Campina Grande possui diversos ambientes direcionados à práticas lúdico-desportivas, e que tais ambientes estão bem distribuídos, dando acesso a todas as camadas da população, inclusive por possuírem poucas barreiras arquitetônicas, porém com ausência de sinalização sonora, o que dificulta (mas não exclui) o acesso a cegos e deficientes visuais. Ao nos referirmos à políticas públicas direcionadas à população com necessidades especiais constatamos a mera realização de eventos esporádicos, sem uma contínua e efetiva política direcionado a população selecionada para o estudo. Ao término constatamos o grande potencial que possui a cidade de Campina Grande para o desenvolvimento de atividades lúdico-desportivas, inclusive para pessoas com necessidades especiais. São poucos os melhoramentos arquitetônicos a serem desenvolvidos, porém muitos de práticas públicas que forneçam maior atenção, conhecimento e dedicação das entidades responsáveis pela melhoria da qualidade de vida em sua população.

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Julgamento perceptual de distância em idosos ativos e sedentários

Cavicchia, M.C.; Cozzani, M.; Dascal, J.B.; Souza, J.M.; Viveiros, F.F.; Mauerberg-deCastro, E.

Instituição: Unesp-IB-Depto de Educação Física ; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física

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Este estudo teve como objetivo verificar o julgamento perceptivo de distância em idosos ativos e sedentários a partir da tarefa de estimação de magnitude. Para tanto, participaram deste estudo 10 idosos ativos (GA) com idade média de 66,7 ± 4,8 anos e 10 idosos sedentários (GS) com idade média de 66,2 ± 5,2 anos. Os participantes receberam sempre a mesma instrução que consistiu em pedir que olhassem para um alvo padrão de 1 metro e posteriormente, olhar uma alea visual com diversos alvos e julgar verbalmente, com base na distância padrão de 1 metro, a distância entre a ponta de seus pés e o alvo teste. Os alvos foram fixados a 4 distâncias: 8, 13, 20 e 30 metros. Cada alvo foi posicionado em uma alea distinta num campo aberto. Em cada uma das aleas, dois julgamentos foram estimados. O primeiro julgamento foi realizado no ponto inicial de uma trajetória em linha reta de 5 metros, e o segundo após o percurso do trajeto de 5 metros. A análise psicofísica sobre o julgamento da distância incluiu o cálculo do expoente (n) (índice de sensibilidade) e da constante escalar dos estímulos (i.e., distâncias dos alvos) no início e no final da trajetória. Foi realizada ANOVA two-way (2 grupos x 2 tentativas) para avaliar o grau de relação entre o estímulo e resposta foi. A análise do expoente do início da trajetória foi muito parecida entre as duas tentativas (1,04 e 0,99) para o GA. Esse resultado revela uma tendência para a constância perceptiva pelo GA, ou seja a razão de aumento das respostas é muito semelhante com a razão de aumento dos estímulos reais. Por outro lado, o GS apresentou uma tendência a superconstância (i.e., n > 1) na 2ª. tentativa (1,17) em relação a 1ª tentativa (1,02). No final da trajetória houve a mesma tendência do início, o GA apresentou valores médios de expoente muito próximos (0,99 e 1,03) nas tentativas, enquanto o GS uma tendência a superconstância (i.e., n > 1) na 2ª. tentativa (1,22) em relação a 1ª (1,01). Não houve diferença estatística entre os grupos. O desvio padrão foi ligeiramente superior na 2ª tentativa para o GS em ambos momentos da trajetória, início (0.33)e final (0,33).

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Atividades Aquáticas para Deficientes Múltiplos

CAVION, M.H.; ALMEIDA, T.M.; ZANANDREA, M.F.; LUCCA, F.V.; TREMEA, V.S.

Instituição: FSG ; FSG; FSG; FSG; FSG

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A diversidade de atividades motoras oportunizadas aos deficientes múltiplos ainda está além das suas necessidades. Por apresentarem uma capacidade funcional limitada e demonstrarem dificuldades em estabelecer relações interpessoais, torna-se fundamental a intervenção através de diferentes tipos de atendimentos em contextos variados. O projeto ?Atividades Aquáticas para deficientes múltiplos? em parceria com a Escola Helen Keller, Pranadar e Faculdade da Serra Gaúcha-FSG, através do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Esporte e Lazer, vem ocorrendo desde março de 2005 e tem como objetivo promover atividades aquáticas para os sujeitos especiais.Participam 10 crianças e adolescentes deficientes múltiplos, com idade entre 3 e 16 anos. O programa de atividades consiste na realização de exercícios de alongamento e relaxamento do tônus muscular, caminhadas, exercícios de mergulho, habilidades relativas às atividades do meio líquido, estilos de natação, jogos cooperativos e brincadeiras. Através das atividades aquáticas lúdicas desenvolvidas procura-se criar situações de aprendizagem que venham a contribuir para o desenvolvimento dos sujeitos, explorando as suas potencialidades, colaborando para o processo de formação da identidade pessoal, além de oportunizar momentos de socialização e de independização. A freqüência é de um encontro semanal, com duração de 45 minutos. Durante o período de intervenção pode-se perceber que o interesse e disposição dos sujeitos pelas atividades, condizem com as manifestações das forças ambientais que estão interferindo na participação e no envolvimento durante os encontros e, conseqüentemente, na melhoria de suas condições de saúde, aperfeiçoamento das habilidades motoras aquáticas, relaxamento do tônus muscular, aumento da autoconfiança, auto-estima e aquisição de hábitos de higiene e cuidados pessoais. As relações interpessoais evidenciaram-se como positivas e importantes durante os encontros. Acredita-se que as oportunidades para a prática e a instrução em um ambiente que propicie o aprendizado são importantes não só para o desenvolvimento motor das crianças, como também cognitivo, social, emocional, sendo que o fator tempo é um importante coadjuvante para a interação e participação dos sujeitos.

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As maiores dificuldades das pessoas com deficiência no curso de graduação em Educação Física

Cazes, A.L.A.

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro

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A vida de uma pessoa com deficiência (PD) não é nada fácil em nosso país, se for um cadeirante aí mesmo é que as coisas se complicam. Sem falar na nossa sociedade que a todo instante discrimina e por muitas vezes incapacita este segmento da população sem saber do que realmente ele é capaz de fazer. Apesar dos estudos médicos e de alguns esclarecimentos, os mesmos enfrentam na atualidade a mesma situação de tempos atrás. Problemas com a acessibilidade arquitetônica, comunicacional que só fazem dificultar ainda mais o fato de ser deficiente no Brasil. Surgiu, então, o objetivo do estudo que foi investigar as maiores dificuldades dos alunos com necessidades especiais no curso de graduação em Educação Física já que são poucos os que conseguem chegar ao ensino superior e menos ainda os que escolhem um curso de Educação Física. Dentro deste objetivo também destacaria a preparação dos profissionais para lidar com este público. Para a viabilização da pesquisa foi utilizado um questionário validado por três professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de uma revisão de literatura que serviu como base do estudo resultando, assim, numa pesquisa teórico-empírica com um estudo de campo. Este questionário foi respondido por uma amostra que continha duas PDs que cursaram Universidades da cidade do Rio de Janeiro. Neste questionário haviam perguntas relacionadas à acessibilidade, inclusão, metodologia, discriminação e relação com os alunos e demais pessoas da instituição. Foi realizada uma análise comparativa dos dados onde se pode constatar grandes problemas com relação à acessibilidade. Um outro destaque, que pôde ser feito a partir da análise dos dados, foi com relação à metodologia dos professores frente aos alunos deficientes que, segundo os próprios alunos, era nenhuma para lidar com este público. Muitas das vezes este grupo é que se adaptava as aulas dos professores e não o contrário. Temos que parar e refletir seriamente sobre o problema dos alunos deficientes no Brasil. A Educação Inclusiva deve deixar o papel e passar a ser uma realidade em todos os setores do ensino com o apoio não só da sociedade, como também do Governo que deve criar políticas para incentivar esta prática. A acessibilidade deve deixar de ser um direito e passar a ser um dever da sociedade. E a inclusão social deve ser feita desde pequeno, pois só assim, o deficiente no Brasil consiguirá viver com um pouco mais de independência e mostrar a esta sociedade o quanto ele é capaz de fazer.

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XADREZ ADAPTADO: UMA EXPERIÊNCIA INCLUSIVA

Christofoletti, D.F.A.; Moreira, J.C.C

Instituição: Unesp/Rio Claro ; Unesp/Rio Claro

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A visão constitui a principal captação de estímulos, em sua ausência, o movimento e as outras sensibilidades permitem a inter-relação com o ambiente. Entretanto os ambientes construídos são predominantemente direcionados para as pessoas videntes. Pessoas com deficiência visual total ou parcial, nata ou adquirida, num sentido de adaptação e sobrevivência, criam uma representação bastante peculiar, chamado mapa cognitivo, composto dos processos de aquisição, codificação, armazenamento, lembranças e decodificação de informação de locais e fenômenos dentro de um espaço, ou como uma representação mental do ambiente físico. O objetivo desse estudo é investigar o relacionamento deste mapa com o xadrez adaptado. O enxadrista necessita de algumas habilidades específicas como o raciocínio lógico; estratégias; otimização do uso de memórias: visual, sonora, cinestésica, táctil; concentração; organização espaço temporal; ritmo; domínio de lateralidades utilizadas no decorrer da partida. Este estudo de natureza qualitativa, buscou retratar várias partidas de um torneio paulista/2005, relatando a experiência de assistir os jogos entre um enxadrista com deficiência visual e seus adversários videntes. Houveram inquietações referentes aos procedimentos usados no xadrez adaptado. O jogador de xadrez conhece as coordenadas cartesianas do tabuleiro, dividido em letras e números, possibilitando a anotação das partidas. No xadrez adaptado tem-se que: a jogada é passada de forma oral ; as peças brancas diferenciam-se das pretas devido a presença de pino em seu topo; a distinção das casas brancas e pretas é feita através de baixo e alto relevos e a única adaptação feita no relógio, é a existência do fone de ouvido. As regras sofrem algumas adequações, são utilizados dois tabuleiros; enquanto o toque na peça significa a efetivação da jogada, no jogo adaptado, o enxadrista com deficiência visual realiza os lances após ter tocado no tabuleiro e ?mentalizado? sua posição. Na ausência de árbitro de partida, a ética entre os jogadores é relevante na questão dos lances irregulares. Através desta prática é possível estimular a construção do mapa cognitivo espacial, auxiliar novas relações espaço-temporal e sociais.

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AVALIAÇÃO DA FORÇA E AGILIDADE EM JOGADORES DE BASQUETEBOL EM CADEIRAS DE RODAS DA IV ETAPA DA LIGA SUL

Coelho, E. S.; Fenato, R. R.; Stabile, F. A.; Silva, A. A. C; Gorla, J. I.

Instituição: UNIPAR- Universidade Paranaense ; UNIPAR- Universidade Paranaens; UNIPAR- Universidade Paranaens; UNIPAR- Universidade Paranaens; UNIPAR- Universidade Paranaens

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O esporte, enquanto fenômeno social, tem contribuído de forma significativa na vida das pessoas portadoras de deficiência. Entretanto, precisamos aplicar novas tecnologias e estratégias para um aumento significativo de performance esportiva. O objetivo do presente estudo foi analisar as variáveis de força e agilidade de jogadores de basquetebol em cadeiras de rodas na IV etapa da Liga Sul. Foram avaliados 38 sujeitos do sexo masculino, distribuídos por equipes, com suas respectivas faixas etárias, da seguinte forma: Equipe Raposas do Sul (8) 28,25 +7,36, equipe Pantanal sobre Rodas (9) 30,22 +5,19, equipe CEDE(12) 29,72 +7,66 e equipe Unipar (9) 31,29 +4,95.Todos indivíduos foram submetidos a medidas de força (através do teste de Dinamometria manual - kg) e teste Agilidade (seg) adaptado para cadeirantes.Utilizou-se da estatística descritiva bem como a correlação de Pearson. A análise dos resultados deste estudo, resultante de tratamentos estatísticos previstos na metodologia, permitiu verificar a validade do problema apresentado.Verificou-se o desempenho dos sujeitos em cada teste motor. A equipe Pantanal sobre rodas teve uma alta correlação entre a força de mão direita com a agilidade. Provavelmente, essa correlação pode ser em função do tempo de utilização e treinamento em cadeiras de rodas. Desta forma é possível não apenas a obtenção da medida destes parâmetros, como também a possibilidade de estabelecermos valores referenciais para estas variáveis nessa população, assim como poderemos prescrever atividades físicas que possibilitem melhores condições de saúde e também treinamentos físicos adequados às modalidades por eles praticadas.

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Determinação do Duplo-Produto em Exercicios Resistidos

Corá, E.C.; Esteves, A.

Instituição: Escola Superior de Educação Fisica ; Escola Superior de Educação Fisica

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O objetivo do presente estudo foi realizar um mapeamento das respostas do duplo-produto nos diversos exercícios de musculação, viabilizando o conhecimento da sobrecarga cardíaca e os eventuais riscos do exercício resistido para indivíduos que apresentem limitações quanto às respostas cardiovasculares ao exercício. A amostra foi constituída por 10 voluntários do sexo masculino, praticantes de treinamento resistido, os quais foram submetidos a 2 séries de10RM para: Costas - Puxador Horizontal Frente e Remeda Simultânea; Peito - Supino Reto e Peck-Deck; Ombro - Desenvolvimento Atrás e Elevação Lateral; Bíceps - Rosca direta e Rosca Alteres Simultânea; Tríceps ? Pulley e Rosca Testa; Perna ? Leg-Press e Agachamento. Após a determinação do peso de 10RM para cada exercício, os voluntários realizaram as sessões para cada grupo muscular individualmente, totalizando 6 sessões de treino. Foram realizadas duas séries de cada exercício, com intervalo de descanso de 10 minutos, monitorando-se a freqüência cardíaca e a pressão arterial em repouso e no momento da fase excêntrica da décima repetição. Cada repetição foi realizada numa velocidade de 4 segundos/ciclo, com 2 segundos na fase excêntrica e 2 segundos na fase concêntrica. Conforme os resultados obtidos por média de grupo, temos os seguintes duplo-produto e analise do desvio padrão: Remada Simultânea é de 23.770,6(±2563,8858), o Puxador Frente 20.818,4(±2925,1380), o Supino Reto 22.356,2(±3218,7131), o Peck-Deck 19.399,3(±2047,9009), a Abdução Ombros 21.290,1(±2437,5059), o Desenvolvimento Ombros 18.698,7(±2642,0133), a Rosca Direta 23.434,2(±3201,861), a Rosca Simultânea 22.935,9(±3293,1181), o Tríceps Pulley 20.658,7(±3257,393), o Tríceps Testa 18.771,5(±2243,7259), o Agachamento 20.968,5(±2647,2120) e o Leg-Press 20.679,9(±1938,7225). Nossos resultados nos permitem concluir que as repostas cardiovasculares agudas ao exercício resistido são dependentes da massa muscular envolvida, do padrão de movimento executado e da posição corporal adotada.

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COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL DA EDUCAÇÃO ESPECIAL DA PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

Cruz, C.F.; Carvalho, L.M.; Domingues, M.V.; Poian, R.T.; Lazarini, L.H.

Instituição: Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo ; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo

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Composição corporal se refere à proporção entre os tecidos de gordura e os tecidos isentos de gordura (músculos, ossos, pele, sangue e outros). Geralmente, a composição corporal é expressa em porcentagem de gordura corporal, que serve de parâmetro para avaliar se a pessoa apresenta desnutrição aparente, sobrepeso ou obesidade. Muitos estudos sobre a composição corporal de pessoas com deficiência mental (DM) mostram um padrão de obesidade desta população (Fox e Rotatori, 1982; Fox et al., 1983; Fox et al., 1984; Jackson e Thorbeck, 1982; Joachim, 1977; Joachim e Korboot, 1975; Pitetti, 1994; Rotatori et al., 1980). Porém, DM fisicamente ativos têm menor porcentual de gordura corporal que a população geral (Barros et al., 1999). Este estudo avaliou a composição corporal de 72 alunos com deficiência mental (40 do sexo feminino e 32 do sexo masculino, com idades entre 12 e 25 anos) da Escola Municipal de Educação Básica Especial Professora Marly Buissa Chiedde, da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo ? SP. Foi utilizado o método de dobras cutâneas (Guedes, 1994) e os dados foram coletados com plicômetro de pinça longa Cescorf. O grupo de alunas (n=40) apresentou 30,5 ± 9,2% (média ± desvio padrão) de gordura corporal, resultado superior ao da população geral. Nenhuma aluna apresentou baixo peso, 17,5% apresentaram peso dentro da faixa normal da população, 40% apresentaram sobrepeso e 42,5% apresentaram obesidade. O grupo de alunos (n=32) apresentou 17,9 ± 12,8% de gordura corporal, um pouco acima do ideal para esta faixa etária. 18,8% dos alunos apresentaram baixo peso, 31,3% apresentaram peso normal, 21,9% apresentaram sobrepeso e 28,1% obesidade. Estes resultados indicam a necessidade de medidas para diminuir e controlar a massa corporal, como meio de minimizar perigos à saúde. Algumas medidas têm sido tomadas: educação nutricional como conteúdo do ensino fundamental, orientação nutricional aos pais e adequação do cardápio escolar. Porém, faz-se necessário o aumento das atividades físicas, que, além de consumir energia durante o exercício, aumenta a massa muscular e, conseqüentemente, o metabolismo em repouso. Outro fato preocupante, cujas causas devem ser investigadas, é o baixo peso de 18,8% dos meninos.

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INCIDÊNCIA DE DESVIOS POSTURAIS EM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL DA EDUCAÇÃO ESPECIAL DA PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

Cruz, C.F.; Cruz, L.A.F.; Hyodo, K.R.C.; Sacchi, A.; Fernandes, F.M.

Instituição: Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo ; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo; Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo

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Uma boa postura é o estado de equilíbrio de músculos, ossos e articulações, capaz de proteger o corpo humano contra os traumatismos a deformação gradativa, seja qual for a posição (ereta, em decúbito, de cócoras, recurvada) assumida por essas estruturas em repouso ou durante o trabalho corporal. A maioria das pessoas com deficiência, especialmente as com paralisia cerebral, deficiência mental, lesões medulares e amputações desenvolvem problemas posturais graves. Este estudo avaliou a postura ortostática de 63 alunos com deficiência mental da Escola Municipal de Educação Básica Especial Professora Marly Buissa Chiedde, da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo ? SP. Para tanto, foi utilizado um tabuleiro de madeira (195 x 90 cm), quadriculado (7,5 x 7,5 cm), com fio de prumo 60 cm à frente. Cada aluno permaneceu em pé entre o tabuleiro e o fio de prumo e foi avaliado em duas posições: vista posterior e vista lateral. As regiões anatômicas foram pontuadas de 1 a 4, registrando-se o valor 1 para ausência de desvio postural, 2 para desvio duvidoso, 3 para desvio discreto e 4 para desvio acentuado. Os resultados encontrados para desvios discretos ou acentuados foram os seguintes: lordose: 54% dos alunos, cifose: 17,5%, escoliose: 19%, escápula direita mais baixa: 9,5%, escápula esquerda mais baixa: 6,3%, escápula direita alada: 11,1%, escápula esquerda alada: 9,5%, quadril direito mais baixo: 4,8%, quadril esquerdo mais baixo: 0, genovalgo: 38,1%, genovaro: 1,6%, arco plantar direito reduzido: 52,4%, arco plantar esquerdo reduzido: 54%. Em relação aos sexos, as diferenças mais importantes foram: cifose (8 homens e 3 mulheres), desvios de escápula (17 homens e 6 mulheres), genovalgo (6 homens e 18 mulheres). Este último dado (54,5% das mulheres com genovalgo) era esperado, devido à angulação da articulação do quadril típica das mulheres. Porém, não foi encontrado nenhum homem com genovaro, o que seria típico deste sexo. Os dados obtidos podem auxiliar os profissionais da escola a adequar as posições do aluno em sala de aula, melhorar sua auto-imagem, controlar a obesidade (causa de alguns desvios posturais), detectar casos degenerativos, orientar as famílias e oferecer atividades físicas adaptadas que compensem os desvios posturais.

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Estudo comparativo da percepção da imagem corporal em indivíduos do sexo masculino com deficiência visual, em função da prática de actividade física e da idade

Cunha, M.S.A.; Carvalho, S.M.P.; Bastos, T.C.L.

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Ao longo dos tempos, o Corpo tem sido olhado das mais diversas formas. A sociedade actual procura no Corpo a sua afirmação, o seu eu. O Homem tenta alcançar uma identidade, aceite pelos ideais sociais, através do seu corpo, sendo este construído pelo olhar dos outros e só depois pelo seu olhar. Mas como será construída a Imagem Corporal pelo "olhar" de quem não possui o sentido da visão? O objectivo deste trabalho foi investigar a Percepção da Imagem Corporal (PIC) em indivíduos com o diagnóstico de Deficiência Visual (grande ambliope e cego), que se encontram integrados no Centro de Reabilitação da Areosa e no Boavista Futebol Clube. A amostra foi constituída por 16 indivíduos do sexo masculino (grande ambliope e cego) dos quais 8 são praticantes de actividade física e 8 não praticantes. Para a Avaliação da Percepção da Imagem Corporal foi efectuado um questionário da Percepção da Imagem Corporal criado por Kreitler & Kreitler (1988), o "Body Size Estimation Method" (BSEM). Desta forma foram efectuadas dez mensurações antropométricas a cada indivíduo. O tratamento estatístico inclui procedimentos da estatística descritiva e da estatística inferencial. A PIC é pior em indivíduos portadores de deficiência visual praticantes de actividade física do que nos não praticantes de actividade física, apesar das diferenças não serem significativas, situação que contraria a nossa hipótese e para a qual não encontramos uma razão. A PIC é pior em indivíduos adultos do que em adultos jovens portadores de deficiência visual praticantes de actividade física, apesar das diferenças não serem significativas. A PIC é pior em indivíduos adultos do que em adultos jovens portadores de deficiência visual não praticantes de actividade física, no entanto as diferenças não são significativas. Constatamos que os resultados finais deste estudo foram de encontro aos resultados de estudos anteriormente realizados, no que diz respeito à sobrestimação do tamanho das partes corporais ao longo da idade. O grupo dos adultos apresentou um índice de percepção corporal médio sobrestimado, quer nos indivíduos praticantes e não praticantes de actividade física. Não constatamos uma diminuição das diferenças entre o valor percepcionado e o valor real ao longo da idade.

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TURISMO ADAPTADO: ACESSIBILADE NOS ALBERGUES DA REDE HOSTELLING INTERNATIONAL NO BRASIL

Custódio, V.S.; Hammerl, P.; Bittencourt, T. F.

Instituição: Unesp/Rosana ; Unesp/Rosana; Unesp/Rosana

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Esta pesquisa trata sobre a questão dos direitos de acesso ao lazer e ao turismo dos portadores de deficiência. Delimitando a área de estudo, tratou-se da questão da hotelaria, mais especificamente dos albergues da rede Hostelling International quanto às adaptações que facilitem a acessibilidade de deficientes. O objetivo é mostrar que existem falhas quanto à acessibilidade de deficientes ao turismo e descumprimento da Lei nº 10.098/00 que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, bem como do Código Mundial de Ética do Turismo que afirma que o turismo de deficientes deve ser encorajado e facilitado. A metodologia consistiu em uma pesquisa documental através de websites e guias de albergues da rede Hostelling International no Brasil, que é a maior rede de hospedagem do mundo e, tem por filosofia e objetivo o intercâmbio cultural, em diversos países e localidades. Essa instituição, é regida sob cinco premissas básicas: segurança, higiene, conforto, hospitalidade e bom preço. Analisando a filosofia da rede, seria ideal que ela promovesse o acesso a todos, sem exceção. No entanto, essa pesquisa demonstrou que em nosso país apenas dez, dentre os mais de 60 albergues, contam com algum tipo de adaptação aos portadores de necessidades especiais. Essa situação se contrapõe ao atual contexto descrito por SAETA & TEIXEIRA (2005), que descreve o turismo para deficientes como uma área emergente devido ao aumento da renda e tempo livre dessa população. Nessa perspectiva, esse trabalho sugere que a rede Hostelling International, agregue valor aos seus albergues filiados exigindo a adaptação às necessidades e à realidade dos portadores de necessidades especiais.

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A importância do guia na performance do deficiente visual B1

de Paula, M. L.; Rocha, L. O.; Rodrigues Jr., L. A.S.; Fernandes, L. L.; Monte, A.

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina ; Universidade Fderal de Santa C; Universidade Fderal de Santa C; Universidade Fderal de Santa C; Universidade Fderal de Santa C

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O atletismo, por conter movimentos naturais ao ser humano, e muitas vezes necessitar de pequenas adaptações para a sua prática, torna-se uma modalidade de grande procura entre a comunidade das pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência visual, devido às limitações sensoriais, necessitam de algumas adaptações especiais, principalmente para adequar sua orientação e mobilidade. O objetivo do presente estudo foi analisar o desempenho de um atleta com múltiplas deficiências (física, auditiva e visual), durante uma corrida de 30 (trinta) metros, em diferentes modos de condução: com estímulo sonoro (palmas), orientado por uma corda e com o guia vidente. Esta investigação caracterizou-se como sendo um estudo de caso. Para a realização do teste foi utilizado um aparelho com um sistema de cronometragem automática com três barreiras de infravermelho, que ficava com seus sensores na saída, aos 15 (quinze) metros (parcial 1) e na chegada (parcial 2), o qual marcou com precisão a saída e a chegada de cada um dos modos do teste. Após a verificação chegamos aos seguintes resultados: Na corrida com estímulo sonoro foi percebida insegurança por parte do atleta, dificuldade em manter-se em linha reta, baixa velocidade, postura não ideal. Em todas as baterias com este tipo de condução, o atleta desviava o percurso para o lado direito. Este fato talvez seja explicado pela amputação de seu antebraço direito, o que causa deslocamento do seu centro de gravidade; Na corrida com corda percebemos uma diminuição na insegurança, perceptível aumento da velocidade, maior direcionalidade e uma melhora na marcha; Na corrida com o guia vidente notaram-se os melhores resultados tais como: segurança por parte do atleta, velocidade alta e constante, melhora significativa em seus gestos técnicos e postura. Através destes resultados concluímos que a presença de um guia vidente mostrou-se ser o meio mais eficiente na adaptação deste indivíduo para a corrida, pois possibilitou a utilização de dois dos sentidos remanescentes: o tato, pelo contato indireto através da guia, e a audição, pela orientação do atleta através da fala do guia durante a corrida. Enquanto a corda e as palmas utilizam apenas um, o tato e audição respectivamente.

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Influência da Eletroestimulação na Funcionalidade de Membro de Membro Superior na Paralisia Cerebral Hemiparética

Diz, M.C.; Diz, M.A.; Iwabe, I.; Deloroso, M.G

Instituição: Ambulatório de Fisioterapia - UNIARARAS ; Ambulatório de Fisioterapia - UNIARARAS; Ambulatório de Fisioterapia - UNIARARAS; Ambulatório de Fisioterapia - UNIARARAS

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Introdução: Com o intuito de melhorar o nível de reabilitação de pacientes com PC, principalmente nas formas clínicas onde predomina a espasticidade, tem sido utilizado recursos terapêuticos auxiliares, como a estimulação elétrica funcional (EEF) que produz contrações musculares provocadas a partir de pulsos de pequena duração, simulando a contração muscular fisiológica com finalidade funcional, objetivando o condicionamento muscular, redução da espasticidade e auxílio na aprendizagem motora. Objetivo: Verificar a influência da estimulação elétrica funcional no tono, força muscular (FM), amplitude de movimento (ADM), sincinesia e funcionalidade da mão em indivíduos com paralisia cerebral hemiparética (PC-H). Métodos: Foram incluídos 8 pacientes, sendo 4 do sexo masculino e 4 do feminino, com diagnóstico de PC-H apresentando padrão flexor de punho e dedos predominantemente em membro superior (MS) e nível de compreensão preservada. Realizou-se a análise da ADM- Goniometria, tono muscular- escala modificada de Ashworth, FM dos músculos oponente do polegar, extensores e flexores de punho e dedos- testes de força muscular de Kendal, habilidades manuais- Teste TIME e sincinesia- Miyazaki et al. A EEF foi aplicada no MS hemiparético por 30 min., 2 vezes por semana, no período de 5 meses, utilizando o aparelho Neurodyn II (Ibramed), na freqüência de 90 Hz, largura de pulso 60 ms, tempo On de 15s e Off de 20s. Ao final do tratamento ossujeitos foram reavaliados. Realizou-se a comparação quantitativa das variáveis ADM, tono, FM, sincinesia e habilidades manuais, antes e após o tratamento, através da análise de gráficos, além da observação visual das mesmas em registro fotográfico e em vídeo. Resultados: No final do tratamento com EEF, observou-se aumento da ADM e FM dos músculos flexores e extensores de punho e dedos, modulação do tono dos músculos analisados em 75% dos sujeitos, diminuição das sincinesias e melhora das habilidades funcionais. Conclusão: A EEF apresentou resultados favoráveis e pode ser indicada para a prática terapêutica, porém ressaltamos que não deve ser uma técnica única de tratamento e sim um complemento de outras técnicas de tratamento.

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Determinação do limiar ventilatório de atleta deficiente visual em esteira rolante: estudo preliminar

Dorigan, D.F.; Celestino, J.Q.; Piscitelli, G.F.M.; Batista, J.C.F.; Manchado, F.B.

