Recuperação da frequencia cardiaca após exercícios contra resistência e associações com a intensidade de esforço
Amorim, K.S.; Vieira, G.; Costa, V.P.; Adami, F.; Lima-Silva, A.E.

RECUPERAÇÃO DA FREQUENCIA CARDIACA APÓS EXERCÍCIOS CONTRA RESISTÊNCIA E ASSOCIAÇÕES COM A INTENSIDADE DE ESFORÇO Katiucia Souza de Amorim, George Vieira, Vitor Pereira Costa, Adriano Eduardo Lima-Silva Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - CEFID - Universidade do Estado de Santa Catarina Orientador: Prof. Dr. Fernando Roberto de Oliveira O propósito desta pesquisa foi verificar se existem associações entre intensidade (carga máxima - 1RM e número de repetições a 80% e 60% de 1RM) em diferentes tipos de exercício (supino reto e leg press 45º) com variáveis derivadas da curva de recuperação da freqüência cardíaca (FC) após trabalho contra resistência. Seis homens e seis mulheres (22,7 ± 2,1 anos; 171,9 ± 10,9 cm; 66,3 ± 11,8 kg e 14,5 ± 5,3 % de gordura) realizaram dois testes para determinar 1RM, supino (1RM-SUP) e leg press (1RM-LEG). Posteriormente, os indivíduos realizaram uma série até a exaustão a 80 e 60% de 1RM, com intervalo de 5 minutos entre as duas, sendo computado no final o número de execuções (NE) e a FC de pico (FCPICO). Essa segunda sessão foi realizada após no mínimo 24 horas, com a escolha do exercício inicial feita aleatoriamente. A curva de recuperação da FC (Polar S610) foi ajustada com equação monoexponencial, que possibilitou a identificação matemática da FC de estabilização (FCEST), da velocidade (constante de tempo) e da amplitude de queda. As associações entre as variáveis foram feitas através da correlação linear de Pearson. A carga de 1 RM-SUP apresentou associação significativa apenas com a constante de tempo obtida após a série de 80% (r = 0,66; p<0,01) e 60% (r = 0,76; p<0,01). Associações similares foram encontradas no exercício de leg press (r = 0,65 e 0,78; p<0,01, respectivamente). A correlação entre NE e FCPICO foi significativa apenas no exercício de supino a 80% e 60% de 1RM (r = 0,73 e 0,67; p<0,01). Em contrapartida, o NE apresentou associação com a FCEST somente na intensidade de 60% de 1RM, em ambas as formas de exercício (SUP r = 0,75 e LEG r = 0,64; p<0,01). Dessa forma, a FC atingida ao final da execução parece sofrer maior interferência da massa muscular recrutada, enquanto a FC de recuperação, da intensidade do exercício.
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Curva da recuperação da frequência cardíaca após exercícios resistidos
Adami, F.; Costa, V.P.; Vieira, G.; Frainer, D.E.S.
Universidade do Estado de Santa Catarina

CURVA DA RECUPERAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA APÓS EXERCÍCIOS RESISTIDOS Fernando Adami, Vitor P. Costa, George Vieira, Deivis E. S. Frainer Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional- LAPEM / CEFID / Universidade do Estado de Santa Catarina Orientador: Prof. Dr. Fernando Roberto de Oliveira A medida da freqüência cardíaca (FC) é amplamente utilizada para testar a capacidade funcional circulatória, sendo que a utilização da FC de recuperação (FCREC) pode ser usada como um recurso na identificação de fatores cardiovasculares que estejam relacionados com o desempenho no exercício. O objetivo deste estudo foi associar os percentuais de queda da FCREC nos minutos 1, 3 e 5 (%FC) com o número máximo de repetições (REPMÁX) realizadas em exercício de membros inferiores (leg 45) e superiores (supino reto) (a 60% e 80% de 1RM). Doze indivíduos adultos, seis homens e seis mulheres, após realizarem o teste de 1 RM, executaram REPMÁX nas intensidades correspondentes a 80 e 60% de 1 RM (nessa seqüência), no leg 45 e supino reto (ordem aleatória), com um intervalo de recuperação de 5 minutos entre cada teste (posição supinada). Foram identificadas as seguintes variáveis: FCPICO, %FC e REPMÁX, utilizando o freqüencímetros (Polar S610). Para verificar associação entre as variáveis foi utilizado o teste de correlação de Pearson para p <0,05. Nos resultados foram encontradas associações significativas entre: REPMÁX no leg 45 a 80% com FCREC 1, 3,5 min (r = 0.58, 0.59, 0.72), mas não a 60% (r = 0, 25, 0,41, 0,57, respectivamente). Para o exercício de supino, a associação não foi significativa em nenhuma das intensidades (r = 0,01, -0,16, - 0,12 a 80%; e r = 0,03, 0,08, 0,15 a 60%). Assim, especula-se que em cargas mais altas, a FCREC parece apresentar uma queda mais rápida pelo fato do trabalho muscular ser mais otimizado através do metabolismo anaeróbio, deixando os fatores que controlam a FC proporcionados predominantemente pelo comando central, sem a estimulação residual de controladores periféricos cardiovasculares. As magnitudes dessas respostas, aparentemente, são dependentes do tipo de exercício.
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Equoterapia como recurso terapêutico no tratamento de paralisia cerebral
Agostinho, A.R.; Costa, D.M.; Merigui, L.F.; Marlon, H.
Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul.

EQUOTERAPIA MELHORA O TÔNUS MUSCULAR E O CONTROLE DE CABEÇA NA PARALISIA CEREBRAL QUADRIPLÉGICA Ana Renata Agostinho, Daniela Martins Costa, Luciana Faissal Merigui, Henri Marlon. Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul. Paralisia Cerebral, é denominada encefalopatia crônica não progressiva da infância, é uma consequência de uma lesão estática que afeta Sistema Nervoso Central (SNC) em fase de maturação estrutural e funcional. Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de Saúde, Educação e Equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais. O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da Equoterapia como recurso terapêutico único no tratamento de Paralisia Cerebral. Foi avaliado uma criança (4 anos), portadora de Paralisia Cerebral Quadriplégica, através de uma escala de avaliação neurosensóriomotora (Guimarães, 2001. modificada). A mesma realizou Equoterapia durante 6 meses, 2 vezes por semana com duração de 30 minutos cada sessão. Foi observado melhora efetiva no tônus muscular, no controle de cabeça e na coordenação sensório motora primária visuo-cefálica. Portanto conclui-se que a Equoterapia, é um importante recurso terapêutico no tratamento de Paralisia Cerebral.
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Aprendizagem de habilidades manuais em crianças com atraso motor
Alleoni, B.N.; Hatore, R.S.; Pellegrini, A.M.
UNESP - Rio Claro/SP

APRENDIZAGEM DE HABILIDADES MANUAIS EM CRIANÇAS COM ATRASO MOTOR ALLEONI, B. N.*; HATORE, R. S.**; PELLEGRINI, A. M. Instituto de Biociências - UNESP - Universidade Estadual Paulista - Rio Claro Dificuldades de coordenação são identificadas pelos professores no ambiente escolar. Como as crianças passam um bom tempo na escola, então este é um local propício à aprendizagem de habilidades. O objetivo do estudo foi verificar a contribuição da prática de habilidades motoras envolvendo a atenção, o ritmo e a verbalização no desenvolvimento motor de crianças que apresentam atraso motor. O presente experimento foi realizado com escolares dos anos finais da educação infantil e dos iniciais do ensino fundamental. As crianças participantes foram avaliadas quanto à idade motora e agrupadas em: atraso motor com intervenção (AMCI - 25 crianças, com 85 + 15 meses de idade); atraso motor sem intervenção (AMSI - 17 crianças, 82 + 20 meses de idade ), e; grupo controle, formado com crianças sem atraso motor - (GC - 29 crianças, 85 + 17 meses). Elas também foram avaliadas quanto ao tempo de reação simples com estimulo auditivo e visual (TRS) e quanto à velocidade/precisão de movimento antes e após o programa de intervenção. Os resultados da ANOVA e do teste a posteriori Tukey para n desiguais com o TRS como variável dependente apontaram interação significativa para os três fatores principais (grupo, X estímulo X teste, F= 4,09 e p < 0,05). Os participantes do grupo AMCI tiveram tempos de reação no teste inicial maior do que o das crianças do grupo controle no mesmo teste; as crianças do AMCI melhoraram o TRS com a intervenção aplicada, e; as crianças do grupo controle também apresentaram decréscimo no TRS, o que não foi observado no resultado do grupo AMSI. Quanto à velocidade e precisão motora, os resultados das ANOVAs com o tempo médio e a precisão de deslocamento como variáveis dependentes indicaram significância apenas nos fatores principais tarefa (uni e bimanual) e preferência manual (direita e esquerda): em geral, as crianças cometeram mais erros e foram mais rápidas na tarefa bimanual, e; a precisão da mão preferida foi melhor do que o da não preferida, e a velocidade média da mão preferida foi maior do que a da mão não preferida. Em resumo, os resultados sugerem que as crianças que apresentam atraso motor também apresentam dificuldades de atenção e coordenação motora, porém através de um programa de intervenção, mudanças no comportamento são observadas, com melhora no desempenho e na focalização da atenção na tarefa a ser executada. *Bolsista - PIBIC
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Criação de empresa de lazer, recreação e prestação de serviços
Almeida Jr., B.R.; Andrighetti, D.B.; Feitosa, B.S.; Morais, E.L.; Rodrigues, N.G.; Vieira, A.
Educação Física - UNISANT'ANNA

R330 - CRIAÇÃO DE EMPRESA DE LAZER, RECREAÇÃO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ALMEIDA Jr. Bráulio Rodrigues de (prof. Ms. - orientador); ANDRIGHETTI, Douglas Bencini; FEITOSA, Bruno Santos; MORAIS, Euzenira L. de; RODRIGUES, Nívea Gláucia; VIEIRA, Andréia. UNISANT"ANNA - SP - Educação Física. A área de lazer e recreação é uma das maiores empregadoras da Educação Física, e a competitividade do mercado exige cada vez mais prestadores de serviço que atuem com profissionalismo, conhecimento e competência. A experiência de construir uma empresa que atue nessa área é fundamental para o aprendizado dos alunos, ao mesmo tempo em que proporciona contatos mais estreitos com o corpo de conhecimentos e a reflexão teórica necessários para dar suporte a empreendimentos desse nível, evitando a prática desvinculada da análise crítica e da produção de conhecimento. O Grupo de Estudos em Lazer e Recreação da UNISANT"ANNA, formado em 2004 por alunos do curso de Educação Física, desenvolve atualmente um projeto que tem como objetivos conhecer e vivenciar as questões que estão envolvidas na criação de uma empresa de prestação de serviços na área de lazer e recreação, desenvolver competências de atuação, e produzir conhecimento, divulgando-o em congressos, seminários e publicações especializadas. Entre as atividades já realizadas estão a elaboração de um projeto de lazer, recreação e qualidade de vida voltado para empresas, apresentação do projeto do grupo no "IV ENCONTRO DA EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNISANTA"NNA", participação no evento "Arraial da Odapel Autopeças", evento que contou com a presença de 150 pessoas, entre funcionários da empresa e familiares, onde foram desenvolvidos jogos e brincadeiras; O grupo também esteve presente na festa de natal beneficente para cerca de 400 pessoas do bairro da Pedreira, comunidade carente da Zona Sul de São Paulo, com brincadeiras dirigidas para as crianças da escola comunitária. Atualmente o Grupo de Estudos encontra-se em pleno desenvolvimento, com diversas atividades previstas, como a participação em eventos científicos, atuação em empresas e organização de eventos de lazer e recreação para crianças carentes.
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Handebol adaptado a terceira idade
Almeida, A.R.; Orsi, R.C.
Escola Superior de Educação Física de Jundiaí

HANDEBOL ADAPTADO A TERCEIRA IDADE. Alan Rogério de Almeida* e Rita de Cássia Orsi**. * Pós graduando na Escola Superior de Educação Física de Jundiaí; ** Professora Especialista da disciplina de Handebol na Escola Superior de Educação Física de Jundiaí. A terceira idade vem crescendo com o passar do tempo e por isso a procura por atividades físicas adaptadas a esta fase da vida também esta crescendo. Com este crescimento está se observando a necessidade de adaptarmos mais esportes. Sendo assim, surgiu o handebol adaptado a terceira idade, na qual é uma modalidade disputadas em quadras de dimensões iguais as do handebol indoor. O jogo ocorre em quatro tempo de sete minutos e participam todos os jogadores inscritos na partida. O handebol adaptado a terceira idade é uma modalidade recente, dinâmica e empolgante.
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A Dança de Salão como Qualidade de Vida para os seus Praticantes
Almeida, C.M.; Rocha, M. D.
PUC-CAMPINAS

A DANÇA DE SALÃO PROPORCIONANDO UMA MELHORA NA QUALIDADE DE VIDADA DOS PRATICANTES CLEUZA MARIA DE ALMEIDA / MARCIO DONIZETE ROCHA PUC-CAMPINAS A dança é uma forma de linguagem composta por outras linguagens artísticas ( música, teatro, literatura e artes plásticas) que dependendo do espetáculo a ser apresentado, ou ema encenado, apresenta uma linguagem específica. Seja o Jazz, o moderno, o contemporâneo, as danças de salão, as danças folclóricas, etc., todos os estilos possuem as suas peculiaridades que os tornam únicos. A dança de salão que antigamente era considerada "coisa de velho e fora de moda", atualmente, já não é mais vista como uma atividade exclusiva de casais de meia idade. Vem sobrevivendo aos movimentos sociais e políticos, aos modismos das variadas épocas, as influências da mídia vivenciada nas sociedades, e envolvendo uma expressiva clientela de jovens, adolescentes e adultos das mais diversas classes sociais. Esse estudo teve como objetivo apresentar uma investigação teórico- prática sobre a dança de salão, desde a sua origem, estilos e ritmos, bem como uma pesquisa de campo, na qual buscamos conhecer os motivos que levam as pessoas a procurarem uma academia para aprender esse tipo de dança. 0bservamos que, os sentimentos que permeiam essa prática e promovem o encontro de um corpo com o outro, colocam em jogo as emoções do dançar e, promove a melhoria da saúde e da qualidade de vida. Para desenvolver este projeto, combinamos a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo de caráter exploratória na qual visamos descrever os aspectos físicos, afetivos sociais e psicológicos em situações de dança de salão. Buscamos entender até que ponto esta prática contribui para afastar os males mais comuns da vida contemporânea como estresse, a depressão e outros estados mórbidos muitos deles derivados da tristeza. Nesse sentido, enfocamos a questão da qualidade de vida e a sua relação com a dança. Entendemos como qualidade de vida tudo aquilo que diz respeito ao bem estar de vida. O bem estar por sua vez, não se liga unicamente ao fator saúde/ ausência de doença. Múltiplos fatores interferem na obtenção do bem estar envolvendo várias dimensões: física, social, profissional, intelectual, emocional e espiritual. Durante o desenrolar do projeto/ processo foi realizado uma pesquisa para identificar o número de academias que praticam a dança de salão, momento em que aplicamos um questionário que subsidiou nossas indagações iniciais. Conforme vimos observando, contatamos a partir dos depoimentos dos envolvidos, que a cada a passo executado a dança de salão transporta em seus movimentos todas as nossas sensações, todo o nosso estado de espírito em pleno exercício do prazer. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
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Influence of the malnutrition in the relation between resistance to the effort and concentration of glycogen
Almeida, P. B. L.; Polacow, V.O.; Freire, T.O.; Coelho, D.F.; Benatti, F. B.; Costa, A.S.C.; Lancha Jr., A.H.L.
Universidade de São Paulo - USP

INFLUENCE OF THE MALNUTRITION IN THE RELATION BETWEEN RESISTANCE TO THE EFFORT AND CONCENTRATION OF GLYCOGEN Patricia Berbel Leme de Almeida, Viviane Ozores Polacow, Thiago Onofre Freire, Desire Ferreira Coelho, Fabiana Braga Benatti, André dos Santos Costa, Antonio Herbert Lancha Junior Universidade de São Paulo Muscle metabolic alterations caused by malnutrition are not well documented. Malnourished individuals have lower body mass and, consequently, lower muscular mass when compared with eutrophics individuals. During the exercise, the blood glucose and the muscle glycogen are the main energetic sources. In previous studies, it was evidenced that individuals with malnutrition present high concentrations of muscle glycogen, but was not clarified the relation between muscle glycogen and resistance to the effort. The aim of the present study was to analyze the influence of the malnutrition on exercise tolerance and muscle (MG) and hepatic (HG) glycogen concentrations. The sample was composed for 19 Wistar rats, females, with 30 days of age. The animals had been divided in two groups: (1) malnourished, submitted to caloric restriction, consuming 50% of the control group energy intake; (2) control, with "ad libitum" diet. After 70 days of diet the animals had been submitted the two tests of resistance to effort (RE), which consisted of swimming with 5% and 6% of the corporal weight, respectively. After 48 hours of the last test, the animals had been sacrificed, the liver and the gastrocnemius muscle were removed, and their concentrations of glycogen were analyzed. The malnourished animals presented higher concentrations of MG (0,380 0,188) and HG (0,652 0,206) when compared with the animals of the control group (0,234 0,154 and 0,562 0,158, respectively). In the test with 5% of the body weight, the malnourished animals resisted to effort during 249,8 169,6 minutes and the animals of the control group during 252,5 77,2 minutes. With 6% of the body weight, the malnourished animals resisted to effort during 157,3 145,8 minutes and the animals of the control group during 127,0 155,2 minutes. Regarding the test with 6% of body weight, there was a high correlation (r=0,94) between RE and MG, among manourished animals. The same was not observed in the 5% test. Among these animals, correlations between HG and RE were not found. Among the control group, there were moderate correlations between HG concentration and RE in the tests with 5% (r=-0,60) and 6% (r=-0,79) of the body weight, and hight correlations between the MG concentration and RE in the tests with 5% (r=0,97) and 6% (r=0,82) of the body weight. We can conclude that malnutrition influences the relation between muscle and hepatic glycogen concentrations and the time of resistance to effort. This may imply that malnourished animals do not depend on glycogen to keep exercising.
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Efeitos do treinamento físico militar sobre a potência aeróbia de soldados
Alves Jr., A.; Henrique, T. R. ; Almeida, A.

EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO MILITAR SOBRE A POTÊNCIA AERÓBIA DE SOLDADOS Acácio Alves Junior 1, 2, Tálita Regina Henrique 1, Alexandre de Almeida 1 1. Pontifícia Universidade Católica de Campinas - Grupo de Pesquisa em Ciências do Esporte 2. Escola Preparatória de Cadetes do Exército / Campinas - SP O manual de treinamento físico militar do exército brasileiro define o treinamento físico militar (TFM) como conjunto de atividades físicas planejadas, estruturadas, repetitivas e controladas, um método de treinamento que consiste em percorrer distâncias caminhando ou correndo em intensidade constante. O objetivo do TFM é o desenvolvimento e a manutenção da aptidão aeróbia. O TFM é recomendo aos soldados, porém eles freqüentemente não o realizam de forma sistematizada. O presente estudo teve por objetivo verificar o desenvolvimento da potência aeróbia em soldados que realizaram o TFM não regular e não controlado, durante 4 meses. Participaram do estudo 40 soldados do gênero masculino (18 ± 1 anos; 67 ± 9 kg; 177 ± 7 cm) incorporados para prestação do serviço militar obrigatório em Campinas. Esses militares foram submetidos a 2 testes de andar e correr em 12 minutos (teste de Cooper) intervalo de 4 meses entre os testes. No período de 4 meses decorrido entre o primeiro e segundo teste, os soldados realizaram atividades físicas não-regulares e não-controladas com freqüência média de 3 vezes por semana, recebendo orientação apenas durante as 6 semanas que antecederam o primeiro teste. Os soldados percorreram 3085 ± 282 m no primeiro teste e 3098 ± 323 m no segundo, sendo o VO2máx de 57,4 ± 6,3 e 57,6 ± 7,2 ml/kg/O2, respectivamente. Os valores médios de potência aeróbia não foram estatisticamente diferentes (Teste-T; p < 0,05) entre os dois testes. Os resultados do presente estudo demonstraram que TFM não-regular e não-controlado não modificou os valores de VO2max nessa amostra. Isso sugere que não ocorreram adaptações cardiopulmonares suficientes para aumentar a potência aeróbia dos soldados. Portanto, seria necessário verificar quais as alterações da potência aeróbia após treinamento regular e controlado, para justificar a recomendação e sistematização do TFM para os solados incorporados no serviço militar obrigatório.
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Educação Física nas séries iniciais do ensino fundamental: implicações da ausência do professor de Educação Física para a prática pedagógica
Alves, F.D.; Cuchiaro, C.; Figueira Filho, G.C.
Unesp-Araraquara

EDUCAÇÃO FÍSICA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: IMPLICAÇÕES DA AUSÊNCIA DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA Carlos Augusto Cuchiaro; Geraldo Cláudio Figueira Filho; Fernando Donizete Alves Centro Universitário Claretiano - Batatais/SP; FCLAR/Unesp - Araraquara/SP A Educação Física Escolar tem importante papel na formação do cidadão crítico e autônomo e capaz de exercer sua cidadania. Nesse contexto, a Educação Física busca a inserção do aluno na Cultura Corporal de Movimento dando condições para que ele possa construir, reconstruir e usufruir as práticas corporais provenientes da cultura. Contudo, em algumas escolas de ensino fundamental as aulas de Educação Física ainda são ministradas pelos professores regentes da sala e que não possuem a graduação em Educação Física. Será que eles sabem qual é o papel da Educação Física na escola? Desse modo, objetivo do presente estudo foi investigar se o professor não formado em Educação Física está preparado para ministrar as aulas de Educação Física nas séries iniciais do ensino fundamental. Para tanto, foram entrevistados 4 professores não formados em Educação Física mas que ministram aulas dessa disciplina no 1o e 2o ciclos do ensino fundamental, em escolas públicas da cidade de Batatais/SP. Eles foram questionados sobre os objetivos, conteúdos da Educação Física na escola, formação acadêmica, formação complementar, etc. Os depoimentos dos participantes revelaram que suas práticas fundamentam-se apenas em experiências individuais anteriores, bem como naquilo que eles próprios entendem como Educação Física. Quanto aos objetivos e conteúdos, disseram ter muita dificuldade por não possuírem uma formação específica. Conteúdos e objetivos são descritos com base em sua vivência nas práticas corporais, no senso comum (o que acham que é Educação Física) como lateralidade, desenvolvimento da atenção, consciência corporal e recreação, etc. Os dados coletados foram discutidos com base na proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais para a Educação Física -séries iniciais do Ensino Fundamental. De modo geral, no depoimento dos participantes pode-se perceber uma tentativa de justificar a falta de conhecimento pelo fato de não possuírem a graduação em Educação Física e, nota-se, em tom de apelo, a necessidade de que as aulas de Educação Física sejam atribuídas à professores de Educação Física. Pode-se dizer, então, que por possuir embasamento teórico e prático sobre conteúdos e objetivos, por considerar aspectos relevantes como a inclusão e a cultura corporal do movimento e por trazer conhecimentos científicos provenientes da graduação, o profissional formado em Educação Física está mais bem preparado para ministrar as aulas de Educação Física nas séries iniciais do ensino fundamental.
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O ensino da natação infantil
Alves, M. P.; Curvello, P.S.S.; Costa, C.M.F.
UGF

O ENSINO DA NATAÇÃO INFANTIL Mariana Pace Alves*, Patrícia da Silva S. Curvello**, Cláudio Márcio F. Costa*** Mestre em Educação Física - UGF*, Graduada em Educação Física - UFRJ**, Graduado em Educação Física - UERJ*** O objetivo desse estudo foi analisar os efeitos da utilização de um cd de música nas aulas de natação infantil. Buscamos verificar se esse recurso pedagógico auxilia o desenvolvimento do equilíbrio, da respiração e da propulsão da criança no meio aquático. Para isto, construímos conjuntamente com um músico um cd específico contendo oito músicas infantis para serem usadas nas aulas de natação infantil. Durante o ano de 2004 (janeiro a dezembro) utilizamos o cd em cinco turmas da J"ALEVI Natação Infantil, localizada no Rio de Janeiro. Cada turma foi constituída por cinco alunos, de ambos os sexos e com idades entre dois e seis anos. As aulas ocorriam, duas vezes por semana, sendo cada aula de quarenta minutos. Neste período, os alunos foram avaliados duas vezes por seus professores (julho e dezembro). Os dados foram registrados numa ficha de desempenho do aluno construída especificamente para este fim, contendo indicadores e critérios relacionados ao desenvolvimento do equilíbrio, da respiração e da propulsão no meio aquático. Verificamos que o cd facilitou o ensino-aprendizagem dos fundamentos que caracterizam a natação. Este resultado sugere que o recurso pedagógico construído é adequado para ser utilizado com crianças nas aulas de natação infantil.
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A Progressividade e a Articulação dos Conteúdos no Ensino da Educação Física Escolar
Andrade, H.R.; Leucas, C.B.
Colégio Batista Mineiro

A PROGRESSIVIDADE E A ARTICULAÇÃO DOS CONTEÚDOS NO ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. Hélio Ribeiro de Andrade e Cláudia Barsand Leucas Colégio Batista Mineiro O retrospecto da Educação Física escolar Brasileira aponta inúmeras transformações e intervenções sofridas pela mesma. Considerando estas transformações em sua prática pedagógica, questiona-se como são determinados e articulados seus conteúdos e a possível existência de um padrão para esta formalização. Durante o estudo, realizou-se uma investigação de caráter qualitativo avaliativo, com enfoque histórico e características etnográficas. Foi dada ênfase à evolução do currículo da Educação Física no período de 1942 a 2004 em uma instituição escolar particular de Belo Horizonte. Participaram do estudo cinco professores de Educação Física e dois colaboradores do Departamento de Educação Física (DEF). Os participantes foram entrevistados e a entrevista norteada pelos seguintes tópicos: o envolvimento com a Educação Física, como eram ministradas as aulas de Educação Física? E como ocorria a organização e estruturação dos conteúdos? Verificou-se no estudo que a instituição avaliada aponta quatro períodos específicos na evolução da Educação Física. O primeiro período de 1942 a 1959 é caracterizado pela presença dos militares no comando das aulas. A Educação Física é definida como prática capaz de promover a saúde e disciplinar a juventude. O segundo período de 1959 a 1989 destaca-se pela presença de profissionais habilitados que passam a assumir as aulas e a participação do sexo feminino nas mesmas. Os conteúdos eram desenvolvidos sem um planejamento de grupo. Cada professor era responsável pelo seu planejamento, ocorrendo ainda a valorização de métodos esportivistas. O terceiro período de 1989 a 1997 é marcado pela oficialização do DEF e o reconhecimento de seus trabalhos junto a outras áreas de ensino. O quarto período de 1997 a 2004 é marcado pela reestruturação da área, com apoio de uma assessoria contratada pela instituição. Inicia-se nesse período o desenvolvimento de um planejamento conjunto, através de reuniões e estudos da área. Verificou-se ainda o trabalho do DEF para alcançar uma estruturação dos conteúdos, por séries, observando o interesse e a necessidade dos alunos em relação aos conhecimentos e habilidades. Mas, segundo o DEF isso dificilmente assegurará uma padronização do que ensinar em cada série.
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O corpo encarcerado
Angelo, F.H.B.; Dias, R.
Instituto de Biociências - UNESP - Rio Claro - SP

O CORPO ENCARCERADO Fábio Henrique Bartolomeu Angelo Romualdo Dias Instituto de Biociências - UNESP - Rio Claro - SP Nesta pesquisa estudamos o modo como se constituem cárceres, visíveis e invisíveis, como uma forma de invólucros sobre os nossos corpos, e identificamos os desdobramento deste fenômeno sobre os processos de subjetivação no meio urbano, na sociedade contemporânea. Assumimos como referencial teórico as reflexões estabelecidas em duas obras: 1) "O assassinato de Cristo", de Wilhelm Reich e 2) "O anticristo", de Friedrich Nietzsche. Este nosso estudo assumiu como ponto de partida a descrição das relações entre corpo e cárcere conforme foram apresentadas no filme de Hector Babenco, "Carandiru". Ao estabelecermos as relações entre a obra de Nietzsche e a de Reich imaginamos uma espécie de diálogo entre os dois pensadores com o objetivo de demarcar aspectos do poder implicados no encarceramento dos corpos na sociedade moderna. Os estudos de Michel Foucault sobre o funcionamento do poder, sobretudo a partir do estabelecimento das categorias "biopolítica" e "biopoder", deram a sustentação para os nossos esforços de reflexão. Propomos um debate sobre as obstruções identificadas nos corpos encarcerados como elementos capazes de dificultar a experiência de processos de subjetivação no meio urbano de um modo mais saudável.
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Avaliação dos fatores de risco para cardiopatias a partir de indicadores antropométricos, distribuição da gordura corporal e histórico familiar em uma amostra populacional de Votuporanga-SP.
Araújo, E.C.;
UNIFEV-Centro Universitário de Votuporanga

AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA CARDIOPATIAS A PARTIR DE INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS, DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA CORPORAL E HISTÓRICO FAMILIAR EM UMA AMOSTRA POPULACIONAL DE VOTUPORANGA-SP. Edlaine Cristina de Araújo; Thaíse Yara Magossi Massura, Nilce Barril UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga A obesidade e o sobrepeso são fatores considerados como riscos predisponentes para cardiopatias. A prevalência de sobrepeso e obesidade pode ser avaliada pelo índice de massa corporal ( IMC ) definido como o peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em metros e pela relação cintura/quadril ( RCQ ) que permite avaliar a quantidade de gordura concentrada na parede abdominal e nas vísceras. O objetivo do presente trabalho foi avaliar fatores de risco predisponentes para doenças cardiovasculares em participantes do programa escola da família de uma unidade escolar pública da cidade de Votuporanga-SP, através do IMC, RCQ e histórico familiar. Para tanto, foram avaliados 50 sujeitos de ambos os sexos, com idade variando de 22 a 78 anos. O material utilizado foi protocolo contendo dados de identificação, histórico familiar, IMC, RCQ e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os sujeitos foram agrupados em 8 classes etárias de acordo com o sexo e idade. Os resultados obtidos demonstraram sobrepeso em ambos os sexos de acordo com o IMC e prevalência de obesidade no sexo feminino de acordo com o RCQ, incidência de pressão arterial baixa no momento da aferição e de todos os fatores avaliados os antecedentes familiares foram os mais freqüentes, apenas 8% da população estudada não apresentou fatores de risco. Para todos os indicadores estudados, observou-se um percentual crescente em relação aos grupos etários mais avançados. Nossos resultados estão de acordo com os dados da literatura, pois demonstraram fatores de risco relacionados a obesidade e sobrepeso nas faixas etárias mais elevadas da população estudada, nos quais, os sujeitos relataram sedentarismo, na anamnese, assim como a ocorrência de cardiopatias e/ou outras doenças crônico-degenerativas cujo o principal agente etiológico é a obesidade em parentes de primeiro grau.
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Uso de um esteróide anabolizante no tratamento de ratas com osteoporose submetidas ao exercício de natação.
Araújo, E.M.; Anaruma, C.A.; Mazzeo, R.T.; Moi, D.C.; Carvalho, B.; Muranaka, L.S.
UNESP - IB - RC

USO DE UM ESTERÓIDE ANABOLIZANTE NO TRATAMENTO DE RATAS COM OSTEOPOROSE SUBMETIDAS AO EXERCÍCIO DE NATAÇÃO. Erinardo Moura Araújo, Carlos Alberto Anaruma, Ricardo T. Mazzeo, Daniel Carlos Moi, Bruna Carvalho, Ligia Segatto Muranaka. Departamento de Educação Física - Instituto de Biociências - UNESP - Campus de Rio Claro. Estima-se que 7% da população contemporânea brasileira podem ser portadores de osteoporose. Em casos onde a osteoporose já se faz presente, pode ser administrado um hormônio que aumente o anabolismo ósseo, como é o caso da testosterona. Nosso objetivo é conhecer os efeitos da administração deste hormônio sexual associado ao exercício físico sobre a morfologia do osso em ratas menopausadas. Para tal, utilizamos 12 ratas Wistar com 90 dias de idade que foram ovariectomizadas antes do início do experimento, divididas em grupos sedentário e treinado. Os animais sedentários foram divididos em grupo controle (S) e grupo anabolizado (SA); os animais treinados foram divididos em grupo controle treinado (T) e grupo treinado anabolizado (TA). O anabolizante utilizado foi o Decanoato de Nandrolona (Deca-durabolin) na dose de 0,72 mg/Kg de peso do animal. Institui-se a natação por uma hora, com carga de 5% do peso do animal, 5 vezes por semana durante 8 semanas. Ao fim deste período foram colhidas amostras da diáfise do fêmur para ser desidratadas e secas em aparelho de ponto crítico, metalizadas com ouro e observadas no Microscópio Eletrônico de Varredura Philips do Laboratório de Microscopia Eletrônica do IB de Rio Claro. Os dados quantitativos foram comparados estatisticamente pela análise de variância e teste "t-student". A análise dos ossos revelou que a espessura da camada cortical não apresentou diferença entre os grupos (P>0,05). Já no interior da cavidade óssea dos grupos sedentários não estavam presentes as trabéculas do osso esponjoso a qual apareceu com exuberância nos ossos das ratas treinadas. Qualitativamente, o osso dos animais treinados, independente da administração do anabolizante, apresentou arquitetura óssea bem preservada o que não acorreu nos ossos dos animais sedentários. Este fato nos leva a acreditar que o treinamento de natação com carga foi capaz, por si só, de preservar a arquitetura dos ossos deixando-os mais resistentes. Assim, concluímos que o exercício de natação com carga foi suficiente para preservar a arquitetura óssea, sendo desnecessário, neste caso, a administração de um esteróide anabolizante.
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Determinação do estado para o trabalho anaeróbio em ratos Wistar durante exercício de Natação
Araujo, G.G.; Zagatto, A.M.; Manchado, F.B.
Universidade Metodista de Piracicaba/Laboratório de Biodinâmica - Unesp Rio Claro

DETERMINAÇÃO DO ESTADO PARA O TRABALHO ANAERÓBIO EM RATOS WISTAR DURANTE EXERCÍCIO DE NATAÇÃO Gustavo G. Araujo1,4, Alessandro M. Zagatto1,3, Fúlvia B. Manchado1,5. 1Laboratório de Biodinâmica - Unesp Rio Claro; 2CEPAF- FIB Bauru-SP, 3Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, 4Universidade Metodista de Piracicaba e FIEL- Limeira5.Orientador: Claudio Alexandre Gobatto1; Co-orientador:Marcelo Papoti1,2. O presente estudo verificou a validade da CTA como índice de capacidade anaeróbia em ratos submetidos a exercício de natação. Foram utilizados 35 ratos Wistar com 61 dias após 2 semanas de adaptação ao meio líquido (5 min.dia-1), em tanque cilíndrico (60x120cm) e temperatura da água mantida em 31 1 C. Para determinação da CTA os ratos realizaram 4 esforços aleatórios com intervalo de 24 horas, nas cargas de 9%, 11% 13% e 15% do peso corporal (PC) fixada ao tórax até a exaustão para obtenção dos tempos limites (Tlim). Utilizando a relação linear entre %PC versus 1/Tlim determinou-se a Ccrit e CTA. Através da equação de regressão (%PC=Ccrit+CTA*1/Tlim) foi obtido o tempo limite teórico (TlimTEO) para diferentes intensidades. Após 4 dias os ratos realizaram um esforço até a exaustão onde foi obtido o tempo limite real (TlimREA). Para determinação das concentrações de lactacidemia ([la-]) e de glicogênio muscular ([GLIC]) pré e pós-exercício, dez ratos foram sacrificados em repouso ([la-]PRÉ e [GLIC]PRÉ) e os demais (n=25) imediatamente após o TlimREA ([la-]PÓS e [GLIC]PÓS), possibilitando a determinação da taxa de depleção de glicogênio muscular (TXDGL). Foram observados valores de 517,32 %PC.s, 0,65 0,4mg/100mg e 1,77mM para CTA, [GLIC]PRÉ e [la-]PRÉ e de 0,38 0,10 mg/100mg, 14 3,7mM e 3,6 0,7g/100mg.s-1 para a [GLIC]PÓS, [la-]PÓS e TXDGL respectivamente. A CTA foi positivamente correlacionada com os Tlim13% (r=0,45) e Tlim15% (r=0,42) e inversamente com a TXDGL.(r=-0,50). No entanto, os TlimTEO (223,73 40,29s) e TlimREA (182,35 28,95 s) não foram significativamente diferentes (P<0,05) e apresentaram elevada correlação (r=0,88). Além disso, observou-se depleção de somente 41 15% da [GLIC]. Os resultados do presente estudo sugerem que CTA fornece um indicativo do estado para o trabalho anaeróbio ao contrário de a uma reserva finita de substratos que são utilizados anaeróbiamente. Apoio financeiro: FAPESP-04/01205-6
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Ponto de vista do graduando de Educação Física sobre os conhecimentos relevantes em situações-problema da intervenção profissional
Araújo, M.B.; Soriano, J.B.; Fonseca, R.G.; Mendes, R.; De Santo, D.L.
Universidade Estadual de Londrina

PONTO DE VISTA DO GRADUANDO DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE OS CONHECIMENTOS RELEVANTES EM SITUAÇÕES-PROBLEMA DA INTERVENÇÃO PROFISSIONAL Monica Bersi de Araújo (monica.bersi@pop.com.br) Jeane Barcelos Soriano (soriano@sercomtel.com.br) Rubiane Giovane Fonseca Rodrigo Mendes Dalberto Luiz De Santo GEIPEF/LaPEF - Centro de Educação Física e Desportos - Universidade Estadual de Londrina - Paraná - Brasil A atual situação do mercado de trabalho exige, cada vez mais dos profissionais, um domínio maior de conhecimentos. Uma parte desse conhecimento, ainda que inicial, é adquirida através de uma formação profissional no ensino superior. No entanto, consideramos que existem dúvidas de quais conhecimentos são articulados, durante uma intervenção profissional, sobretudo considerando as especificidades de público, material e demandas típicas da área. Dessa forma objetivou-se identificar a partir do ponto de vista do estudante de Educação Física, quais conhecimentos são considerados relevantes para uma intervenção profissional. Participaram do estudo, 190 estudantes de educação física, distribuídos numa amostra estratificada, com indivíduos de todas as séries do período matutino e noturno, da Universidade Estadual de Londrina. Foi realizado um estudo exploratório, de caráter quantitativo. Para a coleta de dados foi utilizado um instrumento que consistia de caracterização do acadêmico, avaliação do curso e três situações-problema. Para análise dos dados foram utilizadas: (a) análise de variância (anova "on way"), para verificar se os estudantes apresentaram diferenças estatisticamente significantes na atribuição de importância dos conhecimentos, seguido do teste de Post Hoc de Scheffé para indicar entre quais grupos existia diferenças significativas. Adotou-se um nível de significância de p< 0,05. A partir dos resultados obtidos pode-se concluir que o conhecimento sistematizado ou declarativo, pelo menos no grupo estudado, foi secundarizado, ou menos valorizado. Circunstancialmente, tal resultado pode denotar um distanciamento entre a produção desse tipo de conhecimento e a sua utilização nas situações de intervenção. Palavras-chave: Educação Física-Formação Profissional; Educação Física-Intervenção Profissional.
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Estresse e capoeira: o fenômeno situado
Araujo, M.S.; Lima. L.A.N.
Unesp - Rio Claro

ESTRESSE E CAPOEIRA: O FENÔMENO SITUADO. Maria Simone Araújo - UNESP - Rio Claro Luiz Augusto Normanha Lima- UNESP - Rio Claro RESUMO. Revê a bibliografia sobre estresse e apresenta a Capoeira nas formas opostas de como ela se manifesta. Os momentos tensos de estresse na sua dimensão social e a Capoeira como uma possibilidade antiestressante. O objetivo desta pesquisa é revelar o estresse da Capoeira, uma atividade que pode funcionar como agente estressor ou antiestressor, mostrando o que é o estresse na Capoeira. O método de pesquisa utilizado é denominado, Pesquisa do Fenômeno Situado, fenomenologia. Não é pretensão do método medir o nível de Estresse, mas de possibilitar um ingresso ao mundo interior humano, uma exploração à subjetividade, um exame analítico da estrutura total do fenômeno do estressado e do ansioso e de seus elementos num contexto, neste caso, a Capoeira. A Pesquisa do Fenômeno Situado está interessada em como os fenômenos se mostram, aparecem ou surgem situados em uma experiência vivida. Foram gravadas falas de praticantes de Capoeira contando sobre suas experiências nesta atividade. Especificamente foi solicitado que falassem dos momentos estressantes e antiestressante da Capoeira. São duas análises realizadas. A primeira é a Ideográfica que quer dizer ideogramas, ou seja, representação de idéias por meio de simbologia. A análise ideográfica apresenta a estrutura psicológica de cada sujeito, compreendida e expressa em linguagem da pesquisadora. A segunda análise é a Nomotética apresenta a ordem geral de todas as unidades de significados atribuídas ao discurso de cada sujeito. A meta desta análise é indicar quais as convergências, as divergências e as individualidades que se mostram nos discursos. Os resultados apontam que a Capoeira é estressante e antiestressante. Jogar com alguém que sabe jogar bem produz nervosismo, uma situação de estresse. A violência, às vezes praticada pelo próprio mestre provoca muito estresse. No que se refere ao que auxilia a diminuir o estresse na Capoeira está a música, principalmente o som dos berimbaus, além do intenso exercício que a Capoeira possibilita.
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Capoeira da escola - uma prática pedagógica à luz de um olhar humanístico
Arruda, E.O.; Moreira, W.W.
UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA

CAPOEIRA NA ESCOLA - O Humanismo Como Prática Pedagógica Eduardo Okuhara Arruda - Mestrando Wagner Wey Moreira - Orientador Núcleo de Corporeidade e Pedagogia do Movimento - NUCORPO Programa de Mestrado em Educação Física - Universidade Metodista de Piracicaba Os saberes que norteiam o ensino das práticas corporais na escola são dos mais diversos e seguem os mais diferentes modelos. Refiro-me as práticas de natureza extra Educação Física, isto é, práticas ou modalidades que se convencionou designar como "extra-curriculares". Como é sabido, as escolas estão ampliando suas atividades escolares, inserindo possibilidades outras como práticas esportivas, artísticas, recreativas, seja no âmbito das escolas públicas por iniciativa do Estado através de políticas culturais, ou das instituições particulares para tornarem-se mais atrativas e, portanto, se fazer competitiva frente ao mercado. Nesse sentido, surge a capoeira como uma das possibilidades, e com isso minha inquietação na condição de professor de capoeira e de Educação Física. Qual a abordagem do ensino usada por professores e mestres de capoeira na escola ? Esta pergunta geradora exigiu a redação do presente trabalho que tem como objetivo criticar modelos mecanicistas e por em destaque a abordagem humanista para o ensino da capoeira, abordagem esta estruturada na teoria humanista de Rogers, procurando relacionar os princípios teóricos defendidos pelo autor e o ensino da capoeira na escola. Do ponto de vista da metodologia, fizemos uso da revisão bibliográfica de escritos de Carl Rogers e do livro - Ensino: As abordagens do processo ( Maria da Graça N. Mizukami )l além de artigos científicos para reflexões acerca das abordagens. Já a proposta de superação do paradigma newtoniano-cartesiano na educação está baseada no textos da Fritjof Capra. As primeiras considerações sobre o tema acenam para uma necessidade de superação das abordagens tradicionais de ensino, estruturadas no mecanicismo e na super especialização, fator este importante para a incorporação dos movimentos na capoeira. Assim, propomos a utilização do humanismo rogeriano como possibilidade de emancipação do ser que aprende a capoeira através dos processos pedagógicos na escola.
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Efeito da idade, experiência e numero de exposições ao estimulo na capacidade de retenção da memória de curto prazo associada a posturas corporais estáticas
Assis, L.M.; Basso, L.; Miyasike-da-Silva, V.
Curso de Educação Física - Centro Universitário Sant´Anna - São Paulo - Brasil

EFEITO DA IDADE, EXPERIÊNCIA E NUMERO DE EXPOSIÇÕES AO ESTIMULO NA CAPACIDADE DE RETENÇÃO DA MEMÓRIA DE CURTO PRAZO ASSOCIADA A POSTURAS CORPORAIS ESTÁTICAS Lucinea Maria Assis, Luciano Basso e Veronica Miyasike-da-Silva Curso de Educação Física - Centro Universitário Sant´Anna - São Paulo - Brasil A memória, uma das diversas funções do cérebro, é a capacidade para armazenar informações e utilizá-las quando necessário, incluindo informações sobre movimentos corporais. Particularmente no contexto da Educação Física, a memória é um recurso extensamente utilizado para armazenar e recuperar seqüências de movimentos. Apesar de se reconhecer que a capacidade de memória está presente desde cedo na vida das pessoas, pode-se questionar se a capacidade de memória de crianças apresenta características diferenciadas ou limitações. Dentro deste contexto, objetivo deste estudo foi verificar a capacidade de memória de curto prazo para posturas estáticas em crianças. Participaram deste estudo 60 crianças entre 04 e 06 anos distribuídas em três grupos etários (4, 5 e 6 anos) e dois grupos de atividade física: a) praticantes de educação física escolar (EFE) e b) praticantes de educação física escolar e atividades esportivas (EFE+E). Para a coleta de dados foi utilizada uma seqüência de 10 fotografias ilustrando posições corporais variadas, que foram apresentadas a cada criança em uma tela de computador durante 40 segundos (4 segundos cada fotografia). Após a apresentação, o participante era solicitado a reproduzir os movimentos que lembrasse, em qualquer ordem, e estes eram anotados pelo avaliador. Em seguida, o procedimento de assistir os slides e reproduzir os movimento era repetido. Analisando o número de acertos, observou-se que as crianças de 6 anos conseguiram reter maior quantidade de informações do que as crianças de 04 anos. Alguns fatores que podem vir a explicar este resultado são a maturação do córtex cerebral e o aumento das conexões sinápticas. Por outro lado, após a segunda tentativa de observação, o grupo de 4 anos apresentou retenção de informações semelhante aos demais grupos. Quanto à prática de atividade física, o grupo EFE+E mostrou uma maior capacidade de memória de curto prazo do que o grupo EFE. Em linhas gerais conclui-se que: a) a capacidade de memória está em desenvolvimento durante a primeira infância; b) a repetição da demonstração para crianças mais novas favorece melhor retenção de informações; c) a prática de atividades esportivas na primeira infância, além das aulas regulares de Educação Física Escolar, favorece o aumento da capacidade de memória de curto prazo para movimentos.
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Espelho, espelho meu! existe alguém melhor do que eu?
Assis, R.M.;
Escola Estadual Vieira Marques

ESPELHO, ESPELHO MEU! EXISTE ALGUÉM MELHOR DO QUE EU? Ronaldo Martins de Assis Professor formado pela Universidade Federal de Viçosa Romário é considerado um dos melhores jogadores do mundo no esporte número um do país, o futebol. Porém, com sua idade avançada e fama de "bad boy", sua capacidade profissional está sendo questionada pela mídia. O objetivo deste trabalho é investigar como a imprensa escrita vem tratando o assunto Romário, já que foi demitido no ano passado e sua aposentadoria ventilada pela mídia. Foi realizada uma análise descritiva em revistas e jornais. O material foi divido em três momentos: 1º) final da Copa de 1994, onde foi exaltado e considerado o principal responsável pelo tetracampeonato; 2º) final de 2004, onde foi questionada a sua permanência nos gramados, sendo considerada a vaidade como principal motivo e; 3º) início de 2005, notícias do dia-a-dia do Vasco e do próprio Romário, com elogios ao jogador e estatísticas de sua carreira. Percebeu-se que a mídia criticou a sua permanência no futebol, afirmando o motivo ser devido ao seu "ego enorme" e não conseguir viver sem a fama. Porém, a mesma mídia utilizou-se dele para promovê-lo e oferecendo-lhe essa mesma fama que tanto critica. Isso comprova teoria de autores, quando afirmam que a mídia utiliza a fama como objeto preferido, além de oferecê-la para muitos e a retira quando lhe for conveniente.
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Comparação entre os tempos de um treino de velocidade em Natação comparado com o melhor tempo na distancia de 25 metros.
Assumpção, C.O.; Bartholomeu Neto, J.; Cielo, F.M.B.L.; Luchiari, R.; Oliveira, G.S.
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba

COMPARAÇÃO ENTRE OS TEMPOS DE UM TREINO DE VELOCIDADE EM NATAÇÃO COMPARADO COM O MELHOR TEMPO NA DISTANCIA DE 25 METROS. Cláudio de Oliveira Assumpção1, João Bartholomeu Neto1, Flávia Maria de Brito Lira Cielo2, Ricardo Luchiari3, Gabriela Sans de Oliveira2. 1UNIMEP - Piracicaba/SP, 2UNICAMP - Campinas/SP, 3FAM - Americana/SP Uma das capacidades mais importantes na natação é a velocidade. Dentre suas diversas manifestações, a velocidade na natação é manifestada pela velocidade de reação (largada) e velocidade cíclica (percurso). Velocidade do nadador é entendida como o conjunto das características funcionais do organismo que garante a realização das ações motoras em um tempo mínimo (PLATONOV, 2005). Com o objetivo de comparar o desempenho de nadadores submetidos a um treino de velocidade com o desempenho de apenas um tiro da mesma distância, aplicamos a seguinte metodologia: foram selecionados 15 atletas de natação (09 sexo masculino e 06 sexo feminino) com idade de 14,8 1,26 anos com no mínimo dois anos de treinamento. Dois dias anteriores ao treino de velocidade, os atletas realizaram, após um aquecimento, um tiro único de 25 metros nado crawl como sendo um tempo controle para comparação com os resultados dos tempos do treino. O treino de velocidade consistiu em um aquecimento e uma série de 11 tiros de 25 metros nado crawl saindo a cada 2 minutos e 30 segundos. Todos os tempos foram anotados e os valores estão expressos em média e desvio-padrão na Tabela 1. Observamos que 10 atletas (66,6%) atingiram sua melhor marca durante pelo menos um dos tiros do treino, comparado com o tempo de 25 metros controle. Concluímos que o treino proposto atingiu o objetivo principal que foi realizar todos os tiros na velocidade máxima, mostrando que o intervalo entre os tiros permitiu a recuperação das fontes energéticas utilizadas. Tabela 1: valores em média e desvio-padrão do tempo de 25 metros e dos 11 tiros de 25 metros do treino de velocidade. Tempo de 25m 1º Tiro 2º Tiro 3º Tiro 4º Tiro 5º Tiro 6º Tiro 7º Tiro 8º Tiro 9º Tiro 10º Tiro 11º Tiro média 14,33 14,63 14,7 14,44 14,48 14,37 14,59 14,65 14,61 14,68 14,61 14,69 SD 1,64 1,69 1,83 1,77 1,88 1,62 1,67 1,86 1,68 1,91 1,85 1,76
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Influência das características de construção do calçado esportivo na distribuição da pressão plantar
Azevedo, A.P.S.; Lobo, R.; Zekhry, D.; Bianco, R.; Amadio, A.C.; Serrão, J.C.
Laboratório de Biomecânica da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo

INFLUÊNCIA DAS CARACTERÍSTICAS DE CONSTRUÇÃO DO CALÇADO ESPORTIVO NA DISTRIBUIÇÃO DA PRESSÃO PLANTAR Ana Paula S. Azevedo, Rodrigo Lobo, Daniel Zekhry, Roberto Bianco, Alberto Carlos Amadio, Júlio Cerca Serrão. Laboratório de Biomecânica da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. São Paulo - SP - Brasil. E-mail: anapaula19@yahoo.com Introdução: O número de opções de calçados esportivos destinados à mesma modalidade esportiva tem crescido vertiginosamente, assim como as tecnologias e os tipos de materiais utilizados para sua construção. Entretanto, a literatura especializada aponta que diferentes tipos de construção de calçado podem influenciar variáveis dinâmicas na locomoção, inclusive a distribuição da pressão plantar (HENNIG & MILANI, 1995). A pressão plantar é uma variável relacionada ao conforto e à proteção do aparelho locomotor, e que representa a quantidade de força incidente em uma determinada área de contato. Objetivo: Analisar a influência de diferentes características de construção empregadas na fabricação de calçados de corrida sobre variáveis relacionadas à pressão plantar. Materiais e Métodos: Três atletas (sexo masculino; 32 ± 7 anos e 65,33 ± 2,88 kg; 169 ± 9 cm) correram a uma velocidade de 14 km/h sobre uma esteira rolante com 3 calçados esportivos diferentes (A, B e C), em boas condições de uso (novos), utilizados para a mesma finalidade (corrida) e que possuem, sobretudo, características de construção distintas (materiais, tecnologia e peso). Os dados adquiridos para o estudo foram mensurados através de palmilhas sensorizadas do sistema F-Scan/Tekscan (3 coletas de 15s a 120hz). Resultados: Foram observadas diferenças significativas entre os calçados para as seguintes variáveis: pico de pressão do retropé (105,70 ±26,96 KPa para calçado A, 131,65 ±28,63 KPa para B e 118,27 ±26,57 KPa para C); pico de pressão do mediopé (101,60 ±25,29 KPa para calçado A, 128,28 ±35,86 KPa para B e 119,90 ±31,32 KPa para C); pico de pressão do antepé (187,01 ±44,55 KPa para A, 220,66 ±44,49 KPa para B e 185,83 ±25,10 KPa para C); pico de pressão do hálux (147,98 ±30,11 KPa para A, 161,10 ±44,49 KPa para B e 153,97 ±26,94 KPa para C); e área total de contato (191,21 ±5,96 cm² para A, 185,42 ±10,52 cm² para B e 190,61 ±9,83 cm² para C). Conclusões: Ainda que preliminares, os resultados apontam que diferentes características de construção podem afetar a distribuição da pressão plantar, e a área total de contato do pé. Esta possui um importante papel na análise da sobrecarga aplicada ao aparelho locomotor, está relacionada ao conforto e à sobrecarga local transferida ao pé do usuário.
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Aprendizagem precoce de habildades específicas em crianças de 8 a 10 anos
Azevedo, N.C.; Togatlian, M.A.

APRENDIZAGEM PRECOCE DE HABILDADES ESPECÍFICAS EM CRIANÇAS DE 8 A 10 ANOS Natália Carvalho Azevedo Marco Aurélio Togatlian Universidade Estácio de Sá - Nova Friburgo - Rio de Janeiro Esta pesquisa pretendeu investigar a aprendizagem precoce de habilidades específicas em crianças de 8 a 10 anos. O problema baseou-se na possibilidade de estar ocorrendo o ensino de habilidades específicas nas primeiras séries do Ensino Fundamental. A hipótese selecionada afirmava que as aulas de Educação Física Escolar estão voltadas para os movimentos especializados. Para a investigação foram utilizadas duas formas de coleta de dados: observação não participativa de aulas de Educação Física Escolar nas primeiras séries do Ensino Fundamental e a aplicação da Bateria Psicomotora (FONSECA, 1995), em relação às valências: equilíbrio e estruturação espaço-temporal, sendo a mesma aplicada em 45 crianças divididas em 3 grupos de 15 crianças com 8, 9 e 10 anos. A aplicação dos testes foi registrada em vídeo e analisada de acordo com a cotação da BPM, com atribuição de valores decrescentes de 4 a 1. Os grupos foram comparados de acordo com suas médias, verificando-se que o grupo de crianças de 10 anos obteve média inferior a dos grupos de 8 e 9 anos em relação à valência da estruturação espaço-temporal; no que se refere ao equilíbrio, o grupo de crianças de 10 anos apresentou melhores médias, contudo abaixo do esperado para a faixa etária. Conclui-se, portanto, que as aulas de Educação Física, de forma geral, podem estar contribuindo para a precocidade do ensino de habilidades específicas.
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O efeito da interferência contextual na aprendizagem bilateral no fundamento do saque por baixo no voleibol
Babo, A.G.F.; Teixeira, L.A.
Escola de Educação Física e Esporte - USP

O EFEITO DA INTERFERÊNCIA CONTEXTUAL NA APRENDIZAGEM BILATERAL NO FUNDAMENTO DO SAQUE POR BAIXO NO VOLEIBOL Alexandre G. F. BABO e Luis Augusto TEIXEIRA Escola de Educação Física e Esporte - USP O propósito desta pesquisa foi investigar os efeitos da prática aleatória/bloco na aprendizagem do saque no voleibol e a redução na assimetria lateral. Estudantes do sexo feminino, com idade de 15/16 anos, experientes no voleibol, foram designados aleatoriamente a 4 grupos de prática (G1 alta IC braço direito; G2 alta IC braço esquerdo; G3 baixa IC braço direito; G4 baixa IC braço esquerdo). O experimento teve duração de 8 aulas. Os indivíduos foram pré-testados com o membro preferencial e não preferencial, praticaram a habilidade durante a fase de aquisição sob alta/baixa IC e cada um realizou um total de 96 tentativas. No Pós-teste, foram desempenhadas tarefas com o membro ipsilateral à fase de aquisição. Na fase de transferência foi utilizado o membro contralateral. A variável independente foi o saque e a variável dependente o programa de prática. A medida de categorização foi a mudança qualitativa do padrão do movimento e quantitativa a precisão (distância em metros que a bola caiu do alvo). A variável gênero, os indivíduos foram destros. Para manipular os parâmetros da habilidade, foram usadas diferentes zonas de saque. De acordo com o clássico efeito da IC o G1 obteve desempenho quantitativo/qualitativo inferior do pré-teste para o pós-teste, comparado ao G3, mesmo quando comparado ao teste pré-teste ipsilateral para a transferência, o G3 obteve desempenho superior ao G1 de forma que o tratamento foi mais eficiente para o grupo bloco que para o aleatório, caracterizando melhor transferência lateral. Apesar dos altos índices de erro quantitativo do G2 no pré-teste, comparado ao G4, ambos grupos apresentaram melhoria, qualitativa/quantitativa do pré-teste para o pós-teste. Concluímos que os grupos bloco, reagiram melhor ao tratamento com desempenho superior do pré-teste para o pós-teste e para a transferência, levando-nos a crer que indivíduos experientes na prática do voleibol reagem melhor a programas de aprendizagem em bloco do que aleatórios.
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II Passeio Ecológico - conhecer para preservar: o caso do PEP da UFPA
Bahia, M.C.; Nascimento, P.C.C.; Soares, L.N.F.; Evangelista, N.E.S.; Soares, P.A.M.; Cordeiro, R.V.
UEPA

II PASSEIO ECOLÓGICO - CONHECER PARA PRESERVAR: O CASO DO PEP DA UFPA Mirleide Chaar Bahia , Patrícia de Cássia da Costa Nascimento , Laís de Nazaré Ferro Soares , Natália do Espírito Santo Evangelista , Paulo Alexandre Melo Soares , Renata Vivi Cordeiro UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ O objetivo deste trabalho é oportunizar inclusão no lazer ecológico aos alunos do PROJETO ESPORTE PARTICIPATIVO, através de uma caminhada pela natureza. A caminhada foi realizada no Parque do Utinga, reserva ambiental responsável pelo abastecimento de água de alguns bairros do município de Belém. A metodologia utilizada foi à participativa, onde todos estão à vontade e responsáveis para planejar, efetivar e vivenciar o planejado de acordo com seus limites pessoais. Foi organizado o percurso, equipes de apoio (com distribuição de água e frutas, carro de apoio {som}). Trabalhamos também de maneira informativa para que todos conhecessem melhor o Parque e enfatizamos a importância da preservação. A avaliação do processo se deu de forma objetiva (pontos negativos e positivos); propositiva e reflexiva. Os registros foram feitos através de fotos, filme e depoimentos dos participantes, com destaque para "a importância desse tipo de lazer, por possibilitar ao mesmo tempo em que a pessoa está se divertindo estar também conhecendo e preservando a natureza". Contudo, observamos que a inclusão no lazer possibilita a construção de um conhecimento interdisciplinar contribuindo para a disseminação das práticas esportivas e a preservação da natureza. Este estudo está baseado em CARVALHO (2000), COSTA (2000) e MARCELLINO (1996).
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Surfe no Brasil: primeiras ondas
Bandeira, M.M.; Guedes, C.M.
Escola de Educação Física e Esporte-USP

SURFE NO BRASIL: PRIMEIRAS ONDAS Marília Martins BANDEIRA Cláudia Maria GUEDES Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo Grupo de Estudos e Pesquisa em História e Antropologia do Movimento Humano - GEPHAM O surfe surgiu como expressão da cultura polinésia nas ilhas havaianas, encontrando-se seu primeiro relato nos documentos reportados à coroa inglesa pelo Capitão James Cook, em 1778. No Brasil teorias acerca de sua origem são controversas, porém fotografias apontam como precursores desta prática Osmar Gonçalves e João Roberto Suplicy Haffers que através de instruções encontradas em uma revista de mecânica americana construíram a primeira prancha de surfe brasileira e utilizaram-na na praia do Gonzaga - Santos, em 1938. Atualmente a modalidade atinge grande visibilidade e constitui-se enquanto subcultura esportiva, desta forma trabalhos acadêmicos a seu respeito começam a ser desenvolvidos, contudo em número ainda muito reduzido. Este estudo tem como objetivo investigar valores históricos culturais compartilhados por um grupo específico de praticantes da modalidade esportiva surfe, assim como identificar as bases históricas da construção cultural da modalidade no cenário nacional. O surfe cria em espaços fechados de grupos de praticantes, uma subcultura que se traduz em hábitos, linguagem e vestuário. Para entender como o surfe chegou ao Brasil, como se formaram e se formam estes grupos culturais e seu cotidiano, utilizou-se de duas metodologias de trabalho: investigação histórica (fontes primárias: documentos, fotografias, revistas, jornais e entrevistas) e secundárias (livros, artigos) e a etnografia (descrição da cultura - do cotidiano dos grupos observados). Os participantes deste estudo são surfistas profissionais e amadores. Até o momento, nota-se certo desencontro de informações na literatura histórica consultada e observou-se que a formação das subculturas revela valores hierárquicos, hábitos ritualísticos de prática e competição e códigos de linguagem diferenciados. CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
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Análise do desempenho de chutes no Futsal com o membro dominante e com o não dominante e da velocidade da bola
Barbieri, F.A.; Moura, F.A.; Lima Júnior, R.S.; Wisiak, M.; Santiago, P.R.P.; Thomaz, T.; Cunha, S.A.
UNESP

ANÁLISE DO DESEMPENHO DE CHUTES NO FUTSAL COM O MEMBRO DOMINANTE E COM O NÃO DOMINANTE E DA VELOCIDADE DA BOLA Fabio Augusto Barbieri; Felipe Arruda. Moura; Renato de Souza Lima Júnior; Martin Wisiak; Paulo Roberto Pereira Santiago; Tatiane Thomaz; Sergio Augusto Cunha Lab. Análises Biomecânicas - Departamento de Educação Física - UNESP - Campus Rio Claro - SP Os jogadores de futsal apresentam diferenças nas habilidades entre o membro dominante e o não dominante, fazendo maior uso do membro dominante. Desta forma, o objetivo deste estudo foi analisar o desempenho de chutes no futsal com o membro dominante e o não dominante e a velocidade da bola após a execução dos chutes. Participaram 5 indivíduos destros do sexo masculino, com idade de 13 e 14 anos, que realizaram 5 chutes com cada membro, a 10 m do gol (tiro livre), com a bola parada, procurando desenvolver a velocidade máxima na bola e objetivando acertá-la em um alvo de 1 m2 que estava posicionado no centro do gol. Foram utilizadas 2 câmeras de vídeo digitais posicionadas de modo a focalizar o movimento da bola. As imagens foram transferidas para o computador, e os procedimentos de medição, calibração e reconstrução tridimensional foram realizados pelo software DVIDEOW. Para o cálculo da velocidade da bola foram capturados os primeiros 10 quadros após o contato com a bola. Para isso, os eixos x e y foram considerados lineares (reta) e o eixo z considerado de 2º grau (parábola). A velocidade média da bola foi calculada a partir dos dados obtidos pela regressão e utilizando as coordenadas tridimensionais. Para o desempenho foram analisados os acertos e erros no alvo. Os resultados apresentaram melhor desempenho do membro dominante (16% de acerto no alvo), enquanto o membro não dominante obteve um acerto de 8%, e também maior velocidade dos chutes com o membro dominante (64,5 ( 6,67 km/h) do que para os chutes do membro não dominante (49,2 ( 7,2 km/h). Desta forma, pode-se concluir que nos chutes utilizando o membro dominante há um melhor desempenho e a bola atinge maior velocidade, apresentando assim uma assimetria na performance entre os lados. Financiado por: PIBIC/CNPq, FUNDUNESP e FAPESP (00/07258-3)
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A Influência do Aquecimento na Determinação do Modelo de Potência
Barbosa, F.M.; Zagatto, A.M.
UFMS

A INFLUÊNCIA DO AQUECIMENTO NA DETERMINAÇÃO DO MODELO DE POTÊNCIA CRÍTICA. Flávio Miranda Barbosa e Alessandro Moura Zagatto. UFMS. O objetivo do estudo foi analisar o efeito de dois aquecimentos distintos na resposta do modelo de potência crítica (Pcrit) em cicloergômetro. Participaram do estudo 12 indivíduos do sexo masculino, estudantes de educação física, com idade de 24,08 1,13 anos, moderadamente ativos. Os indivíduos foram divididos em dois grupos aleatórios, grupo aquecimento 1 (GA1) e grupo aquecimento 2 (GA2). O GA1 realizou aquecimento de 4 minutos de duração na carga de 60 Watts (W) e rotação a 70 rpm. O aquecimento para o GA2 foi de 1 minuto com carga de 60 W e rotação a 70 rpm. Foram aplicadas para ambos os grupos, 4 séries de esforços com cargas de modo randômico correspondentes a 255 W, 289 W, 323 W e 357 W em 70 rpm até a exaustão. A exaustão foi determinada pela incapacidade do indivíduo em permanecer a 70 rpm ou pela exaustão voluntária. Foram realizadas apenas 2 séries de exercícios por dia com intervalo de mínimo de 2 horas. Foi utilizado o teste "t" para amostras independentes, com nível de significância de 5%. A tabela 1 mostra os resultados de Pcrit, Capacidade de Trabalho Anaeróbio (CTA) e o (R2) para ambos os grupos. TABELA 1. Valores expressos em média e desvio padrão para a Pcrit, CTA e R2 para os grupos GA1 e GA2. PcritGA1 (Watts) CTAGA1 (KJ) R2GA1 PcritGA2 (Watts) CTAGA2 (KJ) R2GA2 Média 141,90 59,51 0,89 157,67 67,17 0,94 DP 22,39 8,76 0,13 17,73 11,29 0,07 Não foram encontradas significantes diferenças entre as respostas dos grupos para essas variáveis. Com os resultados podemos concluir que o aquecimento com duração de 1 minuto e 4 minutos não parece causar modificações significativas na potência crítica e n a capacidade de trabalho anaeróbio.
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Proposição e validação de um instrumento de avaliação do nado crawl
Barbosa, F.M.; Gollegã, D.G. ; Freudenheim, A.M.
Universidade de São Paulo - Escola de Educação Física e Esporte

PROPOSIÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DO NADO CRAWL Fabrício Madureira12, Daniel Guedes Gollegã2 & Andrea Michele Freudenheim1 1 Laboratório de Comportamento Motor - Escola de Educação Física - Esporte da Universidade de São Paulo 2 Faculdade de Educação Física de Santos - FEFIS A carência de um instrumento para a avaliação do nado crawl tem dificultado o trabalho de profissionais bem como a utilização da tarefa no desenvolvimento de pesquisas na área de comportamento motor. O objetivo deste estudo foi propor e validar um instrumento de avaliação qualitativa do nado crawl. Sete crianças (4 do sexo masculino e 3 do sexo feminino) praticantes de natação a pelo menos um ano e com média de 10,5 anos, tiveram seus deslocamentos filmados (imagens aérea e subaquática) e analisados. A tarefa foi constituída de 15 metros de nado em velocidade natural, virada e, para possibilitar a análise bilateral do nado, mais 15 metros de nado. Baseado nas teorias vigentes da natação foi elaborado uma lista de checagem com os 82 erros mais freqüentes, classificados segundo os sub-componentes do nado em doze categorias: 1) Erros de recuperação e entrada; 2) Erros de liberação; 3) Erros de sincronização da braçada; 4) Erros de respiração; 5) Erros de sincronização entre braçada e respiração; 6) Erros de varredura para baixo; 7) Erros de varredura para dentro; 8) Erros de varredura para cima; 9) Erros de posicionamento do corpo; 10) Erros de pernada; 11) Erros de sincronização entre pernada e respiração; e, 12) Erros de sincronização entre pernada e braçada. Três especialistas em natação competitiva, com formação acadêmica, analisaram o conteúdo e participaram da determinação das correlações intra e inter avaliadores. O conteúdo da lista apresentou clareza satisfatória (100% fácil de entender), pertinência técnica também satisfatória (100% muito adequado) e boa aplicabilidade (33% muito viável e 66,7% viável). Quanto à consistência e reprodutibilidade, pode-se inferir que a lista de checagem é adequada em virtude de a correlação intra-avaliador ter ficado entre 0.873 e 1.0 sendo que 91% das correlações estiveram acima de 0.9. Já a correlação inter-avaliador ficou entre 0.750 e 0.994 com 90% das correlações mantendo-se acima de 0.9. A partir dos resultados, conclui-se que a lista de checagem proposta é um instrumento válido para a avaliação qualitativa do nado crawl.
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Somatório de dobras cutâneas obtidas por diferentes tipos de espessímetros
Barillo, J.L.M.; Machado, A.F.
Laboratório de Fisiologia do Exercício do Curso de Educação Física da Universidade Estácio de Sá-Pet

SOMATÓRIO DE DOBRAS CUTÂNEAS OBTIDAS POR DIFERENTES TIPOS DE ESPESSÍMETROS Jorge L. M. Barillo; Alexandre F. Machado Laboratório de Fisiologia do Exercício do Curso de Educação Física da Universidade Estácio de Sá - Petrópolis / RJ / Brasil. A antropometria tem sido cada vez mais utilizada para estimar a gordura corporal em função de sua grande aplicabilidade e baixo custo operacional, o método que utiliza-se das medidas de dobras cutâneas necessita de um equipamento específico conhecido como Espessímetro ou Compasso de dobras cutâneas, no qual existem diferentes marcas e modelos no mercado. O presente estudo tem por objetivo verificar se há diferença no somatório das medidas de dobras cutâneas realizadas por diferentes tipos de equipamentos. Foram avaliados 26 voluntários de ambos os sexos (15 masculino e 11 feminino), com idade (24 ± 5 anos) e peso (65,6 ± 13,6 Kg) e estatura (169,8 ± 9,3 cm). As medidas de dobras cutâneas: Tríceps (TR), Subescapular (SB), Peito (PT), Axilar média (AM), Suprailíaca (SI), Abdominal (AB) e Coxa (CX) foram medidas três vezes em cada ponto através de um rodízio alternando os equipamentos das diferentes marcas (Lange, Cescorf e Sanny), coletadas por um único avaliador. O tratamento estatístico utilizado foi à análise de variância (levene"s test) considerando uma diferença significativa entre os equipamentos um valor p < 0,05. Os resultados demonstram que não houve uma diferença significativa (p = 0,05) no somatório das dobras cutâneas. Concluindo que a utilização de diferentes equipamentos na tomada das medidas de dobras cutâneas não implicará em uma diferença significativa no somatório das mesmas. O que podemos deduzir, mas não afirmar que a utilização de equipamentos de diferentes marcas não causarão uma diferença no resultado de predição da gordura corporal pelas equações que utilizam-se do somatório das medidas de dobras cutâneas.
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Instituições de educação infantil e academias/escolinhas de esportes: repasse de responsabilidade ou alternativa consciente dos processos de ensino e aprendizagem de ações motoras?
Barreto, S.M.G.; Mastrocolo, G.A.
Universidade Federal de São Carlos

INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ACADEMIAS/ESCOLINHAS DE ESPORTES: REPASSE DE RESPONSABILIDADE OU ALTERNATIVA CONSCIENTE DOS PROCESSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE AÇÕES MOTORAS? Selva Maria Guimarães Barreto; Grace Aline Mastrocolo. UFSCar/DEFMH Este estudo objetivou investigar, nos anos de 2003 e 2004, como se estabelecia os processos de ensino e aprendizagem de ações motoras em crianças de 04 a 06 anos vinculadas a 10 instituições de Educação Infantil da rede particular de ensino do município de São Carlos que repassavam esta responsabilidade a academias/escolinhas de esportes. Para tanto, foram distribuídos questionários, constituídos de perguntas abertas e fechadas, às 10 educadoras vinculadas às instituições visitadas e aos 5 profissionais de Educação Física responsáveis pela organização e aplicação das atividades a serem vivenciadas pelas crianças nas academias/escolinhas de esportes. Como resultado, foi verificada a inexistência de uma programação/estruturação das atividades motoras propostas condizentes com as reais necessidades/potencialidades das crianças envolvidas, já que a sistematização/seqüenciamento das ações proporcionadas objetivavam o aprendizado de movimentos esportivos predeterminados e invariantes.
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Educação Física e esportes radicais do meio urbano: uma aproximação possível...
Bastos, A.F.; Anjos, J.L.; Vasconcellos, B.
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Centro De Educação Física E Desportos (CEFD) Grupo d

Educação Física e os Esportes Radicais do meio urbano: uma aproximação possível... Alinne Ferreira Bastos; José Luiz dos Anjos; Bruno Vasconcellos da Silva. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)/ Centro de Educação Física E Desportos (CEFD) Grupo de Pesquisas em Sociologia das Práticas Corporais e Estudos Olímpicos (GPSCEO) Os Esportes Radicais têm alcançado um espaço cada dia maior, aumentando não só o número de praticantes, mas também o número esportes, os locais em que são praticados, a divulgação na mídia, uma indústria cada vez mais preocupada em atender a especialização de cada prática, e sem contar, em um sem número de profissionais envolvidos, desde a orientação durante a prática, até a divulgação e organização de eventos. É nesse contexto, de tantos espaços e oportunidades criadas e criando-se que o presente artigo, pretende iniciar uma discussão e reflexão sobre a aproximação da Educação Física e dos Esportes Radicais, mais especificamente, da aproximação desta com as práticas corporais urbanas do skate e do patins (roller). A discussão está situada na década de 70-80 até os dias atuais, em que utilizamos uma metodologia descritiva e de caráter qualitativo, ao procurar identificar nas falas de alguns autores de áreas diversas, (Educação Física, Antropologia, Sociologia), mas que se encontram interligados por discutirem de alguma forma o mundo dos Esportes Radicais, a hipótese da aproximação das práticas corporais urbanas à Educação Física, tentando estabelecer entre tais autores, um diálogo para desenvolver e explicitar o contexto em que se encontra os Esportes Radicais no Brasil. Buscando também, observar nas práticas do skate e do roller, a possibilidade de se apreender não só prática corporal ou atividade física, mas toda a sua construção histórica, enfim, o seu contexto. Ao propor tal aproximação, inicialmente concluiu-se que há diversas possibilidades de atuação, e que é um espaço no qual o professor de Educação Física encontrará um universo ainda inexplorado pela área, necessitando de mais estudos, mais aprofundamentos, enfim, mais pesquisas que possam dar conta de toda a sua totalidade, acreditando que tal artigo tenha apenas iniciado esta discussão.
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Motricidade fina, motricidade global e equilíbrio em crianças entre 2 e 6 anos de idade
Bastos, C.B.; Rosa, G.K.B.; 1, Medina, J.
Universidade Estadual de Londrina/GEPEDAM, Universidade Federal do Paraná

MOTRICIDADE FINA, MOTRICIDADE GLOBAL E EQUILÍBRIO EM CRIANÇAS ENTRE 2 E 6 ANOS DE IDADE Carina Barbiero BASTOS 1, Greisy Kelli Broio ROSA 1, Josiane MEDINA 1 2 Universidade Estadual de Londrina/GEPEDAM, Universidade Federal do Paraná Os estudos sobre a motricidade infantil, em geral, são realizados com o objetivo de conhecer melhor as crianças e fornecer subsídios para a intervenção profissional. Desta forma, o objetivo deste estudo foi analisar o desenvolvimento motor de crianças pré-escolares participantes do projeto de extensão "Docentes em ação e discentes em formação", da Universidade Estadual de Londrina no período de 2004. A amostra foi composta por 26 crianças de 2 a 6 anos de idade, de ambos os gêneros, alunos do Centro de Educação Infantil Pequeno IAPAR, localizado na cidade de Londrina-PR. O desenvolvimento motor (DM) de cada participante foi mensurado de acordo com o protocolo de avaliação motora proposto por Rosa Neto (2002). Para a realização deste estudo, utilizou-se a Escala de DM, com tarefas específicas por idade nos itens de motricidade fina (MF), motricidade global (MG) e equilíbrio (EQ), sendo que para cada item da Escala de DM pôde-se observar diferenças entre as idades cronológica e motora, o que permite inferir atraso, normalidade ou superioridade entre as mesmas. Os valores encontrados e expressos em porcentagem referem-se ao desempenho das crianças, classificado como superior, normal ou inferior à idade cronológica, respectivamente, para cada teste: MF= 30,7%, 65,6%, 3,8%; MG= 69,2%, 26,9%, 3,8%; EQ= 15,3%, 61,5%, 23%. Esses resultados sugerem que o DM nos itens MF e EQ apresentou maior freqüência de crianças classificadas dentro da normalidade. No entanto, no item EQ, quando comparado aos itens de MF e MG, pode-se observar maior porcentagem de crianças com atraso de desenvolvimento. No item MG, a maior freqüência encontrada foi identificada como superior ao esperado para a faixa etária. Esses resultados sugerem que as crianças, em sua maioria, encontram-se com o DM dentro da normalidade. Contudo, na área de EQ verificou-se maior número de crianças com atraso no DM em relação à idade cronológica. Acredita-se que a interação entre sujeito, tarefa e ambiente pode ter influência nestes resultados.
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Estudo comparativo da relação do ambiente no desenvolvimento motor
Beinotti, F.; Pesinato, A.P.F.; Louzada, L.V.C.
Unicamp

P220B - ESTUDO COMPARATIVO DA RELAÇÃO DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO MOTOR FERNANDA BEINOTTI1,2 ANA PAULA FONTANA PISINATO1 LUCIANA VIANNA DE CASTRO LOUZADA1 1Especialista em Reabilitação Aplicada a Neurologia Infantil - UNICAMP 2 Especialista em Fisioterapia Aplicada a Neurologia Adulto - UNICAMP Este estudo teve como objetivo verificar a implicação do ambiente no desenvolvimento motor de crianças, evidenciando as diferenças psicossociais e econômicas. O estudo bibliográfico e comparativo foi desenvolvido em duas etapas, primeiramente a partir de informações dos prontuários da mãe e do lactente obtidas através do Protocolo de Avaliação Fisioterápica Neurofuncional modificada do Conceito Neuroevolutivo e no Protocolo de Avaliação Fonoaudiológico. Posteriormente realizado observações e aplicado um questionário contendo informações sobre o ambiente familiar, econômico e social. Foram avaliados dois lactentes com 11 meses de idade do sexo feminino, com diferenças psicossociais e econômicas tendo uma delas desenvolvimento motor atrasado (caso 1) e outra normal (caso 2). Os dados evidenciaram que a criança caso 1 apresentava o ambiente familiar desprovido de estímulos uma vez que a mesma possuía condições precárias de moradia, falta de motivação lúdica e por parte do responsável, apresentando déficit na manutenção da postura não alcançando a independência desejada para a sua idade e atraso do desenvolvimento da mandíbula em função da alimentação inadequada. Já a criança caso 2 possuía o ambiente favorável para o desenvolvimento evidenciando postura e alimentação adequadas para a idade. Com base dos resultados foi possível verificar a relação existente do ambiente no desenvolvimento motor de crianças, pois a privação social, níveis sócio econômico, culturais e ambientais diferentes favorecem ou não o desenvolvimento esperado pela a faixa etária. Palavras chaves: desenvolvimento motor, ambiente, estímulos lúdicos
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Morte subita e atividade fisica: avaliação pre-participativa e equipe de Socorro.
Bellarmino, F.H.; Seregati, V.
ESEF - Escola Superior de Educação Fisica de Jundiai

MORTE SUBITA E ATIVIDADE FISICA: AVALIAÇÃO PRE-PARTICIPATIVA E EQUIPE DE SOCORRO. Fernando Henrique Bellarmino; Vanderlei Seregati ESEF - Escola Superior de Educação Física de Jundiaí. Introdução: Nos últimos dois anos presenciamos o fato de atletas enquanto realizavam esforço físico, caírem mortos vítimas de morte súbita. 0,002% são as possibilidades deste acometimento na população, mas especialmente noticiados no Futebol, estes poucos eventos repercutem na prática dos esportes em geral. Casos como o do camaronês Marc Vivien Foé, do húngaro Miklos Feher e do brasileiro "Serginho", trazem à tona a preocupação com a segurança imediata para a prática de exercícios físicos: se podemos evitar que eventos desse tipo continuem acontecendo ou pelo menos otimizarmos a prevenção. Objetivos: Estudar a eficácia dos exames pré-participativos em atividades esportivas. Examinar as questões de adequação de equipamentos, do treinamento e cursos de equipes de socorro. Alem destes, alertar sobre este assunto a todos os profissionais das áreas de saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão de artigos que inferem sobre a epidemiologia da morte súbita. Estudos sobre o uso de aparelhos especiais (desfibriladores) em locais de pratica esportiva. Resultados: A morte súbita ocorrida durante a prática de exercícios é tratada como um fenômeno muito raro entre indivíduos com idade inferior a 35 anos. Nessa faixa etária, foram acometidos por morte súbita, portadores de doenças congênitas não diagnosticadas previamente. Nos indivíduos com idade superior a 35 anos, a maior causa encontrada está relacionada às doenças de caráter degenerativo do sistema cardiovascular. Alguns estudos apontam que a prática de exames pré-participativos, permite prognosticar uma possível anormalidade que coloque em risco a vida do indivíduo durante a atividade física. O acontecimento cardíaco caótico em si, ocorre em uma cadeia continua e rápida de eventos que culmina com uma fibrilação cardíaca levando a parada total e a morte. Neste aspecto, diversos estudos tem mostrado que a existência de equipamentos de socorro como o aparelho desfibrilador e especialmente de pessoal qualificado no atendimento de urgência, são de fundamental importância na ocupação destes casos, aumentando-se as chances de reversão do quadro letal. Conclusão: Os casos de morte súbita durante a prática de esportes são raros não obstante preocupantes. A adoção de medidas preventivas se inicia com a inclusão de exames pré-participativos eficientes. O acesso aos equipamentos de emergência como desfibriladores e a presença de pessoal qualificado no socorro e no uso destes equipamentos, devem contribuir para a sobrevida nestes casos.
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Relação entre limiar de lactato, freqüência e amplitude de braçadas
Belli, T.; Ackermann, M.A.; Silva Filho, J.R.; Borges, V.N.; Tanus, A.Z.; Villas Boas, B.D.; Langeani, R.; Baldissera, V.
UFSCar

RELAÇÃO ENTRE LIMIAR DE LACTATO, FREQÜÊNCIA E AMPLITUDE DE BRAÇADAS Taísa Belli, Marco Aurélio Ackermann, Jayme Rodrigues da Silva Filho, Vitor Nunes Borges, Álber Zafanela Tanus, Benedito Donizetti Villas Boas, Rodrigo Langeani e Vilmar Baldissera. Laboratório de Fisiologia do Exercício - Universidade Federal de São Carlos/UFSCar (SP/Brasil) A maior eficiência para o treinamento aeróbio em natação parece ocorrer com intensidades de treinamento correspondentes ao chamado limiar de lactato (LL). Porém, como a maioria dos treinadores não dispõe dos recursos técnicos e da experiência necessária para realização de testes invasivos, muitos pesquisadores têm buscado métodos alternativos não-invasivos e mais práticos para a estimativa de tal intensidade na natação. Estudos recentes sugerem que o comportamento de parâmetros da mecânica de nado como freqüência (FB) e amplitude (AB) de braçadas podem constituir bons indicadores do limiar de lactato (LL) nessa modalidade. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a possível identificação do LL através da FB e AB em nadadores adolescentes. Sete nadadores treinados (13 ± 1 anos; 48,3 ± 9,7 kg e 157,4 ± 13,1 cm) foram submetidos a série de, no mínimo, 6 esforços de 200 m no estilo crawl, em intensidade progressiva. Através da cronometragem de 3 ciclos de braçadas a cada 25 m, e conhecendo-se a velocidade real de nado, os atletas tiveram determinadas as médias para FB e AB em cada tiro. Foram coletadas amostras sangüíneas do lóbulo da orelha dos nadadores imediatamente após cada esforço para a análise da lactacidemia (Lactímetro YSI modelo 1500 STAT - Yellow Springs, Co, USA). Foram então identificadas as velocidades de nado associadas ao incremento abrupto da lactacidemia (V-LL) e FB (V-LFB) e decréscimo abrupto de AB (V-LAB). Quando aplicado o teste ANOVA one-way não foram encontradas diferenças significantes (p > 0,05) entre V-LL (1,01 ± 0,09 m.s-1), V-LFB (0,94 ± 0,08 m.s-1) e V-LAB (0,97 ± 0,10 m.s-1). Além disso, altas correlações foram verificadas entre V-LL x V-LFB (r = 0,82) e V-LFB x V-LAB (r= 0,88) (p < 0,05), entretanto entre V-LL x V-LAB não houve boa correlação (r = 0,61, p > 0,05). Nossos resultados apontam o possível uso do comportamento da FB como indicador do LL em nadadores adolescentes. Entretanto, apesar da V-LAB não apresentar diferença significante com a V-LL, não houve boa correlação entre estas variáveis. Apoio: CAPES.
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Composição corporal de escolares com condições de deficiência mental
Beltrame, T.S.; Braz, A.L.O.; Costa, C.G.
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC ; Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desport

COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ESCOLARES COM CONDIÇÕES DE DEFICIÊNCIA MENTAL Thaís Silva Beltrame ; André Luiz de Oliveira Braz ; Cristiane Galvão da Costa Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC ; Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos - CEFID A educação especial difere do programa comum, pois tenta levar em consideração as diferenças entre os indivíduos, que são inter e intra-individuais. A análise da composição corporal permite uma avaliação mais adequada e completa dos alunos para que se possam avaliar as condições atuais e identificar as áreas que necessitam ser trabalhadas com maior ênfase pelo professor. Objetivou-se avaliar a composição corporal, através do índice de massa corporal magra (IMC), de escolares com condições de deficiência mental de uma escola especial. Participaram da pesquisa todas as crianças com condições de deficiência mental, de ambos os gêneros, na faixa etária entre 09 e 14 anos, alunos do período matutino, da Escola Especial Professora Juracy de Mello Schmidt, em Santo Amaro da Imperatriz-SC, totalizando seis crianças. Como instrumentos utilizaram-se a balança digital Glicomed e o Estadiômetro Cardiomed, além da utilização do Teste de Brockport (2001) de Aptidão Física para População Especial. Utilizando-se a tabela de Brockport como referência, quatro sujeitos encontraram-se dentro da faixa considerada adequada para sua faixa etária, o que representa que o estado nutricional deles está na média e pode influenciar positivamente no nível de desenvolvimento motor. Além de dois sujeitos que se encontraram abaixo dos níveis adequados, o que indica um estado nutricional deficiente, podendo causando um atraso no crescimento e desenvolvimento, bem como acentuar ainda mais o atraso no desenvolvimento mental destes. Assim sendo, evidencia-se que um programa de controle de peso corporal deve ser desenvolvido tanto para pessoas com condições de deficiência, bem como para toda a população. A adequação do estado nutricional pode determinar um importante mecanismo de atuação no processo de crescimento infantil. E a prática de atividades físicas é fundamental para o crescimento adequado e o desenvolvimento global da criança, principalmente àquelas com condições de deficiência, sendo requisitos básicos para uma vida adulta saudável e ativa.
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A Identidade do Professor de Educação Física
Benites, L.C.; Souza Neto, S.
Universidade Estadual Paulista/ Unesp-Rio Claro

A IDENTIDADE DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA Larissa Cerignoni Benites, Samuel de Souza Neto Universidade Estadual Paulista/ Campus Rio Claro A escolha de uma profissão tem como referência os atratores e facilitadores que esta proporciona, como por exemplo: dinheiro, ascensão social, influência de pessoas importantes, ou uma escolha sem um critério definido, bem como sem prestar atenção nos seus antecedentes. Com a Educação Física não é diferente. Porém decorrentes deste processo, por ocasião dos estágios de observação, da prática pedagógica docentes, em duas instituições de ensino, com profissionais deste campo, registrou-se naquele momento, falta de comprometimento, domínio de conteúdo, e autonomia profissional. Todavia este quadro não é exclusivo da Educação Física, mas em função da perda de perspectivas na sociedade atual ou em si mesmo, o que, no entanto, não legitima este processo de "desprofissionalização". Em face desta problemática, que não é recente, surgiram algumas questões de estudo, como: Por que não há simetria entre o que se ensina na universidade e o que se encontra na escola? Qual a concepção que se tem de "professor"? Neste contexto, o objetivo foi averiguar o que é ser professor; tendo como participantes 28 formandos de um curso de Licenciatura em Educação Física. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, construtivismo social, que também se utiliza de dados da pesquisa quantitativa. Como instrumento de coleta foi usado um questionário formado por questões abertas e fechadas. Os resultados permitiram identificar qual(is) concepção(ões) de professor foi(ram) identificada(s) como hegemônica(s). Os enfoques apontaram para as categorias de "mestre" e de "educador" com perspectiva também para uma concepção única, flexível mas muitas vezes sem identidade. Embora haja esta reflexão e avanços relacionados à trajetória da formação docente, há a necessidade de que se estabeleça parceria entre as agências de formação para que a tão "sonhada" simetria entre o que se ensina na universidade e o que se encontra na escola, respeitando-se a diversidade de cada uma delas e de fato ocorra ou se tornem um continuum. Se não houver esta simbiose as observações efetuadas pelos formandos, por ocasião de seus estágios curriculares, continuarão a existir e registrar "comportamentos inadequados" sem realizar uma reflexão crítica-construtiva que supere os limites do ensino universitário e do ensino escolar.
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Incorporação da ginástica laboral na rotina de trabalho: aceitação e resultados após um ano de programa
Bergamaschi, E. C.; Polito, E.
Universidade Paulista - UNIP Câmpus São José dos Campos

INCORPORAÇÃO DA GINÁSTICA LABORAL NA ROTINA DE TRABALHO: ACEITAÇÃO E RESULTADOS APÓS UM ANO DE PROGRAMA Elaine C. Bergamaschi*, Eliane Polito** * Docente do curso de Educação Física da Universidade Paulista - UNIP - Campus São José dos Campos ** Diretora - geral da empresa Realce - Ginástica Laboral de São José dos Campos O presente estudo buscou verificar a aceitação dos colaboradores bem como os resultados obtidos após um ano da implantação de um programa de Ginástica Laboral (GL) em uma multinacional. Para tanto, participaram do estudo 58 homens, com média de idade de 33,8 anos, colaboradores do setor de depósitos de materiais de uma multinacional de São José dos Campos. O programa de GL consistia em aulas diárias, realizadas nos dez primeiros minutos dos turnos de trabalho. Para verificar os resultados, foram utilizadas: uma lista de presença afim de observar a freqüência e a adesão dos colaboradores ao programa e também, um questionário aplicado a cada três meses, composto por 18 questões fechadas, com o intuito de identificar os resultados obtidos nos aspectos físicos, psicológicos e sociais após um ano de programa. A análise dos dados foi realizada descritivamente. Os principais resultados obtidos foram: a adesão ao programa atingiu 100% dos colaboradores, a média anual de freqüência foi de 95,3%. Foram verificados resultados positivos também nos aspectos físicos (redução das dores de cabeça e de dores de estômago) e também no aspecto psicológico (redução da sensação de ansiedade e depressão, diminuição da dificuldade de concentração, redução das mudanças bruscas de humor) com isso foi verificado um aumento na preocupação com o corpo e também na disposição para o trabalho. Observando estes resultados, pôde-se verificar que a GL é bem aceita pelos colaboradores e a partir da participação às aulas pode-se obter resultados positivos após um ano de programa.
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Construindo uma educação para o esclarecimento na Educação Física Escolar
Biancarelli, R.; Costa, J.; Orlandini, F.
FAM - Faculdade de Americana

Construindo uma educação para o esclarecimento na Educação Física escolar Fagner Orlandini, Joyce Costa, Raquel Biancareli FAM - Faculdade de Americana O objetivo deste estudo é refletir a possibilidade de construção de uma educação para o esclarecimento na Educação Física escolar. Para construir uma educação para o esclarecimento é preciso entender que a falta de reflexão, discussão e bom senso nas relações humanas vem aumentando com o decorrer dos dias e as principais vítimas dessa situação somos nós mesmos. Sabemos que nós mesmos contribuímos para construir um tipo de racionalidade instrumental que perpetua uma sociedade que traz o progresso, mas também a regressão. Contribuímos pois guardamos nossa inteligência em uma caixa com vários cadeados, impedindo nossos pensamentos e opiniões de fluírem para não sermos excluídos da sociedade de massas. As escolas ratificam esse modelo de racionalidade, pois no mesmo dia em que a professora explica aos seus alunos sobre a importância do índio no nosso país, jovens da alta sociedade encontram um índio dormindo em uma sarjeta e o matam a ponta pés, ou tocam-no fogo, apenas por diversão. O modelo de razão instrumental é a que predomina na sociedade atual, onde a mídia tem um poder excessivo sobre as pessoas, fazendo-as olhar somente para si e seu corpo nos padrões estéticos atuais, sem ao menos pensar nas conseqüências que isso pode trazer; elas não conseguem enxergar através da razão emancipatória e da reflexão crítica. Para reverter o quadro de predominância da razão instrumental e seus produtos é preciso começar com uma educação para o esclarecimento, juntamente com a educação física voltada também para esse propósito. A educação física, como lugar da educação é instância que pode contribuir para mudar as idéias das pessoas e faze-las refletir criticamente a realidade a as questões corporais, possibilitando uma melhor construção do mundo. A educação física tem um lugar reservado na escola e pode ter como um dos seus objetivos esclarecer sobre as formas que o ser humano construiu sua formação cultural e proporcionar discussão sobre o ser humano, seu corpo e sua realidade social. Compreendemos então que a educação física pode ser a produção de uma consciência verdadeira. Cada educador tem seu modo de fazer a educação e a educação física, o que cabe à nós é transmiti-la de um modo consciente e esclarecedor com intuito de mudar a sociedade para algo melhor. Transmitindo isso na área de educação física, poderemos possibilitar o nascimento de um caráter autocrítico e reflexivo em nossos alunos. Dessa forma, para construir uma nova sociedade pensante cabe a nós começarmos a refletir e encorajar-se a fazer a diferença. A educação física escolar pode fazer parte de uma educação para a emancipação.
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Estudo da atividade eletromiográfica de superficie no tônus muscular.
Bigongiari, A.; Franciulli, P.; Araújo, R.C.
Universidade São Judas Tadeu

ESTUDO DA ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DE SUPERFÍCIE NA TENSÃO MUSCULAR Aline Bigongiari, Patrícia Franciulli, Rubens Correa Araújo Laboratório de Biomecânica da Universidade São Judas Tadeu (USJT) O controle da postura e do movimento é o grande responsável pela realização e organização das atividades motoras, necessitando da presença de um tônus muscular normal. O tônus muscular é definido como a resistência à movimentação passiva, num estado de relaxamento voluntário. Este é determinado tanto pela contração ativa dos músculos, em resposta a um estímulo do sistema nervoso, quanto pela elasticidade passiva das fibras musculares. Um instrumento biomecânico utilizado na avaliação do tônus é a eletromiografia (EMG), capaz de registrar o sinal mioelétrico. Devido à grande controvérsia encontrada na literatura sobre a relação entre o sinal eletromiográfico e a tensão muscular, esse estudo teve como objetivo principal discutir a capacidade da EMG de superfície em detectar diferentes intensidades dos sinais mioelétricos, na situação de repouso, do músculo trapézio em indivíduos sadios e indivíduos que apresentavam Ponto Gatilho Miofascial (PGM). Participaram do estudo 56 sujeitos, e foram distribuídos em dois grupos, sendo: grupo A com 28 sujeitos, e que necessariamente não possuíam PGM; e grupo B, com 28 sujeitos, que possuíam necessariamente PGM no músculo escolhido. Para a análise eletromiográfica foi utilizado um sistema de EMG pathway mr-25 - Prometheus Group com dois canais de eletromiografia, de eletrodos ativos. Para o grupo A, os eletrodos foram posicionados sob o ponto motor e outra porção sadia do músculo. Já para o grupo B, os eletrodos foram colocados sob o ponto motor e o PGM. A duração da coleta foi de um minuto. Após a coleta dos valores EMG, fornecidos em RMS, calculou-se a média da amplitude do sinal, dos grupos. Os dados foram analisados no software estatístico Analyse-It General v 1.44, Foi usado o teste paramétrico t de Student. Na comparação entre os valores EMG do PGM do grupo B (88,5 151,2 V) e os valores do ponto motor do grupo A (3,75 1,25 V), observou-se diferença significativa entre os grupos. Portanto, neste estudo a EMG foi eficaz na avaliação da alteração do tônus muscular. O PGM contido numa faixa muscular muito tensa, evidenciado na palpação, e a presença de uma estimulação simpática nas fibras musculares intrafusais, poderia modificar o estímulo do sistema nervoso simpático, levando à alterações no tônus muscular.
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Mudanças temporais de esforço e pausa e no número de ocorrências de fundamentos em partidas de voleibol, entre as olímpiadas de 1992 e 2004
Bissochi, M.O.;
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - RIO CLARO

MUDANÇAS TEMPORAIS DE ESFORÇO E PAUSA E NO NÚMERO DE OCORRÊNCIAS DE FUNDAMENTOS EM PARTIDAS DE VOLEIBOL, ENTRE AS OLÍMPIADAS DE 1992 E 2004 MARCOS DE OLIVEIRA BISSOCHI UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA O voleibol é um esporte caracterizado pelo esforço intermitente, e uma das dificuldades acarretadas é a de utilizar um treinamento específico que se aproxime ao máximo das situações observadas no jogo. Ao analisarmos o voleibol nos dias de hoje, verifica-se que há diferenças em relação ao voleibol de um passado recente. Com o intuito de identificar essas alterações, o presente estudo propôs verificar: 1) A relação esforço pausa no voleibol atual e comparar com os resultados observados em 1992; 2) Se houve melhora da eficiência no saque dentro da sua função. 3) Se houve mudanças no número de ataques nas diferentes posições do voleibol. O presente estudo analisou fitas de vídeo K-7 de 6 jogos de voleibol das seleções masculinas que disputaram a Olimpíada de Atenas em 2004 e 3 jogos das semifinais da Olimpíada de Barcelona em 1992. Foram analisados os tempos de esforços e pausas dos jogos com um cronômetro digital, e também os números de ataques de entrada, meio, saída, fundo, assim como o número de saques errados e número de aces. Foi utilizado o teste t-Student para verificar se houve alterações significativas entre os jogos de Barcelona e Atenas. Os resultados obtidos mostraram que não ocorreram mudanças significativas nos ataques de entrada, saída, fundo de rede e saques errados, porém houve diminuição significativa (P>0,05; 32,3% ± 9 para 26,9 ± 5,3 em 1992 e 2004 respectivamente), no número de jogadas pelo meio de rede e, aumento significativo no número de aces por set (2,55 ± 1,2 para 6,5 ± 5,4 em 1992 e 2004, respectivamente). Com relação aos tempos de esforço e pausa, a estatística descritiva mostrou que a moda do esforço para as duas Olimpíadas se manteve no mesmo intervalo de 4 a 6 s (58% e 50% em 1992 e 2004, respectivamente) e na pausa houve um aumento significativo da moda de esforço, passando de 63% no intervalo de 10 a 14 s em 1992 para 52% de ocorrências de 15 a 20 s em 2004. Com os resultados obtidos, concluímos que há importantes mudanças no voleibol atual em relação a 1992, sendo as principais o aumento do número de aces por set e a elevação no tempo de pausa, o que pode promover maior recuperação intramuscular de fosfocreatina dos atletas, provavelmente reduzindo a produção anaeróbia lática de energia, propiciando maior endurance e performance na potência muscular. Isso seguramente garante a manutenção de bom nível técnico durante as competições.
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Extensão universitária: vivências...e experiências...Pique na PUC- exercícios resistidos.
Blaauw, M.M.P.; Fukugauti, R.; Nepomuceno, Z.
Faculdade de Educação Física Puc - Campinas

P258P1 - EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: VIVÊNCIAS...E EXPERIÊNCIAS...PIQUE NA PUC- EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Autores: Marcelo de M. P. Blaauw, Rodrigo Fukugalti., Zilá Nepomuceno Faculdade de Educação Física, PUC- CAMPINAS. O tema proposto originou-se de nosso interesse em participar do Projeto de Extensão, - A Extensão Universitária: Vivências...e Experiências...Pique na Puc - da Faculdade de Educação Física, no qual, pela ótica da atividade física através de Exercícios Resistidos objetivando aos funcionários da Instituição(Puc-Campinas) vivenciar atividades físicas para a melhoria na qualidade da saúde, como também, nos proporcionaria a prática pedagógica supervisionada para que os conhecimentos adquiridos na graduação enriquecessem a compreensão e a praticabilidade de nossa profissão. Entendemos que o Exercício Resistido é uma atividade física que envolve a utilização de resistência, ou seja, são atribuídas sobrecargas a movimentos naturais do corpo, com o intuito de melhorar as capacidades físicas. O treinamento através de exercícios resistidos devem acontecer de maneira planejada e sistemática para que essas melhoras sejam alcançadas adequadamente, sem que haja prejuízos para os praticantes. Dentro do treinamento da musculação, encontramos também a utilização de exercícios aeróbios que, na maioria das vezes, são trabalhados de forma contínua. Essa atividade promove adaptações fisiológicas no organismo e como conseqüência, bem estar pessoal e social. O projeto em questão, já institucionalizado está sendo desenvolvido à oito meses com eficácia e com a aprovação dos praticantes.
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O estudo da motivação em atletas do pólo aquático
Boccatelli, M.; Guiselini, M.A.N.
Universidade Ibirapuera

O ESTUDO DA MOTIVAÇÃO EM ATLETAS DO PÓLO AQUÁTICO Autor: Mauricio Boccatelli - Orientadora: Maria Aparecida Nery Guiselini Universidade Ibirapuera Este estudo foi traçado para estabelecer dados estatísticos sobre a motivação dos atletas analisados. Nesta abordagem foram revistos temas como: motivação (intrínseca - extrínseca), motivação no esporte, o pólo aquático em seus aspectos de treinamento e competição e sua história. Optou-se por uma pesquisa de campo, descritiva quantitativa, onde os 13 atletas que compõem a equipe de pólo aquático da categoria junior masculino da cidade de São Paulo foram analisados através de um questionário adaptado pelo autor, contendo perguntas fechadas nos aspectos sobre motivação no esporte, englobando treinamento, competição e prática do desporto. O tratamento estatístico adotado pelo autor foi à freqüência relativa, onde se apurou todas as respostas da equipe pesquisada em tabelas como forma de freqüência simples nas respectivas variáveis de resposta. Foram feitas também as porcentagens dos dados obtidos e seus totais percentuais demonstrados em gráficos de opiniões. Os resultados obtidos foram: nenhum atleta "nunca" está motivado e grande maioria "sempre" e "com freqüência" estão motivados. Constatando-se que a equipe analisada apresenta certo grau de motivação.
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A sistematização dos conteúdos da Educação Física Escolar na perspectiva de docentes do Ensino Superior
Bonfá, A.C.; Barros, A; Iório, L.; Venâncio, L.; Terra, J.; Gaspari, T.; Di Thomazzo, A.; Souza-Júnior, O.; Impolcetto, F.Maciel,V.; Rodrigues, H.; Rosário, L.F.; Fontalva, G.; Sá, C.S.; Darido, S.
UNESP - Rio Claro

A SISTEMATIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA PERSPECTIVA DE DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR Ana Cristina Bonfá; André Barros; Laércio Iório; Luciana Venâncio; Janaína Terra; Telma Gaspari; Aline Di Thomazzo; Osmar Souza Júnior; Fernanda Impolcetto; Valéria Maciel; Heitor Rodrigues; Luís Fernando Rosário; Gisely Fontalva; Carolina Strausser de Sá; Suraya Darido. LETPEF - Laboratório de Estudos e Trabalhos Pedagógicos em Educação Física - UNESP - Rio Claro A Educação Física escolar, enquanto componente curricular obrigatório, tem nas práticas e vivências da cultura corporal de movimento o seu eixo norteador. A produção científica vinculada a área, ainda não apresentou subsídios suficientes que permitam uma sistematização efetiva de seus conteúdos. Verifica-se, portanto, a necessidade da elaboração de referenciais que possibilitem uma seleção e organização dos conteúdos a serem tratados pelos docentes nas aulas de Educação Física escolar. Assim, objetivo do presente trabalho, foi verificar qual a concepção de docentes do Ensino Superior, em relação a sistematização de alguns dos conteúdos da cultura corporal de movimento, tais como: esportes coletivos e individuais, esportes de aventura, jogos e brincadeiras, capoeira, dança, ginástica e práticas corporais alternativas, nos ensinos fundamental e médio. O presente estudo consistiu em uma pesquisa qualitativa. Para a obtenção das informações foi aplicado um questionário estruturado. No total, foram enviados questionários a 70 professores, porém apenas 28 professores responderam as questões. Os principais resultados indicaram que grande parte dos docentes tem dificuldade para pensar em sistematização dos conteúdos, pois, vários dos s contatados preferiram não responder aos questionários. Foi possível também observar que a maioria dos docentes indicou uma sistematização baseada principalmente nos conteúdos procedimentais de cada conteúdo, embora alguns apontem para os conteúdos conceituais, especialmente no que diz respeito ao ensino do histórico e das regras destes conteúdos. Os resultados deste estudo apontam a necessidade da realização de mais trabalhos que discutam a sistematização dos conteúdos, para além da dimensão procedimental.
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O sentido de corporeidade e a atuação profissional do professor de Educação Física do ensino médio público
Bonfim, T.R.; Lorenzetto, L.A.
Faculdade Integrado de Campo Mourão

T 308 - O SENTIDO DE CORPOREIDADE E A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO MÉDIO PÚBLICO Tania Regina Bonfim * Luiz Alberto Lorenzetto ** Faculdade Integrado de Campo Mourão / UNESP-RC * UNESP-RC ** Aliando-se estudos que têm focalizado atenção nas representações que professores de educação física possuem a respeito dos corpos dos seus alunos àqueles que têm diagnosticado certo descontentamento dos alunos frente à prática pedagógica/corporal dos seus professores, a questão da corporeidade parece evidenciar-se primordial para a práxis da educação física escolar. Pois, ser corpo, é estar no mundo sensível e inteligentemente através de um diálogo de aprendizagem, no sentido de vivenciar atitudes e encontrar corpos mais enriquecidos vital e emocionalmente. É saber olhar expressões e desejos deste corpo e do corpo ao lado. Assim, objetivou-se investigar o processo de construção do sentido de corporeidade do professor de educação física do ensino médio público estadual em relação à sua atuação profissional. Participaram deste estudo, cinco professores, selecionados aleatoriamente, pertencentes à região de Rio Claro/SP; sendo três mulheres e dois homens, com idade variando entre 27 e 53 anos. Todos eram licenciados e se formaram em faculdades ou universidades do Estado de São Paulo no final das décadas de 70 e 90. Como procedimento metodológico, para interpretar as entrevistas semi-estruturadas realizadas com aqueles, optou-se pela análise de discurso. Subsidiando a interpretação das entrevistas, seis aulas foram observadas, de modo participativo ou não, de cada um dos professores. Em linhas gerais, a análise de discurso nos direciona a uma leitura ampliada de mundo, assumindo-se também sua incompletude; procurando assim, mais que interpretar o significado, compreender o processo discursivo do sujeito historicamente constituído. Após análise dos resultados obtidos, foi possível inferir que a forma como os professores entrevistados entendem e traduzem a visão de corpo e consequente corporeidade, influencia na maneira como ministram suas aulas de educação física, no delineamento dos conteúdos e objetivos e na postura perante os alunos; constituindo-se assim um processo marcado pelo tipo de experiências corporais vivenciadas ao longo das suas trajetórias de vida pessoal e profissional. (Apoio financeiro: FAPESP)
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Modificações nos indicadores de força muscular após a realização de um programa de treinamento com pesos em mulheres menopausadas
Bonganha, V.; Gulak, A.; Melo, J.C.; Santos, C.F.; Chacon-Mikahil, M.P.T.; Forti, V.A.M.
FEF /UNICAMP

MODIFICAÇÕES NOS INDICADORES DE FORÇA MUSCULAR APÓS A REALIZAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO COM PESOS EM MULHERES MENOPAUSADAS Valéria Bonganha1, Andréia Gulak2, Juliana Cordeiro de Melo2,4, Claudinei Ferreira dos Santos2,4, Mara Patrícia Traína Chacon-Mikahil3, Vera Ap. Madruga Forti3. (1) Bolsista Iniciação Científica CNPq, (2) Programa de Pós-Graduação Universidade Estadual de Campinas, (3) Faculdade de Educação Física-FEF /UNICAMP, (4) GEPEMENE-CEFD/UEL. A menopausa pode ser considerada como o final de um estágio evolutivo que acarreta mudanças fisiológicas de todos os sistemas orgânicos. Dentre elas, destaca-se a perda da massa e força muscular. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi analisar as respostas adaptativas ao treinamento com pesos (TP) nos indicadores de força muscular (1-RM) em mulheres menopausadas saudáveis. Para tanto foram recrutadas 13 voluntárias com média de idade de 51,9 4,5 anos, consideradas clinicamente saudáveis e com ciclo menstrual interrompido a pelo menos 12 meses. O TP consistiu de 9 exercícios, sendo que foram realizadas 3 séries de 12 a 15 repetições e 3 séries de 15 a 20 repetições para membros superiores e inferiores, respectivamente. O programa teve duração de 10 semanas com freqüência semanal de 3 dias alternados. Os indicadores de força muscular foram determinados por meio do teste de uma repetição máxima (1-RM), em três exercícios específicos: supino reto, leg press horizontal e rosca direta. Além disso a força total foi estabelecida pelo somatório dos 3 testes realizados. Para a análise dos dados foi utilizado o teste "t" de Student para amostras dependentes, com nível de significância P<0,01. Os resultados demonstraram melhoras significativas nos indicadores de força muscular após as 10 semanas de TP, sendo que esse aumento foi de: 34,30% (P<0,000) no exercício supino reto, 23,68 % (P<0,000) no leg press, 12,24% (P<0,005) na rosca direta. e 23,64% (P<0,000) na força total. Os resultados nos mostraram que apesar dos efeitos deletérios ocasionados pelo processo de envelhecimento e menopausa, o programa de 10 semanas de TP mostrou-se eficaz no combate e prevenção da diminuição na força muscular. Apoio: CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
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A Educação Física numa Perspectiva da Educação Somática
Borelli, S.;
UniABC (SP) - UNICASTELO (SP)

A EDUCAÇÃO FÍSICA NUMA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO SOMÁTICA Solange Borelli UniABC - Universidade do Grande ABC (SP) UNICASTELO - Universidade Camilo Castelo Branco (SP) Esse ensaio reflexivo se reveste da necessidade de repensarmos a Educação Física dentro de uma proposta que contemple a corporeidade num sentido mais ampliado, envolvendo a sensibilidade cinestésica através de experiências motoras que explorem as técnicas alternativas de movimento, tais como a Eutonia . A idéia consiste em resgatar um sentido de pertencimento corporal utilizando-se da Educação Somática numa perspectiva social-antropológica em contraponto a perspectiva da saúde e da qualidade de vida. Ao propor essas reflexões objetivamos trazer à tona a variedade de discursos corporais presentes na Educação Física sobretudo quando os eixos pelos quais ela pode ser abordada (sensopercepção, interocepção e exterocepção, além da criação e da improvisação) possibilitam a constituição de uma metodologia diferenciada. Estamos levando em conta aquilo que o indivíduo tem de mais evidente que é a necessidade de vivenciar experiências motoras recriando-as a partir das suas próprias percepções, do seu universo interior, do seu cotidiano e das suas experiências ancestrais. O referencial teórico utilizado nesse ensaio perpassa pelas experiências corporais artísticas-pedagógicas de Gerda Alexander, Klaus Vianna e Ivaldo Bertazzo. Nossas pretensões: reestruturar uma linha de trabalho respaldada pela criticidade, privilegiando a investigação de novas propostas corporais a serem utilizadas nos processos de aprendizagem e educação do movimento. Com isso vislumbramos uma Educação Física mais próxima dos objetivos da Educação Somática, portanto mais próxima do indivíduo e da sua coletividade, assumindo de fato sua condição humanista.
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Análise do percentual de gordura de homens e mulheres não praticantes de atividade física
Borges Jr., W.L.; Teixeira, D.; Rubio, T.A.R.; Dias, W.B.; Nunes, N.F.; Orugian, S.M.; Fonte, R.N.; Lima, G.F.; Souza, J.H.M.; Campos, C.; Brighetti, V.
UNIFEV- Centro Universitário de Votuporanga

ANÁLISE DO PERCENTUAL DE GORDURA DE HOMENS E MULHERES NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR Wilson Luiz Borges Júnior, Danielle Teixeira, Tatiane de Azevedo Rubio, Welington Barbosa Dias, Natacha Félix Nunes, Sérgio Mussi Orugian, Rodrigo Nóbrega da Fonte, Gabriel Ferreira Lima, João Henrique Menezes de Souza, Cícero Campos e Valter Brighetti UNIFEV- Centro Universitário de Votuporanga Um estilo de vida caracterizado pelo sedentarismo, má alimentação, stress, entre outros fatores, pode influenciar negativamente a saúde e qualidade de vida dos indivíduos (GUEDES & GUEDES, 1998). A gordura excessiva, por exemplo, é um risco de saúde para doenças cardíacas, hipertensão, diabetes e algumas formas de câncer (SHARKEY, 1998). Nos últimos anos, pôde-se notar um aumento do número de pessoas que apresentam taxa de gordura corporal elevada, indicando um possível aumento de problemas de saúde. O objetivo do presente estudo foi verificar a porcentagem de gordura corporal de homens e mulheres não praticantes de atividade física regular, comparando esses valores com aqueles indicados como ideais para a população adulta normal, segundo Pollock e Wilmore (1993). O estudo contou com 20 participantes, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 30 anos, inscritos no programa de atividade física do Núcleo de Vivências Corporais e Avaliação Física do Centro Universitário de Votuporanga. Para o cálculo da porcentagem de gordura utilizamos o programa SAPAF, com as medidas de dobras cutâneas para homens: tricipital, supra-ilíaca e abdominal e mulheres: subescapular, supra-ilíaca e coxa (terço superior). Os resultados encontrados apontam que nenhum participante se encontrou nos níveis "excelente", "bom" e "acima da média". Apenas 5% dos participantes apresentou nível "médio", 30% "abaixo da média", 45% "ruim" e 20% "muito ruim", em relação a porcentagem considerada ideal para cada grupo de idade e sexo. Com base nos resultados podemos concluir que a população testada apresenta níveis elevados de gordura corporal, e que esse fator pode ser resultado da falta de atividade física regular.
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O ensino escolar da Educação Física, formação e intervenção profissional
Borges, C.; Hunger, D.
Unesp Rio Claro

O ENSINO ESCOLAR DA EDUCAÇÃO FÍSICA, FORMAÇÃO E INTERVENÇÃO PROFISSIONAL Camila Borges Prof.ª Dr.ª Dagmar Hunger UNESP-Rio Claro/NEPEF-Bauru/LESCHEF O profissional formado num curso de licenciatura em educação física deve estar preparado para ensinar os conteúdos referentes à cultura corporal de movimento. Ao coletar dados referentes às aulas de educação física escolar de 30 graduandos de um curso de licenciatura em educação física de uma universidade pública do estado de São Paulo, foi constatada a predominância de conteúdos referentes as seguintes modalidades esportivas: basquetebol, futebol, voleibol e handebol. Além de evidenciada somente a vivência esportiva, ao realizar filmagens no início do curso da disciplina de basquetebol dos fundamentos básicos (bandeja, arremesso, passe e drible) constatou-se significativa dificuldade destes alunos na execução motora, demonstrando desconhecimento corporal. Dado o presente quadro, a disciplina basquetebol foi ministrada durante um semestre com a preocupação de: a) promover a vivência dos alunos e aprendizagem dos fundamentos e do jogo basquetebol; b) contextualizar o basquetebol no cenário brasileiro, mundial e regional; c) ensinar a ensinar, visto que se trata de um curso de licenciatura. Objetivou-se investigar se num semestre de aula o aluno conseguiria apresentar melhora, especificamente, no que se refere à execução e conseqüente ensino dos fundamentos. Realizaram-se duas sessões de filmagens: uma no início do semestre e outra no final. As filmagens do início da disciplina demonstraram que os alunos apresentaram 32,88 % de acertos na execução dos seguintes fundamentos: passe-de-peito, arremesso, drible em zigue-zague, giro, bandeja do lado esquerdo e lado direito. Ao término da disciplina, tais acertos foram para 66,21%. Não obstante atingir a totalidade desejável gerou-se uma expectativa favorável no sentido de que é possível com o ensino universitário superar as deficiências do ensino escolar. No entanto, acredita-se que as aulas acadêmicas não podem continuar reproduzindo parte das aulas escolares e que, aproximadamente, 30% desses futuros professores, que é um número significativo, provavelmente continuarão alimentando o círculo vicioso da educação física escolar.
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Variação da velocidade crítica e da capacidade de trabalho anaeróbio durante uma temporada de treinamento na canoagem velocidade.
Borges, T.O.; Barazetti, L.K.; Cyrino, E.S.; Nakamura, F.Y.
Universidade Estadual de Londrina

VARIAÇÃO DA VELOCIDADE CRÍTICA E DA CAPACIDADE DE TRABALHO ANAERÓBIO DURANTE UMA TEMPORADA DE TREINAMENTO NA CANOAGEM VELOCIDADE. Thiago Oliveira Borges2, Lílian Keila Barazetti1,3, Edílson Serpeloni Cyrino1,2 ,Fabio Yuzo Nakamura1,2 1 - Universidade Estadual de Londrina - UEL 2 - Grupo de Estudo e Pesquisa em Metabolismo, Nutrição e Exercício - GEPEMENE 3 - Universidade Norte do Paraná - UNOPAR Estudos têm sido conduzidos no sentido de aplicar os parâmetros do modelo de potência crítica à canoagem de velocidade. Em tese, a velocidade crítica (VCrit) representa a máxima velocidade de deslocamento que induz estado estável de lactato, VO2 e esforço percebido. Já a capacidade anaeróbia da canoagem (CAcanoagem) constitui a distância fixa que poderia ser percorrida às custas exclusivamente do metabolismo anaeróbio. O objetivo deste estudo foi testar a validade desses parâmetros, por meio da verificação de sua sensibilidade aos efeitos específicos do treinamento, conduzido em etapas, dentro de uma temporada de treinamento de canoístas. Para tanto, dez atletas com idade entre 15 e 18 anos, com experiência na modalidade em torno de três anos, foram avaliados em três momentos da temporada. A 1ª bateria de testes foi realizada no início da temporada, quando do retorno de um período de prolongado de descanso. A 2ª bateria de testes foi realizada após um mesociclo com ênfase em treinamentos com característica aeróbia. Por fim, a 3ª bateria de testes foi realizada ao final de um mesociclo de treinamento anaeróbio. Os mesociclos eram compostos de três semanas intensivas e uma semana de alívio nas cargas de treinamento. Cada bateria de testes foi composta de tiros máximos de 500, 1000 e 1800 m. Os dados de desempenho foram aplicados às três equações equivalentes previstas pelo modelo. As diferenças na VCrit e CAcanoagem entre os diferentes momentos foi verificada por ANOVA para medidas repetidas, seguida de post hoc de Scheffé. Em geral, a VCrit da 1ª bateria (3,22 ± 0,05 m/s) foi inferior (P < 0,05) à 2ª (3,40 ± 0,02 m/s) bateria, e a 3ª (3,32 ± 0,01) não diferiu das duas primeiras. Por outro lado, a CAcanoagem não apresentou modificações significantes ao longo da temporada. Com isso, concluiu-se que a VCrit apresenta sensibilidade aos efeitos específicos do treinamento, sobretudo ao de característica aeróbia. Pode, portanto, ser uma ferramenta útil na avaliação específica de canoístas. Outras técnicas mais sensíveis devem ser investigadas para a avaliação da capacidade anaeróbia.
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Classificação de diabéticos e hipetensos das UBS de Cordeirópolis no modelo trasnteorético segundo recomendação mímina de atividade física porposta pelo Centers for Disease Control and Prevention
Bottcher, L.B.; Daniel, J.F.; Curiacos, J.A.; Silveira, R.; Cardoso, P.; Ribeiro, P.; Kokubun, E.

CLASSIFICACAO DE DIABÉTICOS E HIPERTENSOS DAS UBS DE CORDEIROPOLIS NO MODELO TRANSTEORÉRICO SEGUNDO RECOMENDAÇÃO MINIMA DE ATIVIDADE FÍSICA PROPOSTA PELO CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION . Lara B. Bottcher; José Franscisco Daniel; José Alexandre Curiacos e Rafael Silveira; Priscila Cardoso, Paula Ribeiro; Eduardo Kokubun. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Introdução: É comprovado que a prática de atividade física regular previne e minimiza os efeitos de diversas doenças como Hipertensão Arterial e Diabetes Melito. Um dos modelos teóricos utilizados em pesquisas sobre comportamento humano relacionado à prática de atividades físicas (AF) tem sido o Modelo de Estágios de Mudança de Comportamento (Modelo Transteorético), o qual sugere que mudanças de comportamento ocorrem de forma gradual e sucessivamente, através de cinco estágios: Pré-Contemplação (PC), não pratica AF e não pretende nos próximos 6 meses, Contemplação (C), não pratica AF e pretende nos próximos 6 meses, Preparação (P), não pratica AF e pretende nos próximos 30 dias, Ação (A), pratica AF por menos de 6 meses, Manutenção (M), pratica por mais de 6 meses. Objetivo: O presente trabalho objetivou classificar Diabéticos e Hipertensos atendidos nas UBS da Cidade de Cordeirópolis segundo o questionário do Modelo Transteorético. Método: Participaram desse estudo 54 indivíduos os quais responderam o questionário citado de maneira auto-administrada. Para a análise dos dados foi verificado se as respostas estavam coerentes com a recomendação mínima de atividade física proposta pelo Centers for disease Control and Prevention (CDC). Resutado: Das 54 pessoas que responderam esse questionário 14 foram excluídas por apresentarem resultados incosistentes. Dos 40 indivíduos restantes 22,5% estavam no PC, 10% no C, 10% no P, 5% A, 35% M e 17,5% das pessoas praticavam AF porém de maneira insuficiente segundo recomendações do CDC.Conclusão: Os resultados mostram resultados opostos aqueles mostrado na literatura, já que 40% da pessoas se demonstraram praticantes de AF suficientes segundo CDC, implicando benefícios para a qualidade de vida destas. Entretanto ao restante (60%) dos participantes precisam de maior incentivo para iniciar AF.
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Análise de diferentes biofeedbacks sobre a amplitude e freqüência emg do bíceps braquial
Brambila,A.C.; Groff, K.A.; Forti, F.; Guirro, R.R.J.
Universidade Metodista de Piracicaba

ANÁLISE DE DIFERENTES BIOFEEDBACKS SOBRE A AMPLITUDE E FREQÜÊNCIA EMG DO BÍCEPS BRAQUIAL Alessandra C. Brambila1, Karina A. Groff1, Fabiana Forti2, Rinaldo R.J. Guirro2. 1 Curso de Graduação em Fisioterapia; 2Programa de Pós graduação - Mestrado em Fisioterapia, UNIMEP. Sabe-se que estímulos ambientais (táteis, verbais, auditivos, olfativos ou gustativos) produzem alterações motoras, porém há poucos relatos na literatura sobre a análise da resposta muscular obtida frente à diferentes estímulos. O objetivo foi avaliar a atividade eletromiográfica do músculo bíceps braquial e a força dos flexores do antebraço frente a diferentes tipos de biofeedback. Participaram do estudo 15 mulheres e 15 homens sedentários e sem patologias osteomioarticulares nos membros superiores. Todos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido e a pesquisa foi aprovada pelo comitê de Ética da instituição. Foi utilizado um módulo condicionador de sinais (MCS 1000-V2 LYNX ), com uma placa de conversão analógico/digital (CAD 16/32 de 12 bits LYNX ). Para captação do potencial de ação, um eletrodo bipolar de superfície ativo (LYNX ), com ganho de 20 vezes e CMRR>80 dB, filtro passa banda de 10-500Hz e freqüência de amostragem de 1000Hz foi fixado sobre o ponto motor do bíceps braquial. O eletrodo de referência foi fixado no epicôndilo lateral do membro analisado. Após a coleta, os sinais foram processados para análise da amplitude e freqüência mediana no software Matlab 6.5,1, bem como a força muscular e pressão do manguito. A análise estatística constou do teste de Wilcoxon com nível crítico de 5%. Com relação ao RMS, as mulheres apresentaram um aumento significativo em todos os tipos de biofeedback comparado ao sem estímulo. Quanto à freqüência mediana, não houve diferença significativa entre os diferentes grupos para ambos os sexos. No que se refere à pressão exercida no manguito pela flexão do antebraço, ambos os sexos apresentaram um aumento significativo quando submetidos ao feedback visual isolado ou associado ao auditivo. A força isométrica de flexão do antebraço foi maior quando as mulheres receberam feedback isolado ou associado. Para o sexo masculino, somente o grupo onde houve associação dos estímulos foi significativamente maior do que o SE. Em todas as variáveis analisadas os homens apresentaram valores significativamente maiores do que as mulheres para todos os tipos de feedback. Foi observada alta correlação entre a força dos flexores do antebraço e a pressão exercida no manguito, demonstrando que este é um método fidedigno para quantificação da força tanto nas clínicas de reabilitação quanto no domicílio do paciente.
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Imersão x emersão da corporeidade de um aluno portador da Síndrome de Asperger
Bratifische, S.A.; Andrade, E.R.
Colégio Salesiano Dom Bosco - Unidade Americana

IMERSÃO X EMERSÃO DA CORPOREIDADE DE UM ALUNO PORTADOR DA SINDROME DE ASPERGER Profª Ms. Sandra Aparecida Bratifische Colégio Salesiano Dom Bosco - Americana Este estudo de caso relata a experiência vivenciada no acompanhamento de um aluno atualmente matriculado na 3ª série do ensino fundamental II, em uma escola privada católica, portador da Síndrome de Asperger. Este aluno freqüenta a escola desde o 2º semestre da 1ª série. O objetivo principal deste estudo é, descrever de que maneira, a Educação Física esta contribuindo para a socialização deste aluno, e como as aulas estão auxiliando-o em sua inclusão educacional e social. De acordo com estudos realizados, esta síndrome foi diagnosticada pelo pediatra Hans Asperger por volta do ano de 1944, tem como principal característica, a alteração qualitativa das interações sociais recíprocas, características estas semelhantes as observadas no autismo. Os trabalhos nos aspectos pedagógicos, emocionais e sociais do aluno, estão sendo desenvolvidos com a integração de profissionais do colégio, da família e outros especialistas, este entrosamento norteia a maioria das decisões a serem tomadas. Grande parte das atividades desenvolvidas nas aulas de educação física são em grupo, oportunizando o aluno portador da síndrome a convivência social de forma prazerosa. Percebemos neste período de 2 anos que o aluno obteve grandes progressos, além de ter despertado nos demais alunos o espírito de companheirismo, o que os tem levado a uma ação-reflexão solidária.
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Nível de atividade física e barreiras percebidas para prática em idosos no município de Rio Claro
Brazão, M.C.; Hirayama, M.S.; Nascimento, C.M.; Gobbi, S.
UNESP- Rio Claro

NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E BARREIRAS PERCEBIDAS PARA PRÁTICA EM IDOSOS NO MUNICÍPIO DE RIO CLARO Manuella Colin Brazao, Marcio Sussumu Hirayama, Carla Manuela Nascimento, Sebastião Gobbi. Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro. A atividade física (AF) pode ser considerada um importante instrumento tanto para prevenção de doenças como à promoção da saúde. Entretanto, é evidente a alta prevalência do sedentarismo inclusive na população idosa, a qual mais se beneficiaria com essa prática. O presente estudo buscou determinar o nível de atividade física e identificar os principais motivos que levam o idoso a não iniciar ou deixar de praticar AF. Participaram do estudo 17 idosos entre 60 e 89 anos (09 mulheres e 08 homens) residentes no município de Rio Claro. A amostra foi randomizada de acordo com os setores censitários (IBGE) do bairro Bela Vista. Todos os sujeitos foram entrevistados através do Questionário de Barreiras à pratica de Atividade Física para Idosos (QBPAFI) e pelo Questionário de Beacke Modificado para Idosos (QBMI), o qual mensurou o nível de atividade física. O QBPAFI abrange 22 possíveis barreiras percebidas pelos idosos, as quais são associadas a uma escala tipo Likert (sempre, muitas vezes, algumas vezes, poucas vezes e nunca, correspondentes a pontuação de 4 a 0 pontos(pts) respectivamente). Já o QBMI é baseado nas atividades domésticas, de lazer, e esportivas. Verificando a pontuação média apresentada por essa população, concluímos que as barreiras mais percebidas foram: "Já sou suficientemente ativo" (2,8 pts), "não conseguiria dar continuidade" (2,3 pts), "Tenho uma doença, lesão ou uma incapacidade que impede ou dificulta" (2,2 pts), "Tenho medo de me machucar, cair ou prejudicar minha saúde"(1,94 pts), "Não tenho ninguém para me acompanhar" (1,8 pts) e "Sou velho demais para isso"(1,8 pts). Os indivíduos que apresentaram um menor nível de atividade física, perceberam mais barreiras (em pts), já os que têm um nível de atividade física maior perceberam menos barreiras. Podemos concluir através destes dados que as pessoas que são mais ativas percebem em média menos barreiras do que as que são menos ativas. Por tanto, as pessoas que fazem mais atividades em sua vida diária percebem menos motivos ou obstáculos para a prática de Atividade Física.
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Campo de atuação profissional dos egressos do Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS
Brigatti, M.E.; Mori, P.M.A.M.
Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS

CAMPO DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS EGRESSOS DO CENTRO UNIVERSITÁRIO HERMÍNIO OMETTO - UNIARARAS Maria Elisete Brigatti, Patrícia M. A. M. Mori Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS Ao estudarmos a área de currículo percebemos que o envolvimento com os egressos que estejam atuando no amplo e complexo mercado de trabalho é importante para os avanços dentro dos cursos de graduação. Assim, o objetivo do presente estudo foi realizar um levantamento do mercado de trabalho dos egressos do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física do Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS, verificando suas atuais áreas de intervenção profissional. A metodologia foi pautada na abordagem qualitativa, sendo o questionário o instrumento para a coleta de dados. Neste continham questões abertas e fechadas, que foram encaminhadas aos egressos (formados em 2002 e 2003) das duas primeiras turmas da UNIARARAS através de correio ou em mãos. Os dados obtidos, que representam 84,6% dos sujeitos pesquisados, revelam que profissionais egressos da UNIARARAS com Licenciatura Plena em Educação Física atuam em diversas áreas do mercado de trabalho não-escolar como: clubes, academias e na área escolar. A análise dos dados demonstra significativamente que o mercado profissional para os que obtiveram o título de Licenciatura Plena em Educação está aberto aos profissionais de forma generalizada.
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Prefeitura do município de São Paulo: projeto semeando saúde através da atividade física
Brigh, M.; Malaco, L.H.; Baptista, C.; Ferreira, M.; Tedeschi, M.M.R.; Ferreira, W.G.
PREF.MUN.SÃO PAULO-SEME

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: PROJETO SEMEANDO SAÚDE ATRAVÉS DA ATIVIDADE FÍSICA MÔNICA BRIGH, LAIS HELENA MALACO, CLÁUDIO BAPTISTA, MAURO FERREIRA, MARCIA M. R. TEDESCHI E WALDOMIRO GARCIA FERREIRA SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES, LAZER E RECREAÇÃO DE SÃO PAULO (SEME) A importância da atividade física tem exigido que políticas públicas sejam criadas para a melhoria da qualidade de vida da população. As Secretarias Municipais de Saúde, Esporte, Lazer e Recreação e Meio Ambiente da Prefeitura do Município de São Paulo desenvolvem o "PROJETO SEMEANDO SAÚDE ATRAVÉS DA ATIVIDADE FÍSICA". Equipes multidisciplinares integram este Projeto que se destina a população adulta da Cidade de São Paulo, cujos objetivos são acompanhar, orientar e avaliar as condições de saúde da população através das Unidades de Saúde, bem como encaminhá-la para o Clube da Cidade, Centro Educacional Unificado ou Parque Municipal mais próximo, a fim de inseri-la num programa de atividade física; contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes. Os equipamentos públicos da cidade de São Paulo oferecem grande quantidade de espaços físicos adequados e profissionais habilitados para que a população, notadamente a mais carente em termos econômicos, tenha oportunidade de realizar atividade física orientada, favorecendo maior adesão ao exercício físico tão desafiante para a mudança de estilo de vida. Em 2004 foi realizado um evento de lançamento do Projeto, com a participação das Secretarias envolvidas. O projeto inicialmente foi implantado na subprefeitura da Sé, especificamente no Clube da Cidade Cambuci, devido a existência de uma maior inter-relação entre a área de esporte e a Unidade Básica de Saúde da região. Em 2005 foi realizado o treinamento dos estagiários de Educação Física que auxiliam na realização da avaliação física dos participantes do programa que, nomomento, está sendo ampliado para outras Unidades da SEME. Consideramos importante a realização de projetos intersecretariais em equipes multidisciplinares pois permitem um maior envolvimento das pastas, bem como a realização de trabalhos que possibilitam um melhor atendimento da população.
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Influência da prática de atividade física regular nos níveis de flexibilidade
Brighetti, V.; Borges Jr., W.L.; Souza, J.H.M.; Lima, G.F.; Fonte, R.N.; Orugian, S.M.; Nunes, N.F.; Dias, W.B.; Rubio, T.A.; Teixeira, D.; Campos, C.
UNIFEV- Centro Universitário de Votuporanga

P106B - INFLUÊNCIA DA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NOS NÍVEIS DE FLEXIBILIDADE Valter Brighetti, Wilson Luiz Borges Júnior, João Henrique Menezes de Souza, Gabriel Ferreira Lima, Rodrigo Nóbrega da Fonte, Sérgio Mussi Orugian, Natacha Félix Nunes, Welington Barbosa Dias, Tatiane de Azevedo Rubio, Danielle Teixeira e Cícero Campos UNIFEV- Centro Universitário de Votuporanga A saúde e a qualidade de vida dos indivíduos depende do relacionamento estável de um conjunto de variáveis, como nível de capacidade aeróbica, função muscular e composição corporal (SHORT, 2004). Índices de saúde funcional incluem a capacidade de, de maneira independente, executar tarefas importantes e sustentar o desempenho dessas tarefas. Em relação aos fatores neuro-motores, sabe-se que a capacidade física de flexibilidade exerce um papel fundamental na manutenção de uma boa qualidade de vida, principalmente no que se refere às atividades da vida diária, como ao vestir-se/despir-se, sentar e levantar-se, subir uma escada, entre outras atividades (WINNICK & SHORT, 2001). O nível de capacidade física de um indivíduo depende de uma série de fatores: o histórico de vida, um estilo de vida ativo/sedentário, fatores biológicos, entre outros. A prática de uma atividade física regular pode influenciar positivamente os níveis de flexibilidade apresentados pela população adulta normal. O objetivo do presente estudo foi comparar a flexibilidade apresentada por pessoas praticantes de atividade física, com aquelas que não fazem nenhum tipo de atividade física regularmente. Foram testados 60 indivíduos, inscritos no Núcleo de Vivências Corporais e Avaliação Física do Centro Universitário de Votuporanga, de ambos os sexos, com idade variando de 17 a 30 anos, divididos em dois grupos (Praticantes de atividade física PAF - 15 mulheres, 15 homens, Não-praticantes de atividade física NPAF - 14 mulheres e 16 homens). Para fins de análise, utilizamos a tabela do Canadian Standardized Test of Fítness, que aponta os níveis médios de flexibilidade ideais para cada grupo de idade. Os resultados encontrados para o grupo PAF foram: excelente = 10%, acima da média = 10%, média = 30%, abaixo da média = 23,33% e fraco = 26,66%) e para o grupo NPAF: excelente: 0%, acima da média = 6,66%, média = 23,33%, abaixo da média = 16,66% e fraco = 53,33%). Com base nos resultados, podemos concluir que a prática de uma atividade física regular influenciou positivamente na flexibilidade da população testada, embora este não seja o único fator determinante. Além disso, diferentes tipos de atividade física podem influenciar de maneira específica o nível de flexibilidade dos praticantes.
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Determinação de um modelo habilidoso: estudo piloto
Bruzi, A.T.; Andrade, A.G.P.; Paolucci, L.; Fialho, J.P.A.; Palhares, L.R.; Dutra, L.N.; Menzel, H.; Benda, R.N.; Ugrinowitsch, H.
Universidade Federal de Minas Gerais

DETERMINAÇÃO DE UM MODELO HABILIDOSO: ESTUDO PILOTO Alessandro Teodoro BRUZI, André Gustavo Pereira de ANDRADE, Leopoldo PAOLUCCI, João Vitor Alves Pereira FIALHO, Leandro Ribeiro PALHARES, Leandro Nogueira DUTRA, Hans-Joachim MENZEL, Rodolfo Novellino BENDA e Herbert UGRINOWITSCH Grupo de Estudos em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora (GEDAM-LAPES) /BIOLAB / EEFFTO / Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) A demonstração vem sendo identificada como uma importante variável no processo de aquisição de habilidades motoras. Dentro do estudo dessa variável, tem se identificado que a utilização de um modelo habilidoso pode ser eficaz na transmissão das informações necessárias para formulação do plano motor referente ao padrão de movimento a ser realizado. Para a criação de um modelo habilidoso, foi estabelecido um método de preparação através da realização de 3000 tentativas durante 6 dias, como fase de aprendizagem, visando uma estabilização do padrão a ser utilizado como modelo. Posteriormente, no sétimo e oitavo dias de preparação, o modelo realizou mais 400 tentativas da mesma tarefa, as quais foram filmadas para posterior seleção. A tarefa realizada consistiu em arremessar um dardo de ponta metálica com o movimento postero-anterior do braço abaixo da linha da cintura, visando atingir um alvo circular posicionado paralelamente ao solo com o centro do alvo a 2,5 m de distância. Foram utilizados marcadores em 12 pontos articulares que foram submetidos ao procedimento de digitalização. Desta forma, cada tentativa do modelo era caracterizada por 6 curvas de ângulo-tempo, sendo assim, realizada a análise da semelhança entre as mesmas. Para a filmagem destas tentativas, foi utilizada uma câmera, com freqüência de aquisição de 125 Hz, posicionada perpendicularmente ao plano de movimento, a uma distância de 5,1 m do modelo. De todas as tentativas filmadas, foram selecionadas as tentativas que obtiveram o melhor desempenho em termos de pontuação (entre 8-10), totalizando vinte e oito tentativas. A análise de semelhança entre as tentativas que obtiveram maior pontuação foi realizada através do procedimento em que as mesmas foram correlacionadas com polinômios ortogonais. O cálculo do coeficiente de semelhança foi realizado no software Matlab 6.5. O software SPSS 11.0 foi utilizado para a Análise Hierárquica de Cluster a partir da matriz do padrão de movimento. Por meio do dendrograma, foi possível identificar as 10 tentativas mais semelhantes, que apresentaram um coeficiente de semelhança de ~0.999. Os resultados mostraram que o procedimento adotado foi capaz de levar o modelo à aquisição de um padrão consistente, que pode ser utilizado como modelo para estudos futuros.
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Um estudo sobre depressão e atividade física em professores em formação
Cacalano, E.N.K.; Hirata, V. K.
Faculdade de Educação Física FMU

UM ESTUDO SOBRE DEPRESSÃO E ATIVIDADE FÍSICA EM PROFESSORES EM FORMAÇÃO Drª Elisabeth Neide Klaus Cacalano - Faculdade de Educação Física - FMU Vivian Kishimoto Hirata - Faculdade de Educação Física - FMU RESUMO: Nos Cursos de Formação de professores, conhecemos pessoas que sofrem de depressão, e visto que, em alguns casos, após a prática de exercícios físicos as mesmas apresentam uma significativa disposição para a realização de tarefas da vida diária, assim como se salientam mudanças de humor, consideramos que seria relevante desenvolver uma pesquisa sobre o tema. Na pesquisa procuramos verificar se a prática de atividade física orientada pode melhorar o possível quadro depressivo e, se as pessoas têm conhecimentos a esse respeito. O interesse científico pela depressão em jovens e adolescentes é bastante recente, pois até a década de 70 acreditava-se que fosse rara ou inexistente. Para propor um trabalho, preventivo, para jovens e adolescentes com depressão é necessário realizar uma avaliação diagnóstica de possíveis indicadores do quadro depressivo, o que torna esta pesquisa relevante. Consultamos estudos de ABERASTURY e KNOBEL, 1981; ROBERTS, 1995; BECK, 1997; TAMAYO, 1993 e 2001; LOTUFO, 1999; FLECK, 2002; FRÁGUAS, 2002 que demonstram situações de baixa estima e perda de interesse nos quadros depressivos. Neste estudo, foi utilizada a abordagem qualitativa e, para tanto foi aplicado um questionário. Nosso objetivo é comparar a existência de relatos depressivos entre dois grupos de professores em formação, jovens universitários de cursos superiores diferentes. Compõem a amostra 28 alunos de um Curso Superior de Educação Física e 36 de um Curso de Pedagogia. Os alunos do Curso de Pedagogia apresentaram respostas positivas ao quadro depressivo, com irritabilidade apontada por 72,22% dos participantes, assim como desvalorização da percepção e dos cuidados com o próprio corpo, fatores que influem na baixa estima e que foi justificado nas respostas de 61,11% dos sujeitos, com indicações de angústia citada por 50% deles e desesperança por 33,33% dos entrevistados. Os respondentes do Curso de Educação Física apresentam uma redução principalmente na angústia citada por 32,14% dos sujeitos, o que se deve, provavelmente ao fato de serem praticantes de diferentes atividades físicas como: dançar 89,28%, caminhar 85,71%, pedalar 82,14 % e fazer ginástica 92,85%. As respostas dos alunos do Curso de Pedagogia apontam desvalorização da percepção de corpo, o que influi na situação de baixa estima, e justifica que 61,11% dos entrevistados tenham perdido o interesse em atividades da vida diária e, em praticar atividades físicas sendo que 9 dos sujeitos indicaram que não participariam por absoluta falta de disponibilidade em seus horários.
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Proposta de atividades físicas para mulheres com incontinência urinária de esforço
Caetano, A.S.; Tavares, M.C.G.C.F.; Lopes, M.H.B.
Universidade Estadual de Campinas

PROPOSTA DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Aletha Silva Caetano M. Consolação G. Cunha F. Tavares Maria Helena Baena de Moraes Lopes Universidade Estadual de Campinas Financiado pelo CNPq A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda involuntária de urina, essa perda ocorre durante esforços físicos que aumentem a pressão abdominal como sorrir, pular, correr, carregar pesos e prática de atividades físicas e esportivas. Esta perda involuntária de urina além do desconforto físico, interfere em seus relacionamentos sociais, familiares e relacionamento sexual. Grande parte das mulheres abandonam suas atividades físicas, ficando dessa forma, privada dos benefícios inerentes a essa prática. Os exercícios de Kegel são exercícios específicos para o fortalecimento e controle da musculatura do períneo e não possuem uma boa adesão por mulheres com incontinência urinária de esforço. Neste trabalho, aplicamos uma proposta de exercícios incluindo os exercícios de Kegel num programa de exercícios gerais contendo exercícios aeróbios, de fortalecimento de membros superiores e inferiores, exercícios de relaxamento e flexibilidade. Realizamos dezesseis aulas de quarenta minutos cada uma. Pudemos constatar que houve uma freqüência de 90% das aulas. As alunas relataram que as atividades proporcionaram uma melhora em sua qualidade de vida, que a prática foi prazerosa, agradável, além do interesse em continuar com a realização desses exercícios. Outros estudos necessitam serem desenvolvidos para verificar a influência desta prática na qualidade de vida e no controle da incontinência urinária de esforço.
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Expectativas de atuação profissional dos ingressantes no Curso de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Caetano, R.R.; Stefane, C.A.
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

EXPECTATIVAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS INGRESSANTES NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL Prof. Renato Rodrigues Caetano e Profa. Dra. Claudia Aparecida Stefane (orientadora) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul A cada dia um maior número de pessoas procuram pela prática de algum tipo de atividade física, isto acaba por criar uma demanda no mercado, gerando crescimento de oportunidades profissionais na área de Educação Física. O campo de atuação na área é muito abrangente e não se sabe ao certo em qual área os futuros profissionais pretendem atuar. Diante disto, surgiu o interesse em identificar as expectativas de atuação profissional dos acadêmicos ingressantes no curso de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), do período matutino em 2004, e comparar estas expectativas com a formação oferecida pelo curso. Esta pesquisa teve caráter descritivo-exploratório, pois buscou expor fatos e/ou dados estatísticos da realidade, podendo através destas informações solucionar problemas e melhorar práticas. Participaram desta pesquisa 43 alunos ingressantes, o Coordenador e o Chefe de Departamento do Curso em questão. Os dados foram coletados por meio de análise de documentos, questionários e entrevistas. Os resultados demonstraram que o curso de Educação Física visava a formação acadêmica para atuação no âmbito escolar; entretanto, a maioria dos acadêmicos esperava obter capacitação para atuar em áreas fora deste âmbito (Hidroginástica, Natação, Dança, Personal Training, treinamento e técnica, Ginástica Olímpica, Ginástica Acrobática, academias). A idade, sexo, estado civil e experiências anteriores como atleta dos acadêmicos não interferiram nas expectativas de atuação profissional futura. Deste modo, verificou-se que as expectativas de atuação profissional dos acadêmicos não correspondiam a formação para a qual o curso estava voltado. Assim, caberá aos acadêmicos buscar conhecimentos que lhes garantam a formação e a capacitação necessária para intervir em áreas não escolares e ao curso buscar expor de forma eficiente o propósito da formação oferecida aos interessados na área antes de seu ingresso, como também rever a estrutura e/ou verificar a possibilidade de oferecer um curso que atenda uma demanda cada vez mais crescente e abrangente na área de Educação Física - a não escolar.
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A atleta e seu corpo: as mídias em ação
Calabresi, C.A.M.; Machado, A.A.
Academia de Ensino Superior - Sorocaba / Instituto Superior de Educação Uirapuru - Sorocaba

A ATLETA E SEU CORPO: AS MÍDIAS EM AÇÃO Carlos Augusto Mota Calabresi & Afonso Antonio Machado (AES - Sorocaba / ISEU - Sorocaba/ LEPESPE - UNESP -Rio Claro) Os meios de comunicação de massa, atualmente, são responsáveis pela construção de muitas realidades e sonhos, que diferem em forma e abrangência. Inserido neste contexto midiático encontra-se o corpo em evidência, as formas "ideais" de corpo; funções do corpo. Com a junção mídia-corpo, um grupo especial tem destaque e conseqüentemente sofre maiores interferências na maneira de lidar com seu corpo, em especial as mulheres-atletas. Desta forma, compreender como estas mulheres organizam suas vidas para atenderem valências que muitas vezes se contrapõem, desejar e necessitar, torna-se importante, pois o atendimento de uma ou de outra significa abrir mão de várias coisas, dentre elas a satisfação do algo a mais, a beleza estética por exemplo. Esta questão é enfatizada por Lipovetsky (2000), quando relata que a mulher que não cuida do corpo é tida como desleixada e responsável por sua feiúra. Fortalecendo esta idéia temos Gitlin (2003) e Ferres (1998) trabalhando com questões técnicas que favorecem ao enculcamento de regras estéticas sem a devida percepção desta absorção de conteúdo. Isto se torna claro, quando observamos semelhanças nos desejos das pessoas em modificarem seus corpos, sem haver uma reflexão sobre o assunto, perdendo assim suas identidades, por quererem parecer com o outro. Para que estas questões fossem estudadas, utilizou-se a técnica da entrevista, com questões semi-estruturadas, categorizadas de acordo com Forghieri (2001), na vertente qualitativa, com sete mulheres da região de Campinas, que estavam ou foram ligadas às competições de alto nível. Com isto, obtivemos indicativos de que as mulheres-atletas abrem mão de desejos e procuram atender as necessidades do momento em que estão vivendo. Conforme os dados coletados, as participantes demonstraram o desejo de se sentirem atraentes, mas o curioso fica por conta do foco que elas dão a força de suas personalidades, acreditando assim que isto seja mais atraente do que apenas a beleza. Constatamos que as mídias não interferiram em suas formações corporais, em qualquer forma de desempenho, atlético ou de qualquer outro papel social. Além de apresentarem em seus pontos de vistas, um bom argumento sobre as implicações de questões estéticas no convívio social.
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A Educação Física que Ensina e Diverte
Calegari, R.L.; Prodócimo, E.
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

A EDUCAÇÃO FÍSICA QUE ENSINA E DIVERTE Roger L. Calegari*, Elaine Prodócimo* * Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Acreditando na importância da inserção dos jogos populares nas aulas de Educação Física Escolar como forma de resgate de relevante aspecto de nossa cultura, bem como da possibilidade de desenvolvimento dos alunos, essa pesquisa teve por objetivo analisar a percepção da criança sobre o conhecimento adquirido por meio dos jogos populares praticados nas aulas de Educação Física Escolar. Para a realização desse estudo foram aplicados jogos populares em um grupo de crianças, buscando obter informações a respeito da percepção dos conhecimentos adquiridos por elas no período de aplicação desses jogos realizados na aula de educação física. Participaram do estudo crianças de duas classes da 2º série do primeiro grau, com idade entre 8-10 anos de ambos os gêneros, de uma escola pública. Esse estudo seguiu como abordagem metodológica à pesquisa-ação em que o pesquisador atuou como professor e também realizou a coleta de dados nos ambientes das aulas. Os dados foram coletados semanalmente de formas variadas, durante um semestre letivo. Foram realizadas conversas com os alunos sobre o que eles vinham aprendendo com os jogos. Essas conversas foram gravadas e transcritas. Nessas conversas o professor/pesquisador atuou como mediador e incentivador dos depoimentos, utilizando-se de questões gerais e abertas propiciando espaço para que os alunos se manifestassem livremente agindo como norteador do assunto. Outro material que foi coletado foi desenho que possibilitou às crianças expressarem de maneira livre o que aprenderam e vivenciaram ao realizar os jogos, além da redação por meio de linguagem escrita, sempre levando em conta a dificuldade em escrever devido à baixa escolaridade das crianças. As formas de coleta de dados foram intercaladas ao longo do semestre priorizando com o decorrer do projeto as formas com as quais as crianças mais se identificavam. Pudemos concluir que no começo da realização do projeto, a coleta de dados foi dificultada pelo fato das crianças sentirem dificuldade em expressar o que sentiam durante a aula, levando-nos a perceber que elas não eram incentivadas a falar sobre o que acontecia de certo e/ou errado durante a aula de educação física. Sobre as atividades realizadas percebemos grande interesse por parte das crianças nas práticas sugeridas e possibilidade de intercâmbio entre a cultura lúdica familiar e escolar. Órgão financiador: FAPESP
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Atletismo nas aulas de Educação Física Escolar: comparação entre dois estudos realizados com universitários da Unesp - Rio Claro.
Calvo, A.P.; Matthiesen, S.Q.
UNESP - RC

ATLETISMO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: COMPARAÇÃO ENTRE DOIS ESTUDOS REALIZADOS COM UNIVERSITÁRIOS DA UNESP RIO CLARO. Adriano Percival Calvo; Sara Quenzer Matthiesen Geppa (Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo) - Depto de E.F. - I. B. - UNESP - R.C. O Atletismo ainda é pouco explorado como conteúdo das aulas de Educação Física escolar de acordo com estudos realizados por Calvo & Matthiesen (2003; 2004), os quais, apesar das estruturas idênticas, não foram explorados totalmente. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo fornecer mais informações sobre o Atletismo dentro do ambiente escolar por meio da comparação dos dados e resultados entre os estudos citados. Ambos foram realizados por meio da aplicação de um questionário, com igual conteúdo e disposição de suas questões. Os participantes, matriculados na disciplina de "Fundamentos do Atletismo", responderam ao questionário antes que tivessem qualquer contato com o Atletismo na disciplina nos anos de 2002 e 2004. Este formato de coleta de dados, nos possibilitou agrupar os dados de maneira que pudéssemos compará-los. A pesquisa contou com a participação de 56 universitários em 2002 e 58 em 2004. Todos os participantes cursavam a graduação em Educação Física da UNESP - Rio Claro, distribuídos entre o Bacharelado e a Licenciatura e em todos os anos do curso. A comparação dos dados mostrou que houve uma progressão percentual de universitários que tiveram contato com o Atletismo na escola em 2004. Entretanto, de todos os participantes que tiveram contato com o Atletismo, em 2004 aumentou-se o valor percentual dos que estudaram a maior parte do tempo (ou somente) em escolas particulares. O período do Ensino Fundamental de 2º Ciclo apresentou-se como o período em que se concentrou o maior índice de contato com o Atletismo na escola em ambos os estudos. Quanto aos conteúdos, os resultados mostraram que as corridas concentraram-se nas provas de velocidade e resistência no estudo de 2004 quando comparado ao de 2002. No caso dos saltos, houve pequena elevação percentual do contato com todas as provas em 2004, com exceção do Salto com Vara que regrediu. Nos lançamentos e arremessos, todas as provas mantiveram-se estáveis, entretanto, o arremesso do peso mostrou menor valor percentual em 2004. Concluindo, diríamos que apesar da comparação entre os estudos de 2002 e 2004 apontarem um pequeno aumento no número de participantes que tiveram contato com o Atletismo antes do ingresso na universidade, houve uma predominância sobre o ensino de algumas provas, além de prevalecer esse contato em escolas particulares, o que não nos permite afirmar que houve uma avanço real no desenvolvimento do Atletismo nas aulas de Educação Física escolar.
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Novas metodologias em Educação Física a partir de referências afro-desecendentes: uma leitura da Capoeira Angola
Câmara, E.;
PPGE/UFSCar