Instituição: Laboratório de Avaliação Física - UNESP ; Laboratório de Avaliação Física - UNESP; Laboratório de Avaliação Física - UNESP; Laboratório de Avaliação Física - UNESP; Laboratório de Avaliação Física - UNESP

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Muitos portadores de necessidades especiais, dentre eles deficientes visuais, vêm atingindo excelentes resultados no esporte de alto rendimento. Nesse sentido, avaliações que forneçam subsídios para o treinamento desportivo desses atletas apresentam grande importância. O objetivo do estudo foi verificar a possibilidade de avaliação da condição aeróbia de um atleta deficiente visual utilizando a corrida em esteira rolante. O atleta de 21 anos, competidor nas provas de 800m e 1500m na categoria B1 (deficiente visual total), foi inicialmente submetido à mensuração da massa corporal, estatura e dobras cutâneas triciptal, abdominal e supra-ilíaca. Posteriormente, realizou um teste progressivo de corrida em esteira rolante (TK30 Cefise), com velocidade inicial de 12Km/h e aumento de 1Km/h a cada 2 minutos de esforço. Durante o teste, houve mensuração da FC e ventilação a cada 10 segundos (ventilômetro VLA SG6 Cefise) para determinação do limiar anaeróbio. Para manutenção da segurança, dois avaliadores posicionaram-se ao lado do ergômetro portando cintas de proteção mantidas sob os braços do participante. Uma alça elástica também foi utilizada para fornecer ao atleta informação tátil acerca do limite posterior da esteira. O participante apresentou massa corporal 44,7Kg, estatura 162cm e 6,6% de gordura corporal. O teste progressivo foi realizado até o 5° estágio (15km/h), com duração total de 9 minutos. O limiar anaeróbio ocorreu em velocidade de 14,8km/h, porém a curva ventilatória não apresentou comportamento esperado. A alteração dos padrões ventilatórios pode ser creditada ao reduzido processo de adaptação do atleta à máscara de captação de ar e à esteira rolante. A partir dos resultados é possível concluir que há possibilidade de aplicação de teste em esteira rolante para avaliação do limiar ventilatório de atletas com deficiência visual. Entretanto, cabe ressaltar a importância de um padronizado processo de adaptação dos atletas ao procedimento, para que respostas fisiológicas inesperadas sejam evitadas. Dessa forma, esse estudo preliminar foi importante para direcionar nossas pesquisas futuras à avaliação física de deficientes visuais, acompanhando as respostas positivas desses atletas frente a um processo de adaptação padronizado. Apoio Financeiro: FAPESP.

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Disfunção Neuromotora: uma concepção ecológica do brincar na relação materno-infantil

Duarte, E.; Gomes, C.; Souza, V.; Zuben, A.

Instituição: Unicamp-Depto de Educação Física ; Unicamp-Depto de Educação Física; Unicamp-Depto de Educação Física; Unicamp-Hospital das Clínicas

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O amor ? escreve Maturana(2002) ? é a emoção que funda a origem do humano.A participação básica do amor na evolução da humanidade ainda se conserva no desenvolvimento infantil, na necessidade da criança de viver em amor para cumprir seu desenvolvimento fisiológico e social normal.Para que isso aconteça, é preciso respeitar a biologia da relação materno-infantil.As consciências individual e social da criança surgem nas interações corporais com as mães, numa dinâmica de aceitação mútua na intimidade do brincar.A criança com disfunção neuromotora e sua mãe também necessitam do encontro no brincar, mas a presença de tônus postural anormal ou desordens do movimento voluntário podem dificultar o diálogo tônico-afetivo e criar barreiras para o aprendizado conjunto.Compreendemos assim como é importante proporcionar à díade mãe-criança com disfunção neuromotora um ambiente físico e social acolhedor, que permita e estimule uma interação na biologia do brincar.Nosso ambiente de atividades foi implantado na ?sala de espera? da fisioterapia neurológica infantil do Hospital das Clínicas da UNICAMP.O principal objetivo é proporcionar um ambiente físico e social com potencial desenvolvimental positivo, dentro de uma concepção de desenvolvimento-no-contexto, envolvendo mães e crianças com disfunção neuromotora em atividades que favoreçam a relação materno-infantil de total aceitação. As brincadeiras são oportunizadas durante a permanência no hospital à espera de atendimento fisioterápico.Observamos que a criação de um ambiente acolhedor proporcionou inicialmente uma diminuição de reações negativas e uma crescente participação da díade nas atividades propostas.O envolvimento da mãe aumentou consideravelmente a motivação das crianças, o que pode ser avaliado pelo relato espontâneo, por parte das mães, da satisfação demonstrada por seus filhos ao irem para o hospital, na expectativa de brincar com elas.De acordo com Bronfenbrenner(2002), para demonstrar que o desenvolvimento ocorreu, é necessário que uma mudança de comportamento seja transferida para outros ambientes. Acreditamos que o desejo espontâneo de ir ao hospital para participar das atividades pode ser considerado uma validação desta hipótese.

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O PAPEL DE UM PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA NA VIVÊNCIA DE LAZER DE ADOLESCENTES SURDOS

Duarte, M. S.; Fumes, N. L. F.

Instituição: Universidade Federal de Alagoas ; Universidade Federal de Alagoas

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A Educação Física nos últimos anos vem conquistando seu espaço na sociedade através da atividade física regular e do lazer por meio de atividades desenvolvidas de forma consciente e baseadas na necessidade de cada aluno. Nesse quadro, podem-se incluir as pessoas com deficiência que, muitas vezes, não têm acesso a este tipo de atividade, pois a sociedade nem sempre está adaptada a esses grupos de pessoas. O presente estudo teve o objetivo analisar as vivências de lazer de adolescentes surdos, participantes de um programa de atividade física na cidade de Maceió, bem como identificar em que esse programa interferia nessas vivências. Tratou-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, onde o recolhimento dos dados se deu através da observação participante, com anotações feitas em diário de campo, seguidas por entrevistas semi-estruturadas e conversacionais informais com adolescentes surdos e alguns de seus familiares, em momentos pré e pós-atividade. Também foram feitas análises de documentos e textos. Analisando os dados recolhidos percebeu-se que os adolescentes surdos tinham como principais atividades desenvolvidas no tempo livre: os jogos eletrônicos, a prática esportiva, estudar, assistir TV, dormir e conversar com amigos; os locais mais freqüentados por eles em seu tempo livre eram: as suas residências, os clubes, as praias, o shopping, as residências de amigos e os programas sociais; já as pessoas com quem eles compartilhavam o seu tempo livre eram: os familiares, os amigos e o(a) namorado(a). Constatou-se também que o programa de atividade física em questão contribuiu de forma efetiva no modo que os adolescentes surdos vivenciavam o lazer, pois aumentou os seus ciclos de amizades, como ainda as oportunidades de saírem juntos para passear e as suas possibilidades em participar de festas.

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Determinação de Presão Arterial e Frequência Cardiaca em Exercicios Resistidos

Esteves, A.; Cora, E.C.

Instituição: Escola Superior de Educação Fisica ; Escola Superior de Educação Fisica

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O objetivo do presente estudo foi realizar um mapeamento das respostas da pressão arterial e freqüência cardíaca nos diversos exercícios de musculação, viabilizando o conhecimento da sobrecarga cardíaca e os eventuais riscos do exercício resistidos para indivíduos que apresentem limitações quanto às respostas cardiovasculares ao exercício. A amostra foi constituída por 10 voluntários do sexo masculino praticante de treinamento resistido, os quais foram submetidos a 2 séries de10RM para: Costas - Puxador Horizontal Frente e Remeda Simultânea; Peito - Supino Reto e Peck-Deck; Ombro - Desenvolvimento Atrás e Elevação Lateral; Bíceps - Rosca direta e Rosca Alteres Simultânea; Tríceps ? Pulley e Rosca Testa; Perna ? Leg-Press e Agachamento. Após a determinação do peso de 10RM para cada exercício, os voluntários realizaram as sessões para cada grupo muscular individualmente, totalizando 6 sessões de treino. Foram realizadas duas séries de cada exercício com intervalo de descanso de 10 minutos, monitorando-se a freqüência cardíaca e a pressão arterial em repouso e no momento da fase excêntrica da décima repetição. Cada repetição foi realizada numa velocidade de 4 segundos/ciclo, com 2 segundos na fase excêntrica e 2 segundos na fase concêntrica. Os resultados obtidos pela média do grupo indicam os exercícios que mais elevarão a PAS, PAD, e FC e considerando seus respectivos desvio padrão: para PAS a Rosca Simultânea (150,3mm/Hg,±8,2198) e a Rosca Direta (150,2mm/Hg,±12,6033), para PAD a Rosca Simultânea (80,8mm/Hg,±4,4422), Tríceps Pulley (79,6mm/Hg,±3,8643) e a Abdução de Ombro(79,6mm/Hg,±5,6213) e para FC a Remada Simultânea (161,8 bpm,±14,5592) e a Rosca Direta (155,5 bpm,±11,0816). Nossos resultados nos permitem concluir que as repostas cronotrópicas e pressóricas agudas ao exercício resistido são dependentes da massa muscular envolvida, do padrão de movimento executado e da posição corporal adotada.

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Imagem corporal de pessoas com comprometimentos visuais: implicações pedagógicas

Fachin, N.G.; Nakahara, N.T.; Rodrigues, G.M.

Instituição: Universidade Presbiteriana Mac ; Universidade Presbiteriana Mac; Universidade Presbiteriana Mac

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A imagem corporal é a forma pela qual nós observamos o nosso corpo e o representamos para nós mesmos, ou seja, a imagem ou a representação mental é uma experiência subjetiva de como nós vemos o mundo, os objetos, as situações, as pessoas e, portanto, se dá de forma mental e se apresenta através de processos psíquicos conscientes e inconscientes. Com isso, sabe-se que o conhecimento do corpo se dá em suas partes, na relação que fazemos delas com as nossas percepções que se tornam base para as ações. Assim, a experiência da construção da imagem do próprio corpo como unidade, não se dá de forma estanque, pois os membros não são vistos como soma de partes, mas são formas integradas e carregam aspectos sociais, psíquicos e fisiológicos. Com essas considerações, essa pesquisa teve como objetivo analisar a imagem corporal de pessoas com deficiências visuais e monitores que participam do Projeto de Extensão em Educação Física Adaptada da FEF - Mackenzie. A metodologia desse estudo caracterizou-se como exploratória na qual utilizamos os pressupostos do teste da figura humana para formulação da coleta de dados. Propusemos aos sujeitos, 7 monitores e 14 pessoas com comprometimentos visuais, que elaborassem um corpo com massa e posteriormente com barbante e cola ou lápis, projetados sobre papel. Verificamos que os monitores apresentaram uma maior uniformidade na representação do corpo e detalhamento da unificação dos membros, com descrição das roupas e expressões. Os alunos com deficiências visuais apresentaram desarticulação nas áreas corporais e falta e fragmentação de membros com rara representação de vestimentas. Observamos que as questões que representam personificação e relação social evidenciam-se nas projeções dos sujeitos videntes. Já nas projeções dos deficientes visuais há uma grande relevância nos aspectos intrínsecos e psíquicos na percepção de seus corpos, grande apreço por algumas partes do corpo e os olhos, que ganham destaque ou são a única forma representada. Assim, verificamos que se deve atentar para emergência de um trabalho que enfatize a percepção corporal para uma ampliação da unificação do corpo no espaço, a fim de favorecer a percepção das orientações durante o processo de ensino aprendizagem no projeto.

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ANÁLISE ESPIROMETRICA EM ATLETAS DE BASQUETEBOL EM CADEIRAS DE RODAS

Fenato, R.R.; Silva, A.A.C.; Coelho, E.S; Gorla, J.I.

Instituição: Academico Curso de Educação Física ; Academico Curso de Educação Física; Academica Curso de Educação Física; Universidade Paranaense/Curso

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O teste ergoespirométrico é um exame de grande aplicação, tanto para atletas como também para praticantes de atividade física não competitiva. Este teste possibilita determinar variáveis respiratórias, metabólicas e cardiovasculares pela medida das trocas gasosas pulmonares durante o exercício e a expressão dos índices de avaliação funcional. Esse teste ergoespirométrico traz na realidade, informações a respeito da integridade de todos os sistemas envolvidos com o transporte de gases, não envolvendo assim, somente os ajustes cardiovasculares e respiratórios. O objetivo deste estudo foi avaliar a função respiratória de portadores de deficiência física praticantes de basquetebol em cadeira de rodas. Este estudo caracterizou-se como sendo de caráter descritivo, envolvendo variáveis que procuraram identificar a função respiratória em portadores de deficiência física praticantes da modalidade de basquetebol em cadeira de rodas. Foram estudados 12 sujeitos, praticantes de basquetebol em cadeiras de rodas, com idade média de 31,08 +7,75 anos que realizaram uma avaliação da função pulmonar através da espirometria, analisando as curvas de capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), classificados por lesão medular, poliomielite, amputação de membro inferior, doenças degenerativas e meningomieloceli. O espirômetro utilizado foi um modelo Pony Espirometer Graphic. Dos avaliados, cinco(5) indivíduos obtiveram valores espirométricos normais (média de 96,0% da CVF predita) enquanto que cinco(5) apresentaram um distúrbio restritivo leve (média de76,8% da CVF predita), um(1) sujeito apresentou distúrbio restritivo moderado ( 64,0% da CVF predita) e um(1) sujeito apresentou restrição severa( 54,0% da CVF predita). Observamos que a maioria dos indivíduos apresentou valores normais e restrições leves para a CVF. Esses valores, provavelmente, apresentaram bons em função do treinamento desenvolvido pela equipe.

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Estratificação de risco e avaliação de saúde: uma necessidade para grupos com pessoas especiais

Ferreira, P.L.; Coelho, V.A.C.; De Marco, M.; Tolocka, R.E.; Barion, R.; César, M.C.

Instituição: Universidade Metodista de Piracicaba ; Universidade Metodista de Piracicaba; Universidade Metodista de Piracicaba; Universidade Metodista de Piracicaba; Universidade Metodista de Piracicaba; Universidade Metodista de Piracicaba

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Serviços de extensão à comunidade tem recebido pessoas em diferentes condições para participarem de seus programas, e estas muitas vezes, não chegam com condições clínicas adequadas. Por isto, este estudo teve como objetivo realizar uma triagem das condições clínicas e estratificar os riscos de saúde, tanto para encaminhamentos preventivos, quanto para adequação dos programa a serem executados. Metodologia: Trata-se de um estudo com 12 mulheres entre 29 e 55 anos, realizado no Centro de Qualidade de Vida CQV/UNIMEP. Foram coletados dados de saúde, através de fichas, avaliação antropométrica de peso e estatura para verificação do Índice de Massa Corporal (IMC) e avaliação do percentual de gordura por dobras cutâneas. Resultados: Foram observadas queixas de dores articulares, dispnéia e dor torácica; como antecedentes pessoais foram mencionados hipertensão arterial, obesidade, dislipidemia, diabetes, depressão, asma, rinite alérgica e fraturas; cinco pessoas mencionaram alergia à alimentos e medicamentos; sete estavam em tratamento médico e oito faziam uso de medicamentos. Em relação ao IMC, quatro participantes foram classificadas como eutróficas, duas com sobrepeso, quatro com obesidade grau 1, uma com obesidade grau 2 e uma com obesidade grau 3 .Após essa triagem, cinco pessoas foram encaminhadas para avaliação clínica, sendo que uma foi suspensa das atividades por apresentar isquemia do miocárdio e as outras duas foram classificadas como ?risco aumentado?, sendo encaminhadas para um programa de orientação à obesidade. Percebe-se assim, que tal avaliação foi importante para detectar riscos de saúde, esclarecer a população, fazer encaminhamentos necessários e re-orientar o programa, considerando que no grupo formado a maioria dos participantes apresentam IMC acima do esperado, o que indicada adaptações de atividades. Sugere-se que programas de atividades motoras, contribuam para a saúde populacional, fazendo avaliações iniciais e encaminhamentos necessários.

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A inclusão leva a exclusão

Ferrer, S.R.; Nabeiro, M.

Instituição: Unesp - Bauru ; Unesp - Bauru

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A inclusão social e principalmente a educacional, de indivíduos portadores de necessidades especiais, é um dos assuntos mais atuais e discutidos entre educadores. Atrelando-se a importância do tema, o presente trabalho teve por determinante analisar a relação entre o contexto inclusivo teórico e as práticas inclusivas, visando o combate a exclusão direcionada aos portadores de necessidades especiais, como de fato vem ocorrendo, com enfoque a área educacional. Sendo assim, o objetivo específico desse trabalho foi verificar e analisar qual a opinião dos Professores de Educação Física quanto à inclusão de alunos com necessidades especiais em suas aulas. Portanto, foi elaborado um questionário para averiguar as opiniões a respeito da inclusão educacional e as reais condições para que esta ocorra, o mesmo foi encaminhado às escolas e aplicado a 13 professores de Educação Física, atuantes na cidade de Pederneiras. O contexto teórico constituiu-se da revisão de literatura de diversas obras, de vários autores que referenciam o tema. Após a coleta de dados referente à pesquisa os resultados obtidos foram analisados e discutidos, onde foi constatado que entre as varias dificuldades apontadas pelos professores a respeito da inclusão educacional, as de maior freqüência são, a falta de materiais didáticos, a precariedade da formação profissional e o grande número de alunos na sala de aula. Concluindo constatamos que o contexto teórico encontrado na literatura não está presente na realidade pesquisada, existindo assim, uma realidade mais voltada para a exclusão do que para a inclusão.

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Adequações necessárias em sessões de basquetebol adaptado

Fischer, A.L.; Zuchetto, A.T.

Instituição: Universidade Federal de Santa ; Universidade Federal de Santa

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O objetivo deste estudo foi analisar duas aulas de basquetebol adaptado para portadores de necessidades especiais e identificar as adequações ocorridas. Participaram destas aulas 6 sujeitos e 5 deles fizeram parte da amostra, sendo: P1- 19 anos, portador de Deficiência Mental (DM) e Síndrome de Down (SD), P2- 29 anos, portador de Paralisia Cerebral Atetósica com quadriparesia, P3- 20 anos, portador de DM e Distúrbio de Comportamento, P4- 17 anos, portador de Síndrome de Asperger e P5- 20 anos, portador de SD. Para a coleta e análise dos dados foram utilizadas filmagens e registros cursivos. A 1ª aula durou 98 minutos, a 2ª 108 minutos e ambas constaram de 8 atividades que desenvolveram educativos do basquetebol, além de jogos adaptados e volta a calma. Resultados: P1 necessitou de estímulos em todas as atividades e só participou de algumas delas quando conduzido, necessitando informações e demonstrações adicionais devido a dificuldades de compreensão. P2 necessitou que alguém conduzisse sua cadeira e lhe entregasse bolas, além disso, adequou movimentos em uma atividade onde ao invés de girar como os outros colegas apenas quicava a bola no chão para facilitar a realização da tarefa. P3 necessitou apenas de algumas informações como qual tipo de passe deveria realizar, demonstrações de como fazer o giro, etc., realizando de forma autônoma a maior parte do tempo. P4 realizou quase todas as tarefas sem dificuldades e por conta própria, necessitando apenas estímulos para arremessar nos arcos e demonstrações para realizar o giro em torno de si. P5 necessitou apenas de incentivos (ele compreendia e realizava por conta própria), estímulos para arremessar, realizar o zig-zag e demonstrações de como realizar o giro. Foram poucas as adequações necessárias, relacionando-se a: informações adicionais e demonstrações, mais tempo para realizar as tarefas e auxílio devido a dificuldades motoras. Quanto à adequação de materiais percebeu-se que o uso de balões e bolas de diferentes tamanhos facilitou a execução dos educativos e possibilitou aumentar de forma gradativa a complexidade a tarefa.

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O processo inclusivo e a educação física na rede regular de ensino do município de São João da Boa Vista-SP: um estudo de caso .

Florence, R.B.P; Silva, R.de F.da; Toledo, E.C. de; Seabra Junior, L.; Araújo, P.F. de; Giacomini, M.C.C.

Instituição: UNICAMP- FEF ; UNICAMP- FEF; UNICAMP- FEF; UNICAMP- FEF; UNICAMP- FEF; UNICAMP- FEF

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A educação inclusiva é um tema que vem despertando reflexões e polêmicas no campo educacional. Trata-se de abraçar a diversidade, pois nesta nova proposta os olhares não são dirigidos às deficiências, mas sim ao aluno, como ser único. O presente trabalho trata-se de um estudo acerca dos caminhos enfrentados pelo atual processo inclusivo e sua efetivação, mediante os alunos com necessidades educacionais especiais presentes nas instituições escolares da rede municipal e estadual de ensino do município de São João da Boa Vista-SP.Como recurso metodológico para este estudo,para contemplar a prática da educação física face à inclusão escolar, foi realizada uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, com a realização de entrevistas semi-estruturadas com os professores de educaçãofísica que atuam junto a estes alunos especiais na rede regular.Como amostra para a coleta de dados, delimitou-se o Ciclo I da etapa do ensino fundamental de escolas do município que incorporaram a inclusão em seu atendimento com de alunos com necessidades educacionais especiais.Concluímos que não conseguiremos abrir as escolas às diferenças e à qualidade da educação, onde todos devem ser bem-vindos, se não estivermos dispostos a repensar valores e costumes, procurando por uma sociedade mais justa e igualitária. A educação inclusiva não é somente uma nova proposta de lei, mas impolica na mudança de atitudes: de pais, professores, alunos, dirigentes e comunidade. Não é nossa pretensão fechar este assunto com este estudo, mas sim alertar os segmentos políticos,educacionais e de formação de professores,para as ações que devam permear estes diferentes segmentos em função de um abraço à diversidade. Palavras-chave: 1 Inclusão. 2 Educação Física. Este artigo é parte da dissertação de Mestrado ? A Educação Física na Rede Pública do Município de São João da Boa Vista-SP: do direito ao alcance - do programa de pós-graduação da Faculdade de Educação Física- UNICAMP.

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Iniciação ao basquete e os comportamentos sociais de portadores de necessidades especiais.

França, C. de; Carvalho, P. G.; Zuchetto, A. T.; Nasser, J. P.

Instituição: AMA/CDS/UFSC ; AMA/CDS/UFSC; AMA/CDS/UFSC; AMA/CDS/UFSC

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Este estudo tem como objetivo analisar o comportamento social de portadores de necessidades especiais em duas aulas de iniciação ao Basquete, em contexto de atividade motora adaptada. Foram observados cinco alunos, sendo uma com distúrbio de comportamento (P1), um com síndrome de Asperger (P2), dois com Síndrome de Down (P3 e P4) e um com paralisia cerebral do tipo atetósica sem deficiência mental (P5). Para a coleta de dados utilizou-se o registro cursivo da filmagem da aula. Para a análise dos dados adequaram-se os comportamentos observados no registro cursivo ao Sistema de Categorias de Comportamentos Sociais, este que aborda comportamentos relacionados aos adultos e aos colegas e subdividem-se em comportamentos na direção e contrários aos objetivos propostos. Na análise do registro cursivo foi possível observar que houve maior freqüência de comportamentos positivos e estes foram mais consistentes no decorrer da segunda aula analisada. A categoria atender às solicitações do adulto foi a que teve o maior número de ocorrências por parte de todos os participantes observados, ocorrendo em maior número na segunda aula observada. Destaca-se o número de ocorrências das categorias conversar com adulto e conversar com colegas, onde foi obtido um grande número de ocorrências pelo P1, P2 e P5, havendo uma diferença discrepante em relação aos alunos com síndrome de Down nas duas aulas, que evidencia a maior dificuldade de linguagem dos portadores desta síndrome. Estas aulas proporcionaram a todos os participantes analisados compartilharem materiais, respeitarem regras e brincarem. P1 destacou-se na primeira aula no comportamento de colaborar e na segunda no solicitar. P2 se sobressaiu nos comportamentos de colaborar e ajudar colegas na primeira aula e mostrar assertividade na segunda. O número de ocorrências da categoria solicitar e a consistência do comportamento de respeitar regras foi relevante para P5. Dos comportamentos opostos aos objetivos apenas o recusar proposta manifestou-se por todos os participantes. A categoria perturbar foi a que teve o maior número de ocorrência para P1. Para o P2, P3, P4 e P5 foi recusar. Como na segunda aula foi observado maior número de ocorrências de comportamentos positivos, pode-se perceber que os alunos puderam comportar-se melhor socialmente por estarem mais familiarizados com as atividades. Apesar da observação de comportamentos negativos, os positivos sobressaíram-se aos mesmos, verificando que a aula de iniciação ao basquete, além de proporcionar vivências diferentes das habituais, pôde contribuir para a ocorrência de comportamentos sociais positivos.

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Educação e reeducação motora aquática para pessoas com deficiência

Franken, M.; Rigon, C.P.; Buske, D.; Freitas, F.C.; Borges, F.P.; Palma, L.E.

Instituição: UFSM-Centro de Educação Física ; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física

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Objetivando desenvolver atividades aquáticas que visem promover a educação e reeducação motora de alunos com deficiência física e múltipla, assim como, propiciar a melhoria das funções cardio-respiratórias, promover a interação social, proporcionar o desenvolvimento da auto-estima e autoconfiança dos alunos, foi que este projeto foi elaborado. O mesmo é desenvolvido com alunos entre 12 e 48 anos, nas quintas-feiras, no horário das 16:30h às 17:30h, no Complexo de Piscinas Térmicas do CEFD/UFSM/RS. Inicialmente foi realizado um trabalho de adaptação ao meio líquido com os participantes, objetivando conhecer as suas vivências. Posteriormente, foram desenvolvidas atividades visando conhecer suas especificidades, necessidades individuais e independência no meio líquido, para posteriormente embasar a construção do planejamento das atividades/aulas. A metodologia de trabalho utilizada é de dois professores/monitores para cada aluno em função das necessidades individuais apresentadas pelos mesmos. Como avaliação, elabora-se um Parecer Descritivo sobre a aula e o desenvolvimento do aluno que é anexado a sua ficha para o direcionamento e acompanhamento das próximas aulas. Contudo, e tendo em vista que o projeto foi iniciado neste ano e tendo sua conclusão prevista para o mês de dezembro, destacam-se alguns resultados já observados, como: melhorias nas funções cardio-respiratórias, interação social de aluno/aluno e aluno/professor e o destaque para o aumento da auto-estima autoconfiança refletindo sua qualidade de vida.

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Discursos da Mídia & Campeonatos de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas

Freitas, M.C.R.; Tolocka, R.E.

Instituição: NUPEM/UNIMEP- Piracicaba ; NUPEM/UNIMEP-Piracicaba

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A Dança Esportiva em Cadeira de Rodas é uma modalidade que foi estabelecida a partir de 1989, pela Organização Esportiva Internacional para Deficientes (ISOD). O primeiro campeonato brasileiro ocorreu em Campinas, em 2002. Através da dança, buscam-se mudanças sociais, apresentando o corpo deficiente, bem como mostrando suas capacidades e seus sentimentos perante uma sociedade que os olha com um sentimento de pena, diferenciando-os devido aos padrões sociais e estéticos. Desde o primeiro campeonato brasileiro, este esporte contou com a presença da mídia, sendo necessário analisar qual o discurso que tem sido veiculado, uma vez que a mídia é importante canal para formação de opiniões. Foi utilizada a técnica de análise do discurso, proposta por Orlandi (1999), verificando-se os discursos na mídia televisiva e de imprensa, veiculados durante os três campeonatos brasileiros e o campeonato paulista, de forma a analisar não o ideológico explícito no texto, mas a maneira como o dito se significa, e a historicidade deste significar. Resultados: no discurso da mídia sobre a DECR, encontram-se informações sobre este esporte, narrativas sobre como as deficiências foram adquiridas e uma preocupação de mostrar que a dança é uma atividade nova que possibilita uma interação do deficiente na sociedade. Observa-se a intenção de destacar que o fato de dançar é uma maneira de superar limites não só fisiológicos, mas sociais, sendo de certa forma uma novidade também para o mundo televisivo. Nota-se que as entrevistas enfocam a imagem de usuários de cadeira de rodas, explorando as emoções que podem ser captadas através de imagens e falas, que são montadas de forma a dar a conotação de que assistir àqueles movimentos e imagens é muito emocionante, dando a entender que quem assiste também sente uma emoção, por sua vez essa emoção seria demonstrada nas imagens de forma a comover os telespectadores de que este é um fato novo e surpreendente. Esta surpresa esta relacionada ao preconceito existente na sociedade, que está presente também na maneira como as reportagens são montadas, apresentando espanto com as possibilidades motoras mostradas pelos dançarinos. Em contraste com o espanto do repórter, os dançarinos mostram que a deficiência não é o limite das pessoas e que há muita coisa para se fazer fora de casa. Conclui-se que a dança esportiva em cadeira de rodas mostra-se através da mídia como um contexto novo e de surpresa, pois a mesma ainda sofre os ?preconceitos? existentes na sociedade, porém pode ser parceira na luta pela mudança sobre o olhar dado às pessoas com deficiência e em particular ao significado de uma cadeira de rodas, passando da imobilidade à possibilidade de expressão artística e participação ativa na sociedade.

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Idoso asmático e atividade física: relato de caso

Freitas, S.L.; Magalhães, R.X.; Villa, F.; Teixeira, L.

Instituição: Escola de Educação Física e Esportes - USP ; Escola de Educação Física e Esportes - USP; Centro de Práticas Esportivas - USP; Escola de Educação Física e Esportes - USP

Apoio Autor: ; ; ;

Introdução: Biologicamente, o envelhecimento é entendido como um processo múltiplo e complexo de mudanças ao longo do curso da vida, com incrementos, reduções e reorganizações de caráter estrutural e funcional. Já com relação à função pulmonar, há diminuição de 40-50% da capacidade vital e aumento de 30-50% do volume residual respiratório. A asma pode iniciar em qualquer idade e a sua prevalência em idosos não é muito diferente daquela nos grupos de menor idade. Ela não parece aumentar o risco de morte do idoso quando corretamente tratada, o que possibilita ao asmático da terceira idade ter uma vida ativa e plena. Muitos estudos mostram que a asma vem sendo subdiagnosticada e conseqüentemente subtratada na população idosa, pois muitas vezes ela é encoberta por outros problemas de saúde como doenças do coração e enfisema. Nesse grupo etário, os principais agentes desencadeantes são as viroses respiratórias, os irritantes e alguns medicamentos freqüentemente prescritos para doenças concomitantes. Objetivo: Verificar os efeitos de um programa regular de atividade física adaptada a uma idosa asmática. Métodos: A participante tinha 78 anos, sendo asmática desde a fase adulta. A aula era composta de aquecimento, avaliação do pico de fluxo expiratório e do desconforto respiratório, exercícios aeróbios e de fortalecimento muscular, exercícios respiratórios e natação. O programa era realizado duas vezes por semana, com duração de 1h30 cada sessão. Conclusão: Um programa de atividades físicas para idosos é extremamente importante na medida em que vise atenuar a velocidade do declínio das capacidades funcionais, assim como promover a interação e o convívio entre os próprios idosos e com a sociedade, o que refletirá em melhoras do seu auto-conceito, auto-estima e melhora da qualidade de vida.