NOVAS METODOLOGIAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DE REFERÊNCIAS AFRO-DESECENDENTES: UMA LEITURA DA CAPOEIRA ANGOLA ENGELS CÂMARA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS A Capoeira Angola é uma atividade pertencente ao repertório cultural da comunidade afro-descendente. Nela, é possível observar inúmeras características, que revelam valores, significados e princípios da sabedoria africana no que diz respeito ao aprender e ensinar uma atividade física. Este estudo buscou compreendê-los, acreditando, com isso, possibilitar reflexões acerca de metodologias afro-descendentes em diversas áreas da educação, mais especificamente, da Educação Física, colaborando na luta contra o preconceito e a discriminação étnico-racial. A partir da questão de pesquisa "O que é isto o ensinar e aprender Capoeira Angola?", dados foram coletados junto a um grupo de Capoeira Angola, e conceitos sobre a temática afro-descendente, discutidos enquanto referências teóricas. A condução da pesquisa, de acordo com uma postura fenomenologia, permitiu a elaboração de descrições que desvelaram posturas, atitudes, e conhecimentos, as quais possibilitaram considerações acerca da prática de professores na valorização e reconhecimento da cultura negra no Brasil. Tais descrições se configuraram em nove dimensões, são elas: 1) a roda; 2) a gestualidade; 3) o aprendizado enquanto pessoa; 4) a valorização do mais experiente; 5) o método de ensino e aprendizagens; 6) a valorização da cultura e da tradição da comunidade negra; 7) o aprendizado musical; 8) a malícia do angoleiro, e 9) o jogo de mandinga. Com o desvelamento destas dimensões foi possível pensar em novas propostas metodológicas para a área da Educação Física com referências da sabedoria africana.
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Efeitos do treinamento de Natação na intensidade do limiar anaeróbio sobre o turnover de proteína na músculo esquelético de ratos
Camargo, P.B.; Paiva, M.F.; Oliveira, C.A.M.; Voltarelli, F.A., Mello, M.A.R.
UNESP - campus Rio Claro

EFEITOS DO TREINAMENTO DE NATAÇÃO NA INTENSIDADE DO LIMIAR ANAERÓBIO SOBRE O TURNOVER DE PROTEÍNA NO MÚSCULO ESQUELÉTICO DE RATOS Priscila Breseghelo de Camargo; Mauricio Ferreira Paiva; Camila Aparecida Machado de Oliveira; Fabrício Azevedo Voltarelli. Universidade Estadual Paulista - UNESP - Campus Rio Claro, Departamento de Edução Física Uma vez que existem limitações óbvias nas pesquisas com seres humanos, modelos experimentais oferecem a possibilidade de estudos aos níveis celular e molecular das adaptações metabólicas ao exercício. Por outro lado, muitos resultados provenientes de pesquisas com animais são passíveis de críticas pois, na maioria das vezes, faltam informações sobre a intensidade do esforço realizado pelo animal durante o exercício. Dessa forma, os efeitos do exercício em intensidade conhecida sobre o metabolismo muscular de proteínas em modelo animal pode ser de grande valia. O presente estudo foi delineado para analisar os efeitos do treinamento realizado na intensidade equivalente ao Limiar Anaeróbio (Lan) sobre o turnover de proteína no músculo esquelético de ratos. Para tanto, foram utilizados ratos Wistar (60 dias), que tiveram o Lan determinado pelo Teste do Lactato Mínimo adaptado às condições do rato e foram separados nos grupos sedentário e treinado (natação 1hora/dia, 5 dias/semana, suportando sobrecarga equivalente ao Lan). Após 8 semanas, os animais foram sacrificados logo após realizarem 15 minutos de natação, para a retirada do músculo sóleo, visando a análise da síntese (incorporação de 14C fenilalanina em proteína) e da degradação (liberação de tirosina) protéicas. Os resultados foram analisados pelo teste t-student, com nível de significância pré-estabelecido de 5%. Os níveis de síntese protéica (pmol/mg.h) não mostraram diferença significativa entre os grupos sedentário (n=10; 9,3±4,0) e treinado (n=10; 10,4±1,9). As taxas de degradação protéica (pmol/mg.h) também não mostraram diferença significativa entre os grupos sedentário (n=10; 177,0±83,2) e treinado (n=10; 154,0±34,6). Esses resultados sugerem que o treinamento na intensidade do Lan não alterou o metabolismo protéico muscular quando analisado após a realização de exercício agudo. Orientadora: Profª Drª Maria Alice Rostom de Mello Apoio Financeiro: CNPq e FAPESP
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PEAMA (Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas) - um relato histórico
Camargo, T.Q.F.; Tosin, A.; Orsi, R.; Silva, D.; Roncolleta, R.; Munir, C.; Pavão, A.L.; Carvalho, E.; Leitão, M.T.; Lazaretti, V.
Prefeitura Municipal de Jundiaí

PEAMA (PROGRAMA DE ESPORTES E ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS) - UM RELATO HISTÓRICO Thais Qualio Ferreira Camargo, Alessandro Tosin, Denise Silva Neves, Romilda Roncolleta, César Munir de Almeida, Rita de Cássia Orsi, Ana Lúcia Pavão, Eliane Carvalho Martho, Maria Teresa K. Leitão, Valdirene Lazzaretti Prefeitura Municipal de Jundiaí O PEAMA - Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas - é um programa da Prefeitura Municipal de Jundiaí, criado em 1995 por professores de Educação Física, que atende pessoas com deficiência. O objetivo deste trabalho é mostrar o desenvolvimento do programa no decorrer desses 10 anos. Como metodologia, coletamos dados em relatórios e planejamentos anuais, listas de freqüência e depoimentos dos professores idealizadores do programa. Como resultado obtivemos que no ano de 1996, o PEAMA contava com 01 aluno, 01 professor e oferecia 01 modalidade esportiva. No ano de 2000, 139 alunos, 11 profissionais e 09 modalidades. Atualmente, o programa conta com 171 alunos, 12 profissionais e 10 modalidades. Vale ressaltar que também tem parcerias firmadas com a iniciativa privada, faculdades, instituições e federações esportivas. Outro dado relevante foi o número de alunos incluídos nas escolinhas de esportes regulares, 57, sendo a grande maioria na natação. Podemos concluir então, que no decorrer desses 10 anos, o programa mostrou ascensão enquanto ao grupo de alunos, profissionais e modalidades além de maturidade estrutural e organizacional, tornando-se importante veículo de prática das atividades motoras e pesquisas científicas.
Apoio:

Comportamento da frequência cardíaca em teste progressivo máximo
Cambri, L.T.; Piasecki, F.; Foza, V.; Oliveira, F.R.
Universidade Estadual de Santa Catarina

COMPORTAMENTO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA EM TESTE PROGRESSIVO MÁXIMO Lucieli T. Cambri, Fernanda Piasecki, Valdeci Foza Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, Florianópolis, SC, Brasil. Orientador: Prof. Dr. Fernando R. de Oliveira O objetivo deste estudo foi determinar o comportamento da Freqüência Cardíaca (FC) em teste progressivo máximo em esteira rolante. Vinte universitários, 21,4 ± 1,9 anos, foram submetidos a um teste progressivo em esteira rolante até o esforço máximo, estágios de 1 min., velocidade inicial de 5 km.h-1, incrementos de 0,3 km.h-1. A FC foi medida por um monitor Polar (modelo S610) e o Índice de Esforço Percebido (IEP) pela escala de Borg (2000). Para que o teste fosse considerado máximo, os avaliados deveriam atingir no mínimo 90% da FCmáx predita pela idade (FCmáx=220-idade) e valores de 19-20 no IEP. A identificação dos Pontos de Transição da Freqüência Cardíaca (PTFC) foi realizada através de modelos matemáticos. Foi definido como PTFC a quebra de linearidade de uma curva formada pela diferença entre os valores da FC obtidos por uma equação polinomial de terceiro grau e por uma equação linear de primeiro grau, sendo que os dados de FC utilizados foram os referentes aos 5 seg. finais de cada estágio. Para a análise dos dados das intensidades absolutas e relativas e IEP no PTFC foi utilizada a estatística descritiva. Os PTFC foram observados em todos os sujeitos, sendo que o Ponto de Inflexão da FC na fase inicial da curva (PIFCi) foi observado em apenas 3 sujeitos, ocorrendo a 50,9 ± 0,6% Vel.máx., 130 ± 8 bpm, a 64,4 ± 5,4% FCmáx. e 11 ± 1 de IEP. O Ponto de Inflexão da FC na fase final (PIFCf) foi observado em apenas 2 sujeitos, ocorrendo a 90,9 ± 9,9% Vel.máx., 190 ± 18 bpm, 95,4 ± 6,5% FCmáx. e 18 ± 2 de IEP. O Ponto de Deflexão da FC (PDFC) foi observado em todos os sujeitos, a 70,6 ± 7,9% Vel.máx., 171 ± 11 bpm, 86,5 ± 4,8% FCmáx. e 14 ± 2 de IEP. Em concordância com a literatura recente, a partir dos resultados obtidos, verificou-se um comportamento curvilinear da FC em relação à intensidade de trabalho, sendo possível observar a existência de PTFC, restando a necessidade da verificação do significado fisiológico destes pontos.
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Produção científica versus intervenção profissional: encontros e desencontros na estruturação acadêmica da Educação Física brasileira
Campos, A.P.;
Faculdade de Educação Física - UniFMU

PRODUÇÃO CIENTÍFICA X INTERVENÇÃO PROFISSIONAL: ENCONTROS E DESENCONTROS NA ESTRUTURAÇÃO ACADÊMICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA. Adriano Pires de Campos Faculdade de Educação Física - UniFMU A Educação Física brasileira ingressou no século XXI consolidando-se como disciplina acadêmica. Ainda enfrenta três desafios importantes nesse processo: a delimitação pouco consensual de seu objeto de estudo; a necessidade de desenvolver métodos de investigação próprios; e a preocupação em estabelecer relações mais diretas entre a produção científica e a intervenção profissional da área. O presente estudo desenvolveu-se a partir desse último aspecto, como parte integrante de uma dissertação de mestrado. Diante da crítica observada na revisão de literatura, o objetivo foi analisar se a produção de conhecimentos da área possuía relações com as demandas de habilidades necessárias ao desempenho da profissão. Por razões históricas, elegeu-se a Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) como objeto da investigação. A opção pelo "estudo de caso" foi parte da metodologia qualitativa adotada, a qual também envolveu entrevistas em profundidade com nove professores doutores da instituição, sendo a seleção de sujeitos baseada no critério de "amostra proposital". Como referencial teórico, adotou-se o conceito de "campo", do sociólogo francês, Pierre Bourdieu. A "análise de conteúdo" foi o método adotado para a sistematização e estudo das entrevistas. Os relatos dos docentes apresentaram similaridades que puderam ser agrupadas nas seguintes categorias: a constatação de que "teoria e prática" relacionam-se de modo divergente na EEFE-USP; o desinteresse pela natureza epistemológica desse debate na instituição; a ênfase na pesquisa básica como causa importante da desconexão entre teoria e prática; e as exigências acadêmicas de produtividade como reforçadoras de todos esses processos. O conceito de campo levou à compreensão de que a área desenvolveu-se (e desenvolve-se) como o locus onde se manifestam relações de poder a partir do "capital social" de seus agentes, os quais estão em dois pólos distintos: dominantes e dominados. As conclusões apontam que o início da estruturação acadêmica da EEFE-USP criou condições para o embate entre os "práticos", que dominavam a área, e os "teóricos" que lutavam pela consolidação da disciplina acadêmica, iniciando o processo que distanciou a produção de conhecimento da formação profissional em Educação Física.
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Projeto "criança especial" - um programa de intervenção com crianças e jovens portadores de deficiência mental
Campos, C.; Brighetti, V.; Takehara, J.C.; Veronezi, D.F.L.; Nicoletti, L.P.
UNIFEV- Centro Universitário de Votuporanga

PROJETO "CRIANÇA ESPECIAL" - UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO COM CRIANÇAS E JOVENS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL Cícero Campos, Valter Brighetti, Júlio César Takehara, Denise Ferraz Lima Veronezi e Lucas Portilho Nicoletti UNIFEV- Centro Universitário de Votuporanga Entre a população brasileira que apresenta algum tipo de deficiência, a maior incidência relatada é de problemas mentais, entre eles o retardo mental, a Síndrome de Down, entre outros. Existem diferentes níveis de comprometimento mental, e eles são acompanhados por diferentes características físicas. Deficientes mentais podem apresentar: equilíbrio estático insuficiente, hipotonia abdominal, insuficiência respiratória distúrbios de lateralidade, dificuldade de orientação espacial e estruturação temporal, entre outros aspectos físicos afetados, além dos emocionais e psicológicos. Com base nessas informações fica clara a importância de um trabalho específico de atividade física envolvendo essa população. O projeto Criança Especial é realizado desde o ano de 2002 pelo Centro Universitário de Votuporanga, e já atendeu mais de 100 crianças e jovens, com idade entre 6 e 18 anos provenientes de duas escolas especiais da cidade: APAE e Recanto Tia Marlene. As aulas são realizadas nas dependências do Centro Universitário de Votuporanga, duas vezes por semana e constam de: atividades de desenvolvimento e refinamento de padrões de habilidades básicas como, andar, correr, saltar, arremessar, chutar, quicar, lançar, receber, rebater, entre outras; introdução a atividades esportivas como futebol, basquete, vôlei, handebol, atletismo; atividades que envolvam ritmo e expressão, com o objetivo de desenvolver a criatividade e a desenvoltura; atividades de controle manual fino, como desenhar, pintar, recortar, fazer dobraduras, com o intuito de desenvolver a coordenação motora, entre outras atividades. Além dos benefícios alcançados pelos indivíduos portadores de deficiência, ainda temos a possibilidade de proporcionar aos alunos do curso de graduação em Educação Física e áreas afins um laboratório onde os mesmos possam colocar em prática todo conhecimento teórico adquirido em sala de aula. No caso, esses alunos estão envolvidos como estagiários, auxiliando na montagem e condução das aulas, entre outras atividades.
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Alterações do conteúdo de glicogênio e do peso muscular em função da posição articular e do período de imobilização
Cancelliero, K.M.; Dias, C.K.N.; Durigan, J.L.Q.; Polacow, M.L.O.; Guirro, R.R.J.; Silva, C.A.
Doutoranda em Fisioterapia - UFSCar

ALTERAÇÕES DO CONTEÚDO DE GLICOGÊNIO E DO PESO MUSCULAR EM FUNÇÃO DA POSIÇÃO ARTICULAR E DO PERÍODO DE IMOBILIZAÇÃO. Karina Maria Cancelliero1, Carol Kaliu Naglio Dias 2, João Luiz Quagliotti Durigan3, Maria Luiza Ozores Polacow4, Rinaldo Roberto de Jesus Guirro5, Carlos Alberto da Silva6. 1- Doutoranda em Fisioterapia - UFSCar - 2- Graduanda em Fisioterapia - UNIMEP; 3- Mestrando em Fisioterapia- UNIMEP; 4, 5, 6 - Prof. Dr. PPG-Ft - UNIMEP. Objetivo: Aplicar dois tipos de órteses (posição neutra e flexão plantar de tornozelo) em diferentes períodos (3 e 7 dias) e avaliar o glicogênio (GLI) e peso muscular. Material e Métodos: Ratos machos aduldos Wistar foram divididos em 5 grupos (n=6): controle (C), imobilizado em posição neutra 3 dias (IPN3), imobilizado em flexão plantar 3 dias (IFP3), imobilizado em posição neutra 7 dias (IPN7) e imobilizado em flexão plantar 7 dias (IFPN7). Após os períodos, os animais foram sacrificados e os músculos sóleo (S), gastrocnêmio branco (GB) e vermelho (GV), extensor longo dos dedos (ELD) e tibial anterior (TA) coletados para análise do GLI, além da avaliação do peso do S e ELD. A análise estatística constou-se da ANOVA e teste t (p<0,05). Resultados e conclusão: A imobilização por 3 dias promoveu redução no GLI, tanto no grupo IPN3 (10,5% S, 34,8% GB, 14,6% GV, 38,9 ELD e 45,2% TA) quanto no IFP3 (44,7% S, 10,9% GB, 19,5% GV, 33,3% ELD e 6,4% TA). A redução também foi observada nos grupos IPN7 (31,6% S, 56,5% GB, 39% GV, 41,7% ELD e 38,7% TA) e IFP7 (65,8% S, 32,6% GB,41,5% GV, 41,7% ELD e 51,6% TA). O peso muscular diminui estatisticamente no S dos grupos IPN7 (34%) e IFP7 (38%) e no ELD dos grupos IPN3 (20%) e IPN7 (27%). Desse modo, a imobilização mostrou-se efetiva em promover alterações metabólicas, diferenciadas pela posição articular e período, além de sugerir a sua aplicabilidade em outros estudos.
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Aspectos motivacionais e o rendimento do jogador de Futebol
Canteiro, M.; Moreno, J.C.A.
Faculdades Integradas FAFIBE

ASPECTOS MOTIVACIONAIS E O RENDIMENTO DO JOGADOR DE FUTEBOL Marcos Canteiro José Carlos de Almeida Moreno Faculdades Integradas - FAFIBE Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Este estudo teve por objetivo analisar e compreender a interferência da motivação na melhoria do desempenho de jogadores de futebol, buscando encontrar os fatores interferentes na atuação dos atletas em campo, durante uma temporada. Como a tecnologia tem permitido grandes avanços aos treinamentos esportivos e também tem contribuído para que os estudos se tornem cada vez mais aprofundados, sendo possível desenvolver aparelhos sofisticados para a realização de exercícios específicos que contribuem para o bom desempenho do atleta, também é necessário o desenvolvimento de aspectos que humanizem as intervenções profissionais. A maioria das grandes equipes de futebol utiliza-se das tecnologias, proporcionando um bom nível de preparação física, e elevação do desempenho dos atletas que são cada vez mais exigidos em suas habilidades motoras, capacidades físicas, concentração, equilíbrio emocional e persistência para a prática do futebol performance. Analisando o atleta de maneira integral devemos considerá-lo como um ser humano completo e não só em seu aspecto físico-motor ou profissional, mas também devem ser valorizados os domínios cognitivo, afetivo e social dentre os quais a motivação tem importante papel. Foi elaborado um questionário com questões relacionadas aos aspectos da motivação intrínseca e extrínseca dos atletas, que foi aplicado aos jogadores de futebol profissional da equipe da cidade de Bebedouro-SP, que disputaram o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, série A-3 em 2004. Com base nos dados coletados, que foram analisados à luz de pesquisas bibliográficas sobre o futebol, a sua história, bem como ao esporte, ao desenvolvimento humano, à motivação e à função do técnico, foi possível concluir que a maioria dos profissionais da equipe de futebol, não jogavam apenas por dinheiro e ou grandes prêmios, mas, sobretudo pelos sentimentos positivos que possuíam em relação à prática do futebol, pelo prazer de jogar e pela busca do reconhecimento profissional. Foi possível constatar a partir disso, que a prática do futebol pelo grupo era motivante intrinsecamente e que isso foi determinante para o envolvimento dos atletas, tanto nos treinamentos como nas competições que participaram. O grupo apresentou índice elevado de motivação, quanto à auto-superação e à manutenção do desejo pela prática.
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Programa escola da família: uma opção de lazer
Caparroz, G.P.; Silva, J.E.
Departamento de Educação Física - Instituto de Biociências - UNESP - Rio Claro

- PROGRAMA ESCOLA DA FAMÍLIA: UMA OPÇÃO PARA O LAZER Graziela Pascom Caparroz José Eduardo da Silva Instituto de Biociências - UNESP - Rio Claro - SP - Brasil Este estudo de natureza qualitativa tem como objetivo verificar a motivação de professores para participar do programa "Escola da Família", bem como explorar qual a principal motivação para a participação das atividades oferecidas pelo programa, das comunidades abrangentes, segundo a visão dos professores pesquisados, e se tais atividades são consideradas as únicas fontes de lazer para estas comunidades. Para tanto, o estudo foi realizado em duas etapas, sendo a primeira referente a uma revisão de literatura a respeito da temática proposta e a segunda relativa a uma pesquisa exploratória, utilizando-se como instrumento a técnica de Entrevista Estruturada. A amostra foi constituída por 15 professores, de ambos os sexos, de diversas áreas pedagógicas e da Educação Física, que ministram as atividades do programa "Escola da Família", em escolas de cidades que abrangem a região pertencente à Delegacia de Ensino do Município de Jales, SP. Os dados foram analisados de forma descritiva, utilizando-se a técnica de Análise de Conteúdo e indicam que, para 67% dos indivíduos entrevistados, foram motivados a participar do programa por dois fatores: o financeiro e a satisfação em colaborar com as comunidades envolvidas; para 33% apenas a satisfação foi o fator motivacional; 100% acreditam que as atividades oferecidas pelo programa são uma forma de lazer para tais comunidades; contudo, 67% sentem que as pessoas que vão à escola o fazem motivado pelo lazer e atividades esportivas; porém, 33% percebem que a motivação é pelo convívio social e aprendizagem de outras atividades; outro dado relevante, segundo os entrevistados, é que para 80% dos participantes do programa, ele é a única fonte de lazer por se tratar de comunidades pequenas e carentes de atividades de lazer; contudo 20% ainda têm outras formas de lazer, como se banhar nos rios próximos, pequenos clubes e associações, etc. Os dados sugerem que, em comunidades pequenas e carentes de lazer, programas como este em questão, além de fazer a integração social, proporcionam fonte de renda e satisfação pessoal aos professores envolvidos. Torna-se premente que os órgãos competentes a este assunto, evidenciem programas de maior abrangência em prol às comunidades e aos professores.
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Estimativa da maior intensidade onde o consumo máximo de oxigênio pode ser atingido em indivíduos treinados durante o Ciclismo.
Caputo, F.; Denadai, B.S.
Laboratório de Avaliação da Performance Humana

ESTIMATIVA DA MAIOR INTENSIDADE ONDE O CONSUMO MÁXIMO DE OXIGÊNIO PODE SER ATINGIDO EM INDIVÍDUOS TREINADOS DURANTE O CICLISMO. Fabrizio Caputo, Benedito Sérgio Denadai Laboratório de Avaliação da Performance Humana - UNESP - Rio Claro - SP O domínio severo é caracterizado por intensidades onde o consumo máximo de oxigênio (VO2max) pode ser atingido e sustentado. Porém, ainda não se conhece a maior intensidade de exercício na qual o VO2max ainda pode ser atingido (Isup), sendo este, um possível limite superior para o domínio severo. Um estudo recente tentou através de um modelo matemático, estimar esta intensidade, que foi 136% da intensidade referente ao VO2max (IVO2max) em indivíduos ativos. Porém, esta intensidade ainda não foi estimada em indivíduos treinados. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo estimar através de um modelo matemático a Isup em indivíduos treinados durante o ciclismo. Após a realização de um teste incremental, 9 ciclistas (25,8 + 3,6 anos; VO2max = 63,7 + 5,8 ml/kg/min; IVO2max = 365,0 + 24,3 W) foram submetidos em dias diferentes e de forma aleatória a testes de carga constante até a exaustão voluntária correspondentes a 95, 100 e 110 % da IVO2max para determinação do tempo de exaustão (Tlim), do tempo para se atingir o VO2max (TAVO2max) e da potência crítica (PC). A PC foi calculada utilizando as três intensidades (95, 100, 110%) através da relação hiperbólica potência-Tlim. O TAVO2max foi calculado para cada intensidade através de um modelo de ajuste mono-exponencial assumindo um valor de 4,6 vezes a constante de tempo do referido modelo. O tempo referente à Isup (Tlim = TAVO2max) foi estimado individualmente através da regressão linear entre os TAVO2max e seus respectivos Tlim. A potência associada a este tempo (Isup) foi estimada pela relação hiperbólica potência-Tlim. Os valores médios absolutos e relativos da PC foram 317,7 + 29,9 W e 86,9 + 4,9 % da IVO2max, respectivamente. Os valores médios absolutos e relativos da Isup foram 489,3 + 57,7 W e 133,8 + 9,7 % da IVO2max, respectivamente. O tempo associado a Isup foi em média 110,7 + 25,2 s. Assumindo-se a Isup como sendo o limite superior do domínio severo, para os nossos sujeitos a sua amplitude ficou na média entre 87 e 134 % da IVO2max. Podemos concluir de maneira estimada que o VO2max provavelmente poderá ser atingido nas intensidades entre 87 e 134 % da IVO2max. Além disso, parece necessário um tempo mínimo de 111 s para que o VO2max possa ser atingido em indivíduos treinados. No entanto outros estudos ainda serão necessários para a validação do presente modelo. Apoio: FAPESP e CNPq
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Educação Física Escolar e os esportes radicais
Carbinatto, M.; Freitas, A.
Universidade Metodista de Piracicaba

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E OS ESPORTES RADICAIS Profa. Mst. Michele Carbinatto Mestrando em Corporeidade e Pedagogia d Movimento - UNIMEP / SP Núcleo de Corporeidade e Pedagogia do Movimento-NUCORPO Prof. Mst. Alessandro de Freitas Mestrando em Corporeidade e Pedagogia d Movimento - UNIMEP / SP Este trabalho visa mostrar como se deu a implantação do conteúdo esportes radicais na Educação Física Escolar, acreditando que aquele é um fenômeno sócio-educativo significativo, não devendo ser ignorado na instituição escola. Assim, desenvolvemos durante dois meses, junto aos alunos do Ensino Fundamental II (5ª à 8ª séries) do Colégio Salesiano Dom Bosco de Americana/ SP, aulas sobre o tema, partindo da explicação teóricas sobre o assunto com a discussão de segurança, mídia, relações de alguns desses esportes com a natureza, preconceitos embutidos em sua prática, utilização de fotos e imagens, para então realizarmos aulas práticas de rapel e skate, dentro da própria escola, com convidados da área. Para aferir o conhecimento trabalhado, aplicamos um questionário com 10 perguntas abertas, que foram respondidas por 90 alunos. Analisando as respostas, pudemos depreender que a experiência proporcionou quebra de preconceitos e maior interesse desses alunos à essas práticas esportiva. Vários dos alunos buscaram maiores informações sobre os esportes radicais, demonstrando grande motivação para suas práticas.
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Desempenho em tarefas de timing coincidente com desaceleração do estímulo visual: efeito da complexidade da tarefa
Carceroni, D.S.; Carfaro, V.; Silva, J.A.O.; Pinheiro, J.P.; Oliveira, T.A.C.; Corrêa, U.C.
LACOM - EEFEUSP

DESEMPENHO EM TAREFAS DE TIMING COINCIDENTE COM DESACELERAÇÃO DO ESTÍMULO VISUAL: EFEITO DA COMPLEXIDADE DA TAREFA Denise Silva Carceroni, Vanessa Carfaro, Jane Aparecida de Oliveira Silva, João de Paula Pinheiro, Thiago Augusto Costa de Oliveira, Umberto Cesar Corrêa. LACOM - EEFEUSP Em muitas atividades cotidianas e esportivas é comum verificar-se ações motoras que requerem do executante a produção de movimentos que coincidam com um objeto ou evento externo em movimento, o que se chama de timing coincidente. Esse fenômeno tem sido intensamente investigado utilizando-se de estímulo visual com velocidade constante. Contudo é difícil imaginar que esses movimentos ocorram dessa forma. Sendo assim, o presente estudo tem por objetivo investigar o desempenho em tarefas de timing coincidente com desaceleração do estímulo visual em função da complexidade da tarefa. Participaram do estudo 30 indivíduos, voluntários, adultos, divididos aleatoriamente em três grupos: 1 toque, 2 toques e 5 toques. A tarefa consistiu em tocar sensores em integração a um estímulo visual. Foi utilizado o aparelho de timing coincidente em tarefas complexas (0.403.1330-04). Todos os sujeitos executaram 15 tentativas sendo que o desempenho foi inferido por meio de medidas de erro absoluto (EA), erro variável (EV) e erro constante (EC). A análise de variância (ANOVA one-way) não detectou diferenças estatisticamente significantes entre os grupos para o erro absoluto [F(2;27)=1,95, p>0,05], porém, o fez para o erro variável [F(2;27)=7,39, p<0,05] e também para o erro constante [F(2;27)=7,91, p<0,05]. O teste de Scheffe apontou diferenças entre os grupos "1 toque" e "5 toques" para o erro variável. Para o erro constante foram detectadas diferenças significativas entre os grupos "1 toque" e "3 toques" e entre os grupos "1 toque" e "5 toques". Pode-se concluir que, embora em tarefas de diferentes níveis de complexidade os indivíduos tenham obtido nível similar de precisão, o desempenho foi mais inconsistente nas tarefas mais complexas. Pode-se concluir, também, que em tarefas mais complexas a direção do desempenho é de antecipar à chegada do estímulo luminoso.
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Aulas de Educação Física agindo na inclusão social
Cardoso, A.O.;
Centro Universitário Hermínio Ometto

- AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA AGINDO NA INCLUSÃO SOCIAL Amanda de Oliveira Cardoso Centro Universitário Hermínio Ometto-UNIARARAS Ao conhecer a realidade do contexto social de meninos carentes do Projeto Pró-Cidadão de Futuro, unidade SOS Bombeiros no resgate da cidadania, onde as vagas são encaminhadas pelo Conselho Tutelar de Araras-SP, foi claramente explícita tamanha carência e falta de atenção existente entre eles e dos outros (sociedade e família) em relação a eles. O que pra alguns meros detalhes, a falta de carinho e atenção modelam a personalidade destas crianças de forma fria, violenta e desinteressada, notando ao longo das atividades oferecidas nas aulas de Educação Física, características que demonstrassem suas experiências, expressando a violência domestica, desprezos e descasos em meio ao grupo. Assim, torna-se fácil aos leigos julgar o comportamento de crianças de rua, marginais e trombadinhas, uma vez que ignoram a raiz do problema que está na educação brasileira, fazendo com que traçam seu futuro sem muitas escolhas e valores. Portanto, como educadores do movimento, temos vários subsídios para trabalhar e estimular os convívios sociais, buscando conhecer a individualidade de cada criança e, buscando dentro de conceitos pedagógicos valores sociais, revertendo casos que sejam possíveis e arriscando os que pareçam impossíveis. Contudo, foi essa a razão de um grande empenho profissional pessoal, onde grandes surpresas acontecerem, deixando claro que fatos esperados ou não, podem acontecem a qualquer momento e ao redor dos profissionais que assistem a estas crianças.
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Benefícios da atividade física para autistas
Cardoso, M.C.; Medalha, J.
UNAERP Universiade de Riberião Preto-campus guarujá

OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA AUTISTAS Prof Dr José Medalha Maristela Cortese Cardoso UNAERP-Universidade de Ribeirão Preto O trabalho pretendeu mostrar a importância da atividade física para a vida social de um autista, havendo uma melhora na hiperatividade, nos movimentos estereotipados, na aquisição de independência nas habilidades da vida diária. Com base nas definições atuais da "Síndrome de Autismo", e as estudando podemos obter um diagnóstico precoce no qual cabe diferenciar o autismo de outras deficiências e estruturar programas específicos de tratamento, uma gama de métodos que melhoram ou amenizam o transtorno comportamental, beneficiando os pais que aprendem a lidar e aceitar seu filhos ditos como "estranhos" e "indiferentes", geralmente marginalizados pela sociedade por total falta de conhecimento. Após extensa literatura, avaliando os métodos para tratamento de autistas e para outras pessoas portadoras de necessidades especiais conhecidos como terapia da vida diária e reorganização neurológica concluiu-se que a atividade física é um fator fundamental na interação do autista com o seu meio social.
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A Motricidade Humana e a Inclusão na Educação Física Escolar: O Olhar Infantil de Crianças com Crianças
Cardoso, S.L.; Pfeifer, L.I.
Curso de Educação Física - Mestrado em Motricidade Humana - Universidade do Estado do Pará - UEPA/PA

A MOTRICIDADE HUMANA E A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLARS: o olhar infantil de crianças com crianças... Profa. Ms. Simone de La-Rocque Cardoso Curso de Educação Física - Mestrado em Motricidade Humana - Universidade do Estado do Pará - UEPA/PA Email- sisi_larocque@yahoo.com.br Profa. Dra. Luzia Iara Pfeifer Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade do Estado de São Paulo - USP/SP Email - luziara@fmrp.usp.br RESUMO O objetivo desta pesquisa foi verificar a opinião de crianças não portadoras de deficiências, sobre a inclusão na Educação Física escolar. Optou-se por escolher uma classe que possuía um aluno com deficiência física, por ser a primeira vez em que as crianças da classe estudavam com um colega PNEs, e a percepção da limitação física poderia estar mais evidente para elas. A pesquisa foi baseada em análise qualitativa, com metodologia de análise do conteúdo de acordo com BARDIN (1977) adaptação proposta por MOREIRA & SIMÕES (1994). Foram sujeitos desta pesquisa, quinze estudantes da terceira série do ensino fundamental da Escola Estadual de Ensino Fundamental Padre Benedito Chaves da Secretaria Executiva de Educação do Estado do Pará, com as quais foram realizadas entrevistas. Concluiu-se que o olhar das crianças não PNEs sobre a inclusão na educação física escolar, e límpido e translúcido, no que tange as questões de discriminações e de dificuldades de relacionamento entre elas e o aluno PNEs, uma vez, que demonstraram ter consideração, carinho, amizade, solidariedade, afeto, companheirismo e sobretudo, respeito, para com o colega. Pôde-se constatar então, que dentro da visão de mundo, e sobre o olhar da Motricidade Humana de crianças que se encontram em idades na faixa etária escolar, que a inclusão de um aluno PNEs nas aulas de Educação Física, não é um problema, o qual possa interferir nas amizades e na participação de todos nas aulas. A presença do colega PNEs nas aulas de Educação Física e sua participação nos grupos, é perfeitamente aceita por todas as crianças. Entretanto ressalta-se na pesquisa, que o papel do professor de Educação Física, neste contexto, é fundamental para a boa articulação e condução das condutas nas relações interpessoais nos grupo de crianças. À escola por sua vez, cabe a responsabilidade de atentar para as questões relativas a acessibilidade dos alunos PNEs, buscando junto a sua comunidade minimizar barreiras arquitetônicas e atitudinais ainda existentes. È necessário, portanto, que a sociedade em geral, perceba com urgência os benefícios que a inclusão social e o ensino inclusivo traz à ela, que é sem dúvida: ensinar pessoas a reconhecer o valor social da igualdade, a respeitar às diferenças individuais, a entender que os direitos devem ser iguais para todos, e sobretudo dar lições de solidariedade e amor, que são os mais importantes princípios trazidos por este paradigma que emerge na comunidade humana. Palavras Chaves:, Educação Especial, Educação Física, Inclusão, Crianças, Motricidade Humana, Desenvolvimento Psicossocial. 1 Introdução A nova lei de Diretrizes e bases da educação Nacional (Lei nº 9.394) promulgada em dezembro de 1996, reconhece a necessidade de que a educação promova a integração entre os aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais da criança. E aí, entende-se que na integração da educação no âmbito das relações sociais, exista o espaço para o exercício do respeito, da solidariedade da compreensão e até da afetividade entre os pares. O paradigma da "inclusão", que marca uma das mudanças educacionais, vem enfatizar a importância do papel da escola na formação destes valores, quando traz consigo como princípio fundamental: A "Valorização da diversidade dentro da comunidade humana" (THOUSAND e VILLA, 1992). Analisando o processo da "inclusão" escolar, que se propõe a assegurar às crianças PNEs, a inserção em classes regulares das escolas comuns, com participação em todas as atividades escolares, inclusive nas aulas de Educação Física, acredita-se que os alunos PNEs, não podem ser considerados como os únicos sujeitos envolvidos neste processo. Entende-se que a inclusão escolar é uma ação que se concretiza na participação conjunta de toda comunidade escolar. Portanto, torna-se necessário considerar, também, como agentes participantes e responsáveis por essa ação, os demais alunos da escola, que não PNEs, os professores, a comunidade escolar como um todo e ainda as famílias e a sociedade em geral. Nas aulas de Educação Física, onde são propostas diferentes atividades e que solicitam a participação das crianças, com uma certa organização entre elas, surge sem dúvida, um espaço de troca de experiências motoras, vivências corporais, de descobertas e principalmente de construção de relações interpessoais, onde também, se pode evidenciar a presença da Motricidade Humana, que de acordo com TRIGO e PINERA (2000), é a vivência da corporeidade para expressar as ações que são peculiares ao processo de desenvolvimento do ser humano. Estas relações, que apesar de terem início ainda nas primeiras faixas etárias em que as crianças estão na escola, servirão de alicerce na construção de seu caráter e personalidade, e certamente lhe acompanharão no futuro, onde serão os adultos agentes responsáveis por transformações ocorridas na sociedade. Portanto, considerar a opinião das crianças que estão nas escolas de hoje, sua concepção de mundo, de sociedade e sua percepção de valores morais e sociais pode ser uma alternativa pertinente de sucesso, para posteriores pesquisas sobre o comportamento social das pessoas. O trabalho teve o objetivo de identificar a concepção de crianças não portadoras de necessidades especiais, a respeito da inclusão na educação física escolar. 2 A educação e a Inclusão Recentemente para modificar os sistemas sociais gerais foi adotada a filosofia da inclusão social, a qual é um processo bilateral ou de via dupla, entre a sociedade e seus sistemas, e as pessoas com necessidades especiais, onde ambas devem encontrar adaptações para assumirem seus papéis na mesma (SASSAKI, 1997). THOUSAND e VILLA (1992) consideram que o novo paradigma da Inclusão enfatiza a filosofia que o permeia, a importância do papel da escola na formação de valores morais, sociais e sobre tudo humanos, quando traz consigo como princípio fundamental: a valorização da diversidade dentro da comunidade humana. MANTOAN (2000), faz colocações sobre o papel da escola no processo de formação do indivíduo, quando diz que a escola, foi criada para facilitar a questão da transmissão do saber, historicamente construído e socialmente valorizado, mas que é pertinente o seguinte questionamento: Será esse o único intuito de uma instituição que concentra um público de crianças em formação e desenvolvimento? Se pensarmos na importância das relações interpessoais no processo de formação humana, diremos que não. 3 A educação física escolar De acordo com os PCNS, a Educação Física das séries iniciais do ensino fundamental, para as quais está o direcionamento desta pesquisa, é de suma importância para os alunos, haja vista, que esta possibilita o desenvolvimento das habilidades corporais e a participação em atividades culturais, como jogos, esportes, lutas, ginásticas e danças, com fins de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções (MEC/SEF, 1997). Para SANTOS (2002), hoje, com questão da inclusão o objetivo é garantir o acesso e a permanência efetiva da criança com deficiência nas aulas de Educação Física. Para buscar este ideal, o Ministério de Educação através da Secretaria de Educação Especial, criou o "Programa de Educação Física Adaptada" em 2001, com o objetivo de capacitar professores de Educação Física do sistema regular de ensino em uma visão inclusiva. 4 O desenvolvimento psicossocial da criança na faixa etária de 6 a 12 anos Autores como GAERTNER, MANN, MURREL & DOVIDIO, 1989, (apud PAPALIA & OLDS, 2000) relatam que o problema do preconceito pode ser reduzido ou eliminado completamente quando são modificadas as experiências das crianças. Afirmam que programas onde crianças de diferentes grupos, trabalham juntas, como nos times esportivos, onde o objetivo é comum, o qual produz sentimentos positivos são uma alternativa de sucesso para a eliminação do preconceito. PIAGET considera: ... "O desenvolvimento moral como o resultado de um processo ativo, que envolve o desenvolvimento de certas capacidades cognitivas juntamente com exposição a novos modos de experiência social que propiciam as bases para uma perspectiva mais ampla a respeito de autoridade e para uma maior capacidade de assumir o papel dos outros" (apud CARMICHAEL, 1975, p.174). Nesse sentido, a sociedade em que a criança vive, influencia diretamente nas experiências de interação social da mesma. Entretanto, a experiência social, não garante mudanças na moral da criança, porém estimula e desafia o indivíduo a reorganizar seus padrões preexistentes de pensamento moral (CARMICHAEL, 1975). 5 Considerações Finais Embora identificamos que o olhar infantil expressa diferentes visões sobre a concepção de mundo e de sociedade. É recomendável, a ampliação de pesquisas no âmbito da educação e da psicologia, no que se relaciona a inclusão escolar e, sobre tudo, as que busquem dar significados da concepção das crianças não portadoras de deficiências, sobre este paradigma. Não podemos nos esquecer que elas fazem parte do processo, mesmo não sendo portadoras de deficiências. E como última consideração, entendemos a as crianças de hoje, serão os adultos de amanhã, e que enquanto estas caminham e cressem rumo a sua formação integral, elas poderão estar contribuindo também para a construção de uma sociedade mais justa, e sobretudo mais humana, em nosso país. 6 referências bibliográficas CARMICHAEL, L. Manual de psicologia da criança; organizador da ed. original PAUL H. MUSSEN: coordenador da ed. Brasileira. SAMUEL PFROMM NETTO. São Paulo: ed. da Universidade de São Paulo, 1975-78. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - Secretaria de Educação Especial, 1997; MARILENE, R. S. Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação no Brasil, SEESP/MEC, 2002. PAPALIA, E.D; OLDS, W. S. Desenvolvimento Humano. Porto Alegre, São Paulo: Artmed, 2000. SANTOS, R. M. Revista Integração. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial, 2002. SASSAKI, Romeu. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de janeiro: wva, 1997. TRIGO, E; PIÑERA,, D. S. Manifestaciones de La Motricidade Humana Barcelona - Espanha: Inde Publicaciones, 2000. THOUSAND, J.S; VILLA, R. A. Creativity and Colaborative Learning: A Practical Guide to Empowering Students And Teachers. Baltimore: Paul H. Brookes Publishing Co, 1992.
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Comportamento de variáveis espectrais em diferentes cargas durante exercício isométrico fatigante
Cardozo, A.C.; Gonçalves, M.
Laboratório de Biomecânica ? Dep. Educação Física ? Instituto de Biociências ? UNESP / Rio Claro

COMPORTAMENTO DE VARIÁVEIS ESPECTRAIS EM DIFERENTES CARGAS DURANTE EXERCÍCIO ISOMÉTRICO FATIGANTE Adalgiso Coscrato Cardozo* e Mauro Gonçalves Laboratório de Biomecânica - Dep. Educação Física - Instituto de Biociências - UNESP / Rio Claro Problemas lombares relacionados a sobrecarga podem ser prevenidos a partir de testes que permitam identificar padrões de atividade muscular e que sejam características de um estado de fadiga. Neste sentido o presente estudo tem por objetivo verificar os comportamentos da freqüência média (FMed) e da freqüência mediana (FM) do músculo eretor da espinha em duas porcentagens de carga cargas durante exercício isométrico fatigante. Para tanto participaram deste estudo oito voluntários do gênero masculino com idade entre 19 e 24 anos. Para a captação dos sinais eletromiográficos foram utilizados eletrodos de superfície passivos de Ag/AgCl (MEDITRACE®), com área de captação de 1 cm de diâmetro. Os eletrodos foram posicionados em configuração bipolar sobre o músculo eretor da espinha, seguindo o sentido das fibras, no nível da vértebra L1 bilateralmente. O módulo de aquisição de sinais biológicos (Lynx) foi calibrado com um ganho em 1000 vezes, o filtro de passa alta em 20Hz e o filtro de passa baixa em 500Hz. Para a aquisição dos sinais utilizou-se um software específico (Aqdados-Lynx) com uma freqüência de amostragem de 1000, e para análise dos dados utilizou-se uma rotina específica em MatLab. Utilizou-se também uma célula de carga (Kratos®-MM100Kgf) acoplada a um indicador digital (Kratos®-IK-14A) promovendo um retorno visual aos voluntários para que estes pudessem controlar a carga que estava sendo tracionada durante o teste. Para o teste de exaustão o voluntário foi posicionado em pé no aparelho M. A. ISOSTATION 2001. O teste de exaustão consistiu na execução de contrações isométricas do músculo eretor da espinha na posição de 45 graus de flexão do quadril, com duas porcentagens da contração isométrica voluntária máxima (30% e 60%). Os resultados mostram uma diminuição nos valores da FMed e da FM com a progressão do exercício isométrico tanto para a carga de 30% quanto para a carga de 60%, indicando o aparecimento do processo de fadiga muscular. É apresentado também que os valores de FMed e FM na carga de 30% são próximos à carga de 60%, não sendo influenciados, portanto, pelo nível de carga imposto. Por fim nota-se que os lados apresentam comportamento semelhante, o que indica um controle do equipamento durante o exercício proposto. *Bolsista de Doutorado Direto FAPESP (Ref.: Proc. FAPESP número 04/01070-3)
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Comparação da utilização de analise de Cluster com o critério de seleção do tecnico de jovens saltadores.
Carla Luguetti; Fernando Paes; Felipe Silva; Fabrício de Mello; Nélio Moura; Maria Tereza Silveira Böhme
GEPETIJ-LADESP/ CENESP-DEPARTAMENTO DE ESPORTE EEFEUSP/ CLUBE PROJETO FUTURO, SÃO PAULO-BRASIL.

COMPARAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE ANALISE DE CLUSTER COM O CRITÉRIO DE SELEÇÃO DO TECNICO DE JOVENS SALTADORES. Carla Luguetti; Fernando Paes; Felipe Silva; Fabrício de Mello; Nélio Moura; Maria Tereza Silveira Böhme GEPETIJ-LADESP/ CENESP-DEPARTAMENTO DE ESPORTE EEFEUSP/ CLUBE PROJETO FUTURO, SÃO PAULO-BRASIL. No treinamento a longo prazo e no processo de formação de talentos esportivos nas diferentes modalidades esportivas, a seleção dos jovens potencialmente mais talentosos é realizada em detrimento da exclusão da maioria. Portanto, torna-se necessário encontrar instrumentos auxiliares para um processo de seleção objetivo. Esse estudo teve por objetivo comparar os agrupamentos obtidos através da analise estatística de Cluster e o processo de seleção estabelecido pelo técnico. Foram avaliados 12 atletas saltadores do sexo masculino, com média de idade de 15,8 ±1,4, participantes do processo de seleção do Projeto Futuro na cidade de São Paulo, submetidos à "peneira". Foram realizados cinco testes de aptidão física: corrida de lançada de 20 metros (CRL20), corrida de 50 metros (CR50), salto vertical (SV), salto em distância parado (SDP) e salto triplo parado (STP). Foram selecionados 2 atletas pelo técnico responsável para integrarem a equipe do projeto com base nos resultados e critérios determinados pelos mesmo. Na análise estatística utilizou-se o pacote estatístico SPSS 11.5 for Windows. Após análise descritiva dos dados, realizou-se a análise de Cluster K-means com os dados padronizados, que tem por objetivo separar subgrupos com características semelhantes (a partir de distância Euclidiana). Na análise, foram consideradas apenas as variáveis STP, SDP e SV, por serem estatisticamente significante entre os dois grupos. Na análise foram formados dois grupos (de melhores e piores resultados). Os atletas agrupados no Cluster 1 (melhores), englobou 2 atletas selecionados pelo técnico, entretanto, outros 2 atletas desse mesmo grupo, não foram selecionados pelo técnico. Já o Cluster 2, agrupou apenas os atletas que não foram escolhidos pelo técnico. Foram verificadas diferenças significativas entre os grupos nas variáveis de salto. Os resultados verificados indicam que a análise de Cluster parece ser um bom instrumento a ser empregado como auxílio no processo de seleção de jovens atletas. Para isso, é necessário estabelecer-se corretamente a priori, as variáveis consideradas importantes/determinantes no desempenho esportivo da modalidade esportiva considerada.
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Ponto de deflexão da frequencia cardíaca por inspeção visual e método Dmáx em teste intermitente de campo
Carminatti, L.J.; Lima-Silva, A.E.; Oliveira, F.R.; Pazin, J.
aboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM / CEFID / Universidade do Estado de Santa Catarina

PONTO DE DEFLEXÃO DA FREQUENCIA CARDÍACA POR INSPEÇÃO VISUAL E MÉTODO DMÁX EM TESTE INTERMITENTE DE CAMPO Lorival José Carminatti, Adriano Eduardo Lima-Silva, Fernando Roberto De-Oliveira e Joris Pazin Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM / CEFID / Universidade do Estado de Santa Catarina O método Dmáx para a identificação da FC no ponto de deflexão (FCDmáx) é uma alternativa para diminuir o componente de subjetividade da inspeção visual e aumentar o número de identificações do fenômeno. Recentemente, Carminatti et al. (2004) apresentaram a possibilidade de identificação da FC no ponto de deflexão pelo método visual (FCPDv) em teste progressivo com pausa, aplicado em campo, com protocolo de tempo fixo e pequenos incrementos de velocidade, proporcionando testes com média de 12 estágios. O objetivo do presente estudo foi verificar a ocorrência da FCPDv e compará-lo ao Dmáx neste tipo de teste. Cento e doze atletas masculinos (handebol, futebol e basquete), de nível estadual e nacional, (18,9 ± 3,7 anos, 74,5 ± 11,0 kg, 179,0 ± 8,7 cm), foram submetidos a um teste progressivo intermitente e máximo (TCar), com multi-estágios de 12s de corrida de ida e volta e pausas de 6s, incremento de 0,6 km.h-1 a cada 90 segundos, velocidade inicial de 9,0 km.h-1 e ritmo a partir de sinais sonoros. Variáveis determinadas: Pico de velocidade corrigido (PV) e FC (Polar®-modelo S610iTM) em cada velocidade. A determinação da velocidade (VPDv) e FC (FCPDv) foi realizada por 3 avaliadores e o grau de reprodutibilidade por análise da correlação intraclasse (CCI). Foi determinada a moda e, na ausência desta (n=13), a mediana dos valores de FCPDv e VPDv dos 3 avaliadores. Empregou-se o teste "t" e correlação simples de Pearson para comparar os resultados e associação entre os dois métodos. Resultados: PV = 16,0 ± 1,0 km.h-1 e FCmáx =198 ± 8 bpm. A identificação da FCPDv ocorreu em 100% da amostra analisada em todos os avaliadores, com CCI = 0,890* para FCPDv e CCI = 0,836* para VPDv (*p<0,001); FCPDv = 184 ± 8 bpm (92,9 ± 2,6 %FCmáx.) / FCDmáx = 180 ± 8 bpm (91,4 ± 3,4 %FCmáx.) - r = 0,739* e VPDv = 13,1 ± 1,0 km.h-1 (82,1 ± 4,7 %PV) / VDmáx = 12,9 ± 1,1 km.h-1 (80,4 ± 5,6 %PV) - r = 0,780*. Os valores de FC e velocidade foram significativamente diferentes. Aplicando-se o TCar, a inspeção visual parece ser um método consistente para a identificação da FCPD, apesar das diferenças com relação ao método Dmáx.
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Linhas temáticas dos grupos de pesquisa em lazer no Brasil
Carnicelli Filho, S.; Freire, M.; Caparroz, G.P.; Christofoletti, D.F.A.; Schwartz, G.M.
Unesp-Rio Claro

LINHAS TEMÁTICAS DOS GRUPOS DE PESQUISA EM LAZER NO BRASIL SANDRO CARNICELLI FILHO*, MARÍLIA FREIRE*, GRAZIELA PASCOM CAPARROZ*, DANIELLE FERREIRA AURIEMO CHRISTOFOLETTI*, GISELE MARIA SCHWARTZ *. *LEL- Laboratório de Estudos do Lazer, DEF/IB/UNESP - Campus de Rio Claro, SP Este estudo, de natureza qualitativa, teve como objetivo identificar as linhas temáticas focalizadas na produção bibliográfica desenvolvida pelos diversos grupos de pesquisa em lazer do Brasil. O estudo constou de uma pesquisa exploratória, desenvolvida por meio de análise na base de dados do Currículo Lattes do CNPQ, referente aos grupos cadastrados pelo censo até o mês de fevereiro de 2005. A limitação da amostra do estudo correspondeu aos grupos que continham a palavra "lazer" no título, perfazendo um total de 22. Foram consideradas apenas as produções bibliográficas do período entre 2002 e 2004. Para a análise dos dados foram elaboradas 20 categorias temáticas, de acordo com a produção científica de cada pesquisador dos diversos grupos. As categorias foram: educação física adaptada, educação física escolar, educação, corpo, arte, sociologia, idoso, atividades físicas na natureza, esportes, lúdico, emoção e sensação, criatividade, relacionamento pessoal, biodinâmica e fisiologia, recreação, história, formação e atuação profissional, políticas públicas, meio ambiente e ecologia, outros. Os dados coletados indicam uma preferência de 31% pela abordagem de temas não pertinentes aos estudos específicos da área do lazer. 10% dos trabalhos publicados tratavam de formação e atuação profissional, 12% tratavam sobre recreação, lúdico ou atividades físicas de aventura na natureza, 8% sobre esportes e 7% tratavam sobre educação ou educação física escolar. As outras categorias estudadas apresentaram baixo índice de significância. Desta forma, pode-se concluir que os pesquisadores dos grupos de pesquisa em lazer do Brasil mantêm uma diversidade de temas, sem, contudo, centrar os estudos em linhas temáticas específicas do lazer, ainda que façam parte dos grupos temáticos desta área.
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Educação Física Escolar e linguagem: aproximações pedagógicas
Carreiro, E.A.; 3Silva, E.V.M.; 4Rangel, I.C.A.; 5Iório, L.S.; 6Venâncio, L.; 4Lorenzetto, L.A.; 3aRodrigues, L.H.; 6,5Sanches Neto, L.; 4Matthiesen, S.Q.; 4Darido, S.C.; 7Gaspari, T.C.; 5Galvão, Z.
SESI

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E LINGUAGEM: APROXIMAÇÕES PEDAGÓGICAS 1,2 Eduardo Augusto Carreiro, 3Eduardo Vinicius Mota e Silva, 4Irene Conceição Andrade Rangel , 5Laércio Schwantes Iório , 6Luciana Venâncio, 4Luiz Alberto Lorenzetto , 3aLuiz Henrique Rodrigues , 6, 5 Luiz Sanches Neto, 4Sara Quenzer Matthiesen , 4Suraya Cristina Darido, 7Telma Cristiane Gaspari , 5Zenaide Galvão 1Faculdades Integradas de Itapetininga 2Analista da Diretoria de Lazer e Esporte SESI/SP 3aMackenzie e 3bFEF de Jundiaí 4Deto. de Educação Física - Unesp - Rio Claro 5Faculdade Brasílía e Unicid 6Prefeitura de São Paulo 4Departamento de Educação Física - Unesp - Rio Claro 5Unicastelo 7Prefeitura de Matão e Faculdades Integradas - FAFIBE Bebedouro As questões que se colocam neste estudo são as seguintes: como trabalhar com a linguagem corporal na escola? Ou ainda, é possível ensinar aos alunos a linguagem corporal? O que os alunos devem aprender? Como ensinar? A reforma curricular empreendida no Ensino Médio brasileiro, quando da aprovação da LDB/1996 e das Diretrizes Curriculares Nacionais (BRASIL/1998), estabeleceu a divisão do conhecimento escolar em três grandes áreas, sendo que a Educação Física foi alocada na área de Linguagens, Códigos e suas tecnologias, juntamente com as disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Informática e Arte. É preciso ressaltar que poucos trabalhos na área de Educação Física Escolar têm buscado investigar as relações entre a disciplina e as Linguagens, ou quando o fazem, isso ocorre de modo superficial. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar as possibilidades de compreensão da Educação Física enquanto uma linguagem. Para atingir este objetivo foi realizada uma pesquisa bibliográfica. Os resultados apontaram a necessidade da discussão das seguintes temáticas: conceito e finalidades das diferentes linguagens, cultura e linguagem, análises das interfaces entre linguagem e corpo, o corpo como mídia primária, o corpo como produtor e leitor de textos, e os desdobramentos pedagógicos da Educação Física enquanto uma linguagem. Para pensar nas diferentes possibilidades de leitura do corpo pela Educação Física, concluímos o estudo reforçando a idéia de considerar o "corpo como um texto", um texto de cultura, cujas marcas, sensações, movimentos e estereótipos revelará a cada um parte de si e do mundo.
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Nível habitual de atividade física em universitários: um estudo comparativo entre gêneros
Carreri, W.M.; Silva, R.M.; Oliveira, A.R.
Universidade Estadual de Londrina

NÍVEL HABITUAL DE ATIVIDADE FÍSICA EM UNIVERSITÁRIOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE GÊNEROS Walter Michel Carreri, Rodrigo Murakami da Silva, Arli Ramos de Oliveira, Phd. Universidade Estadual de Londrina. Grupo de Estudo em Metabolismo, Nutrição e Exercício - GEPEMENE e Conselho Nacional de Desenvolvimento e Tecnológico - CNPq. Londrina - Paraná - Brasil. Observando o sedentarismo aliado ao excesso de gordura e de peso corporal, e levando em conta que estes constituem um grave distúrbio à saúde atuando na variação de funções orgânicas, sendo considerado um fator de risco para o desenvolvimento de doenças metabólicas e crônico-degenerativas, é que traçamos o objetivo de analisar os Níveis de Atividade Física Habitual (IAHF) de estudantes de graduação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Estado do Paraná, comparando possíveis diferenças entre indivíduos do sexo masculino e feminino. Para tanto, a amostra foi selecionada aleatoriamente, sendo constituída por 40 indivíduos (20 cada sexo), com idade média de 23.5 (+5.24). A coleta dos dados foi feita através do Questionário de Baecke et al (1982), sendo o referido instrumento composto por 16 questões com respostas indicadas em escala Lickert de 5 pontos. Os resultados foram analisados utilizando-se de estatística descritiva através das medidas de tendência central média e de dispersão Desvio Padrão analisando os respectivos percentis de acordo com GUEDES & GUEDES (1997). O resultado médio encontrado no IAFH foi de 2.48 pontos (+ 1.4), sendo que 65% do sexo feminino (13 unidades experimentais) apresentam índices inferiores a este índice. Os resultados apresentados sugerem que o nível de atividade física habitual dos estudantes do sexo masculino encontra-se em sua maioria acima da média de 2,48 pontos correspondendo a 15 unidades experimentais. E no que diz respeito ao sexo feminino, 13 unidades experimentais apresentaram resultados inferiores a média. Sugere-se a utilização de estudos longitudinais para verificar a influência da prática de atividade física ou do sedentarismo nesta população e mesmo a intervenção prática especialmente em estudantes do sexo feminino.
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Efeito do exercício de natação sobre a micro-arquitetura do fêmur de ratas menopausadas. estudo em MEV
Carvalho, B.; Anaruma, C.A.; Araújo, E.M.; Mazzeo, R.T.; Caritá, R.A.C.; Piccoli, M.
UNESP - IB - RC

EFEITO DO EXERCÍCIO DE NATAÇÃO SOBRE A MICRO-ARQUITETURA DO FÊMUR DE RATAS MENOPAUSADAS. ESTUDO EM MEV. Bruna Carvalho, Carlos Alberto Anaruma, Erinardo Moura Araújo, Ricardo T. Mazzeo, Renato A. C. Caritá, Mariana Piccoli. Educação Física - - Instituto de Biociências - UNESP - Campus de Rio Claro. A osteoporose pode ser caracterizada por um distúrbio metabólico que atinge ambos os sexos e nas mulheres é agravada pela menopausa. A prática da atividade física em programas periódicos e supervisionados tendem a prevenir ou retardar os feitos da osteoporose. É objetivo deste trabalho avaliar se o exercício de natação pode ser utilizado na prevenção e controle da osteoporose e assim verificar a eficácia do protocolo de treinamento proposto, com a análise quantitativa da espessura da parede da diáfise do fêmur entre os grupos sedentário controle (S), treinado controle (T), sedentário castrado (SC) e treinado castrado (TC). Utilizamos 20 ratas Winstar com 90 dias de idade, no início do experimento, alimentadas com ração balanceada e água "ad libitum", mantidas em gaiolas coletivas, à temperatura ambiente e fotoperíodo de claro/escuro de 12 horas. Estas foram submetidos ao treinamento de natação com carga de 5% do peso corporal durante 8 semanas A indução da menopausa foi feita pela ovariectomia. Após o período de treinamento colheu-se uma amostra do terço médio do fêmur das ratas que foram fixados e preparados para a observação em Microscópio Eletrônico de Varredura Philips do Laboratório de Microscopia Eletrônica do IB - RC. A espessura da diáfise do fêmur das ratas castradas treinadas (TC) apresentou uma diminuição significativa (P<0,05) quando comparado à espessura do osso das ratas controle (S e T) e das ratas sedentárias castradas (SC). Observamos que existe uma relação entre a espessura da parede da diáfise do fêmur e a presença de osso esponjoso no interior da cavidade óssea, ou seja, nos animais sedentários, onde a espessura é ligeiramente maior do que a espessura dos ossos das ratas treinadas, o interior do osso não apresentava o osso esponjoso. Já nas ratas treinadas, apesar de apresentarem espessura menor, o seu interior estava tomado pelas espículas e trabéculas que formam o osso esponjoso. Este aspecto encontrado nos ossos das ratas treinadas nos leva a acreditar que a resistência a traumas está aumentada, já que neles, podem ser escoados, com maior eficiência, as forças de tração, compressão e torção à qual o osso é submetido. Concluímos que a natação promove a manutenção da micro-arquitetura do osso, sendo um exercício que poderá ser preconizado para a prevenção de fratura em indivíduos osteoporóticos.
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Influência da informação sensorial nos ajustes proximais e distais do alcance em lactentes de 4 a 6 meses
Carvalho, R.P.; Tudella, E.; Gonçalves, H.; Martins, A.L.B.
UFSCar

INFLUÊNCIA DA INFORMAÇÃO SENSORIAL NOS AJUSTES PROXIMAIS E DISTAIS DO ALCANCE EM LACTENTES DE 4 A 6 MESES Raquel P. Carvalho, Helena Gonçalves, Alice L. B. Martins, Eloísa Tudella Núcleo de Estudo em Neuropediatria e Motricidade/ Departamento de Fisioterapia/ UFSCar Os comportamentos de alcance e preensão de objetos são determinados pela percepção que o indivíduo tem dos mesmos. Essa percepção é obtida pelas informações captadas pelos sistemas sensoriais, porém, não existe consenso sobre o predomínio de algum desses sistemas. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi verificar a influência das informações visual e tátil nos ajustes proximais e distais dos membros superiores no alcance de lactentes. Participaram 10 lactentes a termo, saudáveis, acompanhados longitudinalmente da idade de 4 a 6 meses. Seguindo as normas do CNS e após consentimento dos pais, os lactentes foram sentados em uma cadeira, inclinada a 45º. Um brinquedo foi apresentado na altura do manúbrio do esterno até que o lactente realizasse 3 alcances. As avaliações foram filmadas para análise dos ajustes proximais (alcances unimanuais e bimanuais) quando era oferecida apenas a informação visual (1º alcance) e quando o lactente já tinha a informação tátil do brinquedo (2º e 3º alcance). Também foram analisados os ajustes distais (mão horizontalizada, verticalizada ou oblíqua) entre o toque (somente informação visual) e a preensão do brinquedo (informação visual e tátil, obtida pelo toque no brinquedo). Os testes estatísticos empregados foram ANOVA e Duncan. Quatro lactentes não realizaram o alcance aos 4 meses e um, aos 6 meses, devido ao choro. Constatou-se diferenças apenas entre as idades (p=0,00004). A freqüência de alcances unimanuais aos 4 meses foi maior que aos 5 meses (p=0,04). Houve predomínio do toque com a mão oblíqua aos 6 meses em relação aos 4 meses (p=0,01). Na preensão, houve diferença significativa entre 4, 5 e 6 meses. Em uma análise descritiva, os ajustes distais no toque e na preensão foram semelhantes aos 5 e 6 meses enquanto aos 4 meses, apenas 7% dos lactentes realizaram a preensão, inviabilizando a análise. Concluímos que, nos lactentes avaliados, houve um predomínio da informação visual visto que não observamos ajustes após a obtenção da informação tátil do brinquedo, ou seja, entre o toque e a preensão e após o primeiro alcance.
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Extensão unversitária: vivencias...experiências... Pique na PUC - alongamento e relaxamento
Casado, M.M.; Arruda, M.S.; Nepomuceno, Z.
Faculdade de Educaçao Fisica - Puc Campinas

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA:VIVÊNCIA...EXPERIÊNCIA PIQUE NA PUC- ALONGAMENTO E RELAXAMENTO Marcelo Munerato Casado , Marina Silveira Arruda , Zilá Nepomuceno Faculdade de Educação Física - Puc Campinas O conceito básico deste trabalho consiste em desenvolve-lo sob a ótica da práxis, por meio do projeto, - Extensão Universitária:Vivencias...Experiencias...Pique na PUC... - Acreditamos que este trabalho vem sendo uma de nossas experiências didático/pedagógica bastante relevante pois, possibilitou-nos um trabalho multidisciplinar, e principalmente o entendimento da ética profissional. Foi com essa preocupação que nos propusermos a registrar esta experiência. No nosso entendimento, as pessoas freqüentemente menosprezam por falta de tempo, de metodologia adequada, de codificação ou mesmo por serem enfadonhos, os exercícios de alongamento e relaxamento, que atualmente encontram-se presentes no espírito de todos os praticantes de atividade física. Cada vez que sentimos a necessidade de mudarmos de posição, respondemos a uma solicitação do nosso corpo, os músculos em extensão desejam contrair, e aqueles que se encontram contraídos, desejam alongar, projetando a preocupação de se alongar e/ou relaxar. Pelo desconhecimento de técnicas favoráveis de exercícios de alongamento e relaxamento personalizados, os benefícios não são plenamente atingidos. Os resultados obtidos são decepcionantes e podem ser uma fonte de desequilíbrio nos dois atos previstos. Para criar a necessidade de se alongar e/ou relaxar, é necessário que os benefícios e o conhecimento sejam efetivamente trabalhados. A proposta do nosso projeto é possibilitar, através de exercícios sistematizados á incorporação no cotidiano do praticante o hábito das atividades em questão.A aceitação dos alunos aos exercícios de alongamento e relaxamento somente será possível se houver, um conhecimento de seu corpo, um conhecimento das diferentes técnicas de alongamento e relaxamento que possibilite ao praticante fazê-la corretamente de maneira que aumente seu bem estar físico junto a auto á estima. Podemos declarar que as atividades apresentam-se prazerosas e de grande interesse pelos participantes do projeto, extensão universitária:vivência...experiência pique na puc- alongamento e relaxamento.
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Estudo comparativo dos efeitos do treinamento físico no Programa Body Combat nas variáveis da composição corporal
Casentini, F.B.; Forti, V.A.M.
Faculdade de educação Fisica FEF-UNICAMP

ESTUDO COMPARATIVO DOS EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO NO PROGRAMA BODY COMBAT NAS VARIÁVEIS DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Fernanda Briese Casentini1, Vera Ap. Madruga Forti2. (1) Bolsista Iniciação Científica CNPq, (2) Faculdade de Educação Física-FEF /UNICAMP. Através da aplicação de um programa de treinamento físico de 8 semanas no Projeto de Body Combat na FEF-UNICAMP, foram analisadas as mudanças na composição corporal em 14 mulheres sedentárias, com média de idade de 24,7 4,58. Neste estudo analisamos as seguintes variáveis: peso, altura (GORDON et al., 1988), IMC (HEYWARD; STOLARCZYK, 2000), e dobras cutâneas: subescapular, suprailiaca e coxa (GUEDES, 1994). Para a análise dos dados foi utilizado o pacote estatístico "S-PLUS (version 5 - 2000)", sendo o nível de significância adotado foi de p<0,05. Os resultados mostraram que o treinamento no Body Combat foi eficiente, pois ocorreu melhora nas variáveis da composição corporal, tanto na redução do % de gordura e massa corporal como no aumento da massa magra, porém estas diferenças não foram estatisticamente significantes. Dessa forma, conclui-se que, este programa foi eficiente na melhora das condições físicas e da composição corporal em pessoas sedentárias. Apoio: CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
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Tempo de reação de escolha de jogadores de futsal e futebol de campo
Catenassi, F.Z.; Marques, I.
Universidade Estadual de Londrina

TEMPO DE REAÇÃO DE ESCOLHA DE JOGADORES DE FUTSAL E FUTEBOL DE CAMPO Inara MARQUES & Fabrizio Zandonadi CATENASSI Universidade Estadual de Londrina/Ministério do Esporte/Cenear-ME/Cenesp/GEPEDAM Esse estudo teve como objetivo comparar o tempo de reação de escolha entre jogadores de futsal e futebol de campo. Para tanto, foram investigados 19 atletas de futsal, com idade de 21,1±5,02 anos e tempo de prática de 11,68±4,57 anos e 20 jogadores de futebol de campo, com idade de 19,0±1,41 anos e prática de 7,15±3,73 anos de prática. A tarefa experimental consistiu na apresentação de um estímulo em movimento, simulado pelo acendimento seqüencial de 48 diodos luminosos em uma canaleta, posicionada à frente do atleta. O estímulo deslocava-se intermitentemente de um lado para o outro (na porção central da canaleta) até tomar aleatoriamente a direção esquerda ou direita. Logo que o atleta percebesse o deslocamento final, deveria tirar sua mão dominante de um sensor central e tocar um sensor no lado correspondente. Foram realizadas 10 tentativas. O teste t de Student independente não identificou diferença significativa entre os grupos para o tempo de reação. Com base nesses resultados, pode-se argumentar que apesar dos jogadores de futsal serem expostos supostamente a situações de tomadas de decisão mais rápida, em virtude do menor espaço e velocidade de deslocamento da bola, os mesmos reagem com a mesma velocidade, pelo menos nessa tarefa.
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Nível de consistência do desempenho durante a prática extensiva de uma tarefa de timing coincidente
Cattuzzo, M.T.; Basso, L.; Walter, C.; Silva, J.A.O.; Carfaro, V.; Gehring, P.R.; Tani, G.
EEFE-USP/ ESEF-UPE

Nível de consistência do desempenho durante a prática extensiva de uma tarefa de timing coincidente Maria Teresa Cattuzzo*#, Luciano Basso*, Cinthya Walter*, Jane Aparecida de Oliveira Silva*, Vanessa Carfaro*, Paula Regina Gehring* & Go Tani* * LACOM -EEFE-USP # Escola Superior de Educação Física- Universidade de Pernambuco O objetivo deste estudo foi investigar o nível de consistência do desempenho alcançado durante a prática extensiva de uma tarefa de timing coincidente sob três diferentes condições de velocidade do estímulo visual. Trinta voluntários adultos de ambos os sexos (média=29,57 anos e DP = 5,55) participaram deste estudo. O design experimental contou com três grupos experimentais: G1- velocidade rápida (1,7 m/s); G2 - velocidade intermediária (1,5 m/s); G3 - velocidade lenta (1,3 m/s) e a tarefa consistiu em tocar cinco chaves de resposta em uma determinada ordem, com o último toque sendo feito em coincidência como acendimento do último LED. Na prática extensiva, todos os grupos desempenharam 150 tentativas. A instrução dada a todos os sujeitos foi: "atinja a meta de coincidência o maior número de vezes" e o feedback era disponibilizado a cada tentativa. Com base nos resultados, foi possível observar dois critérios de consistência usados para avaliar a estabilização: a) 3 tentativas consecutivas e b) 4 tentativas consecutivas, ambos dentro do erro absoluto de 30 ms. Esses critérios não foram afetados pela velocidade do estímulo visual. Foi constatado que a maioria dos sujeitos (80%) foi capaz de alcançar 3 tentativas consecutivas até a 90a tentativa, porém 4 tentativas consecutivas foram alcançadas somente pela metade dos sujeitos (50%) até a 120a tentativa. Neste sentido, os resultados sugerem que: não houve efeito do estímulo visual no nível de consistência do desempenho; um nível de consistência de desempenho que é desafiador e alcançável pode ser definido pelo critério 3 tentativas consecutivas, no entanto 4 tentativas consecutivas torna-se um critério que necessita de maior quantidade prática e apenas a metade da amostra foi capaz de alcançá-lo. Processo PQI- CAPES n.0114030
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Ritos e métodos de ensino da capoeira: um resgate histórico.
CBandeira, C.R.;
FEF- UNICAMP

P341 -RITOS E MÉTODOS DE ENSINO DA CAPOEIRA: UM RESGATE HISTÓRICO. Cleber Rodrigues Bandeira FEF- UNICAMP Neste estudo abordarmos os principais métodos e ritos de ensino da capoeira, descritos na literatura, envolvemos um período que se inicia no século XIX até os dias atuais. Temos como objetivo expor os procedimentos de ensino aplicados na capoeira em sua história. No primeiro momento apresentamos os ritos de aprendizagem das maltas de capoeira, após tratamos das primeiras obras literárias dedicadas à metodologia da capoeira, posteriormente estudamos as abordagens de ensino realizadas pelos Mestres de capoeira da Bahia, nas décadas seguintes analisamos novas metodologias de ensino da capoeira e os atuais métodos de ensino empregados na capoeira. Palavras-chave: capoeira, métodos, ensino, educação física.
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A Influência da Prática de Atividades Físicas na Terceira Idade
Cechin, S.M.; Kraemer, E.C.; Bonkevich, M.F.
(GIPEF) - Universidade de Caxias do Sul

A INFLUÊNCIA DA PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS NA TERCEIRA IDADE Solange Maria Cechin, Eliane Carla Kraemer, Maria de Fátima Bonkevich Grupo de Iniciação à Pesquisa em Educação Física (GIPEF) - Universidade de Caxias do Sul O envelhecimento fisiológico e suas características são fatores relacionados ao histórico de vida das pessoas. Esses fatores mostram que há grandes diferenças entre uma pessoa ativa e uma sedentária. Sabe-se que a atividade física desencadeia a liberação do GH (hormônio do crescimento) e que nos adultos esse hormônio atua na manutenção da "juventude", sendo assim, o objetivo principal da atividade física na terceira idade é um retardamento do inevitável processo de envelhecimento através da manutenção de um estado suficientemente saudável. Considerando que a prática regular de atividades físicas traz inúmeros benefícios à população em geral, torna-se de fundamental importância identificar as influências destas atividades na população idosa, sendo que essas só poderão ser realizadas de forma compatível com as condições físicas de cada pessoa. A presente pesquisa busca analisar a importância da atividade física na qualidade de vida das pessoas na terceira idade antes e após a prática de exercícios físicos. Para tal, foi utilizado um questionário com perguntas fechadas avaliado quantitativamente, sendo aplicado a um grupo de 30 (trinta) pessoas que praticam atividades físicas na Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) da cidade de Caxias do Sul/RS, tendo por média de idade 70 (setenta) anos, e no mínimo 1 (um) ano de prática. Foram analisados os aspectos físicos, psicológicos e sociais desses indivíduos. Analisando os dados obtidos, perceberam-se significativas melhoras no aspecto físico destacando a melhora na qualidade do sono, flexibilidade, disposição e diminuição das dores em geral. Quanto ao aspecto social, observou-se o aumentou do círculo de amizades bem como, maiores oportunidades para sair de casa e se divertir. No aspecto psicológico destacaram-se a melhora da auto-estima, a sensação de felicidade e a satisfação com a aparência. Conforme esse resultado identificou-se que nas pessoas de terceira idade a atividade física regular permite evitar, minimizar e/ou lutar contra os riscos físicos, psicológicos e sociais que freqüentemente acompanham o envelhecimento, melhorando cada vez mais a sua qualidade de vida e convivência social.
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Teorias em uso na prática de ensino da Educação Física
Celante, A.R.; Mastrorosa, A.; Monteiro, A.A.; Mota, A.L.C.; Limongelli, A.M.; Barros, A.M.; Silva, F.F.; Oliveira, G.K.; Sanches Neto, L.; Andrade, M.P.; Colognese, M.J.; Stark, R.E.; Almeida, T.T.
Faculdade Integradas de Guarulhos

TEORIAS EM USO NA PRÁTICA DE ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA Adriano Rogério Celante1, Adriano Mastrorosa1, Alessandra Andrea Monteiro1,2, Ana Lúcia Castilho da Mota1, Ana Martha Limongelli1, André Minuzzo de Barros1, Fábia Freire da Silva1, Greice Kelly de Oliveira1, Luiz Sanches Neto1,2, Marcelo Pereira de Andrade1, Márcia Janete Colognese1, Renata Elsa Stark1, & Telma Teixeira Almeida1 1Professores das Faculdades Integradas de Guarulhos - Faculdade de Educação Física (FEFFIG), 2Professores de Educação Física da Prefeitura Municipal de São Paulo e integrantes do LETPEF - UNESP, Laboratório de Estudos e Trabalhos Pedagógicos em Educação Física. A proposta da Prática de Ensino nas Faculdades Integradas de Guarulhos está baseada em uma grade curricular temática, que compreende 5 dimensões: Pedagogia das Práticas Corporais, Biofísicas, Socioculturais, Comportamentais, Pedagógicas e Instrumentais. A Prática de Ensino está organizada semestralmente com carga horária de 72 horas. O trabalho docente tem sido realizado em duplas desde 2004, sendo dois professores responsáveis pelo acompanhamento da mesma turma. As aulas foram organizadas em uma perspectiva semelhante à da pesquisa-ação, abrangendo: observação das aulas, análise dos planejamentos, registro de imagens em fotos e vídeos, reflexões sobre as vivências e os dados coletados sobre as expectativas, na forma de memoriais e depoimentos discentes. Participaram da Prática de Ensino 217 alunos neste primeiro ano. No 1° semestre o objetivo principal foi responder a questão: "O que é ser professor?", considerando a história de vida dos discentes; já no 2° semestre o tema central foi a prática pedagógica vinculada às abordagens da Educação Física na escola. As teorias em uso foram associadas principalmente ao entendimento de Cultura Corporal de Movimento. Percebemos também a associação a outras 4 matrizes: Cinesiologia, Aptidão Física relacionada à Saúde, Ciência da Motricidade Humana e Ciências do Esporte. Um total de 15 abordagens foi associado à prática pedagógica dos alunos com diferentes críticas quanto à aplicabilidade da proposta: Psicomotricidade, Humanista, Progressista, Desenvolvimentista, Crítica, Construtivista, Revolucionária, Fenomenológica, Sistêmica, Crítico-Superadora, Plural, Crítico-Emancipatória, Estudos da Saúde, Parâmetros Curriculares Nacionais e Estudos Cinesiológicos. O trabalho docente em dupla foi essencial para a implementação coletiva e coerente da proposta inicial da Prática de Ensino. Pensamos que a Prática de Ensino já acontecendo no início do curso e se mantendo até o final da graduação permitirá que o foco curricular seja de fato a prática pedagógica ao longo da formação dos professores, pois possibilita relações entre as disciplinas da grade de forma transversal e longitudinal.
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Análise dos relatos de idosos participantes de Hidroginástica
Cerri, A.S.; Simões, R.
Universidade Metodista de Piracicaba

ANÁLISE DOS RELATOS DE IDOSOS PARTICIPANTES DE HIDROGINÁSTICA Alessandra de Souza Cerri; Regina Simões Universidade Metodista de Piracicaba O envelhecimento populacional com o conseqüente aumento do número de indivíduos idosos está fazendo com que muitos países se preparem e ofereçam programas direcionados a esse público, especialmente de atividades físicas, uma vez que os malefícios e riscos do sedentarismo vêm sendo constantemente alertados pela comunidade científica. Dentre as várias opções de atividade física para idosos a hidroginástica vem se mostrando adequada e com particularidades que beneficiam diretamente esses indivíduos. Para investigar o que os praticantes sentem em relação a prática da hidroginástica, aplicamos uma pergunta geradora (o que significa, para você, participar das aulas de hidroginástica?), a seis turmas de hidroginástica para idosos em duas cidades distintas: Piracicaba (São Paulo/ BR) com 26 participantes e Fort Collins (Colorado/ EUA) com 12; caracterizando esse trabalho como um estudo de caso com amostras intencionais. As respostas foram analisadas segundo a adaptação proposta por Simões (1994), para a técnica de Análise de Asserção Avaliativa, elaborada por Osgood et al na Análise de Conteúdo proposta por Bardin (1977), a qual estabelece categorias a partir dos discursos dados como resposta a pergunta geradora. Em Piracicaba 17 sujeitos dizem que a hidroginástica é boa para a saúde / condicionamento, 15 que significa contato social, 09 mencionam o bem ao corpo físico, 06 que faz bem à cabeça etc. Em Fort Collins 10 afirmam que significa exercitar o corpo, 08 citam a socialização propiciada pelas aulas, 04 apontam que a água é um meio que favorece o exercício sem lesão etc. Essas categorias citadas e outras encontradas nesse estudo nos mostram que os próprios praticantes citam e acima de tudo percebem os vários benefícios apontados pela literatura em relação a hidroginástica. Além disso, esse estudo nos chamou atenção para a importância de investimentos em programas públicos específicos para o grupo de idosos, a fim de aumentar as opções e melhorar a qualidade das oportunidades oferecidas para esses cidadãos.
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A Educação Física e as Novas Visões de Corpo
Cesana, J.; Drigo, A.J.
Unesp-RC

EDUCAÇÃO FÍSICA E AS NOVAS VISÕES DE CORPO Juliana Cesana, Alexandre Janotta Drigo UNESP - Rio Claro, FEF - UNICAMP O presente estudo, baseado na reflexão de dados coletados em trabalhos anteriores, sobre a ótica corporal, tem como objetivo relacionar o movimento da contracultura dos anos 60, e a pós-modernidade, numa perspectiva de observar suas semelhanças, assim como as influências no âmbito da Educação Física, principalmente em meados dos anos 80. Desde o seu surgimento no Brasil, a Educação Física, sofreu fortes influências das áreas médica e biológica, e ficou caracterizada pela busca do corpo forte, disciplinado e atlético, o que refletia uma perspectiva higienista, visando a formação de um exército forte e saudável. Neste primeiro momento, a concepção de saúde se resumia à forma física, e o corpo era visto como uma máquina perfeita. Com o advento do movimento contracultural, especialmente nos anos 60, o padrão hegemônico sob o qual se encontravam as concepções de corpo, no âmbito da cultura corporal, se romperam, buscando novos valores que se contrapunham ao padrão tecnicista da sociedade. A partir da década de 80, a ruptura com estas concepções de corpo visto como máquina emergiram numa perspectiva "humanizante", ou seja, voltada ao ser humano de forma integral, sendo que o ponto de partida da análise se desloca da biologia e do rendimento, para a espiritualidade e a transcendência. Deste modo, tiveram a sua aproximação com a Educação Física o que se convencionou chamar de práticas corporais alternativas (PCAs), trazendo como proposta novas possibilidades de trabalho corporal considerando o homem como ser integral, superando a visão dicotômica da Educação Física tradicional. Isto corrobora com os dados obtidos em estudos anteriores, nos quais esta relação aparece no discurso de participantes, todos estudiosos das PCAs, que, indagados sobre as relações entre as PCAs e a Educação Física, apontaram como principal contribuição deste fenômeno a ascensão de novos olhares sobre o corpo e o trabalho corporal, que por seu caráter educativo proporciona uma melhor relação do indivíduo com o seu próprio corpo, promovendo a saúde e o bem-estar. Este estudo teve o apoio do CNPq e da Capes.
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Auto-imagem/imagem corporal: uma questão pertinente à Educação Física Escolar
Cezarino, R.;
Universidade Federal de São Carlos, UFSCar

AUTO-IMAGEM/IMAGEM CORPORAL: UMA QUESTÃO PERTINENTE À EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Ricardo Cezarino Universidade Federal de São Carlos, UFSCar Durante a adolescência, muitas experiências sociais e culturais vividas pelo indivíduo estão estreitamente relacionadas às intensas transformações físicas que está sofrendo. Assim, o adolescente é levado a constantes avaliações de sua própria aparência física. Desta forma, através deste estudo, objetivamos iniciar um processo de investigação na vivência do adolescente para, assim, averiguar quais são os possíveis fatores envolvidos na avaliação que o indivíduo faz de sua própria aparência física durante a adolescência, frente à sociedade. O presente trabalho foi desenvolvido através da combinação de revisão literária e pesquisa de campo por meio de entrevistas, compostas por três questões descritivas abertas. O público alvo destas entrevistas constituiu-se a população adolescente de uma certa escola do ensino médio da cidade de São Carlos. Os entrevistados foram 10 adolescentes (entre 15 e 18 anos de idade) que se apresentaram como voluntários, sendo 6 do sexo masculino e 4 do sexo feminino. Em seus discursos foi possível observar a dificuldade que passa o adolescente na definição de sua auto-imagem/imagem corporal, quando este está se comparando à modelos corporais ideais, divulgados pela mídia, como a televisão, revistas, sites da internet, entre outros. Frequentemente os jovens mencionaram a necessidade de possuir certos atributos corporais para se sentirem satisfeitos e aceitos em determinados grupos sociais. Já que o uso de anabólicos e anorexígenos tem sido amplamente difundidos em todo mundo, segundo as Organizações Mundiais da Saúde, relevamos a importância do professor de Educação Física Escolar em auxiliar o jovem para que ele desenvolva sua auto-imagem/imagem corporal de forma saudável. Afinal, a Educação Física Escolar como disciplina que, atualmente, busca articular as múltiplas dimensões do ser humano, pode orientar o adolescente na aceitação de si mesmo e na compreensão das diferenças naturais existentes entre cada indivíduo, bem como alertá-lo dos possíveis riscos existentes na realização de dietas mal planejadas, excesso de exercícios físicos, uso de drogas, entre outros.
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A Influência da Prática Mental no Ensino de Habilidades Motoras do Basquetebol para um Aluno com Deficiência Mental Leve
Cezario, R.F.; Tonello, M.G.M.
Universidade Federal de São Carlos

A INFLUÊNCIA DA PRÁTICA MENTAL NO ENSINO DE HABILIDADES MOTORAS DO BASQUETEBOL PARA UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA MENTAL LEVE Raphael Forgiarini Cezario; Maria Georgina Marques Tonello Universidade Federal de São Carlos. Centro Universitário Claretiano de Batatais. Unifran. A psicologia do esporte é uma área que está se tornando cada vez mais relevante no âmbito da Educação Física. Entre suas diversas técnicas, a Prática Mental se refere à recapitulação cognitiva de uma habilidade física na ausência de movimentos físicos explícitos. Ela pode ser um método utilizado para efetuar mudanças no comportamento e auxiliar o processo de ensino. O aluno com deficiência mental apresenta dificuldades de aprendizagem, podendo dessa forma se beneficiar com esta técnica. Este estudo teve como objetivo verificar a influência da prática mental na aprendizagem de habilidades motoras do basquetebol em um aluno com deficiência mental leve do sexo masculino, com idade de 12 anos. Foram realizadas ao total nove semanas com o sujeito, duas vezes por semana, da modalidade basquetebol ensinando três habilidades: drible, passe e arremesso. Foi utilizado neste estudo um delineamento de linha de base múltipla entre comportamentos. Inicialmente foi realizado o procedimento de linha de base - fase A que consistia em exercícios motores das habilidades citadas. Esta fase teve a duração de 3, 4 e 5 semanas para cada habilidade respectivamente. Em seguida, foi feita a intervenção - fase B que consistia em exercícios motores associados a Prática Mental, na qual o sujeito recebeu em cada sessão duas aplicações desta técnica. As sessões foram filmadas e avaliadas através de uma ficha que consistia em um roteiro de execução da habilidade, dividida em 8 estágios. Para cada estágio realizado corretamente pelo indivíduo foi registrado um ponto. Os resultados encontrados mostraram um aumento no número de pontos realizados entre a fase A e fase B para cada habilidade. Os resultados foram submetidos à analise estatística através do teste de Friedman. Apenas a habilidade de passe apresentou diferenças estatísticas significativas. Sugerindo que a utilização da prática mental pode estar associada também às características da tarefa a ser ensinada.
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Brincadeiras de corda na cultura infantil
Chaparim, F.C.A.S.; Paoliello, E.
Grupo de Pesquisa em Ginástica Geral FEF Unicamp

BRINCADEIRAS DE CORDA NA CULTURA INFANTIL Fernanda Célia Alcântara Silva Chaparim Elizabeth Paoliello Grupo de pesquisa em Ginástica Geral - FEF - Unicamp O presente trabalho versa sobre uma pesquisa que teve o objetivo de identificar e elaborar um acervo das brincadeiras de corda que os alunos de uma escola de ensino fundamental e seus familiares conheciam. As brincadeiras de corda foram escolhidas como objeto da pesquisa, por ser a corda conhecida por muitas crianças, ser um elemento de fácil aquisição e improvisação, pela sua versatilidade e por possibilitar a realização de diversas atividades lúdicas e criativas. A pesquisa foi feita por meio de questionários distribuídos às famílias dos alunos da 1ª à 8ª séries do ensino fundamental do Externato São João, escola particular situada na cidade de Campinas - S.P., para serem respondidos pelos alunos, seus pais, irmãos e avós. No questionário foi pedida a identificação dos sujeitos, assim como o local em que viveram até os seus doze anos e as brincadeiras de corda que conheciam. A questão relacionada com a região em que os familiares viviam até doze anos, fez-se visando possibilitar um estudo posterior, relacionando a cultura infantil com a região e compreender a origem, as modificações sofridas por algumas brincadeiras e a identificação das brincadeiras novas surgidas ao longo de sua transmissão. Dos 1010 questionários entregues foram respondidos e devolvidos 403. De posse dos questionários foi realizada a tabulação, identificando-se na 1ª triagem noventa e cinco brincadeiras. Destas, algumas foram retornadas aos alunos para serem elucidadas, sendo, então, constatado que havia nomes diferentes para as mesmas brincadeiras. Deste modo, na 2ª triagem obteve-se cinqüenta e cinco brincadeiras, as quais foram descritas e filmadas. Essa pesquisa visa contribuir com a educação física escolar, ao propor a utilização das brincadeiras identificadas em suas aulas, pois, além dos benefícios que proporcionam ao desenvolvimento dos alunos nos aspectos motor, social e afetivo, pertencem à cultura lúdico-infantil-patrimonial e, portanto, devem ser conteúdo das aulas de educação física.
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A Questão de Gênero nas Aulas de Educação Física: uma Abordagem Sócio-Cognitivista
Chaves, W. M.;
UNIMATH; Pref. Mun. Itaboraí-RJ

A QUESTÃO DE GÊNERO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA ABORDAGEM SÓCIO-COGNITIVISTA Prof. Ms.Walmer Monteiro Chaves UNIMATH; Pref. Mun. Itaboraí-RJ O objetivo deste trabalho é estudar as alterações comportamentais entre os sexos nas aulas de Educação Física escolar, em função dos procedimentos didático-pedagógicos utilizados. A questão central constitui-se em como interferir na discriminação existente na questão de gênero nas aulas de Educação Física. A pesquisa foi realizada na E.M. Cecília Augusta - Itaboraí-RJ, com cento e quatro alunos da quinta série do ensino fundamental. O instrumento utilizado foi o "Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire" e a fundamentação do estudo baseada na "Teoria Social Cognitiva da Abordagem por Metas", que destaca a existência de duas metas denominadas de tarefa e ego. A meta tarefa apresenta as seguintes características: sucesso associado ao desempenho próprio e ao prazer em participar; compreensão e cooperação com colegas; atitudes éticas e lícitas; atenção nas atividades; esforço, persistência, auto-referência e escolha de atividades desafiadoras. Na meta ego o sucesso está associado à superior competência e à derrota dos outros; rendimento comparado aos concorrentes, maior competitividade e individualismo; necessidade de status social; utilização de meios ilícitos para vencer; menor persistência e maior nível de ansiedade frente às dificuldades; escolha de tarefas fáceis visando a vitória; justificativas externas e grande frustração frente aos desempenhos negativos. Utilizamos na pesquisa procedimentos didático-pedagógicos pautados na meta tarefa e os resultados apontaram para um aumento do índice tarefa e redução do índice ego para ambos os sexos. Como conclusão, pudemos observar mudanças comportamentais significativas nas aulas como: divisão igualitária do tempo de realização das atividades pelos alunos; as meninas passaram a reivindicar mais os seus direitos, inclusive nos tempos de lazer; as atividades realizadas em conjunto e os jogos cooperativos propiciaram um melhor entrosamento entre os alunos; reconhecimento e respeito quanto ao nível de habilidade de cada um; redução do nível de agressividade entre os alunos nas atividades; com a valorização do empenho pessoal, em contraposição ao rendimento, todos sentiram-se mais seguros em realizar as atividades propostas e as meninas deixaram seu papel passivo de meras espectadoras das aulas para se tornarem atoras. Finalizando, a preocupação com o aspecto didático-pedagógico nas aulas de Educação Física visa suplantar práticas discriminatórias, criando condições de igualdade de oportunidades a todos os alunos.
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Educação Física Escolar: as possibilidades de aplicação dos esportes radicais no ensino médio
Chiés, P.V.; Vendrúscolo, A.
Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: AS POSSIBILIDADES DE APLICAÇÃO DOS ESPORTES RADICAIS NO ENSINO MÉDIO Paula Viviane CHIÉS Andréia VENDRÚSCOLO Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo Grupo de Estudo e Pesquisa em História e Antropologia do Movimento Humano - GEPHAM O principal dilema existente para a Educação Física no ensino médio é a dificuldade do professor em selecionar quais atividades e a melhor maneira de ministrá-las aos adolescentes, sobretudo, buscando que esse grupo participe ativamente do programa. Essa participação ativa sugere uma íntima adesão ao processo esportivo, no qual o adolescente busca não apenas ser bem sucedido, mas tenta superar-se, auto-afirmar-se, integrar-se socialmente e inserir-se culturalmente. Frente a esse contexto, o estudo discute a prática de esportes radicais como uma nova possibilidade de trabalho no ensino médio. Foi desenvolvida uma revisão bibliográfica que analisou as principais características da adolescência, seus interesses e objetivos envolvendo a prática de esportes radicais, assim como o contexto que garante, na atualidade, um amplo espaço para atividades alternativas como essas modalidades. O estudo também abordou diferentes formas pelos quais o professor pode trabalhar a essência dessas atividades no meio escolar, seja com a adaptação de um ambiente simulador dos desafios pela construção de obstáculos e superação de limites, até o trabalho ilustrativo com fitas e palestras que informem o adolescente dos cuidados a serem tomados quando buscam a prática dessas atividades fora da escola. Os esportes radicais aparecem como uma nova possibilidade quando conseguimos pensá-lo como uma inovação e, ao mesmo tempo, como estímulo a repensarmos as modalidades esportivas convencionalmente trabalhadas na Educação Física escolar brasileira. A expressão dos jovens em relação aos esportes radicais traz uma imagem de afinidade. Essas atividades estariam em sintonia com o "espírito de rebeldia" do adolescente frente à sociedade como um todo, portanto, ele busca atividades em seu cotidiano que afirmem uma possibilidade diferenciada do que até então existia na sociedade.
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Crescimento físico e estado nutricional: estudo e avaliação de crianças de 6 a 8 anos de idade
Chita, I.S.; Moraes, F.C.C.
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS

CRESCIMENTO FÍSICO E ESTADO NUTRICIONAL: ESTUDO E AVALIAÇÃO DE CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS DE IDADE Isabella dos Santos Chita - Fernando Cesar de Carvalho Moraes Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS As duas primeiras décadas da vida do indivíduo são caracterizadas, entre outros, por transformações quantitativas e qualitativas, realizadas em diferentes ritmos e intensidades. Tais transformações, relacionadas aos aspectos de desenvolvimento dão-se sob influência de fatores de crescimento, maturação, experiência e adaptação. A literatura nacional e estrangeira tem apontado para a importância do crescimento e desenvolvimento adequados para a vida da criança. Considerando a necessidade de diagnosticar níveis e características de crescimento e desenvolvimento de crianças em idade escolar, realizou-se este estudo de natureza descritiva, com população de crianças de 6 a 8 anos de idade regularmente matriculadas e freqüentes num contexto escolar, com o objetivo de identificar o crescimento e desenvolvimento físico; delinear o perfil de crescimento (peso e estatura); verificar o estado nutricional; identificar possíveis diferenças relacionadas aos diferentes gêneros. Para tanto utilizou-se como instrumentos de investigação e medidas a aferição de peso e altura, utilizando como referencial a para análise e interpretação as Tabelas de Curvas de Crescimento do Centro Nacional de Estatística de Saúde (NCHS) e os critérios para análise e correlação de gêneros de Waterlow. As interpretações das diferenças entre sujeitos pertencentes a faixa etária pesquisada podem ser considerados como parâmetros de avaliação do ciclo vital do homem. Analisando as informações constatou-se um quadro de dados diversificado, com crianças dentro de parâmetros adequados de crescimento e desenvolvimento, e crianças que não se encontravam dentro do padrão considerado de normalidade, sendo verificado um número significativo de crianças com massa corporal com sobrepeso e obesidade, e em contrapartida casos de desnutrição pregressa e desnutrição crônica. O conhecimento do crescimento e desenvolvimento humano constitui-se em relevante subsídio para a atuação profissional da área de Educação Física, bem como todas as demais intervenções sobre a vida da criança. Tal conhecimento pode constituir-se em rico indicador para elaboração de ações desde níveis mais particulares de aula, até mais amplas voltados para políticas públicas de educação e saúde.
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As ressonâncias emocionais do Xadrez no ambiente escolar
Christofoletti, D.F.A.;
UNESP - Universidade Julio de Mesquita

- AS RESSONÂNCIAS EMOCIONAIS DO XADREZ NO AMBIENTE ESCOLAR Danielle Ferreira Auriemo Christofoletti UNESP- Universidade "Julio de Mesquita" - IB/Depto. Educação Física - Campus Rio Claro LEL - Laboratório de Estudos em Lazer Este estudo, de natureza qualitativa, teve como objetivo identificar o papel do jogo de xadrez no aprimoramento das relações sociais bem como no processo de inclusão no âmbito do lazer. O estudo constou de uma revisão de literatura sobre a temática proposta e de uma pesquisa exploratória, desenvolvida por meio de uma entrevista semi-estruturada, como instrumento para a coleta de dados. A entrevista foi aplicada a professores da rede estadual de ensino, nos níveis fundamental II e médio, após a participação de seus alunos em um curso básico de aprendizagem do jogo de xadrez e regras, durante o semestre letivo de 2004, com aulas semanais. Os dados foram analisados descritivamente, por meio da técnica de análise de conteúdo temático e indicam que, após a implantação do curso de xadrez, os alunos passaram a se organizar melhor em grupo e individualmente, além de que, a concentração na realização das atividades e a auto-estima se intensificaram, havendo, ainda, a promoção de novas lideranças. Os alunos passaram a sentir-se mais à vontade nas diversas situações e a se oferecerem espontaneamente, para participar em atividades extra-escolares propostas. Iniciou-se a procura desta prática durante os intervalos, ou mesmo, no tempo em que havia a falta de um determinado professor, substituindo outras atividades anteriormente mais valorizadas nestas ocasiões. O jogo de xadrez mostrou-se como um fator decisivo na consolidação da inclusão social destes indivíduos, dentro e fora do contexto do lazer.
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A Influência do Comprometimento Motor e da Função Cognitiva sobre a Qualidade de Vida de Crianças com Paralisa Cerebral Acompanhadas no Ambulatório de Fisioterapia Aplicada à Neurologia Infantil do Ho
Christofoletti, G.; Higashi, F.; Godoy, A.L.R.
Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP

A INFLUÊNCIA DO COMPROMETIMENTO MOTOR E DA FUNÇÃO COGNITIVA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL ACOMPANHADAS NO AMBULATÓRIO DE FISIOTERAPIA APLICADA À NEUROLOGIA INFANTIL DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS - UNICAMP Gustavo Christofoletti; Francine Higashi; Ana Lúcia Ribeiro Godoy Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP INTRODUÇÃO: A Organização Mundial da Saúde define qualidade de vida como a percepção do indivíduo quanto a sua posição na vida e no contexto da cultura e dos valores em que se vive, podendo ser alterada por fatores intrínsecos e extrínsecos. OBJETIVO: Analisar a influência do acometimento motor e da função cognitiva sobre a qualidade de vida de crianças com paralisia cerebral do Ambulatório de Fisioterapia Aplicada à Neurologia Infantil da Unicamp. SUJEITOS E MÉTODOS: 33 crianças foram avaliadas através do questionário AUQEI-modificado, composto por 40 itens quanto aos domínios: atividade, saúde, função, separação e reabilitação, cujas respostas foram classificadas em triste, muito triste, feliz, muito feliz. ANÁLISE DOS DADOS: Das 33 crianças analisadas, 5 (15,16%) foram diagnosticadas tetraparéticas, 9 (27,28%) diparéticas e 19 (57,56%) hemiparéticas. Dos tetraparéticos, 40% não apresentam marcha independente; dos que apresentam, 40% ficam tristes quando correm. Todos se sentem tristes quando pegam objetos com a mão mais comprometida. Dos diparéticos, 33,33% sentem-se tristes quando pensam no pai e 22,23% não ficam felizes ao verem a própria foto. Dos hemiparéticos, 42,10% ficam tristes ou muito tristes ao irem ao médico; enquanto 47,05% ficam tristes quando pensam na mãe, e 29,41% quando pensam no pai. No total, 93,93% das crianças gostam de realizar atividade física. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Os dados refletem uma heterogeneidade das respostas analisadas, segundo o grau de comprometimento motor e da função cognitiva. Uma intervenção interdisciplinar é indispensável para melhor promoção de saúde.
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A Criança e o Museu: Refletindo sobre as Manifestações e Influências do Componente Lúdico
Cia, E. C.; Marinho, A.
Graduada em Turismo pela Faculdade de Americana - FAM - Americana (SP)

A CRIANÇA E O MUSEU: REFLETINDO SOBRE AS MANIFESTAÇÕES E INFLUÊNCIAS DO COMPONENTE LÚDICO ÉRICA CRISTIANE CIA 1 ALCYANE MARINHO 2 1 Graduada em Turismo pela Faculdade de Americana - FAM - Americana (SP) 2 Doutoranda da Faculdade de Educação Física, Dep. de Estudos do Lazer - UNICAMP e Pesquisadora do Laboratório de Estudos do Lazer (LEL), Dep. de Educação Física - UNESP - Rio Claro (SP) Tendo como focos centrais o turismo cultural e o lazer, os objetivos deste estudo são: investigar a influência de atividades recreativas realizadas com crianças da 3ª série do Ensino Fundamental durante visitas monitoradas no Museu de Arte Contemporânea de Americana (SP); e refletir sobre o componente lúdico e suas repercussões no cotidiano escolar destas crianças. Este estudo refere-se a uma pesquisa qualitativa e para seu desenvolvimento foram realizadas pesquisa bibliográfica, durante todo o processo de investigação, e pesquisa de campo, na qual foram utilizados: observação participante; questionários com perguntas abertas e fechadas, entrevistas e diário de campo, respectivamente, como técnicas e instrumentos importantes para a coleta e o registro dos dados. A análise dos dados foi feita inter-relacionando os resultados encontrados com o referencial teórico levantado durante todo o desenvolvimento deste estudo. Por meio dos dados coletados, pôde-se perceber que a visita ao museu, atrelada ao desenvolvimento de atividades recreativas, pode influenciar o aluno visitante em seus momentos de lazer, no que se refere, principalmente, a sua interação com os colegas de classe, proporcionando a manifestação do elemento lúdico no museu, repercutindo, por sua vez, na idéia pré-existente sobre o que é um museu.
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Picadeiro da escola: o circo como conteúdo na Educação Física Escolar
Claro, T.S.; Prodócimo, E.
FEF - UNICAMP

PICADEIRO DA ESCOLA: O CIRCO COMO CONTEÚDO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Thiago Sales Claro*, Elaine Prodócimo* *Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Buscando analisar a adequação da arte circense como conteúdo a ser tratado nas aulas de educação física, investimos numa pesquisa realizada em um educandário localizado na cidade de Campinas, com alunos de 7 a 10 anos de idade. Durante quatro meses, aulas semanais foram ministradas ao grupo, procurando tratar a cultura circense de forma geral, além dos fundamentos de quatro modalidades selecionadas: palhaço, malabarismo, equilibrismo e ginástica acrobática. O material para a pesquisa foi coletado através da filmagem das aulas e de relatórios elaborados pelos professores. Por meio da análise do material, pudemos perceber que o circo é um conteúdo interessante e viável de ser tratado pela educação física escolar, sem prejuízo de outros temas, já que a hegemonia de um ou outro conteúdo, como freqüentemente testemunhamos, não nos parece a melhor opção. O conhecimento da arte circense enquanto manifestação da cultura corporal, levando em conta, entre outros, aspectos históricos e sociais, promove um encontro com as raízes do circo bem como a compreensão das transformações pelas quais o circo vem passando ao longo do tempo e das formas como se apresenta hoje na sociedade. Tal conhecimento, em conjunto com a experimentação de diversas modalidades circenses que podem ser trazidas para o ambiente escolar, possibilita aos alunos a valorização desta manifestação artística. Quanto à escolha das modalidades, algumas podem se mostrar mais adequadas que outras, considerando o grupo de alunos e os recursos disponíveis. Em nosso entendimento, o trabalho com o circo na escola deve respeitar a faixa etária e o nível de aprendizado dos alunos bem como os propósitos do processo educativo, não tendo como objetivo central o desenvolvimento da técnica, mas sim objetivando a compreensão da arte circense e da linguagem pertinente a cada modalidade. Em nosso estudo percebemos ainda que o circo pode trazer algumas conseqüências muito desejáveis como a possibilidade de relação com variados temas, bem como o desenvolvimento de diversas capacidades e habilidades. Além disso, o contato com o universo circense representa um rico espaço para a manifestação da criatividade e da expressividade, possibilitando aos alunos a oportunidade de vivenciar o corpo de formas distintas daquela presente em seu cotidiano. A realização deste estudo reforçou para nós a necessidade de discussão de um tema ainda mais amplo: a aproximação e o diálogo entre a educação física e a arte.
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Modelo de rigidez muscular do controle postural humano durante postura ereta quieta
Coelho, D. B.;
Universidade de Sao Paulo

MODELO DE RIGIDEZ MUSCULAR DO CONTROLE POSTURAL HUMANO DURANTE POSTURA ERETA QUIETA Daniel Boari Coelho Laboratório de Biofísica, Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo O controle da postura humana representa um complexo desafio para o sistema de controle neuromuscular. A mais óbvia tarefa do sistema de controle postural consiste em manter a postura ereta bípede. Esta tarefa é essencialmente gerar uma série de contrações musculares que produzem momentos de força sobre as articulações do sistema músculo-esquelético. Como o sistema nervoso central controla e mantém a postura ereta quieta está relacionado com a demanda necessária para estabilizar a postura humana. Winter, Patla et al. (1998) propõe um simples controle de regulação da postura que providencia quase instantaneamente uma resposta corretiva e reduz a demanda da operação do Sistema Nervoso Central (SNC). O presente projeto tem por objetivo o desenvolvimento de modelos computacionais em ambiente Matlab para simular o controle postural humano da postura ereta quieta, testando o modelo proposto por Winter, Patla et al. (1998).. Reproduz-se computacionalmente o corpo humano em seu plano sagital, modelando-o como um corpo rígido, com somente um centro de massa e um centro pressão, de dois segmentos, compreendendo o pé e o restante do corpo, unidos por uma articulação. Um modelo por feedback foi utilizado para verificar a possibilidade de parâmetros musculares estabilizarem a postura ereta quieta, o que está relacionado à demanda de operação do Sistema Nervoso Central. A equação que rege a dinâmica do equilíbrio humano é intrinsecamente instável conforme método de estabilidade de Routh-Hurwitz. Há a necessidade de um controlador que acrescente um pólo na função de transferência, invalidando o controle puramente por rigidez muscular estabilizar a postura humana. As simulações indicam que o valor fisiológico da rigidez muscular é insuficiente para estabilizar o sistema. Ao adicionar uma componente derivativa, equivalendo fisiologicamente à viscosidade muscular, a estabilidade pode ser obtida com valores irreais de ganho. Para parâmetros fisiológicos propostos na comunidade científica a estabilidade ocorre para amplitudes de perturbação que não correspondem as sofridas pelo corpo. Conclui-se que somente o controle muscular não é capaz de estabilizar a postura humana sendo necessária à interferência de outros sistemas de controle, tais como visual, vestibular e somatossensorial. Entidade financiadora: FAPESP - Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo
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Ácido Ascórbico e colesterol da glândula adrenal como biomarcadores de estresse em ratos submetidos a corrida em diferentes intensidades
Contarteze, R.V.L.; Manchado, F.B.
Unesp - Rio claro

ÁCIDO ASCÓRBICO E COLESTEROL DA GLÂNDULA ADRENAL COMO BIOMARCADORES DE ESTRESSE EM RATOS SUBETIDOS A CORRIDA EM DIFERENTES INTENSIDADES. Ricardo Vinícius Ledesma Contarteze1, Fúlvia de Barros Manchado1,2 1-Universidade Estadual Paulista - UNESP, Rio Claro; 2-Faculdades Integradas Einstein de Limeira Para que seja atingido êxito em pesquisa com modelos animais, as respostas bioquímicas ao exercício precisam ser conhecidas. Sabe-se que diferentes intensidades de esforço em esteira rolante produzem importantes modificações em vias metabólicas utilizadas, porém alterações no estresse decorrentes dessas distintas intensidades são desconhecidas. As concentrações de colesterol e ácido ascórbico nas glândulas adrenais são importantes biomarcadores de estresse. O objetivo do estudo foi verificar os valores de colesterol e ácido ascórbico em ratos após exercício agudo em esteira rolante em diferentes intensidades. Dessa forma, 13 ratos Wistar adultos foram selecionados e adaptados ao ergômetro. Posteriormente, os animais foram submetidos ao teste de máxima fase estável de lactato (MFEL), composto por 3 corridas contínuas com 25 minutos de duração em velocidades equivalentes a 15, 20 e 25m.min-1, para determinação da intensidade de esforço. Houve coleta sangüínea da cauda dos ratos a cada 5 minutos de exercício para identificação da curva lactacidêmica. Após obtenção da MFEL, os ratos foram divididos em 2 grupos: GM (n=7), sacrificado após 25 minutos de exercício em MFEL e GS (n=6), sacrificado após exercício exaustivo em intensidade 25% superior a MFEL. Para comparações, um grupo controle GC (n=10) foi sacrificado em repouso. Utilizou-se uma Anova One Way para identificar possíveis diferenças nos parâmetros de estresse (P 0,05). A MFEL foi obtida em velocidade 20m.min-1, em valor de lactato sangüíneo 3,36 0,63mM. As concentrações de ácido ascórbico e colesterol da glândula adrenal não foram modificadas por diferentes intensidades de esforço (GC = 2,54 0,53µg.mg-1 e 1,21 0,44mg.100mg-1; GM = 1,93 0,67µg.mg-1 e 1,13 0,98 mg.100mg-1; GS= 2,37 0,66µg.mg-1 e 0,98 0,33 mg.100mg-1, respectivamente). A partir dos resultados é possível concluir que modificações de intensidade do exercício promoveram distintas respostas lactacidêmicas sem alterar os parâmetros de estresse analisados. Orientação: Maria Alice R. Mello e Claudio Alexandre Gobatto
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A ambiguídade do Par-Q: estudo a partir de estudantes de medicina
Conte. M.; Gonçalves, A.; Teixeira, L.F.M.
UIRAPURU SUPERIOR

A AMBIGUÍDADE DO rPAR-Q: ESTUDO A PARTIR DE ESTUDANTES DE MEDICINA. Prof. Ms. Marcelo Conte*; Prof. Dr Aguinaldo Gonçalves**; Prof. Esp. Luís Felipe Milano Teixeira*. *NEPECE/UIRAPURU SUPERIOR - **GSCEAF/UNICAMP Visando a segurança durante a realização de avaliações de esforço e na inserção de indivíduos em programas de atividade física (AF), muitos testes de triagem foram desenvolvidos a fim de identificar fatores de risco ou sintomas de possíveis agravos a saúde. O Par-Q (Physical Activity Readiness Questionnaire) é comumente utilizado com o objetivo de identificar pessoas que possam ter alguma contra-indicação frente à execução de exercícios físicos, sugerindo a realização de procedimentos mais específicos antes do início de atividades de intensidade moderada ou intensa. Contudo, sua aplicação pode gerar resultados falso positivos, eliminando assim indivíduos aparentemente sadios. Dessa forma, uma revisão no Par-Q original teve de ser realizada com o intuito de minimizar esse contingente, dando origem ao rPar-Q (Revised). Neste sentido o objetivo do presente estudo foi verificar o poder preditivo do rPar-Q em estudantes de medicina. Por meio de estudo transversal analítico, foi o mesmo aplicado em 101 calouros de curso de Medicina e freqüentes à Disciplina de Educação Física Desportiva (52 do sexo masculino e 49 do feminino, com média de idade 18,20 + 1,1 anos). As referências aos testes foram comparadas ao exame clínico (pré-requisito para cursar a disciplina) de rastreamento empregado pela respectiva área técnica especializada da Universidade. Como técnicas estatísticas, foi empregada análise de contingência, considerando a resposta positiva ao rPar-Q como exposição e o resultado do exame clínico como desfecho, obtendo o respectivo Odds Ratio (OR) e calculando-se a distribuição de resultados falso-positivos e falso-negativos. Os principais resultados revelaram que: i) o risco de indivíduos que respondem positivamente ao rPar-Q apresentarem exame clínico favorável à não realização de AF vigorosa foi 3,17 vezes maior quando comparado a aqueles que assinalam negativamente e ii) a ocorrência de casos falso negativos de 5,71% . Pode-se concluir, a partir das evidências encontradas que, neste grupo específico estudado, embora exista risco elevado do rPar-Q positivo realmente implicar em restrição ao exercício intenso, por outro lado, ainda apresenta freqüência elevada de falso-positivos, situação que se configura na possibilidade de restrição da prática da AF para indivíduos aptos.
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Educação psicomotora: um estudo acerca da sua utilização como recurso didático nas escolas publicas e particulares da cidade de Marília
Coqueiro, D.P.; Albiere, E.L.; Seabra Júnior, M.O.; Oshiiwa, M. ; Andrade, B.F.
Unimar -Universidade de Marília

EDUCAÇÃO PSICOMOTORA : UM ESTUDO ACERCA DA SUA UTILIZAÇÃO COMO RECURSO DIDÁTICO NAS ESCOLAS PÚBLICAS E PARTICULARES DA CIDADE DE MARÍLIA-SP Daniel Pereira Coqueiro1; Eduardo Luis Albiere 2; *Manoel Osmar Seabra Jr.2; Marie Oshiiwa 1; Bruno Florentino Andrade 1 1 Universidade de Marília -UNIMAR, Marília SP, Brasil ; 2 Faculdades Adamantinenses Integradas-FAI,Adamantina-SP, Brasil * Bolsista Doutorado UNESP A Educação Psicomotora (EDpsico) é, sobretudo, a educação do ser através do seu próprio corpo e de seu movimento, não devendo separar as funções motoras do desenvolvimento intelectual e afetivo, melhorando a atuação e a relação do indivíduo com o meio. Neste contexto , o objetivo deste estudo foi identificar a utilização da (EDpsico) como recurso didático na Educação Física em Escolas públicas (Epub) e particulares (Epar) de ensino fundamental (1ª a 4ª série). Para obtenção dos dados foram escolhidas 20 escolas, distribuídas em particulares e públicas. Compuseram a amostra 20 professores de Educação Física, sendo 10 atuantes na (Epar) e 10 atuantes na (Epub). Para tanto foi elaborada uma entrevista estruturada. Os resultados da análise das entrevistas demonstraram que, somente (25%) da amostra são titulados (especialistas). No entanto, (65%) da amostra possuem cursos de atualização específicos. É unânime que todos utilizam materiais específicos e manipulativos, locomotores e não locomotores para o trabalho com a (EDpsico) e reconhecem seu relacionamento com as disciplinas curriculares, evidenciando a existência da interdisciplinariedade. No que tange ao planejamento da Educação Física, as escolas enfatizam (45%) à (EDpsico) , sendo mais enfatizada pelas (Epar) 50% contra (40%) das (Epub). Os conteúdos programáticos ainda privilegiam a recreação, que somou (50%) nos conteúdos das (Epar), diferindo das (Epub) que apresentaram 60 % dos seus conteúdos voltados para a Educação Física Infantil (EDFinf). Pode-se perceber que não há evidências de diferenças entre as escolas no que se refere a utilização da (EDpsico) como recurso didático, onde ambas destinam razoável atenção em seus programas. Os conteúdos são privilegiados de forma que as (Epar) evidenciam mais os aspectos lúdicos traduzidos pela (EDpsico) e Recreação, enquanto as (Epub) evidenciam os conteúdos de (EDFinf), o que nos permite concluir que estas desejam atender as orientações das publicações governamentais.
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O aspecto lúdico da água e o direito ao lazer: o caso da hidroginástica UFPA
Cordeiro, R.V.; Bahia, M.C.; Lisboa, E.R.L.; Nascimento, P.C.C.; Campos, P.L.S.; Soares; P.A.M.
UFPA

O ASPECTO LÚDICO DA ÁGUA E O DIREITO AO LAZER: O CASO DA HIDROGINÁSTICA NA UFPA Renata Vivi Cordeiro, Mirleide Chaar Bahia, Elane Raquel de Lima Lisboa, Patrícia de Cássia da Costa Nascimento , Patryck Lee Soeiro Campos, Paulo Alexandre Melo Soares UFPA Este trabalho trata de relatar um olhar sobre o Projeto Esporte Participativo que tem por objetivo de possibilitar à comunidade universitária e cidadãos de bairros circunvizinhos à UFPA, o acesso à vivências na modalidade hidroginástica. Na água podem ser trabalhados - sentidos e abrangências - desde sua dimensão em busca de qualidade de vida e de padrões estéticos, como também em busca da socialização e convivência consigo mesmo, seus pares e seu entorno. Através das aulas, os participantes tem contato com trabalhos diversificados, individuais ou em grupos, com ou sem materiais pedagógicos que possibilitaram a implantação de brincadeiras e jogos aquáticos, ampliando um leque de oportunidades de socialização aos sujeitos, enfatizando o enfoque lúdico. Esta metodologia tem levado, os bolsistas em conjunto com os alunos, ao desejado e alcançando resultados satisfatórios no que se refere ao grau de satisfação dos alunos e do processo socializador, como um todo. Durante as aulas, relatos de alunos deixaram transparentes os benefícios da convivência social, bem como da capacidade de melhoria de sua auto-estima, auto-imagem, relacionamento com seus pares e melhoria da qualidade de vida. Mas, verifica-se ainda que muitos estão excluídos das práticas de lazer aquático, de tal maneira que o compromisso com a cidadania deve buscar soluções para que todos tenham direito e usufruam deste através da extensão universitária. Foram trabalhados os autores ASSMANN, 1993; MARCELLINO, 1996; MOREIRA, 1995; NERI, 1993; SIMÕES, 1994.
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Avaliação da capacidade muscular e percepção da aptidão em praticantes de BODYPUMP.
Cornachioni, T.M.; Pellegrinoti, I.L.
Unimep.

AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE MUSCULAR E PERCEPÇÃO DA APTIDÀO EM PRATICANTES DE BODYPUMP®. Profa. Tatiana Muller Cornachioni Prof. Dr. Ídico Luiz Pellegrinotti FACIS - UNIMEP Nas diversas modalidades esportivas oferecidas nas academias de todo o mundo, uma tem particularidades que chamam a atenção; é conhecida como BODYPUMP®. Existem, atualmente, 54 países que disponibilizam a aula em suas academias, totalizando um número impressionante de 3 milhões de praticantes. Especificamente, o BODYPUMP® está a 13 anos no mercado com 53 aulas diferentes. A aula tem duração prevista de 1 hora, com 10 músicas que respeitam uma ordem de trabalho: aquecimento, agachamento, peitoral, costas, tríceps, bíceps, afundo, ombro, abdominal e alongamento. Frente a números tão fascinantes de aderência à aula, nosso objetivo foi avaliar a capacidade muscular de membros superiores e abdômen em indivíduos que praticam a modalidade BODYPUMP®, comparando os resultados dos testes de resistência muscular localizada com a percepção percebida da aptidão durante as aulas. Foram avaliados 24 indivíduos, participantes das aulas realizadas em clube na cidade de Rio Claro - SP. Foi aplicado um questionário com perguntas fechadas e abertas contendo 10 questões, após, o entrevistado realizou o teste de apoio de mãos sobre o solo até a exaustão e o teste de abdominal em 1 minuto, testes validados pelo American College of Sports Medicine. De todos os entrevistados, 25% pratica a modalidade mais de 6 meses e outros 25% há mais de 1 ano. Verificamos que 83,3% dos praticantes consideram que durante o período observou uma mudança na melhoria da resistência muscular, seguido da melhoria da aparência muscular (58,3%), força (33,3) e emagrecimento (16,6%). A aula foi considerada forte para 54,1% dos entrevistados quando observado o grau de esforço, onde 41,6% avaliou como regular e apenas 4,1% como de fácil execução. Quando questionados sobre a resistência muscular localizada de membros superiores, observamos que 70,8% afirmaram estar dentro da média de capacidade muscular. No momento em que comparamos os resultados dos testes, concluímos que 62,5% possuem uma capacidade muscular para abdominais acima da média e a resistência de membros superiores avaliados como excelente para 95,8%. Frente a esses dados verificamos que os praticantes possuem uma capacidade muscular maior do que a percepção observada dos entrevistados, o que nos leva a concluir que talvez o praticante subestime sua capacidade de trabalho durante as aulas
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Competências do professor de Educação Física: uma reflexão crítica
Correia, R.N.P.;
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - EEFEUSP

COMPETÊNCIAS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA : UMA REFLEXÃO CRÍTICA Rodrigo Nuno Peiró Correia Universidade de São Paulo-EEFEUSP,São Paulo-SP-Brasil.rodrigonpc@hotmail.com Laboratório de Pedagogia do Movimento - LAPEM A Educação Física traz em seu desenvolvimento, ao longo da história, uma herança tecnicista, fazendo com que alguns professores atuem profissionalmente perante seus alunos e a sociedade, de maneira cômoda e ultrapassada. Torna-se necessário uma reflexão crítica quanto às competências básicas que o professor de Educação Física deverá possuir, dentro do contexto educacional e social. O objetivo desta revisão de literatura, é identificar quais competências que o profissional deverá apresentar, que possam garantir uma atuação mais eficiente e condizente com a sociedade atual. A metodologia utilizada, no presente trabalho, é a revisão de literatura, baseada nos pressupostos da autora Eva Maria Lacatus (1990), onde através de uma análise minuciosa dos diversos trabalhos já existentes e publicados, como por exemplo, pesquisas de cunho qualitativo em nível descritivo, torna-se possível uma apurada reflexão crítica sobre o tema, e desta forma chegar a uma conclusão sólida e consistente. Como sumário de resultados, foram encontradas três grandes categorias denominadas competência pessoal, competência profissional e competência social. A competência pessoal do docente parte das vivências de cada indivíduo e se sobressai no seu comportamento, nos seus métodos de trabalho e nas interpretações feitas da realidade presenciada. Na aquisição da competência profissional, é de fundamental importância que o professor tenha em mente, que não se educa apenas para o momento, mas sim para toda vida. Com relação à competência social, o docente deverá participar das transformações da sociedade, formar cidadãos conscientes e responsáveis, utilizando-se de seus conhecimentos para mudar a sociedade ao seu redor, respeitando sempre a cultura dos povos e contribuindo para o desenvolvimento pleno do ser humano. Como conclusões básicas, o professor de Educação Física da sociedade atual deverá possuir um conhecimento profundo do desenvolvimento humano, adquirindo três competências básicas e fundamentais para tornar-se um profissional eficiente. Estas três competências são: competência pessoal, competência profissional e competência social. Na competência pessoal, o professor deverá possuir a capacidade de estabelecer vínculos, saber observar e elogiar os pequenos êxitos , possuir empatia e saber comunicar-se com clareza com relação a seus alunos. Na competência profissional, o docente deverá aprofundar o conhecimento básico, procurando capacitação permanente, sempre que houver necessidade. Na competência social, os professores deverão atuar como educadores sociais, saindo de seu espaço de docência, para a realidade social, com o propósito de investigar os problemas da sociedade, do ponto de vista da Educação Física.
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Mídia e jogos: da virtualidade para a cultura lúdica infantil
Costa, A.Q.; Betti, M.
UNESP - Rio Claro

MÍDIA E JOGOS: DA VIRTUALIDADE PARA A CULTURA LÚDICA INFANTIL Alan Queiroz da Costa UNESP - Rio Claro - Pós graduando em Ciências da Motricidade Mauro Betti UNESP - Bauru (orientador) Não é de hoje que temos recebido diversas influências a respeito de como devemos agir, o que devemos fazer, que comportamento devemos ter, o que devemos consumir, por parte das diferentes fontes de comunicação. Sabemos também que ninguém é obrigado a seguir essas influências nem essas regras impostas, mas acabamos nos tornando fracos diante da enorme avalanche de informações a que somos submetidos pela mídia. As mídias não restringem quem serão seus "receptores", atingindo desde crianças até os mais idosos, com os interesses econômicos em primeiro lugar, deixando em segundo plano a valorização dos interesses desse público. Brougére (1997) afirma que, particularmente, a cultura lúdica das crianças sofre grande influência da televisão, transformando sua vida e cultura geral nas referências que ela irá dispor. Ainda citando Brougére (1997), o mesmo direciona essa influência para as brincadeiras das crianças, seja nos conteúdos, nos personagens ou nas tramas, as imagens transmitidas pela televisão são apropriadas pelas crianças que não assistem e recebem passivamente as mensagens recebidas, mas transformam essa informação em estruturas lúdicas que sustentam suas brincadeiras, muitas vezes até reproduzindo cenas da vida cotidiana. A publicidade transmitida pelas diversas mídias, influencia nossa cultura e apresenta para todo o público como um produto, uma novidade de última geração que pode ser adquirida na loja mais próxima e isso se torna mais intenso com as crianças. Diversos desses produtos muitas vezes representam uma versão de última geração de antigos brinquedos conhecidos da cultura popular como no caso do desenho animado e brinquedo "Bey Blade" (Fox Kids) que nos remete ao "pião". A facilidade de manuseio que o novo brinquedo apresenta em relação ao antigo nos mostra mais um exemplo da influência exercida pela mídia na nossa cultura, e agora, interferindo também na cultura corporal de movimento. De acordo com os problemas levantados, esse trabalho tem por objetivo principal, analisar as possibilidades de correlação entre o jogo e as mídias, propondo as transformações do virtual em uma possível experiência corporal educativa na escola. Para isso a metodologia a ser utilizada será pesquisa - ação e/ou etnográfica em escolas da rede pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, cujo número ainda será definido.
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Desenvolvimento emocional de pessoas com condições de deficiência visual praticantes de Natação
Costa, C.G.; Beltrame, T.S.
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC ; Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desport

DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DE PESSOAS COM CONDIÇÕES DE DEFICIÊNCIA VISUAL PRATICANTES DE NATAÇÃO Cristiane Galvão da Costa ; Thaís Silva Beltrame Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC ; Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos - CEFID A preocupação do desenvolvimento humano com as estabilizações e evoluções ao longo da vida caracteriza a área que estuda o ser humano de maneira integral. Destaca-se o domínio psicossocial, que inclui o desenvolvimento emocional, que é essencial a qualquer pessoa, mas principalmente às pessoas com condições de deficiência porque passaram por aspectos negativos em virtude de uma lesão ou doença e buscam na atividade física um modo de superar as dores da vida e se reintegrar a sociedade. Buscou-se avaliar o nível da competência emocional de pessoas com condições de deficiência visual participantes de um grupo de natação adaptada. Caracteriza-se como descritiva-exploratória. Participaram da pesquisa quatro pessoas com condições de deficiência visual, integrantes de um grupo de natação, realizada na UFSC. Foram selecionados de maneira intencional, através dos seguintes critérios de inclusão: possuir deficiência visual adquirida e total; faixa etária entre 20 e 40 anos; e integrar um grupo de natação há no mínimo seis meses. Como instrumento, utilizou-se as escalas de 6 a 10 do EQMap - Mapping Your Emotional Intelligence (COOPER, 1996, 1997). Este foi traduzido através do método Back-Translation (BRISLIN, 1970). A maioria dos sujeitos apresentou dificuldades quanto aos aspectos relacionados à criatividade e às conexões interpessoais, representando a restrição cognitiva e o isolamento. Todos os sujeitos apresentaram dificuldades e vulnerabilidades no aspecto descontentamento construtivo. Quanto à intencionalidade, metade dos sujeitos apresentou uma tendência à impulsividade, enquanto que a outra metade apresentou constância quanto à intencionalidade nas ações. Além de que a maioria dos sujeitos apresentou-se resiliente. Pode-se inferir que este grupo não apresentou os benefícios esperados para os praticantes de atividade física, provavelmente isto tenha ocorrido em virtude da recente formação deste grupo, o qual se formou há sete meses e já mudou algumas vezes os participantes.
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Comportamento da pressão arterial durante teste ergoespirométrico em mulheres diabéticas tipo 2
Costa, D.M.; Fernandes, J.R.P.; Ackermann, M.A.; Silva, R.G.; Belli, T.; Baldissera, V.
Universidade Federal de São Carlos

COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL DURANTE TESTE ERGOESPIROMÉTRICO EM MULHERES DIABÉTICAS TIPO 2 DANIELA MARTINS COSTA, JOSIANE REGINA PEJON FERNANDES, MARCO AURELIO ACKERMANN, ROZINALDO GALDINO DA SILVA, TAÍSA BELLI, VILMAR BALDISSERA Universidade Federal de São Carlos O aumento do Débito Cardíaco (DC) que ocorre durante o exercício tem o potencial de aumentar a Pressão Arterial (PA). Durante o exercício, as Pressões Arteriais Sistólica (PAS) e Média (PAM) aumentam devido à ejeção de sangue que sai do ventrículo esquerdo exceder as propriedades complacentes dos vasos arteriais, enquanto que a Pressão Arterial Diastólica (PAD) permanece próxima ou levemente maior que os valores normais de repouso, que é aproximadamente 80mmHg, pois a resistência vascular periférica reduzida mantém uma baixa PAD. A Diabetes Melittus é uma perturbação crônica do metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas, caracterizado por deficiência relativa ou absoluta de insulina, resistência periférica à insulina, hiperglicemia, glicosúria, tendência ao desenvolvimento de aterosclerose, microangiopatia, nefropatia e neuropatia . O objetivo do presente estudo foi verificar o comportamento da P.A durante um teste ergoespirométrico realizado em mulheres diabéticas tipo 2. Foram avaliadas 09 mulheres hipertensas, com quadro estabilizado da doença e que fazem uso regular de hipoglicemiantes, beta-bloqueadores e diuréticos. A média em anos foi de 53,33 ( 7,52), massa corporal 67,73Kg ( 9,20), estatura 151,56cm ( 6,13), IMC 29,46 ( 4,19) e 36,37% de gordura ( 5,79) (Bioimpedância - Tanita Body Composition Analyser TBF- 310). A P.A foi mensurada primeiramente em repouso com esfigmomanômetro aneróide e estetoscópio Pressure ML 157 2002, através do método auscultatório e as voluntárias encontrava-se na posição sentada pelo menos por cinco minutos. Logo após, a paciente iniciava o teste ergoespirométrico em uma esteira rolante marca Moviment LX-160. O teste foi incremental. O protocolo utilizado foi o aumento da velocidade de 1 km/h a cada 2 minutos, e a P.A foi mensurada durante os 15 segundos finais de cada estágio. O teste era finalizado quando a paciente entrava em exaustão. A P.A, na recuperação, foi mensurada 5 minutos após finalizar o teste. Foi observado que a PAS teve aumento gradativo, partindo do repouso até a exaustão, e após a recuperação a PAS retornou a valores de repouso. A PAD se manteve em valores baixos, ou foram aumentadas discretamente, bem como diminuídas após recuperação. Pode se concluir que houve resposta fisiológica esperada nos testes realizados, considerando as características da população.
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Habilidades motoras de crianças freqüentadoras de área de lazer em zona oeste do Rio de Janeiro
Costa, F.C.H.; Ferreira, C.A.A.; Gomes, I.; Muzi, C.; Rodrigues, L.C.M.; Albergaria, A.P.; Albergaria, M.R.
Laboratório de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação - Universidade Estácio de Sá

HABILIDADES MOTORAS DE CRIANÇAS FREQÜENTADORAS DE ÁREA DE LAZER EM ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO Fabíola Claudia Henrique da Costa, Carlos Alberto de Azevedo Ferreira, Isis Gomes, Cristiane Muzi, Luis Claudio Melo Rodrigues, Ana Paula Albergaria, Marcia Borges de Albergaria Laboratório de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação - Universidade Estácio de Sá O desempenho das habilidades motoras envolve uma organização muscular que permite a pessoa atingir a meta da habilidade que está sendo desempenhada. Nos primeiros estágios de desenvolvimento, a interação entre o ser humano e o meio ocorre através de movimentos, primeiramente através da estabilidade, em segundo através da locomoção e em terceiro através da manipulação, estas podendo ser avaliadas através do equilíbrio estático e dinâmico, da agilidade e da motricidade específica, respectivamente (GALLAHUE; OZMUN, 2001). Diante disto o objetivo do presente estudo foi verificar o perfil das habilidades motoras de crianças freqüentadoras de área de lazer localizada em zona oeste do município do Rio de Janeiro. O estudo foi descritivo tipo levantamento de dados, a amostra foi composta por 122 crianças sendo 58 do gênero feminino e 64 do masculino. Para a avaliação foram utilizados os testes específicos extraídos do Teste de Proficiência Motora de Bruininks-Oseretsky (1974). Verificou-se que as meninas apresentaram melhores pontuações em todos os testes realizados do que os meninos. Com relação (1) à coordenação motora há uma ampla variação em ambos os gêneros sendo que as melhores pontuações são observadas aos 07 anos no grupo das meninas e aos 13 anos no dos meninos; (2) à agilidade, há um declínio gradativo tanto no grupo das meninas quanto nos meninos, com exceção aos 13 anos nas meninas, onde se observa um ligeiro aumento na média em relação aos 12 anos; e, (3) equilíbrio, verificou-se um aumento gradativo nas pontuações tendendo à estabilização por volta dos 9-10 anos. As performances nos testes deste grupo avaliado mostram instabilidade na nas pontuações obtidas com relação à coordenação nas meninas, um decréscimo na agilidade até os14 anos, onde retornam aos valores relativos ao grupo de 9-10 anos e aumento gradativo levando à estabilidade em relação ao equilíbrio. Com relação aos meninos ocorre diminuição da agilidade, aumento da coordenação, exceto aos 14 anos, e gradativo aumento tendendo à estabilidade no equilíbrio. Recomendamos a realização de maiores estudos levando-se em consideração fatores endócrinos envolvidos na maturação neuromotora, os quais exercem maior influência nas meninas.
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Wushu (kung fu) e processo de qualificação profissional
Costa, J.F.B.M.; Drigo, A.J.; Cesana, J.
Unesp - Rio Claro

WUSHU (KUNG FU) E PROCESSO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL José Fernando Bossoi Moreira Costa1;2; Alexandre Janotta Drigo1;2;3; Juliana Cesana1;2;4 1- GEPAM; 2- NEPEF; 3- FEF / Unicamp; 4- Unesp / Rio Claro A arte marcial chinesa Wushu consolidou-se como tal ao longo da história da China tendo aderido, mais recentemente, ao modelo esportivista inglês. Desde 1959 a modalidade tem se desenvolvido no Brasil conservando atitudes e práticas pouco adaptadas a realidade nacional sendo hoje questionáveis sob a ótica da pedagogia como: a) um autoritarismo exacerbado e, b) uma estrutura hierárquica rígida, alicerçados em supostas tradições culturais e "filosofia" oriental. Apresentando um processo pedagógico rígido, semelhante ao das escolas de ofício do medievo, caracterizadas por uma instrução essencialmente profissional e técnica, nos limites daquela que hoje se chama redutivamente de adestramento ao trabalho. Essa riqueza de anacronismos sugere a necessidade e de uma reflexão pormenorizada do fenômeno na sociedade brasileira contemporânea. O estudo analisou, com base nas Ciências do Desporto e ciências correlatas, o processo pedagógico de instrução, formação e capacitação de instrutores, técnicos, árbitros e dirigentes de Wushu. Utilizou-se como procedimentos a aplicação de questionários semi-estruturados, a instrutores, técnicos, árbitros e dirigentes considerados possuidores de notório saber no esporte. A tabulação dos dados obtidos pelos questionários foi feita pela proposta de categorização adotada pelas Ciências Sociais. Confirmou-se que tal processo pedagógico, no Brasil, segue um modelo de trabalho artesanal, referendado na simples reprodução do conhecimento, sem uma participação efetiva da ciência ou até mesmo de estudos formais.
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Efeitos do treinamento com peso de intensidade estável e progressiva de carga sobre parâmetros antropométricos de jovens entre 15 e 18 anos.
Costa, L.M.G.A.; Pessoa Filho, D.M.
Unesp

EFEITOS DO TREINAMETO COM PESOS COM CARGAS ESTÁVEIS E PROGRESSIVAS SOBRE PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS DE JOVENS ENTRE 15 E 18 ANOS Luiz Armando Gomes Alesse da Costa; Dalton Müller Pessôa Filho. Depto. Educação Física, Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru. A prescrição do treinamento com peso, com variação da carga, é um estimulo necessário ao aumento contínuo da aptidão muscular. Alguns instrutores condicionam os indivíduos a realizarem apenas uma técnica de treinamento com peso. Em se tratando de jovens, propostas diferenciadas de treinamento não são bem recebidas por falta de fundamentação. Neste estudo, objetivou-se avaliar a influência de um treinamento de hipertrofia muscular com cargas estáveis e progressivas sobre parâmetros antropométricos e da composição corporal em jovens. Oito jovens (15 a 18 anos), com no mínimo seis meses de treinamento com peso, foram avaliados quanto à circunferência (ombro, tórax e braço), dobras cutâneas (triceptal, peitoral e bicipital) e à máxima contração concêntrica voluntária (MCCV) no exercício de supino. O treinamento constou de oito semanas de exercícios com cargas estáveis (4 séries, 10 repetições, 40s de pausa) para o grupo controle (GC) e cargas progressivas (75-90%1RM, 12-8 repetições, 30-90s de pausa). O T-teste de Student pareado e independente analisaram as diferenças entre as condições e grupos, respectivamente. Diferenças significativas ( 0,05) na MCCV foram apresentadas entre o pré e o pós-teste para ambos os grupos (GE: 73,5 22,2Kg e 78 22Kg; GC: 106,5 22Kg e 113 25,2Kg). As dobras cutâneas para GE (triciptal: 9,6 2,5mm e 10,8 2,5mm; peitoral: 7,2 2,4mm e 7,7 2,6mm; biciptal: 5,9 0,9mm e 6,2 1,4mm) e GC (triciptal: 9,6 2,4mm e 10,4 3,1mm; peitoral: 7,3 1,5mm e 7,1 1,9mm; biciptal: 5,7 1,9mm e 5,9 1,7mm), bem como as circunferência para GE (ombro: 120,5 10,6cm e 121 9,9cm; tórax: 103,3 8,7cm e 105 6,4cm; braço: 33,8 4,8cm e 34,3 4,5cm) e GC (ombro: 111,8 8,1cm e 112,3 7,9cm; tórax: 93,9 4,7cm e 95 4,3cm; braço: 28,8 3,1cm e 29,1 2,7cm) não apresentaram diferenças significativas entre o pré e pós-teste, exceção à circunferência do tórax para GC. O aumento da força evidenciado, não se apresentou associado ao aumento da massa muscular, como mostram os valores de circunferência e dobra cutânea. Sugere-se que parâmetros de controle da ação muscular sejam responsáveis por esse aumento. A ausência de diferença nos parâmetros de circunferência e dobra cutânea não exclui o aumento apresentado. Os exercícios realizados mostram-se seguros e necessários, como atividade complementar ao plano de exercícios propostos para jovens.
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Identificação dos fatores determinantes das doenças relacionadas ao movimento humano em idosos
Costa, L.R.; Shiratori, L.K.; Rebelatto, J.R.; Benze, B.G.
Universidade Federal de São Carlos

IDENTIFICAÇÃO DOS FATORES DETERMINANTES DAS DOENÇAS RELACIONADAS AO MOVIMENTO HUMANO EM IDOSOS Larissa Riani Costa; Leny Kaori Shiratori; José Rubens Rebelatto; Benedito Galvão Benze Universidade Federal de São Carlos - UFSCar Uma das características importantes do atual processo de desenvolvimento da humanidade é o acentuado aumento da população de idosos, tanto em números relativos quanto absolutos. Associada a esse evento verifica-se uma transição epidemiológica surgindo novos padrões de morbidade e mortalidade, modificando a demanda por serviços médicos e sociais até então predominantes. No Brasil, os processos de transição demográfica e epidemiológica começam a ocorrer em um contexto em que o Estado está voltado aos problemas de saúde materno-infantil e ao controle de doenças transmissíveis não desenvolvendo programas de prevenção e tratamento das enfermidades crônico-degenerativas e suas complicações, constituindo uma superposição entre as etapas. Surge assim a necessidade de estudos que identifiquem quais as realidades de cada região com relação a fatores de risco de doenças crônico-degenerativas propiciando a formulação de intervenções preventivas em relação à população idosa. Este estudo objetiva identificar os fatores determinantes das doenças relacionadas ao movimento humano que se mostraram mais freqüentes entre os indivíduos idosos atendidos no Ambulatório de Fisioterapia da UFSCar. Foram utilizados como fonte de informação as Histórias Clínicas dos pacientes deste Ambulatório entre os anos de 1996 e 2001; e um conjunto de 35 pacientes, sujeitos da entrevista. Esses sujeitos foram sorteados aleatoriamente entre os pacientes acometidos por Artrose ou Acidente Vascular Cerebral, que foram as duas doenças identificadas como as mais freqüentes. A análise dos fatores de risco para artrose indicou antecedente traumático na articulação afetada (75%), como fator determinante. No grupo AVC os fatores foram: sedentarismo (90,9%) -analise de proporção; dieta hiperlipidica e hipertensão arterial sistêmica não controlada -estimativa pontual e intervalar da Razão de Chances (OR). Em Artrose, os fatores trabalho pesado (45,8%), peso acima do normal (45%), hereditariedade (29,2%) e artrite reumatóide (25%) não foram apontados pelo estudo estatístico como determinantes, mas, pelas altas freqüências que apresentaram, devem ser considerados. O mesmo ocorreu em AVC com tabagismo (54,5%), problemas do coração (45,5%) e dieta hipersódica (36,4%). Conclusão: a maioria dos fatores de risco identificados pode ser controlada com um adequado programa de atividade física, orientação nutricional e mudanças no processo de trabalho, tornando tais ações fundamentais na realidade atual.
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Lazer e atividade fisica: interferencias no desenvolvimento dos adolescentes frequentadores do projeto comunitario" Florescer" da cidade de Barretos-SP
Cotrim, P.A.; Silva, L.F.
Faculdades Integradas- Fafibe

LAZER E ATIVIDADE FÍSICA: INTERFERÊNCIAS NO DESENVOVLIMENTO DOS ADOLESCENTES FREQUENTADORES DO PROJETO COMUNITÁRIO "FLORECER" DA CIDADE DE BARRETOS-SP Paula Andrade Cotrim Luciene Ferreira da Silva Faculdades Integradas - Fafibe Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL Neste estudo sobre os adolescentes participantes do Projeto "Florescer", da cidade de Barretos-SP partiu-se do pressuposto que as condições econômicas desfavorecem os processos de construção de identidade sociocultural, interferindo na socialização e desenvolvimento de adolescentes, e que o oferecimento de projetos de lazer que visem garantir a cidadania, exercem papel positivo na construção dessa identidade, se forem bem delimitados e conduzidos. A problemática apresentada foi visualizada na convivência com o grupo, através de nossa participação no referido Projeto. Tal participação se justificou por entendermos que o lazer e as atividades físicas lúdicas comunitárias, interferem na qualidade do processo de desenvolvimento dos adolescentes e da comunidade. Este estudo teve enfoque qualitativo, no qual se utilizou pesquisa bibliográfica sobre lazer, desenvolvimento humano e social e pesquisa de campo, com observação das atividades desenvolvidas e aplicação de questionário para os adolescentes freqüentadores, com o intuito de coletar dados interessantes ao estudo. Ao concluir a pesquisa constatou-se a importância das atividades lúdicas da cultura corporal em grupo, pois interferiu direta e indiretamente no processo de desenvolvimento sociocultural dos adolescentes, proporcionando a melhoria na convivência social dos sujeitos pesquisados. Tal resultado foi possível porque as atividades predominantemente se voltavam para o prazer lúdico e a convivência. Embora ocorressem de forma semi-sistematizada, os participantes tinham envolvimento voluntário proporcionando interações que se aproximaram em alguns momentos do lazer educação e em outros do lazer propriamente dito. Como cidadãos que possuem direito ao lazer, ao esporte e à educação, entre outros, concluímos que ao usufruírem dessas práticas sociais, oferecidas através desse projeto de ação comunitária, tiveram oportunidade de exercício da cidadania, mesmo sendo desfavorecidos de bens socioculturais facilitadores numa sociedade desigualitária.
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Danças circulares sagradas: expressão de diversos povos e culturas
Couto, Y.A.; Petrilli, D.H.
Universidade Federal de São Carlos

DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS: EXPRESSÃO DE DIVERSOS POVOS E CULTURAS Yara Couto; Daniella Helena Petrilli Universidade Federal de São Carlos - UFSCar As Danças Circulares Sagradas representam uma retomada de antigas formas de expressão de diferentes povos e culturas, acrescidas de novas criações, coreografias, ritmos e significações próprias do homem inserido na realidade atual. O presente projeto teve como objetivos compreender o significado do movimento circular das danças e suas implicações na dinâmica do movimento humano e sua corporeidade. Desenvolver o sentido rítmico, estimulando a percepção, equilíbrio e fluência entre ritmo movimento e ritmo musical, bem como conhecer o repertório das Danças Circulares Sagradas, propiciando um espaço de vivência cultural. Trata-se de um projeto de extensão, aberto à comunidade, desenvolvido no período de março à novembro de 2004, duas horas semanais, na Universidade Federal de São Carlos. Ao longo do ano, configurou-se 49 encontros, com a participação de 54 pessoas no total, sendo alunos, docentes, funcionários da universidade e pessoas da comunidade de São Carlos. Em cada aula realizou-se preparação e estruturação corporal, as danças circulares, com sua dinâmica rítmica e gestual, além de alongamento e relaxamento muscular. Durante o projeto foram aplicados dois questionários com questões abertas, um na primeira aula, visando identificar que conhecimentos o aluno tinha sobre as Danças Circulares Sagradas e sua motivação a procurar esta atividade. O segundo questionário foi aplicado nos últimos encontros, no qual buscou-se compreender o significado das danças e sua influência na vida pessoal. A partir deste procedimento foi possível detectar aprimoramento na percepção rítmica, sincronização da música e dos movimentos/gestos corporais, plasticidade, tônus muscular, bem como maior cooperação e socialização dos participantes. Nessa análise também foi possível verificar o aprimoramento quanto à atenção dirigida ao corpo, às sensações e a novas possibilidades corporais. Os resultados obtidos enfatizaram, ainda, que a dança passou a ter outro significado, pois quando o homem dança, pode viver plenamente, uno. A dança representa uma vivência unificada, momentos de vida intensa e una, consigo mesmo, com os outros, com o universo.
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Efeitos do treinamento físico sobre aspectos metabólicos e imunológicos em ratos administrados por Dexametasona.
Crespilho, D.M.; Pauli, J.R.; Leme, J.A.C.A.; Luciano, E.
Departamento de Educação Física - Rio Claro/SP

EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO SOBRE ASPECTOS METABÓLICOS E IMUNOLÓGICOS EM RATOS ADMINISTRADOS POR DEXAMETASONA. Autores: Daniel Maciel Crespilho, José Rodrigo Pauli, José Alexandre Curiacos de Almeida Leme, Eliete Luciano Universidade Estadual Paulista - Departamento de Educação Física - Rio Claro/SP Resumo: Com o objetivo investigar as adaptações metabólicas e do sistema imune ao treinamento físico e ao tratamento com dexametasona, ratos machos foram divididos em 4 grupos: Controle Sedentário (CS); Controle Treinado (CT); Dexametasona Sedentário (DxS); Dexametasona treinado (DxT). Os grupos CT e DxT efetuaram um treinamento que consistiu de uma hora/dia de exercício de natação, com sobrecarga de 5% da massa corporal, 5 dias por semana/10 semanas. Nos grupos DxS e DxT a dexametasona (Dexa) foi administrada 5 dias por semana/10 semanas. Na 9ª semana os animais foram submetidos ao teste de tolerância à insulina (ITT). Ao final da 10ª semana os animais foram sacrificados para as avaliações bioquímicas e hematológicas. Os ratos DxS tiveram uma menor taxa de desaparecimento da glicose (KITT). A atividade física causou uma diminuição na massa adiposa nos grupos que submetidos ao protocolo de treinamento A porcentagem de neutrófilos e eosinófilos não sofreram alterações significativas. Todos os grupos experimentais apresentaram maior concentração de glicogênio hepático que o grupo CS. O número total de leucócitos foi superior nos grupos CT e DxS. O treinamento físico resultou em aumento da massa do timo e porcentagem de linfócitos. A porcentagem de monócitos apresentou redução devido ao treinamento físico e o grupo DxT apresentou maior porcentagem da célula que o grupo DxS. Portanto, podemos concluir que o exercício crônico induz modificações que podem ser importantes para amenizar a perda da sensibilidade periférica à insulina causada pela dexametasona e para o sistema de defesa do organismo.
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Comparação do tempo de apnéia de rotina livre entre duetos e grupos campeões olímpicos e brasileiros
Cristina, C.; Rodrigues, T.; Jesus, K.; Vilarinho, R.; Guedes Jr., D.P.; Barbosa, F.M.
Faculdade de Educação Física de Santos ? FEFIS - UNIMES

COMPARAÇÃO DO TEMPO DE APNÉIA DE ROTINA LIVRE ENTRE DUETOS E GRUPOS CAMPEÕES OLÍMPICOS E BRASILEIROS Cássia Cristina; Tathiane Rodrigues; Kamila de Jesus; Rodrigo Vilarinho; Dilmar Pinto Guedes Jr e Fabrício Madureira Barbosa Faculdade de Educação Física de Santos - FEFIS- UNIMES A apnéia é uma das capacidades mais treinada e importante dentro do nado sincronizado, haja vista, que as atletas permanecem submersas cerca de 40-60% do tempo total da apresentação. Dentro do julgamento do nado sincronizado a apnéia é considerada subjetivamente como dificuldade, o que auxilia no aumento da nota final. Objetivo desse estudo foi comparar o tempo de apnéia (TAp) de atletas de duetos e equipes finalistas das Olimpíadas com as finalistas do Campeonato Brasileiro de nado sincronizado. Métodos: foi utilizado como amostra os três melhores duetos e grupos dos Jogos Olímpicos de Atenas e do Campeonato Brasileiro de nado sincronizado. A tomada de tempo (seg) da apnéia foi realizada através da análise de videoteipes das finais dos respectivos campeonatos. Análise estatística: após análise exploratória e a não confirmação da normalidade na distribuição das variáveis, optou-se por analisar a relação entre o TAp, a colocação em campeonato e o nível competitivo. Para a colocação em campeonato assumiu-se que os campeões brasileiros ocupariam da quarta à sexta colocação mundial. O nível de significância estatística foi estabelecido em a = 0,05. Resultados: na análise dos duetos, o TAp apresentou correlação estatisticamente significante com a colocação (r = -0,829) e o nível de competição (r = -0,878) Ao considerar-se os resultados para os grupos, não encontrou-se relação estatisticamente significante entre o TAp e a colocação (r = -0,657) ou o nível de competição (r = -0,683). Conclusão: apesar de a amostra ser pequena, pode-se observar que o TAp parece ter uma relação maior com as melhores colocações para os duetos do que para os grupos, sobretudo, existem outros fatores que somados ao TAp determinam a classificação para os grupos. O TAp pode ser um indicativo da inferioridade das equipes brasileiras frente as atuais campeãs olímpicas.
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Desempenho motor de meninos escolares da rede particular de ensino da cidade de Cascavel-PR
Cunha, A.L.; Bandeira, K.P.; Silva, K.E.S.
Faculdade Assis Gurgacz

DESEMPENHO MOTOR DE MENINAS ESCOLARES DA REDE PARTICULAR DE ENSINO DA CIDADE DE CASCAVEL-PR André Luiz Cunha Kareen Pricilla Bandeira Karina Elaine de Souza Silva Faculdade Assis Gurgacz - Cascavel - Pr / Grupo de Aptidão Física O objetivo deste estudo foi identificar o desempenho motor de crianças da rede particular de ensino no município de Cascavel/Pr/Brasil. A amostra foi constituída por 120 meninas, com idade entre 7 a 10 anos, subdivididas de acordo com a idade cronológica. Para a separação dos grupos de idade foi utilizado o cálculo de idades centesimais (OLIVEIRA, 1985). As variáveis analisadas foram peso corporal, estatura, IMC, dobras cutâneas subescapular (SE) e tricipital (TR). Os testes motores realizados foram o teste de velocidade 20 metros, teste de agilidade shutle run 14.9m, teste de flexibilidade ("sentar-e-alcançar"). Para o tratamento estatístico foi utilizada estatística descritiva, com valores de média e desvio padrão utilizando o software Statistic for Windows versão 6.0. Os resultados foram analisados segundo os critérios de saúde estabelecidos pelo Physical Best (AAHPERD, 1998). G1 - 7 anos (n=17) G4 - 8 anos (n=29) G5 - 9 anos (n=30) G7 - 10 anos (n=44) Salto horizontal (cm) 119,1 15,4 115,3 11,3 111,1 8,06 118,9 12,44 Corrida 20 m (m/s) 4,88 0,39 5,13 0,32 4,99 0,40 4,79 0,41 Shutle Run 9,14m 13,4 1,50 13,7 13,3 13,1 1,05 12,4 1,56 Flexibilidade (Wells) 22,9 8,7 28,0 5,1 24,6 5,4 24,7 5,6 Após a classificação dos valores obtidos foi observado que todos os voluntários do presente estudo atenderam aos critérios preconizados para à saúde. Conclui-se que o grupo apresenta um perfil favorável de desempenho motor, podendo estar menos susceptível ao desenvolvimento de doenças de caráter crônico degenerativas.
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Encaminhamento de médicos ortopedistas para pessoas com desvio posturais, a escoliose.
Damaceno, M.V.; Pereira, B.F.M.; Souza, J.V.
Universidade Católica Dom Bosco-UCDB