Apoio Trabalho: ; ; ;
 

 

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O JOGO EM CRIANÇAS AUTISTAS: UM ESTUDO DE CASO

Fumes, N. L. F; Lima, T. B. B.

Instituição: Universidade Federal de Alagoas ; Universidade Federal de Alagoas

Apoio Autor: ;

A presente pesquisa teve como objetivo identificar as formas de jogos vivenciadas pelas crianças autistas em suas vidas diárias e analisar a contribuição do Projeto Brincar para a aquisição de novos jogos. Tratou-se de um estudo de caso, de natureza qualitativa, em que tomaram parte 6 crianças participantes de um programa educativo especializado da cidade de Maceió, sendo 5 meninos e 1 menina, com idades compreendidas entre 5 e 12 anos, bem como os seus pais, familiares ou responsáveis legais. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada. Os resultados mostraram que os principais jogos realizados por estas crianças eram os com bola e os no meio líquido, destacando que as mesmas tinham muitas dificuldades em participar nestas atividades, passando pouco tempo envolvidos com as mesmas. A análise do nível de interação dos principais jogos realizados por estas crianças no seu dia a dia indicou que estes eram sobretudo os de nível autistícos e os exploratórios, de acordo com escala de Sherrill (1998). No que diz respeito à contribuição do programa de atividades recreativas, este não foi tão enfatizado pelas famílias. Assim, conclui-se que para um programa do gênero alcançar os resultados almejados é necessário haver um trabalho conjunto entre família e escola, o que não foi possível realizar pelo Projeto Desenvolver.

Apoio Trabalho: ;
 

 

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ATIVIDADES MOTORAS INCLUSIVAS: UMA EXPERIÊNCIA COM PORTADORES DE SINDROME DE DOWN NO CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA DA UNIMEP

GAIO, R.; PORTO, E.; CABRAL, E.; TEREZANI, O.

Instituição: UNIMEP E PUC DE CAMPINAS ; UNIMEP; UNIMEP; UNIMEP

Apoio Autor: ; ; ;

Introdução Esse relato de experiência tem como objetivo apresentar as ações realizadas durante o período de um ano junto ao projeto intitulado PROPOSTA DE ATIVIDADES MOTORAS INCLUSIVAS: UMA EXPERIÊNCIA NO CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA DA UNIMEP, tendo a prática esportiva como instrumento pedagógico para intervenção, sendo o Portador de Sindrome de Down atendido junto as demais crianças que freqüentam o Centro de Qualidade de Vida (CQV) da UNIMEP, numa perspectiva inclusiva. Objetivos Esse artigo, fruto das reflexões ocorridas ao longo do desenvolvimento do projeto já mencionado, frente ao cotidiano de atividades motoras junto ao CQV, atingiu as seguintes metas: - Promoveu a intervenção junto à comunidade que freqüenta o CQV, na faixa etária de 7 a 12, numa perspectiva inclusiva, atendendo em especial os Portadores de Síndrome de Down; - Possibilitou a pesquisa sobre prática de atividades motoras e esportivas de Portadores de Síndrome de Down, numa perspectiva inclusiva, num trabalho conjunto da Educação Física e Psicologia. Considerações Finais Que possamos sempre entender a relação de igualdade e diferença em aulas de Educação Física, isto é, igualdade como ponto de partida, como direito de participação de todas as crianças em atividades motoras e, diferença como presença contínua no processo de ensino-aprendizagem dos movimentos. Ao final do trabalho podemos concluir que atividades motoras de inclusivas tentem a beneficiar todas as crianças, pois os valores presentes nas aulas são absorvidos por todas as crianças o que nos leva a acreditar numa sociedade mais justa e digna, do ponto de vista da igualdade social. Bibliografia GAIO, R.; MENEGHETTI, R. (organizadoras) Caminhos Pedagógicos da Educação Especial. Petrópolis, Editora Vozes, 2004. MANTOAN, M.T.E. Inclusão Escolar: o que é? por quê? Como fazer? 3ª edição, São Paulo, Editora Moderna, 2003.

Apoio Trabalho: FAE/UNIMEP ; ; ;
 

 

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O esporte performance e a contribuição para a inclusão

Garcia, V.D.G.; Vitório, R.V.; Nabeiro, M.N.

Instituição: Unesp - Bauru -Depto de Educação Física ; Unesp - Bauru -Depto de Educação Física; Unesp - Bauru -Depto de Educação Física

Apoio Autor: ; ;

O fato das pessoas com deficiências físicas não produzirem na mesma velocidade que a sociedade exige, muitas vezes por razões físicas incapacitantes, são vitimas do preconceito que é fruto da ignorância de uma sociedade que, através de estereótipos, as rotulam incapazes. Dentro desse contexto, a sociedade e até mesmo a pessoa com deficiência física, acabam limitando suas potencialidades e atuação social. No entanto, o esporte vem sendo utilizado como uma medida de rompimento deste paradigma, onde através de suas três dimensões, que são: Esporte ? educação, Esporte ? participação e Esporte ? performance, desempenham um papel decisivo e provedor da inclusão. O presente trabalho objetiva relacionar exclusivamente o Esporte ? performance com a inclusão e a melhora da qualidade de vida de seus praticantes. Foram entrevistados 7 indivíduos com idades entre 27 e 38 anos, praticantes das modalidades natação, tênis de mesa, halterofilismo e atletismo, que disputaram os Jogos paradesportivos na cidade de Bauru, no ano de 2003. Eles responderam a duas questões estruturadas e abertas: 1. Como você caracteriza a importância da prática de esporte na sua vida? 2. Quais as experiências e/ou vivências a prática de atividades esportivas lhe proporcionou? De acordo com as respostas dos entrevistados, na questão 1 obtivemos como fator mais importante a melhora física (3), elevação da auto-estima (3), ampliação das amizades (1) e participação em campeonatos (2); Já na questão número 2, todos os entrevistados citaram a melhora física e psicológica como o fator preponderante nas práticas esportivas, o que os impulsionaram a prosseguirem e incorporarem-nas em suas vidas. Analisando o exposto acima, podemos concluir que o esporte-performance contribuiu de maneira positiva na vida desses indivíduos, onde notaram grande melhora no desempenho físico, devido ao treinamento, melhora da auto-estima, bem como aumento das amizades e possibilidade de competir em diversas cidades, sentindo-se privilegiados por poderem usufruir a nova realidade em que se encontram, ou seja, passaram de incapazes para esportistas.

Apoio Trabalho: ; ;
 

 

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Elementos Rítmicos e Expressivos da Dança para sujeitos com Necessidades Especiais

GOBBI, M.; TREMEA, V.S.

Instituição: FSG ; FSG

Apoio Autor: ;

Durante as últimas décadas se enfatiza cada vez mais programas voltados para crianças com necessidades especiais, dentre esses, atividades da cultura corporal que possibilitam a cada indivíduo construir para si uma imagem de corpo a partir da sua experiência pessoal. O objetivo desse trabalho foi desenvolver um programa de intervenção, buscando favorecer a consciência corporal de uma criança com necessidade especial mediante a prática de atividades rítmico-expressivas. A criança, sujeito do estudo, é uma menina de 7 anos de idade, com paralisia cerebral. Como instrumentos para a coleta de dados foram utilizados: entrevistas semi-estruturadas, aplicadas aos pais da criança e professora, bem como, filmagem e diário de campo, para anotações das observações. As intervenções tiveram seu início a partir de maio de 2005, uma vez por semana, durante 1h30min para cada uma das 30 sessões. Durante as sessões foram estimuladas as noções de imagem corporal, esquema corporal, orientação espacial e temporal, através de atividades expressivo-criativas, utilizando-se de músicas e diversos materiais. Realizar as atividades expressivo-criativas não se resume simplesmente na aquisição de habilidades, mas também contribuem para o aprimoramento dos padrões de movimento e habilidades básicas do sujeito, além da estimulação de suas potencialidades e sua relação consigo e com o mundo. Através da expressão corporal, empregando os mais variados recursos que a dança e seus elementos podem oferecer, foi possível perceber que apesar das limitações da criança, a mesma demonstrou que tem potencialidades: seu corpo, quando envolvido com a música e com os movimentos, tornou-se mais confiante, evidenciando a superação de limites e a busca pela autonomia. Sua disposição para se engajar e persistir na prática das atividades, possivelmente condisse com as manifestações do ambiente e da aprendizagem mediada, refletindo em recursos positivos para sua atuação nessas tarefas. Assim sendo, ressalta-se que não é um processo rápido de mudanças para o desenvolvimento, mas possível, sendo que o desenvolvimento da criança depende das relações estabelecidas com as pessoas que também estão engajadas no processo e os ambientes significativos que compõe seu mundo.

Apoio Trabalho: ;
 

 

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As Formas de Comunicação e o Processo de Inclusão de alunos com Necessidades Educacionais Especiais em Aulas de Educação Física Escolar

GULART, L.F.A.; PALMA, L.E.

Instituição: Universidade Federal de Santa Maria ; Universidade Federal de Santa Maria

Apoio Autor: ;

O estudo objetivou analisar as formas de comunicação de alunos com necessidades educacionais especiais (NEEs), colegas e professor, e a contribuição destas para o processo de inclusão em aulas de Educação Física de uma Escola Estadual de Ensino Básico do município de Santa Maria/RS. A amostra foi composta por uma turma de 2ª série com 26 alunos, tendo uma aluna com NEEs (paralisia cerebral); e uma da 4ª série com 27 alunos, com um aluno com NEEs (deficiência mental); e a professora de Educação Física. Utilizou-se como metodologia: Filmagens de 05 aulas de cada turma, para verificar as formas de comunicação estabelecidas entre professor, alunos com NEEs e colegas e o Processo de Inclusão. Os dados foram transcritos para uma Ficha de Análise das Aulas para as Formas de Comunicação e para uma de Análise do Processo de Inclusão. Observou-se: a) A aluna com NEEs da 2ª série, participou poucas vezes das atividades nas aulas, interagindo menos e, com isso, poucas foram as oportunidades de trocas, de interação e formas de comunicação surgidas, comprometendo o Processo de Inclusão. b) O aluno com NEEs, da 4ª série interagiu de forma satisfatória, havendo trocas entre colegas e professora e o surgimento de formas de comunicação, auxiliando o Processo de Inclusão. Infere-se que a comunicação é importante e necessária para o processo de inclusão, pois, só por meio dela, professor e alunos conseguem interagir de várias formas. Portanto a comunicação contribui para que o Processo de Inclusão ocorra nas aulas, através de um bom planejamento do professor, que necessita estar preparado; da elaboração de estratégias para alcançar os objetivos propostos; a criação de adaptações necessárias à participação dos alunos com NEEs, propiciando a interação de alunos e professor, através de trocas de experiências, que se dão unicamente pela comunicação. Sendo assim, é necessário que o professor, utilize várias formas de comunicação, para que os alunos com NEEs consigam entendê-lo, realizando de forma prazerosa o que está sendo solicitado, auxiliando em sua efetiva participação nas aulas e no bom relacionamento com colegas e professor.

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A história do ´Futebol de Cinco` no Brasil e no mundo

Itani, D. E.; Morato, M. P.; Almeida, Prof. Dr. J. J.

Instituição: Unicamp- Faculdade de Educação Física ; Unicamp- Faculdade de Educação Física; Unicamp- Faculdade de Educação Física

Apoio Autor: ; ;

O presente trabalho objetiva relatar o processo histórico do futebol praticado pelas pessoas deficientes visuais, denominado Futebol de Cinco, através da pesquisa bibliográfica, da pesquisa documental dos arquivos da Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC), somadas as observações do Grupo de Estudo e Pesquisa em Atividade Motora Adaptada (GEPEAMA) da Faculdade de Educação física da UNICAMP e as nossas participações nos eventos organizados pelas entidades responsáveis pelo futebol para deficientes visuais no Brasil. Discutimos brevemente as alterações existentes desta prática desportiva em discussão, pontuando as mudanças ocorridas para a concretização do jogo pela população deficiente visual, em especifico, os cegos totais (categoria B1). Organizamos cronologicamente as datas importantes para o desenvolvimento desta modalidade esportiva no Brasil e no Mundo. Discutimos as duas décadas de existência da ABDC, esta demonstrando com os seus trabalhos, um quadro positivo no processo histórico do futebol de cinco. Ordenamos materiais que estimularam a reflexão da atual situação do futebol de cinco no Brasil e as perspectivas quanto ao crescimento qualitativo e quantitativo no âmbito nacional e internacional. Ao constatarmos o número de entidades que participam em campeonatos organizados pela ABDC, no decorrer dos anos, percebemos o aumento considerável de pessoas deficientes visuais praticando futebol no Brasil. As conquistas da equipe brasileira de ?futebol de cinco? para cegos, mais especificamente do bi-campeonato mundial, do tri-campeonato da Copa América sob a responsabilidade da Internacional Blind Sport Federation (IBSA) e recentemente a conquista dos Jogos Paraolimpicos de Athenas, revelam ao Brasil a condição de uma potência internacional nesta modalidade. Faz-se necessário registrar que o desenvolvimento da prática do futebol pela população deficiente visual tem-se restringido a categoria B1, de cegos totais, visto a viabilização dos inúmeros campeonatos internacionais e da inclusão desta modalidade nas Paraolímpiadas. Percebemos, enfim, a carência de registros que acompanhem, de maneira sistemática, o desenvolvimento e conquistas desta modalidade tão presente na cultura do nosso país e, portanto, passível de atenções pedagógicas-acadêmicas.

Apoio Trabalho: ; ;
 

 

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Natação no desenvolvimento de crianças com Paralisia Cerebral

Laranjeira, A.L.G.

Instituição: IMES- Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Apoio Autor:

O desenvolvimento da criança portadora de Paralisia Cerebral é comprometido devido às desordens causadas por uma lesão no Sistema Nervoso Central. Este comprometimento resulta no retardo da aquisição de habilidades cognitivas, afetivas e motoras. Estudos sobre atividades físicas adaptadas para crianças portadoras de necessidade especiais surgem a cada dia, pois se constatou que elas são uma boa maneira de intensificar o desenvolvimento dessas crianças. Uma das atividades físicas mais indicadas para o PC é a natação, por proporcionar ao portador de Paralisia Cerebral muitos benefícios. A questão que surgiu a partir destes estudos foi se a natação poderia auxiliar as crianças com Paralisia Cerebral a se desenvolverem integralmente. Desta forma, o objetivo do estudo foi observar aulas de natação para crianças com paralisia cerebral, identificando mudanças no desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor. Participaram deste estudo 5 crianças com Paralisia Cerebral, com idades entre 5 e 10 anos. As aulas ocorreram numa escola na cidade de São Caetano do Sul que visa a educação de surdos, paralisados cerebrais, surdos-cegos e autistas. As crianças tinham aulas de natação uma vez por semana, com uma professora de educação física. No total foram observadas 10 aulas durante 3 meses. Foram verificadas características motoras dos alunos, como a movimentação de pés e de braços, características cognitivas, como o poder de raciocínio e concentração e características afetivas, como expressões faciais e a relação com a professora. O que se observou foram alterações em aspectos cognitivos, tais como uma melhora no poder de concentração e raciocínio das crianças. Em relação aos aspectos afetivos a relação com a professora também apresentou diferenças significativas, pois foram observadas atitudes de segurança em relação a ela. Já nos aspectos motores, foram observados poucos ganhos. Isto pode ser explicado pelo número pequeno de aulas observadas e também pelo fato das crianças apresentarem um grave comprometimento. Portanto, a natação parece ser um meio muito interessante para auxiliar o desenvolvimento de crianças com Paralisia Cerebral em relação a seus aspectos cognitivos e afetivos, além de motores.

Apoio Trabalho:
 

 

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ATIVIDADE FÍSICA QUEBRANDO A BARREIRA DA SURDEZ

Leal, J.; Farias, Á.L.P.; Melo, S.W.M.; Maia, D.F.

Instituição: UEPB- CAMPUS I- Depto. de Educação Física ; UEPB- CAMPUS I- Dept0 de Educa; UEPB- CAMPUS I- Dept0 de Educa; UEPB- CAMPUS I- Dept0 de Educa

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Através da atividade física o deficiente auditivo procura uma conscientização corporal e uma maior participação na comunidade, o surdo é capaz de exercer as suas tarefas da mesma maneira que um ouvinte. Por isso é importante que os demais profissionais envolvidos na educação de surdos tenham consciência das diferenças culturais existentes na comunidade ouvinte e na comunidade surda, às quais apresentam características bem distintas, tais como a comunicação através da língua brasileira de sinais (LIBRAS).O contato das pessoas com deficiência e os esportes trazem para a sociedade um novo enfoque sobre o processo de inserção. A prática de atividade física e os esportes são grandes instrumentos de reabilitação e de habilitação e tem propiciado a inserção e valorização dessas pessoas na sociedade, pois não coloca o deficiente em condição incapaz. A prática esportiva ressalta as potencialidades e traz na medida em que estas pessoas são mais aceitas, uma melhora na sua auto-estima e na qualidade de vida. Este trabalho tem como objetivo investigar a contribuição da prática de Educação Física na formação esportiva do surdo. Este estudo foi realizado na Escola Estadual de Audiocomunicação em Campina Grande-PB. O objetivo desse projeto foi investigar a contribuição da prática de educação Física na formação esportiva do surdo enquanto cidadão. A metodologia teve um caráter descritivo com as ações propostas neste projeto tendo como finalidade minimizar as diferenças individuais, a falta de motivação e a exclusão. Para este estudo, foram selecionados alunos das séries do ensino-fundamental II do turno da manha, foram realizadas atividades físicas direcionadas para o atletismo. Os resultados demonstraram que a grande maioria dos envolvidos tem boa disposição na presença do aquecimento, revelou satisfação e conscientização ao participarem dos momentos de ginástica coletiva, no sentido de aliviarem as tensões da sala de aula e descobriram a sua importância através da prática da atividade física. As alunas declararam que o aquecimento esportivo geral fez nascer-lhes mais disposição para executarem os fundamentos do esporte. A educação física tem permitido o conhecimento do modo de viver do surdo, apontando novas possibilidades para a vida e tornando as expectativas mais reais.

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COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR DOS MEMBROS INFERIORES EM IDOSAS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DO PROJETO AFRID

Leite, G.F.; Coelho, F.G.M.; Maria, J.B.L.; Santos, J.A.; Martins, M.A.; Araújo, G.C.

Instituição: UFU-Universidade Federal de Uberlândia ; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub

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Introdução: O envelhecimento está associado a uma perda da massa muscular. O exercício físico, mais especificamente, o treinamento resistido regular pode aumentar essa força nos idosos, entretanto, não consegue eliminar completamente o acelerado declínio das capacidades físicas inerentes ao processo. Objetivo: Comparar a força muscular de membros inferiores de idosas praticantes de musculação ? um grupo de iniciantes (grupo I) e um grupo de praticantes há mais de um ano (grupo II). Método: A pesquisa foi realizada com idosas praticantes de musculação do Projeto AFRID, na Faculdade de educação Física da UFU. A amostra foi composta por 16 idosas, sendo 8 idosas para cada grupo, com idade variando entre 51 a 77 anos. Os sujeitos da pesquisa praticavam exercícios físicos regulares, ou seja, 3x/semana com durante 1 hora cada sessão. O pós-teste foi realizado 16 semanas após o pré-teste. Os instrumentos de coleta utilizados foram o teste de levantar e sentar da cadeira em 30 seg. protocolado por RIKLI e JONES (1999) e o teste de subir escadas por MATSUDO (2000). Para a análise dos dados, foram realizadas as comparações da média entre os dois grupos e utilizou o teste t de Student para amostras dependentes, em nível de significância de p< 0,05. Resultados: Os resultados mostraram que os dois grupos não obtiveram significância estatisticamente comprovada tanto na média quanto no teste t de student. No entanto, podê-se verificar que o grupo das idosas iniciantes apresentou um maior rendimento comparado ao outro grupo. Conclusão: Diante dos resultados, e ainda, de acordo com a literatura, pôde-se concluir que a musculação é uma modalidade de exercícios físicos que proporciona inúmeros benefícios para os que dela fazem uso. O grupo de idosas iniciantes (grupo I) apresentou maior ganho de força comparado ao grupo que pratica a musculação há mais de um ano (grupo II). Os dados coletados confirmam o que vem sendo apontado por estudiosos da área.

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A MUSCULAÇÃO E A NATAÇÃO COMO FORMA DE REABILITAÇÃO MUSCULAR

Leite, G.F.; Coelho, F.G.M.; Maria, J.B.L.; Santos, J.A.; Martins, M.A.; Borges, L.J.

Instituição: UFU-Universidade Federal de Uberlândia ; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub; UFU-Universidade Federal de Ub

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O portador de deficiência física tem poucas oportunidades de se movimentar, jogar ou praticar esportes, seja em uma escola ou fora dela. As experiências motoras dos deficientes físicos poderão ser ampliadas através de conhecimentos de novas possibilidades de movimentos, novos jogos adaptados às suas limitações e potencialidades. A Faculdade de Educação Física - UFU possui a disciplina Educação Física e Esportes Adaptados que proporciona desenvolvimento de atividades esportivas para deficientes. O objetivo do estudo foi aprimorar as qualidades físicas, resistência e força, e desenvolver as habilidades físicas, equilíbrio e coordenação, do aluno. Metodologia: O aluno H.L., 30 anos, portador da deficiência física, (traumatismo Cervico-Medular), apresenta dificuldades de comunicação e locomoção, (locomove apenas com cadeira de rodas). As atividades desenvolvidas foram a musculação com trabalhos envolvendo levantamento de peso tanto para membros inferiores, quanto para superiores e atividades na piscina como: natação (estilo crawl e costa) e andar na piscina de uma borda a outra, todas com auxilio do macarrão. As atividades foram realizadas duas vezes por semana, com aulas de 50 minutos, durante três meses. Os resultados indicaram que na musculação houve um aumento de 25% de força muscular nos membros inferiores e 42% nos membros superiores. Com relação aos trabalhos realizados na piscina, o aluno melhorou sua resistência com a natação e quanto a locomoção dentro da água ele conseguiu andar sem o auxílio do macarrão. Pode-se concluir que as atividades propostas durante a disciplina permitiram um melhora significativa no condicionamento físico e nas habilidades físicas do aluno.

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Capoeira: Arte, Cultura, Inclusão

Lemos, A.P.

Instituição:

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INTRODUÇÃO: O prazer de gingar o corpo no espaço traduzindo a alegria que experimentamos quando desafiamos as possibilidades corporais revela na capoeira a arte de uma expressão corporal envolta por traços culturais de ritmos, sons e movimentos. A capoeira embala em sua cultura as raízes e crenças de um povo, mas também é uma história contada a partir do corpo despertando sentidos corporais como: coordenação; leveza; equilíbrio; força; flexibilidade. Assim podemos dizer que o trabalho corporal na capoeira está associado a uma integração cognitiva, motora e psíquica a permear o processo de aprendizagem do aluno. Pensamos que a capoeira oferece um excelente meio para o desenvolvimento das habilidades corporais, o que leva a proposta de uma capoeira adaptada para portadores de necessidades especiais onde podemos incluir um grupo de alunos significativamente heterogêneos em suas condições psicomotora. OBJETIVO: A proposta consiste em uma capoeira preocupada com a diversidade das possibilidades corporais e que proporcione ao aluno deficiente uma consciência corporal para além dos aspectos motores, redimensionando a sua auto-estima com a conquista dos movimentos até então inexistentes. A capoeira como inclusão parte do princípio de caminhar com as capacidades presentes, experimentando o corpo a cada nova experiência no espaço e em movimento. METODOLOGIA: O trabalho da capoeira com pessoas portadoras de necessidades especiais acontece em Araraquara há três anos e vem sendo desenvolvido na Apae com 50 alunos portadores de deficiência: física, sensorial e mental, com idade entre 15 e 30 anos. Os treinos são realizados na APAE três vezes por semana com duração de 1 hora. RESULTADOS: Os resultados deste trabalho demonstram a melhora do desempenho e da resistência física do grupo, podemos observar que o aluno ganha para as suas atividades diárias uma maior facilitação do movimento que lhe permite uma liberdade muscuoloesquelética e postural diferenciada para a conquista de novos movimentos no espaço dando assim independência motora para as tarefas diárias. CONCLUSÃO: O grupo conquista o direito à diferença e cresce com o auxílio e cooperação mútua, em uma relação de fraternidade, disciplina, determinação e liberdade.

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Os discursos do Corpo na Vivência do Jogo: Uma reflexão sobre Inclusão, Escola e Educação Física

Lemos, E.M.B.C.; Lima, R.A.

Instituição: UEPB-DEF-Grupo de Pesquisa Cor ; UEPB-DEF-Grupo de Pesquisa Cor

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Os discursos sobre o Corpo, na escola, retratam a necessidade de uma ação pedagógica que exercite o diálogo entre a igualdade e a diferença, a singularidade e a pluralidade (COSTA, 2004; SOUZA, 1999). O objetivo do estudo é descrever e apresentar possibilidades de ensino ? aprendizagem do Jogo, considerando a singularidade e a pluralidade dos Corpos a partir de uma experiência pedagógica. O estudo é de natureza qualitativa e caracteriza-se como uma pesquisa descritiva. O grupo investigado foi constituído por uma turma de alunos (as) que concentra crianças da Escola Núcleo Educacional Infantil da 1ª à 4ª séries, e a aluna ? mestre / pesquisadora em Educação Física. O instrumento de coleta de dados foi o caderno de bordo que apresenta os registros de aulas, anexando os respectivos planos. A partir da experiência pedagógica, identificaram-se os seguintes resultados: 1) A escola pode tornar-se um espaço de inclusão social por abrigar diversos saberes e experiências que podem ser revelados na vivência com o Jogo nas aulas de Educação Física; 2) O Jogo é um instrumento de grande importância no exercício da inclusão, pois permite à criança explorar sua criatividade, dentro de suas possibilidades e limitações, além de lhe permitir condições de intervir na construção de si e do outro; 3) Na prática da inclusão os alunos aprendem uns com os outros e ambos vão se modificando, mas para tal, é necessário não só adaptar o portador de necessidades especiais, como também todos os outros alunos que convivem com ele. Visto que conviver ?é respeitar a singularidade no tornar-se diferente um corpo do outro, pois as experiências de cada um são únicas e individuais porque fazem parte de uma história particular e, ao mesmo tempo, são múltiplas e coletivas porque elas são construídas na presença do outro? (COSTA, 2004, p. 95).

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Vida e Obra de Artistas Brasileiros

Lima, A.B.; Valarini, D.

Instituição: PUC Campinas ; PUC Campinas

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O projeto ?Vida e Obra de Artistas Brasileiros? tem como objetivo o conhecimento da vida e obras dos artistas escolhidos a cada semestre por apresentar uma aproximação com o histórico de vida dos nossos alunos. Esse projeto vem sendo desenvolvido ha três anos com jovens e adultos do Instituto Pedagógico Terapêutico Profº Norberto de Souza Pinto, que freqüentam o Centro Interdisciplinar de Atenção ao Deficiente?CIAD?PUC-Campinas sob a coordenação da Profª Adriana Bittencourt de Lima. Pensamos que a arte propicia a interação social, pois através das linguagens artísticas, seus conceitos, seus materiais específicos e sua dinâmica, podemos trabalhar também a observação, a concentração, o pensamento abstrato, a comunicação verbal e não verbal, facilitando e mediando o seu fazer artístico, suas histórias e o seu cotidiano, estimulando/instigando para que o atendido tenha subsídios para refazer o seu interior e se comunicar melhor com o outro, desenvolvendo o seu pensamento criativo e abstrato. O projeto visa, também explorar e facilitar a expressão de seus anseios, de conhecer e participar de outros ambientes artísticos que facilite o seu aprendizado adequando as atividades às necessidades individuais. O projeto trás, para os estagiários, momentos de discussões e atualização teórica de artes e da deficiência mental, bem como técnicas e conhecimento dos materiais específicos que possibilitem a sua melhor atuação junto aos alunos e momentos de pesquisa e reflexão de assuntos pertinentes ao nosso dia a dia. É realizada duas reuniões a cada encontro, uma antes da chegada dos atendidos e a segunda após o atendimento, para sanar duvidas, esclarecer procedimentos, repassar algumas informações, acompanhar o desenvolvimento dos alunos e para avaliação do projeto. Observamos que a maioria dos alunos tem alcançado os objetivos estabelecidos do conhecimento de artes e também têm se relacionado melhor, bem como tem desenvolvido o seu pensamento abstrato e começam a usar a criatividade de maneira efetiva.

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Comportamento adaptativo e a prática do remo: um estudo de caso com pessoa com síndrome de down

Lima, J.P.S.; Rodrigues, G.M.

Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie ; Universidade Presbiteriana Mackenzie

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A busca por respostas que melhorem o rendimento e adaptação de pessoas com deficiências na prática dos esportes adaptados vem direcionando várias pesquisas. É sabido que o comportamento do individuo com deficiência, não é só individual, mas também contextual. Assim, o comportamento adaptativo, surge como um papel determinante no sentido de identificar áreas fortes e fracas de pessoas com comprometimento para um melhor ajustamento pessoal e social no ambiente onde está inserido. Considerando as áreas de comportamentos adaptativos e visualizando o esporte como um fenômeno social que delineia o comportamento de uma sociedade, verificamos que uma das modalidades que começa a ser praticado por pessoas com deficiências mentais é o remo. O remo é uma atividade em que a propulsão do barco depende de um conjunto de alavancas promovidas pela interação do remador e barco e remete o praticante a uma atenção constante para direcionamento do barco e execução das remadas. Assim, há necessidade de autonomia e também socialização com os outros praticantes e ambiente. Neste sentido, esse estudo de caso teve como objetivo averiguar qual a contribuição do remo no comportamento adaptativo de uma pessoa com síndrome de Down. Para isso, utilizamos a observação assistemática nos procedimentos usuais da prática do remo, que foram: uso de um simulador do movimento da remada, barco coletivos e individuais, com e sem bóia. Participou desse estudo um indivíduo com síndrome de Down com idade de 22 anos. Pudemos verificar nas relações interpessoais e pelos diferentes papéis assumidos no processo de desenvolvimento para a prática do remo, que o pesquisado apresentou comportamentos autônomos na execução das tarefas o que possibilitou a pratica do esporte sem ressalvas quanto ao atendimento às normas de segurança e deslocamento com o barco individual. Foi possível perceber que o remo pode potencializar a autonomia de uma pessoa com comprometimento mental, pois requer a atenção focada e a execução responsável para que possa haver uma prática segura. Assim, o remo pode ser considerado um esporte instigador da autonomia.

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BALLET CLÁSSICO: UMA PROPOSTA INCLUSIVA

Lima, S.M.T.; Martineli, T.A.P.; Sampaio, A.M.

Instituição: UEM-Depto de Educação Física ; UEM-Depto de Educação Física; UEM-Depto de Educação Física

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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9394/96) delega à família, à escola e à sociedade o compromisso para a efetivação de uma proposta de escola para todos. No contexto histórico atual, pautado no modo de produção capitalista, a inclusão é um desafio principalmente em meio escolar, visto que, pessoas com deficiência tiveram incorporado a sua imagem uma idéia de improdutividade e incapacidade. Mesmo com os grandes avanços e descobertas em relação a deficiência, a inclusão social e sua recente proposição ainda apresentam algumas dificuldades para uma efetiva intervenção. Neste contexto, temos por objetivo socializar a experiência em desenvolvimento na Educação Física escolar extra curricular, por meio do conteúdo dança, especificamente o Ballet Clássico, na perspectiva da educação inclusiva. A pesquisa é descritiva de caráter experimental e conta com a participação de quatorze alunos com idade média de cinco anos sendo que, um deles, com dez anos, tem a Síndrome de Down. As aulas têm a duração de cinqüenta minutos e vem acontecendo uma vez por semana em uma escola de educação infantil desde o mês de março do corrente ano. Foram realizadas observações sistemáticas as quais tiveram suas anotações em fichas de registro. Com a análise das observações, após seis meses de pesquisa, aproximadamente vinte e duas aulas, não percebeu-se atitudes de exclusão e/ou rejeição, tanto do aluno com a Síndrome de Down como daqueles tidos como normais, em exercícios realizados em duplas ou trios; as atividades transcorreram de forma natural, visto que, não foi necessário em nenhuma ocasião a preparação de atividades diferenciadas e/ou adaptadas para o aluno com a Síndrome de Down; os alunos se apropriaram dos conhecimentos tratados sobre os movimentos do Ballet Clássico, a partir do imaginário social e da cultura lúdica. A partir do trabalho desenvolvido com o grupo concluiu-se que o Ballet Clássico pode ser uma outra possibilidade para a educação inclusiva, na perspectiva de levar ao despertar do respeito mútuo, além de oportunizar a convivência entre crianças tidas como normais e aquelas com algum tipo de deficiência. A necessidade no desenvolvimento de pesquisas e outras experiências nesta área se faz cada vez mais importante para que novos caminhos sejam traçados, afim de alcançarmos uma sociedade inclusiva.

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Relato de experiência e um projeto de extensão para pessoas com necessidades especiais

Lima,, S. M. T.; Moises,, R. A.; Pupio,, B. C. B.; Bernardo,, M. A.; Nakada,, K.; Sanches,, A.

Instituição: UEM-Depto de Educação Física ; UEM-Depto de Educação Física; UEM-Depto de Educação Física; UEM-Depto de Educação Física; Associação Maringaense Desport; UEM-Depto de Educação Física

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O trabalho está sendo representado pelo projeto de atividades físicas para pessoas com necessidades especiais de Maringá que tem por objetivo transmitir o conhecimento teórico-prático com a troca comunicativa de ações. Nesse momento, estamos apresentando os resultados da etapa inicial do processo de formação, que buscou identificar o impacto dos discentes que participam do projeto de extensão que tem como atividade a natação, atletismo e hidroginástica para pessoas com paralisia cerebral, lesão medular, distrofia muscular, traumatismo craniano encefálico, acidente vascular cerebral, reumáticos, diabéticos e idosos. A atividade é praticada na Universidade e no Centro Esportivo Miyake da Silveira, duas vezes por semana cada. O relato de experiência se justifica pelo fato dos discentes não terem, anteriormente, qualquer contato com a população acima descrita. Utilizou-se como metodologia um relato descritivo, com a participação de onze discentes que descreveram os sentimentos e as percepções durante o processo de cinco meses. Ao categorizar os depoimentos, constatamos uma seqüência situacional, manifestados pelo sentir, perceber, conhecer e apreciar. Verificando que o ato de experimentar a sensação é o de enfrentamento pelo desconhecido; o segundo acontecimento, é o do perceber que ao adquirir informação sobre o ignorado, os mesmos passam à condição de segurança, tendo como conseqüência o entendimento e a compreensão sobre as diferenças. Outra constatação é a de que após essas etapas, inicia-se a inclusão da palavra e do significado de possibilidades, ou seja, a de que todos possuem capacidade, independentemente das limitações individuais. As frases de identificação são: ?um desafio?, ?tinha outra opinião formada?, ?indo muito além de seus limites?, ?eles querem ser tratados como qualquer outra pessoa?, ?descobri?, ?respeitar e conhecer que cada movimento tem seus limites?, ?podemos intervir?, entre outros. A análise geral é a de que a atividade de extensão tem proporcionado refletir sobre: preconceito, possibilidades, impossibilidades, e que, as ações vivenciadas e efetuadas tem possibilitado participar, organizar e intervir na condição motora, política, social e psicológica de todos que participam do projeto de extensão.

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ANÁLISE CINESIOLÓGICA-FUNCIONAL EM ATLETAS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Maia, A.C.; Amici, B.R.; Ferla, J.F.; Volpi, L.; Lopez, L.; Costa, M.C.G.

Instituição: Puc-Pr-Depto de Fisioterapia ; Puc-Pr-Depto de Fisioterapia; Puc-Pr-Depto de Fisioterapia; Puc-Pr-Depto de Fisioterapia; Puc-Pr-Depto de Fisioterapia; Puc-Pr-Depto de Fisioterapia

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Introdução: Os esportes praticados por atletas PNE necessitam adaptações diante da impossibilidade de serem usados os meios convencionais. A prática de esportes deve ser estimulada, procurando assim dar consciência de suas limitações, e potencialidades, motivando-os e os integrando à sociedade. É interessante detectar suas capacidades funcionais preservadas pela lesão inicial, a fim de potencializar seu rendimento e prevenir possíveis lesões. Objetivo: analisar as características cinesiológica-funcionais de 12 atletas PNE profissionais, em relação às limitações determinadas pela deficiência física. Metodologia: foi realizada em atletas PNE, de ambos os sexos, praticantes de modalidades esportivas a mais de 2 anos, acima de 18 anos de idade, avaliação funcional, mensuração do comprimento, perimetria, prova de força muscular, avaliação da flexibilidade (goniometria) de membros superiores e inferiores, teste de comprimento muscular, avaliação dos reflexos tendíneos profundos, avaliação dos miótomos, avaliação musculoesquelética, avaliação do equilíbrio corporal, avaliação da coordenação ampla, testes especiais das articulações dos membros superiores e inferiores e avaliação postural. Resultados: no quesito flexibilidade e comprimento muscular tem-se encurtado em percentual de atletas: 98% peitoral menor, 95% rotadores laterais de ombro, 80% flexores de quadril e 85% isquiotibiais, sendo estes os músculos mais exigidos no esporte. As principais alterações posturais foram: 100% ombros assimétricos, 60% protusão de ombro. A força muscular se apresenta preservada, tendo grande grau de agilidade. Conclusão: apesar da grande força muscular e agilidade dos atletas PNE, pode-se observar que há encurtamentos musculares e alterações posturais, os quais podem prejudicar o desempenho do atleta, podendo acarretar lesões e possíveis afastamentos. Estas alterações podem estar diretamente relacionadas às compensações que são realizadas a fim de tornar o movimento mais produtivo, mesmo sendo sua execução de forma incorreta.

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Atividade física e a pessoa com deficiência física: uma investigação.

Maia, F. da R.; Peres, A. de S.; Mezzomo, S.P.; Borges, F.P.; Palma, L.E.

Instituição: Universidade Federal de Santa Maria ; Universidade Federal de Santa Maria; Universidade Federal de Santa Maria; Universidade Federal de Santa Maria; Universidade Federal de Santa Maria

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O estudo teve como objetivo analisar a prática de atividades físicas por pessoas com deficiência física na cidade de Santa Maria – RS. Procurou-se também verificar os motivos e a importância para a prática de atividades físicas, como também, os espaços disponíveis e as opções de atividades físicas oferecidas a estas pessoas. O estudo foi desenvolvido em escolas estaduais e municipais, instituições especiais de ensino e Associação de Deficientes Físicos da mesma cidade. Fizeram parte da amostra 88 pessoas de ambos os sexos, entre 5 e 70 anos. Aplicou-se um questionário composto por perguntas semi-estruturadas. Analisando os questionários observou-se que 60 pessoas entrevistadas eram do sexo masculino e 28 do sexo feminino. Em relação aos motivos e à importância atribuídos à prática de atividades físicas todos afirmaram ser pela qualidade de vida e consequentemente pela busca da saúde, ambas associadas ou relacionadas à atividade física. Quanto aos espaços físicos disponíveis para a prática de atividade física na cidade, estes são poucos e não adaptados. De igual forma, as opções de prática são restritas. Quando perguntou-se sobre qual atividade física gostariam de praticar, as atividades que se destacaram foi a natação com 39,77%, basquetebol com 32,95%, futebol com 25% e dança com 23,86%. Outras atividades foram citadas como voleibol, atletismo e handebol, porém com menor preferência. As respostas em relação aos espaços e opções obtiveram destaque, pois 23,86% dos entrevistados possuem Paralisia Cerebral, 19,31% com Paraplegia, 11,36% com Hemiplegia e 9,08% com Deficiência nos Membros inferiores, necessitando com isso de espaços adaptados e opções diferenciadas para prática. Conclui-se que a maioria dos entrevistados não praticam atividades físicas, primeiro por falta de espaços adaptados e em segundo por falta de opções de prática, mas atribuem relevância e importância à atividade física para a qualidade de vida. É quase que inadmissível que uma cidade como Santa Maria, não ofereça estes espaços e opções à estas pessoas, sendo elas como qualquer outra, cidadãs e portanto, tendo os mesmos direitos e deveres como todos.

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SOBAMA 10 ANOS: Análise dos artigosdos periódicos - Uma Perspectiva Inclusiva?

MANZINI, E. J.

Instituição: Unesp-Marília

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O objetivo deste trabalho foi identificar o tipo de abordagem, se inclusiva ou não, nos artigos das revistas da Sobama, de 1996 a 2004. A análise remete-nos as categorias: Enfoque no indivíduo ou no meio; Faixa etária; Categorias de deficiência; Objetivos priorizados quanto à área de atuação; adequação/adaptação de estratégias e recursos pedagógicos e Tipo de artigo publicado. Obteve-se como resultados 52 artigos, desses, 43 apresentavam um enfoque inclusivo e 22 enfocaram crianças e escolares com tendências a entender os contextos da inclusão. Quanto à área de atuação, não estão centrados numa única deficiência e enfocam o contexto geral. Os temas integração/inclusão, história/filosofia e comportamento motor foram mais freqüentes, Estratégias de ensino e recursos pedagógicos foram poucos investigados. Conclui-se que, nos artigos publicados, há uma busca de conhecimento sobre inclusão social e escolar visando entender à inclusão em seus contextos e, ainda, de adquirir referências, investigar comportamentos e opiniões referentes a essa temática.

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COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR DOS MEMBROS SUPERIORES DE IDOSAS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DO PROJETO AFRID

Maria, J.B.L; Coelho, F.G.M.; Leite, G.F.; Martins, M.A.; Tibúrcio, F.R.N.; Costa, G.A.

Instituição: UFU- Faculdade de Educação Física ; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física

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Introdução: Com o passar da idade é normal acontecer uma perda considerável de massa muscular esquelética. Essa massa pode ser mantida pelos idosos, em níveis possíveis e desejáveis, se estes se propuserem a realizar exercícios resistidos regularmente, com o objetivo de minimizar o declínio das capacidades físicas, inerentes ao processo. Objetivo: Comparar, em valores numéricos, média e porcentagem, a força muscular dos membros superiores (músculos flexores dos dedos da mão) de idosas praticantes de musculação. Metodologia: A pesquisa foi realizada na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia, com idosas regularmente praticantes de musculação. A freqüência das atividades não poderia ser inferior a três vezes semanais e a duração de 1 hora em cada sessão de aula. Os testes foram realizados com 14 idosas, com idade variando entre 50 e 71 anos. Foi realizado, após o período de férias, o pré teste e após dezesseis semanas realizou-se o pós teste. O instrumento para a coleta dos dados foi o teste de Força de Preensão Manual, adaptado para a terceira idade, por SOARES e SESSA (1995). Resultados: Os resultados podem ser avaliados através da média, 20,2 kg no pré-teste e 23,8 kg no pós teste; desvio padrão, 6,158 no pré-teste e 6,701 no pós teste; t-student ,0011307 < 0,05 e porcentagem, positiva na diferença da força pré e pós-teste 17,8 %. Conclusão: A partir dos resultados obtidos, podemos analisar que houve um aumento de 17,8% Kg no teste de Força de Preensão Manual, o que significa que passadas dezesseis semanas, as idosas desenvolveram mais força nos músculos flexores dos dedos da mão que pode ser explicado pela adição de um exercício visando à atividade deste grupo muscular, este denominado ?rosca punho?.

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A UTILIZAÇÃO DA PLATAFORMA COMO INSTRUMENTO FACILITADOR DO PROCESSO PEDAGÓGICO NAS ATIVIDADES AQUÁTICAS PARA CRIANÇAS E JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN.

Marques, A. C.; Martins, L.; Antunes, N.; Moura, J. B.; Cardoso, L. C; Recuero, J.

Instituição: UFPel ; UFPel; UFPel; UFPel; UFPel; UFPel

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A natação estimula sentimentos de aceitação e euforia, já pela ação benéfica particularmente estimuladora, traduzida pela ação da água e sua temperatura sobre o corpo humano. Em razão de ser um meio diferente do qual as crianças não estavam vivenciando, algumas barreiras se interpõem a cada atividade solicitada ou construída. Este trabalho tem como objetivo relatar os benefícios na utilização da plataforma nas atividades aquáticas com crianças portadoras de Síndrome de Down (SD). Estas atividades são desenvolvidas pelo do Projeto Carinho da ESEF / UFPel, com a participação de 42 crianças e adolescentes com SD na faixa etária de 0 a 20 anos de ambos os sexos. Uma das barreiras encontradas para o desenvolvimento das atividades aquáticas nesse projeto, é o fato da piscina apresentar uma profundidade que não oferece apoio vertical para a maioria dos alunos. Este fato tende a comprometer a confiança geral se houver um acidente, por menor que seja, alem de inibir a realização de vários jogos pedagógicos. Com a utilização da plataforma de apoio, notou-se uma melhoria da auto-estima e auto-confiança das crianças, onde aqueles que apresentavam maiores dificuldades, aos poucos foram adaptando-se à novas situações realizando as tarefas com mais desenvoltura. A possibilidade de eliminar-se o uso de flutuadores, permite a utilização de objetos de diversos tamanhos, de formas diferentes, texturas variadas e pesos desiguais, proporcionando um treinamento vestibular através de exercícios de giros, deslocamentos, caminhadas, corridas, saltos e outros. Sinteticamente observou-se uma melhora considerável nas atitudes de equilíbrio dessas crianças, tanto vertical quanto horizontal, pois as situações de equilíbrio criadas n?água sem a utilização de flutuadores, constituem um elemento especialmente interessante tanto pelos aspectos motores como pelos estritamente psicológicos. As atividades na plataforma promovem a vivência de diferentes posturas experimentadas pelos alunos, para a aquisição de um melhor equilíbrio estático e dinâmico nas atividades da piscina e fora dela.

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Acessibilidade para os Cadeirantes nas Praças do Município de Canoas: Um Estudo Descritivo

Medeiros, Lauro Lima de; Mandarino, Cláudio Marques

Instituição: Ulbra ; Ulbra

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A presente investigação trata sobre o tema: Acessibilidade para os cadeirantes nas praças do município de Canoas. O objetivo do estudo é verificar as praças de Canoas quanto à acessibilidade; verificar e identificar as partes acessíveis e não acessíveis mais comuns nas praças analisadas; verificar quais as praças possuem melhores condições de acesso para os deficientes físicos (cadeirantes). Este estudo trata-se de uma pesquisa com abordagem descritiva exploratória. Esta pesquisa, apresenta em sua revisão literária, dados sobre a cidade de Canoas e estudos bibliográficos dos temas: a pessoa com deficiência; o esporte para os deficientes físicos; o direito a acessibilidade e ao lazer e também apresenta alguns resultados de consulta a outros trabalhos que utilizaram o tema acessibilidade. Para realização deste estudo foram visitadas 86 praças, sendo analisadas quanto a acessibilidade somente as que possuem quadras esportivas que compreendem um total de 38. O estudo revelou que das 38 praças analisadas somente 37% possuem rebaixamento da calçada sendo que somente 21% estão em condições adequadas para acesso dos cadeirantes, conforme a NBR 9050 (2004). Quanto as quadras esportivas, das 44 quadras distribuídas nas 38 praças, somente 25% possuem acesso e 70% possuem tela. Quanto a barreiras arquitetônicas, urbanísticas e ambientais, 66% das praças apresentam algum tipo dessas. Nas 86 praças visitadas em apenas 04 existem sanitários masculinos e femininos, sendo que nenhum está adaptado. Enfim, o trabalho analisou uma outra série de variáveis que não corresponderam de acordo com a norma e legislação que garantem o direito de acessibilidade. Concluiu-se, assim, que o cadeirante, não tem seus direitos garantidos na prática, pois as legislações existem, porém não são cumpridas, o que inibem os direitos dessas pessoas ao lazer, socialização e a práticas esportivas nestes locais.

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Formação de professores para a escola inclusiva: um estudo sobre o curso de Educação Física da Faculdade Social da Bahia.

Mello, P. B. de; Oliveira, J. D. B. de; Santos, A.

Instituição: FSBA- Educação Física ; FSBA - Educação Físic; UEFS- Educação Física

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Este estudo monográfico, realizado como TCC, procura levantar quais conhecimentos estão sendo oferecidos aos alunos do curso de graduação em Educação Física da Faculdade Social da Bahia, em sua formação inicial, que possam contribuir para que o professor formado por este curso no âmbito de sua docência, em aulas regulares de educação física, trabalhe com o princípio da inclusão das pessoas com deficiências, como também saber deles qual a visão que eles têm sobre a competência deles, para trabalhar de forma inclusiva, para tanto a fundamentação teórica para esta discussão foi obtida através da leitura de autores que discutem a legislação, inclusão e a formação de professores. Trata-se de um estudo de caso de natureza qualitativa, exploratória e descritiva baseado nos referencias de Gil (1999), Minaio (1994) e Trivinos(1987), a amostragem está sendo constituída por acessibilidade e pela identificação dos sujeitos que julgamos melhor contribuir para as discussões e está destituída de qualquer rigor estatístico, como instrumentos de investigação estão sendo utilizados o questionário e a entrevista. Embora os dados estejam ainda em fase de analise podemos apontar alguns elementos que aparecem na pesquisa de campo. 1. O trato do conteúdo-conhecimento sobre pessoas com deficiência em apenas uma disciplina do curso, com poucas referências a outros professores e disciplinas a essa temática; 2. A fragmentação entre teoria e prática com poucas experiências concretas de educação das pessoas com deficiência e de educação inclusiva; 3. O conhecimento sobre as pessoas com deficiência, teorias pedagógicas e de desenvolvimento e da educação inclusiva também são incipientes entre os formadores. Embora este estudo não tenha ainda notas conclusivas, percebemos a priori que os conhecimentos sobre a educação física, as pessoas com deficiência e a educação inclusiva embora seja cada vez mais discutida dentro do contexto da formação, ainda se encontra carentes de estudos, de aprofundamentos e da socialização de experiências para que realmente possamos atribuir a formação inicial um componente consistente para a formação dos professores de educação física que se confronte de forma positiva com a inclusão escolar das pessoas com deficiência.

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ATIVIDADE FÍSICA PARA QUEM SOFREU UM A.V.C.: INDISPENSÁVEL PARA UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL

Melo, D.A.F.; Moraes, M.C.C.

Instituição: UFU - Universidade Federal de Uberlândia ; UFU - Universidade Federal de Uberlândia

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O presente trabalho relata a experiência adquirida no estágio prático em Educação Física e Esportes Adaptados no Programa de Atendimento a Pessoas Portadoras de Deficiência realizado no 1o semestre de 2004 na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia com a aluna C.N.S., 67 anos, que sofreu um A.V.C. provocado por choque anafilático, apresentando tetraplegia espástica adquirida. O A.V.C., popularmente conhecido como derrame, é uma doença que pode causar seqüelas irreversíveis. É caracterizado pela lesão no cérebro causada por um ?acidente? nos vasos sangüíneos que irrigam a região cerebral, podendo ser hemorrágico ou isquêmico. As seqüelas comuns do A.V.C. são paralisia total ou parcial do corpo, alterações na fala, na visão e na memória. Os objetivos do trabalho realizado com a aluna foram basicamente de manutenção dos movimentos residuais, bem como a melhoria da amplitude dos mesmos, aquisição de força principalmente nos membros inferiores, reeducar sua postura dentro e fora da piscina, melhorar sua capacidade respiratória e promover a socialização com outros alunos do projeto. As atividades propostas para obter tais objetivos foram exercícios de alongamento que estimulassem movimentos amplos da aluna, mergulhos com tempos controlados, além da prática do nado nos estilos crawl e costas solicitados pela própria aluna. Também foram realizadas caminhadas dentro da piscina, o que estimulou a noção de equilíbrio, lateralidade e melhora postural. Como resultados, observou-se que a aluna obteve um aumento considerável na amplitude de movimentos dos membros, além de grande avanço na aquisição de força para os mesmos. Hoje a aluna apresenta-se mais segura de seus movimentos, se portando melhor dentro e fora da piscina. Houve grande melhora no aspecto social, embora ainda haja algumas restrições por parte da própria aluna. A conclusão deste trabalho foi bastante satisfatória tanto para melhoria da aluna, como para uma melhor formação acadêmica de nós professores, onde nos permitimos conhecer, estudar e trabalhar na prática com pessoas portadoras de deficiência, despertando nelas suas capacidades e respeitando seus limites.

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MANUTENÇÃO DAS CAPACIDADES FÍSICAS PARA PORTADOR DE TRAUMATISMO RAQUI-MEDULAR ATRAVÉS DA NATAÇÃO

Melo, D.A.F.; Moraes, M.C.C.

Instituição: UFU - Universidade Federal de Uberlândia ; UFU - Universidade Federal de Uberlândia

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O presente trabalho relata a experiência adquirida no estágio prático em Educação Física e Esportes Adaptados no Programa de Atendimento a Pessoas Portadoras de Deficiência realizado no 1o semestre de 2004 na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia com o aluno C.M., 33 anos, portador de deficiência física causada por uma lesão raqui-medular de origem traumática a nível sensitivo em T2 (direita e esquerda) e motor em C4 (direita) e C5 (esquerda) caracterizando tetraplegia. A lesão medular pode ocorrer de diversas formas, por diversas causas e em diferentes alturas da medula, e é a altura da lesão que indica a sua gravidade. Essa lesão ocorre devido a morte dos neurônios na medula, impedindo a comunicação entre esta e o cérebro. Pode ser traumática ou não traumática de acordo com a sua causa, ou ainda completas e incompletas de acordo com o dano causado na medula. Os objetivos do trabalho realizado com o aluno foram proporcionar momentos de descontração, lazer e relaxamento juntamente trabalhando a musculatura residual; desenvolver estímulos de movimentos independentes dentro da piscina; e aumentar sua capacidade cardio-respiratória. Para atingir os objetivos propostos foi enfatizada a aprendizagem do nado crawl com e sem a utilização de pequenos pesos e ainda mergulhos. Atividades de estímulos a lateralidade como flutuação e ?rolamentos? na água também foram trabalhados. Os resultados obtidos foram aquém do esperado, pois o aluno faltou muito, fazendo com que os trabalhos de adaptação fossem sempre reiniciados. No entanto, observou-se que houve grande entusiasmo do aluno às novas atividades propostas e uma maior segurança individual dentro da piscina. Assim tiramos como conclusão que um trabalho para alcançar todos os objetivos propostos tem que ser contínuo, obedecendo cada fase do planejamento, porém as poucas aulas foram aproveitadas de forma significativa, trazendo alegria para o aluno e aprendizado para nós professores através dos diversos imprevistos que ocorrem na nossa profissão.

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A IMPORTÂNCIA DAS AÇÕES DE REABILITAÇÃO EM MENINAS PORTADORAS DE SÍNDROME DE RETT

Melo, F.G.; Leite, G.F.; Maria, J.B.l.; Borges, L.J; Carrijo, P.L; Costa, G.A

Instituição: FAEFI-UFU ; FAEFI- UFU; FAEFI- UFU; FAEFI-UFU; FAEFI-UFU; FAEFI- UFU

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Introdução: O presente trabalho consiste em um relato de experiência com a aluna J.L.H. 15 anos, portadora de Síndrome de Rett. A S.R. é uma desordem neurológica de causa genética, envolvendo mutações ligadas ao cromossomo X. A síndrome tem sido considerada uma encefalopatia crônica e progressiva, comprometendo as funções motora, intelectual assim como os distúrbios de comportamento e dependência. A deficiência só foi detectada aos oito meses de vida, quando a mãe percebeu que a criança não sustentava a cabeça, não conseguia sentar sem apoio e apresentava episódios freqüentes de vômito. A menina antes normal desenvolve uma progressiva perda de aquisições motoras e cognitivas. Objetivo: diminuir a espasticidade, melhorar a amplitude articular, reduzir os movimentos estereotipados das mãos e melhorar a autoconfiança. Metodologia: As atividades foram desenvolvidas na piscina no campus da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia, durante um período de 4 meses, dentre elas: a hidroterapia, recreação, e atividades relacionadas a manipulação de objetos, destacando que todas foram acompanhadas com músicas. O trabalho proporcionou uma maior movimentação das pernas, relaxamento muscular, uma pequena diminuição dos movimentos esreotipados, e tranqüilidade durante as aulas. As atividades de hidroterapia e musicoterapia são essenciais, promovendo um bem estar físico e psíquico, melhorando a qualidade de vida e manutenção da própria sobrevida da aluna.

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OS BENEFÍCIOS DAS ATIVIDADES FÍSICAS E RECREATIVAS PARA PESSOAS PORTADORAS DE PARALISIA CEREBRAL

Melo, F.G; Borges, L.J; Leite, G.F; Costa, G.A

Instituição: UFU- Faculdade de Educação Física ; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física; UFU- Faculdade de Educação Física

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Introdução: Este trabalho foi desenvolvido na disciplina Estágio Prático em Educação Física e Esportes Adaptados, com o aluno R.S.R. 15 anos, portador de Paralisia Cerebral, que acometeu o lado direito do corpo (hemiparesia). Adquiriu a deficiência após o nascimento, resultado de uma convulsão. Paralisia Cerebral é o resultado de uma lesão ou mau desenvolvimento do cérebro, de caráter não progressivo, existindo desde a infância. A deficiência motora se expressa em padrões anormais de postura e movimentos, associados a um tônus postural anormal. Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida. Objetivos: Desenvolver a força residual muscular de membro superior e inferior (lado afetado); finalizar o nado costa, desenvolvendo a flutuação dorsal; aumento da amplitude articular; estimular autoconfiança, auto-estima, e socialização; e diminuir a agressividade e nervosismo do aluno. Metodologia: O aluno realizou atividades durante 4 meses no campus da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia. Foram desenvolvidas atividades como: hidroginástica; natação (estilo costas); musculação; exercícios específicos para pernada, braçada e flutuação dorsal do nado; e ainda atividades recreativas.Resultados: Evolução do nado costa (sem uso do colete), melhora da braçada e pernada; aumento da amplitude articular de ambos os membros; as atividades recreativas contribuíram para redução da agressividade. Concluímos que as atividades físicas e recreativas são de fundamental importância na reabilitação e socialização do aluno, proporcionando benefícios na sua qualidade de vida.

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ATIVIDADES FÍSICAS PARA REABILITAÇÃO MOTORA EM PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA

Melo, F.G; Leite, G.F; Costa, G.A.

Instituição: UFU-Faculdade de Educação Física ; UFU-Faculdade de Educação Física; UFU-Faculdade de Educação Física

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Introdução: O presente trabalho desenvolvido na disciplina Estágio Prático em Educação Física e Esportes Adaptados, aborda um relato de experiência com a aluna M.A.O. 41 ANOS, portadora de Paralisia Cerebral Espástica. A deficiência foi adquirida após um desmaio no nascimento, resultado da falta de oxigênio (anóxia). A aluna apresenta distúrbios no ato de caminhar, falar e usar as mãos. A P.C. Espástica é o tipo mais comum de PC, estando a sua incidência em torno de 75%, é caracterizada por uma lesão localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários, o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são tensos e os reflexos tendinosos são exacerbados. Como a espasticidade predomina em alguns grupos musculares, o aparecimento de deformidades articulares neste grupo de Paralisia Cerebral é comum. Objetivo: Desenvolver a amplitude articular, diminuir a espasticidade e melhorar as habilidades motoras.Metodologia: A aluna realizou atividades de equilíbrio, como caminhada na piscina com braços abertos ou segurando um bastão, hidroginástica, musculação, natação e alongamento, durante um período de 4 meses no campus da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia. Resultados: Melhora do equilíbrio estático e dinâmico, aumento da amplitude articular, evolução no nado costa e diminuição da tensão muscular. Concluímos assim, que os exercícios físicos oferecem uma reabilitação no aspecto motor de pessoas portadora de P.C Espástica, proporcionando autonomia e independência na realização das atividades diárias.