ENCAMINHAMENTO DE MÉDICOS ORTOPEDISTAS PARA PESSOAS COM DESVIO POSTURAIS, A ESCOLIOSE. Márcia Ventura Damaceno; Universidade Católica Dom Bosco-UCDB Bruce Fabiano Machado Pereira; Universidade Católica Dom Bosco-UCDB Joslei Viana de Souza; Universidade Católica Dom Bosco - UCDB A escoliose pode ser simples (desvio torácico direito) ou duplas (desvios torácicos direito e lombares esquerdas) e seguem com critério angular até trinta graus de inclinação, escoliose ligeira; de trinta a cinqüenta graus, mediana e superior a cinqüenta graus, escolioses graves. Portanto, quando uma pessoa apresenta um destes diagnósticos, quais são os procedimentos adotados pelos médicos ortopedistas, relacionados à atividade física? Assim, o objetivo dessa pesquisa foi identificar os encaminhamentos de médicos ortopedistas, para pessoas com desvios posturais, neste estudo a escoliose. Para o desenvolvimento desta pesquisa, num primeiro momento realizamos um levantamento dos médicos ortopedistas de Campo Grande-MS, através do Conselho Regional de Medicina (CRM), optando pelos médicos associados à União dos Médicos (UNIMED), por concentrar maior número destes especialistas. Dos sessenta médicos conveniados, somente onze foram nossos respondestes, devido à disponibilidade de tempo destes profissionais. Realizamos entrevista com perguntas abertas e roteiro previamente estabelecido. As questões foram direcionadas sobre os exames utilizados para a obtenção do diagnóstico; quais as recomendações são feitas para o paciente e no caso da atividade física qual (is), justificando-as; em relação à natação, se indicam os nados, o tempo e a freqüência das aulas, finalizando a respeito da atuação do profissional de educação física. Os resultados apresentados foram: O exame realizado pelos médicos ortopedistas é o raio-x panorâmico; 73% recomendam a atividade física e natação nos casos leve e colete ou cirurgia nos casos graves; 55% indicam a natação e 82% justificam pelo fortalecimento da musculatura, alongamento muscular e melhora cardio-respiratória; quanto aos nados o mais indicado é costas e crawl; 45% disseram que é função do professor de natação determinar o tempo e freqüência das aulas; em relação a atuação do professor de natação, os médicos ortopedistas recomendam o trabalho juntos, 45% o professor assumi sua tarefa, mas com conhecimentos específicos da patologia e fisiologia do exercício. Concluímos que o encaminhamento dos médicos ortopedistas em relação a atividade física é adequado, entendendo nos casos de escoliose leve e que a troca de informações entre médicos e professor é fundamental para um bom desenvolvimento das pessoas com desvio postural.
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Elementos constituintes da prática como componente curricular na formação inicial em Educação Física
Daniel Marcon, D.; Nascimento, J.V.
Universidade Federal de Santa Catarina / Universidade de Caxias do Sul

ELEMENTOS CONSTITUINTES DA PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NA FORMAÇÃO INICIAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA Daniel Marcon (bolsista CAPES), Juarez Vieira do Nascimento. Departamento de Educação Física - UCS / Mestrado em Educação Física - CDS - UFSC A realização de atividades de prática como componente curricular, durante a formação inicial em Educação Física, tem sido proposta na legislação sobre a formação de professores, por desempenhar um papel fundamental na construção de competências pedagógicas dos estudantes-professores, bem como na articulação adequada entre teoria e prática. No entanto, as investigações realizadas sobre esta temática não têm apresentado resultados satisfatórios sobre os aspectos intervenientes da sua operacionalização nos cursos de Educação Física. Nesta perspectiva, o objetivo desta pesquisa, que constitui o estudo preliminar de uma dissertação em fase final de conclusão, foi identificar os elementos constituintes das atividades de prática como componente curricular que contribuem para a construção de competências pedagógicas de estudantes-professores do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade de Caxias do Sul - RS. Participaram do estudo preliminar 2 estudantes-professores egressos, escolhidos por sorteio aleatório dentre aqueles que participaram de atividades de prática pedagógica com os colegas e com a comunidade nas disciplinas desportivas, e, também por sorteio aleatório, 2 professores de disciplinas com estas características. Para a coleta e análise das informações foi utilizada a triangulação entre as entrevistas e a análise documental do projeto político-pedagógico do curso, das ementas e dos programas das disciplinas e dos relatórios dos professores referentes às práticas pedagógicas implementadas. Os resultados demonstraram que os elementos constituintes das atividades de prática como componente curricular que mais contribuem para a construção das competências pedagógicas dos professores de Educação Física são: (a) a oportunidade de passar do papel de estudante-professor para o papel de professor-estudante, (b) o contato direto com os alunos durante as atividades de prática pedagógica, (c) a aproximação proporcionada entre a teoria e a prática, e (d) a relação interpessoal estabelecida entre o estudante-professor e o professor formador. Assim, conclui-se que a oferta de atividades na formação inicial, onde os estudantes-professores intervêm pedagogicamente com a comunidade, constitui-se importante elemento para a construção das competências pedagógicas dos professores de Educação Física. A continuação da investigação é sugerida para aprofundar esta temática no sentido de esclarecer os processos intervenientes na sua operacionalização.
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Retratos da produção de conhecimento sobre a pedagogia da Educação Física Escolar
Dantas, L.E.P.B.T.; Antunes, F.H.C.; Bigotti, S.; Brasil, F.K.; Tokuyochi, J.H.; Tani, G.; André, M.H.
Escola de Educação Física e Esporte - USP

RETRATOS DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO SOBRE A PEDAGOGIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR DANTAS, L.E.P.B.T.; ANTUNES, F.H.C.; BIGOTTI, S.; BRASIL, F.K.; TOKUYOCHI, J.H.; TANI, G. e ANDRÉ, M.H. ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE - USP GRUPO DE PEDAGOGIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR - GEPEFE Para estudar a produção de conhecimentos relativos à Pedagogia da Educação Física Escolar, realizou-se inicialmente uma pesquisa abrangente sobre os principais temas abordados nas publicações da área de Educação Física como um todo. Foram selecionadas quatro revistas nacionais (Motriz, Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Revista Brasileira de Educação Física e Revista Brasileira de Ciência e Movimento), duas européias (European Physical Education Review, e Apuntz) e três norte-americanas (Journal of Teaching Physical Education, JOPERD e TEPE) representativas da Educação Física, com o objetivo de assegurar uma análise da produção científica tanto no contexto nacional como internacional (em língua inglesa), de 1999 a 2003. Foi elaborada uma taxionomia com base em critérios que abarcam os diferentes aspectos da área de Pedagogia da Educação Física Escolar, o que resultou nas seguintes categorias temáticas: finalidade (F), caracterização (C), processo ensino-aprendizagem (PEA), formação de professores (FP), epistemologia (E) e indefinido (I) para artigos que não se enquadravam em nenhuma das categorias anteriores. Analisou-se um total de 1.126 artigos, 387 nacionais e 739 internacionais, sendo que 51,7% desses não se referiam a Educação Física Escolar. Desses, de acordo com a taxionomia, 23,4% relatavam sobre o PEA, outros 13,3% sobre a C da área, 3,7% sobre a F, 3,5% sobre a FP, 2,0% sobre a E e 2,3% foram classificados como I. Os resultados evidenciam que, enquanto a grande maioria dos artigos nacionais trabalha com a caracterização da Pedagogia da Educação Física Escolar, os artigos internacionais de revistas profissionais demonstram uma preocupação com o PEA abrangendo 56,1% dos artigos publicados. Nos artigos internacionais de revistas acadêmicas existe um equilíbrio maior entre o PEA (30,7%) e a C (20,7%), enquanto que a FP (10%) e a E (9,3%) apresentam uma preocupação um pouco menor por parte dos pesquisadores. Conclui-se que as revistas norte-americanas e européias publicam principalmente pesquisas aplicadas, enquanto que as revistas nacionais trazem poucas pesquisas sobre a Educação Física Escolar e quando isso ocorre, mostram uma predominância dos estudos relacionados à caracterização (50%).
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Estudo comparativo do equilíbrio corporal de crianças e adultos portadores de deficiência mental
Dascal, A.G.; Santiago, M.P.; Dascal, J.B.
SESC São Carlos, SP

ESTUDO COMPARATIVO DO EQUILÍBRIO CORPORAL DE CRIANÇAS E ADULTOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL André G. Dascal 1, Marcelo P. Santiago 2, Juliana B. Dascal 3 (1) SESC São Carlos, SP (2) CEF , UFSCAR, (3) DEFMH, UFSCAR. Alguns distúrbios do equilíbrio corporal em pessoas portadoras de deficiência mental podem estar abaixo dos padrões esperados para a faixa etária, sendo neste caso mais associados ao desenvolvimento cognitivo e níveis de atenção para a realização da tarefa (relacionado ao grau de deficiência mental) do que a déficits físicos e motores. O objetivo deste trabalho foi verificar se o equilíbrio pode ser afetado pelo nível maturacional diferenciado de indivíduos portadores de deficiência mental moderada. Participaram do estudo 22 sujeitos, divididos em dois grupos etários: g1 = 11 crianças (média de idade de 10,9 anos), sendo 9 do sexo masculino e 2 do sexo feminino, e g2 = adultos jovens (média de idade de 18,4 anos), sendo 8 do sexo masculino e 3 do sexo feminino, ambos portadores de deficiência mental moderada. Os sujeitos realizaram dois testes de equilíbrio: "functional reach - FR", definido como a distância máxima que um sujeito pode alcançar à frente do comprimento de seus braços, enquanto mantém uma base de suporte fixa e sem perder o equilíbrio, e o teste "timed up and go - TUG", que inclui uma seqüência de manobras funcionais usadas na vida diária em que os sujeitos são instruídos a levantar-se de uma cadeira, andar 3 metros o mais rápido possível, cruzar uma linha que se contrasta com a cor do chão e andar de volta (3 metros) e sentar novamente, mensurando o tempo para a realização da tarefa. Foram realizadas análises de variância (ANOVAs) de dois fatores, 2 (Grupo) x 2 (Sexo) para medidas independentes, com p < 0,05. Os contrastes discriminantes foram realizados através da prova de Newman-Keuls. Os resultados indicaram que não houve diferença significativa para o fator grupo, tanto para o teste FR, como para o teste TUG. Entretanto, os resultados indicaram diferença significativa para o fator sexo, com superioridade de desempenho para o sexo masculino em comparação com o sexo feminino, tanto para o teste de FR [F(1,18) = 19,06, p < 0,0004], como para o teste de TUG [F(1,18) = 21,95, p < 0,0002] nos dois grupos etários estudados. Os resultados deste estudo demonstraram que a variável equilíbrio não foi influenciada pela idade dos sujeitos, sugerindo que o nível de maturação desta capacidade já pode ter se estabilizado durante o final da infância. Além disso, este estudo reforça achados prévios, que indicaram superioridade no desempenho de tarefas motoras para grupos masculinos em relação a grupos femininos portadores de deficiência mental.
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Desempenho motor de idosos: influência de prática motora prévia
Dascal, J.B.; Teixeira, L.A.
DEFMH - UFSCAR

DESEMPENHO MOTOR DE IDOSOS: INFLUÊNCIA DE PRÁTICA MOTORA PRÉVIA Juliana Bayeux Dascal1 e Luis Augusto Teixeira2 (1) DEFMH, UFSCAR e (2) Depto. de Biodinâmica, EEFEUSP O declínio motor durante o envelhecimento interfere na realização de atividades da vida diária, esportivas e de lazer. A manutenção da prática de atividades físicas, entretanto, parece atenuar esse declínio e as hipóteses que sustentam essa preservação motora são (a) manutenção seletiva das capacidades exercitadas de forma sistemática e (b) oxigenação cerebral pela prática de atividades aeróbias. Este estudo examinou se há preservação do desempenho motor pela prática de atividades físicas e se tipos diferenciados de práticas (aeróbia e específica) influenciam diferentemente o desempenho motor durante o envelhecimento. Participaram do estudo 85 indivíduos sadios de ambos os sexos, na faixa etária de 19 a 82 anos, que se dividiram em quatro grupos: idosos tenistas, idosos corredores e dois grupos controles ativos, sem prática em modalidade esportiva específica, sendo um de idosos, e outro de adultos jovens. Foram realizados testes de destreza manual, coincidência temporal, equilíbrio corporal, tempo de reação simples e de escolha, velocidade e acurácia de movimento e uma medida indireta de consumo máximo de oxigênio (VO2max estimado). Os resultados indicaram superioridade de desempenho para a maioria das tarefas estudadas para o grupo de adultos jovens em comparação aos grupos de idosos, que não diferiram entre si, exceto para a tarefa de coincidência temporal, na qual houve similaridade de desempenho entre o grupo de adultos jovens e idosos tenistas. Em relação à medida de VO2max estimado foi encontrada fraca correlação com o desempenho motor (r2 = 0,02). Os resultados deste estudo oferecem uma tendência positiva, mas não significativa para a hipótese de oxigenação cerebral, no que se trata da preservação do sistema como um todo durante o envelhecimento, em função da prática de atividades aeróbias, e uma sustentação mais forte e robusta para a hipótese de manutenção seletiva, indicando que há um componente específico à prática durante o envelhecimento auxiliando a preservação do desempenho motor se houver manutenção da prática em atividades físicas ao longo da vida. (1) Bolsa de mestrado concedida pela FAPESP, processo número 01/14048-8
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Relação homem-natureza: mudanças axiológicas, no âmbito do lazer
De Gáspari, J. C.;
L.E.L. - Laboratório de Estudos do Lazer - DEF/UNESP - Rio Claro

- RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA: MUDANÇAS AXIOLÓGICAS, NO ÂMBITO DO LAZER Jossett Campagna De Gáspari L.E.L. - Laboratório de Estudos do Lazer - DEF/UNESP - Rio Claro - São Paulo - Brasil G. P.L - Grupo de Pesquisas em Lazer - FACEF/UNIMEP - Piracicaba - São Paulo - Brasil Grupo de Estudos Avançados em Inteligência Humana - USJT - São Paulo - São Paulo - Brasil Resumo: O estudo das atitudes, ocupando lugar privilegiado na Psicologia Social, interessa aos profissionais da Educação Física e da Motricidade Humana envolvidos com aspectos subjetivos do movimento do homem e do homem em movimento. Esta investigação, de natureza qualitativa, constou de uma revisão bibliográfica e uma pesquisa exploratória concretizada por meio de um questionário misto, validado por comissão de ética e cujos dados foram trabalhados, descritivamente, pela Técnica de Análise de Conteúdo. Teve como objetivo o mapeamento de mudanças axiológicas na relação homem-natureza, posteriormente a uma vivência de lazer junto aos ambientes naturais. Dos resultados concernentes às mudanças de visão de mundo relacionada à natureza, dos trinta respondentes, de ambos os sexos, na faixa-etária de dezesseis anos, onze (36,66%) assinalaram terem percebido, em si mesmos, alguma mudança na relação homem-natureza, enquanto outros onze (36,66%) nada perceberam. Dos argumentos positivos sobre as mudanças axiológicas na relação homem-natureza constam maior respeito, o redimensionamento de sua importância e da necessidade de sua preservação. Dentre os argumentos negativos, da não percepção de mudanças significativas, aparecem registros associados a idéia de que sua visão não se alterou porque sempre respeitaram a natureza, já teriam ampla visão sobre sua importância na cadeia vital e de que já teriam vivenciado outras experiências similares. Quatro participantes que expressaram não terem sentido mudanças axiológicas não explicaram seus motivos. Do total, oito (26,66%) nada assinalaram. Em conclusão, sendo as atitudes adquiridas ou apreendidas e não diretamente observáveis, e, portanto campo fértil de intervenção educativa, torna-se premente incrementar vivências em ambientes naturais, visando mudanças axiológicas na incorporação de atitudes positivas na relação homem-natureza, carente de ressignificação.
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Pico de velocidade e tempo de sustentação em teste intermitente de campo
De-Oliveira, F.R.; Almeida, E.B.; Carminatti, L.J.; Gevaerd, M.S.
Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM / CEFID - Universidade do Estado de Santa Catarina

PICO DE VELOCIDADE EM TESTE INTERMITENTE DE CAMPO COMO INDICADOR DE POTENCIA AERÓBIA Fernando Roberto De-Oliveira, Lorival J. Carminatti, Eduardo Barbosa Almeida, Monique da S. Gevaerd Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM / CEFID - Universidade do Estado de Santa Catarina A velocidade no VO2máx (VVO2máx) e o seu tempo de sustentação (TSVVO2máx) têm sido estudadas como variáveis úteis em avaliação e prescrição de treinamento de corredores, sendo descritas associações não significantes ou inversas entre ambas. O pico de velocidade em teste progressivo intermitente (PV) tem sido empregado na avaliação de atletas de esportes coletivos. Aqui, o objetivo foi estudar o tempo de sustentação do PV (TSPV), suas relação com PV e sustentação dentro do modelo descrito na literatura com as variáveis inicialmente descritas. Foram avaliados 31 jogadores de futebol, de nível estadual (18,9 ± 1,1 anos, 71,5 ± 7,9 kg, 178,1 ± 6,9 cm). Realizaram primeiro o teste de Carminatti et al. (2004) - TCar: multi-estágios de 12s de corrida de ida e volta e pausas de 6s, com incremento de 1 metro (0,6 km.h-1) a cada 90 segundos, velocidade inicial de 9,0 km.h-1 e ritmo a partir de sinais sonoros (PV = 16,6 ± 0,7 km.h-1 e FCmáx. = 194 ± 7 bpm). Após intervalo de 24 hs, foi realizado o teste para determinação do TSPV, com aquecimento de 3 min. a 75-78% do PV de cada atleta e após 2 min. de intervalo, aplicou-se uma carga retangular até a exaustão, com a mesma dinâmica do TCar; neste, as variáveis identificadas foram o TSPV= 6,4 ± 1,5 min (3,9 - 10,9), FCmédia= 180 ± 8,0 bpm e FCfinal= 191 ± 8,0 bpm. A FC foi medida com monitores Polar® (modelo S610iTM). Aplicou-se correlação simples de Pearson e teste t nas análises (*p<0,05). A FCmáx. no TCar foi significativamente superior à FCfinal no TSPV (r = 0, 86*). O TSPV foi associado ao PV (r = - 0,39*) e FCfinal (r = 0, 53*). Estes achados estão de acordo com o modelo anteriormente descrito na literatura para VO2máx , VVO2máx e TSVVO2máx, sugerindo fertilidade para estudos posteriores.
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Planejando e estruturando programa de exercícios físicos para intoxicados por mercúrio
Del Vecchio, F.B.; Faria, M.M.; Padovani, C.R.; Scarpa, O.; Gonçalves, A.
1) Faculdade de Educação Física/UNICAMP

PLANEJANDO E ESTRUTURANDO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA INTOXICADOS POR MERCÚRIO Fabrício Boscolo Del Vecchio¹, Marcília Medrado Faria², Carlos Roberto Padovani³, Ondina Scarpa4 e Aguinaldo Gonçalves¹. 1) Faculdade de Educação Física/UNICAMP, 2) Faculdade de Medicina/USP, 3) Departamento de Bioestatística/UNESP-Botucatu, 4) Secretaria de Esportes - Prefeitura de São Paulo. A intoxicação crônica pelo Mercúrio (Hg), em ambiente urbano-industrial conduz a prejuízos individuais: como lesão no sistema nervoso central, tremores de extremidades, neuropatias e mudanças de personalidade, e coletivos: limitação nas atividades de vida diária e exclusão social. Embora relativamente conhecido, este agravo não tem sido foco de investigações no campo da Educação Física. O objetivo da presente comunicação é relatar o planejamento e estruturação de programa de exercícios físicos, através da articulação de diversas estâncias públicas, para doentes intoxicados por Hg. Procedeu-se amplo diálogo entre Universidades Paulistas e a Prefeitura de São Paulo. Participaram do processo USP, com o pessoal do Serviço de Saúde Ocupacional, UNICAMP, com o Grupo de Saúde Coletiva, Epidemiologia e Atividade Física, UNESP-Botucatu, com o departamento de Bioestatítisca e a Prefeitura de São Paulo, com a Secretaria de Esportes, que organizou espaço físico e indicou profissional para aplicação. Diversas reuniões feitas na USP, UNESP e Clube da Cidade Alto da Lapa, proporcionaram consistência nos processos, agires e fazeres em equipe. O projeto, iniciado com doze homens, durou três meses com duas sessões semanais de 50 a 60 minutos. Conduziu-se avaliação subjetiva da qualidade de vida, através do SF-36 e testes de força muscular, flexibilidade, coordenação motora e agilidade. Embora melhoras significativas nos respectivos componentes estejam presentes, não foram possíveis maiores inferências acerca dos benefícios dos exercícios físicos para esta população. Por outro lado, pode-se observar que a deambulação a centros de práticas corporais torna-se difícil e inviável, principalmente pelos problemas de memória relatados pelos pacientes e a complexidade nas conexões do transporte urbano em metrópoles como São Paulo. Além disso, o tempo das intervenções (50 a 60 minutos) mostrou-se problemático, em especial, pela fadiga precoce e desinteresse gerado por ela. Vale dizer que experiências futuras devam explorar a organização descentralizada dos programas e optar por atividades com menor duração, destacadamente, de 30 a 40 minutos.
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Determinação da tolerância à acidose e relação com parâmetros anaeróbiocos e técnicos na predição da performence de Natação.
Deminice, R.; Gabarra, L.; Rizzi, A.; Baldissera, V.
Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto

DETERMINAÇÃO DA TOLERANCIA À ACIDOSE E RELAÇÃO COM PARÂMETROS ANAERÓBICOS E TÉCNICOS NA PREDIÇÃO DA PERFORMANCE DE NATAÇÃO Rafael Deminice1; Lucas Gabarra2; Arthur Rizzi2; Vilmar Baldissera3 1 Programa de Aprimoramento Profissional, HCFMRP/USP; 2 Laboratório de Fisiologia e Nutrição Experimental/UNAERP; 3 Laboratório de Fisiologia do Exercício/UFSCAR Durante a performance competitiva, não só a habilidade de produzir mas a de sustentar altos níveis de lactato sanguíneo durante os últimos metros da prova está associado ao sucesso na mesma. Tal habilidade deve ser estimulada através dos exercícios de treinamento intervalado de alta intensidade, conhecido como serie de tolerância a acidose. O objetivo do presente estudo foi determinar a tolerância à acidose em nadadores de nível competitivo através de uma série de nados intermitente de alta intensidade e relacionar com o limiar anaeróbio (Lan), a concentração de lactato sanguíneo ([Lac]), capacidade de trabalho anaeróbio (CTA), freqüência de braçada (fB), comprimento de braçada (CB) e índice de braçada (IB) na predição da performance de 100 m em natação. Dez nadadores se submeteram a 6 nados máximos de 100m no estilo crawl com 6 minutos de intervalo entre eles. Amostras de sangue foram coletadas 5 minutos após cada nado para posterior análise de lactacidemia ([Lac]). Através da razão entre a [Lac] e os respectivos tempos de execução dos nados dos 6 nados, determinou-se a tolerância à acidose (TA). A velocidade média e a concentração de lactato sanguíneo do primeiro nado de 100m em esforço máximo foi considerado como parâmetro de performance (P100) e concentração de lactato de pico ([Lac]pico), respectivamente. Performances máximas de 200m e 400m no estilo crawl foram realizadas para determinação da CTA através do procedimento de regressão linear (coeficiente linear). O número de braçadas realizadas durante todos os esforços foram anotadas para determinação da fB, CB, IB. Correlação linear de Pearson (p < 0,05) foi utilizado para análise estatística. Os resultados apresentaram significativas correlações (p < 0,05) da TA com Lan (r = 0,77), [Lac]pico (r = 0,81), CB (r = 0,85) e IB (r = 0,84). Além disso, a P100 foi correlacionada com Lan (r = 0,88), TA (r = 0,95), [Lac]pico (r = 0,77), CB ( r = 0,97) e IB (r = 0,96). Dessa forma, podemos especular que a TA determinada a partir de série de treinamento intervalado de alta intensidade parece ser um parâmetro útil para determinar capacidade anaeróbia e predizer a performance de 100m de natação, além de sofrer uma grande influência de parâmetros técnicos como CB e IB. Apoio: FUNDAP e FAEPA
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Informação visual e controle postural durante a execução da pirouette no ballet: desenvolvimento do método
Denardi, R.A.; Rodrigues, S.T.
LIVIA, Depto. de Educação Física, FC, Unesp / Bauru

INFORMAÇÃO VISUAL E CONTROLE POSTURAL DURANTE A EXECUÇÃO DA PIROUETTE NO BALLET: DESENVOLVIMENTO DO MÉTODO Renata Álvares Denardi e Sérgio Tosi Rodrigues. LIVIA, Depto. de Educação Física, FC, Unesp / Bauru O presente estudo investiga um aspecto fundamental do sistema visual que subsidia a aquisição de informação relevante para o controle postural, a estratégia de movimentos dos olhos e da cabeça. Na atual etapa de desenvolvimento do método, os objetivos foram (i) testar o posicionamento das duas câmeras de vídeo (perspectivas frontal e superior), (ii) definir o posicionamento de marcadores nos ombros e cabeça, (iii) confirmar as variáveis dependentes envolvidas na descrição cinemática da ação, (iv) padronizar informações para as participantes, (v) desenvolver programa computacional específico para análise de dados, (vi) testar a calibração e o procedimento de reconstrução bidimensional da imagem da câmera superior, e (vii) confirmar outros detalhes do protocolo experimental. Em estudo piloto, uma bailarina experiente foi analisada durante a execução da pirouette, um giro do ballet clássico, em duas condições distintas: com (olhos abertos) e sem (olhos vendados) informação visual disponível. As variáveis utilizadas foram: OQ - olho quieto, duração da fixação à frente antes do início do giro do olhar, durações do giro do tronco, da cabeça e do olhar, e instabilidade espacial do tronco e da cabeça. Na condição com visão disponível, o valor de OQ foi 2,20s; as durações do giro do olhar, cabeça e tronco foram, respectivamente, 0,60s, 0,90s e 1,94s. Na condição sem visão disponível, as durações do giro da cabeça e tronco foram, respectivamente, 1,56s e 1,93s. Interessantemente, os dados deste caso analisado confirmam as expectativas de longa duração de fixação antes do início do giro e menor duração do giro do olhar, em relação à duração do giro da cabeça e do tronco. Muito embora o programa para análise dos dados tenha sido desenvolvido com sucesso, ainda são necessários alguns ajustes referentes especificamente ao processamento das variáveis de instabilidade espacial do tronco e cabeça. Em síntese, este estudo atingiu plenamente a meta de definição e padronização das características experimentais, etapa fundamental para uma investigação com considerável novidade metodológica. FAPESP (Processo 04/10193-1).
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Análise de precisão em cobranças de pênalti no Futebol
Desio, C.L.C.; Morya, E.; Torri, L.; Ranvaud, R.
USP

ANÁLISE DE PRECISÃO EM COBRANÇAS DE PÊNALTI NO FUTEBOL Desio, C. L. C.; Morya, E.; Torri*, L. & Ranvaud, R. Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo *Facoltà di Scienze Motorie. Università degli Studi di Milano A precisão com a qual batedores de pênalti no futebol podem acertar alvos dispostos no gol, pode ser influenciada pela percepção visual. A investigação de efeitos sensoriais sobre o desempenho motor pode revelar estratégias a serem adotadas para aperfeiçoamento da performance. Participaram dois jogadores italianos profissionais com experiência em chutar pênalti em competições. Eles tiveram que chutar uma bola oficial em direção a um de cinco alvos, todos dispostos horizontalmente numa altura de 1.7 m. Um alvo foi posicionado no cento do gol e os outros ficavam distantes 1.46m e 2.92m. Os jogadores foram instruídos acertar um alvo escolhido aleatoriamente por um dos experimentadores simulando uma situação real de jogo. Todas as tentativas foram filmadas em vista lateral e posterior. Em seguida os vídeos foram analisados quadro a quadro para investigação de precisão e velocidade da bola. Os fatores erro e velocidade foram analisados por uma Anova. Embora os jogadores fossem profissionais e não estavam em condições reais sob influências de stress e fadiga, os dados indicam um erro em torno de 1m com velocidade média de 70 km/h. Estudos anteriores indicam que a velocidade da bola na última copa do mundo teve em média 115 km/h e jogadores amadores conseguem precisão menor do que 1m para acertar alvos dispostos no gol. A investigação de estratégias de batedores de pênalti fornece recursos que podem beneficiar tecnicamente os atletas e treinadores, tornando estes eventos, mais do que mero resultado da sorte, uma competição dependente da técnica do batedor e do goleiro.
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A Dança de Salão alterando os Estados de Ânimo: uma Questão de Gênero
Deutsch, S.; Volp, C.M.; Oliveira, S.R.G.; Otaguro, L.M.; Tanaka, K.
UNESP RIO CLARO

A DANÇA DE SALÃO ALTERANDO OS ESTADOS DE ÂNIMO: UMA QUESTÃO DE GÊNERO. Silvia Deutsch* **; Catia Mary Volp * **; Sandra Regina Garijo de Oliveira ** *** ****; Lilian Mayumi Otaguro ** *** *****; Kátia Tanaka****** *Departamento de Educação Física - IB / Unesp - Rio Claro;**LACCEM - Laboratório de Comunicação Corporal Expressão e Música;***Mestre em Motricidade Humana - IB / Unesp - Rio Claro;****Faculdades Integradas FABIBE;*****FESP - Faculdade de Ensino Superior de Passos;****** Bacharel em Educação Física da UNESP de Rio Claro. Ouvir músicas ou dançá-las é uma prática diária de muitas pessoas. Estudos mostram que a música e a prática da atividade física podem alterar os estados de ânimo de seus praticantes diferenciando entre os gêneros. Com o objetivo de verificar como a audição musical acompanhada ou não da movimentação corporal da dança de salão interfere nos estados de ânimo em função do gênero foi desenvolvido o seguinte estudo. Foram pesquisados 720 participantes, 284 do sexo masculino e 436 do sexo feminino com idades entre 15 e 45 anos. A amostra foi composta por pessoas da comunidade da cidade de Rio Claro - interior de São Paulo - que participavam dos cursos de Danças de Salão, oferecidos pela universidade, e também por alunos do curso de graduação em Educação Física. Uma parte da amostra foi submetida à situação de ouvir músicas e a outra de dançar. A exposição às músicas foi de aproximadamente 15 minutos. Antes e após a situação experimental os sujeitos responderam a uma lista de 40 locuções de estados de ânimo (LEA). Foi aplicada uma análise binomial - não paramétrica e chegou-se aos seguintes resultados: para o sexo feminino os adjetivos - insignificante, com medo, ridículo, realista, triste, carregado, saudoso, simples, sonhador, insatisfeito, e pesado alteraram de maneira negativa e os adjetivos - atraente, alegre, poderoso, excitado, agitado, elevado e leve, alteraram de forma positiva. Já no sexo masculino apresentaram alterações significativas os seguintes adjetivos - insignificante, com menos medo, ridículo, realista, triste, inocente, deprimido, repelente, valente, amedrontado e racional de forma negativa e os adjetivos atraente, alegre, poderoso, orgulhoso e encantador de forma positiva.. Os resultados mostram alterações nos estados de ânimo em ambos os grupos. Observamos, a presença de ansiedade no grupo feminino. Em geral percebe-se, tanto no grupo feminino quanto no masculino, uma diminuição dos sentimentos de medo, tristeza, e ainda peso apenas no caso das mulheres e depressão no caso dos homens.
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Os aspectos positivos e negativos encontrados no desenvolvimento da Ginástica Artística brasileira junto aos técnicos estrangeiros em nosso país
Di Thommazo, A.; Mendonça, F.B.
Universidade Estadual Paulista

OS ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS ENCONTRADOS NO DESENVOLVIMENTO DA GINÁSTICA ARTÍSTICA BRASILEIRA JUNTO AOS TÉCNICOS ESTRANGEIROS EM NOSSO PAÍS Aline Di Thommazo, Felippe Barros Mendonça. Universidade Estadual Paulista - Unesp; Universidade Monte Serrat - UNIMONTE. Este estudo teve como objetivo verificar os aspectos positivos e negativos da influência de técnicos estrangeiros na Ginástica Artística (G.A.) do Brasil, pela ótica de quatorze profissionais brasileiros que trabalharam com técnicos de diversas nacionalidades em seus ginásios, nos últimos anos. Para obter os resultados da presente pesquisa, foi elaborado um questionário contendo dezenove perguntas abertas. Este questionário foi aplicado em oito entidades, as quais, naturalmente, realizaram o intercâmbio. Através da análise qualitativa, foi possível observar a evolução dos atletas no período em que os técnicos estrangeiros desenvolviam o trabalho, principalmente nos aparelhos de impulso, como a barra fixa no masculino e as paralelas assimétricas no feminino. Em contrapartida, os aspectos negativos estiveram relacionados à cultura, a língua e principalmente a didática. Estes aspectos negativos parecem ser considerados irrelevantes pelos atletas de alto rendimento, devido ao fato de almejarem bons resultados. Muitos atribuem os êxitos dos ginastas brasileiros em campeonatos internacionais aos técnicos estrangeiros que comandam a Seleção Brasileira de Ginástica Artística (atualmente no feminino são: Oleg Ostapenko e Yryna Ilyashenko e no masculino Slava, todos ucranianos), apesar dos aspectos negativos ficou evidente que a influência de estrangeiros é de suma importância para o desenvolvimento dessa modalidade em nosso pais.
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Estimulação elétrica de baixa freqüência previne as alterações metabólicas induzidas por imobilização durante 7 dias e minimiza o período de recuperação
Dias, C.K.N.; Cancelliero, K.M.; Durigan, J.L.Q.; Polacow, M.L.O.; Guirro, R.R.J.; Silva, C.A.S.
Graduanda em Fisioterapia - UNIMEP

ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA DE BAIXA FREQÜÊNCIA PREVINE AS ALTERAÇÕES METABÓLICAS INDUZIDAS POR IMOBILIZAÇÃO DURANTE 7 DIAS E MINIMIZA O PERÍODO DE RECUPERAÇÃO. Carol Kaliu Naglio Dias1, Karina Maria Cancelliero2, João Luiz Quagliotti Durigan3, Maria Luiza Ozores Polacow4, Rinaldo Roberto de Jesus Guirro5, Carlos Alberto da Silva 6. 1- Graduanda em Fisioterapia - UNIMEP - 2- Doutoranda em Fisioterapia - UFSCar; 3- Mestrando em Fisioterapia- UNIMEP; 4, 5, 6 - Prof. Dr. PPG-Ft - UNIMEP. O objetivo deste trabalho foi aplicar a estimulação elétrica de baixa freqüência como recurso terapêutico em duas situações distintas de imobilização do membro posterior de ratos com órtese de resina acrílica, sendo uma durante o período imobilização e outra após a retirada da órtese, e assim avaliar seu efeito no perfil energético e no peso muscular. Material e Métodos: Ratos machos Wistar foram divididos em 6 grupos (n=6): controle, controle + estimulação elétrica, imobilizado; imobilizado + estimulação elétrica (EE), imobilizado + 7 dias após a retirada da órtese, imobilizado + 7 dias após a retirada da órtese com estimulação elétrica. Após o sacrifício dos animais, os músculos sóleo (S), gastrocnêmio branco (GB), gastrocnêmio vermelho (GV), tibial anterior (TA) e extensor longo dos dedos (ELD) foram coletados para a análise das reservas de glicogênio (RG), além da avaliação do peso do S e ELD. A análise estatística foi feita pela ANOVA seguida do teste t (p<0,05). Resultados e Conclusão: A imobilização durante 7 dias promoveu uma redução nas RG de 31,6% no S, 56,5% no GB, 39% no GV, 41,7% no ELD e 45,2% no TA. O peso muscular também foi comprometido pela imobilização nesse período, havendo redução de 34% no músculo S e de 27% no ELD. A EE aplicada nos músculos normais durante 7 dias aumentou as RG, atingindo 42,1% no S, 41,3% no GB e 74% no TA. Após a constatação na musculatura normal, a EE foi aplicada na musculatura sob a condição de imobilização durante 7 dias e foi verificado elevação nas RG, atingindo 34,6% no S, 45% no GB, 44% no GV, 42,8% no ELD e de 29,4% no TA. A estimulação elétrica durante 7 dias, não foi eficiente em modificar o peso dos músculos normais ou imobilizado. Em uma próxima etapa, observou-se as alterações nos 7 dias de recuperação após a retirada da órtese, onde os músculos ainda apresentaram redução expressiva nas RG, sendo significantemente menores no S (50%), no GB (19,6%), no GV (26,8%) e no ELD (25%). Os músculos analisados ainda apresentaram redução no peso muscular de 26,6% no S e de 18,4% no ELD. A aplicação da EE nos 7 dias após a retirada da órtese aumentou expressivamente as RG, sendo 258% no S, 308% no GB, 343% no GV, 312% no TA e de 241% no ELD. A estimulação elétrica minimizou os efeitos deletérios tanto durante a imobilização, quanto no período de remobilização, diminuindo o período de recuperação, sendo de grande eficácia no tratamento clínico de situações que levam ao desuso muscular.
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O corpo e o envelhecimento na visão de mulheres idosas
Dias, V.K.; Freire, M.
UNESP - Rio Claro

O CORPO E O ENVELHECIMENTO NA VISÃO DE MULHERES IDOSAS Viviane Kawano Dias e Marília Freire LEL - Laboratório de Estudos do Lazer/DEF/ IB/UNESP- RIO CLARO/SP Este estudo, de natureza qualitativa, teve como objetivo analisar como mulheres idosas percebem seu corpo hoje, bem como a concepção sobre o envelhecimento. Para tanto, o estudo foi realizado em duas etapas, sendo a primeira referente a uma revisão de literatura a respeito da temática proposta e a segunda relativa a uma pesquisa exploratória, utilizando-se como instrumento um questionário aberto. A amostra foi constituída aleatoriamente por 10 indivíduos, do sexo feminino, com idade igual ou superior a 60 anos, todas alunas de uma academia da cidade de Campinas - SP, praticantes das modalidades de hidroginástica ou ginástica localizada. Os dados foram analisados de forma descritiva, utilizando-se a técnica de Análise de Conteúdo Temático e indicam que embora a maioria perceba que seu corpo está bem, este está sempre relacionado ao desgaste físico, as dificuldades em realizar as tarefas diárias, as dores, dificuldade de locomoção, perda de coordenação motora e equilíbrio e foi comparado por todas à quando eram jovens. Quanto à concepção do que é ser idosa nos dias de hoje, para umas, a realidade tem um lado negativo, é admitir as limitações e aceitá-las, ser excluída da sociedade, como se não existissem, ter pressa de fazer as coisas, pois não se tem tanto tempo para viver, não fazer o que fazia antes devido às dificuldades do organismo, mas para outras, tem um lado positivo, por ser muito gratificante, uma vez que passam experiência e sabedoria para os mais jovens, assim como podem ensinar e ajudar outras pessoas, por terem mais tempo livre. Em relação a como começaram a perceber o envelhecimento as respostas também estavam ligadas às limitações do corpo em fazer certas atividades ou ao desgaste físico, como perda da memória, cansaço físico, menopausa, rugas, desgaste da pele, flacidez, dores no corpo, cabelos brancos, ou simplesmente com a aposentadoria ou depois que percebeu que ninguém mais se importava com ela. Denota-se, neste sentido, que mesmo estas mulheres sendo ativas, percebem seu corpo e o processo de envelhecimento muito negativamente, sugere-se, portanto, que as academias também façam um trabalho de consciência corporal e psicológica com esta população, afim de que encare de maneira mais positiva esse processo de envelhecimento e possam gozar da velhice com mais qualidade.
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Auto regulação dos estados de ânimo em nadadores masters
Doimo, J.M.; Otaguro, L.M.; Deutsch, S.
UNESP - Rio Claro

- AUTO REGULAÇÃO DE ESTADOS DE ÂNIMO EM NADADORES MASTERS. JOSELIA M. DOIMO*, LILIAN M. OTAGURO* **, SILVIA DEUTSCH* Universidade Estadual Paulista - IB - Departamento de Educação Física *LACCEM - ** LEPESP Atualmente a preparação psicológica tornou-se indispensável para um atleta obter resultados esportivos elevados. Considerando que os estados de ânimo são influentes na performance dos atletas, o reconhecimento consciente da intensidade e da antecipação do impacto destes no comportamento do atleta, realizados através dos processos auto-regulatórios podem ser úteis no treinamento. Baseado nos desafios psicológicos do esporte, esse estudo teve como objetivo identificar as estratégias auto-regulatórias utilizadas por atletas masters de natação durante o período competitivo. Participaram desse estudo 30 nadadores masters com média de idade de 39 anos. Utilizou -se o Questionário de Regulação de humor (Mood Regulation Questionnaire) para identificar as estratégias que os atletas masters utilizam para regular os estados de ânimo negativos, aumentar a energia e reduzir a tensão. Os resultados foram analisados qualitativamente com relação à freqüência e a eficiência de cada estratégia escolhida. As estratégias mais selecionadas foram: quando cansado ou fatigado necessitando de agilidade e atenção - "descansar"; para reduzir o nervosismo - "praticar atividade física". As duas estratégias mais eficientes para cada dimensão foram: para aumentar a energia - 1. Descansar, 2. Manter-se ocupado; para diminuir os estados de ânimo negativos - 1. Avaliar ou analisar a situação/ cuidar de tarefas, 2. Praticar atividade física; para reduzir a tensão - 1. Controlar pensamentos negativos, 2. Utilizar técnicas de relaxamento. Através desse estudo concluímos que nem sempre a estratégia mais utilizada é a mais eficiente, neste caso, existe algumas estratégias que são consideradas eficientes que não são utilizadas pelos nadadores. Através da auto - regulação, os estados de ânimo podem ser controlados deixando de ser uma simples reação a fatores externos. Assim, para o atleta dominar as interferências internas e externas no momento de cobrança deve-se explorar as estratégias de auto-regulação.
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Ginástica Olímpica: uma experiência na prática de ensino
Dos Santos, V.C.; De Faria, D.G.
Universidade Federal de Viçosa - MG

501 - GINÁSTICA OLÍMPICA: UMA EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DE ENSINO Vilma Canazart Dos Santos Diná Guimarães De Faria Universidade Federal de Viçosa - MG A Educação Física, enquanto parte do núcleo comum do currículo escolar, deve transmitir e proporcionar aos alunos, por meio de seus conteúdos, vivências corporais culturalmente construídos, bem como, aprimorar a educação dos sentidos e dar-lhe condições de atuar numa postura crítico-superadora. O estágio realizado na disciplina Prática de Ensino em Educação Física I do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Viçosa veio proporcionar uma leitura da realidade e vivências pedagógicas em instituições públicas de ensino aos futuros professores. Dentre as diferentes propostas de Educação Física Escolar (EFE), o projeto político pedagógico foi montado a partir da proposta crítico-superadora. O referido estágio aconteceu na Escola Estadual Madre Santa Face, Viçosa-MG de março a junho de 2004 e contou com duas aulas semanais de 50 e 40 minutos, nas quais foram realizadas atividades com crianças da 4ª série do ensino fundamental com faixa etária de 9 a 11 anos. Os espaços disponibilizados para as aulas eram a sala de aula, a biblioteca e/ou o pátio da escola e os materiais utilizados pertenciam à própria escola e ao Departamento de Educação Física da UFV. Para a elaboração do planejamento a ser desenvolvido deixamos os alunos escolherem dois conteúdos enquanto nós professores escolheríamos mais dois. Desse modo, além de Judô e Capoeira, a Ginástica Olímpica foi integrada ao plano de ensino, sendo que a opção por esses conteúdos também se deve ao fato de não serem usualmente trabalhados na EFE. Tratando-se de um conteúdo que necessita de materiais e local específico para o seu desenvolvimento, procuramos, então, adequá-lo com as condições oferecidas pela escola, utilizando materiais como banco representando a trave de equilíbrio e o salto, carteiras simulando as paralelas simétricas, barra de ferro encaixada na parede simbolizando a barra fixa, colchões para o aparelho solo e um mini-trampolim usado para execução de elementos como mortais. No decorrer do trabalho, os alunos demonstraram receptividade, envolvimento, participação e principalmente aprendizagem. Portanto, o estágio se tornou relevante ao permitir um maior conhecimento da realidade e das dificuldades, mostrando que, tanto a Ginástica Olímpica como outros conteúdos e temas da EFE podem ser trabalhados dentro da escola.
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Efeitos da restrição alimentar sobre a adiposidade de ratos obesos exógenos
Duarte, F.O.; Fiorese, M.S.; Zambon, L.; Botaro, R.; Pinheiro, C.M.; Freitas, L.F.; Catelli, D.S.; Guerra, R.L.F.; Duarte, A,C.G.O.; Dâmaso, A.R.

EFEITOS DA RESTRIÇÃO ALIMENTAR SOBRE A ADIPOSIDADE DE RATOS OBESOS EXÓGENOS Fernanda Oliveira Duarte, Marcela Sene Fiorese, Lucimara Zambon, Rafael Botaro, Clara M. Pinheiro, Laura F. de Freitas, Danilo S. Catelli, Ricardo L.F. Guerra, Ana Cláudia Garcia Oliveira Duarte, Ana R. Dâmaso Universidade Federal de São Carlos; Universidade Camilo Castelo Branco-Campus VIII-B. É sabido que a obesidade vem sendo tratada como problema de saúde pública, visto que sua incidência tem aumentado muito. Dietas são usadas como intervenção para o controle dessa doença de maneira indiscriminada o que pode causar danos sérios à saúde. Diante disto, os efeitos da restrição alimentar severa e moderada sobre a adiposidade em ratos foram estudados. Para tal, 56 ratos adultos Wistar, (240g), foram mantidos em gaiolas individuais no Biotério do Laboratório de Nutrição da UFSCar (25ºC e ciclo 12/12h), recebendo durante 3 semanas dieta hiperlipídica e água ad libitum. Após esse período, receberam dieta padrão comercial e foram divididos em: Controle (C), Restrito Moderado (RM) e Restrito Severo (RS), sendo restrição de 25% e 50% respectivamente em relação ao C, durante 5 semanas. Os animais foram decapitados e os tecido adiposos branco epididimal (EPI) e retroperitoneal (RET); gordura visceral do intestino (VIS), tecido adiposo marrom (TAM) e fígado (FIG), foram coletados e pesados. Os resultados foram expressos em Média EP (g/100gPeso Corporal). O RM em relação ao C diminuiu o VIS (0,86 0,08 x 1,23 0,04, p<0,05) e o FIG (3,19 0,06 x 3,72 0,05, p<0,001). Já o RS diminuiu o EPI (0,25 0,07 x 1,07 0,05,p<0,001); o RET (0,06 0,02 x 1,18 0,06, p<0,001), o VIS (0,52 0,04 x 1,23 0,04, p<0,001) e o FIG (2,82 0,07 x 3,72 0,05, p<0,001). Em relação ao tipo de restrição a severa promoveu diminuição no EPI (0,25 0,07 x 0,89 0,08; p< 0,001); RET (0,06 0,02 x 0,78 0,11, p<0,001); TAM (0,06 0,004 x 0,08 0,007, p<0,05) e no FIG (2,82 0,07 x 3,19 0,06, p<0,05). Os resultados demonstram que a restrição severa é mais efetiva em diminuir a adiposidade, em contrapartida também diminuiu o FIG, efeito este não desejável uma vez que este tem importante função no armazenamento de glicogênio e no metabolismo. Diante disso, sugere-se que a restrição severa não deve ser evitada como tratamento no controle da adiposidade. CAPES; CNPq.
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Efeitos da estimulação elétrica neuromuscular em imobilização de membro posterior de ratos durante 15 dias: análises metabólicas e morfológicas.
Durigan, J.L.Q.; Cancelliero, K.M.; Dias, C.K.N.; Ribeiro, M.C; Montebelo, M.I.; Silva, C.A,; Guirro, R.R.J.; Polacow, M.L.O.
Universidade Metodista de Piracicaba

EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NEUROMUSCULAR EM IMOBILIZAÇÃO DE MEMBRO POSTERIOR DE RATOS DURANTE 15 DIAS: ANÁLISES METABÓLICAS E MORFOLÓGICAS. João Luiz Quagliotti Durigan1, Karina Maria Cancelliero2, Carol Kaliu Naglio Dias CKN3, Maria Cristina Ribeiro4, Maria Imaculada Montebelo5, Carlos Alberto da Silva6, Rinaldo Roberto de Jesus Guirro7, Maria Luiza Ozores Polacow8. 1- Mestrando em Fisioterapia - UNIMEP; 2- Doutoranda em Fisioterapia - UFSCar; 3- Graduanda em Fisioterapia - UNIMEP;- 4- Técnica de Microscopia; UNIMEP;- 5, 6, 7, 8 - Prof. Dr. PPG-Ft - UNIMEP. Objetivo: Avaliar o efeito da estimulação elétrica neuromuscular (EE) sobre o perfil metabólico, peso muscular e área das fibras do músculo sóleo sob a condição de imobilização articular. Material e Métodos: Ratos machos Wistar foram divididos em 3 grupos (n=5): controle, imobilizado e imobilizado+EE. A imobilização foi feita com órtese de resina acrílica no membro posterior esquerdo, mantendo a posição neutra do tornozelo durante 15 dias. Os parâmetros da EE foram: f=10Hz, T=0,4ms, i=5mA (aumento de 1mA a cada 5 minutos), t=20 minutos. Os animais foram eutanasiados e o músculo sóleo foi dissecado, pesado e amostras da sua porção ventral foram tratadas para inclusão em parafina e coradas em Hematoxilina-Eosina (H:E). Os resultados foram obtidos por meio de análises do conteúdo de glicogênio e da área das fibras musculares por meio de um analisador de imagens (Image Pró-plus 4.0) interfaciado a um microcomputador. A análise estatística foi realizada pelo teste de Wilcoxon (p<0,05). Resultados e Conclusão: A imobilização durante 15 dias promoveu redução significativa (p<0,05) do glicogênio (42%), peso muscular (8,02%), bem como da área da fibra (37%). Por outro lado, a EE no grupo imobilizado promoveu aumento significativo (p<0,05) do glicogênio em 81,8%, do peso em 21% e da área da fibra em 25%. Conclui-se que a utilização da EE foi eficaz para minimizar as alterações metabólicas e morfológicas apresentadas no membro imobilizado.
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Efeito do estabelecimento de 10 e 40 porcento de meta na aprendizagem de uma tarefa de posicionamento
Dutra, L.N.; Palhares, L.R.; Lage, G.M.; Fialho, J.V.A.P.; Brenda, R.N.; Ugrinowitsch, H. João Vítor Alves Pereira FIALHO1, Rodolfo Novellino BENDA1 e Herbert UGRINOWITSCH1 Leandro Ribeiro PALHARES1, Guilherme Menezes LAGE1, João Vítor Alves Pereira FIALHO1, Rodolfo Novellino BENDA1 e Herbert UGRINOWITSCH1
Universidade Salgado de Oliveira

EFEITO DO ESTABELECIMENTO DE 10 E 40 PORCENTO DE META NA APRENDIZAGEM DE UMA TAREFA DE POSICIONAMENTO Leandro Nogueira DUTRA1,2, Leandro Ribeiro PALHARES1, Guilherme Menezes LAGE1, João Vítor Alves Pereira FIALHO1, Rodolfo Novellino BENDA1 e Herbert UGRINOWITSCH1 1 - Grupo de Estudos em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora (LAPES) Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional / Universidade Federal de Minas Gerais 2 - Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO O estabelecimento de metas tem sido visto como uma estratégia motivacional para melhorar o desempenho, através da direção e manutenção da atenção para um determinado objetivo a ser alcançado. Apesar do crescente número de pesquisas desenvolvidas, uma questão que ainda não está clara diz respeito ao percentual a ser acrescido como meta estabelecida em função do nível de habilidade do executante. Com base nessas considerações, este estudo investigou o efeito do estabelecimento de 10 e 40 % de meta de uma tarefa de posicionamento. Participaram do experimento foi realizado com 24 adultos jovens, de ambos os sexos, experientes na tarefa de transportar três bolas de tênis numa seqüência pré-estabelecida. Os sujeitos foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos experimentais com meta específica individual a 10% (G10%) e a 40% (G40%) além do desempenho obtido em um pré-teste, em função do grupo que participava. Posteriormente, todos realizaram 60 tentativas da tarefa e receberam CR quando não atingiam a meta, seguido do teste de retenção com 10 execuções sem CR. Para a análise do erro absoluto na fase de aquisição, a ANOVA (2 grupos x 13 blocos) mostrou diferença no fator blocos f(11,24)=2,088 e p<0,021, e o teste de Tukey identificou que o primeiro bloco foi pior que o terceiro, o quarto, o sexto e o oitavo blocos da aquisição (p<0,04). Outra ANOVA (2 grupos x 3 blocos) no último bloco da aquisição e nos testes mostrou diferença no fator blocos f(2,44)=6,369 e p<0,003, sendo identificado que o primeiro bloco do teste de retenção foi pior que o último bloco da aquisição e que o segundo bloco da retenção (p<0,001). No desvio padrão, a ANOVA (2 grupos x 13 blocos) na aquisição não mostrou diferença nos fatores analisados (p>0,05). Outra ANOVA (2 grupos x 3 blocos), realizada no último bloco da aquisição e nos testes, mostrou diferença no fator blocos f(2,44)=9,77 e p<0,001. O teste de Tukey identificou que o primeiro bloco do teste de retenção foi pior que o último bloco da aquisição e que o segundo bloco da retenção (p<0,001). Assim, as porcentagens testadas de meta específica, nesse tipo de tarefa, parecem não apresentar diferentes efeitos na aprendizagem.
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A Dança como Conhecimento da Educação Física Escolar: até onde ir sem deixar de ser?
Ehrenberg, M.C.; Gallardo, J.S.P.
UNICAMP

A DANÇA COMO CONHECIMENTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ATÉ ONDE IR, SEM DEIXAR DE SER? Profª Ms. Mônica Caldas Ehrenberg Profº Dr. Livre Docente Jorge S. Pérez Gallardo Grupo de Pesquisas em Educação Física Escolar UNICAMP - FEF A dança é um dos conhecimentos da cultura corporal de movimento que deveria ser contemplado no âmbito escolar junto às aulas de Educação Física. Por reconhecer que tal conhecimento por muitas vezes é desconsiderado ou julgado ser de difícil trato na escola é que a presente pesquisa objetivou delimitar a ação pedagógica do professor de Educação Física que trabalha na escola. A partir de questionamentos e discussões encontradas em recente pesquisa para a conclusão do mestrado, buscamos estabelecer três âmbitos distintos de atuação, a saber: Vivência, Prática e Treino. De posse da classificação estabelecida acreditamos tornar-se possível especificar o aprofundamento dado ao objeto de estudo além de reconhecer o ponto de partida e os objetivos a serem alcançados junto ao conhecimento da dança a ser trabalhada na escola, minimizando assim possíveis dificuldades e justificativas sem fundamentações pertinentes para se trabalhar com tal conhecimento.
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Correlação entre diferentes limiares em nadadores de competição
Endo, C.M.; Almeida, A.L.A.R.; Villar, R.
Unisant'Anna

CORRELAÇÃO ENTRE DIFERENTES LIMIARES EM NADADORES DE COMPETIÇÃO CELINA MAYUMI ENDO, ANDRÉ LUÍS AMARAL R. ALMEIDA, RODRIGO VILLAR UNISANT ANNA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES LABORATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO DO DESEMPENHO HUMANO - LABIDH O objetivo deste estudo foi correlacionar os testes de Limiar Anaeróbio (LAn) de concentração fixa de 4 mM, lactato mínimo (Lacmin) de concentração variável de lactato e velocidade crítica (Vcrit), método não invasivo. Participaram deste estudo 6 nadadores de meio-fundo e fundo do sexo masculino, com idade média de 19,17 ± 2,79 anos. Para o teste de 4 mmol, os atletas realizaram 3 tiros de 200 m, nado crawl, com intervalo de 10 minutos entre um tiro e outro, com velocidades progressivas a cada tiro (85, 95 e 100% do esforço máximo do tempo de 200 m). Amostras de sangue foram coletadas do lóbulo da orelha no 1º, 3º, 5º e 7º minuto, após cada tiro. O LAn de 4 mM foi determinado através da interpolação linear dos dados coletados. No teste de Lacmin, os atletas realizaram 2 tiros de 50 m, no máximo esforço (indução à acidose) no estilo crawl. Após tal procedimento, descansaram passivamente durante 8 minutos. Posterior ao período de descanso foi realizado 5 tiros de 300 m progressivos (80, 85, 90, 95 e 100% do esforço máximo) do tempo de 300 m, obtido anteriormente. As coletas do lactato foram realizadas no 7º minuto do intervalo entre a série de indução à acidose e do teste incremental e a cada tiro de 300 m. A Vcrit foi obtida através da coleta dos tempos dos tiros de 100, 200 e 400 m, em máximo esforço no nado crawl, na qual a velocidade foi calculada pelo coeficiente angular da reta de regressão linear entre a distância e os seus respectivos tempos. A correlação entre 4 mmol e Lacmin foi considerada moderada e estatisticamente significante (r = 0,75 e p = 0,05). Os resultados da correlação entre Lacmin e Vcrit também foram considerados moderados e estatisticamente significantes (r = 0,78 e p = 0,05). Além disso, os valores de correlação obtidos entre 4 mmol e Vcrit apresentaram-se altos e estatisticamente significantes (r = 0,89 e p = 0,009). De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que, LAn de 4 mM e Lacmin, e Lacmin e Vcrit apresentaram correlações moderadas, não sendo indicado à substituição de um teste pelo outro na prescrição de treinamento aeróbio. Contudo, a Vcrit se mostrou um teste confiável quando o LAn de 4 mM foi utilizado como parâmetro (r = 0,89). Desta maneira, a Vcrit por ser um método simples, prático, não-invasivo e de baixo custo podendo ser utilizado como parâmetro de prescrição de treinos aeróbios em nadadores de meio-fundo e fundo quando o LAn de 4 mM é utilizado como referência.
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Equipe CORRA: uma experiência com o treinamento de atletismo
Faganello, F.R.; Silva, A.C.L.
UNESP - Rio Claro

Equipe CORRA: Uma Experiência com o Treinamento de Atletismo Flórence Rosana Faganello e Augusto César Lima e Silva. Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo - Departamento de Educação Física da UNESP/Rio Claro. A Equipe Corra de Rio Claro existe acerca de 18 anos, inicialmente formada por atletas praticantes do pedestreanismo tinha como objetivo inicial reunir atletas interessados em competir as chamadas Corridas de Rua como: a São Silvestre, Corrida Integração e o Campeonato Máster, que oferece competições ao longo do ano. Estes atletas que então formavam a equipe faziam o seu próprio treinamento sem um respaldo técnico e sem seguir nenhum tipo de planejamento. De 2003 a 2005 o Grêmio da empresa Owens Corning ofereceu um grande apoio para a equipe o qual faziam parte o acompanhamento Técnico, treinamentos na UNESP ás 3ª e 5ª feiras das 17:30 as 19:00 horas, utilização do laboratório possibilitando testes periódicos, incentivo a iniciação ao esporte, as chamadas categorias de base, e o apoio financeiro nas corridas ao longo do ano. A partir de então houve uma estruturação nos treinamentos, que passaram a ser embasados nas principais necessidades de um corredor de fundo, objetivando o aumento o VO2 máximo, da Velocidade de Limiar, da Velocidade, da Resistência de Velocidade, da Força muscular, da Flexibilidade, da Coordenação e Economia de Energia. Os atletas passavam por testes periódicos (12 minutos e Determinação do Limiar Anaeróbio) para a avaliação da Melhora do Desempenho. E a periodização seguia o calendário do Campeonato Máster e as corridas Paralelas de Grande porte ou não (São Silvestre ou Mini Maratona contra a Violência). A partir de 2003 a Equipe Corra passou a ser formada também por atletas de Pista e Campo e ampliou a sua participação em importantes competições como Jogos Regionais e Abertos obtendo resultados expressivos e inéditos tanto nas provas de pista como nas de rua. O que possibilitou o reconhecimento da Secretaria Municipal de Esportes e a recente filiação da Equipe, em diferentes categorias, junto a Federação Paulista de Atletismo, ampliando as possibilidades de competições e motivação dos Atletas.
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Comparação do comportamento motor em pré-escolares durante uma aula de Educação Física e uma atividade livre
Faquin, B.S.; Candido, C.R.C.; Catenassi, F.Z.; Rodrigues, C. Cristiane R. C. CANDIDO 1, Fabrizio Z. CATENASSI 1, Cleusa RODRIGUES 2
GEPEDAM - Universidade Estadual de Londrina

COMPARAÇÃO DO COMPORTAMENTO MOTOR EM PRÉ-ESCOLARES DURANTE UMA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E UMA ATIVIDADE LIVRE Bruno S. FAQUIN 1, Cristiane R. C. CANDIDO 1, Fabrizio Z. CATENASSI 1, Cleusa RODRIGUES 2 1 Universidade Estadual de Londrina/GEPEDAM, 2 Universidade Estadual de Londrina O período pré-escolar é um momento de extrema relevância para o desenvolvimento motor da criança, sendo o período rico em aquisições de habilidades motoras. Alguns estudos sobre o comportamento motor de pré-escolares têm dedicado sua atenção para a forma que as crianças exploram o ambiente, tanto o espaço escolar quanto em atividades livres, investigando a forma com que estes vão interferir no processo de aprendizagem, seja limitando-os aos poucos movimentos ou proporcionando um amplo repertório motor, importante para o desenvolvimento das habilidades motoras. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi comparar o comportamento motor de pré-escolares durante uma aula de Educação Física (EF) e um momento de atividade livre (AL). Para tanto, foi analisado o comportamento de 5 crianças entre 4 e 5 anos. O comportamento das crianças nas duas situações foi gravado em fita VHS e analisado posteriormente através da lista de checagem adaptada de Manoel, Coelho, Basso e Laurenti (2001), decodificando o movimento em uma análise quantitativa a respeito dos aspectos motor/dinâmico, postural, utilização dos elementos do jardim e tipos de brincadeira. Os dados foram analisados através do teste estatístico de Wilcoxon, com p<0,05. Em EF, o tempo que a criança permaneceu em movimento foi significantemente menor quando comparado à AL e o tempo que a criança manteve-se parada foi significantemente maior em EF. O tempo que a criança permaneceu sentada foi significantemente menor em AL e na EF, percebeu-se uma diferença significante entre o tempo de exercício e o tempo sem movimento, permanecendo mais tempo parada. Em oposição, a análise de AL demonstrou que a criança permaneceu maior tempo em exercício que sem movimento. Diante desses resultados, conclui-se que em AL, as crianças estão desenvolvendo um maior repertório motor que em EF. Sugere-se que a intervenção do profissional na aula de EF seja mais dinâmica e que realize um trabalho de estimulação voltado à aquisição e potencialização das habilidades motoras.
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As relações de gênero e a prática pedagógica na Educação Física Escolar
Farencena, E.Z.P.; Silva, L.G.; Neves, R.L.R.; Silva Neta, O.V.; Ribeiro, J.C.; Lacerda, P.J.C.; Pereira, O.M.; Asano, R.Y.
Univeridade Regional de Gurupi - UNIRG-TO

AS RELAÇÕES DE GÊNERO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA: COM A PALAVRA "AS PERNAS DE PAU": Eliana Zellmer Poerschke Farencena.1 Lucilene Gomes da Silva. 2 Ricardo Lira Rezende Neves.2 Paulo José Cabral Lacerda.2 Jean Carlo Ribeiro.2 Ricardo Yukio Asano. 2 Osmar Martins Pereira.3. Olminda Vieira da Silva Neta.4 1 Autora e Professora do Curso de Educação Física da UNIRG-TO 2 Co-autores e Professores do Curso de Educação Física da UNIRG-TO. 3 Co-autor Graduado em Educação Física pela UNIRG - TO 4 Co-autora e professora da Rede Estadual de Ensino de Gurupi -TO. O presente estudo visa apresentar resultados referentes a uma pesquisa realizada na rede pública de ensino do município de Gurupi-TO, trazendo para discussão a temática Educação Física Escolar e as questões de Gênero. A partir da problemática levantada os objetivos centrais dessa pesquisa foram: compreender e analisar as questões de gênero presentes nas aulas de Educação Física; Identificar as possíveis influências da disciplina na legitimação dos preconceitos e na formação rígida dos papéis sexuais desempenhados pelos alunos. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com quatro alunas e um professor da disciplina. Os resultados da pesquisa evidenciaram pontos de concordância entre alunas e professor, porém percebe-se que a questão das diferenças entre o discurso teórico do docente e sua prática pedagógica colabora para a sustentação do preconceito em relação às meninas nas aulas de Educação Física. Portanto, conclui-se que: Se por um lado à sociedade têm determinado um papel inferior as mulheres no que se refere às habilidades motoras e culturais, por outro esse papel pode ser fruto de uma construção cultural e passível de alterações. Deve ser revisto a tradição social que reforça negativamente a corporeidade das mulheres.
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O método de treinamento óculo-manual na aprendizagem da tática no futsal
Faria, C.A.L.; Almeida, L.C.; Tonello, M.G.M.
Centro Universitário Claretiano de Batatais

O MÉTODO DE TREINAMENTO ÓCULO-MANUAL NA APRENDIZAGEM DA TÁTICA NO FUTSAL Carlos Alberto Lins de Faria; Luis Cláudio de Almeida, Maria Georgina Marques Tonello Centro Universitário Claretiano de Batatais O estudo sobre os tipos de prática é uma questão importante na área da aprendizagem motora. Fornecer um método que proporciona aos jovens praticantes um desempenho favorável no comportamento tático, é um aspecto a ser considerado. Este estudo visa investigar um exercício alternativo que aqui denominamos como: óculo-manual. O exercício consiste em um treinamento que simula o treino técnico-tático do futsal, denominado "oito", porém ele é executado com as mãos. Partindo do conceito de transferência positiva de aprendizagem, este método pode auxiliar no desenvolvimento do treinamento tático realizado com os pés. Participaram deste estudo 20 alunos do sexo masculino com idade entre 10 e 13 anos, distribuídos em 4 grupos: A (Controle), B (Óculo-pedal), C (Óculo pedal e manual) e D (Óculo-manual). O estudo teve a duração de 90 dias, com a freqüência de 3 vezes por semana. Os resultados encontrados mostraram uma melhora significativa em relação ao número de passes corretos dos grupos B, C e D, demonstrando que o treinamento Óculo-manual pode ser um método adicional para a aprendizagem da tática do futsal. Palavras-chave: Aprendizagem Motora. Futsal. Método.
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Aplicação de um programa de exercícios terapêuticos para o tratamento de Protusão Discal Lombar - estudo de caso
Faria, D.F.; Paiva Neto, A.; Oliveira, A.
Universidade do Vale do Sapucaí

APLICAÇÃO DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS PARA O TRATAMENTO DE PROTUSÃO DISCAL LOMBAR - ESTUDO DE CASO Daniel Fernandes Faria1, Arthur Paiva Neto2, Alessandro de Oliveira2 1 Licenciado e Bacharel pela UNIVÁS 2- Professor Titular da UNIVÁS Visando avaliar e descrever possíveis alterações nas atividades de vida diária (AVD"s) em pacientes com Protusão Discal Lombar um individuo foi convidado a participar de um programa de exercícios terapêuticos específico para pacientes com Diagnóstico de Protusão Discal Lombar, comprovado por exames complementares, utilizando o Programa de Educação Postural com exercícios de mobilização pélvica e lombar, acompanhado de exercícios de respiração. Foram aplicados dois questionários, sendo que o primeiro avaliou a capacidade motora, e o segundo a intensidade da dor, além de ser feita uma avaliação física completa, e iniciar o tratamento no período de dez semanas (aproximadamente dois meses), sendo duas vezes por semana, somando um total de vinte sessões de tratamento. Ao final de dez sessões de tratamento uma nova coleta de dados foi aplicada, com avaliação física e aplicação dos questionários.Os resultados mostraram que, as AVD"s do voluntário apresentaram pioras. Então decidimos interromper o tratamento após 10 sessões de exercícios. Não é possível dizer que os exercícios a provocaram, pois de acordo com a bibliografia pertinente, um tratamento eficiente tem a duração de três e seis meses de duração regulares, o que por uma série de motivos não ocorreu neste trabalho. UNITERMOS: Protusão, Mobilidade, Exercícios físicos. UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ - UNIVÁS Av. Prefeito Tuany Toledo, 370 - Bairro Fátima I Pouso Alegre - MG - Tel: 35 3449 2317 E-mail: prof.alessandro@uol.com.br
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O conteúdo da intervenção profissional em Educação Física: o ponto de vista de docentes de um curso de formação profissional
Fávaro, P.E.; Soriano; J.B.; Nascimento, G.Y.; Berbel, W.
UEL

O CONTEÚDO DA INTERVENÇÃO PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA: O PONTO DE VISTA DE DOCENTES DE UM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Paula Evelise Fávaro; Jeane Barcelos Soriano; Wellignton Berbel; Glauce Yara do Nascimento Universidade Estadual de Londrina Universidade Estadual de Londrina/Centro de Educação Física e Desportos -Londrina - PR Não se pode negar a importância e responsabilidade dos cursos de formação profissional para os egressos no mercado de trabalho. Nesse sentido, consideramos indispensável averiguar junto aos docentes, como se colocam diante de determinados pontos relacionados ao conteúdo necessário para intervenção profissional em Educação Física. Para tanto, colocamos as seguintes questões norteadoras: (a) como os docentes problematizam os temas profissionais? (b) Qual seria o paradigma de um profissional durante a intervenção no curso de formação profissional? (c) Que tipo de conhecimento é tipicamente valorizado? Portanto, esse estudo teve como objetivo verificar o ponto de vista dos docentes de um curso de formação profissional sobre: (a) como se caracteriza a intervenção profissional em Educação Física; (b) que elementos a compõe; (c) e como esses elementos devem ser articulados pelos profissionais de Educação Física durante o processo de tomada de decisão. Para isso, utilizamos a abordagem qualitativa de pesquisa e a partir de dados obtidos das entrevistas semi-estruturadas, empregamos análise de conteúdo com categorias estabelecidas à priori que são as seguintes: Visão sobre o mercado de trabalho; atuação conforme o mercado de trabalho; conhecimentos, habilidades, atitudes a serem desenvolvidas durante a graduação que são importantes para intervenção profissional; sistema de avaliação; visão da graduação em Educação Física. Pôde-se considerar que, apesar do grupo estudado expressar algumas preocupações importantes com relação à valorização dos conhecimentos oriundos das disciplinas-mãe, habilidades motoras e da pesquisa científica, os pontos de vista manifestados nesse estudo não permitiram definir claramente, nem caracterizar os elementos que devem compor a ação profissional em Educação Física.
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Natação x osteogênese imperfecta
Fernandes, C.; Zago, A.S.
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo

NATAÇÃO X OSTEOGÊNESE IMPERFECTA Camila Fernandes, Anderson Saranz Zago Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo Dentre os vários fatores que podem alterar o desenvolvimento do feto durante a gestação, a "Osteogênese Imperfeita" é uma deficiência genética herdada dos pais e que tem um comprometimento significante no desenvolvimento ósseo. Esta falha desenvolvimental pode afetar significativamente a postura do paciente, gerando por exemplo uma escoliose tão acentuada a ponto dos ossos gerarem uma compressão nos pulmões, fato que se refletirá em dificuldades de respiração. Este caso foi observado em uma das alunas (17 anos) de academia na cidade de Vargem Grande do Sul. A "Osteogênese Imperfeita" era visível nesta aluna que, além de problemas físicos, apresentava muita dificuldade na respiração. Por aconselhamento médico, a aluna procurou um profissional de Educação Física para iniciar um programa de atividades físicas objetivando um melhoramento cardiovascular e muscular, contribuindo assim para uma melhor postura e conseqüentemente melhor eficiência mecânica do sistema respiratório (menor compressão dos ossos nos pulmões). Assim, a aluna foi submetida a aulas de natação por um período de doze meses, a uma freqüência de duas aulas semanais e duração de trinta minutos por aula, sendo priorizado exercícios respiratórios, por exemplo, expiração em submersão (soltar bolinhas), exercícios de resistência aeróbia e a força muscular (exercícios de pernas e braços nos estilos crawl, costas, peito e borboleta). No início do programa, a aluna relatava que tinha muita dificuldade em realizar exercícios de submersão, alegando um fôlego curto demais, além do "medo" de realizar as atividades propostas. Sentia muitas dores nos braços e pernas, devido à má postura desenvolvida pela doença, não conseguindo realizar longas caminhadas devido ao cansaço e fraqueza muscular. Apresentava grande dificuldade para respirar e precisava fazer exercícios respiratórios diariamente. Após o período proposto de treinamento, verificou-se ao longo do trabalho uma grande melhora no rendimento cardiorrespiratório e muscular da aluna. Tendo como referência seus próprios relatos, observou-se uma grande satisfação em poder realizar caminhadas mais longas, já não sentia dores com muita freqüência, não tinha muita dificuldade para respirar, sentia-se mais à vontade na piscina, tinha mais força nos membros e os exercícios respiratórios eram realizados com mais facilidade. Os resultados obtidos foram tão satisfatórios que o aluno recebeu alta do médico pneumonológico antes da data prevista, tendo assim o programa de atividades físicas contribuído para uma melhor qualidade de vida desta aluna.
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Os universitários do curso de Educação Física e o atletismo
Fernandes, G.L.;
ISEAT/FHA e Uni-BH

OS UNIVERSITÁRIOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O ATLETISMO Gounnersomn Luiz Fernandes ISEAT/FHA e Uni-BH No primeiro dia de aula de 33 alunos, devidamente matriculados na disciplina - Atletismo I do curso de Educação Física (1º/2005), aplicou-se uma avaliação diagnóstica para apurar os conhecimentos prévios desses estudantes acerca do Atletismo. Para tanto, utilizou-se um instrumento com questões fechadas e abertas. Dentre os respondentes, 15 (45,5%) tiveram contato com o Atletismo durante as aulas de Educação Física Escolar (EFE) no Ensino Fundamental (EF), enquanto 17 (51,5%) responderam não ter tido qualquer contato com a referida modalidade esportiva nessas aulas e 1 (3,0%) não respondeu. Já nas aulas de EFE do Ensino Médio (EM), 14 (42,4%) tiveram contato com o Atletismo e 19 (57,6%) não o tiveram. Quando perguntados sobre a obtenção de informações sobre o Atletismo através dos meios de comunicação, 23 (69,7%) dos pesquisados responderam de maneira afirmativa e apontaram: a televisão, o jornal, o rádio e a Internet. Ao avaliarem os seus conhecimentos prévios sobre o Atletismo, 20 (60,6%) respondentes consideraram-nos reduzidos, fracos ou superficiais. Para 26 (78,8%) desses universitários o Atletismo é pouco trabalhado e muito fraco nas escolas de EF e EM. Dentre estes, 15 (57,7%) afirmaram que essa "falta de espaço" para o Atletismo nas aulas de EFE deve ser atribuída aos próprios professores desta disciplina curricular, que optam por outras modalidades esportivas, são desinteressados pelo Atletismo ou não tem conhecimentos específicos para inseri-lo como conteúdo ou temática em suas aulas. Enquanto 5 (19,2%) daqueles atribuem à precariedade das instalações escolares, a ausência do Atletismo das aulas de EFE. Pode-se constatar, neste caso, que os próprios graduandos pesquisados reconhecem a fragilidade de seus conhecimentos prévios sobre o Atletismo, situação que, apesar da escassez de estudos e pesquisas referentes ao tema, parece ser muito comum ou recorrente. Um dos pontos positivos desta pesquisa é a possibilidade de contextualização da aprendizagem desses graduandos, sobretudo no que tange a formação para a inserção do Atletismo nas aulas de EFE no EF e EM, mesmo diante de escolas com infra-estrutura pouco propícia ou adequada.
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Ponto de inflexão e limiar de variabilidade da fc nos domínios de tempo em teste progressivo
Fernandes, T.C.; Costa, V.P.; Frainer, D.E.S.; Adami, F.
Universidade do Estado de Santa Catarina

PONTO DE INFLEXÃO E LIMIAR DE VARIABILIDADE DA FC NOS DOMÍNIOS DE TEMPO EM TESTE PROGRESSIVO Tony C. Fernandes, Vitor P. Costa, Deivis E. S. Frainer, Fernando Adami Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM / CEFID / Universidade do Estado de Santa Catarina Orientador: Prof. Dr. Fernando Roberto de Oliveira Em um modelo simplificado, é sugerido que o ponto de inflexão (PIFC) e o Limiar de Variabilidade da FC (LVar) são aproximações de uma mesma faixa de transição da regulação autonômica cardíaca, caracterizada por uma diminuição da atividade parassimpática e aumento da atividade simpática. Diante disto, a proposta do presente estudo foi comparar o PIFC (ajustado através da curva sigmóide de Boltzman) e o LVar, ambos identificados no domínio de tempo. Onze homens (23,0 ± 1,3 anos, 180,4 ± 7,6 cm, 73,9 ± 10,1 Kg) realizaram um teste progressivo em cicloergômetro, carga inicial de 15 W, incremento de 15W a cada minuto. A FC foi coletada batimento a batimento durante o teste, utilizando um frequencímetro Polar® (Vantage NV), sendo mensurado a variabilidade da FC de cada estágio no exercício através da plotagem de Poincaré. Para comparar o tempo de ocorrência do PIFC com o LVar foi utilizado o teste de Wilcoxon (p< 0,05), além do teste de correlação de Spearman para identificar associação entre as variáveis (p< 0,05). Média (± desvio padrão) das variáveis estudadas: TempoTotal = 894,6 ± 187,1 s; TempoLVar = 350,6 ± 79,1 s; TempoPIFC= 443,1 ± 100,1 s; CargaMÁX = 256,5 ± 41,4 W, CargaLVar.= 96,8 ± 22,6 W e CargaPIFC = 117,2 ± 24,0 W. O comparativo demonstrou diferença significativa (p= 0,021) no tempo da ocorrência dos dois fenômenos, além de não apresentarem associação significante (rs=0,35; p= 0,247). Os resultados sugerem que o PIFC e LVar estão localizados em distintos domínios fisiológicos cardíacos, além de serem fragilmente associados.
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Percepção visual de movimento biológico complexo: o modelo em vídeo da pirouette do ballet
Ferracioli, M.C.; Rodrigues, S.T.
LIVIA, Depto. de Educação Física, FC, UNESP / Bauru

PERCEPÇÃO VISUAL DE MOVIMENTO BIOLÓGICO COMPLEXO: O MODELO EM VÍDEO DA PIROUETTE DO BALLET Marcela de Castro Ferracioli e Sérgio Tosi Rodrigues LIVIA, Depto. de Educação Física, FC, UNESP / Bauru O uso de modelos em vídeo é uma ferramenta útil para o ensino de habilidades motoras. No entanto, não está claro quais características da informação disponível no vídeo são responsáveis pela aprendizagem. O trabalho clássico de Johansson sobre percepção de movimento biológico utilizou a técnica dos pontos de luz para demonstrar que apenas as características invariantes do caminhar são suficientes para percepção da cinemática da ação e outros atributos do modelo. O presente estudo objetivou (i) construir diversos modelos de pontos de luz da habilidade pirouette do ballet em vídeo, e (ii) testar a facilidade de reconhecimento visual da ação nestes modelos. Uma bailarina profissional foi filmada, com suas principais articulações marcadas, executando a pirouette do ballet; o vídeo resultante foi editado diferentemente no software Macromedia Flash Mx para produzir as seguintes condições: Condição 1) marcadores amarelos colocados somente nas articulações do plano anterior do corpo, que se escondiam durante o giro; Condição 2) marcadores amarelos colocados nas articulações do plano anterior e marcadores vermelhos no plano posterior do corpo, que se escondiam durante o giro; e Condição 3) marcadores amarelos colocados em todas articulações, que não se escondiam durante o giro. Oitenta e um indivíduos, divididos em três grupos, assistiram somente uma das três condições criadas. Todos os participantes reconheceram que o movimento dos pontos representava a pirouette do ballet, sendo que tal reconhecimento ocorreu na primeira apresentação para 66,6%, nas condições 1 e 2, e para 74,1% na condição 3; os participantes restantes reconheceram o movimento após a segunda apresentação dos vídeos. Na condição 1, 74,1% dos participantes responderam ser capazes de executar a pirouette com base apenas na informação do vídeo apresentado, enquanto, nas condições 2 e 3, 81,5% deram a mesma resposta. Estes resultados indicam que as propriedades invariantes dos modelos criados são suficientes para percepção visual de movimento biológico complexo. CNPq/PIBIC
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Qualidade de vida e Aikido: a influência da prática no comportamento humano
Ferragutti, I.; Bratifische, S.A.
Faculdade de Americana

Qualidade de Vida e Aikido: A influência da prática no Comportamento Humano Ivan Ferragutti Faculdade de Americana - FAM Sandra Aparecida Bratifische Academia de Ensino Superior - AES O aikido é considerado uma arte marcial japonesa, que tem como objetivo primordial a formação de indivíduos que buscam formas pacíficas de resolver problemas, no contexto social e consigo mesmo. Este estudo teve por objetivo analisar a melhora na qualidade de vida e a mudança no comportamento que esta arte proporciona aos praticantes de aikido. Buscamos compreensão dos fatores, em nossa experiência de 10 anos como praticantes de aikido e nos referenciais teóricos que tratam do histórico, desenvolvimento e filosofia desta arte. Foram elencados também conceitos sobre qualidade de vida que subsidiaram o embasamento teórico. A metodologia fundamentada em pesquisa qualitativa utilizou como instrumento um questionário com 4 questões abertas sobre o referido assunto, que foram explanadas por 9 praticantes, de ambos os sexos, com idade que variavam entre 20 a 45 anos, sendo 4 mulheres e 5 homens. Mediante relatos dos entrevistados inferimos que, a prática do aikido proporciona não somente a melhora no auto-controle e na auto estima, mas também sensação de bem estar físico e social, ocasionando assim uma mudança positiva no comportamento dos praticantes.
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Efeitos do treinamento de body pump sobre variáveis antropométricas
Ferrari, H.G.; Guglielmo, L.G.A. - Laboratório de Avaliação do Esforço Físico (LAEF), Faculdades Salesianas de Lins (FEFIL), Lins (SP)
Especialista em Treinamento Esportivo pela Unicamp, Campinas (SP)

EFEITOS DO TREINAMENTO DE BODY PUMP SOBRE VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS PROF. HOMERO GUSTAVO FERRARI Especialista em Treinamento Esportivo pela Unicamp, Campinas (SP) PROF. DR. LUIZ GUILHERME ANTONACCI GUGLIELMO Laboratório de Avaliação do Esforço Físico (LAEF), Faculdades Salesianas de Lins (FEFIL), Lins (SP) O Body Pump é um programa de treinamento de exercícios resistidos realizado com barras e anilhas utilizando os princípios do treinamento com pesos livres, modificado para o ambiente de treinamento em grupo. Sua principal característica é o trabalho de resistência muscular localizada com um alto volume de repetições em cada exercício. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos de dez semanas de treinamento de Body Pump sobre as seguintes variáveis antropométricas: estatura, massa corporal, massa corporal magra, percentual de gordura, perímetros de braços e antebraços direito e esquerdo em sete indivíduos voluntários, aparentemente saudáveis, do sexo feminino com idade média de 19,14 ± 0,37 anos. Para a mensuração da massa corporal foi utilizada uma balança eletrônica de plataforma da marca Filizola® com precisão de 0,1 Kg. Para a mensuração da estatura foi utilizado um estadiômetro com precisão de 0,1 cm e, para os perímetros corporais, uma fita antropométrica flexível Cardio Med® com precisão de 0,1 cm. As avaliações foram realizadas por um mesmo avaliador e medidas em triplicata adotando-se como resultado o valor médio das três medidas. As aulas foram realizadas em uma freqüência de duas vezes por semana durante dez semanas consecutivas. Para análise estatística foram empregados os métodos estatísticos de média, desvio padrão (±) e teste "t"-Student para comparação dos períodos de pré e pós treinamento, adotando-se um nível de significância de p<0,05. O teste t pareado demonstrou que o programa de treinamento não modificou a massa corporal das voluntárias. Por outro lado, após o programa de treinamento, foi encontrada diminuição significativa de 2,60% na gordura corporal, e aumento de 3,83% na massa corporal magra. Também foram encontrados aumentos significativos nos perímetros dos braços (4,38% e 3,96) e antebraços direito e esquerdo (3,60% e 2,25%). Pode-se concluir que as alterações na composição corporal das voluntárias, como demonstrado pelo aumento na massa corporal magra e nos perímetros dos braços, indicam que as aulas de Body Pump podem determinar adaptações neuromusculares, após curtos períodos de treinamentos em mulheres jovens. Além disso, a redução da gordura corporal após o programa de treinamento sugere que esta modalidade parece ser eficiente para o emagrecimento.
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Treinamento resistido e índice de aptidão funcional geral (IAFG) em mulheres acima de 50 anos
Ferraz, L.; Ferreira, L.; Barbosa, T.D.; Lopes, A.G.; Gurjão, A.L.D.
UNESP ? Rio Claro, SP, Brasil

TREINAMENTO RESISTIDO E ÍNDICE DE APTIDÃO FUNCIONAL GERAL (IAFG) EM MULHERES ACIMA DE 50 ANOS Leandro FERRAZ, Leandro FERREIRA, Thelma Doimo BARBOSA, Andrei Guilherme LOPES, André Luiz Demantova GURJÃO. Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento -LAFE, UNESP - Rio Claro, SP, Brasil. O objetivo do estudo foi verificar a influência de 12 semanas de treinamento com exercícios resistidos sobre o Índice de Aptidão Funcional Geral (IAFG) em mulheres acima de 50 anos. Participaram da pesquisa 34 mulheres com médias de: 60,68 7,16 anos; 70,72 12,48 Kg de peso corporal; 159,0 5,0 cm de estatura e; 43,02 4,6 % de gordura corporal. As voluntárias participaram de um treinamento com exercícios resistidos de 12 semanas; 3 sessões semanais; realizando 2 séries de 10 a 12 repetições com intervalo de 2 minutos entre as séries; com exercícios para os principais grupos musculares. Para a verificação do IAFG foi utilizada a bateria de testes de capacidade funcional da AAHPERD. Tal bateria é formada por cinco testes que possibilitam a verificação dos níveis de flexibilidade, coordenação, agilidade e equilíbrio dinâmico, resistência de força e resistência aeróbia geral de cada participante. O resultado de cada um dos cinco testes recebeu uma pontuação (escore-percentil) e; à soma dos escores-percentis (classificação quantitativa) foi atribuída uma classificação qualitativa (Muito fraco, fraco, regular, bom ou muito bom) para o IAFG. Foram encontrados resultados médios de 300,03 75,84 e 324,82 69,65 para as avaliações pré e pós treinamento respectivamente; com diferenças significativas para p<0,05. Ambos os resultados médios foram classificados como "Bom" para o IAFG. Apesar da classificação qualitativa permanecer a mesma, pré e pós treinamento, foi possível observar que 76,47% das voluntárias melhoraram sua classificação quantitativa (soma dos escores dos cinco testes). A partir dos resultados encontrados concluímos que o treinamento com exercícios resistidos de 12 semanas proporcionou aumento na soma dos escores-percentis, porém manteve a classificação qualitativa do IAFG em mulheres acima de 50 anos. APOIO: PROFIT, UNATI, CNPq
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Analise psicofísica da preferencia pela prática de atividades físicas e esportivas
Ferraz, M. A.; Silva, J. A.
FIB - BAURU/SP

ANÁLISE PSICOFÍSICA DA PREFERÊNCIA PELA PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS 1Marcelo Antonio Ferraz 2José Aparecido da Silva 1 - FIB/BAURU/SP. 2 - FFCLRP/USP/SP. A preferência pela prática de atividades físicas e esportivas, tem sido um dos critérios fundamentais na escolha e na decisão para a prática dessas atividades nos dias atuais. Por se tratar de um atributo subjetivo de difícil mensuração, é que este estudo, tem por finalidade, fornecer informações sobre os efeitos dos métodos psicofísicos, na problemática da preferência pela prática de atividades físicas e esportivas. Este estudo investigou o nível de preferência, pela prática de diferentes atividades físicas e esportivas e ainda, se o contínuo avaliado possui características protéticas ou metatéticas e a validade da escala de razão empregada. No primeiro experimento participaram (N=20) sujeitos, sendo 10 homens e 10 mulheres, entre 20 a 25 anos de idade, graduandos. Todos os sujeitos foram submetidos à diferentes métodos psicofísicos: a) Método de estimação de magnitudes (com módulo) e b) Método de estimação em categorias de 1-7. No segundo experimento, participaram outros (N=20) sujeitos, sendo respeitada a mesma divisão do primeiro experimento, com relação ao gênero, a idade. Os métodos deste experimento foram: a) Método de emparelhamento intermodal de comprimento de linhas e b) Método de estimação de magnitudes (com módulo). Os resultados indicaram que a atividade física de caminhada, foi à atividade de maior preferência, seguida pelos esportes coletivos de voleibol e futebol, por outro lado, à atividade física de remo estacionário obteve a menor preferência pelos julgamentos dos participantes, seguida pela atividade física de arremesso de dardos, na parede e do esporte judô. As demais atividades foram escalonadas de modo intermediário pelos sujeitos. As ordenações resultantes dos métodos produzem posições de preferência altamente concordantes para todas as atividades avaliadas (r2 = 0,91). Devido à alta correlação entre os julgamentos, de estimação de magnitudes e estimação em categorias foi indicado que, os sujeitos estavam mensurando razões e não apenas diferenças, portanto o contínuo possui características protéticas ou quantitativas. O método de emparelhamento intermodal apontou uma alta correlação (r2 = 0,94) entre as estimativas de comprimentos de linhas com as estimativas numéricas de magnitudes, indicando a validade da escala de razão.
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Influência do treinamento de força isométrica realizado nas aulas de jiu-jitsu nas respostas cronotrópicas e inotrópicas
Ferreira, C.A.A.; Costa, F.C.H.; Taccolini, F.E.; Frade, R.D.; Ferreira, A.L.M.; Albergaria, M.B.
Laboratório de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação - Universidade Estácio de Sá

INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO DE FORÇA ISOMÉTRICA REALIZADO NAS AULAS DE JIU-JITSU NAS RESPOSTAS CRONOTRÓPICAS E INOTRÓPICAS Carlos Alberto de Azevedo Ferreira, Fabíola Claudia Henrique da Costa, Fabio Eduardo Taccolini, Renato Duarte Frade, Ana Lucia Mendes Ferreira, Marcia Borges de Albergaria Laboratório de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação - Universidade Estácio de Sá Na prática de jiu-jitsu no Brasil se percebe, em geral, grande carência de informações relacionadas aos aspectos de qualidades físicas, características das atividades cronotrópicas e inotrópicas, qualidades morfológicas e somatotipológicas; normalmente o que há sobre esses temas, são adaptações de idéias e informações de autores estrangeiros. Diante do exposto esta pesquisa teve como objetivo avaliar a influência do trabalho de força isométrica no treino de jiu-jitsu nas respostas cronotrópica e inotrópica de atletas. A pesquisa foi do tipo descritiva, correlacional utilizando para tratamento estatístico ANOVA Oneway com post-hoc de Scheffe. A amostra foi composta por 15 atletas de jiu-jitsu do gênero masculino com idade entre 19 e 37 anos. O grupo apresentou o comportamento das atividades inotrópicas e cronotrópicas conforme o referido na literatura por Wilmore e Costill (2004) e Åstrand et al (2003) e o duplo produto comportou-se dentro dos limites previstos de segurança. Para análise das variáveis freqüência cardíaca, pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica, a amostra foi dividida em quartis tendo como variável discricionária para esta divisão o tempo de prática da atividade de jiu-jitsu. Pode-se observar que o tempo de prática de alguma forma relaciona-se funcionalmente com os níveis de força observados (quartis 1 e 2 > 3) tanto para força avaliado no braço esquerdo a 180º e a 30°. O viés da idade não faz fundamento uma vez que quando cruzado com a variável tempo de prática não mostrou existir diferença significativa, isto é, os indivíduos observados têm seus tempos de prática independente de suas respectivas faixas etárias. A ANOVA Idade x Tempo de Prática possuem significância p = 0,540 > 0,05. Justifica-se pelo conceito de que o desempenho força do indivíduo onde a prevalência de destro é de 97, a expectativa é sempre maior para avaliação do desempenho no lado direito, o que justifica o seu maior peso no valor da soma total e conseqüente influência na classificação segundo o método de Quartil. No grupo estudado o referido ponto não foi constatado, porém, recomendamos que mais estudos venham a ser realizados não só com membros superiores mas também com os membros inferiores, no intuito de verificar as alterações nas respostas inotrópicas e cronotrópicas e com o aumento do número de praticantes com tempo de prática maior.
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Efeitos da adaptação ao exercício físico em intensidade leve sobre a glicemia, lacticemia e hematócrito de ratos sedentários
Ferreira, C.K.O.; Donato, F.F.; Prestes, J.; Guereschi, M.G.; Dias, R.; Palanch, A.C.; Cavaglieri, C.R.
Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP

EFEITOS DA ADAPTAÇÃO AO EXERCÍCIO FÍSICO EM INTENSIDADE LEVE SOBRE A GLICEMIA, LACTICEMIA E HEMATÓCRITO DE RATOS SEDENTÁRIOS Clílton Kraüss de Oliveira Ferreira Felipe Fedrizzi Donatto Jonato Prestes Márcia Grando Guereschi Rodrigo Dias Adrianne Christinne Palanch Cláudia Regina Cavaglieri Núcleo de Performance Humana - Grupo de Pesquisa em Imunologia do Exercício - UNIMEP INTRODUÇÃO: O exercício físico promove alterações metabólicas que podem ser moduladas pelo nível de condicionamento, tipo, volume e/ou intensidade do exercício. OBJETIVOS: Analisar os efeitos da adaptação ao exercício físico de intensidade leve sobre a glicemia, lacticemia e hematócrito, utilizando como modelo de exercício, a natação. MATERIAIS E MÉTODOS: Ratos machos da linhagem Wistar (2 meses) peso +200g provenientes do Biotério da UNIMEP. O exercício de intensidade leve foi realizado sem sobrecarga (40-50% VO2max). Ambos os grupos realizaram 5 sessões, 1 por dia, aplicando-se no grupo Adaptado os seguintes volumes (5, 15, 30, 45, 60 min); no grupo SHAM o volume foi de 1min em todas as sessões. Após o exercício os animais foram imediatamente mortos para a coleta do sangue e análise das variáveis metabólicas, sendo utilizados glicosímetro Accucheck Advantage, lactímetro Accutrend Lactate e Centrífuga para hematócrito. Para a análise estatística, utilizamos o método ANOVA seguido do Teste-t de Student, (p 0.05), sendo os resultados expressos pela média o erro padrão da média através do software MICROCAL ORIGIN 6.0. RESULTADOS: Quando comparamos o grupo controle com os grupos exercitados não observamos alterações estatisticamente significantes na glicemia, porém observamos aumentos significantes na lacticemia em ambos os grupos e aumento no hematócrito no grupo Adaptado. CONCLUSÃO: concluímos que na adaptação em intensidade leve 1min, o organismo responde de forma esperada nos parâmetros metabólicos avaliados.
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Estudo correlacional entre a seção cinco e demais seções da lista de checagem do teste mabc
Ferreira, L.F.; Souza, C.J.F.**; Araújo, U.O.***; Freudenheim, A.M.****
Universidade de São Paulo/ Centro Universitário Nilton Lins

ESTUDO CORRELACIONAL ENTRE A SEÇÃO CINCO E DEMAIS SEÇÕES DA LISTA DE CHECAGEM DO TESTE MABC Lúcio F. FERREIRA*;Cleverton J.F. de SOUZA**; Ulysses Okada de ARAÚJO***; Andrea M. FREUDENHEIM**** * Centro Universitário Nilton Lins/ LACOM-EEFE-USP ** Universidade Estadual do Amazonas/ LACOM-EEFE-USP ***Universidade de São Paulo - LACOM-EEFE ****Universidade de São Paulo - LACOM-EEFE A lista de checagem do teste MABC foi elaborada para avaliar a competência funcional de crianças (4 a 12 anos de idade) em situações diárias, agindo como um "filtro" na identificação de crianças com transtorno do desenvolvimento da coordenação (TDC). Ela é composta por cinco seções. As quatro primeiras avaliam a competência das crianças em interagir com o ambiente. A 5ª seção é composta por itens que refletem comportamentos relacionados as atitudes das crianças. Analisar a correlação entre os escores das quatro seções e os da quinta seção permite inferir o conhecimento que o professor tem do seu aluno, o qual é importante fator de confiança da aplicação do teste MABC. Este estudo teve como objetivo verificar a correlação entre a 5ª seção e as demais seções das listas de checagem do teste MABC preenchidas por professores de sala de aula e de educação física. A amostra foi composta de 15 professores de sala de aula (PSA) e 9 professores de educação física (PEF) que avaliaram 47 crianças entre 7 e 8 anos de idade oriundas de 8 escolas do município de Manaus. As análises detectaram correlação significativa para a idade de 8 anos (rs=,55; p=,002 nível p>,01) para as listas de checagem dos PSA. Já para as listas dos PEF houve correlação significativa para ambas as idades (rs=,67; p=,004 e es=,87; p=,000 nível p>,01). Assim, os resultados apresentados pelos PSA em relação às crianças de 7 anos de idade são preocupantes. Suas observações revelaram pouco conhecimento destes alunos. Isso se deve, talvez, em função da pouca demanda motora das atividades desenvolvidas em sala de aula, o que já não acontece nas aulas de Educação física. Nesse sentido, pode-se especular que talvez os PEF sejam mais adequados que os PSA para a aplicação do teste MABC.
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Corridas de aventura: construindo novos significados sobre corporeidade, esportes e natureza.
Ferreira, L.F.S.;
Faculdades Integradas Módulo - Caraguatatuba - SP.

CORRIDAS DE AVENTURA: CONSTRUINDO NOVOS SIGNIFICADOS SOBRE CORPOREIDADE, ESPORTES E NATUREZA. Luiz Fabiano Seabra Ferreira Vivemos num momento de transformações culturais, pois surgem novos arranjos para as manifestações ocorridas na sociedade. Esse movimento denota que o ser humano está inquieto diante dos acontecimentos que vêm surgindo no decorrer da história. Nesse contexto, surgem indícios de novas formas de expressão humana, buscando um contato mais íntimo com a existência e com o cosmos. As corridas de aventura são uma nova forma de praticar atividades físicas na natureza. A Expedição Mata Atlântica (EMA) é uma corrida de aventura que é organizada anualmente no Brasil. Esta pesquisa possui uma abordagem qualitativa de cunho antropológico que privilegia uma visão multidisciplinar sobre as corridas de aventura. Foi realizada uma pesquisa participante junto aos atletas da Expedição Mata Atlântica. Utilizou-se uma entrevista semi-estruturada e a analise de conteúdo para construir um percurso no qual a pesquisa de campo se entrelaça com a pesquisa teórica. Dessa forma, foi possível delimitar um campo teórico em que as descrições dos sujeitos acerca dessas atividades estão imersas. Os atletas evidenciaram diversos significados atribuídos às corridas de aventura. Essas atividades representam uma nova forma de prática esportiva possuindo características diferenciadas dos esportes tradicionais modernos. A questão mitológica está presente, no imaginário dos atletas participantes da EMA, pois o contato do homem com a natureza privilegia este aspecto. Nesse contexto, surge com grande ênfase a questão do cooperativismo como necessidade para atingir o objetivo de finalizar a prova. Há nuances de uma nova forma de perceber o corpo e se relacionar com o outro. A questão da participação feminina nas corridas de aventura apresenta um caráter singular, pois, por definição dos organizadores da competição, as equipes devem ser mistas. A partir dessas práticas, delineia-se um novo estilo de vida relacionado ao símbolo de aventureiro. Por sua vez a mídia de massa incorpora e difunde um discurso sobre o ser aventureiro, porém este símbolo está condicionado às questões de consumo. Há também a espetacularização causada pela forma como a mídia aborda as corridas de aventura.
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Efeitos de uma sessão de sauna sobre as resposta termorregulatórias
Ferreira-Júnior, J.B.; Magalhães, F.C.; Talebipour, B.; Rodrigues, L.O.C.; Moreira, M.C.V.
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

EFEITOS DE UMA SESSÃO DE SAUNA SOBRE AS RESPOSTAS TERMORREGULATÓRIAS Ferreira-Júnior JB, Magalhães FC, Talebipour B, Rodrigues LOC, Moreira MCV. Laboratório de Fisiologia do Exercício da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. INTRODUÇÃO: Os banhos de sauna têm sido amplamente utilizados, mas as respostas fisiológicas à sauna ainda são pouco estudadas. Este estudo procurou verificar os efeitos de uma sessão de sauna sobre variáveis termorregulatórias em indivíduos normais. MÉTODOS: Seis voluntários saudáveis, 4 homens e 2 mulheres (idade: 23 ± 2 anos, área de superfície corporal: 169 ± 11 m2, altura: 178 ± 0,26 cm) naturalmente aclimatados a ambiente tropical (19,5° S, 43° W) e euhidratados (densidade urinária < 1,030) foram submetidos a 15 min de repouso a 22 ± 1°C e 65 ± 7% URA, seguidos de 15 min deitados numa câmara ambiental a 60 ± 0 °C e 30 ± 1% URA. A seguir, os voluntários retornaram ao ambiente de repouso, onde foram mantidos deitados e cobertos com um cobertor de lã durante 30 min. Como controle, os mesmos indivíduos, em outra data, foram submetidos a situação semelhante, exceto na câmara ambiental onde a temperatura foi de 23 ± 0°C e a URA de 60 ± 1%. Durante a situação experimental (S) e controle (C) foram medidas a cada 30 s as temperaturas da pele (Tpele) no antebraço esquerdo e a axilar (Taxilar). A taxa de sudorese local (TSlocal) no antebraço esquerdo por meio de papel filtro (16 cm²), pré e pós-pesados e a taxa de sudorese total (TStotal) por meio da variação do peso corporal em cada situação. Para a análise estatística foi usado o teste t de Student e p< 0,05. RESULTADOS: A Tpele em S (35,35 ± 2,44 oC) foi maior que em C (30,44 ± 0,74 oC) e a Taxilar em S (36,97 ± 0,89 oC) maior que em C (34,78 ± 0,74 oC). Na fase de recuperação em S a Tpele (34,37 ± 1,19 oC) foi maior que em C (31,87±1,15 oC) e a Taxilar em S (36,37 ± 0,27 oC) maior que em C (35,35 ± 0,64 oC). Em S as TS (TSlocal: 0,52 ± 0,25 mg.cm-2.min-1; TStotal: 1,8 ± 0,6 g.m-2.min-1) foram maiores que em C (TSlocal: 0,012 ± 0,008 mg.cm-2.min-1; TStotal: 0,4 ± 0,2 g.m-2.min-1). Na fase de recuperação as TS foram maiores em S (TSlocal: 0,05 ± 0,02 mg.cm-2.min-1; TStotal: 0,8 ± 0,16 0.2 g.m-2.min-1) que em C (TSlocal: 0,01 ± 0,005 g.m-2.min-1; TStotal: 0,2 ± 0,2 g.m-2.min-1). CONCLUSÃO: Este estudo foi capaz de medir as respostas termorregulatórias durante uma exposição à sauna de forma original em indivíduos saudáveis e aclimatados a um ambiente tropical. As temperaturas da pele e axilar refletiram o estresse térmico ambiental ao qual os indivíduos foram submetidos. A TSlocal encontrada neste estudo, na situação sauna, foi semelhante a encontrada num teste de Cooper em quadra coberta, diferentemente da TStotal, que foi cerca de 2,5 vezes menor. Apoio financeiro: FAPEMIG-PROBIC, CNPq.
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Análise do tempo de reação: uma comparação entre atletas de Ginástica Olímpica e Basquetebol
Fialho, J.V.A.P.; Bruzi, A.T.; Vieira, M.M.; Palhares, L.R.; Dutra, L.N.; Benda, R.N.; Ugrinowitsch, H.
Universidade Federal de Minas Gerais

ANÁLISE DO TEMPO DE REAÇÃO: UMA COMPARAÇÃO ENTRE ATLETAS DE GINÁSTICA OLÍMPICA E DE BASQUETEBOL João Vitor Alves Pereira FIALHO, Alessandro Teodoro BRUZI, Márcio Mário VIEIRA, Leandro Ribeiro PALHARES, Leandro Nogueira DUTRA, Rodolfo Novellino BENDA e Herbert UGRINOWITSCH Grupo de Estudos em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora (GEDAM-LAPES) / Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) / Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Dentre as diversas capacidades perceptivo-motoras, o tempo de reação (TR) destaca-se por ser uma das melhores medidas da integridade do sistema nervoso central, que primariamente reflete a velocidade no processamento de informação, interpretado como o tempo necessário para a tomada de decisão e a iniciação da ação. A prática de habilidades motoras esportivas em ambientes com diferentes graus de previsibilidade pode exigir dos praticantes diferentes TR simples (TRs) e/ou TR de escolha (TRe). Com isso, o presente estudo teve como objetivo comparar o TRs e TRe em dois grupos de atletas de diferentes modalidades esportivas: jogadores de basquete e ginastas. Participaram desse estudo 10 atletas de ginástica olímpica e 10 atletas de basquetebol com idade entre 14 e 17 anos (M=15,89; SD=1,17) e experientes em suas práticas esportivas (M=4,72; SD=1,29). Os sujeitos foram submetidos a dois tipos de testes: um para medição do tempo de reação simples e o outro para medição do tempo de reação de escolha. Para a realização do teste de reação de escolha, foi utilizado como instrumento a Unidade de Sistema de Viena (versão 6.0), composta por um aparelho que mede o tempo de reação de escolha conectado a um computador que foi responsável pelo registro dos dados. O teste de reação simples foi realizado no aparelho MULTPSY 821 (BIO-DATA, version 2.1988), e o teste utilizado foi o Reaction Time (REAK). A análise dos resultados foi feita através do teste t de Student para amostras independentes com o objetivo de comparar as variáveis intermitentes dos grupos experimentais: idade, tempo de prática, TRs e TRe e o desvio padrão do TRs e do TRe. Para a análise das variáveis categóricas, ou seja, médias do número de respostas corretas, atrasadas, erradas e omissas, foi utilizado o teste de Mann-Whitney. Os resultados não apresentaram nenhuma diferença estatística tanto para as variáveis intermitentes quanto para as variáveis categóricas (p>0,05), indicando assim que, a prática dessas modalidades esportivas, apesar de mostrarem diferentes graus de previsibilidade no ambiente, não promoveram diferenças no TRs e no TRe.
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A Importância da Avaliação Psicomotora para Crianças em Fase de Alfabetização
Figueira, D.W.; Togatlian, M.A.
Universidade Estácio de Sá - Nova Friburgo - Rio de Janeiro

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO PSICOMOTORA PARA CRIANÇAS EM FASE DE ALFABETIZAÇÃO. Danielly Werneck Figueira Marco Aurélio Togatlian Universidade Estácio de Sá - Nova Friburgo - Rio de Janeiro Esta pesquisa pretendeu investigar a importância da avaliação psicomotora para crianças em fase de alfabetização, questionando se tal procedimento é capaz de diagnosticar imaturidade em relação à praxia fina, necessária para a aprendizagem eficiente da escrita. Os dados foram coletados a partir dos resultados dos testes da Bateria Psicomotora (FONSECA, 1995): Coordenação dinâmica manual, tamborilar e velocidade-precisao, relacionados à praxia fina. Este estudo contou com 36 crianças com seis anos de idade, de ambos os sexos que cursavam a classe regular de Alfabetização no ano de 2004 no Instituto de Educação de Nova Friburgo - Rio de Janeiro. As aplicações dos testes foram registradas em vídeo e analisadas de acordo com a cotação da BPM. Os resultados apontaram para uma imaturidade generalizada em relação à praxia fina. Este fato demonstra que o fracasso na aprendizagem da escrita pode estar relacionado, diretamente, à incapacidade por imaturidade na realização da tarefa da escrita, valorizando a participação do professor de Educação Física como elemento importante nesta faixa etária, para além das funções da aula de Educação Física Escolar, atuar como especialista em movimento humano, contribuindo para a profilaxia de futuros problemas de aprendizagem.
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A Influência da Atitude do Professor na Relação Professor-Aluno
Figueiredo, C.N.; Prodócimo, E.
Faculdade de educação física- Unicamp

A INFLUÊNCIA DA ATITUDE DO PROFESSOR NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO CAROLINA NASSER FIGUEIREDO, ELAINE PRODÓCIMO FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS O presente estudo tem por objetivo analisar a influência das atitudes do professor de Educação Física nas reações que as mesmas evocam em seus alunos, bem como as atitudes do professor evocadas pelas ações dos alunos. O assunto mostra-se importante pois acreditamos que a relação professor-aluno compreende um potente influenciador no processo de aprendizagem. Para tal estudo realizamos uma pesquisa qualitativa, com abordagem fenomenológica. Foram observadas seis aulas de Educação Física de seis professores de turmas de quarta série do ensino fundamental de escolas públicas do município de Campinas. A coleta de dados abrangeu: descrição ingênua por meio de gravador portátil e conseqüente transcrição da mesma; redução fenomenológica do material na busca de compreender a essência do fenômeno; análise ideográfica de cada aula; e análise nomotética envolvendo o universo de pesquisa estudado. Os resultados obtidos demonstram que a maioria das vezes a atitude dos professores influencia na reação dos alunos, assim como uma única ação do aluno desencadeia atitudes diferentes nos professores. Outra questão relevante foi que atitudes consideradas socialmente negativas desencadearam reações emotivas negativas nos alunos e a maioria das atitudes consideradas socialmente positivas desencadearam reações emocionais positivas nos alunos. Quanto às ações dos alunos e conseqüentes atitudes do professor o que se verificou foi uma variada presença de atitudes para cada ação, ou seja, os professores apresentaram para cada ação atitudes diversas, sendo que de uma forma geral, as atitudes em decorrência das ações dos alunos foram consideradas socialmente negativas.
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Ginástica geral na escola: análise de uma proposta de intervenção
Figueiredo, J.F.; Ferreira, L.A.
Universidade Estadual Paulista - Campus Bauru

GINÁSTICA GERAL NA ESCOLA: ANÁLISE DE UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Juliana Frâncica Figueiredo; Lílian Aparecida Ferreira Departamento de Educação Física/Universidade Estadual Paulista/Bauru A Educação Física na escola deve, proporcionar aos alunos as variadas manifestações da cultura corporal de movimento, partindo de conhecimentos conceituais, procedimentais e atitudinais. Neste contexto da diversificação dos conteúdos escolares, a ginástica geral se apresenta como um rico conteúdo educativo pois permite aos alunos vivenciar movimentos com distintos materiais e ritmos musicais; criar novas manifestações corporais, aprender atitudes de organização, integração e responsabilidade com o próprio corpo; dramatizar/discutir questões sociais e compreender conceitos históricos da ginástica. Em função dessa caracterização, o presente trabalho analisou as implicações de uma proposta de intervenção na escola que teve como referência a ginástica geral. A investigação se caracterizou por uma pesquisa qualitativa, estruturada por um estudo do tipo etnográfico, e foi realizada em uma escola municipal da cidade de Araraquara/SP, com alunos, de ambos os sexos, de uma 5ª série, com faixa etária entre 10 e 12 anos. Os dados mostraram que os alunos: 1)ofereceram resistência a um conteúdo não esportivo; 2)apresentaram uma visão de ginástica voltada somente para as academias; 3)manifestaram pouca criatividade e muita vergonha na elaboração e exposição coreográficas; 4)tiveram grande resistência no aspecto do contato entre meninos e meninas na aula; 5)demonstraram muito interesse e envolvimento pelas atividades de acrobacias e circenses; 6)ficaram motivados nas aulas em que foram utilizados materiais como arco, corda, bola para a execução dos movimentos; 7)se interessaram pelas aulas onde foram utilizados circuitos de atividades. Esses indicadores nos permitem pontuar que existe a necessidade latente de se diversificar os conteúdos da Educação Física escolar, de modo a possibilitar aos alunos que eles vivenciem novas manifestações corporais e estejam mais abertos aos inúmeros conteúdos que podem ser explorados por este componente curricular. Apesar das resistências, a ginástica geral levou para esses alunos formas singulares de se movimentar, sensações que os fizeram se desafiar corporalmente, alegria e prazer; elementos estes fundamentais para um processo educativo significativo.
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A Rotatividade de Alunos em uma Escola de Futebol Particular
Filgueira, F.M.;
Universidade Federal de Viçosa

A ROTATIVIDADE DE ALUNOS EM UMA ESCOLA DE FUTEBOL PARTICULAR FABRÍCIO MOREIRA FILGUEIRA Universidade Federal de Viçosa - MG Algumas centenas de milhões de crianças estão envolvidas na prática de uma modalidade esportiva em todo o mundo. A prática de uma atividade física, quando bem conduzida, pode contribuir não só para o desenvolvimento de capacidades físicas e motoras, mas também para socialização das crianças, uma vez que, durante as aulas, elas poderão interagir com outras crianças e adultos. No Brasil, o futebol é um fenômeno cultural e esportivo cujo a pratica tem crescido rapidamente, envolvendo um número significativo de participantes desde a infância ao adulto. No caso do futebol, cada vez mais crianças estão chegando às escolas particulares de futebol, seja pela vontade de ser um jogador de futebol profissional, simplesmente para aprender e aprimorar o futebol, por questões de lazer e recreação, por motivos de saúde ou por objetivo de sociabilização, que muitas vezes se submetem a um processo de ensino-aprendizagem-treinamento que não obedecem a uma inter-relação com a estrutura temporal. O futebol é hoje o esporte dominante no mundo, praticado por quase todas as culturas, povos e sociedades. A apresentação deste estudo é demonstrar uma rotatividade anual de entrada e saída de alunos de uma escola particular de futebol. Foram coletados os dados de relatórios mensais de matrículas e cancelamentos no ano de 2004. Os resultados foram coletados e calculados através do número de matriculas (entrada) e cancelamentos (saída) de cada mês durante um ano. Observou-se que a quantidade de efetuação de matriculas foi superior em 08 meses dos 12 analisados em relação aos cancelados. Ao considerar esta estatística através dos relatórios de entrada e saída de alunos, constata-se que a escola de futebol é um produto atraente para a clientela em questão, possibilitando organizar uma estratégia de marketing de assiduidade e a importância da retenção de alunos por meio de uma pedagogia que eleja princípios e procedimentos de ensino que tornem o processo de aprendizado da prática esportiva do futebol demasiadamente um fator de motivação. A extensão disso significa, entre outros fatores, a procura cada vez maior e mais rápida pela iniciação esportiva, envolto com a promessa de ascensão e emancipação que muitas vezes vêem no futebol a chance de melhorar de vida ou simplesmente pelo fato de se tornar um jogador de futebol profissional, transformados pela mídia em uma imagem de estrelato com um papel importante nesse mundo capitalista e materialista.
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Efeitos do exercício contínuo e fracionado sobre a adiposidade de ratos
Fiorese, M.S.; Duarte, F.O.; Zambon, L.; Botaro, R.; Freitas, L.F.; Catelli, D.S.; Scarmagnani, F.R.R.; Guerra, R.L.F.; Duarte, A.C.G.O.; Dâmaso, A.R.
UFSCar e Universidade Camilo Castelo Branco

EFEITOS DO EXERCÍCIO CONTÍNUO E FRACIONADO SOBRE A ADIPOSIDADE DE RATOS Marcela Sene Fiorese, Fernanda O. Duarte, Lucimara Zambon, Rafael Botaro, Laura F.de Freitas, Danilo S. Catelli, Flávia R.R. Scarmagnani, Ricardo L. F. Guerra, Ana Cláudia G. O. Duarte, Ana R. Dâmaso Universidade Federal de São Carlos; Universidade Camilo Castelo Branco-Campus VIII-B. Devido à falta de tempo e as facilidades do mundo moderno o sedentarismo aumentou, levando a uma diminuição do gasto energético e aumento da adiposidade. Buscando minimizar esses efeitos, o objetivo deste estudo foi verificar se a prática de atividade física fracionada tem o mesmo efeito sobre a adiposidade em relação à contínua. Para tal, 51 ratos adultos Wistar (240g), em gaiolas individuais no Biotério do Laboratório de Nutrição da UFSCar (25ºC e fotoperíodo 12/12h), receberam dieta padrão comercial e água ad libitum. Divididos em: Controle (C), Exercitado Contínuo (EC) e Exercitado Fracionado (EF). Os grupos nadaram: EC 90 min./5x semana e EF 30 min/3x dia/5x semana (4 horas de intervalo), durante 8 semanas em tanques individuais (28-32ºC). Os animais foram decapitados e os tecido adiposos branco epididimal (EPI) e retroperitoneal (RET); gordura visceral do intestino (VIS) e tecido adiposo marrom (TAM), foram coletados e pesados. Os dados foram expressos em Média EP(g/100g de Peso Corporal). O EPI do EF apresentou redução significativa quando comparado ao C (0,71 0,03 x 1,11 0,06, p< 0,05). Houve também diminuição do RET do EC e do EF comparados ao C (EC 0,83 0,07*, EF 0,74 0,05+ x C 1,23 0,06, *p<0,05; + p<0,01). Para esses tecidos não houve diferença estatística entre os dois tipos de exercício, sugerindo que os dois protocolos de treinamento foram eficientes na redução da adiposidade destes. Apesar do VIS ter reduzido nos grupos EC e EF, esta não foi significativamente diferente em relação ao C (EC 1,04 0,06; EF1,09 0,05 x C 1,27 0,04). Por sua vez, observou-se aumento significativo do TAM no EC e no EF comparados ao C (EC 0,18 0,02; EF 0,23 0,01 x C 0,08 0,01, p<0,001). Ainda neste tecido, o EF teve aumento significativo maior que o EC. Os resultados sugerem que a prática da atividade física de maneira contínua ou fracionada pode ser um importante aliado para a manutenção da adiposidade em ratos. CAPES; CNPq.
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Ética e cidadania: a experiência no projeto de recreação da Prefeitura Municipal da cidade de São Carlos
Fonseca, A.M.; Câmara, E.
Prefeitura Municipal de São Carlos

ÉTICA E CIDADANIA: A EXPERIÊNCIA NO PROJETO DE RECREAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DA CIDADE DE SÃO CARLOS. ANA MARIA FONSECA, ENGELS CÂMARA SOCIEDADE DE PESQUISA E ESTUDOS QUALITATIVOS EM MOTRICIDADE HUMANA - DEF/UFSCAR A Secretaria Municipal de Educação e Cultura da cidade de São Carlos possui um projeto de recreação, o qual visa atender crianças de sete a doze anos com o intuito de auxiliar na formação do cidadão a partir da participação destes em atividades físicas recreativas (jogos e brincadeiras). No entanto, muitos eram os conflitos existentes entre as crianças participantes do projeto, desgastando as relações e dificultando nosso trabalho enquanto educadores. Sabíamos que fazer uma intervenção direta em alguns desses problemas seria difícil, pois precisaríamos entrar em contato com as famílias de algumas destas crianças e não possuíamos tempo nem estrutura para tanto. Pensamos, então, em conduzir discussões juntamente com as crianças acerca de temáticas que faziam parte do cotidiano do projeto de recreação, como honestidade, companheirismo, amor, dignidade, violência, entre outros, as quais eram retiradas do cotidiano dos encontros e se pautava nesta mesma realidade para serem exemplificadas às crianças. No início dos encontros, que ocorriam todos os dias na parte da tarde, nos sentávamos junto com as crianças e apresentávamos uma das temáticas pensadas anteriormente, discutindo o conceito de cada uma delas e como poderiam aplicá-las no dia-a-dia do projeto e no cotidiano fora do projeto. Ao término do dia nos reuníamos novamente para saber os acontecimentos daquela tarde e como as crianças haviam lidado com a problemática em questão. Com o desenvolvimento das discussões e conseqüente questionamento ético das atitudes de cada criança em relação aos colegas, percebemos a melhora nas relações entre todos, incluindo funcionários e demais professores. Também observamos uma mudança na idéia que cada criança fazia do projeto, atribuindo a este um caráter mais educativo e menos esportivo.
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Distribuição regional da sudorese
Fonseca, M.A.; Magalhães, F.C.; Carneiro, L.O.C.
Universidade Federal de Minas Gerais

DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DA SUDORESE Fonseca, MA, Magalhães, FC, Rodrigues, LOC. Laboratório de Fisiologia do Exercício da Faculdade de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais. INTRODUÇÃO: A sudorese é o principal mecanismo de dissipação de calor em ambientes quentes. Existem evidências de que ela varia entre as regiões do corpo de um indivíduo, entretanto não existe um modelo funcional que justifique a distribuição regional da sudorese. Além disso, não se sabe se durante o exercício, a distribuição regional seria diferente daquela observada no repouso. OBJETIVOS: Comparar os dados do laboratório com uma revisão de literatura acerca da distribuição regional da sudorese. MÉTODOS: Análise de diversos experimentos mostrando que a taxa de sudorese global é diferente da taxa de sudorese local e revisão de literatura. RESULTADOS: De acordo com os estudos existentes, parece que a sudorese é maior na testa do que nas demais regiões e maior na parte superior do corpo do que na parte inferior, mesmo após relativizada pela área da superfície. E ainda, parece ser maior em áreas de grande convecção durante a corrida (peito, antebraço e dorso da mão), o que tem sido encontrado em estudos deste laboratório. Nestes, a taxa de sudorese no antebraço foi 49% maior em relação à sudorese total, evidenciando que existe uma distribuição regional. CONCLUSÃO: Parece que existe um padrão na distribuição da sudorese e esta parece facilitar a evaporação do suor em um animal bípede e ativo fisicamente e a maior sudorese da testa pode estar envolvida em um mecanismo de resfriamento cerebral seletivo no humano. Apoio: FAPEMIG e CNPq.
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Programa Pet&Ação: um Relato de Experiência
Fonseca, R.L.; Azevedo, A.P.; Stecher, A.; Peres, C.; Nascimento, C.; Botoni, C.; Picolo, F.; Dias, J.P.; Acquesta, F.; Stefanoni, J.; Ferreira, I.; Bueno, C.; Shimura, A.; Lopardo, L.; Serrão, J.C.

PROGRAMA PET&AÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Rodrigo Lobo, Ana Paula Azevedo, Andréia Stecher, Carlos Peres, Carolina Nascimento, Celeste Botoni, Flavia Picolo, João Paulo Dias, Fernanda Acquesta, Juliana Stefanoni, Ivy Ferreira, Carlos Bueno, Alex Shimura, Leonardo Lopardo, Júlio Cerca Serrão. Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. E-mail: rlfonseca@uol.com.br Introdução: Apesar das evidências científicas apontarem para o papel desempenhado pela atividade física na manutenção da saúde e do bem-estar, os níveis de atividade física da população continuam abaixo do ótimo. Grande parte da população adulta é considerada sedentária, poucos destes iniciam um programa regular de atividade física, contudo o nível de desistência acaba sendo alto. Algumas possíveis causas para a não adesão como a falta de tempo e a distância, poderiam ser minimizadas levando esse programa ao ambiente de trabalho. A partir dessa proposta surgiu o programa PET&AÇÃO, um projeto de intervenção direcionado aos funcionários da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Objetivo: Discutir as características de um projeto de intervenção para a idade adulta no ambiente de trabalho, discutindo sua adesão e dificuldades de manutenção. Metodologia: Elaborado e implantado por estudantes-bolsistas do PET (Programa de Ensino Tutorial) da respectiva escola, a partir de dados da literatura, reuniões e discussões, o programa teve início em agosto de 2003, com o fim de disseminar conhecimentos acerca da Educação Física e proporcionar sua prática. As aulas são ministradas duas vezes por semana com duração de 50 minutos. Os dados referentes à adesão e à manutenção foram coletados e analisados a partir de uma anamnese, da lista de freqüência e de um questionário aplicado aos funcionários no início e ao longo do programa. Resultados e Discussão: De um total de 101 funcionários da EEFE-USP, 45,54% demonstraram interesse em participar do programa, porém, apenas 32% destes participaram efetivamente das aulas no segundo semestre de 2003. Atualmente, apenas 23,91% dos interessados fazem parte do mesmo. A desistência após seis meses de participação foi de 35% dos participantes. Esses dados apontam para a necessidade de mudanças no programa para que suas propostas se tornem mais efetivas, a partir disto é preciso repensar fatores intrínsecos ao programa (propostas, estratégias e conteúdos), e extrínsecos (horários, adversidades na própria unidade de trabalho) de forma a melhorá-lo e torna-lo mais atraente. A fim de aumentar a adesão e a manutenção, é preciso fornecer, não somente a oportunidade, mas sim, reais condições para a prática de atividades físicas ao trabalhador, medida que não cabe somente ao grupo PET, mas também aos trabalhadores e à própria instituição.
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Benefícios da terapia por exercício em oncologia-revisão bibliográfica
Fortes, G.G.;
Universidade do Estado do Pará

BENEFÍCIOS DA TERAPIA POR EXERCÍCIO EM ONCOLOGIA-REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Giselli Gonçalves Fortes Universidade do Estado do Pará Especialmente na área da Oncologia, estudos sobre protocolos de exercícios terapêuticos são limitados e pouco explorados cientificamente. Porém, o impacto epidemiológico do câncer sobre a sociedade e as associações entre exercício físico e reorganização de mecanismos funcionais, exigem maior dedicação científica no desenvolvimento da terapia por exercício voltada para portadores de oncopatia. Esses estudos são fundamentais, uma vez que as limitações vividas por pacientes com câncer contribuem decisivamente para a instalação de seqüelas e perda de funções motoras, e a intervenção profissional, quando oferecida de modo integrado e sincronizado, prolonga a vida, maximiza a independência e, por vezes, ajuda a diminuir o estigma do câncer e a limitação física decorrente. Com esse estudo, objetiva-se esclarecer alguns aspectos relevantes no que diz respeito a contribuição benéfica da atuação do fisioterapeuta e do educador físico na melhora da qualidade de vida do paciente oncológico e, desta forma, incentivar discussões e maiores pesquisas nessa área. O estudo foi desenvolvido através de revisão bibliográfica em livros e revistas indexadas, publicadas a partir de 1999, disponíveis na biblioteca do campus II da Universidade do Estado do Pará, e web sites, cujo material foi consultado entre setembro de 2004 e fevereiro de 2005. Por fim, existem evidências suficientes para afirmar que os exercícios físicos são efetivos como recurso para manter ou melhorar a independência funcional em portadores de câncer e que, apesar do conhecimento ainda fragmentado sobre as interações entre sistema imune e exercício, é fundamental o desenvolvimento ativo de estudos que primem por oferecer uma atuação profissional qualificada e comprovadamente eficaz junto a esses indivíduos.
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Mudanças no comprimento muscular alteram as variáveis eletromiográficas
Forti, F.; Guirro, R.R.J.
Universidade Metodista de Piracicaba

MUDANÇAS NO COMPRIMENTO MUSCULAR ALTERAM AS VARIÁVEIS ELETROMIOGRÁFICAS Fabiana Forti, Rinaldo R. J. Guirro Programa de Pós graduação - Mestrado em Fisioterapia, UNIMEP. As mudanças no comprimento muscular afetam a capacidade do músculo para geração de força e sua velocidade de contração. Objetivo: Avaliar a influência do comprimento muscular sobre o RMS e freqüência mediana (FM) em cinco posicionamentos de eletrodos (EL) (P2, P1, M, D1 e D2) sobre o ventre do músculo reto da coxa (RC). Material e Métodos: Participaram do estudo 33 voluntárias (23,29 2,4 anos) sem história de patologias nos membros inferiores. Foi utilizado um sistema de aquisição de dados EMG-1000 (Lynx®) com resolução de 16 bits, filtro passa banda de 20-1000Hz e freqüência de amostragem 2000Hz. A coleta foi realizada em dois comprimentos musculares: com o RC alongado (AL) (coxo femoral a 90º e flexão da perna de 105º) e RC encurtado (EN) (flexão da perna em 45º). Para a determinação do ponto motor e colocação dos EL, a voluntária foi posicionada na mesa de Bonet com o tronco fixo e a perna em flexão de 45º ou 105º. A pele foi tricotomizada e limpa com álcool a 70%. Os EL ativos (Lynx®, ganho 20, IRMC>100 dB e tx de ruído <3 V RMS) foram posicionados partindo do ponto motor (eletrodo M), sendo dois na porção distal (D1 e D2) e dois na proximal (P1 e P2) de forma eqüidistante. O EL de referência foi colocado na tuberosidade anterior da tíbia. O sinal foi coletado simultaneamente nos 5 EL durante contração (50% da contração isométrica voluntária máxima) de 5 segundos, repetida por 3 vezes e com intervalo de 1 minuto. O processamento foi realizado em rotina específica no software Matlab® 6.5.1 para análise do RMS e FM. A análise estatística constou do teste Wilcoxon (p<0,05). Resultados: O RMS foi maior no RC-EN (P2=33,14 15,25; P1=27,58 12,10; M=28,86 13,76; D1=29,37 10,83; D2=28,94 13,69) do que no RC-AL (P2=25,20 10,58; P1=20,06 6,97; M=22,07 7,40; D1=25,82 10,34; D2=31,94 10,50). A FM apresentou valores significativamente maiores para o músculo RC-EN (P2=61,24 10,49; P1=75,11 13,51; M=71,53 13,65; D1=64,99 10,24; D2=56,27 7,31) do que AL (P2=50,36 7,13; P1=52,00 8,26; M=50,19 6,01; D1=49,48 5,59; D2=49,64 5,30). Conclusão: as mudanças no comprimento muscular alteraram as variáveis eletromiográficas (RMS e FM), com o músculo RC-EN apresentando maiores valores do que o AL.
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Educação Física na escola: uma atuação pedagógica
Forti, H.M.; Bega, R.M.
UNIRP - Centro Universitário de Rio Preto

102 - EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA: UMA ATUAÇÃO PEDAGÓGICA Hugo Celso Forti e Regiane Merighi Bega Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP O nosso sistema educacional tem experimentado nas últimas décadas uma Educação Física voltada para uma prática quase que essencialmente esportivista, baseada exclusivamente na repetição de gestos técnicos padronizados, desconectado do jogo, isso em conseqüência muitas vezes das influências sócio-culturais e políticas que sofreu nos diferentes momentos históricos, a partir do seu surgimento; além disso, a mídia em muito tem contribuído para reforçar este conceito de uma prática competitiva, onde se sobressaem os mais aptos, provocando na maioria das vezes situações de exclusão, onde o aluno deixa de lado o prazer que o jogo proporciona, dando lugar ao medo de perder ou falhar. O esporte como um dos conteúdos da educação física não deve ter como objetivo o rendimento, pois não queremos atingir como resultado a performance, o objetivo principal é criar condições para que no contexto da escola, seja desenvolvido o caráter educativo da educação física, já que a prática esportiva pode e muito contribuir para a formação de cidadãos críticos, reflexivos, participativos e autônomos. A busca é pela participação de todos, onde o aluno seja o foco central e o jogo um meio para a aprendizagem, se opondo a metodologia tradicional onde primeiro se desenvolvem as habilidades e posteriormente as transfere para o jogo. Método: Aplicar diferentes formas de jogo adaptado, criando situações em que os alunos desenvolvam uma interdependência entre os participantes, onde todos representem peça fundamental para o sucesso nos diferentes esportes (voleibol, basquetebol, handebol e futebol). As atividades foram desenvolvidas em uma escola inclusiva de São José do Rio Preto - Centro de Educação e Cultura "Albert Sabin"- COOPEC Resultados: Podemos facilmente notar que as atividades propostas proporcionaram um clima de descontração e contentamento de todos, e que os alunos participaram com prazer e sem medo de errar e ser discriminado, e aos poucos foram descobrindo a importância das regras e de cada participante, posteriormente, sem muitas dificuldades conseguiram transferir as habilidades adquiridas para a situação real de jogo. Portanto acreditamos que este tipo de ação educativa em muito possa contribuir em termos de disciplina e para a formação de cidadãos críticos, reflexivos, participativos e autônomos, no âmbito da educação física escolar.
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Influência da maturação sexual, idade cronológica e índices de crescimento no limiar de lactato e no teste de corrida de 20 min.
Frainer, D.E.S.; Pazin, J.; Fernandes, T.C.; Adami, F.; Carminatti, L.; Lima-Silva, A.E.
CEFID/UDESC

INFLUÊNCIA DA MATURAÇÃO SEXUAL, IDADE CRONOLÓGICA E ÍNDICES DE CRESCIMENTO NO LIMIAR DE LACTATO E NO TESTE DE CORRIDA DE 20 MIN. Deivis E. S. Frainer, Joris Pazin, Tony Charles Fernandes, Fernando Adami, Lorival Carminatti, Adriano Eduardo Lima-Silva (orientador) Laboratório de Pesquisa Morfo-Funcional - LAPEM -CEFID - Universidade do Estado de Santa Catarina Crianças e adolescentes apresentam em uma determinada carga, menores concentrações de lactato ([la]) que adultos; teoricamente, essas diferenças são ligadas a aspectos maturacionais morfo-funcionais. Por isso, recomenda-se a utilização da [la] fixa de 2,5 mmol.L-1 (LL2,5) como aproximação do máximo steady-state de lactato, para avaliar a capacidade aeróbia (CAe) de jovens. Pazin et al (2004) verificaram que a velocidade do teste de vinte minutos (VT20) possui um bom poder de predição da CAe de adolescentes utilizando como critério o LL2,5. O objetivo desse estudo foi verificar a influência da maturação sexual (MS - TANNER, 1962), idade cronológica (I) e índices de crescimento (IC - peso, estatura e % de gordura) na velocidade do LL2,5 e da VT20. Trinta e três meninos (14,30 + 0,83 anos, 63,83 + 16,09 kg, 171,61 + 10,45 cm, 17,60 + 7,38 % gordura), participantes de escolas de esportes por mais de 6 meses, foram submetidos em pista de atletismo de 200 m a: a) teste progressivo descontínuo de 3x800m (140-150; 160-170 e 180-190 bpm) para determinar a velocidade LL2,5 (2,77 + 0,38 m.s-1); b) teste de vinte minutos para determinar a VT20 (2,84 + 0,36 m.s-1) e a [la] final (4,17 + 3,05 mmol.L-1). Foi encontrada associação significante entre [la] final no teste de 20 minutos e MS (r=0,41; p<0,05); entre MS, I e IC com V2,5 e VT20, as correlações não foram significantes Utilizando ANOVA two-way, tanto V2,5, quanto VT20 não foram diferentes em relação a diferentes estágios maturacionais (fator 1) e idade cronológica (fator 2),. Esses resultados corroboram com estudos que utilizaram os índices de Tanner, sugerindo que esses não possuem sensibilidade suficiente para demonstrar modificações na capacidade aeróbia em jovens com idades muito próximas.
Apoio:

Modificações na força rápida de jogadores de Futsal submetidos a treinamento de pliometria na água
França, H.; Vilarinho, R.; Dubas, J.; Guedes Jr., D.P.; Barbosa, F.M.
Faculdade de Educação Física de Santos - FEFIS - UNIMES

MODIFICAÇÕES NA FORÇA RÁPIDA DE JOGADORES DE FUTSAL SUBMETIDOS A TREINAMENTO DE PLIOMETRIA NA ÁGUA Henrique França; Rodrigo Vilarinho;João Dubas; Dilmar Pinto Guedes Jr e Fabrício Madureira Barbosa. Faculdade de Educação Física de Santos - FEFIS - UNIMES Atualmente no futsal profissional uma das capacidades físicas mais exigidas é a força rápida, o que torna o método pliométrico um dos mais efetivos para a potencialização da mesma. É sabido que a pliometria realizada em meio líquido pode diminuir consideravelmente os impactos articulares, quando comparado ao treinamento em terra. O objetivo do presente estudo foi averiguar as modificações na força rápida de jogadores de futsal submetidos ao treinamento pliométrico na água. Métodos: A amostra foi caracterizada por 10 jogadores, com idade entre 18 e 20 anos possuindo as seguintes médias (S): altura 1,70 (4,2), peso 67,54 (0,93) kg, porcentagem de gordura 6,7 (3,59) % e peso de massa magra 62,940 (7,17) kg. Todos praticavam a modalidade por mínimo há 10 anos. Os avaliados realizaram uma bateria de testes: impulsão horizontal (IH) e vertical (IV), tempo de 50 metros (T50) e agilidade de Semo (AGIL), sendo avaliados antes e depois de três meses de treinamento. O programa contava com sessões de 30 minutos, duas vezes por semana, onde os atletas realizavam o treinamento de saltos. Análise estatística: após análise exploratória descreveu-se as características de AGIL e IV por meio de média (desvio padrão). Para comparação destas empregou-se o teste t para amostras pareadas. Já para IH e T50, descrevemos os dados na forma de mediana (intervalo interquartil), sendo empregado o teste de Wilcoxon para determinar a significância da alteração dessas variáveis. Para a alteração percentual e absoluta, utilizou-se o intervalo de confiança a 90%. O nível de significância estatística foi estabelecido em a = 0,05. Resultados: determinaram-se diferenças de -0,9 [-1,7; -0,5]% para a T50; -9,6 [-13,0; -6,3]% na AGIL; 5,6 [2,7; 13,3]% na IH e 0,9 [0,1; 1,8]% na IV. Conclusão: Podemos concluir que o método pliométrico na água pode ser um eficiente complemento no treinamento da força rápida do jogador de futsal, evitando desta forma, maiores riscos de lesões.
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Visão de praticantes de atividades aquáticas sobre a relação professor-aluno
Freire, M.; Dias, V.K.
UNESP Rio Claro (SP)

VISÃO DE PRATICANTES DE ATIVIDADES AQUÁTICAS SOBRE A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO MARÍLIA FREIRE * Mestranda em Ciências da Motricidade, DEF/ IB/UNESP Rio Claro (SP) VIVIANE KAWANO DIAS * Mestranda em Ciências da Motricidade, DEF/ IB/UNESP Rio Claro (SP) * Pesquisadoras do Laboratório de Estudos do Lazer (LEL) - DEF/IB/UNESP O número de pesquisas realizadas no que se refere à relação entre professor-aluno no processo ensino-aprendizagem dos fundamentos dos esportes, principalmente com os esportes aquáticos, tem aumentado nos últimos anos. Este fato se deve às abordagens teóricas, com ênfase nos aspectos sociais, unindo pensamento e sentimento no processo de desenvolvimento, como um todo. Nas aulas de natação e de hidroginástica, um novo olhar para a relação professor-aluno tem sido uma preocupação para a área. Portanto, pressupõe-se que, nas relações entre professor e alunos, que ocorrem nas aulas, a qualidade na interação constitui-se em um grande fator motivador de aderência e manutenção à prática de atividades aquáticas. Diante do que foi exposto, o objetivo desse estudo foi investigar a visão de praticantes de natação e hidroginástica sobre a relação professor-aluno durante as aulas. Nesse sentido, a pesquisa centrou atenção em um programa de natação e hidroginástica, oferecido no SESI da cidade de Americana/SP, que tinha o elemento lúdico como proposta de aprendizagem. A pesquisa constou de entrevista semi-estruturada, contendo 6 questões, aplicada a 20 sujeitos de ambos os sexos, com faixa etária entre 14 e 60 anos, sendo solicitado que os mesmos relatassem sobre a relação professor-aluno, sobre a postura do professor diante de atividades difíceis de serem realizadas e a forma como o mesmo se preocupava em lidar com os conteúdos das aulas. Identificou-se que os praticantes de atividades aquáticas se preocupam, não somente com a maneira como o professor escolhe os conteúdos, com a forma como eles são ensinados. Portanto, torna-se importante, atentar para aspectos afetivos que sugerem a mediação permeada pela afetividade, constituindo-se como forte catalisador de experiências mais duradouras e significativas a este campo de aprendizagem.
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Ginástica Artística na UNESP: perfil e influências
Freitas, E.C.; Alves, C.M.C.; Alves, R.C.; Giglio, V.C.
Faculdade de Ciências- Unesp

GINÁSTICA ARTÍSTICA NA UNESP: PERFIL E INFLUÊNCIAS. Eduardo Collela Freitas, Cleusa Medina Custódio Alves, Raquel Custódio Alves, Vinicius Castro Giglio Faculdade de Ciências - Departamento de Educação Física - Campus de Bauru. A Ginástica Artística possui enorme variedade de movimentos, altamente motivantes pelo desafio que proporcionam à necessidade de ação da criança, despertando o prazer da execução, além, é claro, de estimularem a atenção e o reflexo. Possui um caráter múltiplo, com grande variedade e complexidade, exigindo dos praticantes a posse de capacidades e práticas físicas, motoras e psíquicas expressivas. A partir dessas considerações, procuramos verificar o perfil e quais fatores motivacionais influenciam na escolha pela prática da Ginástica Artística em crianças. A pesquisa caracteriza-se como - Pesquisa de Levantamento, onde utilizamos questionários e entrevista, semi-estruturada como técnicas de coleta de dados. A população investigada é composta por crianças, praticantes da modalidade Ginástica Artística, de ambos os sexos, com idade variando entre 6 e 10 anos e pertencentes ao projeto de extensão universitária, intitulado - Ginástica Artística: prática de atividades psicomotoras, com a participação de aproximadamente 80 crianças e desenvolvido pelo Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru-SP, no ano de 2004. Os dados obtidos junto as entrevistas semi-estruturas, em relação ao sexo, encontramos que 70% são do sexo feminino, e a média da idade dos participantes é de 9 anos. Quanto ao fator motivacional ou influência para a prática dessa modalidade esportiva, encontramos que 70% dos participantes não possuem familiar que praticou ou pratica esse esporte, 20% possuem parentes que praticaram e 10% não responderam. O conhecimento da existência do Projeto, encontramos que coube a mãe 30% da informação, 20% ao pai, 20% a amigos e 30%, aos vizinhos (10%), ao professor de natação (10%) e ao irmão (10%). O meio de transporte utilizado é o veículo de passeio, ora pelos próprios pais realizando os transportes, ora pelos avós, ora de carona com as mães de amigos. Cabe aos familiares dos alunos o incentivo (80%) a prática desse esporte. A primeira constatação a que chegamos foi a de que todos os participantes do Projeto de Extensão são estudantes, tendo encontrado equilíbrio entre escolas pública e privada. O interesse inicial para a prática desse esporte é responsabilidades dos pais. As mães também possuem a tarefa de garantir a freqüência às aulas. No caso específico, pode-se sugerir que o "empurrão" é proveniente da aceitação dos pais. Apontam ainda, que a decisão para a busca dessa prática esportiva é decorrente de terem assistido apresentação/competição pela televisão ou ao vivo.
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Efeito do tipo de instrução na aquisição de uma figura do nado sincronizado: um estudo exploratório
Fugita, M; Freudenheim, A.M.
1. Universidade Presbiteriana Mackenzie; 2. Laboratório de Comportamento Motor (Lacom)/EEFE-USP

EFEITO DO TIPO DE INSTRUÇÃO NA AQUISIÇÃO DE UMA FIGURA DO NADO SINCRONIZADO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO. Meico FUGITA1;2; Andrea Michele FREUDENHEIM2 1. Universidade Presbiteriana Mackenzie; 2. Laboratório de Comportamento Motor (Lacom)/EEFE-USP Os resultados dos estudos sobre a variável instrução são pouco esclarecedores quanto ao seu efeito no desempenho em tarefas com grande demanda espacial. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo verificar o efeito do tipo de instrução na aquisição de uma figura do nado sincronizado. Vinte e sete praticantes de nado sincronizado foram distribuídas em três grupos balanceados quanto à faixa etária, de 8 a 15 anos de idade, e nível de habilidade - iniciante, intermediário e avançado. A tarefa foi executar a "Barracuda" modificada. Independente do grupo a instrução foi fornecida duas vezes antes da execução da tarefa. Para os integrantes do grupo verbal a instrução foi lida, para os integrantes do grupo demonstração por vídeo foi apresentado um filme de uma atleta executando a tarefa e para os do grupo verbal-demonstração a instrução lida foi seguida da apresentação do filme. Dos integrantes dos grupos verbal e demonstração três e uma crianças, respectivamente, não executaram a figura solicitada. Do grupo verbal-demonstração todas as crianças realizaram a tarefa corretamente. Consultando o nível de habilidade das participantes pôde-se verificar que as crianças que erraram a execução são iniciantes e que mesmo as iniciantes do grupo verbal-demonstração, executaram a tarefa como solicitado. Considerando as limitações metodológicas inerentes a um estudo exploratório, pode-se concluir que, em uma tarefa com grande demanda de organização espacial, o tipo de instrução afeta, decisivamente, o desempenho de indivíduos menos habilidosos. Nesse caso, a instrução verbal parece ser útil somente se acompanhada da demonstração. Talvez, para o iniciante, a instrução verbal isolada represente um detalhamento demasiado das ações a serem executadas. O efeito do nível de detalhamento da instrução será tema de trabalhos futuros.
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Velocidade crítica e parametros de braçada como preditores das performances de 50m, 100m, 200m e 400m em natação competitiva.
Gabarra, L.B.; Deminice, R.; Rizzi, A.; Baldissera, V.
LAFINE-laboratóirio de fisiologia e nutrição exprerimental

VELOCIDADE CRÍTICA E PARÂMETROS DE BRAÇADA COMO PREDITORES DAS PERFORMANCES DE 50m, 100m, 200m E 400m EM NATAÇÃO COMPETITIVA. Lucas Gabarra 1, Rafael Deminice 1,2, Arthur Rizzi 2, Vilmar Baldissera 3. 1 Laboratório de Fisiologia e Nutrição Experimental, UNAERP; 2 Programa de Aprimoramento Profissional, HCFMRP/USP; 3 Laboratório de Fisiologia do Exercício, UFSCAR. Infelizmente nem todas as equipes de natação dispõem do suporte financeiro necessário para a aquisição de equipamentos específicos para a realização de constantes avaliações utilizando lactacidemia. Assim, é crescente o número de estudos quem têm o objetivo de desenvolver metodologias confiáveis e de baixo custo para monitorar e prescrever intensidades de treinamento, bem como predizer a performance atlética. O objetivo do presente estudo foi comparar a velocidade critica (VC) com o limiar anaeróbio (LAn) e verificar as relações dessas variáveis e da freqüência de braçada (fB), comprimento de braçada (CB) e Índice de braçada (IB) com as performances de 50m, 100m, 200m e 400m em nadadores de nível competitivo. Dez nadadores se submeteram a 3 nados progressivos de 400m (85, 90 e 100% do esforço máximo para a distância) para determinação do limiar anaeróbio correspondente à concentração fixa de 3,5 mM de lactato. Performances máximas de 50m, 100m, 200m e 400m no estilo crawl foram realizadas (P50, P100, P200, P400). Os tempos obtidos em 200m e 400m foram utilizados para determinação da velocidade crítica através do procedimento de regressão linear (coeficiente angular). O número de braçadas realizadas durante todos os esforços foram anotados para determinação da fB, CB e IB. Teste-t para amostras dependentes e teste de correlação de Pearson (p < 0,05) foram utilizados para análise estatística. Os resultados não apresentaram diferenças significativas entre LAn e VC (1,12±0,08 e 1,14±0,12, respectivamente) além de apresentarem uma alta correlação (0,90). Significativas correlações também foram encontradas da VC com P50(0,67), P100(0,91), P200(0,94) e P400(0,98), da fB com P200(0,72) e P400(-0,70), do CB com P100(0,97) e P400(0,93) e do IB com P50(0,72), P100(0,92) e P400(0,97). Através dos resultados obtidos, podemos concluir que a VC é um parâmetro válido para determinar a capacidade aeróbia e predizer as performances de média e curta distância. No entanto, a influencia técnica parece variar de acordo com a distância da prova.
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Hidroginástica para a terceira idade: um projeto viável e de sucesso!
Garcia, D.R.;
Universidade São Francisco - Bragança Paulista

- HIDROGINÁSTICA PARA A TERCEIRA IDADE: UM PROJETO VIÁVEL E DE SUCESSO! Débora Reis Garcia Departamento de Educação Física - Universidade São Francisco - Bragança Paulista. Em outubro de 2002 iniciou-se o projeto de hidroginástica para a terceira idade na academia Athletic Training na cidade de Rio Claro. Após o contato com as coordenadoras dos grupos organizados de terceira idade e a entrega do projeto, aguardamos os dias das reuniões dos grupos e fomos apresentar os objetivos e benefícios do exercício de hidroginástica. Após a realização de uma aula experimental o projeto tornou-se realidade com mais de 300 adeptos acima dos 50 anos em 2 meses de trabalho. Com freqüência de no mínimo duas vezes por semana em aulas de 45 minutos, aproximadamente 30 a 40 pessoas dirigiam-se à piscina para se exercitar com uma determinação dificilmente encontrada, além da vontade em realizar com precisão os movimentos propostos no ritmo escolhido. Além das aulas normais, as aulas temáticas, como a "hidro junina", a "hidro axé", entre outras, eram um sucesso absoluto realizado com muita alegria, disposição e satisfação de todos nós. Como uma das implementadoras do projeto, sinto-me realizada, ainda hoje, pela interferência positiva na vida destas pessoas através da Educação Física, vivida através da hidroginástica. Os relatos de melhoria na qualidade de vida, através dos benefícios ocorridos tanto nas capacidades funcionais, cognitivas e até afetivas, eram freqüentemente presenciadas. A partir de então, o envolvimento em outras atividades existentes na academia, como a musculação e a natação, tornaram-se corriqueiras. Como professora e idealizadora deste projeto gostaria de dividir a satisfação e alegria com todas as aulas realizadas, assim como com as comemorações temáticas que fizemos e, acima de tudo agradecer a oportunidade de ter encontrado verdadeiros amigos e companheiros através do meu trabalho em Educação Física. O prazer em trabalhar com a hidroginástica para a terceira idade deveu-se não apenas aos benefícios vistos nas capacidades funcionais e na qualidade de vida, mas também pela rapidez com que tais benefícios se deram, além da satisfação e dedicação de quem pôde percebê-los.
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Dança na escola e questão de gênero: um problema sócio-cultural
Gaspari, T.C.; Andrade Rangel, I.C.
Unesp (Rio Claro)

T158P - DANÇA NA ESCOLA E A QUESTÃO DE GÊNERO: UM PROBLEMA SÓCIO-CULTURAL Telma Cristiane Gaspari; Irene Conceição Andrade Rangel Universidade Estadual Paulista Não é raro observarmos as atividades de dança na escola apenas realizadas pelas meninas. Desta forma, os objetivos desta pesquisa foram: a) verificar quais os motivos, na opinião de professores, que levam os meninos a participarem menos do que as meninas em aulas de dança e b) quais as possibilidades metodológicas que poderiam ser exploradas para uma melhor participação. A metodologia utilizada foi pautada na abordagem qualitativa e teve como referencial teórico a pesquisa-ação. Foram realizados encontros coletivos com seis professores de Educação Física da cidade de Matão - SP, com gravação e posterior transcrição dos encontros. Como resultado percebemos que as justificativas para a não participação baseiam-se em questões de estereótipos masculinos e femininos, criados através de construções sociais, difundidos desde a própria história da Educação Física, com a separação das atividades ditas masculinas e femininas; educação feminina, de forma geral voltada para afazeres e brincadeiras que estimulam a criatividade e subjetividade, enquanto aos meninos destinam-se jogos que estimulam as habilidades motoras. Concluímos que é necessário, em aula, educar para o respeito e a aceitação das diferenças, fazendo-se uso da inclusão; é necessário oferecer mais oportunidades dançantes, desde as séries iniciais, sempre revendo os conceitos e (pré) conceitos relativos dos estereótipos e discutir as questões pertinentes ao gênero e à dança.
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Conceitos de corpo na ótica do idoso e a Educação Física
Gimenes, S.V.; Vitório, R.; Hunger, D.
Educação Física -UNESP / Bauru

CONCEITOS DE CORPO NA ÓTICA DO IDOSO E A EDUCAÇÃO FÍSICA Samuel Gimenes*; Ricardo Vitório*; Dagmar Hunger** *Graduandos em Educação Física - UNESP/Bauru; ** Prof.ª Drª. Educação Física - UNESP/Bauru/LESCHEF - Rio Claro/NEPEF Atualmente, muitos estudos têm sido direcionados para estabelecer uma relação entre o idoso e o exercício físico. A maioria refere-se à prática de exercícios na promoção da saúde e bem-estar. No entanto, quando se trata de idosos com senilidade, moradores de abrigos ou instituições similares, pouco se tem realizado ou difundido trabalhos nesses locais que almejem assessorar estas pessoas nos aspectos motivacional, afetivo-social, além do motor e reabilitacional. Destaca-se que o idoso institucionalizado apresenta uma visão extremamente pessimista de vida e certa resistência por programas extra-rotina, limitando-se as atividades básicas do cotidiano: alimentação, sono e higiene. De acordo com a problemática exposta, com a presente pesquisa objetivou-se investigar a concepção que o idoso tem referente ao seu corpo e mediante constatações aplicar programa de educação física. Realizou-se revisão da literatura referente ao idoso, corpo e exercício físico. Por intermédio da técnica de entrevista semi-estruturada coletaram-se depoimentos de nove idosos, com idades entre 48 e 85 anos, moradores de um asilo da cidade de Bauru - SP. Evidenciaram-se dois principais conceitos de corpo: a) "biologicista": resumindo-o em cabeça, braços e pernas; b) "não produtivo": como sinônimo de trabalho. Constatada a baixa auto-estima e tais conceitos, aplicaram-se atividades de educação física, objetivando motivação corporal e psicológica. Concluiu-se o quanto é importante e necessária a intervenção do profissional da educação física no sentido de valorizar o corpo idoso, de maneira que se manifeste e se relacione harmoniosamente no contexto em que está inserido. Apoio: PROEX
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Qualidade de vida: o discurso de alunos do ensino médio de Fátima do Sul - MS
Golin, C.H.;
FACULDADES INTEGRADAS DE FÁTIMA DO SUL - FIFASUL

QUALIDADE DE VIDA: O DISCURSO DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DE FÁTIMA DO SUL - MS Autor: Carlo Henrique Golin Faculdades Integradas de Fátima do Sul - FIFASUL Núcleo Corporeidade e Pedagogia do Movimento - NUCORPO - UNIMEP O tema qualidade de vida faz hoje parte das discussões presentes tanto nos meios acadêmicos quanto nos meios de informação. O objetivo deste trabalho é verificar, através de uma pergunta geradora, qual o conceito de qualidade de vida que está presente nos adolescentes alunos do ensino médio das escolas do município de Fátima do Sul - MS. Para investigar este fenômeno partiu-se da seguinte questão geradora: O que é para você qualidade de vida? Participaram da pesquisa trezes sujeitos com idade que variam de 16 a 18 anos da 3ª série do ensino médio, sendo sete do sexo feminino e seis do sexo masculino. A metodologia utilizada para análise dos discursos foi uma variação da Análise de Asserção Avaliativa encontrada em Bardin (1977) e proposta por Simões (1998). Como principais argumentos identificados têm que a qualidade de vida esta ligada as seguintes preocupações: alimentação balanceada; praticas de esportes e atividades físicas; emprego e remuneração financeira; ser livre, ter saúde e viver intensamente. Espero que esta pesquisa possa servir como um subsidio a mais em aulas de Educação Física, alertando os profissionais da área sobre como desenvolver o tema numa perspectiva mais ampla e complexa, superando a simples visão funcional e biológica sobre a qualidade de vida, observando as interconexões entre quantidade necessária e qualidade possível.
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Karatê: do hobby a profissão.
Gomes, A.P.F.; Souza, C.P.
* UNIARA - Centro Universitário de Araraquara.