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Barreiras arquitetônicas e educação física escolar

Menezes, R.; Rodrigues, G.M.

Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie ; Universidade Presbiteriana Mackenzie

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A inclusão de crianças com necessidades especiais na rede regular de ensino é um direito constitucional, mas para que ela se efetive é necessário que haja uma mudança na estrutura e perspectiva educacional, bem como apoio a todos os envolvidos: professores, alunos, corpo administrativo e ambiente adequado. Assim, não devemos esquecer que o ambiente antes de qualquer coisa deve ser o mais próximo possível do normal, oferecendo as mesmas oportunidades e participação, a todos. Concebendo ambiente físico com tudo que é construído que cerca o homem, incluindo as edificações até os meios de transporte, vemos que as construções escolares, geralmente, são inaptas para a circulação de pessoas com necessidades especiais, pois faltam rampas, o calçamento e a largura das portas são inadequadas dificultando assim o êxito da inclusão. Pensando na questão da acessibilidade na escola, esse estudo objetivou verificar como a questão da inclusão vem atingindo os espaços escolares através da análise dos espaços arquitetônicos, infra-estrutura de apoio e capacitação profissional na área da Educação Física. A metodologia utilizada foi qualitativa descritiva, na qual utilizou-se de um questionário com perguntas fechadas e abertas. A amostra foi selecionada de forma intencional e por acessibilidade aos bairros do Tucuruvi e Tremembé, localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo, da qual obtivemos dados com 12 profissionais de educação física atuante em 09 escolas públicas e particulares. Os resultados apontaram que nas escolas pesquisadas são atendidas pessoas com deficiências visuais e físicas. Observamos que a maioria das instituições não possui adequação arquitetônica, pois existem objetos inadequados espalhados pelo espaço escolar que dificultam a locomoção e o acesso aos locais de aula de educação física. Quanto aos professores pesquisados, a metade da amostra apontou que não promove a inclusão, 05 não possuem cursos extras e 06 citam não ter investimento profissional por parte do governo e/ou escola para efetivação da inclusão. Pudemos verificar que a inclusão parece estar se desenvolvendo de forma vagarosa, com despreparo por parte profissional e infra-estrutura escolar precária para acessibilidade da pessoa com deficiência, tornando a cidadania distante dessas pessoas.

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Concepções de corpo sobre pessoas com deficiência para adolescentes.

Meurer, S.T; Palma, L.E; Freitas, F.C

Instituição: Universidade Federal de Santa ; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa

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Este estudo surgiu do interesse pelas questões relativas à concepções de corpo, de corpo deficiente e de observar que este tema é valorizado entre adolescentes. Como objetivos teve-se, identificar e analisar as concepções de corpo sobre pessoas com deficiência (PD) apresentadas pelos escolares em contexto inclusivo e não-inclusivo. Utilizou-se como instrumento questionário com perguntas semi-estruturadas. Os participantes do estudo eram de turmas de 8ªs séries do Ensino Fundamental da rede pública. As turmas compreendiam: uma turma com aluno com deficiência (AD) incluído e outra sem da mesma escola; uma turma de outra escola sem AD. Identificou-se que as 03 turmas atribuem importância ao corpo relacionando-a com o bem-estar. Na escola que não havia AD, bem-estar foi relacionado com modelos estéticos. Na escola que havia AD, o bem-estar foi relacionado com a personalidade e atitude. Infere-se que as concepções de corpo apresentadas na turma da escola sem AD, foram influenciadas por fatores como: mídia, condição financeira e lazer. Nas 03 turmas as concepções mais pontuadas sobre PD foram as positivas e, entre as negativas, as maiores pontuações foram na turma onde há AD, mostrando que o contexto educacional inclusivo exerce influências sobre as concepções de corpo. As concepções identificadas como positiva foram quando percebiam as superações e vitórias do colega com deficiência; e negativa, quando viam as limitações e as relacionavam com a deficiência. Quanto à Educação Física, nas 03 turmas, acreditavam que o colega ou possível colega com deficiência teria condições de participar pois estas poderiam ser adaptadas. Concluí-se que a expectativa de valorização do corpo foi confirmada e que fatores do contexto social e cultural têm interferência nas concepções. A hipótese de que PD seriam consideradas inferiores e incapazes foi desmistificada, pois as turmas apresentaram concepção positiva das PD, acreditando nas capacidades e possibilidades destas, independente da forma de corpo que apresentavam. Acredita-se que os objetivos foram alcançados e este estudo será importante para ser discutido em contexto escolar e universitário, colaborando na concretização da inclusão e auxiliando na formação de educadores.

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PERFIL DOS IDOSOS NA HIDROGINÁSTICA

Moises,, R. A.;; Veiga, N. K.;; Silva,, C.A. F.;; Lima,, S. M. T.,; Silveira,, A. M. da.

Instituição: UEM - Departamento de Educação Física ; UEM - Departamento de Educação Física; UEM - Departamento de Educação Física; UEM - Departamento de Educação Física; UEM - Departamento de Educação Física

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Os idosos têm procurado, cada vez mais, desenvolver uma atividade física em busca de uma melhor representação filosófica de vida. E, como a Universidade por meio de um projeto de extensão, oportuniza participar de um projeto que desenvolve atividades físicas junto às pessoas idosas, objetivamos nesse trabalho identificar o perfil dos praticantes de hidroginástica. A percepção do resultado dessa atividade entre os praticantes foi em sua grande maioria, 95,25% dos entrevistados, no sentido do aumento e melhora da disposição para realização das atividades de vida diária, estabilização e em alguns casos redução da utilização de medicamentos e redução de dores no sistema orgânico. A Metodologia utilizada para a pesquisa foi um questionário composto por 19 questões abertas e fechadas que tinha por objetivo verificar o tempo de prática com a hidroginástica, o diagnóstico médico, o objetivo para o desenvolvimento da atividade, os hábitos de vida e utilização de medicamentos. As atividades são desenvolvidas 2 vezes por semana com a duração de cinqüenta minutos cada. O grupo pesquisado foi composto por 22 pessoas, sendo 21 do sexo feminino e 1 do sexo masculino. Dentre os resultados obtidos, identificamos que a idade média dos praticantes é de 70 anos e 7 meses de idade e que o tempo de desenvolvimento de hidroginástica varia de 4 meses a 9 anos, constatamos também que 95,3% deles não fumam e em nenhum caso se constatou o hábito rotineiro de beber. A maior concentração de problemas detectados entre eles na ficha de anamnése foi a hipertensão com 61,9% e o colesterol com 38,09% informando que cada praticante apresenta mais de uma disfunção. Outro dado relevante é que 90,25% dos idosos tomam remédio regularmente. Constatamos com essa pesquisa que o grupo participante tem tido melhoria na estabilização das dores e estabilização do uso de medicamentos e tem mostrado melhora satisfatória na sua qualidade de vida diária em relação ao aspecto biológico, psicológico e motor.

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A Importância da Atividade Física em Pacientes com Trauma Raquimedular

Monteiro, L.Z.

Instituição: Universidade de Fortaleza

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O traumatismo raquimedular (TRM) tem sido identificado como uma incapacidade de alto custo, que exige muitas alterações no estilo de vida do paciente. O aumento da expectativa de vida desses indivíduos fez com que o processo de reabilitação fosse para além da prevenção dos danos causados pela lesão medular, e objetivasse também a melhora da qualidade de vida e a independência funcional. A inatividade após o trauma raquimedular causa uma diminuição da massa muscular e da capacidade aeróbica e coloca o individuo em risco de doenças cardíacas e com isso uma redução na expectativa de vida. A prática de atividade física regular em indivíduos com TRM melhora a força muscular, diminui reações psicológicas como a depressão, inatividade mental, isolamento social e melhora da independência. O objetivo deste estudo é evidenciar a importância da atividade física na qualidade de vida dos lesados medulares. Foram selecionados 15 pacientes voluntários com lesão medular,praticantes de atividade física, estes foram interrogados com uma ficha de avaliação contendo os dados pessoais e das disfunções existentes, e foi aplicado o questionário genérico SF-36 para avaliar a qualidade de vida desses pacientes.O resultados encontrados foram: em relação a capacidade funcional, aos aspectos físicos e sociais constatamos que a atividade física, melhora a independência nas AVDs, auto estima, diminui o isolamento social, melhora o humor e a autoconfiança. Os praticantes de atividades físicas apresentam uma menor dificuldade para realizar as atividades do dia-a-dia, ou seja, possuem uma melhor capacidade funcional. Os aspectos físicos e sociais são elevados.Com base nesse estudo, concluímos que a atividade física é muito importante para uma melhor qualidade de vida dos lesados medulares, pois melhora a capacidade funcional, os aspectos físicos e sociais. Devemos incentivar a prática de atividade física regular para obtermos uma melhora na qualidade de vida desses indivíduos.

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Atividade Física como Promoção de Saúde para o Idoso.

Monteiro, L.Z.

Instituição: Universidade de Fortaleza

Apoio Autor:

O aumento da população idosa é um fenômeno mundial, tanto no que se refere aos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Estimativas para a população idosa brasileira apontam que o país em duas décadas terá 32 milhões de pessoas com idade superior a 60 anos, sendo o sexto país com o maior contingente de idosos no mundo. A atividade e o exercício físico foram reconhecidos formalmente como fatores que desempenham um papel essencial no aprimoramento da saúde; no controle, prevenção e no tratamento das doenças; além de enfatizar o caráter psíquico e socializador. O nível reduzido de atividade física e o número crescente de doenças crônicas que acompanham o envelhecimento, freqüentemente propiciam um círculo vicioso: doenças e incapacidades reduzem o nível de atividade física, o que por sua vez, tem efeito negativo na capacidade funcional, aumentando as incapacidades decorrentes das doenças. Foi realizada uma descrição do perfil demográfico, sócio-econômico e de morbidade de um grupo populacional, bem como de suas atividades e grau de independência. Foram entrevistados em seus domicílios 30 idosos (15 homens e 15 mulheres), escolhidos aleatoriamente, residentes na cidade de Fortaleza com faixa etária acima de 60 anos. A maioria dos idosos entrevistados eram casados, aposentados, com 1º grau completo e com renda individual de 5 a 10 salários mínimos. Apresentavam como transtornos crônicos mais freqüentes: a hipertensão arterial, diabetes, doenças do trato digestório e pulmonar. Eram pessoas independentes para a maioria das atividades da vida diária. As tarefas mais citadas entre os homens, em ordem decrescente, foram:as domésticas, as sociais e de lazer; e entre as mulheres: as domésticas, as sociais, o cuidar de pessoas e as manuais. A escolha das atividades que desejariam fazer entre os homens foi determinada, pelas necessidades econômicas: vender peixe ou retomar a ocupação anterior. Já as mulheres, optaram por: freqüentar grupo de idosas, costurar, aprender a ler e fazer caminhadas. Concluiu-se que a promoção da saúde e a qualidade de vida traduzem-se na manutenção da capacidade funcional, a ocupação do tempo livre, o relacionamento social e, principalmente, a existência de projetos de vida.

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O Handebol Adaptado para pessoas com Deficiência Mental

MONTEIRO, M.C.M.; ZANANDREA, M.F.; TREMEA, V.S.

Instituição: FSG ; FSG; FSG

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Através da Educação Física Adaptada podemos proporcionar situações de superação, interação e satisfação, além de facilitar as relações interpessoais. A partir de maio deste ano, uma acadêmica do curso de Educação Física da Faculdade da Serra Gaúcha, vem desenvolvendo um projeto de integração comunitária relacionado ao Treinamento de Handebol em parceria com a Escola Estadual Especial João Pratavieira através do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Esporte e Lazer, o FUNDEL. Esse projeto tem como objetivo desenvolver atividades motoras direcionadas ao handebol e adaptadas às pessoas com necessidades especiais, criando situações de aprendizagem que contribuam para o seu desenvolvimento, explorando as potencialidades e respeitando suas individualidades. Participam do projeto 28 alunos com idades entre 09 e 24 anos de ambos os sexos, diagnosticados como deficientes mentais. As atividades são desenvolvidas em uma quadra esportiva coberta e nas dependências da escola, oportunizadas uma vez por semana para cada grupo dividido de acordo com os recursos e disposições pessoais. A aquisição e/ou o aperfeiçoamento de habilidades motoras específicas do handebol são o foco do projeto, sempre levando em consideração a individualidade e o nível de desenvolvimento de cada aluno, visando uma aprendizagem que satisfaça as necessidades básicas para a prática do handebol. Durante as aulas são realizadas atividades de baixa organização, jogos pré-esportivos, fundamentos e aprofundamentos do Handebol que possibilitem desenvolver a Inteligência Motora dos sujeitos(KREBS, 2000). Nesse contexto, rico em estímulos, pode-se observar e constatar que os sujeitos participam ativamente das atividades, demonstrando interesse pelas mesmas, procurando superar seus próprios limites. Percebeu-se mudanças nos aspectos relacionados às consciências corporal e espacio-temporal, bem como nos aspectos social, familiar e escolar, a partir das observações realizadas e os relatos de professores, pais e dos próprios alunos. Os alunos não apresentaram forças desorganizadoras ou outro sentimento que pudesse interferir negativamente no desenvolvimento das atividades. Como fatores positivos que tem auxiliado no processo de aprendizagem cabe destacar a motivação da monitora e a interação com atletas profissionais de Handebol de Caxias do Sul, que tem visitado o projeto. A participação da equipe nos Jogos Internos do Rio Grande do Sul (JIRGS) também foi motivo favorável para o engajamento e persistência nas atividades. O projeto estender-se-á até o final deste ano, oportunizando um maior número de encontros e atividades, visando sempre o desenvolvimento dos participantes nos seus aspectos físicos, motores, sócio-afetivos e cognitivos.

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Participação de Deficientes no Programa Integrado de Atenção às Pessoas Portadoras de Deficiência (PIAPPD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Moreira, C.Z.; Costa, A.J.; Scherer, R.L.; Fernandes, L.L.

Instituição: Centro de Desportos - UFSC ; Centro de Desportos - UFSC; Centro de Desportos - UFSC; Centro de Desportos - UFSC

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Este estudo tem como objetivo apresentar algumas considerações a respeito do perfil dos participantes do Programa Integrado de Atenção às Pessoas Portadoras de Deficiência (PIAPPD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esse programa, que visa cadastrar, orientar e acompanhar a integração desses indivíduos à comunidade universitária, conta com a participação de professores e acadêmicos de diversos cursos da UFSC. Sabe-se que as pessoas com deficiência encontram, em geral, dificuldades para a prática de atividades físicas e esportes no seu cotidiano. Caracteriza-se como um diagnóstico exploratório, em que foram utilizadas as respostas obtidas no questionário de cadastro do Programa, no capitulo referente à prática de atividades físicas, aplicado durante o primeiro semestre de 2005 a 22 indivíduos (14 homens e 8 mulheres) participantes das atividades do Projeto Sábado no Campus. Com base nos dados obtidos através do questionário, pode-se notar que 10 conheceram o projeto através de amigos, outros 10 através das instituições a qual são filiados, e apenas 2 através da universidade. As atividades com maior participação entre os praticantes são: goalball (11) e basquete sobre rodas (8). Dentre os indivíduos, 9 praticam as atividades em três dias da semana e 7 apenas um dia da semana. Quanto ao tempo em que já praticam essas atividades, 9 relataram praticar a menos de 1 ano, e outros 9 praticam há até 5 anos. Sobre os motivos que os levam a permanecer na prática, os mais relatados foram o gosto pelo esporte (10), cuidado com a saúde (7) e as amizades (6). Quanto aos benefícios notados a partir da prática, os mais citados foram a maior disposição (7) e melhora na locomoção (5). Por último, um aspecto bastante importante é a necessidade de outros profissionais atuando no projeto sentida pelos praticantes. Dentre diversas opções, os mais apontados foram nutricionistas (10), dentistas (8) e psicólogos (7). A partir das respostas, temos um perfil dos participantes e de seus anseios acerca do projeto, visando qualificar as intervenções, atendendo às necessidades dessa população.

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VIVÊNCIAS MOTORAS LÚDICAS PARA PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

MORETO, D.F.; TREMEA, V.S.; ZANANDREA, M.F.; RAMALHO, M.H.S

Instituição: FSG ; FSG; FSG; FSG

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A vivência motora é de grande importância para o desenvolvimento do ser humano, uma vez que contribui para o aperfeiçoamento de habilidades e a interação dos sujeitos. O projeto de integração comunitária ?Vivências Motoras Lúdicas para Pessoas com Necessidades Especiais? em parceria com a Escola Estadual João Pratavieira, através do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Esporte e Lazer, tem como objetivo oportunizar vivências expressivo-criativas para pessoas com necessidades especiais. Atualmente, participam do projeto 20 crianças e 61 adolescentes do sexo feminino, da Escola Estadual João Pratavieira. O projeto fundamenta-se na Teoria Ecológica proposta por Bronfenbrenner, compreendendo um contexto amplo, mas ao mesmo tempo bastante específico e delimitado, um ambiente dinâmico e em contínua modificação, com características particulares contendo os sujeitos e as outras pessoas se relacionando no contexto. As atividades gímnicas, rítmicas e de expressão, oportunizadas em dois encontros semanais, com duração de 50 min., têm como finalidade a vivência motora e o autoconhecimento das possibilidades de movimento do corpo do sujeito, com diversificação e utilização de materiais. Ao iniciarmos as atividades organizadas e planejadas, tanto as crianças quanto as adolescentes chegaram trazendo o que era seu em universo referencial, constituído por uma rede de significação própria. Desconfiadas, apreensivas, alegres, interessadas, observadoras, distraídas, temerosas, tímidas, expansivas, silenciosas, resistentes, se aproximaram em busca das atividades, cada uma com o seu temperamento, com sua história de vida e seus desejos. O contexto tem permitido às crianças explorarem a diversidade das atividades de forma lúdica, favorecendo a criação, a integração e o contato corporal, despertando alegria, atenção e participação de todos. Um dos fatores que provavelmente tem contribuído para o bom andamento das atividades é o papel mediador do professor, a motivação e principalmente o relacionamento afetivo, criando assim um ambiente favorável ao desenvolvimento e à aprendizagem.

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Informações Básicas para a Prática da Preparação Física no Tênis em Cadeira de Rodas

Munno, F.M.; Fernandes, L.L.; Dias, J.M.

Instituição: UFSC-Centro de Desportos ; UFSC-Centro de Desportos; UFSC-Centro de Desportos

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O tênis em cadeira de rodas existe desde 1976. Este esporte foi criado nos EUA e desde então vem sendo difundido pelo mundo, sendo, inclusive, considerado como a mais crescente modalidade para deficientes físicos. No Brasil esse desenvolvimento também é visível, hoje há campeonatos regionais e brasileiros contando pontos para seus respectivos rankings, nas últimas paraolimpiadas o Brasil teve dois representantes nesta modalidade, e com isso, é natural que os treinamentos desses atletas tenham a necessidade de se tornarem mais completos, exigindo uma melhora técnica e física. Este trabalho tem como objetivo proporcionar aos professores de tênis em cadeira de rodas, ou outros profissionais, com formação apropriada, informações básicas para a prática da preparação física de seus atletas, contribuindo para um melhor condicionamento físico destes, evitando lesões e facilitando a aprendizagem das técnicas específicas da modalidade e, conseqüentemente, facilitando o seu dia-a-dia. Este estudo está embasado principalmente numa metodologia bibliográfica, mas foi utilizado também o método empírico nos projetos do Núcleo de Estudos de Tênis de Campo em parceria com o Núcleo de Atividade Física Adaptada do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina, onde os autores estão envolvidos com a preparação física do tênis convencional assim como sua forma adaptada aos portadores de deficiência física. Com base na bibliografia consultada chegamos a algumas informações: identificação das qualidades físicas treináveis da modalidade algumas formas indicadas para a mensuração e o trabalho dessas qualidades físicas em pessoas portadoras de necessidades especiais, as conseqüências desse treinamento e seus benefícios. Constatamos que na bibliografia consultada desta área dificilmente abordam este tema, e quando o fazem, não o realizam em sua totalidade, dificultando um maior aprofundamento o que levou a recorrer a bibliografias do tênis convencional, através desta consulta pode-se dizer que o treinamento do condicionamento físico pode trazer vários benefícios aos atletas de tênis em cadeira de rodas se bem trabalhado, sempre respeitando sua individualidade.

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Água Viva: o recurso aquático na prática de uma terapia motora

Murilo, P.C.

Instituição:

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INTRODUÇÃO: A terapia aquática vem desempenhando importante trabalho na área da habilitação física, e recursos como a hidrocinesioterapia auxiliam pessoas portadoras de deficiência no sentido de promover um trabalho corporal que contribui para o restabelecimento da motricidade. A terapia aquática além de oferecer alguns benefícios biomecânicos como o relaxamento e o alongamento muscular desperta o caráter lúdico e prazeroso do corpo imerso, proporcionando bem estar, aconchego e liberdade ao flutuar. OBJETIVO: A pesquisa estuda a questão da imagem corporal e do movimento singular que cada sujeito subjetivo encontra na água ao experimentar as suas possibilidades e limites corporais, despertando o desejo de movimentar-se livremente. METODOLOGIA: A pesquisa se desenvolve há 3 anos sendo de caráter qualitativo investiga o aspecto psicomotor de crianças, adolescentes e adultos portadores de deficiência: física, sensorial, mental, psíquica. Para a pesquisa estudamos 3 grupos de alunos que passaram regularmente por avaliação física e postural, o que nos permitiu traçar individualmente um programa de atividades corporais mediante os dados obtidos. Os grupos foram dispostos de acordo com as propostas de atividades estabelecidas para cada aluno e de acordo com a faixa etária. As sessões acontecem semanalmente com duração de 1 hora. RESULTADOS: Os resultados encontrados são compatíveis a uma melhora da condição tônica da musculatura, da mobilidade e alongamento corporal e da própria auto-estima. O aluno encontra na água uma forma prazerosa de se movimentar e observamos que à medida que novos movimentos são conquistados ou aprimorados há uma transposição desta coordenação para as atividades realizadas no cotidiano do aluno como o equilíbrio postural para a marcha. CONCLUSÕES: A água é um importante recurso terapêutico que disponibiliza uma sensação de bem estar e liberdade atuando como facilitadora do movimento. Os benefícios da terapia aquática não estão restritos a uma condição biomecânica do corpo, expandem-se para uma vida psíquica e subjetiva. Os sentidos corporais: cinestésicos e sensoriais resgatam desejos conscientes transformando-os em movimento.

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Distribuição e aproveitamento do tempo em sessões de atividade motora adaptada

Nasser, J. P.; Zuchetto, A. T. Z.; Silva, C. G.

Instituição: Universidade Federal de Santa ; Universidade Federal de Santa; Universidade Federal de Santa

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Analisou-se a distribuição e o aproveitamento do tempo de 4 PNEs, sendo 1 Síndrome de Down (P4), 1 Síndrome de Asperger (P2), 1 Distúrbio de Comportamento (P1) e 1 com Paralisia Cerebral Atetóide (P3). Para a coleta de dados utilizou-se filmagem de 4 aulas e registro cursivo marcando tempo a cada minuto. Os dados foram analisados quantitativamente e qualitativamente, conforme o tempo das atividades, da aula em geral e aproveitamento dos participantes em relação aos itens: Tempo de Ocupação (TO), Fora de Foco (FF), Tempo de Desperdício (TD), Tempo de Transição (TT), Tempo Atribuído e a Prenda (P). O TT das aulas foi em média 90 minutos. A aula dança foi a que provocou maior entusiasmo nos participantes que, tiveram seus TD reduzidos. Todos realizaram as atividades de acordo com sua capacidade. Quanto à distribuição dos tempos dos participantes durante as aulas pôde-se perceber que P1 e P2, foram constantes seus TO em todas as aulas. P3 participou de todas as atividades e por não ter deficiência mental, interpretava as regras das atividades com clareza, obtendo bom aproveitamento no TO. Em alguns momentos teve seu TO prejudicado devido ao seu grande comprometimento motor. P4 apresentou maior TO na aula de circuito e menor na aula de dança, mas na dança participou de forma espontânea, enquanto em algumas atividades das outras aulas seu TO dependia de ser conduzido por um auxiliar. O TT foi um importante elemento diagnosticado na pesquisa, servindo para demonstrar quanto tempo se gasta da aula para a explicação das atividades e o engajamento dos alunos nelas. Pareceu muito, mas torna-se o necessário quando se respeita à individualidade para cada participante se engajar nas atividades. As razões dos desperdícios nas aulas variaram para cada aluno, de acordo com suas características e particularidades. Os TT, TD, FF, teoricamente seriam aspectos negativos na aula pelo fato dos participantes não estarem executando as atividades. Porém, foi pouco comparado aos totais das aulas e serviu para observar as interações sociais. A investigação da distribuição e do aproveitamento do tempo em aulas de atividade motora adaptada possibilita administrar o tempo repercutindo na adequação de atividades e envolvimento dos participantes.

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EVOLUÇÃO DA ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS NO BRASIL

Nazareth, V. L.; Duarte, E.

Instituição: Unicamp-FEF-Departamento de At ; Unicamp-FEF-Departamento de At

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O presente estudo teve por objetivo analisar as ações evolutivas do esporte esgrima em cadeira de rodas no Brasil. Tendo uma perspectiva de estudo exploratório, os dados foram estruturados a partir de revisões de literárias e análises documentais. A arte das armas brancas é reconhecida no contexto do desporto adaptado como aquela direcionada especificamente as pessoas com deficiência física, sendo oficialmente denominada Esgrima em Cadeira de Rodas. Surgida em meados dos anos 50 na unidade de lesionados medulares de Rockwood (Cardiff) na Inglaterra, este esporte teve sua primeira apresentação nos Jogos de Stoke Mandeville em 1954. Desde então, a esgrima adaptada veio se estruturando no âmbito internacional em suas ações institucionais, dando base para o seu estabelecimento como modalidade paraolímpica. No Brasil ao contrário, a esgrima adaptada ainda é pouco difundida, chegando a ser quase que inexistente. Mesmo existindo no país alguns praticantes deste esporte, a esgrima adaptada ainda encontra-se muito distante da realidade da esgrima convencional ?para não deficientes? no que tange aos aspectos técnicos e apoio financeiros. Entre os fatores que evidenciam o atraso evolutivo da esgrima adaptada no país, desacatam-se o desconhecimento da modalidade por grande parte da população e pessoas atuantes no contexto da esgrima convencional, falta de capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais de esgrima quanto ao contexto das pessoas com deficiências e particularidades de ensino para os mesmos, a problemática da aquisição dos equipamentos devido ao alto custo de importação e sobre tudo a inexistência de uma associação específica de representação da modalidade. Atrelando-se a todos estes problemas evidencia-se a escassez de bibliografias e pesquisas científicas sobre as dimensões da esgrima em cadeira de rodas. Todos estes fatores colocam a esgrima adaptada em situação de desvantagem em relação a outras modalidades paraolímpicas, sendo necessárias ações mais amplas para efetiva implantação deste esporte no país.

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SINTOMAS DEPRESSIVOS EM PARKINSONIANOS: A INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA SUPERVISIONADA

OLIANI, M. M; CORAZZA, D. I.; GOBBI, S.; STELLA, F.; GOBBI, L. T. B.

Instituição: Unesp-IB-Depto de Educação Física ; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação Física; Unesp-IB-Depto de Educação; Unesp-IB-Depto de Educação Física

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Introdução: sintomas depressivos podem decorrer das conseqüências psicossociais e limitações causadas pela deterioração física. Na Doença de Parkinson (DP), tais fatores comumente ocorrem por ser um processo neurodegenerativo que acomete principalmente a atividade motora. Objetivo: analisar a influência de um programa de atividade física supervisionada sobre sintomas depressivos em parkinsonianos. Materiais e métodos: sete sujeitos, com idade média de 66,4±9,8 anos, após serem avaliados por médico, foram classificados de acordo com o nível de gravidade da doença 1,57±0,78 (Escala de Hoehn e Yarh, 1967), condição motora e da capacidade funcional 34±26,31 (Unified Parkinson´s Disease Rating Scale, 1987), escolaridade de 8±3,7 anos e funções cognitivas 26,7±1,7 (Mini Exame do Estado Mental, 1975). Para quantificar os sintomas depressivos utilizou-se da Escala de Hamilton para Depressão (1960). Todos os sujeitos participaram de um programa de atividade física supervisionado, com 3 sessões semanais de aproximadamente 40 minutos, durante 15 semanas. Tal programa consistiu de treinamento com pesos, flexibilidade e ginástica geral. Resultados: a análise estatística não-paramétrica de Wilcoxon revelou diferença significativa (p<0,05), apontando diminuição dos sintomas depressivos após o programa de atividade física, revelando que os sujeitos saíram do quadro de sintomas depressivos leves. Conclusão: Conquanto os resultados do presente estudo sejam preliminares e restringidos pelo pequeno tamanho da amostra, observa-se que parkinsonianos se beneficiam de um programa de atividade física e que este tem influência positiva na diminuição de sintomas depressivos, provavelmente por uma melhora da capacidade funcional com conseqüente melhora da autonomia, diminuindo sua dependência nas atividades da vida diária. Sugere-se a implementação de atividade física regular para parkinsonianos, visto que esta possivelmente pode ser empregada como meio coadjuvante e não-farmacológico ao tratamento de sintomas depressivos.