KARATÊ: DO HOBBY A PROFISSÃO. Ana Paula Ferreira Gomes * Cristiane Pereira de Souza ** * UNIARA - Centro Universitário de Araraquara. ** UNESP, IB, Departamento de Educação Física, Rio Claro, SP. O karatê é uma forma de luta muito eficiente, surgida na ilha de Okinawa, quando um imperador proibiu o uso de armas por seus habitantes, que tiveram que aprender a se defender com as mãos (TÊ) vazias, sem armas (KARA). Sua filosofia e seus movimentos são encantadores, sendo esses os dois principais motivos que nos atraiu. Tudo começou no ano de 2000, sendo apenas uma complementação no quadro de atividades físicas que realizávamos, porém com o passar do tempo e aumento da graduação (faixas), surgiram às competições e este tornou-se um esporte. Durante esse período observamos nos atletas deste esporte alguns problemas: deformidades nas mãos, lesões nas articulações do tornozelo, joelho, ombro, cotovelo e punho, devido ao treinamento. Começamos a refletir o que estava errado e como melhorar o desempenho atlético, sem prejudicar a saúde. A maneira encontrada foi aprofundar nossos estudos cursando a graduação de Educação Física, sendo assim o hobby virou profissão. As informações obtidas em nossos cursos deram a base suficiente para entendermos biodinamicamente este esporte.Assim poderemos estudar a execução de cada movimento, melhorando posicionamento e funcionamento, evitando o treinamento e as competições quando existir possibilidades de lesões, contribuindo assim para melhorar a performance atlética por meio de um treinamento correto.
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Lesão muscular de ratos submetidos à treinamento físico em diferentes temperaturas
Gonçalves, C.G.S.; Araújo, E.M.C.; Rosim, F.E.; Soares, K.M.
F.C.T/UNESP- Câmpus de Presidente Prudente

LESÃO MUSCULAR DE RATOS SUBMETIDOS A EXERCÍCIO FÍSICO EM DIFERENTES TEMPERATURAS Cássio Gustavo Santana Gonçalves; Edna Maria do Carmo Araújo; Fernanda Elisa Rosim; Katiane Margiotti Soares Faculdade de Ciências e Tecnologia - UNESP - Campus Presidente Prudente O presente estudo teve por objetivo avaliar o efeito do treinamento físico em esteira climatizada sobre as características morfológicas do músculo soleus de rato. Quinze animais da linhagem Wistar, machos, com peso variando entre 300 e 350 gramas, foram divididos da seguinte forma: Grupo Controle (n=5), Grupo 12ºC (n=5) e Grupo 33ºC (n=5). Os animais do grupo controle não realizaram o treinamento. Os animais dos grupos experimentais 12ºC e 33ºC foram exercitados por 5 semanas, 3 vezes por semana, com duração inicial de 15 minutos, sendo o tempo aumentado gradualmente até ser atingido 60 minutos de corrida, nas temperaturas, respectivamente, de 12ºC e 33ºC com variação de 2º. Os animais foram sacrificados 24h após o último dia de corrida e amostras do músculo soleus foram coletadas e congeladas em nitrogênio líquido. Cortes histológicos (8 m) foram submetidos à coloração por HE. No grupo experimental G33ºC, os animais apresentaram grande dificuldade para realizar a corrida, mostrando sinais de fadiga e exaustão. A avaliação histológica do músculo soleus do grupo controle mostrou fibras musculares com morfologia preservada, aspecto poligonal, núcleos periféricos e organizadas em fascículos pelo perimísio, envoltas pelo endomísio. As características morfológicas identificadas nos animais dos grupos experimentais G12ºC e G33ºC foram: fibras de diferentes diâmetros, hipertróficas, atróficas, splitting, intenso infiltrado inflamatório, edema, fagocitose e necrose. Não houve diferença no grau de lesão muscular entre as duas temperaturas estudadas e a melhor performance foi dos animais do grupo 12ºC. No conjunto, os resultados mostram que o protocolo de treinamento com temperaturas de 12°C e 33°C induziu lesões no músculo soleus de rato. Palavras Chaves: Lesão Muscular; Temperatura; Morfologia
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Fatores desmotivantes nas aulas de Educação Física de alunos do sexo feminino
Gouvêa, F.C.; Cristina Soares Bombonato, C.S.
Instituto Presbiteriano Mackenzie

FATORES DESMOTIVANTES NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ALUNOS DO SEXO FEMININO Fernando César Gouvêa e Cristina Bombonato Instituto Presbiteriano Mackenzie O presente trabalho investigou as razões de desmotivação em meninas nas aulas de Educação Física, dentro da Psicologia do Esporte, mais precisamente sobre o abandono da prática de atividades físicas na escola. Ao investigar as teorias motivacionais foram encontradas diversas formas de interpretar a motivação, desde uma simples questão de reforço até a Teoria Social Cognitiva. Foram sujeitos da pesquisa 37 alunos do sexo feminino, com idade entre 16 e 17 anos, que cursavam o ensino médio, em uma escola pública da cidade de São Paulo. O instrumento aplicado foi adaptado de GOUVÊA (1996) e continha 15 questões abertas e fechadas. Os principais resultados mostraram que as meninas deixam de praticar atividades físico-esportivas principalmente por motivos estéticos, sendo cogitado o esporte como um fator masculinizante do corpo feminino; por uma luta interna entre o papel social feminino de cuidado, delicadeza e atividades ditas mais femininas e por se acharem pouco hábeis para a prática esportiva. No entanto, o que pode ser percebido durante as observações das aulas dadas foi que os jovens não tinham realmente aula, apenas era um horário livre em que os alunos podiam jogar, conversar ou fazer lição de outra matéria e na verdade, esses fatores são desmotivantes, principalmente pela postura dos profissionais envolvidos nessas aulas e tentar modificar essas atitudes para diminuir esses fatores de desmotivação. PALAVRAS CHAVE: MOTIVAÇÃO, GÊNERO, EDUCAÇÃO FÍSICA
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Agilidade e Velocidade: capacidades motoras que influenciam no ensino do Basquetebol
Guarizi, M.R.; Benini, L.C.
F.C.T. UNESP - PRESIDENTE PRUDENTE - SP

AGILIDADE E VELOCIDADE: CAPACIDADES MOTORAS QUE INFLUENCIAM NO ENSINO DO BASQUETEBOL. MARIO ROBERTO GUARIZI, LUIZ CARLOS BENINI DEPTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA / DEPTO DE MATEMÁTICA e ESTATÚISTICA. FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - UNESP - PRESIDENTE PRUDENTE - SP Percebe-se que o aumento constante da capacidade específica no rendimento do desportista tem se tornado o objetivo principal no campo da investigação e dos treinamentos de atletas. Tanto agilidade quanto velocidade são fatores determinantes para o êxito, e, conseqüentemente sucesso do atleta. Nos jogos desportivos coletivos (JDC), especificamente o Basquetebol há vários fundamentos técnicos que exigem do praticante a base motora para realizá-los. Sabe-se que a característica de uma ação motora desportiva reflete no resultado final das expressões funcionais dos sistemas orgânicos, e, que essa característica pode ser determinada pela rapidez em sua execução, ou, pela agilidade e velocidade de deslocamento do jogador em determinado espaço. Entende-se que o desenvolvimento da agilidade quanto da velocidade são fatores imprescindíveis, antes de se iniciar o Basquetebol, motivo pelo qual a modalidade exigirá do futuro atleta movimentos rápidos em diferentes ritmos. Ao longo dos anos notou-se a fragilidade dos iniciantes com relação à agilidade e à velocidade no momento da iniciação. Então, objetivou-se desenvolver atividades que conceda experiências motoras para as iniciantes, e, que as mesmas possam suprir tais necessidades com relação aos dois requisitos motores. O estudo caracterizou-se como experimental, sendo a amostra constituída por alunas entre 11 a 13 anos de uma escola pública de Presidente Prudente -SP, que fazem parte do projeto Bola na Cesta. As alunas foram submetidas a atividades para o desenvolvimento da agilidade e da velocidade, juntamente com a iniciação dos fundamentos técnicos. Os dados do pré e pós-testes foram submetidos a tratamento estatístico utilizando-se o teste de comparação para dados emparelhados, encontrando as diferenças entre as observações obtidas e comparando-as com o valor crítico fundamentado na tabela t-Student ao nível de significância ( ). Os dados analisados revelaram que houve diferença estatisticamente significativa entre eles. Chegou-se a conclusão que o desenvolvimento da agilidade e da velocidade são fatores imprescindíveis, antes e durante a iniciação ao Basquetebol, oferecendo dessa forma, aumento considerável na técnica individual para a futura atleta.
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Efeitos da adaptação ao exercício físico em intensidade leve no número, viabilidade e funcionalidade de macrófagos teciduais de ratos sedentários
Guereschi, M.G.; Ferreira, C.K.O.F.; Donatto, F.F.; Prestes, J.; Dias, R.; Palanch, A.C.; Cavaglieri, C.R.
Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP

EFEITOS DA ADAPTAÇÃO AO EXERCÍCIO FÍSICO EM INTENSIDADE LEVE NO NÚMERO, VIABILIDADE E FUNCIONALIDADE DE MACRÓFAGOS TECIDUAIS DE RATOS SEDENTÁRIOS Marcia Grando Guereschi Clílton Kraüss de Oliveira Ferreira Felipe Fedrizzi Donatto Jonato Prestes Rodrigo Dias Adrianne Christinne Palanch Cláudia Regina Cavaglieri Núcleo de Performance Humana - Grupo de Pesquisa em Imunologia do Exercício - UNIMEP INTRODUÇÃO: Estudos demonstram que trabalhos intensos podem acarretar maior susceptibilidade à infecções. Outros estudos verificaram uma melhora na resposta imune frente exercícios de intensidade moderada. OBJETIVOS: Analisar os efeitos da adaptação ao exercício físico em intensidade leve sobre o número, viabilidade/funcionalidade de macrófagos e número de monócitos circulantes utilizando como modelo de exercício, a natação. MATERIAIS E MÉTODOS: Ratos machos da linhagem Wistar (2 meses) peso +200g obtidos do Biotério da UNIMEP. Consideramos como intensidade leve o exercício realizado sem sobrecarga (40-50% VO2max). O grupo Adaptado realizarou 5 sessões, 1 min por dia, com aumento gradativo do volume (5, 15, 30, 45, 60 min); no grupo SHAM, as sessões foram de 1; o grupo controle sedentário não foi submetido ao exercício. Após o exercício foi realizada a coleta do sangue e células teciduais para análise das variáveis, sendo utilizados câmara de Newbauer e LEUCOTRON TP. Na análise estatística, utilizamos o método ANOVA seguido do Teste-t Student, (p 0.05), sendo os resultados expressos pela média o erro padrão da média. RESULTADOS: Comparando o grupo controle com os grupos exercitados observou-se aumento significativo no número de monócitos circulantes e na capacidade fagocitária de macrófagos peritoneais em ambos os grupos, sem alterações no número de macrófagos teciduais. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que exercícios nesta especificidade alteram o número de células, entretanto promovem aumento da capacidade fagocitária de macrófagos teciduais. Apoio Financeiro: FAP/UNIMEP, FAPIC/UNIMEP e PIBIC/CNPq
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Relação da potência aeróbia máxima e da força muscular com a economia de corrida em atletas de endurance
Guglielmo, L.G.A.; Greco, C.C.; Denadai, B.S.

RELAÇÃO DA POTÊNCIA AERÓBIA MÁXIMA E DA FORÇA MUSCULAR COM A ECONOMIA DE CORRIDA EM ATLETAS DE ENDURANCE Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo, Camila Coelho Greco, Benedito Sérgio Denadai Laboratório de Avaliação da Performance Humana - UNESP - Rio Claro - SP A economia de corrida (EC) pode ser definida como o custo de oxigênio (VO2) para uma dada velocidade submáxima de corrida. Alguns autores têm mostrado uma variabilidade interindividual bem elevada (> 15%) na EC, mesmo entre indivíduos bem treinados e com valores similares de consumo máximo de oxigênio (VO2max). Parte da variabilidade da EC tem sido associada a fatores antropométricos (distribuição da massa nos segmentos), fisiológicos (tipo de fibra muscular), biomecânicos e técnicos. Estudos têm verificado que a adição do treinamento de força explosiva pode melhorar a EC e a performance aeróbia de corredores. Assim, poder-se-ia hipotetizar, que as características neuromusculares explicariam em parte, a variabilidade interindividual da EC em corredores treinados. Deste modo, o objetivo deste estudo foi analisar a relação da potência aeróbia máxima e da força muscular (força isotônica máxima e força explosiva de salto vertical) com a EC em atletas de endurance. Vinte e seis corredores do sexo masculino (27,9 6,4 anos; 62,7 4,3 kg; 168,6 6,1 cm; 6,6 3,1% de gordura corporal) realizaram em diferentes dias, os seguintes testes: a) teste incremental para a determinação do VO2max e sua respectiva intensidade (IVO2max); b) Teste submáximo com velocidade (14 km/h) constante para determinar a EC; c) Teste de carga máxima no leg press e; d) altura máxima de salto com contramovimento (SV). O VO2max (63,8 8,3 ml/kg/min) foi significantemente correlacionado (r = 0,63; p < 0,05) com a EC (48,0 6,6 ml/kg/min). Por outro lado, a IVO2max (18,7 1,1 km/h), a força isotônica máxima (230,3 41,2 kg) e o SV (30,8 3,8 cm) não foram significantemente relacionados com a EC. Conclui-se que a potência aeróbia máxima explica em parte as variações interindividuais da EC em atletas de endurance. Entretanto, a força isotônica máxima e a força explosiva parecem não estar associadas com os valores de EC neste grupo de atletas. Apoio: FAPESP e CNPq
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As inter- relações corporais na construção do gênero: uma reflexão à luz da Educação Física
Guidini, D.; Tribossi, L.B.; Damasco, M.S.
UNICAMP- Universidade Estadual de Campinas

AS INTER-RELAÇÕES CORPORAIS NA CONSTRUÇÃO DO GÊNERO: UMA REFLEXÃO À LUZ DA EDUCAÇÃO FÍSICA Daniela Guidini; Lucimara Bittencourt Tribossi; Mara Sílvia Damasco UNICAMP- Universidade Estadual de Campinas. O presente trabalho pretende retratar alguns aspectos que permeiam a temática gênero e sexualidade e suas correlações com as aulas de Educação Física. Portanto, buscamos refletir sobre as aulas da referida disciplina como um espaço que deve priorizar o contato com a diversidade. O homem transmite, hereditariamente, os mecanismos biológicos da sua espécie, mas as características que permitirão considerar-nos um ser humano não são unicamente herdadas. As experiências vividas pelo homem através do seu ambiente social, em contato com a diversidade, fazem com que o indivíduo aproprie-se de valores que corroboram para a construção de sua identidade. O conjunto de hábitos, costumes, crenças e tradições que caracteriza uma cultura reflete diretamente no corpo, ou seja, é corpo. A cultura incorporada nos indivíduos muda de uma sociedade para outra e pode ser percebida quando observamos pessoas de diferentes procedências. Porém, mesmo havendo diferença cultural, parece-nos óbvio afirmar que a concepção de gênero feminino é construída diferentemente do corpo masculino, e isso ocorre em qualquer cultura. Tanto para o menino quanto para a menina, torna-se difícil contrariar as expectativas que se tem dos papéis diante de uma sociedade que atribui valores e marginaliza os que não se modelam nesses parâmetros. Assim, dependendo de sua escolha, serão tidos como rebeldes. Entretanto, essas, entre outras questões, vem sendo consideradas na Educação Física contemporânea levando a diferentes possibilidades pedagógicas de intervenção junto aos corpos. A escola ocupa espaço significativo porque é um forte meio de transformação, atuando como formadora de opiniões e informando cidadãos. E, neste mecanismo torna-se importante o papel do educador, reconhecendo as diferenças dos gêneros e suas correlações corporais. Enfim, não queremos dizer que é necessário mudar nossos alunos para que se transforme a educação, e sim, devemos mudar o pensamento e a valorização da humanidade como ela é, fazendo-se respeitar as diferentes culturas, etnias, religiões, experiências, ritmos de aprendizagem e suas capacidades, pois é a diversidade que nos define como seres humanos.
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Espessura da dobra cutânea influencia a freqüência mediana do sinal eletromiográfico
Guirro, R.R.J.; Forti, F.
Universidade Metodista de Piracicaba

ESPESSURA DA DOBRA CUTÂNEA INFLUENCIA A FREQÜÊNCIA MEDIANA DO SINAL ELETROMIOGRÁFICO Rinaldo R. J. Guirro, Fabiana Forti Programa de Pós graduação - Mestrado em Fisioterapia, UNIMEP. A camada de pele age como um filtro passa-baixa atenuando a freqüência do sinal eletromiográfico. Objetivo: Avaliar o efeito da espessura da dobra cutânea (DC) sobre a freqüência mediana (FM) em diferentes intensidades de contração (50% e 100% da contração isométrica voluntária máxima - CIVM) e em 5 posicionamentos de eletrodos (EL) (P2, P1, M, D1 e D2) sobre o ventre do músculo reto da coxa (RC) Material e métodos: Participaram do estudo 33 voluntárias (23,29 2,4 anos) sem história de patologias nos membros inferiores. O sinal foi obtido por um sistema de aquisição de sinais EMG-1000 (Lynx®) com resolução de 16 bits, filtro passa banda de 20-1000Hz e freqüência de amostragem 2000Hz. Para mensuração da força de extensão da perna foi utilizada uma célula de carga MM-100 (KRATOS®). Os EL (Lynx®) com ganho 20, IRMC >100dB e taxa de ruído < 3 V RMS, foram posicionados sobre o RC partindo do ponto motor (M), sendo dois na porção distal (D) e dois na proximal (P) de forma eqüidistante. O EL de referência foi colocado na tuberosidade anterior da tíbia.. Para a determinação do ponto motor e colocação dos EL, a voluntária foi posicionada na mesa de Bonet com o tronco fixo, coxa a 90º e a perna em flexão de 45º. O sinal foi coletado simultaneamente nos 5 EL durante CIVM de 5 segundos, repetida por 3 vezes e com intervalo de 1 minuto. O processamento foi realizado em rotina específica no software Matlab® 6.5.1 para análise da FM. A análise estatística constou do teste Wilcoxon (p<0,05). Resultados: Com relação à DC, na porção proximal (P2=23,05 4,84 e P1=23,33 5,05) a espessura foi significativamente maior do que sobre o ponto motor (22,02 4,88) e porção distal (D1=20,64 4,42 e D2=20,17 4,33). Para a FM, os valores foram maiores em 50% da CIVM para P2 (61,24 10,49) e P1 (75,11 13,51)do que em 100% da CIVM (P2=58,75 9,45; P1=72,35 12,15), nos demais posicionamentos não houve diferença significativa entre 50% (M=71,53 13,65; D1=64,99 10,24; D2=56,27 7,31) e 100% da CIVM (M=70,76 13,47; D1=64,78 9,69; D2=55,82 6,80). De acordo com os resultados obtidos, a espessura da DC influencia a FM do sinal eletromiográfico, causando uma perda de potência na região de altas freqüências quando a força é aumentada.
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A Educação Física Escolar sob a Perspectiva dos Alunos com Alta e Baixa Percepção de Habilidade
Henrique, J.; Januário, C.
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Henrique, J.; Januário, C. 1.1. Título em português: EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A PERPECTIVA DE ALUNOS COM DIFERENTES PERCEPÇÕES DE HABILIDADES 1.2. Título abreviado: Autopercepção e perspectivas sobre a EF 1.3. Título em inglês: Students self-perception of their ability and perspective about physical education Resumo A literatura ressalta a importância de considerar o pensamento do aluno no planejamento e desenvolvimento do ensino. O objetivo deste estudo foi caracterizar as percepções pessoais de 123 alunos da 6th a 8th série do ensino fundamental, de alta e baixa percepção de habilidade na disciplina de educação física. Os dados foram coletados através de questionários. O tratamento estatístico foi realizado através da análise de clusters. Os alunos de alta e baixa percepção de habilidade se distinguiram significativamente em relação à percepção de competência, percepção de envolvimento acadêmico e percepção de expectativas dos professores.Os resultados confirmam a importância de considerar os traços psicológicos dos alunos na interpretação do seu comportamento nas aulas e desempenho acadêmico. Os professores devem oferecer oportunidades de sucesso nas aulas, de modo a elevar o sentimento de competência dos alunos "menos" dotados e manter o interesse dos "mais" dotados. Palavras-chave: Motricidade humana; educação física; autopercepção de habilidade; pedagogia; educação Abstract The literature emphasizes the importance in considering the student s thought in the planning and teaching development. The objective of this study was to characterize the personal perceptions of 6th, 7th and 8th grade students (n=123) that feel to have high and low ability perception in physical education classes. The data were collected through closed-questions questionnaires. The statistical treatment was accomplished through clusters analysis. The perceived competence, perception of academic involvement and perception of teachers expectations were different among the students that had high and low ability perception. The results confirm the importance in considering students psychological features in interpretation of its behaviour at classes and academic performance. The teachers should provide success opportunities to the students, so that, in spite of students to possess high or low ability perception, this can improve the competence feeling and to preserve the interest and persistence at physical education classes. Key words: Human kinetic; physical education; Selfperception; Pedagogy; education
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Alterações do desempenho da força explosiva depois do período de preparação em Voleibolistas do sexo feminino da categoria juvenil
Hespanhol, J.E.; Silva Neto, L.G.; Arruda, M.; Dini, C.A.
PUC-Campinas

O DESEMPENHO DA FORÇA EXPLOSIVA EM JOVENS VOLEIBOLISTAS DO SEXO MASCULINO. Miguel de Arruda, Jefferson Eduardo Hespanhol, Leonardo Gonçalves Silva Neto, César Augusto Dini, PUC-Campinas e UNICAMP, Campinas - SP - Brasil. jeffehespa@hotmail.com Introdução: A manifestação da força explosiva vem cada vez mais se destacando como uma variável importante no desempenho físico dos atletas de voleibol. Essa importância está relacionada principalmente as ações físicas com os saltos verticais para ataque e bloqueio, assim como as ações de deslocamento curto com exigências rápidas. Desta forma, necessidade do monitoramento de tais variáveis nas categorias menores vem sendo evidente na construção de programa de treinamento para jovens e processos de detecção de talentos esportivos para o voleibol. Objetivo: Comparar o desempenho da força explosiva e explosiva elástica entre as categorias Infanto-Juvenil (IJ) e Juvenil (J), em voleibolistas do sexo masculino. Método: A amostra foi composta por 24 voleibolistas do sexo masculino divididos em 12 juvenis (18,54±0,53 anos; 81,99±8,01kg; 191,50±5,13 cm), 12 infanto-juvenis (15,60±0,21anos; 77,07±7,27kg; 186,42±6,90cm). O desempenho da força explosiva foi verificado a partir do teste de salto vertical partindo da posição estática de meio-agachamento (TSVS), enquanto que no caso do desempenho da força explosiva elástica foi utilizado o teste de salto vertical com contramovimento sem a contribuição dos membros inferiores (TSVC). Esses testes foram realizados de acordo com os procedimentos descritos por Bosco (1994), sendo as medidas feitas em tapete de contato Jump Test. Os dados foram analisados através da estatística descritiva e do teste "t" para amostras independentes. O nível de significância utilizado foi de p<0,05. Resultados: Após análise descritiva os valores médios e desvios-padrão encontrados foram os seguintes: 38,30±2,87cm e 41,88±3,12cm para FE em IJ e J, respectivamente; e, 40,08±2,66cm e 48,13±4,51cm para FEE em IJ e J, respectivamente. Foram constatadas diferenças estatisticamente significante entre os J e IF tanto na FE (p=0,024) quanto FEE (p=0,000), sendo que em ambas as variáveis os J apresentaram valores médios superiores. do que aos IJ. Conclusão: A análise dos dados aponta para a existência de uma superioridade no desempenho da força explosiva e da força explosiva elástica dos atletas juvenis em relação aos atletas infanto-juvenis.
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Supertreinamento: ocorre ou não em pessoas que praticam atividades fisicas em academia?
Hirth, A.S.O.; Hirth, E.; Meirelles, R.C.M.
Universidade Camilo Castelo Branco

SUPERTREINAMENTO: OCORRE OU NÃO EM PESSOAS QUE PRATICAM ATIVIDADES FÍSICAS EM ACADEMIA? Aline Hirth, Erika Hirth e Rita de Cássia M. Meirelles. Universidade Camilo Castelo Branco. Sem saberem dos danos causados pelo excesso de treinamento (overtrainning), cada vez mais, pessoas que freqüentam "academias de ginástica" excedem suas capacidades fisiológicas, ávidas por alcançar um corpo perfeito. Diante disso, esta pesquisa objetivou verificar alterações psicológicas como estado emocional e motivação, e fisiológicas, como por exemplo, variações no peso e freqüência cardíaca em repouso, que pudessem inferir a ocorrência de supertreinamento em praticantes de atividades físicas em academias. Participaram da pesquisa, durante quatro meses, dez voluntários do sexo masculino praticantes de exercícios físicos há mais de dois (02) anos, com idade entre 18 e 30 anos, os quais foram divididos em dois grupos: um grupo com treinamento periodizado e um segundo grupo que treinou sem periodização. No início e final do treinamento, os voluntários foram submetidos a uma avaliação física (anamnese e avaliação da composição corporal) e a um teste de carga máxima. Diariamente foi respondido por eles um questionário adaptado que avaliava o "desejo" de treinar, o apetite, os hábitos noturnos, as variações de peso, freqüência cardíaca em repouso, a classificação da dor muscular e articular e a sensação de fadiga. Foi, então observado que apesar de não se obter resultado que comprovasse a ocorrência de supertreinamento de maneira fidedigna, em algumas situações, como no teste de carga máxima, na variação do peso e na sensação de fadiga, foi identificado pelos cálculos estatísticos um p<0,05. O "grupo não periodizado" apresentou médias inferiores nos três casos acima citados, talvez pelo fato dos voluntários terem exagerado tanto no volume quanto na intensidade do treinamento. Além disso, um dos voluntários deste grupo não pôde realizar o teste de carga máxima final, pois devido às dores articulares e musculares foi afastado da pesquisa quase no seu término e acabou por contribuir com o resultado inferior neste teste. Isso leva a crer que este indivíduo, em particular, apresentou alguns sintomas do supertreinamento. Porém, para se ter certeza da ocorrência do overtrainning em praticantes de atividades físicas em academia, sugere-se a realização de testes laboratoriais, os quais são mais precisos no diagnóstico.
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Identificação de séries preditivas de velocidade crítica que possam melhor estimar a intensidade de lactato mínimo.
Hiyane, W.; Santos, E.; Puga, G.M.; Simões, H.G.; Campbell, C.S.G.
Universidade Católica de Brasília-UCB

IDENTIFICAÇÃO DE SÉRIES PREDITIVAS DE VELOCIDADE CRÍTICA QUE POSSAM MELHOR ESTIMAR A INTENSIDADE DE LACTATO MÍNIMO. Wolysson Hiyane; Everton Santos; Guilherme Morais Puga; Herbert Gustavo Simões; Carmen Silvia Grubert Campbell Universidade Católica de Brasília-UCB, Taguatinga - DF, Brasil Objetivo: Verificar se a velocidade crítica (VC) determinada no ciclismo pode estimar a velocidade de lactato mínimo (VLM) identificada por ajuste polinomial. Metodologia: 8 ciclistas (26,8 ± 4,3 anos, 172,8 ± 6,2 cm; 67,1 ± 5 Kg; 6,4 ± 3,3 anos de treinamento) percorreram, no menor tempo possível, as distâncias de 2, 4, 5 e 6 km em velódromo de 400 metros. A VC foi determinada por regressão linear distância-tempo a partir de diversas combinações de séries preditivas. O teste de lactato mínimo consistiu de uma série de 2 km à máxima velocidade, seguido de 8 minutos de recuperação e 6 séries incrementais de 2 km com 1 minuto de pausa entre as séries para coleta de 25 µL de sangue capilarizado do lóbulo da orelha para mensuração do lactato sanguíneo (YSI-2700STAT). A intensidade da primeira série correspondeu a 5 Km/h abaixo da velocidade média dos 6 km e os incrementos foram de 1Km/h a cada série. A velocidade média de cada série foi controlada por um ciclocomputador e por estímulo sonoro. A VLM foi considerada como a intensidade correspondente à menor concentração de lactato identificada por função polinomial de segunda ordem. Resultados: Teste t de Student mostrou não haver diferenças estatisticamente significantes (P< 0,05) entre a VC determinada pela combinação das distâncias de 4, 5 e 6 Km (32,6 ± 3,8 Km/h) e a VLM identificada aplicando-se função polinomial (32,6 ± 2,8 Km/h). Conclusão: A VC pode ser utilizada como um método não invasivo para se estimar a velocidade correspondente ao lactato mínimo. No entanto, a utilização da VC deve ser feita com precaução, pois sua identificação é dependente da duração das séries preditivas, sendo que séries preditivas de maior duração podem produzir menores valores de VC enquanto que séries preditivas de menor duração popdem resultar em maiores valores de VC.
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Índices de forças absolutas e relativas dos atletas juniores de levantamentos básicos do campeonato europeu de 2004
Ide, B.N.; Del Vecchio, F.B.
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

ÍNDICES DE FORÇAS ABSOLUTAS E RELATIVAS DOS ATLETAS JUNIORES DE LEVANTAMENTOS BÁSICOS DO CAMPEONATO EUROPEU DE 2004 Bernardo Neme Ide; Fabrício Boscolo Del Vecchio Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Os levantamentos básicos constituem desporto composto por três exercícios competitivos: 1) Agachamento; 2) Supino; 3) Levantamento Terra. Segmentadas por onze categorias, as competições têm como critério de desempate a menor massa corporal, evidenciando a importância da força relativa, ou seja, o valor da força absoluta dividido pela massa corporal do atleta. Objetivou-se com a presente investigação identificar as marcas obtidas pelos competidores do Campeonato Europeu de Levantamentos Básicos da classe Júnior, no ano de 2004, em Sofia - Bulgária. O estudo caracteriza-se como observacional, descritivo e retro-analítico. A partir das informações disponibilizadas pela Federação Européia de Levantamentos Básicos, coletaram-se os dados dos primeiros quatro colocados das onze categorias competitivas. Procedeu-se registro da nacionalidade, idade, massa corporal e resultados nos três exercícios. A tabulação e análises foram realizadas em planilha Excel e software S-PLUS 2000, com medidas descritivas, correlação linear simples e teste de Wilcoxon para duas amostras. O grupo apresentou média de 21,6 (±1,5) anos e 84,38 (±25,03) quilogramas (kg). Os valores médios nos exercícios foram: 184,82 (±49,05) kg para o Supino (maior valor na categoria acima de 120kg, com 230kg); 281,77 (±73,17) kg no Agachamento (maior valor na categoria até 120kg, com 349,38kg ) e 268,69 (±62,48) kg no Levantamento Terra (maior valor na categoria até 120kg, com 335,63kg ). Na análise de correlação simples, encontrou-se alta associação entre peso corporal e supino (0,81), levantamento terra (0,80) e agachamento (0,74). Quanto à força absoluta, surgiram comparações com diferenças significantes entre categorias: i) no exercício agachamento foram encontradas 22, ii) no Supino, 26 e iii) no Levantamento Terra, 33. Já acerca da força relativa, para os mesmos exercícios, observaram-se 13, 7 e 15, comparações significantes, respectivamente. Os dados obtidos corroboram com os achados da literatura e, em perspectivas futuras, podem dar sustentação para a prescrição de treinamento de novos atletas.
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Os conteúdos da ética na pesrpectiva da Educação Física escolar
Impolcetto, F. M.;
Unesp - Rio Claro

OS CONTEÚDOS DA ÉTICA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Fernanda Moreto Impolcetto Mestre em Ciências da Motricidade pela UNESP -Rio Claro Os Parâmetros Curriculares Nacionais propostos pelo MEC apresentam quatro princípios básicos, nos quais o embasamento da prática pedagógica é proposto, especificamente no que diz respeito ao desenvolvimento do tema transversal ética. Sendo eles: o respeito mútuo, a justiça, a solidariedade e o diálogo. Com base nestes princípios, considerando a relevância que possuem no contexto educacional e a dificuldade que os professores encontram ao lidar com questões desta natureza, a presente pesquisa procurou verificar de que maneira os componentes da ética podem ser tratados nas aulas e Educação Física. Como metodologia foi utilizada a pesquisa de natureza qualitativa, com referencial teórico na pesquisa-ação, realizada a partir de oito encontros coletivos com um grupo de cinco professores atuantes em escolar públicas e particulares da cidade de Rio Claro. A análise dos encontros indicou várias possibilidades de se tratar a ética e seus princípios nas aulas de Educação Física: a justiça pode ser desenvolvida por meio das relações estabelecidas entre professor e aluno, especialmente no que diz respeito a igualdade de tratamento e a postura do professor diante de situações conflituosas, também na questão da apresentação e explicação das normas e regras de conduta adotadas para o andamento das aulas de Educação Física, que podem ser utilizadas pelos professores e devem ser de conhecimento de todos os alunos para que sirva contra o ocasionamento de situações injustas. O diálogo, além de instrumento fundamental para o desenvolvimento das atividades e conteúdos, foi indicado como princípio essencial para a resolução de conflitos, de atos indisciplinados, para a realização de trabalhos em grupo e para o aprimoramento da convivência democrática. O respeito e a solidariedade foram apontados pelos professores como fundamentais para a inclusão dos alunos portadores de necessidades especiais e dos alunos menos habilidosos.
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Tênis de campo e o projeto desporto de base: uma possibilidade de inclusão
Inforçato, R.J.; Spolidori, W.L.S.
Universidade Metodista de Piracicaba

TÊNIS DE CAMPO E O PROJETO DESPORTO DE BASE: UMA POSSIBILIDADE DE INCLUSÃO Autor: Rodolfo José Inforçato Co-autor: Prof. MS Washington Luiz Spolidori Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP O presente projeto desenvolvido na Prefeitura Municipal de Piracicaba/SP através da Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (SELAM) em parceria com a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) tem por objetivo utilizar a prática da modalidade tênis de quadra para oportunizar crianças e adolescentes dos 08 aos 17 anos uma iniciação e aperfeiçoamento esportivo para o desenvolvimento do repertório cognitivo-perceptivo-motor com enfoque nos aspectos afetivo-social e ênfase na cooperação, no lúdico, na auto-superação através de jogos, brincadeiras e atividades seqüenciais nas diferentes etapas da aprendizagem. Essa proposta se justifica quando nos lembramos que essa prática era por nobres e reis na idade média, posteriormente pela burguesia européia e na atualidade basicamente pela classe dominante em clubes e academias denotando-se a exclusão social. Entendemos que os esforços para o desenvolvimento de uma pedagogia esportiva inclusiva são necessários para a mudança do conceito de prática desse esporte estabelecido historicamente, estando na base da vivência esportiva: O compromisso com o reconhecimento á cidadania, a competição aliada á cooperação, a idéia de corpo possível, o fator do direito á educação através do movimento esportivo.
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Percussão corporal e jogos teatrais nas aulas de Educação Física: um convite à comunicação dos corpos.
Jesus, G.B.;
SESI - C.E. 071

PERCUSSÃO CORPORAL E JOGOS TEATRAIS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM CONVITE À COMUNICAÇÃO DOS CORPOS. Glauber Bedini de Jesus Sesi - Serviço Social da Indústria A comunicação é uma atividade humana que todos conhecem e praticam, mas que poucos conseguem expandir e ir além de seu uso que não seja através da oralidade e da leitura/interpretação de códigos gráficos (letras, números, desenhos e outros símbolos). Trabalhar o entendimento e o desenvolvimento da comunicação humana e as possibilidades que ela traz para as relações sociais, mostra-se cada vez mais interessante no ambiente educacional. Para tanto, se faz necessário o entendimento desse corpo que se comunica, conhecer como se relaciona (parceiro ou adversariamente), quais são seus limites e quais suas potencialidades frente ao outro. O presente relato traz a experiência realizada na escola do SESI, onde, pensando na perspectiva apresentada anteriormente, desenvolvemos um projeto de percussão corporal e jogos teatrais, com alunos do ciclo III inicial (5ª série), com o objetivo de ampliar seus conhecimentos a respeito das formas de comunicação humana e desenvolver suas habilidades com relação à comunicação corporal através de vivências nas aulas de Educação Física. Desta forma, durante as aulas, os alunos experimentaram atividades teatrais, jogos rítmicos, brincadeiras tradicionais e infantis. As atividades foram sempre produzidas e realizadas em grupo, o que proporcionou, desde o início uma troca de informações e conhecimentos de grande valor para os participantes. Na finalização do projeto os alunos produziram uma apresentação e relataram suas experiências percebendo que "O corpo também é uma forma de comunicação entre nós". Concluímos, portanto, que o projeto proporcionou o desenvolvimento na habilidade comunicativa entre eles e o claro entendimento da importância da comunicação para as relações sociais que estabelecemos com os outros.
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Análise antropométrica de pessoas com deficiência física e/ou mental praticantes de Natação
Joaquim, E.R.; Prado Jr, M.V.; Fregolente, G.; Nozaki, J.M.; Papaléo, F.; Médola, M.
UNESP - FC - Bauru

ANÁLISE ANTROPOMÉTRICA DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA E/OU MENTAL PRATICANTES DE NATAÇÃO Érica Roberta Joaquim**; Milton Vieira do Prado Jr*; Giseli Fregolente**; Joice Mayumi Nozaki**; Flaviane Papaléo**; Marcela Médola**. DEPTO. EDUCAÇÃO FÍSICA - LAPEF - FC - UNESP - Bauru. Os estímulos advindos do ambiente aquático proporcionam aos indivíduos com deficiência o combate ao sedentarismo, melhora na sua capacidade respiratória e na postura, fortalecimento muscular e ampliação de seus movimentos articulares. Tais aspectos influenciam nas proporções corporais e controle do peso corporal. Estas modificações são relevantes para seu desempenho nas atividades rotineiras, potencializando o seu convívio social diário. O presente estudo teve por objetivo analisar as variações nos parâmetros antropométricos de indivíduos com deficiência após um ano de prática da natação. Participaram deste estudo seis sujeitos com deficiência física e/ou mental com idade entre 18 e 40 anos, usuários da instituição SORRI-Bauru e vinculados ao Projeto de Extensão desenvolvido junto a UNESP-Bauru. Os usuários praticavam natação há um ano, duas vezes por semana, durante uma hora. Foram coletadas e analisadas as seguintes medidas antropométricas: peso, estatura, envergadura e altura de tronco; as medidas foram coletadas em dois momentos, Setembro de 2003 e Setembro de 2004. O resultado mais significativo comparando as avaliações realizadas foi com relação à altura do tronco e a envergadura, todos os participantes aumentaram entre 1 e 5cm sua medida. Dado importante principalmente para os usuários com deficiência física, demonstrando melhora na postura corporal após a prática. A estatura dos participantes variou entre 0,5 e 1cm independente da idade, variação esta esperada dependendo do estresse do dia, temperatura e horário da medida, já que todos os usuários eram adultos e provavelmente já consolidaram o seu crescimento. Identificamos na primeira coleta 4 usuários com índice de massa corpórea (IMC) variando entre 19.819 e 27.071, já na segunda coleta verificamos que os mesmos diminuíram seu peso corporal entre 1kg e 4,2kg e seu IMC baixou permanecendo entre 19.730 e 25.049. Os outros dois usuários ganharam massa entre 200g e 2,3kg, o sujeito(A), manteve seu IMC em cerca de 18.385 e o sujeito(B), elevou seu IMC de 18.573 para 19.168. Considerando os dados obtidos e o período de prática foi possível verificar que houve mudança no padrão antropométrico dos participantes, com diminuição do peso corporal nos indivíduos com excesso de peso e fortalecimento da musculatura corporal nos sujeitos ectomórfos, com conseqüente melhora na postura corporal. Tais alterações podem ser relacionadas à prática regular da natação incluída na rotina semanal dos participantes, visto que a instituição não possui o profissional de Educação Física, portanto, a estimulação motora ocorreu somente nas aulas desenvolvidas no projeto.
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Exercise training induced metabolic improvement was correlated with atenuation of cardiovascular and autonomic dysfunctions in diabetics
Jorge, L.; Rogow, A.; Flores, L.J.F.; Pureza, D.Y.; Sanches, I.; De Angelis, K.
Universidade São Judas Tadeu

EXERCISE TRAINING INDUCED METABOLIC IMPROVEMENT WAS CORRELATED WITH ATENUATION OF CARDIOVASCULAR AND AUTONOMIC DYSFUNCTIONS IN DIABETICS. Jorge L, Rogow A, Flores LJF, Pureza DY, Sanches I, De Angelis K. Laboratório do Movimento Humano, Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, Brazil Cardiovascular autonomic neuropathy and decreased heart rate variability (HRV) are associated with an increased mortality in diabetic patients. Exercise training was shown to induce improvement in autonomic balance with a restoring to normal of the reflex activity of the system in healthy and in cardiovascular dysfunction subjects. Considering that the mechanisms of training-induced regulatory changes have still not been completely delineated, we investigated the effects of exercise training on cardiovascular and autonomic function, evaluated by HRV(standard deviation of HR), and their relationship to glycemia in diabetic rats. Male Wistar rats were divided into sedentary (SD, n=7) and trained (TD, n=8) diabetic rats (STZ 50 mg/kg). TD rats were submitted to an exercise training protocol on a treadmill (2x/day; 5days/wk; 10 wks). After training the glycemia was determined at rest with (FG) and without fasting (NFG) and immediately after a maximal exercise test (EG). The arterial pressure were recorded and processed by a data acquisition system (CODAS, 2 kHz). Twenty-four hours water consumption (WC) and urinary volume (UV) were determined and 24h-urine analysis were performed. TD group presented reduced FG (356 28 vs 458 6 mg/dl), NFG (409 24 vs 484 17 mg/dl) and EG (379 30 vs 501 30 mg/dl) as compared to SD group. TD rats showed reduced WC (138 13 vs. 169 5 ml/24h), UV (102 11 vs. 125 3 ml/24h) and glicosuria (10 0.9 vs. 12 0.3 g/24h) when compared to SD rats. Exercise training restored resting hypotension and bradycardia induced by STZ-diabetes. The HRV were similar between groups. Positive correlations were obtained between FG and UV (r=0.8) and glicosuria (r=0.8). Inverse correlations were obtained between FG and the maximal speed in the treadmill test (r= -0.9), the AP (r= -0.7), the HR (r= -0.6) and the HRV (r= -0.7). These results demonstrated that exercise training induced improvement in cardiovascular and autonomic dysfunction that were correlated with reduction in fasting glicemia in diabetic rats, suggesting a positive role of exercise training in reducing cardiovascular risk in diabetic patients.
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Capoeira: dança, luta, esporte. será que a capoeira tem relação com a violência?
Justino, J.L.; Siviero, E.K.
Faculdades Integradas Fafibe

CAPOEIRA: DANÇA, LUTA, ESPORTE. SERÁ QUE A CAPOEIRA TEM RELAÇÃO COM A VIOLÊNCIA? Jorge Luiz Justino e Evanize Kelli Siviero Faculdades Integradas Fafibe. Bebedouro - S. P. O presente estudo teve como objetivo investigar a relação da capoeira com a violência na cidade de Bebedouro. Além da revisão de literatura sobre a capoeira como luta, dança, esporte e a sua relação com a sociedade bebedourense, lançou-se mão de entrevistas com dois mestres e um contra-mestre de capoeira da cidade. Por meio da análise do conteúdo obtiveram-se os seguintes resultados: para os entrevistados a violência não está presente só na capoeira, ela faz parte de um contexto nacional, muitas vezes, por causa da desigualdade social. Desta forma, não se pode afirmar que a capoeira contribui ou está relacionada com o aumento da violência na cidade de Bebedouro. Um dos fatores observados pelos participantes é que a violência, algumas vezes, está presente em rituais de batizados ou em rodas de capoeira. O fato ocorre quando o capoeirista se esquece da filosofia da capoeira e resolve suas rixas pessoais com outros membros na roda, o que se conclui que a capoeira não tem relação direta com a geração da violência. A maioria dos estudiosos em capoeira é favorável a um estudo mais amplo em relação à violência e suas causas. Os participantes ressaltaram, também, a importância dos profissionais de Educação Física serem mestres em capoeira, a fim de entender a essência da mesma. A capoeira, já faz parte da grade curricular de algumas universidades do país, entrando como uma das mais novas práticas no contexto escolar e da Educação Física, ocupando um lugar junto às outras disciplinas, na formação do homem contemporâneo.
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Motivos de abandono na modalidade Voleibol: um estudo com os profissionais que trabalham com a modalidade
Justo, C.R.; Nascimento, D.Q.; Rodrigues, C.S.; Ferreira, L.M.; Rebustini, F.
UNIABC

MOTIVOS DE ABANDONO NA MODALIDADE VOLEIBOL: UM ESTUDO COM OS PROFISSIONAIS QUE TRABALHAM COM A MODALIDADE Carlos Roberto Justo1,2,Danielle Queiroz do Nascimento1,2; Carolina de Sousa Rodrigues1,2; Luciana Maria Ferreira1,2; Flávio Rebustini, 1,2,3 1UNIABC; 2LEPESPE/ABC; 3ORPUS - Instituto de Treinamento Mental O abandono da prática esportiva na infância e adolescência é um dos fatores mais preocupantes para a Educação Física, não permeia apenas o ambiente do esporte de rendimento, mas também o ambiente escolar. Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar as causas do abandono na prática da modalidade voleibol, tanto no âmbito escolar como nos clubes, baseando o enfoque na visão dos profissionais que trabalham com a modalidade. Para tanto, utilizamos entrevistas abertas com 36 profissionais que atuam na região do Grande ABC - São Paulo. Os resultados foram analisados por meio de percentual de citações de cada um dos fatores apontados pelos profissionais em relação ao número de entrevistados. Os resultados mostraram que os profissionais apontaram 12 diferentes motivos responsáveis pelo abandono da prática, dentre eles, podemos ressaltar como principais causas: a falta de motivação do aluno/atleta (26,67%); a falta de aptidão física para a prática da modalidade (11,67%); dificuldade de assimilação nas aulas/treinamentos (11,67%); condições sociais (10%); excesso de aulas/treinamentos (8,33%); falta de criatividade dos professores (6,67%) e os pais (6,67%). Os fatores apontados pelos profissionais não diferem muito daqueles encontrados na literatura sobre o tema quando abordado pelo enfoque do praticante. Podemos destacar a importância de compreender o que leva o aluno/atleta a apresentar esta falta de motivação citada pelos profissionais como fonte primária do abandono, levando-nos a conhecer qual ou quais são os aspectos que atuam como pano de fundo para o surgimento deste fator. Assim, faz-se necessário um aprofundamento de como surgem estes fatores, e quais as medidas necessárias para uma redução do abandono da prática.
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Qualidade no atendimento em academias da grande Florianópolis
Karasiak, F.C.; Massaud, G.B.; Silva Filho, A.A.; Nascimento, M.C.
Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos da UDESC

QUALIDADE NO ATENDIMENTO EM ACADEMIAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS Fábio Colussi Karasiak1; Guilherme Battisti Massaud1; Alfredo Alves da Silva Filho1; Mário César Nascimento1; 2 1. Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desportos da UDESC; 2. Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício - LAPE Os freqüentadores de academia formam uma clientela muito diversificada e cada segmento gosta de ser atendido e receber orientações de maneira própria. O objetivo deste estudo foi analisar o grau de satisfação dos freqüentadores de academias da Grande Florianópolis (n = 5). A pesquisa foi caracterizada como descritiva, diagnóstica de campo, com amostra intencional sendo aplicado um questionário com escala de Likert para avaliar a qualidade no atendimento das academias. Dos freqüentadores das academias pesquisados (n = 43), 27 eram homens e 16 eram mulheres. Quanto à recepção, em relação à cordialidade, eficiência, controle de entrada, solução de problemas e atitudes em geral, foi avaliada como ótima (45,1%). Dentro do tema atendimento telefônico, em relação à cordialidade, eficiência e solução de problemas, foi avaliado como bom (52,5%). Quanto aos vestiários, em relação à aparência em geral, limpeza, conforto e número de chuveiros, foram avaliados como bons (41,3%). No que se refere às salas de ginástica, em relação ao cumprimento de horários, qualidade do som, quantidade de equipamentos, qualidade dos instrutores, qualidade das aulas, limpeza e resultados alcançados, foram avaliadas como boas ou ótimas (48,1%). Quanto às salas de exercícios neuromusculares e aeróbios, em relação ao cumprimento de horários, à qualidade dos equipamentos, quantidade dos equipamentos, qualidade dos professores, qualidade dos programas, manutenção, limpeza e resultados alcançados, foram avaliados como boas (39,8%) ou ótimas (37,8%). Em relação ao tema funcionamento geral, no que se refere ao horário de funcionamento, preço, estacionamento, serviços, limpeza, comodidades disponíveis, entretenimento e gerência, foi avaliado como bom (44,2%) ou ótimo (28,5%). Conclui-se que é importante os profissionais observarem tanto as características dos clientes em potencial como as suas próprias capacidades e habilidades na prestação do serviço, seus conhecimentos e recursos disponíveis. Devem ser consideradas também as facilidades de acesso ao local, a aparência física das instalações e dos equipamentos, o material de comunicação, a habilidade em prestar o serviço prometido com confiança e precisão e a disponibilidade de profissionais qualificados, motivados, atualizados, corteses e aptos a transmitir segurança e oferecer atenção individualizada.
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A sistematização dos jogos nas séries iniciais do Ensino Fundamental: uma experiência em questão
Kawashima, L.B.;
Secretaria Municipal de Educação/ Morro Agudo - SP

A SISTEMATIZAÇÃO DOS JOGOS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA EM QUESTÃO. Larissa Beraldo Kawashima Secretaria Municipal de Educação/ Morro Agudo - SP A realidade da educação física escolar têm no esporte seu conteúdo fundamental e único, delimitando em bimestres as modalidades esportivas coletivas (voleibol, basquetebol, handebol e futsal) e desenvolvendo seus conteúdos de forma desorganizada, sem continuidade e evolução necessárias ao aprendizado, repetindo-os nas diferentes fases do ensino. O presente trabalho tem o objetivo de sistematizar o conteúdo jogos de regras para as séries iniciais do ensino fundamental (1º e 2º ciclos) e apresentar o impacto causado por este processo. Este trabalho é parte do planejamento anual de Educação Física da EMEF Dr. Jader M. L. Fernandes, ano letivo de 2004, da cidade de Morro Agudo-SP. A metodologia utilizada privilegiou jogos lúdicos próprios da cultura infantil, contando com a participação dos alunos na construção de regras e jogos. Para a 1ª série, os jogos de regras devem ser trabalhados na sua forma mais simples e com poucas regras. Deve-se priorizar atividades da própria cultura infantil e incentivá-los a expor os jogos que conhecem. O professor pode iniciar as atividades com um pega-pega simples, e ir aumentando o número de regras até chegar ao pega corrente, atividade mais complexa e cooperativa. Ao final da aula, o professor deve propor as crianças que identifiquem as regras modificadas durante a aula. Na 2ª série, as atividades devem ser mais complexas e com poucas regras, a fim de causar conflitos que devem ser resolvidos pela própria turma. Na 3ª série deve-se incentivar a criação e modificação das regras dos jogos já conhecidos. Na 4ª série as crianças devem saber diferenciar jogo e esporte, criar e modificar regras. Os alunos ainda devem ser incentivados a criar novos jogos sozinhos (tarefa) e durante as aulas (em grupos). Um exemplo é oferecer materiais para a turma, dividi-los em grupos e pedir que criem um jogo com o material; em seguida cada grupo deve ensinar ao outro a nova atividade. Com a implantação deste processo observou-se que as crianças se sentiram mais motivadas durante as aulas passando a entender o porquê de cada atividade vivenciada ou criada e adquirindo mais autonomia. Inicialmente foi difícil implantar esta experiência com os alunos a partir da 2ª séries porque estavam acostumados apenas a jogar queimada e futebol durante as aulas, tendo maior resistência aos novos conteúdos. Enfim, a proposta rendeu o reconhecimento das próprias crianças à necessidade de aprender outros conteúdos a não ser o esporte e o retorno técnico e tático foi maior que o esperado.
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Peso corporal e idade de crianças podem interferir na ação de transpor obstáculo?
Kleiner, A.F.R.; Gobbi, L.T.B.; Menuchi, M.R.T.P.
Laboratório de Estudos da Postura e da Locomoção/DEF/IB/UNESP ? Rio Claro

PESO CORPORAL E IDADE DE CRIANÇAS PODEM INTERFERIR NA AÇÃO DE TRANSPOR OBSTÁCULO? Ana Francisca Rozin Kleiner; Lilian Teresa Bucken Gobbi; Marcos Rodrigo Trindade Pinheiro Menuchi. Laboratório de Estudos da Postura e da Locomoção/DEF/IB/UNESP - Rio Claro A execução de ações motoras é influenciada pelas características do indivíduo, as demandas ambientais e as exigências da tarefa. A ultrapassagem de obstáculo se apresenta como uma tarefa que permite investigar este relacionamento. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar as variáveis espaciais durante o transpor obstáculo de crianças de 9 e 10 anos com características corporais diferentes. Para este experimento foram intencionalmente selecionadas 15 crianças, entre 9 e 10 anos, agrupadas de acordo com a idade cronológica (IC: 9 anos, n = 8, e 10 anos, n = 7) e o peso corporal (PC: obeso, n = 6, e normal, n = 9). Marcadores reflexivos foram afixados no quinto metatarso, borda lateral do calcâneo e maléolo lateral do pé direito dos participantes, que foram instruídos a andar sobre uma passarela emborrachada de 8m de comprimento na velocidade preferida e ultrapassar um obstáculo vertical com a altura fixa de 24 cm. Seus comportamentos locomotores foram filmados no plano sagital direito em 5 tentativas, sendo essas capturadas e digitalizadas manualmente por meio do software Dvideow. As variáveis analisadas foram: distância horizontal pé-obstáculo (DHPO), distância vertical pé-obstáculo (DVPO) e distância horizontal obstáculo-pé (DHOP). Para eliminar as diferenças em comprimento, todas as variáveis foram normalizadas pela estatura dos participantes. Os dados, por tentativa, foram tratados estatisticamente por meio de uma MANOVA revelando efeito principal de IC para DHPO (F1,76=8,529; p<0,006) e DHOP (F1,76=12,525; p<0,001); efeito principal de PC para DVPO (F1,76=6,879; p<0,012); e interação entre IC e PC para DVPO (F1,76=6,969; p<0,011) e DHPO (F1,76=4,078; p<0,048). Independentemente do PC, as crianças de 10 anos aproximaram-se mais antes da transposição e colocaram seus pés mais longe do obstáculo após a transposição quando comparadas com as crianças de 9 anos. Quanto ao PC, o grupo obeso, independente da idade, apresentou menor margem de segurança sobre o obstáculo (DVPO). As crianças obesas de 9 anos apresentaram aumento no DHPO enquanto as crianças obesas de 10 anos o diminuíram em relação às crianças da mesma IC com peso normal. As crianças obesas de 9 anos mostraram menor DVPO que todas as demais. Estes resultados permitem concluir que crianças obesas modulam o sistema efetor na transposição de obstáculo diferentemente em relação à IC, adaptando o comportamento locomotor às suas características individuais.
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A Mídia e o Treinador: Interferências no Período de Concentração Esportiva.
Kocian, R.C.; Santiago Jr., J.R.C.; Machado, A.A.
UNESP - RIO CLARO

A MÍDIA E O TREINADOR: INTERFERÊNCIAS NO PERÍODO DE CONCENTRAÇÃO ESPORTIVA. Rafael Castro Kocian, José Ribamar Coelho Santiago Jr., Afonso Antonio Machado - LEPESPE - UNESP RIO CLARO. Os interesses pela vida atlética nos períodos de concentração esportiva são elementos de curiosidade dos pesquisadores da ciência do esporte. Fatos que acontecem durante as temporadas que antecedem eventos esportivos, são apenas conhecidos quando algo não acontece como previsto, sobrando aquela impressão de algo inusitado; assim, estaremos estudando as interferências exercidas pela mídia e pelos treinadores, durante este tempo de reclusão atlética. A reclusão esportiva conhecida como "concentração" é grande motivo de polêmica dentro do contexto esportivo, muitos a defendem e outros a abominam, gerando assim, questionamentos sobre sua utilidade. De qualquer forma, cabe estudarmos as interferências dentro desse ambiente, principalmente da mídia que veicula diversos tipos de informação de maneira própria e imprópria. Os objetivos deste trabalho foram analisar fatores psicológicos dentro de uma reclusão esportiva, verificando também a interferência da mídia e do treinador durante esse período. Como instrumento metodológico de pesquisa qualitativa utilizamos questionários estruturados e semi - estruturados junto a uma equipe profissional de futebol. Após análise dos resultados podemos concluir que existem diversos fatores psicológicos envolvidos dentro de uma concentração esportiva, principalmente fatores que afetam diretamente os atletas, tais como: adversários, condições de campo, torcida, compra, venda e dispensa de jogadores, essas informações sempre são trabalhadas, o que mostra um fator positivo da concentração para os jogadores. Porém, a comissão técnica deve ter a certeza de estar trabalhando com uma linha correta, pois assim, as informações poderão ser revertidas positivamente para os atletas. Um ponto intrigante que precisa ser desvendado é o fator comunicação externa pessoal dos atletas, pois, algumas informações são vetadas por dirigentes. Essas informações criam grande expectativa aos atletas que em algumas vezes são abordados em campo pela mídia e ficam sabendo assim de determinadas informações, sendo assim pego de supetão e tendo reações muitas vezes negativas. A concentração mostra - se muitas vezes eficiente e necessária, porém as vezes existem abusos, o que torna a concentração "chata" e com o aspecto de prisão. Fica como sugestão , uma concentração de períodos curtos um ou dois dias antes da partida (a variação ocorre devido a situações mais críticas), em que os jogadores participem de palestras, discussões dos objetivos da equipe e tudo que acontece ao seu redor.
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Comparação da contribuição anaeróbia dos membros superiores e inferiores entre os tiros de 100 e 200 metros nado peito
Kokubun, E.; Perandini, L.A. ; Nakamura, P.M.
Unesp-Rio Claro

COMPARAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO ANAERÓBIA DOS MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES ENTRE OS TIROS DE 100 E 200 METROS NADO PEITO Eduardo Kokubun, Luiz Augusto Buoro Perandini, Priscila Missaki Nakamura Laboratório de Biodinâmica, Departamento de Educação Fïsica, UNESP - Rio Claro As avaliações do custo energético do nado, apesar de sua relevância, são escassas. Além disso, a distribuição deste custo entre os membros superiores e inferiores, pode ter implicações para estabelecer estratégias de treinamento ou de competição. O propósito deste estudo foi o de comparar as contribuições anaeróbias dos membros superiores e inferiores em tiros de 100 e 200m nado peito através do modelo de Potência Crítica. Este modelo já tem sido usado por outros autores e sua grande vantagem está no fato de ser um método não invasivo, conseqüentemente de baixo custo e de fácil aplicabilidade. Participaram do estudo 7 nadadores com no mínimo dois anos de experiência, os quais foram submetidos primeiramente a tiros máximos de 75 e 150m braço e perna peito, em piscina de 25m. Estes resultados foram ajustados ao modelo da velocidade crítica, D=CNA + Vcxtempo (CNA=Capacidade de Nado Anaeróbio, VC=Velocidade Crítica) e utilizado para estimar o tempo para percorrer 75m na VC (tempo crítico: tc) do braço e da perna peito. Em seguida os nadadores realizaram tiros máximos de 200 e 100m peito, seguido imediatamente de tiros de 75m braço ou perna peito (td). Com estes dados calculou-se a razão entre o tempo dos tiros logo após os tiros máximos e o tempo crítico (td/tc): se o valor apresentado fosse <1, significaria que as reservas anaeróbias não tinham sido totalmente esgotas, enquanto que se a razão fosse >1, as reservas anaeróbias teriam sido totalmente esgotadas. A razão td/tc, para o braço, após o tiro de 200m nado peito completo (1,042 + 0,052) não apresentou diferença significativa em relação a razão após o tiro de 100m nado peito (1,043 + 0,083). Porém, a razão td/tc, para a perna, após o tiro de 200m nado peito completo (1,036 + 0,055) apresentou diferença significativa em relação a razão após o tiro de 100m nado peito (1,00 + 0,035). Esses resultados sugerem que a distância de nado afeta somente a depleção de reservas anaeróbias nas pernas, porém, não nos braços. Este estudo tem apoio da PIBIC/CNPq.
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A Realidade das Academias de Caxias do Sul/RS em Relação ao Diabetes Mellitus
Kraemer, E.C.; Rosa, C.T.P.; Rodolphi, L.E.; Calcagnotto, M.H.; Giani, M.S.; Cechin, S.M.
Universidade de Caxias do Sul

A REALIDADE DAS ACADEMIAS DE CAXIAS DO SUL/RS EM RELAÇÃO AO DIABETES MELLITUS Eliane Carla Kraemer, Carla Tatiane Pretto da Rosa, Luís Eduardo Rodolphi, Maria Helena Calcagnotto, Michele Sabrina Giani, Solange Maria Cechin Grupo de Iniciação à Pesquisa em Educação Física (GIPEF) - Universidade de Caxias do Sul Sabe-se que a atividade física é um dos recursos mais utilizados pelos portadores de Diabetes Mellitus (DM) na busca por uma melhor qualidade de vida, porém, esse resultado só será alcançado quando os profissionais de Educação Física que atuam em academias estiverem preparados para atender essa clientela. Torna-se relevante, verificar a incidência de alunos diabéticos bem como o atendimento realizado a essa população nas academias de Caxias do Sul. Para tal, foi utilizado um questionário, com perguntas abertas e fechadas avaliadas quantitativamente, aplicado aos proprietários e/ou coordenadores de 26 academias na cidade de Caxias do Sul/RS. Todos os entrevistados concordaram em participar dessa pesquisa através de um termo de compromisso. Segundo os dados obtidos, 46,1% das academias possuem alunos portadores de DM, 7,7% desconhecem essa existência e 46,2% não possuem. Das academias que possuem alunos diabéticos: apenas 1% realiza o teste de hemoglobina glicolisada; 99% não realiza o teste sendo o aluno o responsável pelo seu próprio controle glicêmico; 50% aplicam exercícios e cuidados específicos para os portadores de DM; 50% atendem de modo generalizado sem restrições. Conforme os resultados obtidos, a grande maioria das academias que possuem alunos diabéticos não estão preparadas adequadamente para atendê-los, o que propicia um maior risco, tanto para o cliente quanto para a academia, pois os diabéticos só devem realizar atividade física se a sua glicose sangüínea estiver bem controlada. A prática de exercícios com níveis glicêmicos muito elevados ou muito baixos é perigosa. Altos níveis predispõem a ocorrência de cetose e os níveis baixos podem levar à hipoglicemia. Deve-se tomar cuidado com a hipoglicemia durante o exercício. Para tanto, um médico deve orientar a dosagem de insulina adequada para a prática do exercício. A dosagem da glicose sangüínea antes e depois do exercício é útil para se determinar as modificações na administração da insulina. Por fim, os diabéticos que pretendem realizar atividade física devem ter seus níveis glicêmicos bem controlados e devem ter acompanhamento médico para se adequarem as menores doses de insulina ou hipoglicemiantes orais. A partir desses dados, comprova-se a importância de uma melhor qualificação dos profissionais que trabalham com essa população, bem como a importância de um trabalho multiprofissional.
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Efeito da atividade física de alta e baixa intensidade sobre o peso relativo das glândulas adrenais de ratos Wistar.
Lana, A.C.; Gonçalves, I.D.; Paulino, C.A.
Universidade Bandeirante de Sao Paulo - UNIBAN

EFEITO DA ATIVIDADE FÍSICA DE ALTA E BAIXA INTENSIDADE SOBRE O PESO RELATIVO DAS GLÂNDULAS ADRENAIS DE RATOS WISTAR Ademir da Costa Lana, Ivair Donizeti Gonçalves, Célia Aparecida Paulino Universidade Bandeirante de São Paulo - Mestrado em Reabilitação Neuromotora - UNIBAN / SP Os exercícios físicos podem estimular várias respostas, como as reações de estresse, que envolvem a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e induzem a liberação de ACTH e estímulo das glândulas adrenais, com conseqüente síntese e secreção de hormônios glicocorticóides. Neste trabalho analisou-se o efeito dos exercícios físicos de alta e baixa intensidade, em esteira ergométrica, sobre o peso das glândulas adrenais. Foram utilizados ratos Wistar adultos, machos, com peso corporal entre 180-200g (no início dos experimentos); estes animais foram divididos em quatro grupos (N=8-12): treinados em alta e baixa intensidade e seus respectivos grupos controle não treinados. Os ratos treinados em baixa intensidade iniciaram o treinamento a uma velocidade progressiva de 5 até 15 m/min no final do treinamento, por um período de tempo inicial de 25 até 60 min no final do treinamento, 5 vezes/semana/12 semanas. Os ratos treinados em alta intensidade iniciaram a uma velocidade de 5 até 25m/min, 5 vezes/semana/11 semanas. Todos os ratos não treinados foram colocados na esteira desligada, apenas para simular as condições de manipulação dos animais. Ao final dos experimentos, os ratos foram pesados e, em seguida, submetidos à anestesia profunda para eutanásia e posterior adrenalectomia; as adrenais (direita e esquerda) foram pesadas em balança analítica (Marte) e seus pesos relativos calculados. Os resultados mostraram aumento significativo no peso relativo das adrenais dos ratos treinados em baixa intensidade (P<0,01) e em alta intensidade (P<0,001). Houve aumento significativo (P<0,05) no peso das adrenais dos ratos treinados em alta intensidade, comparados com os treinados em baixa intensidade. E não houve alteração no peso das adrenais dos grupos de ratos controles. Assim, estes resultados indicam que a atividade física proporciona alterações metabólicas no organismo, que podem ser moduladas pelos hormônios das adrenais, justificando a hipertrofia destas glândulas, e este efeito é proporcional ao programa de exercícios físicos aplicados. Apoio: UNIBAN.
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Expectativas e concepções dos vestibulandos que concorreram a vagas para o curso de licenciatura em Educação Física
Leitão, A.S.P.; Santos, R.L.R.; Souza, G.S.
UNESP-Bauru

EXPECTATIVAS E CONCEPÇÕES DOS VESTIBULANDOS QUE CONCORRERAM A VAGAS PARA O CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Arnaldo Sifuentes Pinheiro Leitão Ricardo Luiz dos Reis Santos Giovana Straioto de Souza UNESP-Bauru Partindo do pressuposto que as concepções construídas ao longo da vida do vestibulando podem influenciar suas decisões ao longo de sua carreira profissional, o presente trabalho investigou as expectativas e concepções que os vestibulandos concorrentes à licenciatura em Educação Física da UNESP/Bauru tem sobre tal curso. Foram entrevistados trinta e três sujeitos, abordados ao sair da prova de aptidão da mesma instituição, a coleta foi feita através de entrevista estruturada, contendo seis questões, e a análise de dados foi feita baseada na pesquisa qualitativa. Os resultados mostraram que: 13 relataram a licenciatura como responsável para formar o professor que irá dar aula em escola; 12 entendem que a licenciatura habilita o profissional para dar aula em escola e em outras áreas consideradas não formais; 08 não souberam responder; 08 se interessaram pelo curso porque querem aprender sobre o esporte, seja com relação à técnica, o modo correto de executar o movimento, regras, ou como ensinar a praticar; 05 salientaram que têm interesse em aprender sobre o corpo, voltando-se para a perspectiva da saúde; 05 vêem o curso dividido em teoria e prática; 02 manifestaram o interesse em seguir carreira acadêmica; 02 prestigiaram a universidade pública salientando que ela garante uma boa formação; 29 pretendem trabalhar em diversas áreas como escola, academia, recreação, escolinhas, clubes, sendo que 16 dos anteriores querem trabalhar com esporte, enquanto 04 pretendem trabalhar só em escolas; os 16 que não citaram a escola como campo de trabalho, disseram manifestar essa opinião porque a instituição e os professores são desvalorizados, os 04 que pretendem trabalhar em escolas disseram que querem incentivar o esporte, educar e trabalhar com crianças; 12 acham que na escola deve ser ensinado o esporte, enquanto 13 relataram que deve ser ensinado exercícios relacionados à saúde e ao lazer, 08 não souberam responder. Podemos perceber que a desvalorização docente tem contribuído para minimizar o interesse dos futuros-alunos para a escola, fazendo com que os espaços não-escolares se mostrem mais atrativos. Nota-se também uma ausência clara do conteúdo mais adequado para as aulas, o que pode significar que esses futuros-alunos passaram por situações escolares pouco contributivas no que se refere à Educação Física. Tais elementos devem alertar o processo formativo (nas licenciaturas) em prol da reconstrução dessas expectativas e concepções para que estes futuros-alunos passem a ver a Educação Física a partir de outras perspectivas e se responsabilizem pelas suas melhorias.
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Variáveis de desempenho no ciclismo, obtidas no campo e laboratório
Leite, G.S.;
Unesp , Unimep

VARIÁVEIS DE DESEMPENHO NO CICLISMO, OBTIDAS NO CAMPO E LABORATÓRIO Gerson dos Santos Leite1,2, Aline Beatriz Pires3, Luiz Fernando Paulino Ribeiro3, Pedro Balikian Júnior3 1 -UNESP - Bauru, 2 - UNIMEP, 3 - UNOESTE - Presidente Prudente O treinamento desportivo de alto rendimento utiliza variáveis fisiológicas para a determinação da intensidade de treinamento e predição de performance. OBJETIVO: Determinar o Limiar de Lactato (LL), intensidade de VO2max (iVO2max) e o VO2max em um único teste no ciclo ergômetro e correlacioná-los com a performance de ciclistas nas distâncias de 5 e 20 km, obtidas em teste de campo. MÉTODOS: Oito ciclistas do sexo masculino, fizeram em dias distintos os seguintes testes: ergoespirométrico de laboratório no ciclo ergômetro (BIOTEC 2100, CEFISE) com coleta de sangue e incrementos de ~ 22 watts (0,25 kp) a cada 2 min até a exaustão voluntária e testes individuais contra relógio de 5 e 20 km em pista de atletismo concretada, sendo o tempo e velocidade determinados por fotocélulas e software específico (SPEED TEST 4.0, CEFISE). Os dados foram analisados pelo coeficiente de correlação de Pearson. RESULTADOS: VO2max absoluto de 4,0 0,6 L.min-1 e relativo de 58,2 4,9 ml.kg-1.min-1, iVO2max de 324 32 watts, LL de 225 17 watts, FC de LL 155 11 bpm e %VO2max de 66,7 7,6. Nos testes de campo os resultados foram os seguintes: tempo de 7,56 0,3 min e 33,2 1 min, velocidades de 39,8 1,6 e 36,1 1,1 km/h para 5 e 20 km respectivamente. As maiores correlações encontradas foram para VO2max absoluto (r = -0,76 e 0,77) com o tempo e velocidade dos 5 km, VO2max relativo (r = -0,67 e 0,68) com o tempo e velocidade dos 20 km e a iVO2max (r = -0,86 e 0,85) com o tempo e a velocidade dos 5 km. O LL independente da forma expressada não apresentou boa correlação com os testes de campo. CONCLUSÃO: A performance aeróbia de curta e média duração foi mais influenciada pelo VO2max e iVO2max, sendo o LL pouco correlacionado com os testes de campo, não devendo ser utilizado como referência para o treinamento e predição de performance para este grupo nas distâncias estudadas, sendo possivelmente melhor correlacionado com eventos de longa duração ( > 30 min).
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Estudo dos efeitos do treinamento físico do projeto de extensão condicionamento físico da FEF- Unicamp nas variáveis da composição corporal.
Leite, S.T.; Alonso, P.T.; Casentini, F.B.; Forti, V.A.M.