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O Tae Kwon Do para Deficientes Visuais

Oliveira, B.B.

Instituição: Centro UNIFIEO - Depto. de Educação Física

Apoio Autor:

Este estudo tem por objetivo estabelecer critérios para a sistematização de conhecimentos orientados para um processo de ensino e aprendizagem da arte marcial coreana denominada Tae Kwon Do (TKD), considerando as necessidades específicas de cidadãos portadores de deficiência visual.Para tanto, considerar-se-à a necessidade de uma transformação didático-pedagógica dos diferentes procedimentos de ensino, tendo em vista os múltiplos saberes inerentes ao processo de aprendizagem dessa manifestação cultural (TKD) nos seus mais diversos componentes (histórico, filosófico, ético, pedagógico e técnico). Este trabalho implicou uma pesquisa de natureza teórico-bibliográfica, associada as percepções pedagógicas provenientes da experiência profissional da autora deste mesmo estudo. Foram mobilizados conceitos norteadores de forma a subsidiar algumas recomendações de natureza didático-metodológicas como passos efetivos para um processo consistente de sistematização de conhecimentos. Portanto,foram considerados aspectos relacionados as questões relativas aos temas inclusão social; características e aspectos intervenientes da deficiência visual; aspectos inerentes ao processo de aprendizagem, entre outros.

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Estimulação essencial motora aquática para bebês e crianças com deficiência

Oliveira, G.B. de; Andrades, A.P.O. de; Scherer, C.; Walker, D.; Malezan, L.M.; Palma, L.E.

Instituição: UFSM-Centro de Educação Física ; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física; UFSM-Centro de Educação Física

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Por meio das limitações e privações que bebês e crianças com necessidades especiais têm em relação ao seu desenvolvimento, propô-se esse projeto de extensão com o objetivo de propiciar atividades em meio líquido que estimulem o desenvolvimento motor global de bebês e crianças com necessidades especiais, como também, estimular as percepções táteis, visuais, auditivas e sinestésicas e auxiliar na melhoria das funções cardio-respiratórias, mobilidade articular e locomoção, proporcionar o desenvolvimento das capacidades motoras, especialmente o equilíbrio, postura, ritmo e coordenação. O grupo é constituído por cinco (05) alunos, com Síndrome de Down, hidrocefalia e deficiência física e sete (07) professores/monitores. As aulas são realizadas às quintas-feiras, em sessões de 40 minutos, das 16:30 às 17:10, no Complexo de Piscinas Térmicas do CEFD/UFSM. As atividades são desenvolvidas de forma lúdica estimulando os alunos em relação às áreas motora, perceptivo-cognitiva, da linguagem e social. Como forma de avaliação dos alunos e das aulas, utiliza-se o Parecer Descritivo e o Diário de Campo, respectivamente. Sendo este um projeto iniciado em março de 2005 e com a sua conclusão prevista para dezembro do corrente ano, inferem-se as seguintes considerações: com o andamento das aulas observou-se que os bebês e crianças já demonstram estarem adaptados ao meio líquido, principalmente os que caminham, demonstrando melhorias na mobilidade articular e locomoção, deslocando-se de um lado ao outro da piscina e realizando seus primeiros mergulhos; ainda, observaram-se melhorias no desenvolvimento das capacidades motoras, especialmente no equilíbrio e postura e no desenvolvimento da autoconfiança.

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A PARTICIPAÇÃO DA CRIANÇA HIPERATIVA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL

Oliveira, L. P. G.; Fumes, N. L. F.

Instituição: Universidade Federal de Alagoas ; Universidade Federal de Alagoas

Apoio Autor: ;

O presente estudo teve como objetivo principal analisar a participação de uma criança hiperativa durante as aulas de Educação Física Infantil. O estudo de caso, de natureza qualitativa, foi o modelo de estudo seguido para o seu desenvolvimento. Nele foi investigada uma criança hiperativa, de 6 anos de idade, do sexo masculino, aluno de uma classe regular de Educação Infantil (alfabetização), de uma escola particular de classe média alta, situada no município de Maceió. Para melhor compreensão do caso participaram do estudo como informantes a professora de alfabetização e de Educação Física (esta última também desempenhava o papel de pesquisadora deste estudo), a auxiliar de sala de aula, a psicóloga educacional da escola e a mãe da criança. A observação participante das aulas de Educação Física, o diário de campo, a entrevista semi-estruturada foram utilizados para levantamento dos dados. Empregou-se, também, o Inventário de Comportamentos do Jogo Social de Sherrill (1998). Os resultados mostraram que dos cinco níveis de interação do jogo social apresentados pelo Inventário, aluno manifestou comportamentos em pelo menos quatro níveis de interação: o solitário/exploratório, o paralelo, o associativo/interativo e o cooperativo. Dessa forma, pôde-se concluir que o aluno possuía um bom nível de interação com a professora, com os colegas e com os objetos. No entanto, esse nível de interação podia variar, de acordo com as atividades propostas: aquelas que utilizavam materiais sempre propiciavam maior nível participação do aluno, mas muitas vezes levava-no a se afastar do grupo para brincar individualmente; as atividades de imitação possibilitavam maior nível de interação grupal (desde que não se permanecesse muito tempo nela); já as atividades que implicavam a permanência prolongada na posição sentada não favoreciam a interação do aluno e levavam-no a se afastar do grupo.

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Ginástica Harmônica para deficientes visuais: um recurso de inclusão social

OLIVEIRA, L.Z

Instituição: Clínica Movimento - Centro de Estudos e Terapia

Apoio Autor:

O projeto de levar a Ginástica Harmônica para o universo dos deficientes visuais começou a ser desenvolvido em fevereiro de 2005 na Clínica Movimento, com os alunos de uma instituição municipal, que atende a crianças e adolescentes com deficiência visual. A Ginástica Harmônica parte de um pressuposto holístico, mesclando elementos científicos ocidentais com conhecimentos orientais. Esse método traz uma sensível evolução na conscientização do corpo, pois estimula a expressão corporal através de diferentes ritmos musicais, para reorganizar no indivíduo sua flexibilidade natural, a harmonia das expressões, seu equilíbrio vertical e consciência de si. A Ginástica Harmônica demonstra grande potencial de inclusão social, na medida que possibilita um desenvolvimento psico-corporal respeitando a individualidade, sem a imposição de padrões pré-determinados de movimentos, respeitando-se à plástica e expressão de cada um como algo valioso ao processo de desenvolvimento humano. Na aplicação do método neste projeto em especial, também havia a expectativa de valorizar a autonomia, promovendo ganhos nas habilidades físicas e na auto-estima destes jovens. A primeira inovação do projeto foi criar uma adaptação metodológica, pois o recurso mais utilizado na aula é a imitação dos movimentos do condutor do grupo, através da percepção visual. Para substituir este recurso utilizou-se de pessoas sem deficiência visual para servirem de guias, possibilitando a imitação. Também foram desenvolvidos códigos verbais representando movimentos e posturas para serem utilizados, sendo que estes foram se tornando cada vez mais eficientes, pois o repertório gestual dos participantes foi se ampliando e adaptando-se à Ginástica Harmônica; chegando-se a eficiência de cada um dos participantes conseguir conduzir o grupo. Estimulados por um novo universo de sensações e possibilidades, pôde-se observar muitas mudanças em cada um dos jovens, como o desenvolvimento ou aprimoramento de algumas habilidades físicas, a reestruturação de padrões posturais e mudanças de comportamento.

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Qualidade de vida social através da prática de natação

OLIVEIRA, S. S.; MATTOS, E.; MATTEONI, S. P. C.; CORTESE, M. C.

Instituição: USP - Escola de Educação Física e Esportes ; USP - Escola de Educação Física e Esportes; USP - Escola de Educação Física; USP - Escola de Educação Física

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No Brasil, segundo IBGE 2001, 14,8% da população é constituída de pessoas que possuem algum tipo de deficiência física, sensorial ou mental. Elas têm suas atividades sociais dificultadas. O objetivo deste trabalho foi verificar se a prática de natação de forma inclusiva com não portadores favorece a melhora na qualidade de vida social dos participantes do grupo. Foi feito um questionário para os alunos do curso de "Natação Inclusiva" da EEFEUSP. A idade dos participantes variou entre 11 e 78 anos, abrangendo o período de 1998 a 2004. A amostra foi composta por 347 componentes, sendo 181 mulheres e 166 homens portadores de diversos tipos de deficiências. Eles foram divididos por sexo e diagnóstico, bem como nível de escolaridade e profissão. O resultado demonstrou que os portadores de deficiências ampliam suas relações sociais, mas não dependem ou se importam com a presença dos não portadores de deficiências no grupo. Já os não portadores também ampliam suas relações sociais e se estimulam com a presença de portadores de deficiência no grupo, no sentido de superar suas dificuldades em termos de aprendizagem das habilidades aquáticas. O nível de escolaridade influencia na velocidade de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades aquáticas. As mulheres são as que mais procuram as atividades inclusivas, porém os homens são os que mais se entrosam nas atividades sociais extra aula. Eles promovem reuniões sócias pós-aulas e tomam mais iniciativas em relação à comemorações de aniversários ou outras datas comemorativas. As mulheres tendem a organizar as comemorações me termos de ornamentação dos locais e trazer presentes. As mulheres têm procurado em maior número os recursos da natação inclusiva como um instrumento a mais no processo de seu desenvolvimento global visando melhor qualidade de vida.

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Envolvimento de Portadores de Necessidades Especiais em atividades de pular corda

Pacheco Izidoro, G.; Zuchetto, A.T.; Nasser, J.P.

Instituição: UFSC-Centro de Desportos ; UFSC-Centro de Desportos; UFSC-Centro de Desportos

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Objetivou-se analisar o envolvimento de seis sujeitos na atividade de ?pular corda?, em uma sessão no Programa de Atividade Motora Adaptada. Analisou-se: P1 com Hemiparesia Espástica,16 anos; P2 com Síndrome de Asperger, 17 anos, P3 com distúrbio de comportamento e deficiência mental, 19 anos, P4 com quadriparesia atetósica, 28 anos, P5 e P6 com síndrome de Down, 19 e 17 anos respectivamente e três acadêmicos. A sessão durou 95 minutos distribuídos em 5 atividades (A): A1-Alongamento (11:39- 12,16%); A2-Pegar o rabo (6:35-6,88%);A3-Atividades com corda (36:00-38%); A4-Alternância de arcos (8:40-9,04%); A5-Telefone sem fio (7:10-7,5%). O tempo atribuído (TA) (tempo que durou a atividade) de ?pular corda? foi 36 minutos, 38% do total. E constou de cinco variações (V) e seguintes tempos atribuídos: V1-Cobrinha (10:30-28,61%): duas pessoas balançam a corda no chão, pulando sem encostar. V2-Passar por baixo da corda (10:34-28,72%): passar por baixo da corda sem encostar-se à mesma. V3-Pular sobre a corda (2:19-6,08%): Pular sobre a corda, mais alta. V4-Pular corda (7:36-20,44%): Pular corda enquanto duas pessoas a giram. V5-Pular corda cantando (5:07-14,08%): Pular a corda girando, conforme a música. Dos 36 minutos do tempo atribuído (100%), P1 teve um tempo de ocupação (TO) de 9,8%, P2 8,4%, P3 10,98%, P4 9,9%, P5 29% e P6 17,48%. O tempo de desperdício (TD tempo que não estão executando) de P1 foi 90,2%, P2 91,6%, P3 89,02%, P4 90,1%, P5 71% e P6 82,52%, permitindo o exercício do comportamento social como respeitar regras, esperar sua vez e incentivar os colegas. P1, P2 e P3 foram os mais rápidos e ágeis, sendo que P1 consegue maior êxito na V4 e P3 nas V2 e 5. As atividades para P4 foram modificadas devido à sua impossibilidade de pular. P5 e P6 tem TO maiores devido às dificuldades de pular e passar por baixo da corda . Conclusão: P1, P2 e P3 realizaram rapidamente e com facilidade. Quanto aos outros, também realizaram com êxito, pois incentivaram os colegas, esperaram a sua vez, atenderam aos pedidos dos acadêmicos. As atividades com corda permitiram aos participantes compartilhar materiais, brincar e colaborar.

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Visibilidade da beleza de pessoas com deficiência mental

Paula, A.I.; Mauerberg-deCastro, E.; Campbell, D.F.

Instituição: UNESP-RC/ UNIRP/FIB ; UNESP-RC; UNESP-RC

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O advento da globalização e da comunicação de massa deixou as pessoas obcecadas com a aparência e com a busca do tão propalado padrão de beleza. A cultura dominante rompeu as barreiras geográfica e econômica e embutiu no consciente coletivo a cultura da magreza como ideal de perfeição e essa busca, muitas vezes, condicionou comportamentos auto-destrutivos. A partir dessa problemática, imagine como é viver fora dos padrões determinados como belo, principalmente no que diz respeito à auto-estima, já que ela em grande medida evolui de como nos sentimos sobre nossa aparência física? Normalmente a mídia associa pessoas com deficiência à vítimas; heróis; ameaça; incapacidade de se ajustar; aquele que precisa de cuidados, ou ainda aquele que não deveria ter sobrevivido e, em geral, é comum pessoas com deficiência apresentarem problemas na auto-imagem e conseqüentemente um sentimento de inferioridade. Então, como reverter esta situação e facilitar a melhoria da auto-estima das pessoas com deficiência? Uma das crenças básicas da atividade física adaptada salienta que ?todos os alunos têm seus direitos assegurados para qualidade de vida que pode ser atingida pela prática de atividade física. Esta, por sua vez, pode melhorar a auto-estima e contribuir para a saúde mental.? Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é dar visibilidade à beleza da pessoa com deficiência mental que pratica atividades físicas no programa de extensão de educação física adaptada (PROEFA) da UNESP de Rio Claro. Os participantes foram fotografados durante as aulas de atividade física e demonstraram, à partir das belas fotos, que os padrões de beleza hierarquicamente impostos devem ser urgentemente revisitados, e que a beleza pode estar mais próxima, disponível e alcançável do aquela divulgada na mídia (tendenciosa e impregnada de estereótipos). Suas imagens revelaram alegria, inocência, espontaneidade, camaradagem, sinceridade, e vários atributos de expressão social impregnando e ampliando a concepção de estética, de beleza. Apoio: PROEX-UNESP

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A NATAÇÃO PARA O PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN

PAULA, G.I; JUNIOR, E.N.S.P; FRETAS, P.S

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia ; Universidade Federal de Uberl; Universidade Federal de Uberl

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Este presente trabalho foi realizado com o aluno portador de Síndrome de Down no segundo semestre do ano de 2003, por meio do estágio Prático de Esportes Adaptados. Esta é uma categoria de deficiência mental cuja origem está na existência de uma trissomia no cromossomo 21(CONDE, 2000). As crianças portadoras de tal anomalia geralmente são menores, possuem o desenvolvimento motor atrasado e são mais suscetíveis a disfunções hormonais, doenças cardíacas e pulmonares, desnutrição e problemas ortopédicos (DROWVATISKY, 1973). Assim uma das formas de prevenção destes problemas está na prática de atividades físicas como a natação. Esta promove o desenvolvimento muscular, já que muitas dessas crianças possuem a musculatura flácida. Então, nada melhor do que oferecer uma atividade de baixo impacto que facilita o equilíbrio estático e dinâmico dos participantes, além de melhorar o desenvolvimento cardiovascular e respiratório. Psicologicamente, a natação promove o aumento da autoconfiança, um dos objetivos do trabalho. Em relação aos demais resultados, o aluno obteve um pequeno progresso nessa parte pelo fato de ser indisciplinado e desconcentrado. Ele perdeu parte do seu medo em permanecer nas posições de decúbito ventral e dorsal e de ficar sozinho na piscina. Seus mergulhos já não são tão breves. Quando perder o receio de mergulhar, permanecer nas posições de decúbito e submergir o rosto por mais tempo, ele estará pronto para aprender as modalidades de nado. Para isso, também é necessário que seja vencida a resistência que ele possui quanto a utilização dos recursos materiais, tais como a prancha. Ë interessante que seja desenvolvido um trabalho de psicomotricidade para que ele aumente sua capacidade de concentração.

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O MAL DE ALZHEIMER E AS ATIVIDADES MOTORAS

Piveta, C.; Tolocka, R.E.

Instituição: NUPEM-UNIMEP ; NUPEM-UNIMEP

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O presente estudo tem como foco a relação entre o Mal de Alzheimer e as Atividades Motoras. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica utilizando-se os arquivos da medline, bibliotecas online:USP,UNICAMP, UNESP,UNIMEP e textos disponíveis em sites específicos com as seguintes palavras-chave :Mal de Alzheimer, Atividades Motoras, exercício físico e Educação Física. Quanto a patologia, ela causa uma desintegração progressiva global, homogênea e irreversível das funções mentais durante um período que pode variar de 02 a 20 anos. Durante o período de evolução da doença, todas as esferas da atividade mental são atingidas sucessivamente pelo processo patológico, sobretudo a memória recente, ocasionando a falta de palavras, impossibilidade de executar tarefas do cotidiano, de reproduzir movimentos simples, seguidos de esquecimento dos conhecimentos e hábitos adquiridos há anos. Vários fatores de risco foram identificados: idade, antecedentes familiares de demências degenerativas, alguns traços genéticos (dos quais a apolipoproteína E4), efeito tóxico do alumínio, dentre outros. Como a causa da patologia permanece desconhecida até hoje, não há ainda um tratamento de cura. Quanto a relação Atividades Motoras e o Mal de Alzheimer foram encontrados poucos estudos, mesmo assim, verificou-se que a atividade física regular, bem orientada e que considere as possibilidades individuais pode reduzir o número de quedas e fraturas, diminuir os níveis de depressão e agitação decorrentes desta doença, a dependência funcional na realização das atividades de vida diária, melhorar a função cardiorespiratória e o condicionamento físico, os níveis de força , o equilíbrio, a mobilidade, o aspecto moral, a confiança, restituir a auto-estima, facilitar uma redescoberta do esquema corporal, preservar as capacidades funcionais remanescentes durante o máximo de tempo possível e principalmente manter uma certa qualidade de vida. Conclui-se que são necessários mais estudos abordando esta patologia e as contribuições da prática de Atividades Motoras, trazendo assim maiores parâmetros aos profissionais de Educação Física.

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Estratégias do deficiente mental em tarefas complexas de equilibrio dinâmico e estático em um treinamento com o sistema âncora

Polanczyk, S.D.

Instituição: Unesp-IB-Depto de Educação Física

Apoio Autor:

O indivíduo pode usar elementos do ambiente (não-biológicos) como um mecanismo de seu sistema exploratório e regulação postural. O paradigma âncora sugere que o organismo detecta informações mediadas por ferramentas, caracterizando uma relação mútua entre a dinâmica do organismo e ambiente, formando uma espécie de ancoragem entre ambos. O sistema consiste em segurar dois cabos flexíveis, um em cada mão, enquanto as massas são mantidas em contato com o solo durante tarefas posturais. O sistema âncora é uma ferramenta não-rígida que permite, além do suporte mecânico (aparentemente secundário), oportunidades exploratórias do tipo háptica. Desta forma, o objetivo deste estudo foi relatar as estratégias adotadas pelo deficiente mental em tarefas de equilibrio com o uso do sistema ?âncora.? Para tanto, 9 adultos com deficiência mental de nível moderado e idade média de 31,1 anos e desvio padrão de 10.10 anos realizaram 8 sessões de 50 minutos de treinamento, 2 vezes por semana. As aulas foram organizadas em circuito e sub-divididas em: controle postural (estático e dinâmico) e mobilidade. O contexto das aulas incluíram: ultrapassagem de obstáculos, passagem por aberturas e espaços de restrição ao volume corporal, locomoção sobre diferentes superfícies (rígidas e deformáveis), em diferentes planos e direções de deslocamento. No início, a maioria dos participantes encontrou dificuldade em realizar as tarefas, necessitando de ajuda do experimentador para a realização dos mesmos. Entretanto, rapidamente nas sessões seguintes houve uma melhora no desempenho das atividades e da auto-confiança dos participantes. Desta forma, foi aumentada a complexidade da tarefa, inserindo objetos deformáveis em cima da cabeça e vendando alguns participantes. Além disso, alguns dispensaram a ajuda do experimentador o que antes era essencial para os mesmos. Ainda, notamos mudança na forma de utilizar o âncora em alguns, pois no início eles arrastavam as massas, com a experiência eles começram a antecipar as massas antes de se deslocar, além de esticar a corda em situações de desequilíbrio. Então, o sistema âncora foi uma ferramenta que auxiliou o deficiente mental a encontrar soluções para tarefas complexas de equilíbrio dinâmico e estático, melhorando o controle postural das mesmas.

Apoio Trabalho:
 

 

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EFEITO DE UM PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA GENERALIZADA SOBRE A FLEXIBILIDADE DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS.

Prada, A.C.B.

Instituição: FUNEC

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Ser idoso é uma chance que cada dia mais pessoas conseguem alcançar. Existe nos dias de hoje um maior número de idosos podendo viver uma vida saudável e muito se tem falado sobre os benefícios da atividade física para os indivíduos na terceira idade. Por isso o objetivo deste trabalho foi através de um programa de atividade física generalizado (dança, ginástica e atividades recreativas) verificar mudanças na flexibilidade em idosos institucionalizados no asilo São Vicente de Paula em Santa Fé do Sul ? SP. Participaram desse trabalho 5 idosos de ambos os sexos com idade entre 56 a 80 anos. Durante 4 meses, 2 vezes por semana com duração de uma hora cada aula. Essa aula seguiu um esquema pré-estabelecido: (1) Aquecimento ? 10 minutos; (2) Parte principal ? 30 a 35 minutos e (3) Parte Final ? 05 a 10 minutos. Para avaliar a flexibilidade utilizou-se a Bateria de Testes da AAHPERD (American Alliance for Health Physical Education, Recreation and Dance) onde foram realizados dois testes: um pré-teste no inicio do programa e um pós-teste no final do programa. Os resultados obtidos foram significativamente diferentes: no pré-teste 44,4 ± 7,7 (cm) e no pós-teste 66,1 ± 7,27 (cm). Concluí que a prática da atividade física regular melhora a flexibilidade dos idosos institucionalizados.

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FLEXIBILIDADE EM MULHERES IDOSAS

Ramos, L.; Martins, J.B.

Instituição: Unicastelo - Faculdade de Educação Física ; Unicastelo - Faculdade de Educação Física

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Introdução Envelhecer bem e com saúde está fortemente relacionado à atividade física, quer seja em ambientes específicos tais como academias e clubes, quer seja em situações da vida diária. Um dos problemas que acomete boa parte da população idosa é a perda da capacidade de flexibilidade, que repercute em sua vida tornando movimentos que fazem parte de seu cotidiano mais difíceis de serem executados. Objetivo Tivemos como objetivos desenvolver trabalho de melhora e manutenção da flexibilidade de mulheres idosas na faixa etária de 65 anos com vistas à autonomia das atividades de vida diária, e discutir o impacto de um trabalho que privilegia a flexibilidade no dia-a-dia do idoso. Métodos Além da revisão bibliográfica do tema, conduzimos um trabalho de campo que consubstanciou-se em duas sessões semanais de 45 minutos durante 6 meses para 10 idosas cuja média da idade é de 65 anos. Aplicamos o Teste de Wells antes do início do trabalho e ao final do semestre. Da mesma forma, aplicamos um questionário onde tentamos listar todas as atividades cotidianas de uma dona-de-casa e pedimos que a pessoa classificasse cada um dos ítens elencados em: realizo com facilidade, realizo com dificuldade, não realizo. A escolha das atividades desenvolvidas nas sessões levaram em conta as respostas dadas neste questionário. Resultados Pudemos verificar ao longo das sessões um aumento da auto-estima das idosas expressa em seus discursos. No teste do banco de Wells notamos melhora significativa em 3 mulheres, e na manutenção dos resultados das demais, o que de certa forma nos estimula, pois não verificamos decréscimos. Em relação ao questionário, verificamos coincidência dos resultados do teste de Wells com as respostas do questionário, ou seja, as idosas que tiveram bom desempenho no teste apresentaram respostas que demonstram autonomia nas atividades de vida diária. Conclusão Concluímos que trabalhos de atividade física específicos, tais como de desenvolvimento e manutenção da flexibilidade que busquem informações nos movimentos que fazem parte ou que deveriam fazer parte do cotidiano do idoso concedendo autonomia e auto-estima, mostram-se eficazes, pois o trabalho de planejamento das sessões, bem como acompanhamento individualizado torna-se mais fácil.

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FISIOLOGIA DO EXERCICIO EM ESFERA CLÍNICA ATRAVES DO EXERCÍCIO EM MEIO AQUATICO COMO CAPACITAÇÃO E REABILITAÇÃO PARA INDIVIDUOS PORTADORES DE HEMIPLEGIA EM DECORRENCIA DO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO:

Raszl, CRC

Instituição: Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba

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Introdução: Trata-se de um trabalho com estudo de caso em que se relaciona o exercício físico em meio aquoso como reabilitação de indivíduo portador de Hemiplegia após um Acidente Vascular Cerebral. Objetivo: tem-se como finalidade avaliar e comparar os resultados no início do treinamento e após o período estabelecido, neste caso de 12 meses, duas vezes por semana com 30 minutos de duração, dessa forma estabelecendo para indivíduos hemiplégicos decorrente de acidente vascular cerebral o exercício físico em meio aquático como possível meio de terapia reabilitadora no sistema músculo esquelético e atividade motora através da natação adaptada. Método: para avaliar a força foi utilizada inicialmente a gravidade eliminada, tempo e numero de repetições com aumento gradativo de carga até 3 Kg; para averiguar força de preensão fui utilizado o dinamômetro; para a resistência utilizou-se a natação adaptada com aumento de percurso até atingir 16 metros com a redução no tempo e sem a alteração substancial na freqüência cardíaca. Resultados: a preensão realizada pela mão direita que era zero no início, após as atividades chegou-se a 7 Kg e a mão esquerda que inicialmente era de 30 Kg chegou-se a 35 Kg, devido a isso, em exercícios isométricos consegue segurar peso com a mão direita1kg fora da água e de 3kg submerso por um período máximo de 1 minuto; quanto à resistência tem conseguido fazer 16 metros sem ultrapassar a freqüência cardíaca estabelecida que é de 120bpm. Conclusão: o exercício em meio aquático devidamente monitorado para indivíduos com acidente vascular cerebral, mostrou-se bastante eficiente, pois, na medida em que a densidade do meio líquido possibilita o aluno a executar com maior habilidade e rapidez o exercício, alcançando assim maior equilíbrio, força, e resistência cardiovascular, sem possíveis riscos para lesões cujos resultados, neste caso, contribuem e favorecem na vida diária.

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A ESTIMULAÇÃO GLOBAL DA CRIANÇA DEFICIENTE VISUAL POR MEIO DO TREINO DE EQUILÍBRIO

Ribeiro, P.C.; Noronha, A.J.; Silveira, F.M.

Instituição: Pró-Visão - Sociedade Campineira ; Pró-Visão - Sociedade Campineira; Pró-Visão - Sociedade Campineira

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1. Introdução: O treino de equilíbrio como meio para a estimulação global de crianças deficientes visuais (cegas ou com baixa visão) faz parte do programa chamado Atividade Sensório Motora desenvolvido na Pró-Visão ? Sociedade Campineira de Atendimento ao Deficiente Visual. Em virtude da pouca movimentação de cabeça é que a criança com perda visual apresenta baixa reação vestibular, mostrando-se tensa e insegura nos movimentos do corpo. Isso prejudica a formação de reações de equilíbrio e os primeiros deslocamentos no espaço (Bruno. 1993). 2- Objetivos: Este trabalho tem como objetivo demonstrar uma relação entre o déficit visual e o déficit de equilíbrio e apresentar uma proposta de atendimento que utiliza-se do treino de equilíbrio para a estimulação do desenvolvimento global de crianças deficientes visuais. 3-Métodos: Em 2003 realizou-se testes de equilíbrio estático e dinâmico com 20 crianças deficientes visuais com idade de 2 a 7 anos. Os resultados desta avaliação levaram os educadores físicos e a fisioterapeuta a propor a realização de atividades com enfoque no equilíbrio. Os atendimentos são semanais com duração de 45 min., em grupos formados de acordo com o nível de habilidades psicomotoras. Utilizamos pranchas de equilíbrio, cordas, bolas Bobath, discos de ar, rolos, skate, cama elástica, rede de balanço, arcos e aquatubos. São feitos relatórios de aulas e registro de freqüência diariamente. 4- Resultados obtidos: A deficiência visual pode promover alteração nas reações de equilíbrio já que todas as crianças avaliadas apresentaram algum déficit de equilíbrio. Resultados imediatos durante os exercícios de equilíbrio foram observados, sendo eles: reações de equilíbrio automáticas e mais eficientes, movimentos espontâneos de cabeça, aumento do tônus extensor do tronco, melhora da postura global, surgimento das reações de proteção e trabalho muscular intenso. 5- Conclusão: Concluiu-se que o treino de equilíbrio ajuda na consciência corporal, pois envolve o corpo como um todo, contribuindo no processo de desenvolvimento global da criança deficiente visual.

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Estratégias de ensino-aprendizagem do Kung Fu para pessoas deficientes visuais

Rocha, L.G.F.; Almeida, J.J.G.

Instituição: UNICAMP-FEF-Depto de Estudos de Atividade Física Adaptada ; UNICAMP-FEF-Depto de Estudos de Atividade Física Adaptada

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As pessoas com deficiência visual podem apresentar defasagens no desenvolvimento psicomotor, social e afetivo, comumente em função da falta de oportunidades gerada pelo falta de informações sobre a deficiência e, conseqüentemente, gera-se um preconceito que encobre os olhares para as potencialidades dos indivíduos. A prática do Kung Fu traz inúmeros benefícios bio-psico-sociais, tais como melhorias do condicionamento físico, autoconfiança, auto-estima e cooperação, além de contribuir para o desenvolvimento da percepção espacial e consciência corporal, que são muito importantes de serem trabalhados num programa de educação física, especialmente para as pessoas com deficiência visual. Pela contribuição que a prática do Kung Fu pode trazer para o desenvolvimento e a formação de pessoas com deficiência visual e pela ausência de estudos sobre este tema consideramos de extrema relevância as pesquisas neste campo de estudo. O objetivo deste trabalho foi estudar as questões referentes aos processos de ensino do Kung Fu para pessoas com deficiência visual e identificar as diferenças no processo de ensino-aprendizagem. Para tanto realizamos pesquisa cujo foco metodológico foi extensa revisão de literatura sobre os temas deficiência visual, Kung Fu e estratégias de ensino. Como resultado, constatamos: 1. As potencialidades possíveis de serem exploradas pelos deficientes visuais; 2. quais os conteúdos que compõem a base para o desenvolvimento do Kung Fu; 3. Os modelos e indicativos para utilização de estratégias de ensino-aprendizagem de atividades motoras para as pessoas com deficiência visual. Concluímos, portanto, que o ensino do Kung Fu para as pessoas com deficiência visual não difere do praticado pelas pessoas sem deficiência visual, no que se refere aos equipamentos e nas técnicas. Desta forma, com o devido tratamento pedagógico, adequação dos mecanismos de informação, adaptações relativas ao espaço físico e recursos materiais adequados, as pessoas com deficiência visual podem e devem ter acesso e oportunidades para desenvolverem suas potencialidades praticando esta arte milenar chinesa, visto ainda o desenvolvimento do Kung Fu enquanto conteúdo da cultura corporal.

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A presença da debilidade motora em diversos casos de dificuldade de aprendizagem.

Rocha, R.C. da S.

Instituição: UNIFOA - Faculdade de Educação Física

Apoio Autor:

O presente estudo parte de uma preocupação que nasceu da reflexão sobre casos de crianças, apontadas e encaminhadas para avaliação, por professores do Ensino Fundamental, visando posterior encaminhamento para Apoio Pedagógico Especializado, muitas delas com solicitação de encaminhamento para Classe Especial. Este fato preocupa, não somente pela quantidade e frequência em que esses pedidos ocorrem, como porque nenhuma dessas crianças possui laudo de deficiência mental. Mais ainda, pelo crescente movimento no sentido da "inclusão" de todas as crianças no ensino regular. Refletindo sobre a avaliação realizada com alunos encaminhados de classes regulares, no município de Volta Redonda, observou-se, que as queixas sobre esses alunos eram sempre as mesmas: dificuldade de atenção, em memorizar, na compreensão, além de raciocínio lento. Grande parte com queixa de "hiperatividade" (sem laudo), ou seja, alunos com dificuldade em se manter sentados na carteira, estando sempre em movimento pela sala de aula. E 55,5% eram repetentes, sendo que, dos outros 44,5%, alguns só não repetiram porque a rede onde estudam adota a promoção automática e outros com grandes chances de repetir. Analisando 18 desses casos, através da Escala de Desenvolvimento Motor de Francisco Rosa Neto(2002), um dos instrumentos de avaliação utilizados, detectou-se que a maioria apresentava défict no desenvolvimento motor, ou seja, 66,6% apresentava quociente motor geral "inferior" ou "muito inferior" na escala de desenvolvimento. Os outros 33,4% desenvolvimento "normal médio" ou "normal baixo", ou seja com déficit em uma ou mais áreas do desenvolvimento motor. A discussão desses dados levou a muitos questionamentos, dos quais consideramos bastante importante, o fato de os sistemas educacionais não darem a devida importância ao desenvolvimento motor, valorizando em excesso o desenvolvimento cognitivo. E essa supervalorização não considerar, que um desenvolvimento motor harmonioso é fundamental para o bom desenvolvimento cognitivo. Não avaliam que a debilidade motriz pode levar à debilidade intelectual. As crianças tem passado pela Educação Infantil e pela primeira fase do Ensino Fundamental sem que se reconheça a mportância da atividade motora para o seu desenvolvimento global.O resultado disso tem sido um sem número de crianças com dificuldades na aprendizagem. Acrescentando a isso a grande defasagem que se observa na formação dos professores, podemos concluir que a dificuldade em trabalhar devidamente o desenvolvimento motor e em detectar o déficit motor, tem levado muitos professores a proporem o encaminhamento equivocado dessas crianças para a classe especial e se transformando em cruéis produtores de deficiência.

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Educação Física e inclusão: Análise da Preparação dos Professores de Escolas Públicas Regulares

Rodrigues, A.L.C.; Machado, D.S.

Instituição: Uni-BH - Centro Universitário ; Uni-BH- Centro Universitário

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O envolvimento da Educação Física com as pessoas com necessidades educacionais especiais não é um fato novo. Entretanto, os professores não se sentem preparados para os trabalhos relativos à Educação Física para esta população com necessidades diferenciadas. A construção de uma prática pedagógica adequada pode fornecer informações para o trabalho com esses alunos diferenciados. O estudo teve como objetivo analisar a preparação e prática pedagógica do professor de Educação Física, em escolas públicas regulares, sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais em suas aulas. A amostra foi constituída de 13 professores de Educação Física, que trabalham em escolas públicas. Para coleta de dados foi utilizado um questionário adaptado de Araújo (1999), para verificar a formação, preparação e prática pedagógica do professor, quanto à inclusão de alunos com necessidades especiais em suas aulas. De acordo com as respostas dos professores 77% estudaram em instituições federais; 54% tiveram a disciplina Educação Física Adaptada durante a graduação; 85% não possuem cursos de especialização em Educação Física Especial; 54% se consideram despreparados para trabalhar com esta população; 85% não possuem planejamentos que facilitam a integração desses alunos; 77% responderam que os alunos com necessidades especiais participam das aulas junto com os outros alunos ?normais? e 85% sentem dificuldades em trabalhar com esses alunos. Percebe-se que a Educação Física nas escolas públicas regulares acontece de forma desconectada. Há necessidade de uma preparação e adaptação do planejamento dos professores, para que assim, possam atender esses alunos especiais, proporcionando um desenvolvimento o menos fragmentado possível.

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TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA, ACESSIBILIDADE AO TRABALHO E A PESSOA EM CONDIÇÃO DE DEFICIÊNCIA MENTAL ? UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

RODRIGUES, JL; RODRIGUES, RC; SILVA, RF

Instituição: UNICAMP/ARIL ; ARIL; UNICAMP/UNIPINHAL/AES

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Considerando que a educação deve levar em conta toda a experiência trazida pelo educando, respeitando-o como ser único, singular, podemos imaginar a complexidade da educação da pessoa em condição de deficiência mental, uma vez que aí as diferenças entre as pessoas se apresentam mais acentuadas. Permeando toda essa complexidade, sabe-se que as instituições envolvidas com a educação dessas pessoas têm por objetivo declarado no final do processo prepará-las para o trabalho, enfim ?profissionalizá-las?. A complexidade que envolve a formação da pessoa em condição de deficiência na passagem da adolescência para a vida adulta, bem como a necessidade de entender com maior clareza como se dá essa transição para a vida adulta são os balizadores de nosso relato de experiência. O dia-a-dia das instituições de educação especial em nosso país, têm revelado alguns problemas em relação à formação dos educandos, com ênfase principalmente nos programas cujo objetivo é prepara-los para o trabalho. Essa afirmação fundamentação na literatura, bem como nas observações feitas ao longo de nosso trabalho, coordenando um Centro em Habilitação e Treinamento Profissional em instituição especial desde 1980, que atende a pessoas em condição de deficiência mental, a partir de 14 anos. Nosso relato de experiência busca responder as seguintes questões: quando a pessoa em condição de deficiência mental está pronta deixar a instituição? Será que os currículos e a dinâmica da instituição levam em conta a heterogeneidade dessas pessoas, as exigências da sociedade, da família e a expectativa do educando? Todos alcançarão a profissionalização? Todos poderão ser encaminhados ao mercado de trabalho? O trabalho com as pessoas em condição de deficiência só é válido na medida da possibilidade de encaminhamento ao mercado comum de trabalho? A pessoa só será valorizada na medida de sua capacidade de produzir e consumir? Consideramos ser relevante a contribuição das atividades corporais, presentes na Educação Física/Esportes, artes e áreas afins, buscando perceber se as atividades de formação para o trabalho e para a vida, bem como as atividades desenvolvidas nessas áreas fazem sentido e se integram, quando se objetiva a transição dessas pessoas para a vida adulta. Entendemos que uma percepção mais clara destas questões pode ajudar ao profissional que atua mais diretamente nesses programas a trabalhar melhor seus anseios, sua prática e suas expectativas, bem como pode auxiliar aos dirigentes nas tomadas de decisões. Para tanto, é necessário que os objetivos que norteiam os programas de educação e preparação sejam bem definidos, não se perdendo de vista as diferenças entre as pessoas e a própria responsabilidade educacional e social da instituição.

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Esporte Promovendo Autonomia em Jovens com Síndrome de Down

Rossato, M.J; Diehl, R.; Simioni, A; Tóvoa, F.P

Instituição: CEAMA- ULBRA ; CEAMA- ULBRA; CEAMA- ULBRA; CEAMA- ULBRA

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Este estudo de caráter descritivo tem como objetivo geral identificar a influência de programas esportivos nas atividades da vida diária de jovens com síndrome de Down. Os sujeitos desse estudo eram jovens na faixa etária dos 15 aos 30 anos de idade, sendo 7 do sexo feminino e 5 do sexo masculino, praticantes de dança e natação. Para coleta dos dados utilizou-se um questionário com dez perguntas semi-estruturadas, respondidas pelas mães desses jovens. Identificou-se a influência referente a autonomia em tarefas de higiene, alimentação e cuidado pessoal de proteção. A análise dos dados foi realizada através da metodologia descritiva, onde foram calculados os dados referentes ao percentual para cada variável analisada. De acordo com os dados coletados referentes a autonomia durante momentos de alimentação, 21% dos alunos parecem conseguir realizar suas tarefas sem auxílio de alguém, 63% porem parece não realizar, pois as mães não permitem esta autonomia, elas preparam sempre seus alimentos e 16% às vezes realiza suas tarefas sem auxilio. Conforme os resultados referentes a proteção 80% possuem independência nas atividades diárias, 8% não possuem, e 12% às vezes possuem independência. A respeito de cuidados com a higiene, 75% dos avaliados têm iniciativa própria, 13% não têm e 12% às vezes têm iniciativa. 100% das mães entrevistadas acreditam que a atividade física auxilia nas atividades do dia-dia de seus(as) filhos(as). Podemos concluir conforme os dados analisados que as atividades esportivas parecem contribuir para a autonomia referente a proteção e higiene de jovens com síndrome de Down. Acreditamos que os projetos de lazer das cidades deveriam promover programas esportivos para jovens com síndrome de Down em parques e praças. Dessa forma mais e mais pessoas poderiam ser beneficiadas pela prática esportiva de uma forma mais inclusiva.

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Estimulação Motora no meio líquido : uma possibilidade a criança com deficiência

Russo, R.C.T; Abrão, P.; Bertanha, L.P.; Rinaudo, B.; Valarine, D.; Barbosa, V.C.

Instituição: PUC Campinas ; PUC Campinas; PUC Campinas; PUC Campinas; PUC Campinas; PUC Campinas

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Até algumas décadas atrás, as pessoas com deficiência física estavam destinadas ao abandono e a uma vida praticamente vegetativa. A expectativa de vida dos indivíduos era baixa, e muitos morriam em decorrência de problemas advindos do sedentarismo. Somente há alguns anos que alguns profissionais apostaram na idéia de ajudar pessoas com lesões por meio de atividade física. Antes disso, essas pessoas eram condenadas a uma vida praticamente vegetativa, com pouco ou nenhum estimulo para a melhora de sua condição física. Atualmente, é sabido que a estimulação física para essa população pode acarretar enormes ganhos, tanto no aspecto motor quanto no social e no psicológico. Neste projeto atendemos 10 crianças com Deficiência Física da Instituição Casa da Criança Paralítica, sendo 7 com faixas etárias entre 2 e 4 anos e 3 com faixa etária entre 7 e 10 anos, sendo subdivididas em 2 grupos, cada qual com 30 minutos de duração. Enquanto um grupo está com a estimulação motora no meio líquido o outro grupo está com atividades motoras no salão do CIAD. As atividades têm como objetivo colaborar com o desenvolvimento maturacional e neuro-motor da criança auxiliando no equilíbrio, orientação espacial, coordenação motora, lateralidade e outros. Em pouco tempo de trabalho pudemos perceber uma boa adaptação das crianças no meio líquido e, nas atividades fora d?água uma melhora na percepção corporal.

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Atividade Física para Deficiente Visual : uma proposta de Qualidade de Vida

Russo, R.C.T; Moreira, F.M.; Benevides, M.D.

Instituição: PUC Campinas ; PUC Campinas; PUC Campinas

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Olhar para as pessoas que apresentam diferentes condições para a prática das atividades físicas e perceber, não a limitação, nem a desvantagem, mas suas capacidades, possibilidades, potencialidades, ou seja, sua essência, contribui para um efetivo processo a fim de assegurar os direitos humanos e os sociais e melhorar a qualidade de vida. Atualmente, os direitos sociais asseguram o direito de igual oportunidade, independentemente da diferente condição que uma pessoa possa apresentar. É preciso ressignificar a diferença - ser diferente não é ser melhor ou pior; a diferença simplesmente existe. Lidar com as diferenças constitui um grande desafio nas relações interpessoais. É importante focalizar o desenvolvimento das habilidades, selecionando atividades apropriadas, providenciando um ambiente favorável à aprendizagem encorajando a auto-superação. Este é o objetivo do projeto em que o CIAD propicia vários momentos apresentando diferentes formas de movimento. Na avaliação diagnóstica pudemos perceber que a maioria de nossos alunos tinham uma dificuldade muito grande em sua locomoção. Iniciamos então um trabalho voltado ao Atletismo por acreditar que esta prática possa não só motivá-los à atividade física como também adquirir uma da qualidade de vida . Nossos encontros acontecem às 5ªs feiras das 14:00 às 15:30 horas, com 10 atendidos do Instituto Braille de Campinas e 01 morador do Instituto dos Cegos Trabalhadores. Este projeto é desenvolvido nas dependências da Faculdade de Educação Física da PUC-Campinas, contando com 12 estagiários de diferentes cursos desta Instituição.

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A Escola Regular como Espaço de Interação

Salerno, M. B.; Araújo, P. F. de

Instituição: UNICAMP - Faculdade de Educação Física ; UNICAMP - Faculdade de Educação Física

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O tempo passado dentro da escola é suficientemente grande para pensarmos que laços de amizade que se formam reforçam a importância da participação nas instituições escolares. É lá que terão fortes influências na construção de conhecimento não apenas científico, mas também de crescimento pessoal em se tratando de relacionamentos, do trato com o outro, de saber conviver com o outro que possuí pontos de vista diferentes e algumas vezes é fisicamente diferente. Posto isso, esse trabalho trata do relacionamento de crianças com necessidades educativas especiais e seus colegas em escolas regulares que já iniciaram o processo de inclusão, durante as aulas de Educação Física, verificando se há o respeito pelo outro, o incentivo dos colegas para a prática das atividades efetivando ou não a filosofia inclusivista no segmento escolar. A inclusão, um processo que trará mudanças em toda nossa sociedade, incluindo a acessibilidade ampla ao Sistema de Ensino, é um tema estudado por profissionais de diversas áreas. Esses enfocam a formação profissional para o trabalho com pessoas com necessidades educativas especiais, a necessidade de adequação ou readequação das escolas, das metodologias empregadas, porém, pouco se pensa nos alunos, principal foco de nosso trabalho. Para tanto, realizamos observações durante três visitas, em escolas públicas e particulares, as quais seguiram apontamentos colocados na ficha de observação. Para verificarmos a interação entre os alunos utilizamos o método de intervalo, no qual durante o tempo das aulas de educação física observamos se os itens de interesse determinados para a pesquisa ocorreram. Podemos afirmar que processo de inclusão está sim avançando nas escolas, porém ainda há dificuldade quanto a interação dentro das aulas de educação física. A proximidade física existente não é determinante para a interação positiva entre os alunos. Com isso, dentro das aulas de educação física, o professor tem papel fundamental como mediador do processo inclusivista, proporciondo atividades que possibilitem a participação efetiva de todos os alunos e então a interação real e a formação de laços de amizade por afinidade.

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GINÁSTICA RITMICA - UMA EQUIPE DE SURDAS

Sandes, Michele; Filha, Dalva; Santos, Celby

Instituição: INES ; INES; INES

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O PROJETO ?RÍTMO E MOVIMENTO ? UM DESAFIO DA SURDEZ?, desenvolvido no Núcleo Desportivo Sócio-Cultural do Instituto Nacional de Educação de Surdos ? Rio de Janeiro possui entre outros trabalhos de atividade motora adaptada, o de Ginástica Rítmica com pessoas surdas. Caracterizado por ritmo e movimento o trabalho tem o escopo de mostrar que mesmo sem ouvir o som, podemos desenvolver atividades integradas e interativas para as pessoas com deficiência. O objetivo é implantar a Ginástica Rítmica ( ex - GRD), para pessoas com deficiência auditivas ? Surdos, e criar uma relação histórica entre a Ginástica Rítmica e a Surdez, destacando suas características, objetivos e seus fatores que levam a Ginástica Rítmica , a ser importante para o desenvolvimento da criança, promovendo melhoria da capacidade física, cognitiva, afetiva e motora aumentando a auto ? estima. Especificamente, proporciona uma relação harmoniosa dos movimentos entre seu dinamismo e o equilíbrio. Ainda, visa a educação dos movimento aumentando a qualidade física,em especial a valência motora:coordenação, percepção corporal, criatividade e imaginação. Levando aos alunos elementos corporais como: salto,equilíbrio,flexibilidade, entre outros. O material utilizado é constituído de corda, arco, fitas, bola e maça.

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Relatório de Acompanhamento do Aluno V.H

Santos, J.A.; Martins, M.A.; Leite, G.F.; Teodoro, B.G.

Instituição: UFU-FAEFI-Faculdade de Educação Física ; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã; UFU-FAEFI-Faculdade de Educaçã

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O aluno V.H, 4 anos, é portador de paralisia cerebral, não se tem conhecimento do tipo de sua paralisia. Ingressou no Programa de Atendimento a Portadores de Deficiência existente na universidade Federal de Uberlândia (UFU), no segundo semestre de 2003. Este programa atende crianças e adultos com diversos tipos de deficiência e ainda proporciona aos alunos do curso de Educação Física da UFU aprender um pouco sobre cada deficiência, estagiando no programa durante dois períodos. O objetivo do trabalho com o aluno foi a iniciação a natação, proporcionado a adaptação do aluno a água. Observou-se a necessidade de complementar suas atividades com a piscicomotricidade, com intuito de melhorar a parte cognitiva, bem como a atenção, coordenação, audição, percepção, memória da criança. Na piscina foram executadas atividades de adaptação como balanceamentos laterais e frontais, impulso do quadril, utilizando materiais coloridos para chamar atenção do aluno, bóia e flutuador. Na piscicomotricidade as atividades desenvolvidas foram, o rolamento sobre a bola, caminhar, pular na cama elástica, atividades que estimulam a atenção, audição e memória. Foram utilizados todos os materiais que poderiam contribuir com as atividades, existentes no local. O aluno possuía grande dificuldade de atenção, não respondia a maioria das atividades propostas, chorava muito durante toda aula, por informações da mãe, a criança passou a ter esse tipo de comportamento por perceber que conseguiria as coisas pelo choro, por esse motivo nenhuma das atividades foram interrompida. Conclui-se que o os objetivos foram alcançados parcialmente e que o aluno possui o desenvolvimento lento para as atividades propostas sendo necessário um período maior de trabalho para que ele possa responder favoravelmente a elas, entretanto foi possível observar ao término de um ano com o aluno, que o mesmo encontrou-se mais tranqüilo durante as ultimas aulas, proporcionado ao próximo estagiário uma maior tranquilidade em executar as atividades com o aluno.

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Natação Inclusiva - Um desafio

Santos, Oliveira, Sandra; Mattos, Elizabeh; Oshiro, S. H., Simone; Matteoni, S. P. C., Simone; Cortese, Maristela

Instituição: USP ; USP; USP; USP; USP

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Introdução: Segundo ALMEIDA no Brasil, conforme estimativas da ONU, aproximadamente l0% da população são constituídos de pessoas que possuem algum tipo de deficiência física, sensorial ou mental, isto é cerca de 16 milhões de pessoas, têm suas atividades particulares ou sociais dificultadas.Objetivo: deste trabalho foi verificar a relação do gênero de portadores de necessidades especiais, a equiparação de oportunidades e qualidade de vida social através natação inclusiva.METODOLOGIA: A população foi de crianças e adultos com a variação de idade entre 11 e 78 anos, das turmas da natação inclusiva da USP, abrangendo o período de 1998 a 2004. A amostra foi composta por 347 componentes, sendo 181 mulheres e 166 homens portadores de necessidades especiais orientados por monitores que acompanharam e direcionaram atividades específicas. Foi feita uma triagem, verificando-se o diagnóstico.RESULTADO: Neste estudo, o resultado demonstrou que no total de 347,participantes 62% foram mulheres e 57% homens tiveram o acesso e equiparação de oportunidades de vida social durante as aulas da natação inclusiva.Conclusão: As mulheres têm procurado em maior número os recursos da natação inclusiva como um instrumento a mais no processo de seu desenvolvimento global e ao mesmo tempo exercendo a cidadania com qualidade de vida.

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A prática de dança de salão por pessoas com deficiência visual e seus efeitos sobre a organização espacial

Santos, R.N.; Pedrinelli, V.J.; Bocalini, D.S.

Instituição: Universidade São Judas Tadeu ; Universidade São Judas Tadeu; Escola Paulista de Medicina

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O presente estudo teve como objetivo principal verificar a contribuição da dança de salão sobre a organização espacial de pessoas com deficiência visual, envolvendo uma pesquisa quase experimental com praticantes de dança de salão com deficiência visual na instituição Laramara. A dança de salão é uma atividade física realizada por casais envolvendo ritmos variados, possibilitando aos seus participantes comunicarem-se entre si, viabilizando o desenvolvimento de aspectos de caráter motor (ritmo, equilíbrio, coordenação, noção de espaço) e aspectos de caráter psicológico (bem estar, estado de ânimo). A organização espacial é um sistema de referência a partir do próprio corpo para o indivíduo perceber e diferenciar seu corpo no espaço, e depende de informações exteroceptivas como a visão, olfação, tato e/ou a audição e informações interoceptivas, como o sentido vestibular, propriocepção e cinestesia. Participaram deste estudo 10 adultos com deficiência visual que freqüentaram um programa de dança de salão durante três meses de intervenção semanal. Foi utilizado um teste adaptado de Bryant Cratty e Teresa Sams sobre orientação espacial para deficientes visuais. Para verificação dos dados, foi feita a comparação entre os resultados obtidos na avaliação pré e pós-teste e utilizado o cálculo delta percentual. Pôde-se identificar as dificuldades iniciais encontradas em relação à percepção espacial e as mudanças observadas incluindo a melhora na execução das tarefas em 38% e um decréscimo de 52,3% na não-realização das habilidades propostas sobre organização do espaço. A partir dos resultados podemos inferir que a prática da dança de salão pode contribuir em alguns aspectos da organização espacial da pessoa com limitação visual, propiciando desta forma novas buscas e realizações no universo da atividade física adaptada, envolvendo uma atividade física pouco explorada para pessoas com deficiência visual. Envolvendo movimentos de mudanças constantes, a dança de salão pode possibilitar à pessoa com limitação visual um melhor aproveitamento do espaço em seu cotidiano.

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A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA CORPORAL DO PORTADOR DE SÍNDROME DE ANGELMAN ATRAVES DA EDUCAÇÃO MOTORA

Santos, V.J.

Instituição: Moventis- Centro de Educação Pelo Movimento

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A Síndrome de Angelman é um distúrbio que causa retardo mental, alteração do comportamento e algumas características peculiares. Essa pesquisa intitulada ?A formação da consciência corporal do portador de síndrome de Angelman através da educação motora?, tem por objetivo estudar a importância da educação física, através da educação motora, no processo de formação da consciência corporal de indivíduos portadores desta síndrome. Método: a) pesquisa de campo com a seguinte população - 2 crianças, sendo um menino com idade de 11 anos e uma menina com idade de 10 anos; b) instrumento - atividades de educação motora; c) procedimento - avaliação inicial nas áreas de fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e psicomotricidade, analise dos dados e posteriormente planejamento de atividades, as aulas aconteceram uma vez por semana com duração de uma hora cada. Resultados: ambos obtiveram melhora em seu desenvolvimento motor e na execução das atividades diárias, demonstrando assim a importância da educação física na educação dessas crianças

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PROJETO SÁBADO NO CAMPUS: GOALBALL, DO LÚDICO AO RENDIMENTO

Scherer, R.L.; Costa, A.J.S.; Moreira, C.Z.; Fernandes, L.L.

Instituição: UFSC-CDS ; UFSC-CDS; UFSC-CDS; UFSC-CDS

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A história do Goalball, esporte desenvolvido para as pessoas cegas ou com baixa visão, na UFSC começou em 1996. Nesta época as atividades tinham um caráter lúdico, e com o passar dos anos passaram para o rendimento. Os objetivos deste trabalho são contar um pouco desta transição e mostrar a evolução que tivemos durante estes anos. Este estudo pode ser caracterizado como diagnóstico exploratório, uma vez que pretendemos conhecer e descrever os fatos que determinaram a trajetória desta modalidade na UFSC. Alguns resultados desta pesquisa foram: As atividades no inicio eram desenvolvidas no campo de Futebol e as demarcações eram com colchonetes. Foram utilizadas bolas de futsal com guizo e cones para demarcar as traves; Do campo esta atividade passou a ser desenvolvida no Ginásio, e neste ambiente foi confeccionado uma trave de PVC; A mudança de lúdico para treinamento veio da possível participação em uma competição em 1999, a qual não foi possível participar pelo atraso da inscrição. Mas em 2000, o que era apenas atividade lúdica passou a ser tratada como treinamento; Atualmente o projeto conta com implementos necessários à prática do Goalball, que vão: da trave á bola oficial, do jogo de camisas aos equipamentos de segurança, do espaço físico apropriado aos espaços para treinamentos das valências físicas. Após a primeira participação em competição, os objetivos do projeto, nesta modalidade, passaram-se para o desenvolvimento da técnica e da tática. Desta forma tivemos como um dos principais resultados positivos, após os treinamentos, a convocação de duas participantes do projeto para compor a equipe brasileira, para disputar o Campeonato Mundial da IBSA no Canadá, em 2003. Neste evento o Brasil conseguiu obter pela primeira vez uma vaga, nesta modalidade, em uma paraolimpíada. Um dos ponto positivos também conseguidos nesta caminhada a disseminação desta modalidade junto as associações e universidades dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Concluímos enfocando que a trajetória desta modalidade na UFSC só foi possível, graças ao envolvimento, desprendimento e participação coletiva. O Goalball da UFSC é uma prova de que nada se consegue de um dia para o outro, muito se fez e muito se tem a fazer.

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ESPORTE, EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E INCLUSÃO: DIAGNÓSTICO E REFLEXÕES ACERCA DA AÇÃO PEDAGÓGICA.

Seabra Jr., L.; Silva, R. F.; Araújo, P.F.; Florence, R.B.P.; Toledo, E.C.V.; Giacomini, M.C.C.

Instituição: UNORP - UNIPINHAL - UNICAMP ; UNICAMP - UNIPINHAL - AES; UNICAMP; UNICAMP - UNIFAE; UNICAMP; UNICAMP

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É fato que a partir da década de 1990 a Educação Física brasileira tem feito uma ampla reflexão do seu papel nos seus diferentes segmentos de atuação, despertando discussões e reflexões principalmente no ambiente escolar, nos setores ligados à educação de pessoas com necessidades educativas especiais e educação inclusiva.Todavia, segundo a literatura, as mudanças qualitativas esperadas como resultado destas discussões, não têm se refletido na prática diária tão pouco na ação profissional já que ainda é comum observarmos uma Educação Física Escolar, pautada predominantemente na aptidão, performance e no conteúdo esporte. Este ensaio buscou diagnosticar e refletir como o conteúdo esportivo tem sido abordado no ambiente escolar, na perspectiva da inclusão, nas escolas públicas da cidade de São José do Rio Preto - São Paulo ? Brasil. Metodologicamente caracterizou-se como qualitativo, com teor de registro de análise documental (relatório final da disciplina de estágio supervisionado e prática de ensino). A seleção da amostra foi feita de maneira aleatória, correspondendo a 10 relatórios de estágio, referentes a 10 professores de educação física do ensino fundamental - 1ª á 4ª série - formados nos últimos 14 anos. Foi realizada uma observação direta e individual da ação do professor de educação física, por um observador estagiário, durante 15 horas/aula. Após a analise dos resultados, obtidos a partir das narrativas dos relatórios, os dados nos levam a inferir a predominância de conteúdos esportivos, trabalhados de maneira aleatória, e uma falta de ação pedagógica condizente com as diferentes faixas etárias no ambiente escolar. Observou-se também um distanciamento de muitos alunos das aulas, não podendo ser observada uma educação inclusiva de maneira efetiva.

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Programa de atividade física adaptada para criança asmática do DEF/UFPB

Silva, A.J.F; Pereira, V.A

Instituição: Programa de Atividade física A ; DEF - UFPB

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PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA PARA CRIANÇAS ASMÁTICAS DO DEF/UFPB Silva, Ana Jualice Ferreira¹ Pereira, Valter Azevedo¹² ¹Programa de Atividade Física Adaptada para Criança Asmática do DEF/UFPB ²Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba O programa de atividade física adaptada para criança asmática, é um projeto de extensão desenvolvido pelo Departamento de Educação Física (DEF) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), visa auxiliar no controle e redução dos sintomas da asma, promovendo uma melhor performance física, motora, respiratória e postural,otimizando a qualidade de vida.Para a avaliação nutricional utiliza-se os indicadores Peso/altura e Altura/idade em tabela padrão de referência de percentis da NCHS e prega cutânea tricipital e subescapular para o %G em crianças a partir dos 07 anos através do protocolo de GUEDES para crianças e adolescente.O perímetro torácico inspirado e expirado para verificar a amplitude torácica prejudicada pela deficiência respiratória e ainda a aferição quinzenal do PFE (Pico de fluxo expiratório), que consiste em quantificar a obstrução do fluxo aéreo, medindo a velocidade com que o ar é expelido dos pulmões em litros por minuto (l/min), esta medida se faz importante, pois o asmático possui dificuldade de expiração.O controle e classificação das crises em grave, moderada e leve, possibilitam observar o comportamento na intensidade, duração e freqüência.Exercícios respiratórios e posturais fora d?água auxiliam na restauração da função pulmonar e postural.Atividades aquáticas são recomendadas devido ao menor aumento da temperatura corporal, pressão hidrostática e a inalação do ar mais quente e úmido.O ensino da natação contribui para o trabalho postural, desenvolve resistência pulmonar, muscular, cardiovascular e habilidades aquáticas.Exercícios extenuantes e de longa duração que possam provocar hiperventilação pulmonar e a inalação inadequada do ar não são recomendados devido à probabilidade do asmático desencadear um BIE (Broncoespasmo Induzido pelo Exercício), caso isso ocorra, o exercício deve ser interrompido e utilizada a medicação prescrita à criança.A essência da criança é o brincar e este é indispensável para o seu desenvolvimento intergral, sugerimos uma estratégia prazerosa para aguçar e elevar este desenvolvimento, a aplicação destes conteúdos através de vivências lúdicas. CPF:954.146.144.15 ? Ana Jualice Ferreira da Silva

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A INCLUSÃO DE ALUNOS SURDOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Silva, L. L. S.; Fumes, N. L. F.

Instituição: Universidade Federal de Alagoas ; Universidade Federal de Alagoas

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A presente pesquisa teve como objetivo identificar as estratégias de ensino utilizadas por professores de Educação Física para a promoção da inclusão de alunos surdos em suas aulas em uma escola da rede pública estadual do município de Maceió. Este estudo pode ser caracterizado como sendo um estudo de caso, de natureza qualitativa. Os sujeitos participantes da pesquisa foram dois professores de Educação Física, da 5ª série do ensino fundamental, de uma escola regular estadual que reunia o maior contingente de alunos com alguma deficiência em seu corpo discente. Estes professores foram escolhidos intencionalmente, uma vez que ministravam aulas de Educação Física para alunos com deficiência numa situação inclusiva. Dois instrumentos de coleta de dados foram utilizados: a entrevista semi-estruturada e a observação sistemática. De acordo com as respostas apresentadas pelas professoras, pôde-se constatar que as mesmas não tinham conhecimento bem-definido com relação às estratégias metodológicas que poderiam ser aplicadas para a promoção da inclusão de alunos com deficiência em suas aulas. Esse resultado foi confirmado pelas observações, visto que durante o período de realização das mesmas não se pôde ver a professora 1 utilizar tais estratégias em suas aulas, enquanto que a professora 2 fez uso apenas raramente desses procedimentos, na categoria método de ensino e organização didática. Mediante isso, pôde-se concluir que a inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física ainda era um projeto a ser construído e que estes estudantes, embora compartilhassem dos mesmos espaços de aprendizagem que seus pares com desenvolvimento típico, não estavam tendo acesso a um ensino de qualidade na disciplina em questão.

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História de vida de mulheres mastectomizadas e suas percepções acerca da atividade física

Silva, P. H.; Bulhões, A. M. C.; Fumes, N. L. F.

Instituição: Universidade Federal de Alagoas ; Universidade Federal de Alagoas; Universidade Federal de Alagoas

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Este estudo teve como objetivo investigar como as mulheres que se submeteram à cirurgia de câncer de mama percebiam a atividade física em sua vida após a mastectomia. Procurou-se ainda compreender se elas percebiam os benefícios que a atividade física podia proporcionar-lhes, particularmente no âmbito de sua reabilitação anatômo-fisiológica ou apoio psicológico. Este estudo foi realizado num grupo de ginástica para mulheres mastectomizadas de uma clínica de oncologia de Maceió ? Al, sendo realizada a observação participante e os dados relevantes anotados em um diário de campo. A entrevista semi-estruturada foi realizada com as mulheres participantes. A metodologia adotada foi a história de vida, tendo como atores sociais três mulheres que freqüentavam esse grupo por mais de seis meses e que tinham maior assiduidade nas aulas de ginástica. Ao analisar os dados, foi possível identificar que as mulheres mastectomizadas que participavam destas atividades percebiam os benefícios da atividade física, tanto no âmbito anatômico-fisiológico (reabilitação dos movimentos, diminuição de dores), quanto no âmbito psicológico. Foi relatado ainda que a forma como essas mulheres percebiam seu corpo após a mastectomia, apesar de passar pela percepção da falta do órgão, elas não se sentiam mutiladas. Quanto aos aspectos semelhantes nos discursos das narradoras, foram identificados como sendo: a preocupação com a sociedade e família, uma nova visão da vida e a presença da fé.

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EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ACESSO E PARTICIPAÇÃO OU EXCLUSÃO?

SILVA, RF; SEABRA JÚNIOR, L; ALMEIDA, JJG; ARAÚJO, PF

Instituição: UNICAMP/UNIPINHAL/AES ; UNICAMP/UNORP/UNIPINHAL; UNICAMP; UNICAMP

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A Educação Física tem procurado fazer uma ampla reflexão de sua prática. Essa reflexão abarca, entre outras, questões como conceitos, paradigma, metodologia, identidade, objeto, preparação e atuação profissional, acessibilidade. Neste estudo objetivamos refletir sobre a atuação do professor de educação física no âmbito escolar acerca da gestão de aula e inclusão educacional naquilo que diz respeito a possibilitar ou não o acesso de todo e qualquer aluno em suas aulas, no ensino fundamental (5ª á 8ª série), em escolas públicas na região de São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil. O método utilizado foi de pesquisa descritiva com teor de análise documental. Os trinta sujeitos foram selecionados aleatoriamente, sendo todos professores de educação física da rede pública de ensino. Pudemos inferir que devido à predominância de conteúdos esportivos, nos moldes de uma Educação Física inspirada na aptidão física e no desporto de alto rendimento, cuja meta principal é aprimorar capacidades físicas e desenvolver habilidades esportivas, aspectos estes identificados na maioria das narrativas descritivas dos estagiários, quando em seus depoimentos relataram que mesmo os professores observando em seus alunos a falta de vivência em alguns conteúdos básicos como lançar, rebater, saltar entre outros, ainda assim aplicam o conteúdo esportivo, aceitando qualquer resultado, tornando suas aulas treino de modalidades esportivas. Aparece, então, a questão central detectada nas observações: a falta de interesse do professor, seguida por questões metodológicas e de gestão de aula. A grande maioria diz trabalhar o esporte como conteúdo de suas aulas: futebol, voleibol, basquete entre outros. Gostaríamos de refletir, então, 'como' ele vem sendo abordado nas escolas. Desta forma não se pôde ser observada a inclusão de maneira efetiva, uma vez que o acesso de alguns é vetado em detrimento de suas ?capacidades físicas?. Torna-se urgente, portanto, refletir sobre nossas ações com maturidade e o distanciamento necessário para enxergarmos não apenas os equívocos, mas também os caminhos possíveis de serem percorridos.

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O Olhar dos Alunos de Ginástica Olímpica do CEDEG/APAE de Campo Grande-MS

Souza, J.V.

Instituição: UCDB-Depto de Educação Física

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A atividade física para o deficiente é praticada com diversos objetivos, entre eles a participação em eventos esportivos representando as instituições. Dessa forma, os professores de educação física encaminham seus alunos para a prática de esportes, muitas vezes excluindo alguns em detrimento dos mais hábeis ou encaminhando-os para as modalidades sem respeitar suas escolhas. A atividade física deve ser uma escolha do aluno, conforme seus significados e gostos e não somente baseada nas suas habilidades. Assim, o presente estudo teve como objetivo compreender o significado da prática da ginástica olímpica (GO) a partir da ótica do aluno com deficiência mental (DM). Foram avaliados sete alunos com DM, na faixa de 12 a 17 anos, que freqüentam aulas semanais, apresentações e competições de GO há aproximadamente 2 anos no Centro de Educação Especial Girassol-CEDEG- da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Campo Grande -MS. Como pré-requisito para participação no estudo, os alunos deveriam ter freqüentado as aulas por, no mínimo, um ano e meio e terem participado de pelo menos duas apresentações em público. Foram realizadas individualmente entrevistas dirigidas, com perguntas abertas e registradas através do uso de um gravador. As entrevistas foram transcritas, analisadas e discutidas. O presente estudo nos mostra a importância de ouvir o indivíduo com DM oferecendo condições de desenvolvimento de suas habilidades sociais e de comunicação. Contudo, a prática da GO parece contribuir para que os mesmos desenvolvam também as habilidades de cuidados pessoais, saúde e segurança. Os alunos parecem conhecer as atividades e materiais utilizados nas aulas, gostar muito da ginástica, e tê-la como instrumento de valorização pessoal e social (?sou sabida e inteligente quando faço ginástica?; ?gosto de fazer amizade?, ?gosto de viajar?). Assim, através da fala dos alunos, momento de rico valor que oferecemos para se expressarem, é possível se fazer uma reflexão profunda sobre a prática educativa utilizada com os mesmos, pois quando colocados na posição de professor indicam possíveis falhas na prática educativa e dão importantes sugestões de mudança de comportamento por parte do professor.

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NÍVEL DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE ATLETAS DE GOALBALL MASCULINO DA EQUIPE DA ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE INTEGRAÇÃO DO CEGO (ACIC) E UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)

Souza, K.M.; Costa, A.J.; Scherer, R.L.; Fernandes, L.L.

Instituição: UFSC-CDS-Depto de Educação Física ; UFSC-CDS-Depto de Educação Física; UFSC-CDS-Depto de Educação Física; UFSC-CDS-Depto de Educação Física

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O Goalball é um esporte criado para pessoas cegas ou com baixa visão. Esta modalidade paradesportiva é uma das atividades desenvolvidas no projeto Sábado no Campus: Esportes Adaptados da UFSC, em parceria com a ACIC. Uma preocupação básica do atendimento aos praticantes é a manutenção da qualidade de vida, que se expressa nos indicadores de aptidão física. Tivemos como objetivo neste trabalho investigar a aptidão física relacionada à saúde dos atletas de Goalball da equipe masculina ACIC/UFSC. Esta pesquisa caracterizou-se como sendo diagnóstico exploratório. A população foi constituída por oito atletas do sexo masculino, com idade de 33,88 ± 7,24 anos, estatura de 176,50 ± 5,76 cm, massa corporal de 71,48 ± 11,34 kg. Aplicaram-se testes de capacidade aeróbia (caminhada da milha), flexibilidade (sentar-e-alcançar e flexibilidade de ombros), resistência muscular (apoio de frente e abdominal), composição corporal (dobras cutâneas e perímetros), além das medidas de altura tronco-cefálica e envergadura vertical. Com base nesses dados foram calculados: índice de massa corporal (IMC), razão cintura quadril (RCQ), percentual de gordura (%G) e consumo máximo de oxigênio (VO2máx). Após a análise chegamos aos seguintes resultados: o IMC médio da equipe (23,0 kg/m2) encontrou-se dentro da faixa recomendada (18,5-24,9 kg/m2), porém um atleta apresentou situação de sobrepeso, um atleta apresentou situação de obesidade I, e outro apresentou baixo peso; com relação ao %G, apenas um atleta encontrou-se acima dos valores recomendados (10 a 18%) e dois encontram-se abaixo do limite mínimo; com relação ao VO2máx e os testes de resistência muscular, foram detectados resultados positivos entre todos os atletas; nos testes de flexibilidade, apenas um encontrou-se abaixo dos valores recomendados. Com estes resultados chegamos à conclusão que os atletas apresentaram uma boa aptidão física, no entanto, existem alguns indicadores bastante preocupantes, que devem ser levados em consideração nos treinamentos. Também seria importante que houvesse orientação nutricional, para diminuir os índices de sobrepeso encontrados.

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O Polybat como Atividade Inclusiva nas aulas de Educação Física

Strapasson, A.M.; Duarte, E.

Instituição: Fadep - Pato Branco, Paraná ; Unicamp - Campinas, São Paulo

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Mesmo que as crianças com deficiência tenham limitações ?evidentes?, consideramos que as suas necessidades e o desejo de participar das aulas de Educação Física ou de atividades recreativas em geral são idênticos ao de qualquer criança. Os alunos com deficiência física com ou sem deficiência mental associada participam das aulas de Educação Física, mas muitos não são inclusos adequadamente nas atividades propostas, ou seja, não saem satisfeitos das aulas devido à falta de adaptação das atividades. O presente estudo teve como objetivo enfocar a temática da educação física inclusiva sob a perspectiva do Polybat, através da pesquisa bibliográfica. O Polybat, ou tênis de mesa lateral como também é conhecido, é uma nova prática esportiva e foi criado na Inglaterra, por Douglas Williamson, em meados dos anos 80. A atividade surgiu como uma alternativa recreativa para aqueles que não possuíam o perfil da bocha adaptada e não conseguiam praticar o tênis de mesa convencional. O jogo é realizado em uma mesa de tênis convencional (de 1,2m x 2,4m), sem a utilização da rede, com proteção em todo o comprimento de suas laterais para que a bola não saia pelo lado, possuindo uma altura de até 10cm. A mesa deve possuir altura suficiente para que uma cadeira de rodas possua fácil acesso. A bola utilizada é a plástica de golf, tipo airflow. A raquete é retangular, deve possuir uma área de batida de 180cm quadrados e um comprimento máximo de 30cm. O jogo é disputado em 11 pontos (jogo curto) ou 21 pontos (jogo longo), onde cada jogador saca 5 vezes em séries alternadas. A raquete deve manter contato com a mesa durante os golpes (ela é arrastada) e a bolinha deve ser lançada sempre nas bordas laterais. Ganha quem atingir 11 ou 21 pontos primeiro e caso o jogo empate em 10 a 10 ou 20 a 20, quem fizer o 11o ou o 21o ponto vencerá. Não ocorre a vantagem, desta forma toda a bola ou infração resulta em ponto. Não existe também o pedido de tempo. O jogo pode também ser disputado em duplas, a divisão é por classes e não por sexo. Enfim, o Polybat como atividade inclusiva permite que qualquer pessoa pratique, independente da idade e da deficiência que possua. É um jogo simples, com regras fáceis, dinâmico, divertido, que possibilita ao participante uma vivência motora, cognitiva, afetiva, recreativa e social. Atualmente, no Brasil, pouco se sabe sobre o assunto. As referências bibliográficas são escassas, quase inexistentes. Percebe-se uma mobilização das associações de desporto para deficientes em termos de divulgação do esporte, o que vem rendendo formação de equipes de Polybat em escolas especiais, programas universitários, núcleos de atendimento a pessoa com deficiência, entre outros, sendo de suma importância para a inclusão dessa clientela na prática da EF e do esporte.

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Hipismo Adaptado: uma nova possibilidade de intervenção em clube associativo de Campinas

Toledo, E.C.V.; Gonçalves, M.S.; Araújo, P.F.

Instituição: FEF/UNICAMP/SHC ; PUC/SP/SHC; FEF/UNICAMP/DEAFA

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O presente trabalho surgiu do interesse em compreender a importância do Hipismo Adaptado, existente há dois anos, em um programa de Atividade Motora Adaptada em clube associativo de Campinas. Tem como objetivo apresentar uma nova possibilidade de intervenção com pessoas em condição de deficiência, utilizando o contato com o cavalo como elemento motivador. O trabalho desenvolvido na Sociedade Hípica de Campinas, por responsabilidade do Departamento de Esportes denomina-se Hipismo Adaptado (nome dado para diferencia-lo da Eqüoterapia e do Hipismo convencional).Trata-se de uma atividade complementar, extensão da modalidade ?Atividades Especiais?, ministrada por uma equipe multidisciplinar, sem finalidade terapêutica, segundo estatuto da SHC, que visa explorar mais um espaço oferecido pelo clube, tendo o cavalo como elemento motivador para o alcance dos objetivos propostos. Consiste em realizar as atividades dentro do planejamento proposto pela modalidade Atividades Especiais, adaptando este de acordo com a necessidade de cada aluno. Após cada atendimento são realizados registros que são categorizados sob os aspectos: motor, emocional, cognitivo e social. Percebemos que o contato com o animal possibilita ao aluno conhecer e perceber o seu corpo em todas as suas dimensões, além deste vivenciar novas experiências, gerando inúmeros benefícios contribuindo para uma melhor qualidade de vida. Podemos concluir que o hipismo adaptado é muito importante dentro de um programa de Atividade Motora Adaptada, pois possibilita o desenvolvimento completo dos praticantes, tornando-se uma nova possibilidade de intervenção de trabalho para o profissional que atua na área da Atividade Motora Adaptada.

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Formação de vínculos afetivos com autistas e portadores de transtornos invasivos do desenvolvimento

Toledo, M.H.C.; Abrão, P.; Bertanha, L.P.; Valarine, D.; Rinaudo, B.

Instituição: PUC Campinas ; PUC Campinas; PUC Campinas; PUC Campinas; PUC Campinas

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A vivência empírica permitiu a conclusão de que a melhor técnica de aproximação com autistas e portadores de transtornos invasivos do desenvolvimento, é a observação, até que se possa identificar uma via de acesso e de comunicação, tendo a criatividade como um instrumento valioso neste percurso. A formação deste vínculo, permite que se estabeleça um processo de comunicação e de aprendizagem. No caso de pessoas com necessidades especiais, o processo de ensino-aprendizagem fica impossibilitado de ocorrer na ausência do vínculo, daí a importância das atividades possibilitarem a formação de duplas entre estagiários e clientela, que devem se formar livremente, condição básica para a formação de vínculo. O presente projeto tem como objetivo criar condições que favoreçam a formação de vínculo afetivo entre autistas e portadores de transtornos invasivos do desenvolvimento e estagiários do CIAD. As atividades propostas são realizadas em grupo (cerca de 22 adolescentes com diagnóstico de autismo ou portadores de transtornos invasivos do desenvolvimento, com idade entre 11 e 26 anos e igual número de estagiários). São utilizadas atividades físicas utilizando materiais esportivos, tais como bolas de diferentes tamanhos, arcos, cordas, entre outros;materiais recreativos; atividades no meio líquido com diferentes tipos de bóias, baldes e brinquedos próprios para a água, o que facilita a aproximação física entre os Estagiários e a clientela de modo geral e material gráfico, além de atividades temáticas, com o fim de facilitar a identificação das áreas de interesse e, a partir daí, identificar-se uma via de acesso ao mundo mental do indivíduo. Os resultados esperados são: o estabelecimento do vínculo entre atendido/Estagiário; o desenvolvimento de um processo de comunicação e de aprendizagem; resgate da linguagem verbal e favorecimento da socialização da clientela. Resultados que já podem ser observados na mudança de atitude dos atendidos em relação aos Estagiários, na apreensão da realidade em geral, que permite que se possa inferir o estabelecimento do vínculo entre clientela e Estagiários, no desenvolvimento de uma forma de comunicação e numa maior interação entre os próprios atendidos.

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O Papel da Direção Escolar frente à Inclusão de Crianças com Necessidades Especiais

TREMEA, V.S.; BELTRAME, T.S.

Instituição: FSG ; UDESC

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A aceitação de crianças com necessidades especiais em escolas de Ensino Regular implica em esforços conjuntos de toda a Instituição Escolar. Sob o prisma do paradigma bioecológico a pessoa com necessidade especial deve ser entendida pelas suas características físicas, biológicas, psicológicas e sociais em interação com o ambiente. Esse estudo teve como objetivo analisar o papel da direção escolar, frente ao processo de inclusão de crianças com necessidades especiais em uma escola particular no município de São José/SC. A pesquisa caracterizou-se como um estudo descritivo, com abordagem teórico-metodológica baseada no Modelo Bioecológico. Fizeram parte do estudo duas professoras que compõem a equipe diretiva de uma Escola Particular do município de São José/SC. Como instrumentos de coleta de dados foram utilizada a entrevista semi-estruturada, fontes documentais e diário de campo. Pode-se evidenciar que o processo de inclusão envolve uma articulação entre a pessoa em desenvolvimento e os contextos nos quais ela constrói seu cotidiano. A escola mostrou-se favorável e propícia à inclusão, uma vez que a filosofia, política, diretrizes, proposta pedagógica, estrutura, funcionamento, recursos materiais e humanos, estão voltados para atender e valorizar a todos os alunos, atingindo assim todo um sistema cultural, que gira em torno da sociedade. Percebe-se que há um comprometimento da direção em auxiliar o professor frente às dificuldades encontradas para trabalhar com a criança especial, procurando incentivar à permanente qualificação dos mesmos, bem como adequar suas necessidades com as possibilidades a serem desenvolvidas. A orientação pedagógica busca valorizar o aluno como um todo, estimulando seu desenvolvimento, considerando o aluno um agente produtor e não mero receptor. Conclui-se que há por parte da direção uma preocupação em desenvolver um ensino de qualidade, sendo que considera a inclusão importante para o desenvolvimento do sujeito e para o desenvolvimento de toda a comunidade escolar, uma vez que enriquecem o ambiente, contribuindo para a aceitação das diferenças e que as oportunidades e recursos oferecidos tal qual para as outras crianças, podem trazer à tona, superações e potencialidades.

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Esporte e Interação social para deficientes

Valim, M.M.; Moraes, M.C.; Martins, L.R.; de Souza, L.; de Freitas, P.S.; de Paula, G.I.

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ; Universidade Federal de Uberlâ

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No primeiro semestre de 2005, desenvolveu-se um trabalho com o objetivo de proporcionar às alunas do projeto de atendimento a pessoas portadoras de deficiência, momentos de lazer, esportes e principalmente um melhor convívio social. O trabalho foi desenvolvido de forma especifica para a necessidade de cada aluna, para que com isso, elas tentassem superar seus limites e assim obterem uma melhora na sua qualidade de vida. A aluna L.S.C, de 13 anos, portadora da Síndrome de West, causada por uso de produtos tóxicos durante o período de gestação, afeta a coordenação motora fina, grossa e a fala do individuo. Foram desenvolvidas atividades de equilíbrio na psicomotricidade para melhora de sua coordenação motora fina e grossa com montagem de quebra cabeça, tiro ao alvo com bolas e algumas atividades de lazer. Na piscina foram feitas atividades de mergulho para controle da respiração e iniciação à natação, exercícios para aprender a propulsão de pernas no estilo Crawl. A aluna G.F.S, de 31 anos, é portadora de Paralisia Cerebral, mas não possui nenhum problema de comunicação, possui Hemiplegia do lado esquerdo do corpo, mas atingindo mais a parte inferior dos membros. As atividades com a aluna são desenvolvidas na piscina e musculação (somente para alongamento e alguns exercícios de perna), na piscina trabalha-se natação estilo Crawl, e a respiração é feita girando seu corpo com ajuda de outra pessoa, são feitos alongamentos antes e depois das aulas pois a aluna queixa de dores nas pernas e coluna. Assim concluiu-se que o esporte é um item que ajuda na inclusão social de uma pessoa com deficiência, ajuda também na melhora da qualidade de vida e aumentar a auto-estima desses deficientes.

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A prática da natação para um jovem portador de paralisia cerebral: um estudo descritivo observacional

Vasconcelos, Eduardo Pinheir; Mandarino, Cláudio Marques

Instituição: Ulbra ; Ulbra

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Este trabalho tem como objetivo geral investigar a prática proporcionada pela natação em um jovem portador de paralisia cerebral. A paralisia cerebral caracteriza-se por ser uma alteração secundária a uma lesão, danificação ou disfunção do Sistema Nervoso Central, não progressiva, podendo afetar tanto a parte motora quanto cognitiva e ser acompanhada por várias outras disfunções associadas. Dentre as várias intervenções terapêuticas a estas crianças, uma delas é a prática da natação, esta desenvolve os elementos coordenativos, reduz a espasticidade, contribui para o processo de reabilitação e pode reduzir o grau de fraqueza e de complicações A abordagem metodológica caracteriza-se como descritiva do tipo observacional. O participante deste estudo tinha a idade de 11 anos, do sexo masculino, portador de paralisia cerebral, do tipo diplegia espástica, decorrente de anóxia neonatal. Apresenta atraso no desenvolvimento motor e cognitivo, com comprometimento auditivo, na fala, e um leve descontrole esfincteriano. As observações foram realizadas pelo professor, no período de agosto de 2004 a abril de 2005, realizando 57 observações de cada uma das sessões. A partir destas observações foram identificadas 80 unidades de significado, e definidas duas categorias de análise: Autonomia do Aluno e Intervenção do Professor. No término das aulas, foram descritas todas as atividades aplicadas pelo professor e realizadas ou não pelo aluno naquele dia. No final das atividades, foi entregue um questionário para os pais, para verificar o desenvolvimento e comportamento do aluno como um todo. Na análise do jovem, foram encontrados uma melhora significativa na sua marcha, na diminuição de sua espasticidade, na sua autonomia e interação com professor dentro da piscina, revelando um ganho significativo nas suas atividades de vida diária e independência pessoal, claramente demonstrado pelos pais do jovem. A partir disso, podemos concluir que a natação é um componente importante para o desenvolvimento da criança portadora de paralisia cerebral.

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Recreação Hospitalar: uma proposta para a melhoria do estilo de vida dos internos.

Volpe, F.F.; Souza, L.J.; Basto, L.S.C.; Romera, L.

Instituição: Hospital Padre Albino ; Hospital Padre Albino; Hospital Padre Albino; Hospital Padre Albino

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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Federal 11.104 garantem o direito das crianças e adolescentes internos em alas pediátricas a participarem de programas recreativos especializados para este ambiente hospitalar, tais como brinquedoteca e interação com profissionais que se dispõe a essa função recreativa. Portanto o presente trabalho apresenta uma pesquisa que teve como objetivo verificar se esses direitos estavam sendo cumpridos. Os Parâmetros utilizados nesse estudo, têm como base os princípios de Adams (1999), pois o autor defende que através da intervenção lúdica hospitalar, a criança usufrui de momentos de descontração e dessa forma favorece seu organismo com a receptividade positiva necessária ao tratamento. Para isso pesquisamos em 25, das 101 cidades que compõem a Diretoria Regional de Saúde (DIR) da região norte do estado de São Paulo. Pelo critério de acessibilidade dos pesquisadores, tivemos como ponto de partida a Cidade de Catanduva e as cidades que se localizam em um raio de 70Km de distância dessa cidade escolhida. Entre os dados obtidos ressaltamos que 22 cidades, das 25 pesquisadas têm ala pediátrica em seus hospitais, porém, apenas 35% dessas alas oferecem o serviço de recreação e/ou brinquedoteca. Entretanto acreditamos que a região pesquisada apresenta-se em déficit no que se diz respeito às oportunidades oferecidas para crianças em sua condição de vulnerabilidade hospitalar. Consideramos que seja importante elucidar as pessoas envolvidas, ou seja, profissionais de saúde e pacientes, sob o quanto importante é o trabalho de recreação em alas pediátricas e sugerimos que o profissional de Educação Física contribua com esse trabalho, pois o mesmo tem habilidades para exercer tal função recreativa respeitando os limites das condições clinicas e propiciando um melhor estilo de vida dos internos. Palavras Chaves: Educação Física - Recreação Hospitalar- Estilo de Vida

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Painel

AMA- DEZ ANOS DE ENSINO PESQUISA E EXTENÇÃO

Zuchetto, A.T.; Nasser, J.P.

Instituição: UFSC- CDS-Depto Educação Física ; UFSC-CDS-Depto Educação Física

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O programa de Atividade Motora Adaptada, completa 10 anos. Surgiu e é oferecido para atender ao aprofundamento em Educação Física Especial, do Curso de Educação Física oferecido pelo CDS/UFSC, desde 1995. Em toda sua trajetória procurou estabelecer o vínculo ensino/pesquisa/extensão. E, isto acontece da seguinte forma: Ensino o programa é vinculado a três disciplinas do curso: A disciplina Educação Física Especial (3 créditos) desenvolve conteúdos teóricos sobre população especial em 18 encontros semanais de três horas/aulas, seguidos de vivências práticas. Primeiramente com os próprios acadêmicos e, a partir da aula 4, no AMA. Os acadêmicos formam duplas de trabalho que ao longo do semestre ministram as atividades e as analisam, estes resultados, no final do semestre, são apresentados no seminário. Os demais alunos auxiliam na aula e fazem o relatório de observação. A disciplina Atividade Física p/ Grupos Especiais, objetiva conhecer como se trabalha com populações especiais, vivenciar experiências. As atividades são as seguintes: a) elaboração de 2 aulas; b) ministra-las; c) filmagens; d) transcrição das fitas e) seminários mensais sobre os temas estabelecidos; f) organização das fichas dos alunos e g) seminário de encerramento. O acadêmico escolhe um aluno e o acompanha durante 18 semanas, observando o comportamento social e motor bem como a adequação das atividades. Estudos Individuais (5 créditos) do aprofundamento, objetiva conhecer o trabalho com populações especiais vivenciando experiências como professor. As atividades são: a) elaborar e; b) ministrar aulas; c) elaborar o relatório final. Para melhor compreensão e aprendizado dos acadêmicos e alunos do ama, as aulas são filmadas parar posterior analise. A pesquisa vem ocorrendo sistematicamente (Pibic/CNPq e vinculado a cursos ?lato e stricto sensu? e TCC) nos seguintes temas: desenvolvimento social e motor, aprendizagem motora, atividades na água, gestão do tempo, adequações de atividades e processos pedagógicos. A extensão ocorre pela oferta sistemática de um programa diversificado de atividades motoras adequado às necessidades, capacidades e interesses de pessoas portadoras de necessidades especiais e, com qualidade e gratuito.

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Total de Resumos = 272