ESTUDO DOS EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO DO PROJETO DE EXTENSÃO CONDICIONAMENTO FÍSICO DA FEF/UNICAMP NAS VARIÁVEIS DA COMPOSIÇÃO CORPORAL SABRINA TOFFOLI LEITE1, PAULA TATIANE ALONSO2, FERNANDA BRIESE CASENTINI2, VERA APARECIDA MADRUGA FORTI3. (1) GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA/UNICAMP; (1) BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CNPQ, (3) DEAFA/FEF /UNICAMP. Foi aplicado um programa de Condicionamento Físico por 8 semanas, 3 sessões/semanais, na FEF-UNICAMP, sendo cada sessão constituída por: 25 minutos de exercícios de resistência muscular localizada, seguidos de 25 minutos de exercícios aeróbios. Foram analisadas as alterações na composição corporal em 14 mulheres sedentárias, com média de idade de 22,8 2,97, nas seguintes variáveis: Peso, Altura, IMC e Dobras Cutâneas (subescapular, suprailiaca e coxa). Na análise dos resultados foi utilizado o pacote estatístico "S-PLUS" (version 5 - 2000) e o nível de significância foi de p<0,05. Os resultados mostraram que não houve alteração significativa em nenhuma das variáveis analisadas, apesar de ter ocorrido aumento nos valores medianos do Peso Corporal (inicial=58,4 e final=58,8), IMC (inicial=20,86 e final=21,42), Peso Magro (inicial=41,21 e final=41,81), Peso Gordo (inicial=17,27 e final=17,30) e Densidade Corporal (inicial=1,03 e final=1,04). No entanto em relação aos valores medianos obtidos para o Porcentual de Gordura Corporal mostraram que ocorreu redução (inicial=29,26 e final=28,3). Dessa forma, podemos concluir que ocorreram melhoras nas variáveis antropométricas e na composição corporal sendo eficiente para redução da porcentagem de gordura corporal com pouca alteração na massa magra, demonstrando mais uma vez que ao realizarmos exercícios físicos regulares podemos ter benefícios fisiológicos, apesar das diferenças não atingirem significância estatística; provavelmente isso ocorreu devido ao curto período de treinamento físico.
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Efeitos do treinamento físico sobre o metabolismo e crescimento ósseo de ratos administrados com Dexametasona
Leme, J.A.C.A.; Pauli, J.R.; Crespilho, D.; Gomes, R.J.; Luciano, E.
Departamento de Educação Física- Unesp- Rio Claro

EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO SOBRE O METABOLISMO E CRESCIMENTO ÓSSEO DE RATOS ADMINISTRADOS COM DEXAMETASONA José Alexandre Curiacos de Almeida Leme; José Rodrigo Pauli; Daniel Crespilho; Ricardo José Gomes; Eliete Luciano. Departamento de Educação Física- Unesp- Rio Claro O objetivo deste foi verificar a ação do exercício físico sobre aspectos metabólicos e crescimento ósseo em animais administrados com dexametasona. Os ratos foram distribuídos em: Controle Sedentário(CS); Controle Treinado(CT); Dexa Sedentário (DS) e Dexa Treinado(DT). O treinamento consistiu de natação por 60 minutos, 5 dias/semana, durante 10 semanas, com sobrecarga de 5% do peso. Neste tempo administrou-se a dexametasona subcutânea (2µg/150µg de NaCl), 5 dias/semana. Na 9ª semana realizou-se o teste de tolerância à insulina (ITT). Após o sacrifício retirou-se amostras de sangue para análise da glicose sérica e do gastrocnêmico para averiguar o glicogênio. As tíbias esquerdas foram pesadas e medidas. Nos resultados, a taxa de remoção de glicose foi menor no DS. A glicose sérica não apresentou diferenças e o treinamento aumentou os estoques de glicogênio muscular. O CT apresentou maior peso tibial que os demais estudados. Concluímos que a droga induz resistência à insulina e compromete o desenvolvimento ósseo; o treinamento reverte estes aspectos e promove aumento nos níveis de glicogênio hepático e que o exercício físico pode ser útil quando se usa dexametasona.
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Motivos de aderência à prática do remo na cidade de São Paulo
Lemos, A.R.; Gouvêa, F.C.
Instituto Presbiteriano Mackenzie

MOTIVOS DE ADERÊNCIA À PRÁTICA DO REMO NA CIDADE DE SÃO PAULO Acácio Roberto Lemos e Fernando César Gouvêa Instituto Presbiteriano Mackenzie O remo é uma modalidade esportiva olímpica praticada em quase todo o planeta, na cidade de São Paulo, ele é praticado por um seleto grupo de atletas que se empenham em fomentar a modalidade de forma amadora. Neste contexto o presente estudo visou verificar os motivos de aderência à prática de remo neste município, sendo que a pesquisa se concentrou em verificar os fatores motivacionais extrínsecos e fatores motivacionais intrínsecos relacionados ao praticante. Fizeram parte da amostra 30 sujeitos praticantes de remo, com idade mínima de 13 anos e idade máxima de 35 anos, de ambos os sexos, que praticavam a atividade a mais de um ano. Como instrumento metodológico utilizamos um questionário referente à identificação de motivos extrínsecos e intrínsecos, contendo 18 afirmações adaptadas ao treinamento de remo. Cada afirmação foi respondida através de uma escala Likert de afirmativas. Os principais resultados demonstraram uma tendência a prática relacionada a fatores motivacionais intrínsecos, com o gosto pela atividade física e dedicação máxima ao esporte e prazer na prática da atividade, sendo estes muito importantes para a continuidade da prática e formação da personalidade. Também foram apontados fatores extrínsecos como o reconhecimento e integração ao grupo, podendo estes serem utilizados pelo treinador como feedback ao atleta para aumentar seu senso de competência, tornando à prática mais prazeroza e produtiva, atendendo assim as expectativas dos praticantes. PALAVRAS CHAVE: REMO, MOTIVAÇÃO, ADERÊNCIA
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Motivação para o desenvolviemnto do conteúdo dança nas aulas de Educação Física no ensino médio
Leucas, C.R.; Andrade, H.R.
Colégio Batista Mineiro

MOTIVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO. Cláudia Barsand Leucas e Hélio Ribeiro de Andrade Colégio Batista Mineiro - Unidade Belo Horizonte A Dança na Educação Física, como conteúdo, tem encontrado resistências principalmente com o público masculino. Como motivar a participação e o interesse para um conteúdo tão rico? Buscando resposta para este questionamento, encontramos apoio interdisciplinar em uma atividade de literatura onde são reproduzidos todos os costumes do séc. XIX em um Sarau Literário. Sendo a Dança um dos costumes marcantes do séc. XIX, a educação Física contribui com o estudo das danças clássicas da época onde os alunos vivenciam três momentos. O primeiro momento é marcado por uma pesquisa direcionada aos alunos sobre a Valsa, destacando sua origem, influências e costumes da época. No segundo momento as aulas são marcadas pela vivência prática da Valsa, compasso e coreografia. O terceiro momento destaca-se pala apresentação coreografada do conteúdo no evento interdisciplinar "Sarau Literário". Neste evento, mesmo os alunos que não participaram da apresentação, tiveram a oportunidade de conhecer e vivenciar a Dança como conteúdo e que tanto contribui para os costumes nos dias hoje. Verificou-se que a metodologia empregada foi um fator motivador uma vez que os alunos puderam participar de forma integral do conteúdo e não apenas na prática pela prática da Dança. A organização do conteúdo foi fundamental para o sucesso das aulas, verificado em avaliação feita com os alunos após o evento.
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Influência da antropometria e composição corporal na impulsão horizontal e vertical das seleção brasileira de handebol junior 2004
Levien Junior, M.A.A.; Pelegrini, A.; Silva, J.U.; Silva, K.E.S.
Faculdade Assis Gurgacz

- INFLUÊNCIA DA ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL NA IMPULSÃO HORIZONTAL E VERTICAL DAS SELEÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOL JUNIOR 2004 Marco Antonio Angelo Levien Junior, Andreia Pelegrini, Joacyr U. Silva, Karina Elaine de Souza Silva Grupo de Pesquisa em Aptidão Física - Faculdade Assis Gurgacz - Cascavel-PR O objetivo do presente estudo foi o de verificar a influência das características antropométricas e composição corporal na impulsão horizontal e vertical da Seleção Brasileira de Handebol Junior, participante do Campeonato Sul-americano Junior 2004, realizado no município de Cascavel - PR. Fizeram parte da amostra 16 atletas com idade entre 17 e 18 anos. As variáveis antropométricas mensuradas foram peso, estatura, dobras de tecido adiposo subcutâneo de tríceps, bíceps, subescapular. O teste de impulsão vertical foi realizado em uma plataforma de salto e o teste de impulsão horizontal seguindo os procedimentos descritos por Johnson & Nelson (1979), ambos utilizaram o auxílio dos braços. Na análise dos dados foi empregada estatística descritiva com valores de média e desvio padrão. Para a verificação da influência das características antropométricas e composição corporal na impulsão horizontal e vertical foi empregada a análise de correlação linear de Pearson (nível de significância p<0,05). Os resultados indicaram que as variáveis de composição corporal IMC e % Gordura apresentaram correlação negativa e significativa com o desempenho no teste de impulsão vertical. Seleção Brasileira r Impulsão Vertical r Impulsão Horizontal Varáveis Média e Dp Massa Corporal (kg) 66,47 7,74 -0,47 -0,15 Estatura (cm) 175,00 0,08 0,24 0,36 IMC (kg/m²) 21,75 2,91 -0,57* -0,37 %Gordura 9,98 3,68 -0,64* -0,43 Salto horizontal (cm) 201,50 16,47 - - Salto vertical (cm) 37,43 4,20 - - * p<0,05 Conclui-se que a adiposidade parece exercer influência negativa para a impulsão vertical das atletas da Seleção Brasileira de Handebol Feminino, participantes do Campeonato Sul-americano Junior 2004, realizado no município de Cascavel - PR.
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Conflitos esportivos ou conflitos políticos? uma análise dos Jogos Olímpicos durante a guerra fria.
Lico, F.A.A.; Rubio, K.
Escola de Educação Física e Esporte - USP

CONFLITOS ESPORTIVOS OU CONFLITO POLÍTICO? UMA ANÁLISE DOS JOGOS OLÍMPICOS DURANTE A GUERRA FRIA. Flávio de Almeida Andrade Lico e Kátia Rubio Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo - EEFEUSP Pensar o esporte e sua relação com a sociedade contemporânea é uma atividade no mínimo o interessante. Isso porque falamos de uma sociedade em constantes e significativas transformações e que tem no esporte um de seus fenômenos socioculturais mais relevantes. A máxima expressão da importância do esporte na sociedade atual é percebida de quatro em quatro anos nas edições dos Jogos Olímpicos. O tamanho, a importância e a notoriedade alcançada pelos Jogos Olímpicos fizeram desse evento algo financeiramente rentável, possuidor de uma influência política dentro e fora do meio esportivo. O presente trabalho analisa o período compreendido entre os anos de 1948 (Jogos Olímpicos de Londres) e 1984 (Los Angeles), período chamado por Rubio (2004) de "fase de conflito". É nessa fase que a indissociável relação esporte-política se mostra de maneira mais acentuada, principalmente pela reprodução, nas arenas esportivas, dos conflitos internacionais envolvendo os sistemas de governo socialista e capitalista. A oposição dos sistemas de governo trouxe para o campo esportivo muitas das características presentes nos embates da guerra fria. O esporte e, sobretudo os Jogos Olímpicos, funcionaram como palco para que os blocos mostrassem seus potenciais humanos e sua superioridade sobre o resto do mundo, e para que isso acontecesse de maneira efetiva, muitos investimentos foram feitos em pesquisas que buscavam a melhoria dos métodos e técnicas de treinamento. Positivos ou negativos, os reflexos sociais e esportivos dessa fase são inegáveis e a compreensão desse período nos ajuda a entender muito do que existe em nossa sociedade e em nossa área de atuação nos dias de hoje. Financiado pela CAPES
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Metodologia para a descrição de padrão cinemático de movimentos humanos através da projeção estereográfica
Lima Jr., R.S.; Santiago, P.R.P.; Thomaz, T.; Moura, F.A.; Wisiak, M.; Barbieri, F.A.; Cunha, S.A.
Unesp - Rio Claro

METODOLOGIA PARA A DESCRIÇÃO DE PADRÃO CINEMÁTICO DE MOVIMENTOS HUMANOS ATRAVÉS DA PROJEÇÃO ESTEREOGRÁFICA Renato de Souza Lima Júnior, Paulo Roberto Pereira Santiago, Tatiane Thomaz, Fabio Augusto Barbieri, Felipe Arruda Moura, Martin Wisiak, Sergio Augusto Cunha. Lab. Análises Biomecânicas - Departamento de Educação Física - UNESP - Campus Rio Claro - SP A Biomecânica permite descrever e quantificar padrões cinemáticos dos movimentos, possibilitando, assim, uma intervenção precisa pelos profissionais de Educação Física. Sendo assim, esta pesquisa teve como objetivo apresentar uma metodologia para descrever um padrão cinemático dos movimentos da coxa através da utilização da projeção estereográfica. Para este estudo 1 participante do gênero masculino com 22 anos de idade realizou os movimentos de adução/abdução, flexão/extensão, rotações interna/externa, da articulação do quadril. Estes movimentos foram filmados por quatro câmeras digitais da marca JVC-GR DVL9800, posicionadas próximas ao plano frontal (vista anterior e posterior), sagital (vista esquerda e direita) em relação ao participante. Foram fixados 12 marcadores passivos de isopor branco de 2,5 cm de diâmetro, nos seguintes pontos anatômicos: espinhas ilíacas postero-superiores direita e esquerda, espinhas ilíacas ântero-superiores direita e esquerda, trocânter maior do fêmur, epicôndilo lateral do fêmur, cabeça da fíbula, tuberosidade da tíbia, maléolo lateral, calcâneo e falange distal do quinto metatarso. Deste modo, foram definidos, os segmentos coxa, perna e pé. Para este trabalho, utilizaram-se apenas os marcadores que definem o segmento coxa, pois neste caso o quadril é a articulação com maior grau de liberdade. Após as filmagens, as imagens foram capturadas e armazenadas no computador. Através da utilização do software Dvideow (Barros et al, 1999, Figueroa et al, 2003), foram realizados os processos de desentrelaçamento das imagens, medições, sincronização e reconstrução tridimensional. Em seguida através do software Matlab 6.5 os dados foram suavizados através da função LOESS (Cunha, 1998). Logo após, realizou-se a projeção estereográfica dos vetores normalizados (Cunha et al, 1999). Conclui-se que a projeção estereográfica é uma forma eficiente para identificar padrões cinemáticos de qualquer movimento humano, assim como verificar sutis alterações no decorrer do mesmo. Financiado por: PIBIC/CNPq, FUNDUNESP e FAPESP (00/07258-3)
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Análise da coordenação viso-cefálica em lactentes jovens
Lima, C.D.; Carvalho, R.P.; Tudella, E.
Universidade Federal de São Carlos

ANÁLISE DA COORDENAÇÃO VISO-CEFÁLICA EM LACTENTES JOVENS Carolina Daniel de Lima, Raquel de Paula Carvalho, Eloísa Tudella UFSCar - Departamento de Fisioterapia - Núcleo de Estudos em Neuropediatria e Motricidade A coordenação viso-cefálica (CVC) está presente no recém-nascido, de forma rudimentar, desde os primeiros dias de vida. Nos quatro primeiros meses sua velocidade e amplitude aumentam gradativamente e torna-se mais habilidosa. Tal habilidade resulta da maturação do SNC e das influências ambientais. Este trabalho teve por objetivo verificar a influência da orientação corporal no desempenho da CVC em lactentes jovens. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais, avaliamos 13 lactentes saudáveis (17,54 +/- 5,88 dias) nascidos a termo (idade gestacional de 38,54 ± 0,66 semanas). Estes foram testados uma única vez, em supino na cadeira de avaliação infantil reclinável, em 4 condições experimentais: (1) 0°, sem semi-flexão de pescoço; 2) 0°, 3) 15°; e 4) 35° associadas com semi-flexão de pescoço. Os lactentes permaneceram 2 minutos em cada condição e o experimento foi filmado por três câmeras digitais. Após o lactente fixar o olhar no cartão de estimulação visual, este era movido lentamente no plano transverso, em toda amplitude ou até que o lactente desviasse seu olhar. Consideramos fixação de olhar quando o lactente mantinha seu olhar sobre o cartão por 3segundos. Acompanhamento visual foi considerado quando havia fixação de olhar e, consecutivamente, os olhos acompanhavam o movimento do cartão. CVC foi considerada quando havia acompanhamento visual associado com movimento de cabeça. Constatamos que 66% dos movimentos realizados iniciaram-se com a cabeça lateralizada, sendo 57% à esquerda. As condições 2, 3 e 4 favoreceram aumento da freqüência de fixação de olhar, acompanhamento visual e CVC, embora não tenha sido significativo e, dos 12 lactentes que realizaram CVC ultrapassando a LM , 9 (75%) apresentaram melhor desempenho nessas condições. A ANOVA constatou que as condições 2 e 4 favoreceram significativamente o início de movimentos na linha média (p= 0,06). Concluímos que a orientação corporal influenciou o desempenho da CVC em lactentes jovens, pelo aumento da freqüência de fixação de olhar, acompanhamento visual e CVC, além de favorecer o inicio de movimentos na linha média. FAPESP (IC).
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O comportamento motor de crianças de 10 anos em ambiente natural e em aulas de Educação Física: um estudo inicial
Lima, D.A.; Catenassi, F.Z.; Reis, E.H.; Zanutto, D.P.; Cândido ,C.R.C.
1 Universidade Estadual de Londrina/GEPEDAM, 2 Universidade Estadual de Londrina

O COMPORTAMENTO MOTOR DE CRIANÇAS DE 10 ANOS EM AMBIENTE NATURAL E EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM ESTUDO INICIAL Débora Alonso de LIMA 1 , Fabrizio Zandonadi CATENASSI 1, Eduardo Henrique REIS, Diogo Polimeni ZANUTTO 2, Cristiane Regina Coelho Cândido 1 1 Universidade Estadual de Londrina/GEPEDAM, 2 Universidade Estadual de Londrina As crianças na faixa etária de dez anos estão em complexos processos de mudança nos níveis de desenvolvimento do movimento, partindo rumo a padrões maduros e a movimentos mais especializados. Nesse sentido, grande parte do desenvolvimento motor dedica sua atenção ao desenvolvimento infantil, na tentativa de estabelecer conteúdos sobre os níveis de desenvolvimento das crianças e uma das questões está ligada a vivência motora dentro das aulas de Educação Física. Existem poucos estudos que forneçam comparações entre as aulas e as atividades motoras realizadas no ambiente natural da criança, no intuito de salientar o papel das aulas de Educação Física como um instrumento que privilegie a vivência motora, ansiando potencializar o desenvolvimento motor. Nesse sentido, foram analisadas 6 crianças com idade aproximada de 10 anos, em dois momentos: na aula de Educação Física e no recreio, em ambiente natural. Para a análise, cada criança foi filmada em fita VHS por 10 minutos em cada situação, sendo que a análise posterior foi realizada a partir da lista de checagem adaptada de Manoel, Coelho, Basso e Laurenti (2001), sendo selecionados aspectos envolvendo as seguintes categorias motoras: unidades motoras (locomotoras, manipulativas e estabilidade dinâmica) e unidades posturais. Nas características locomotoras, percebeu-se uma maior freqüência das ações andar, correr e saltar nas aulas de Educação Física e da ação carregar no recreio. Quanto às ações manipulativas, observou-se maior freqüência das ações chutar e arremessar na aula de Educação Física e segurar e receber no intervalo. Em relação à estabilidade dinâmica, todas as crianças apresentaram somente o padrão parado. E, por fim, sobre as unidades posturais, o padrão em pé foi o mais freqüente nas aulas de Educação Física, enquanto que as ações sentado e deitado foram mais freqüentes no intervalo. Diante disso, percebemos que a área motora das crianças não foi solicitada de forma adequada na aula de Educação Física que, em vista do período de desenvolvimento desta faixa etária, poderia proporcionar a vivência de movimentos mais complexos, no intuito de evitar a sub-utilização dos potenciais motores das crianças.
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Controle postural na parada-de-mãos: coordenação de um sistema com muitos graus de liberdade
Lima, E.S.; Sousa, P.N.; Serrão, J.C.; Mochiki, L.
1-Laboratório de Sistemas Motores Humanos; Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São

CONTROLE POSTURAL NA PARADA-DE-MÃOS: COORDENAÇÃO DE UM SISTEMA COM MUITOS GRAUS DE LIBERDADE Elke dos Santos LIMA1; Patrícia Nascimento SOUSA*1; Julio Cerca SERRÃO2; Luis MOCHIZUKI2 1-Laboratório de Sistemas Motores Humanos; 2-Laboratório de Biomecânica Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo Na posição bipodal ereta as principais estratégias de controle para a manutenção da estabilidade postural envolvem as articulações do joelho, tornozelo e quadril. Na posição invertida, postura conhecida como parada-de-mãos na Ginástica Olímpica, há um aumento do número de articulações envolvidas, ampliando-se as exigências de controle e coordenação para a manutenção postural. O objetivo deste trabalho foi estudar os padrões de deslocamento angular das articulações selecionadas durante a manutenção da posição invertida. Participaram quatro ginastas do sexo masculino (23,2+2,9 anos de idade), competidores em campeonatos regionais. A análise foi baseada em três tentativas de 30s, nas quais os participantes deveriam manter uma postura estável. Foram colocadas marcas refletivas nos seguintes acidentes anatômicos: quinto metacarpo, processo estilóide, epicôndilo da ulna, quarta costela na linha axilar média, crista ilíaca, trocânter, côndilo lateral, maléolo, quinto metatarso. As imagens foram captadas com uma câmera digital (Sony, 30 Hz). Após a digitalização, foi utilizado o método DLT para reconstrução das coordenadas reais. A série temporal destas coordenadas foi filtrada (passa - baixa Butterworth 2ªordem, 20 Hz), removida a tendência linear e suavizadas com spline cúbico. Calculamos a variação angular de cada articulação estudada, considerando para a análise apenas o intervalo entre 10 e 20 s. Foi aplicada a análise de correlação cruzada (máximo lag=100 ms) entre as variações angulares das articulações. Todas as operações sobre arquivos foram feitas em rotinas elaboradas no Matlab 6.5. Destacamos apenas os resultados com coeficiente de determinação r2>0,70, identificadas nas relações das articulações da crista ilíaca x quadril (lag=0,04s), e quadril x joelho (lag=0,02s). A correlação de determinação destas articulações para lag=0,0s foi r2>0,80. Podemos concluir que entre as estratégias para o controle postural na parada-de-mãos destaca-se a ação conjunta de movimentos do tronco, quadril e joelhos. * Bolsista CAPES
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A Educação Física nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental: um Estudo Exploratório
Lima, J. P.; Nébias, C.
Universidade de São Paulo - USP

A EDUCAÇÃO FÍSICA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO LIMA, Josiene Pinheiro de NÉBIAS, Cleide. Universidade São Marcos A pesquisa exploratória, de caráter qualitativo, teve como objetivo verificar o sentido que alguns professores especialistas e de classe, que ministram aulas de 1a a 4a série do ensino fundamental, assim como coordenadores e diretores de escola dão às aulas de educação física nessas séries. Foram entrevistados 8 professores especialistas em educação física, 8 professores polivalentes, 6 coordenadores e diretores de 6 escolas da rede estadual paulista localizadas na zona sul. Pela análise dos dados coletados pudemos constatar que o sentido de educação física para os especialistas, professores polivalentes, diretores e coordenadores é semelhante, ou seja, trata-se de uma disciplina que colabora para o aprendizado de outras e que ajuda no comportamento dos alunos. Esse sentido não corresponde ao objetivo da educação física escolar, pois esta não se resume apenas à essas duas contribuições. Sobre a gestão das aulas, os resultados indicam que os especialistas, por até então terem ministrado aulas somente para alunos das séries finais do ensino fundamental têm dificuldade para assumirem as aulas nas primeiras séries do ensino fundamental. Nesse sentido, os dados obtidos junto aos especialistas entrevistados apontam para a necessidade de cursos de atualização em formação continuada e um trabalho mais integrado com a equipe escolar para que os mesmos possam assumir, com qualidade, as aulas e para que as mesmas cumpram o seu verdadeiro fim, ponto principal que o diferenciará das aulas ministradas pelos professores polivalentes.
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Conduta de cardiologistas e profissionais de Educação Física quanto à orientação e prescrição de exercícios físicos para indivíduos com prolapso de válvula mitral em São José do Rio Pardo e região
Lima, J.F.P.F.; Silva, M.P.
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo

CONDUTA DE CARDIOLOGISTAS E PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À ORIENTAÇÃO E PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA INDIVÍDUOS COM PROLAPSO DE VÁLVULA MITRAL EM SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO 1José Fernando Paiva Fernandes de Lima; 2Márcio Pereira da Silva. 1Licenciado em Educação Física - FFCL São José do Rio Pardo 2Docente do Depto. de Educação Física - FFCL São José do Rio Pardo Prolapso de Válvula Mitral (PVM) é uma patologia relativamente comum na área cardiológica. A prescrição de exercícios físicos com características aeróbias e anaeróbias para indivíduos com PVM, sem restrições médicas ao exercício, visa melhorar suas funções cardíacas e atenuar os sintomas característicos do PVM. O objetivo desse estudo foi avaliar a conduta de profissionais da saúde que atuam em São José do Rio Pardo e região [seis cardiologistas e doze profissionais de Educação Física (1por academia)], os quais foram questionados quanto à orientação para a prática de exercícios e sua prescrição junto a indivíduos com PVM. Cada categoria profissional respondeu a questões específicas sobre a relação entre PVM e exercício. Constatamos haver, na região, (a) uma preocupação dos cardiologistas em indicar atividade física aos portadores de PVM, e (b) preparo dos profissionais que atuam nas academias quanto à prescrição e orientação de programas de exercícios físicos para pessoas com PVM, restritos especialmente à indicação de exercícios aeróbios. Alguns cardiologistas relataram melhoras em seus pacientes que praticavam exercícios. Entretanto, em nenhuma das academias avaliadas havia alunos com PVM praticando atividade, o que sugere a possibilidade de que tais melhoras estivessem relacionadas a programas de exercícios não diretamente orientados por profissionais de Educação Física.
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Intervenção da Ginástica Laboral na qualidade de vida
Lima, L.C.F.P.; Nakamura, P.M.; Bergamaschi, E.; Deutsch, S.
UNESP-RC

INTERVENÇÃO DA GINÁSTICA LABORAL NA QUALIDADE DE VIDA Laisa Cristina Ferreira Pereira Lima1, Priscila Missaki Nakamura1, Elaine Bergamaschi2, Silvia Deutsch1 UNESP- Rio Claro1 UNIP - SJC2; REALCE GINASTICA LABORAL2 Introdução: A promoção da Qualidade de Vida (QV) do trabalhador vem crescendo nos últimos anos, principalmente nos países industrializados. Isso, além de representar uma mudança de paradigma na gestão empresarial proporciona significativa redução nos custos que decorrem o grande número de afastamento por doenças ou acidentes de trabalhos. A Ginástica Laboral (GL) vem sendo utilizada como uma ferramenta que visa melhorar a QV dos funcionários, não só prevenir o aparecimento de lesões músculo-ligamentares ligadas a atividades no ambiente de trabalho - Lesões por Esforços Repetitivos (LER)/ Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho (DORT) mas também, auxiliar na quebra de rotina e redução dos agentes estressores. Objetivo: Verificar a intervenção da GL sobre a QV dos funcionários do Restaurante Universitário (RU) da UNESP-RC. Metodologia: Participaram do estudo 4 funcionários de ambos os sexos do RU, com idade média de 48,75 ± 7,8 anos, todos participantes da GL a mais de 3 anos. A intervenção foi realizada 5 vezes por semana, com a Ginástica Preparatória e duas vezes por semana realizando também a Ginástica Compensatória, com duração de 15 minutos cada sessão. Para a avaliação da QV foi aplicado o Inventario de QV de Lipp (1994) no início do programa, após 6 meses e após 1 ano de intervenção. A análise dos dados foram realizadas segundo a classificação realizada por Lipp. Resultados: Quadrante social não houve diferença entre as três coletas, porém em todas as coletas foi obtido 100% de sucesso, no quadrante afetivo houve uma diminuição de 100% de sucesso para 50% nas duas ultimas coletas, no quadrante profissional houve um aumento progressivo de sucesso de 50% para 75% e para 100%, e por fim no quadrante saúde houve um aumento no sucesso. Conclusão: Conclui-se que a intervenção da GL é eficaz para a melhoria da QV principalmente nos quadrantes social, profissional e saúde. No quadrante afetivo houve uma pequena queda de sucesso que pode ser explicado por questões extra jornada específicas de cada colaborador que não puderam ser trabalhadas no decorrer das atividades de GL.
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O programa energizando talentos da assessoria de projetos e ações para melhoria do trabalho-APA.G-como ferramenta na busca de melhor qualidade de vida para os colaboradores da Empresa Furnas Centrais
Lima, M.M.; Polastrini, N.; Rezende, L.C.B.; Da Cunha, S.M.; Lopes, V.L.D.
Furnas Centrais Elétricas S.A.

O PROGRAMA ENERGIZANDO TALENTOS DA ASSESSORIA DE PROJETOS E ACOES PARA MELHORIA DO TRABALHHO - APA.G - COMO FERRAMENTA NA BUSCA DE MELHOR QUALIDADE DE VIDA PARA OS COLABORADORES DA EMPRESA FURNAS CENTRAIS ELETRICAS. Mairá Moreno Lima, Norberto Polastrini, Luiz Carlos Borges Rezende, Sandra Mª Da Cunha, Vera Lúcia D. Lopes Furnas Centrais Elétricas S.A. A globalização da economia mundial cercada pela competitividade, têm promovido alterações significativas nas relações de trabalho. Os diferenciais competitivos estão cada vez mais pautados na qualidade pessoal e podem gerar níveis de produção muito aquém dos esperados. Alguns fatores tais como a inexistência de procedimentos que tornem o ambiente de trabalho fonte de realização profissional e pessoal comprometem os níveis de qualidade de vida e causam um profundo impacto na produtividade bem como no padrão de excelência exigido pelo mercado. Além disso, fatores motivacionais não-gerenciados no ambiente de trabalho, podem reforçar o quadro de improdutividade, gerar frustrações e alterar diretamente a qualidade de vida do trabalhador. O Programa Energizando Talentos da APA.G, área de RH, da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A, foi elaborado como o objetivo de estimular e desenvolver as potencialidades do corpo técnico-administrativo-gerencial e seu equilíbrio bio-psico-social, conciliando objetivos pessoais e organizacionais. Para alcançar tal meta o programa possui duas diretrizes: (1) promoção e manutenção da qualidade de vida; (2) melhoria das relações humanas no trabalho e está alicerçado em três vertentes: social ,cultural e esportiva. O presente trabalho apresenta as ações/resultados do programa dentro do Departamento de Produção Minas - DRM. O como ferramenta capaz de estimular as inteligências intelectual, emocional e espiritual, via exercício pleno da criatividade, desenvolvendo o trabalho em equipe e contribuindo de maneira determinante no processo de valorização do indivíduo, no aumento de sua auto-estima e conseqüentemente, em sua qualidade de vida.
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A Atuação do Profissional de Educação Física no Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental.
Lima, V.F.; Alves, C.M.C.
Faculdade de Ciências -Departamento de Educação Física- Campus de Bauru.

A ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO PRIMEIRO CICLO DO ENSINO FUNDAMENTAL. Vanessa Fernandes Lima, Cleusa Medina Custodio Alves Faculdade de Ciências -Departamento de Educação Física- Campus de Bauru. Entende-se a Educação Física Escolar como uma disciplina que introduz e integra o aluno na cultura corporal, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la e transformá-la, instrumentalizando-o para usufruir dos jogos, dos esportes, das danças, das lutas e das ginásticas em benefício do exercício crítico da cidadania e da melhoria da qualidade de vida. Com o objetivo de verificar a atuação do profissional de Educação Física no primeiro ciclo do Ensino fundamental, utilizou-se de pesquisa Bibliográfica e de Observação. Participaram um total aproximado de duzentos e setenta alunos, e oito professores selecionados aleatoriamente e distribuídos em dezoito turmas distintas pertencentes a três Escolas da Rede Estadual, localizadas na cidade de Bauru-SP. A Lei n.° 9.394/96 Diretrizes e Base da Educação Nacional e os Parâmetros Curriculares Nacionais foram as fontes primarias de análise e discussão das observações. Obtivemos um resultado alarmante, a maiorias das aulas observadas eram desmotivadas, repetitivas, sem conteúdos e planejamento prévio. Professores de outras disciplinas utilizavam as aulas de Educação Física como recompensa de bom comportamento, fator este, agravado pelo próprio docente da disciplina que, nada faz para demonstrar a importância da mesma. Geralmente não se tem espaço e nem material adequado, são encontrados professores despreparados e desmotivados. Outro problema encontrado foi a realização da prática de atividades físicas durante o período normal de aulas, que enfrenta reclamações por parte de professores de outras disciplinas, no que se refere ao barulho produzido durante as aulas. As atividades observadas foram aplicadas de forma ativista, não havendo nenhuma preocupação com embasamento teórico, demonstrando que estas propostas não apresentam nenhum objetivo a ser alcançado no que diz respeito ao processo de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem motora, desprezando assim, as reais necessidades e expectativas das crianças. Conclui-se, que a Educação Física como componente curricular, tem responsabilidade na concretização do processo de formação e desenvolvimentos de valores e atitudes. Cabe ao professor o papel de coordenar, proporcionar e planejar previamente sua atuação, discutindo, refletindo sobre cada situação ou fato ocorrido. Apesar da sólida discussão presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o que se concretiza no dia-a-dia da escola parece não dar conta destes aspectos.
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O lazer segundo a percepção de hóspedes de um Hotel Fazenda
Lino, A.D.S.; Alves, F.D.

O LAZER SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE HÓSPEDES DE UM HOTEL FAZENDA Anderson Diogo de Souza Lino; Fernando Donizete Alves Centro Universitario Claretiano - Batatais/SP; FCLAR - Unesp - Araraquara/SP A sociedade brasileira se encontra em um rápido processo de urbanização que influi no tipo de expansão urbana, o que acentua a grande preocupação com a economia de espaços, que além de provocar a diminuição das áreas residenciais, vem restringindo gradativamente os espaços livres, em particular os de lazer. O inevitável progresso e, ao mesmo tempo, necessário progresso e desenvolvimento tecnológico faz das pessoas prisioneiras. Com isso, tentar manter e melhorar a qualidade de vida passou de importante para necessária. Nesse sentido, são importantes as discussões em torno do "lazer", seus benefícios, seja como espaço de liberdade, divertimento ou como experiência de crescimento pessoal na manutenção e melhora da qualidade de vida da população. Mas o que significa o lazer para as pessoas? Essa é uma questão que sustenta esse estudo. Assim sendo, este trabalho teve por objetivo investigar o significado da expressão "lazer" para hóspedes de um hotel fazenda localizado na cidade de São Sebastião do Paraíso-MG. Foram entrevistados oito hóspedes, todos adultos, de ambos os sexos e com idade entre trinta e setenta e seis anos. Nas entrevistas, foram abordadas questões voltadas para o significado da palavra ou expressão lazer e da palavra ou expressão recreação, o tempo dedicado às atividades de lazer no dia-a-dia e, por fim, sobre sua opção por um hotel fazenda. Em seus depoimentos, os participantes associam a palavra ou expressão lazer a momentos de descanso, de distanciamento da rotina diária, do trabalho mais exatamente. A palavra ou expressão recreação está intimamente relacionada com essa idéia de lazer. Representa momentos de brincadeira, de divertimento, de prazer, alegria que se distanciam da realidade cotidiana, representada pelo trabalho. O tempo destinado ao lazer, segundo os participantes, ainda é pequeno devido a sobrecarga de compromissos, principalmente no campo profissional. O que eles buscam num hotel fazenda? Descanso e distância das atividades profissionais. Lazer, para os participantes, significa desligamento do trabalho e é absolutamente necessário para se pensar em qualidade de vida. Esse distanciamento da rotina cotidiana tão desejado, parece-nos, está relacionada com a massacrante exigência de uma sociedade capitalista. Estar num hotel fazenda, em principio, representa estar longe da cidade, do trabalho, enfim do real. É um mundo imaginário, divertido no qual, por alguns momentos, não vive a realidade do trabalho.
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Educação Física no estado de São Paulo: a visão do professor
Lippi, B.G.; Lima, J.M.
UNESP - Presidente Prudente

EDUCAÇÃO FÍSICA NO ESTADO DE SÃO PAULO: A VISÃO DO PROFESSOR. Bruno Gonçalves Lippi; José Milton de Lima. FCT/UNESP - Campus Presidente Prudente Em 2002, com a saída da Secretária de Educação do Estado de São Paulo, Tereza Roserly Neubauer da Silva, e com a entrada do professor Gabriel Benedito Isaac Chalita ocorreram mudanças de diversas ordens em todas as áreas desse órgão. Entre as principais alterações pode-se destacar o retorno dos professores especialistas de Educação Física e a Educação Artística nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Com retorno desses profissionais, a Secretaria de Educação vem elaborando e organizando um programa de formação continuada aliado a uma proposta pedagógica de Educação Física para o Ciclo I do Ensino Fundamental. Desta forma, a presente pesquisa almejou realizar uma análise crítica da atual proposta pedagógica; Identificar e analisar, a partir do olhar dos professores de Educação Física, que atuam nesta modalidade de ensino e estão vinculados a Diretoria de Ensino de Presidente Prudente, quais os principais problemas e dificuldades enfrentados no processo de implementação da atual proposta pedagógica. E pretendeu, também, investigar qual o nível de aceitação, no âmbito didático-pedagógico, dessa proposta pedagógica pelos professores de Educação Física da rede de pública Estadual da cidade de Presidente Prudente. A metodologia utilizada é caracterizada como qualitativa-descritiva baseada em observações de aulas, entrevistas semi-estruturadas e pesquisas bibliográficas. A pesquisa contou com a participação de 6(seis) professores de Educação Física que atuam nesses ciclo de escolarização, 1 (um) assistente técnico-pedagógico da Diretoria de Ensino de Presidente Prudente e 2 (dois) assessores pedagógicos da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Educação. Constatamos que a proposta pedagógica proporcionou avanços significativos na prática pedagógica dos professores, principalmente, nas questões didático-pedagógicas relacionadas à organização dos conteúdos, à metodologia de ensino e a avaliação do processo de ensino-aprendizagem. Ao mesmo tempo que verificamos uma evolução na formação docente dos professores envolvidos. Por fim, concluímos que os principais problemas e dificuldades que interferem diretamente na prática pedagógica extravasam a proposta pedagógica em si e estão relacionados à formação inicial e continuada dos professores, as condições salariais dos professores e as condições materiais oferecidas pelas escolas. Órgão financiador: PIBIC/UNESP
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Consumo de oxigênio pós-exercícios aeróbio e resistido: efeito da ordem de execução
Lira, F.S.; Oliveira, R.S.F.; Julio, U.F.; Franchini, E.
Faculdade de Educação Física da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Título: Consumo de oxigênio pós-exercícios aeróbio e resistido: efeito da ordem de execução Sugestão de titulo abreviado: EPOC aeróbio e resistido Title: Oxygen uptake pos aerobic and resistance exercises: execution order effect Resumo Foi objetivo do presente estudo verificar a influência do tipo (aeróbio, força e concorrente) e da ordem (aeróbio+força ou força+aeróbio) do exercício, no caso do exercício concorrente, sobre o excesso do consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC). Para isso, oito homens tiveram seu consumo de oxigênio (VO2) medido em repouso (R) e após as seguintes sessões: aeróbio (A), força (F), aeróbio-força (A+F) e força-aeróbio (F+A). A comparação do VO2 entre as diferentes situações (R, A, F, A+F e F+A) para cada um dos períodos de tempo (0-10, 11-20; 21-30min) foi feita a partir de uma ANOVA a um fator com medidas repetidas. Em 0-10min, o VO2 das diferentes sessões era maior do que o de R. Durante 11-20min, o VO2 das situações F, A+F e F+A era superior ao de R. Em 21-30min, somente A+F resultou em EPOC. Os resultados indicam que a ordem de execução influenciou o tempo de EPOC. Unitermos: Treinamento Concorrente, EPOC, Gasto Energético. Abstract The objective of this study was to verify the influence of type (aerobic, strength and concurrent) and order (aerobic + strength or strength + aerobic) of exercise, for the concurrent, on excess postexercise oxygen consumption. For this purpose, eight men had their oxygen uptake (VO2) measured during rest (R) and after the following sessions: aerobic (A), strength (S), aerobic-strenght (A+S) and strength-aerobic (S+A). The comparison of VO2 among the different sessions (R, S, F, A+S e S+A) for each time period (0-10, 11-20; 21-30 e 0-30min) was done through as one-way repeated-measures ANOVA. In 0-10min, VO2 of the different exercise sessions was higher than in R. During 11-20min, VO2 from S, A+S and S+A was higher than during R. For 21-30min, only A+S resulted in EPOC. The results indicate that the order of exercise execution influenced the time of EPOC. Keywords: Concurrent Training, EPOC, Energy Expenditure. Introdução O entendimento dos fatores que influenciam o balanço energético é importante para a compreensão da regulação da massa corporal. O balanço energético é resultante do consumo e do dispêndio de energia. Quando em desequilíbrio, pode ocorrer acúmulo ou redução das reservas de gordura corporal (MEIRELLES & GOMES, 2004). O gasto energético diário (GED) pode ser fracionado nos seguintes componentes: taxa metabólica de repouso (TMR), efeito térmico da dieta (ETD) e atividade física (AF). A TMR é considerada o maior componente do GED, podendo representar aproximadamente 70% deste. A AF é o componente mais variável em termos de contribuição ao GED, em virtude do envolvimento da pessoa com essa prática (CEDDIA, 2002). Programas de exercícios têm sido utilizados na tentativa de aumentar o GED para prevenir ou combater a obesidade e para manutenção da saúde, juntamente com o controle da dieta. Nesses programas, o exercício aeróbio tem sido empregado com o objetivo de diminuir os estoques de gordura corporal e o exercício de força tem sido aplicado na tentativa de preservar ou aumentar a massa magra (McARDLE et al., 2003). O treinamento de força ou o treinamento concorrente (exercício aeróbio e exercício de força) parecem resultar, a longo prazo (dez semanas) em aumento da TMR em relação ao valor pré-treinamento ou em comparação aos ajustes decorrentes de um programa de exercícios aeróbios (DOLENZAL & POTTEIGER, 1998). Um aspecto explorado freqüentemente para aumentar o GED é a realização de exercícios que aumentem o consumo de oxigênio (VO2) após a atividade, isto é, que gerem como ajuste momentâneo um excesso de consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC, do inglês, excess posexercise oxygen consumption). O EPOC tem sido dividido em dois componentes: (a) rápido - queda acentuada em um período de aproximadamente uma hora e (b) prolongado - queda mono-exponencial com duração de algumas horas (BORSHEIM & BAHR, 2003). No caso dos exercícios aeróbios, a magnitude e a duração do EPOC parecem depender diretamente da intensidade e da duração do exercício. Nesse tipo de exercício a realização em intensidades entre 50 e 80% do VO2máx por 5-20 minutos não tem gerado EPOC com duração além de 35 min. Quando a intensidade é próxima ao limiar ventilatório e a duração é de 20-40 min, o EPOC raramente excede 40 min. Exercício aeróbio realizado por mais tempo resulta em aumento da duração do EPOC (BORSHEIM & BAHR, 2003). Para exercício de força, a resposta tem sido mais variável do que ocorre com os exercícios aeróbios. Essa maior variação parece ser conseqüência da possibilidade de diversas combinações de intensidade, número de séries, número de repetições, número de grupos musculares por sessão, tempo de intervalo entre as séries, velocidade de execução, nível de aptidão física, idade, gênero e composição corporal do sujeito (MEIRELLES & GOMES, 2004). Alguns pesquisadores relatam que os exercícios de força proporcionam EPOC entre 30 min e 38 h (BRULESON et al., 1998; MELBY et al., 1993; SCHUENKE et al., 2002). Contudo, não foram encontrados estudos que analisassem o efeito do exercício concorrente sobre o EPOC em relação aos exercícios aeróbio e de força executados isoladamente e, tampouco, sobre o efeito da ordem desses exercícios sobre essa variável. Para esse tipo de treinamento, a ordem de execução e a intensidade dos exercícios aeróbio e de força podem gerar interferências distintas a longo prazo (DOCHERTY & SPORER, 2000). Com base em levantamento prévio, foi possível observar que nas academias de ginástica é comum a utilização de exercícios aeróbios executados de forma contínua por 30-60 min, portanto, abaixo do limiar anaeróbio, 3-5 vezes por semana. Grande parte do público que freqüenta academias busca o desenvolvimento de hipertrofia muscular. Para atingir esse objetivo têm sido utilizadas 3-4 séries de 8-12 repetições a 70-80% de uma repetição máxima (1RM), com 1-2 min de intervalo entre as séries, envolvendo 4-8 exercícios por sessão, 3-5 vezes por semana. Também é freqüente que as pessoas realizem esses exercícios na seqüência, embora existam estudos que indiquem a possibilidade de interferência nos ajustes a longo prazo, isto é, normalmente há um menor desenvolvimento da força e da hipertrofia muscular ao realizar o treinamento concorrente em relação ao treinamento de força realizado isoladamente (LEVERITT et al., 1999; LEVERITT et al., 2003). Para evitar ou minimizar essa interferência, Docherty e Sporer (2000) sugerem que o exercício aeróbio seja realizado abaixo do limiar anaeróbio quando se pretende utilizar o exercício de força para o desenvolvimento da hipertrofia. Com base na prescrição típica encontrada nas academias e considerando a sugestão de Docherty e Sporer (2000), foi objetivo do presente estudo verificar a influência do tipo (aeróbio, força e concorrente) e da ordem (aeróbio + força ou força + aeróbio), no caso do exercício concorrente, sobre o EPOC. Materiais e Métodos Amostra Foram sujeitos do estudo oito indivíduos do sexo masculino com idade entre 18 e 26 anos que concordaram em participar do presente estudo, após leitura e assinatura de um termo de consentimento informado, aprovado pelo Comitê de Ética local. Consumo de oxigênio em repouso e pós-exercício Para mensuração do VO2 em repouso e pós-exercício o sujeito teve que permanecer deitado, em repouso absoluto, acordado, em uma sala fechada com as luzes apagadas, durante trinta minutos, período em que era feita a medida do VO2 utilizando o analisador de gases VO2000 (Inbrasport). Para a mensuração do VO2 o sujeito não se submeteu, nas 48 horas anteriores a nenhum tipo de atividade física intensa. Também foi recomendado que os indivíduos mantivessem sua dieta rotineira antes de todas as sessões. A mensuração do consumo de oxigênio pós-exercício aconteceu a partir de dois minutos após o término de cada sessão de exercício (aeróbio, força, aeróbio-força e força-aeróbio). A ordem das sessões de exercício foi aleatória. O analisador de gases foi conectado ao sujeito e seu consumo de oxigênio pós-exercício foi mensurado durante 30 minutos. O período total de análise foi subdividido em três intervalos de tempo: Tempo 1 (0 a 10 minutos), Tempo 2 (11 a 20 minutos) e Tempo 3 (21 a 30 minutos). Para o cálculo do gasto calórico assumiu-se que cada um litro de oxigênio consumido representa o dispêndio de 5 kcal ou 20,92 kJ (McARDLE et al., 2003). Prescrição dos exercícios de força Os exercícios foram realizados na seguinte ordem: supino reto, cadeira extensora, puxador costas e mesa flexora. Estes exercícios foram sistematizados em três séries a 70% de uma repetição máxima (1RM, determinada em sessão separada nos mesmos aparelhos), solicitando que os participantes realizassem 12 repetições em cada série. As repetições foram contadas em todas as séries. O valor era anotado caso o sujeito não conseguisse realizar as repetições preconizadas. Foram adotados intervalos de 2 min entre as séries. Essa prescrição seguiu as recomendações de Melby et al. (1993). A sessão teve duração aproximada de 30 minutos. Prescrição do exercício aeróbio O sujeito realizou o exercício na esteira rolante numa intensidade correspondente a 90% do Limiar Anaeróbio (determinado em teste aeróbio realizado anteriormente), durante 30 minutos. Prescrição do exercício concorrente nas diferentes seqüências Os exercícios (aeróbio e força) foram iguais aos descritos acima. Porém, nesta fase, os indivíduos realizaram os dois tipos de atividade na seqüência. Teste para determinação de Uma Repetição Máxima A determinação de 1RM foi realizada uma semana antes da aplicação dos treinos. Os indivíduos realizaram os testes em quatro aparelhos de musculação (Pórtico): (supino reto, puxador costas, cadeira extensora e mesa flexora). Para determinação da 1RM nos diferentes aparelhos, o indivíduo realizou um aquecimento geral de 5 minutos em uma bicicleta Monark (modelo 838), de acordo com as recomendações da Sociedade Americana de Fisiologia do Exercício (BROWN e WEIR, 2003). Em seguida foi estimado pelo sujeito qual a sua carga para a repetição máxima no aparelho a ser realizado o teste. Na seqüência, ele realizou oito repetições com 50% da carga estimada de 1RM, intervalo de três minutos, e nova série, agora com três repetições com uma carga equivalente a 70% de 1RM estimada. Após três minutos de descanso era iniciado o teste para determinação de 1RM. Para determinação de 1RM foi estabelecido um máximo de cinco tentativas, com descanso de 3-5 minutos de uma tentativa para outra. A partir de 1RM de cada aparelho foi determinada a intensidade de 70% para prescrição dos exercícios de força. Teste para determinação do VO2 pico e Limiar Anaeróbio Para determinação do VO2pico e do limiar anaeróbio foi realizado um teste progressivo em esteira rolante modelo Aegean 6200. Neste protocolo, o sujeito realizou teste escalonado com velocidade inicial de 5km/h, que foi aumentada em 1km/h a cada 3 minutos. Ao final de cada estágio foi coletada uma gota de sangue do lóbulo da orelha para determinação da concentração do lactato sanguíneo durante o teste. Para isso foi utilizado um lactímetro da marca Accusport. Quando a concentração de lactato ultrapassava o valor de 3,5 mmol/L, a velocidade era aumentada em 0,5km/h a cada minuto e o lactato não era mais mensurado. Para determinação do Limiar Anaeróbio utilizamos à concentração fixa de 3,5 mmol/L (HECK et al., 1985). Durante todo teste o sujeito ficou conectado ao analisador de gases para determinação VO2 pico. A freqüência cardíaca foi monitorada através de um freqüencímetro da marca Polar (modelo beat). O VO2pico foi determinado a partir da média dos últimos 30 segundos do teste na última velocidade alcançada pelos sujeitos. Análise estatística A comparação do consumo de oxigênio entre as diferentes situações (repouso, aeróbio, força, aeróbio-força e força-aeróbio) para cada um dos períodos de tempo (0-10min, 11-20min; 21-30min e 0-30min) foi feita a partir de uma análise de variância a um fator com medidas repetidas. Não foi realizada comparação entre os períodos de tempo, pois já está claro na literatura que há uma queda do consumo de oxigênio pós-atividade com o passar do tempo. A comparação entre o desempenho nos exercícios de força foi feita através de uma análise de variância a dois fatores (série e situação) com medidas repetidas. O teste de Tukey foi utilizado quando identificada diferença na análise de variância. Em todas as análises, utilizou-se o nível de significância em 5%. Resultados A tabela 1 apresenta as características gerais dos participantes do estudo. INSERIR TABELA 1 AQUI Para as três situações envolvendo o treinamento de força não foram observadas diferenças significantes (p > 0,05) quanto ao número de repetições entre as situações ou entre as séries para os exercícios supino, mesa flexora e cadeira extensora. Contudo, para o exercício puxador costas, foi constatada diferença significante para o fator série (F2,42 = 3,94; p = 0,027). A diferença ocorria entre a terceira (11 1 repetições) em relação à segunda e à primeira séries (ambas 12 0 repetições). Para esse exercício, não foram observados efeitos da situação (força, força-aeróbio e aeróbio-força) ou de interação entre o número da série e a situação. A tabela 2 apresenta os valores de VO2 medidos durante 30 minutos para as diferentes situações, com os intervalos de tempo subdivididos em três blocos. INSERIR TABELA 2 AQUI Foram identificadas diferenças significantes entre as situações para os períodos de 0-10min (F4,28 = 5,61; p = 0,002), 11-20min (F4,28 = 5,62; p = 0,002) e 21-30min (F4,28 = 2,76; p = 0,047). Com base no teste de Tukey foi verificado que em T1 os valores do VO2 em repouso sem esforço prévio eram inferiores em relação ao VO2 em repouso após as sessões de exercício Aeróbio (p = 0,033), Força (p = 0,013), Aeróbio-Força (p = 0,002) e Força-Aeróbio (p = 0,006). O VO2 não diferia entre as demais situações. Em T2, o VO2 em repouso sem esforço prévio não diferia daquele após o exercício Aeróbio (p = 0,121), mas era menor do que nas situações que envolviam a realização dos exercícios de força: Força (p = 0,045), Aeróbio-Força (p = 0,001) e Força-Aeróbio (p = 0,011). Nenhuma outra diferença significante foi observada para esse período. Em T3, houve significância somente entre a situação sem esforço prévio e após a sessão Aeróbia-Força (p = 0,05), com uma tendência a diferença (p = 0,069) entre os valores de repouso e após a sessão Força-Aeróbio. Portanto, no presente estudo, apenas a situação Aeróbio-Força resultou em EPOC com duração de trinta minutos. A Figura 1 apresenta os valores do consumo de oxigênio nas três situações durante os trinta minutos de repouso, com médias dos valores a cada vinte segundos. INSERIR FIGURA 1 AQUI Ao analisar a média do consumo de oxigênio durante os trinta minutos, foi observada diferença significante entre as situações (F4,28 = 5,53; p = 0,002). As diferenças ocorriam apenas entre a situação em repouso e as situações força (p = 0,038), força-aeróbio (p = 0,008) e aeróbio-força (p = 0,002) e tendência em relação à situação pós-exercício aeróbio (p = 0,085). Nenhuma outra diferença foi observada entre as situações. Ao realizar a conversão para o gasto calórico durante os trinta minutos, chegou-se aos seguintes valores, assumindo que o consumo de um litro de oxigênio equivale a um gasto de 5 kcal (20,92 kJ): repouso - 41 6 kcal (171 26 kJ); aeróbio - 50 14 (209 59 kJ); força - 51 11 kcal (215 45 kJ); aeróbio-força - 56 11 kcal (234 47 kJ); força-aeróbio - 54 11 kcal (224 45 kJ). Portanto, nas situações em que houve EPOC, o gasto calórico médio acima do valor de repouso, em trinta minutos, seria de: força - 10 kcal (44 kJ); aeróbio-força - 15 kcal (63 kJ); força-aeróbio - 13 kcal (53 kJ). Discussão Na mensuração do EPOC, nos primeiros dez minutos de recuperação, os exercícios aeróbio, força, aeróbio-força e força-aeróbio, promoveram um aumento significante em relação ao estado de repouso; do décimo primeiro minuto até o vigésimo minuto foi verificado aumento significante em relação ao repouso apenas nas sessões que envolviam força, isto é, força, aeróbio-força e força-aeróbio. Do vigésimo primeiro minuto para o trigésimo minuto foi encontrada diferença significante somente após treino aeróbio-força e uma tendência de ocorrência de EPOC na situação força-aeróbio. O resultado nos primeiros dez minutos de recuperação demonstrou existência de EPOC, confirmando o encontrado por outros autores (BURLESON et al., 1998; SCHUENKE et al., 2002; MARESH, et al., 1992; SHORT & SEDLOCK, 1997). No entanto, estes pesquisadores verificaram a influência dos exercícios aeróbio e de força isoladamente, não analisando os dois tipos de atividade realizados subseqüentemente nas diferentes ordens. No presente estudo foi possível observar que não houve efeito aditivo das situações, uma vez que o EPOC nos primeiros dez minutos não diferia entre as situações com exercício prévio. Assim, o início do EPOC parece não ser afetado pela combinação de exercícios (aeróbio e força) de forma a diferenciá-lo de uma situação com apenas um tipo de exercício executado isoladamente. Para o exercício aeróbio, o EPOC deixou de ocorrer do décimo primeiro minuto até o vigésimo minuto, indicando que esse tipo de exercício executado isoladamente confere uma menor magnitude ao EPOC. Outros autores encontraram EPOC por período superior ao do presente estudo (MARESH, et al., 1992; SHORT & SEDLOCK, 1997). No entanto, sabe-se que variações na intensidade e na duração do exercício aeróbio afetam o EPOC (BORSHEIM & BAHR, 2003). Nesse tipo de exercício a realização em intensidades entre 50 e 80% do VO2máx por 5-20 minutos não tem gerado EPOC com duração além de 35 min. Quando a intensidade é próxima ao limiar ventilatório e a duração é de 20-40 min, o EPOC raramente excede 40 min (BORSHEIM & BAHR, 2003). Portanto, para intensidade similar, os sujeitos do presente estudo apresentaram EPOC com duração menor do que o relatado na literatura. Por outro lado, para o período de 11-20min, a utilização do exercício de força isoladamente ou em combinação com o exercício aeróbio resultou em manutenção do EPOC, porém sem efeito aditivo quando os exercícios eram combinados. Considerando que não houve diferença significante no número de repetições nos diferentes exercícios de força entre as situações, pode-se concluir que a existência do EPOC se deveu essencialmente a esse tipo de exercício, uma vez que não foi detectada alteração significante entre as situações que contavam com o exercício de força e que a realização exclusiva do exercício aeróbio não foi capaz de manter o EPOC até esse período para o grupo analisado. Do vigésimo primeiro minuto para o trigésimo minuto, somente o treino aeróbio-força resultou em manutenção do EPOC. Este dado nos sugere que a ordem de execução tem impacto sobre o EPOC, isto é, sua duração aumenta quando o exercício de força é realizado logo após o exercício, mas não quando a ordem contrária é utilizada, a qual apresentou apenas uma tendência de manutenção do EPOC. Sabe-se que o aumento das concentrações hormonais, como cortisol e as catecolaminas, o aumento da atividade enzimática, do fluxo de substratos e da concentração do lactato na circulação, são fatores que auxiliam numa maior magnitude e duração do EPOC. Sabendo destes fatores que influenciam o EPOC, os resultados encontrados neste estudo indicam que o fator de impacto que pode ter promovido a permanência do EPOC apenas na situação aeróbio-força pode ser atribuído a um possível aumento na concentração de lactato ou de catecolaminas na circulação após esse tipo de sessão. Na ordem inversa, provavelmente ocorreu uma maior mobilização do lactato e diminuição da concentração de catecolaminas durante o exercício aeróbio. Conseqüentemente, a necessidade de consumo adicional de oxigênio no período de recuperação foi menor. O fato da remoção do lactato ser apenas um dos fatores a contribuir para o EPOC pode explicar o fato da não existência de diferença no consumo de oxigênio, nesse período, entre a situação aeróbio-força e as demais, embora com manutenção do EPOC. Quando os trinta minutos de recuperação foram considerados, apenas a situação com exercício aeróbio não resultou em EPOC. Adicionalmente, todas as demais situações não diferiram entre si, a combinação de exercícios aeróbio e de força pode ser descartada como estratégia para aumentar a magnitude do EPOC. Outro fator que contra-indica a execução desses exercícios (aeróbio e força) conjuntamente é o menor desenvolvimento de força e hipertrofia muscular a longo prazo, freqüentemente observado (DOCHERTY & SPORTER, 2000; LEVERITT et al., 1999). Não obstante esses dois fatores, é preciso destacar que o gasto calórico resultante do EPOC é bastante pequeno para o período (15 kcal na situação com maior EPOC). Conclusão. Com base nos resultados pode-se concluir que a ordem de execução do treinamento concorrente promove aumento no tempo de existência do EPOC apenas quando o período de recuperação é subdividido, isto é, apenas para a situação aeróbio-força houve existência de EPOC no período de 21-30min. Nos dez minutos iniciais todas as combinações de exercício (aeróbio, força, aeróbio-força e força-aeróbio) resultaram em EPOC. No período de 11-20 min, apenas as sessões que foram compostas por exercício de força proporcionaram EPOC, mas sem efeito adicional em decorrência da combinação com o exercício aeróbio. Finalmente, quando o período total analisado (30min) é considerado, apenas o exercício aeróbio não resultou em EPOC e todas as demais situações foram similares entre si quanto à magnitude do EPOC. Contudo, é importante ressaltar que o gasto calórico resultante do EPOC é bastante reduzido nesse período (15 kcal ou 0,5 kcal.min-1). Figura 1 - Valores do consumo de oxigênio nas três situações durante os trintas minutos de repouso, com médias dos valores a cada vinte segundos. Tabela 1 - Características dos sujeitos, respostas fisiológicas ao teste progressivo em esteira rolante e força máxima (1RM) nos exercícios de força Variável Média Erro Padrão Idade (anos) 24,1 2,0 Peso (kg) 75,4 3,7 Estatura (cm) 179,6 3,0 VO2pico (ml/kg/min) 56,98 2,90 FCpico (bpm) 187 5 VVO2pico (km/h) 15,5 0,51 VLAn (km/h) 11,4 2,4 1RM supino (kg) 70 3 1RM cadeira extensora (kg) 53 3 1RM puxador costas (kg) 65 3 1RM mesa flexora (kg) 40 3 Tabela 2 - Valores de VO2 (ml/kg/min) medidos durante 30 minutos para as diferentes situações, com os intervalos de tempo subdivididos em três blocos. Tempo (min) Repouso Aeróbio Força A + F F + A 0 - 10 4,24 0,71* 5,65 1,82 5,82 0,75 6,14 1,19 5,96 1,57 11 - 20 3,23 0,59# 3,95 0,99 4,08 1,09 4,52 0,79 4,25 0,58 21 - 30 2,99 0,52@ 3,51 1,11 3,64 1,15 4,01 0,97 3,95 0,39 * p<0,05 em relação aos grupos: aeróbio, força, aeróbio-força (A+F) e força-aeróbio (F+A); # p<0,05 em relação aos grupos: força, aeróbio-força (A+F) e força-aeróbio (F+A); @ p<0,05 em relação ao grupo: aeróbio-força (A+F).
Apoio:

Idosos institucionalizados: avaliação da saúde mental em participantes de um programa de convívio social
Livia Pavan; Leonardo Pierrobon Caritá, Danilla Icassatti Corazza, Márcio Sussumu Hirayama
UNESP

IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: AVALIAÇÃO DA SAÚDE MENTAL EM PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE CONVÍVIO SOCIAL Lívia Fajiolli Pavan, Leonardo Pierrobom Caritá, Danilla Icassatti Corazza, Márcio Sussumu Hirayama, Florindo Stella. UNESP/Rio Claro-SP - Departamento de Educação Física - Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento (LAFE). Introdução: o idoso ao ser institucionalizado sofre com o isolamento social e o afastamento da família, dificultando seu processo de adaptação e o seu equilíbrio biopsicosocial, o que pode levar a quadros de patologias, tanto em relação à saúde física quanto à saúde mental. Em instituições que abrigam idosos, a incidência de quadros depressivos chega a aumentar em 14%, no período de um ano em novas admissões de idosos, o que pode estar relacionado à nova rotina na instituição. O convívio social (vivências em grupo com atividades de entretenimento) pode ajudar o idoso a restabelecer tal equilíbrio, encontrando nos companheiros interesses afins, compartilhando sentimentos e experiências, além de oportunizar vivências levando a maior motivação e a ressocialização, contribuindo positivamente para a saúde, principalmente mental. Objetivo: avaliar as funções cognitivas e sintomas depressivos de idosos institucionalizados que participam de um Programa de Convívio Social (PCS) e ressaltar os possíveis benefícios deste programa nessas variáveis. Métodos: sete idosos institucionalizados com idade entre 60-85 anos, moradores do "Abrigo da Velhice São Vicente de Paulo", responderam a avaliação inicial, que consistiu na avaliação das funções cognitivas "Mini Exame do Estado Mental" (MEEM) e à "Escala para Depressão em Geriatria" (GDS). Na instituição foi implementado um PCS, que terá duração de seis meses, freqüência semanal de três sessões de 90 minutos cada. Ao término será realizada a avaliação final, idêntica à realizada antes do programa. Resultados: a média do MEEM foi de 25; indicando as funções cognitivas preservadas e, na GDS o escore foi de 10, indicando sintomas depressivos. Conclusão: Conquanto os resultados do presente estudo sejam preliminares e limitados pelo pequeno tamanho da amostra, as avaliações iniciais mostram que idosos antes de serem incluídos em um PCS têm suas funções cognitivas preservadas e presença de sintomas depressivos, o que pode levar ao sofrimento. Contudo, dados da literatura mencionam benefícios para a saúde mental do idoso quando este participa de vivências em grupo, cabe aqui ressaltar a importância em implementar um Programa de Convívio Social em instituições que abrigam idosos.
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Estudo comparativo entre a flexibilidade articular de praticantes de yoga e de outras atividades físicas
Lopes, A.C.O.; Malvezzi, N.P.D.; Locato, L.P.; Triches, L.M.; Lino, A.S.S.; Oliveira, R.B.; Iamashita, N.L.; Meirelles, L.C.M.
Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP)

ESTUDO COM PARATIVO ENTRE A FLEXIBILIDADE ARTICULAR DE PRATICANTES DE YOGA E DE OUTRAS ATIVIDADES FÍSICAS Ariela Clícia Oliveira Lopes, Naiara Paula Domingues Malvezzi, Luana Perpétua Locato, Lidiane Mara Triches, Aline dos Santos Souza Lino, Renata Bonassi de Oliveira, Nara Luci Iamashita e Rita de Cássia Medeiros Meirelles. Centro Universitário de Rio Preto. A flexibilidade articular é a amplitude de movimento que uma articulação possui e é um componente importante do desempenho muscular, da saúde geral do indivíduo e também para aptidão física. A diminuição dessa flexibilidade prejudica a eficiência do movimento e aumenta as chances de lesões articulares e musculares. A flexibilidade articular é perdida com a inatividade física e também com o processo de envelhecimento. Portanto, uma maneira de amenizar as perdas que ocorrem na flexibilidade articular é a prática regular e constante de atividades físicas. O objetivo desse estudo foi verificar se existem diferenças na flexibilidade articular entre mulheres que praticam Yoga e mulheres que praticam outros tipos de atividades físicas (musculação, ciclismo indoor e caminhada) e verificar também se a Yoga é uma atividade física eficiente para manutenção da flexibilidade articular em mulheres com mais de 50 anos. Para esse estudo foram analisadas 10 alunas de Yoga com mais de 50 anos e que praticavam pelo menos 01 ano da atividade e 12 alunas do curso de Educação Física (EF) da Unirp com idade entre 19 e 29 anos e que praticam musculação, ciclismo indoor e caminhada. Todas as voluntárias realizaram o teste de flexibilidade "sentar e alcançar" e tiveram seu desempenho aferido pela utilização de um banco de Wells. A média de idade do grupo de alunas que praticam Yoga foi de 62,00 anos e a média de idade do grupo das alunas de EF foi de 21,50 anos. As praticantes de Yoga apresentaram um valor médio de 33,00 cm no teste de flexibilidade (valor considerado bom) enquanto que as alunas de EF apresentaram um valor médio de 29,25 cm no teste de flexibilidade (valor considerado regular). A prática regular e constante de atividade física é um fator importante na manutenção da flexibilidade articular e pelos dados aqui apresentados a prática de Yoga parece ser capaz de reverter as perdas de flexibilidade associadas com a idade. Os dados mostram também que pessoas mais velhas, mas fisicamente ativas (principalmente se forem praticantes de Yoga), podem manter níveis de flexibilidade iguais ou maiores do que pessoas jovens. Podemos, então concluir que mais do que o envelhecimento o fator que mais prejudica a flexibilidade articular parece ser a inatividade física.
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Relação entre os níveis de capacidade funcional de idosos portadores de doença de Parkinson e idosos saudáveis.
Lopes, A.G.; Gurjão, A.L.D.; Oliani, M.M.; Ferreira, L.; Corazza, D.I.
Unesp - Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro

RELAÇÃO ENTRE OS NÍVEIS DE CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS PORTADORES DE DOENÇA DE PARKINSON E IDOSOS SAUDÁVEIS. Andrei Guilherme LOPES, André Luiz Demantova GURJÃO, Merlyn Mércia OLIANI, Leandro FERREIRA, Danilla Icassatti CORAZZA. UNESP-Rio Claro - Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento -LAFE A doença de Parkinson (DP) é uma das patologias neurodegenerativas mais encontradas na prática clínica geriátrica, atingindo 1% da população acima dos 65 anos. Se caracteriza pela presença de tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular, lentificação da marcha e instabilidade postural, podendo comprometer negativamente o funcionamento dos componentes da capacidade funcional (flexibilidade, coordenação, agilidade e equilíbrio dinâmico, força e resistência aeróbia), necessários para a execução das tarefas do cotidiano.Objetivo: analisar a relação existente, quanto comparados dados sobre capacidade funcional de idosos portadores de DP e idosos saudáveis para que se possa levantar dados sobre a influência dos sintomas da DP na capacidade funcional de idosos. Métodos e materiais: participaram do estudo, 14 indivíduos com idade média de 69 ± 2 anos, sendo 7 deles portadores de DP(GDP) e 7 idosos saudáveis (GS). Foi aplicada uma bateria de testes de capacidade funcional (AAHPERD). O tratamento estatístico foi realizado através de teste T para variáveis independentes. Resultados e Discussão: a média, desvio padrão e nível de significância (p<0,05) nas variáveis dos grupos foram: flexibilidade (cm) GDP 47,85 ± 8,3, GS 48,08 ± 12,86 p=096; Coordenação (seg) GDP 17,81 ± 4,16 GS 10,77 ± 2.36 p=0,002; Força (repetições) GDP 18,28 ± 1,71 p=0,008; Resistência aeróbia (min. e seg.) GDP 9,51 ± 1,97 GS 7,60 ± 1,11 p=0,006; Agilidade e equilíbrio dinâmico (seg.) GDP 29,80 ± 4.10 GS 20,98 ± 5,15 p=0,004. Os resultados demonstraram uma diferença estatisticamente significante entre os dois grupos em relação aos componentes coordenação, força, resistência aeróbia e agilidade, sugerindo um maior comprometimento das mesmas em função dos sintomas da DP, já no componente flexibilidade, não houve diferenças entre os grupos. Neste sentido, recomenda-se a adoção de um programa de exercícios físicos que visem o desenvolvimento dessas capacidades. Agradecimentos: PROFIT, UNATI Orientação: Prof. Doutor Sebastião Gobbi
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Avaliação da aptidão física de cadetes da FAB: estudo a partir do teste de 2400m em diferentes momentos.
Lopes, D.C.F.; Borin, J.P.; Padovani, C.R.P.; Padovani, C.R.
Curso Mestrado em Educação Física- UNIMEP

AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA DE CADETES DA FAB: ESTUDO A PARTIR DO TESTE DE 2400M EM DIFERENTES MOMENTOS. (1)Denilson Carlos F. Lopes; (1)João Paulo Borin;(2) Carlos Roberto P. Padovani; (2)Carlos Roberto Padovani (1) Curso Mestrado em Educação Física- UNIMEP; (2) Departamento de Bioestatística UNESP- Botucatu Introdução: Uma das preocupações da Academia da Força Aérea Brasileira, durante os quatro anos da formação dos cadetes, é o condicionamento físico, mensurado periodicamente por meio dos Testes de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF). Objetivo: Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho é conhecer e comparar os resultados, de forma geral, do Teste de 2400m, das turmas de 1999 à 2001. Metodologia: As unidades observacionais constituíram-se de 328 cadetes avaliados através do Teste de 2400 m, no primeiro ano (M1), segundo ano (M2), terceiro ano (M3) e no quarto ano (M4). Resultados: Os resultados são apresentados na tabela 1 e apontam: i) para melhores valores médios no M1 e no M3 e, ii) semelhança de dados nos momentos dois e quatro, diferente dos demais. Tabela 1: Medidas descritivas do Teste de 2400m dos cadetes estudados segundo momento da avaliação. Teste de aptidão Medida descritiva M1 M2 M3 M4 Resultado do teste estatístico (P- value) Valor mínimo 455 459 464 425 Teste de 1.o quartil 532 550 543 546 2400m Mediana 560 580 572 582 (segundos) 3.o quartil 592 615 605 619 Valor máximo 851 841 841 792 Média 570.1 a 588.9 c 577.7 b 588.6 c P <0.001 Desvio- padrão 58.2 57.1 51.7 57.9 Conclusão: De forma geral, os dados refletem o comportamento da capacidade aeróbia dos cadetes, nos diferentes anos de formação, apontando para possíveis alterações a serem feitas na elaboração, prescrição e controle de treinamento.
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Valores e Educação Física nas aulas de graduação
Lorenzetto, L.A.;
Universidade Estadual Paulista

T295 - VALORES E EDUCAÇÃO FÍSICA NAS AULAS DE GRADUAÇÃO Luiz Alberto Lorenzetto Universidade Estadual Paulista O processo de valoração no campo da Educação Física, principalmente no âmbito do ensino universitário, é uma das formas de considerar o aluno como centro do processo educativo, fazê-lo participar ativamente da vida acadêmica. Para perceber a presença dos valores nas aulas da graduação em Educação Física, foi realizado um Estudo de Caso de natureza qualitativa, exploratória e documental, a respeito das opiniões dos licenciandos e bacharelandos do 1o ano do curso de Educação Física/UNESP/Rio Claro/SP, durante todo o 2o semestre, sobre a disciplina Atividades Físicas e Exercícios Básicos, constante de ginástica holística, dança, massagem, esporte, jogos e lutas. Para efeito do estudo que buscou identificar em situações reais, um problema conceitual e aplicado, com ênfase na tomada de consciência da sua participação como universitários, foram entrevistados 60 alunos de ambos os gêneros, que deveriam registrar aspectos positivos e negativos da disciplina e sugestões sobre a mesma. Os dados foram apresentados por escrito e interpretados através de grupos mais significativos de categorias, que revelaram uma gama muito variada de opiniões sobre a disciplina, o professor, os alunos, os locais e os materiais, e entre os dez valores mais citados em aulas encontram-se: a consciência corporal, a gratidão, a cooperação, a participação ativa, a saúde, a auto-regulação, a afetividade, a ludicidade, o toque e o holismo.
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Análise da aplicação de diferentes metodologias de treinamento em uma equipe de Atletismo: a importância da avaliação no treinamento físico
Lourenço, T.F.; Tessuti, L.S.; Macedo, D.V.
LABEX - UNICAMP

ANÁLISE DA APLICAÇÃO DE DIFERENTES METODOLOGIAS DE TREINAMENTO EM UMA EQUIPE DE ATLETISMO: A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NO TREINAMENTO FÍSICO Thiago Fernando Lourenço; Lucas Samuel Tessuti, Denise Vaz de Macedo Laboratório de Bioquímica do Exercício - LABEX - IB - UNICAMP É consenso entre técnicos, preparadores físicos e estudiosos das ciências do esporte que o alto rendimento atlético é resultado de um conjunto de fatores. No atletismo, mais especificamente nas corridas de fundo, a capacidade aeróbica é a capacidade predominante. No entanto, a capacidade de manter níveis de força constantes durante a atividade também é muito importante para um atleta de elite. A modulação da intensidade, duração e freqüência das sessões de treino devem ser diferenciadas, quando queremos aumentar o rendimento em capacidades biomotoras específicas. Dessa forma, é necessário conhecer o tempo ideal de aplicação dos estímulos para conseguir as adaptações positivas nas capacidades predominantes da modalidade, através da realização de avaliações periódicas (testes e re-testes físicos) dos atletas, o que fornece subsídios importantes para a progressão do treinamento planejado, de uma forma responsável. Assim, o objetivo deste trabalho foi correlacionar os resultados obtidos durante cerca de 2 anos de monitoramento de atletas de uma equipe de atletismo com a metodologia aplicada em cada atleta. Foram analisadas metodologias de quatro corredores de fundo (3 homens e 1 mulher) idades variadas (48±7,3 anos), através de diferentes testes físicos (determinação do tempo de remoção de lactato muscular, limiar anaeróbico, máxima fase estável de lactato e percentual de gordura) e performance (Corrida Integração e São Silvestre). A análise realizada mostrou a melhora em todos os parâmetros analisados e a importância da aplicação de diferentes metodologias em função das características e dos objetivos estipulados para cada atleta. Apoio Financeiro: Temático Pronex (03/09923-2)
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Imaginário de atletas de voleibol em processo de formação profissional
Luz Jr., A.F.; Anjos, J.L.
Centro de Educação Física e Desportos - UFES

IMAGINÁRIO ESPORTIVO DE ATLETAS DE VOLEIBOL EM PROCESSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Almir Ferreira Luz Júnior e José Luiz dos Anjos GEPSCEO - CEFD - Universidade Federal do Espírito Santo Os meios de comunicação de massa têm contribuído para o processo de espetacularização do Esporte, criando mitos e heróis que representam a possibilidade de ascensão social através do mesmo (Pich, 2003). Forma-se então um imaginário coletivo a respeito da prática esportiva, denominado imaginário esportivo, que produz determinadas ações e metas por parte daqueles que desejam tornar-se profissionais do Esporte. Esse estudo tem como objetivo investigar o imaginário esportivo de atletas de voleibol em processo de formação profissional. Aplicou-se um questionário estruturado com 9 (nove) perguntas induzidas e 1 (uma) pergunta aberta em um grupo de 24 (vinte e quatro) atletas do sexo masculino, com idade entre 15 (quinze) e 19 (dezenove) anos das categorias infanto-juvenil e juvenil de um clube que possui uma equipe profissional de alto nível. Verificou-se que 70,83% dos atletas entrevistados chegou ao clube através de teste, popularmente conhecido com "peneira"; que 70,83% começou a jogar pelo fato de "gostar de jogar"; que 83,3% quer se tornar profissional para poder trabalhar com o que gosta de fazer; que 75% afirmou que a distância da família e dos amigos seria o mais difícil no caso de se tornarem profissionais; que 41,6% consideram que as relações com colegas de equipe deveriam ser de amizade e 54,16% consideram as relações deveriam ser como as familiares; que 58,33% consideram que a relação com a comissão técnica deveria ser de amizade e 37,5% consideram que deveriam ser como as familiares; que 95,84 % observa os erros e quer melhorar diante das derrotas; que 66,66% observa os erros e quer melhorar diante das vitórias e, por fim, que 95,83% tentaria jogar em outra equipe caso não tivesse êxito na equipe atual. Na resposta a pergunta aberta, 75% dos atletas acredita que se tornará profissional em menos de 2 (dois) anos ou já se considera profissional, 20,83% acredita que se tornará profissional em mais de 2 (anos) e 4,16% não soube responder. Concluiu-se que pelo fato de desejarem se tornar profissionais do Esporte para trabalharem com o que gostam, demonstra-se uma opção de trabalho e não simplesmente uma forma de ascensão social através do Esporte; que a família é um fator considerável para atletas em formação e que consideravelmente tentam suprir a distância através dos relacionamentos com colegas de equipe e comissão técnica e, que mesmo nas vitórias a maioria dos atletas sentem-se insatisfeitos com seu desempenho observando seus erros e procurando melhorar.
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Análise da relação entre os percentuais do teste de uma repetição máxima (1RM) e o índice de percepção de esforço (IPE) no aparelho de supino reto e leg-press horizontal
Machado, A. J. S.; Ferreira, A. L.; Rabelo, R. J.; Silva, R. A. V.
Centro Universitário do Leste de Minas Gerais

ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE OS PERCENTUAIS DO TESTE DE UMA REPETIÇÃO MÁXIMA (1RM) E O ÍNDICE DE PERCEPÇÃO DE ESFORÇO (IPE) NO APARELHO DE SUPINO RETO E LEG-PRESS HORIZONTAL Agostinho Jairo Santos Machado1, Alexandre Lopes Ferreira1, Ricardo José Rabelo1, Ruiz Ângelo Ventura da Silva2. 1Escola de Educação Física - Unileste 2Laboratório de Análise do Movimento - Unitri O teste de uma repetição máxima tem sido usado há anos para determinar a força máxima dinâmica e a partir desse resultado estabelecer um ponto de partida para o treinamento. Este teste requer tempo para ser aplicado e que o seu praticante tenha um sistema musculoesquelético habituado ao treinamento de força para evitar lesões. O propósito deste estudo foi correlacionar o teste de uma repetição máxima (1RM) e o índice de percepção de esforço de Borg (IPE) e verificar se o IPE de Borg pode ser utilizado para mensurar a carga inicial do treinamento contra resistência. A amostra foi constituída por 60 voluntários, iniciantes no treinamento contra resistência da faixa etária de 18 a 25 anos sendo 30 do gênero masculino e 30 do gênero feminino. Os participantes foram submetidos no primeiro momento ao teste de 1RM e depois ao IPE nas cargas de 50%. 70% e 85% de 1RM. A análise dos dados foi feita através da estatística descritiva (média, desvio padrão e valores máximos e mínimos), e o teste "t" de Student para amostra independente e pareada (p<0,05). Os resultados mostraram uma forte correlação entre o teste de 1RM e o IPE (r = 0,94), não houve uma diferença significativa entre a percepção de esforço entre gêneros e um resultado contrário foi obtido na percepção de esforço entre os membros superiores e inferiores. Conclui-se que o IPE de Borg pode ser utilizado para mensurar a carga inicial de treinamento contra resistência.
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Qualidade de sono percebida por atletas de basquetebol juvenil nas noites que antecedem os dias de jogos
Machado, A.A.; Zanetti, M.C.
Lepespe/I.B/Unesp

QUALIDADE DE SONO PERCEBIDA POR ATLETAS DE BASQUETEBOL JUVENIL NAS NOITES QUE ANTECEDEM OS DIAS DE JOGOS 1, 2 Afonso Antônio Machado e 1,3 Marcelo Callegari Zanetti 1 Lepespe/I.B/Unesp - Universidade Estadual Paulista; 2 Esef Jundiaí - Escola Superior de Educação Física de Jundiaí; 3 Rio Pardo Futebol Clube. (Introdução) Inúmeras pesquisas têm demonstrado a importância do sono na qualidade de vida e na performance de pessoas comuns a atletas de alto nível. Mas poucas pesquisas têm procurado verificar como a qualidade do sono se comporta nas noites que antecedem os jogos destes atletas. Sabemos que para estes indivíduos uma boa qualidade de sono é fundamental, já que ela promoverá uma maior recuperação física e psicológica destes atletas, bem como, atuará no desencadeamento de inúmeras reações fisiológicas importantes para seus organismos. Por isso este estudo teve como principal objetivo avaliar a qualidade do sono nas noites que antecedem os jogos de atletas de basquetebol através de um questionário psicofisiológico. (Metodologia) Para a coleta dos dados foram aplicados questionários fechados, na forma de auto-relato, que avaliaram a percepção subjetiva da qualidade do sono destes atletas na noite anterior a três partidas do Campeonato Paulista de Basquetebol Juvenil de 2003. Fizeram parte da pesquisa dez atletas da equipe de Basquetebol Juvenil Masculino do Rio Pardo Futebol Clube. (Resultados) Os resultados demonstraram os seguintes relatos: 46,7% (14) dos relatos indicaram um sono profundo, 43,3% (13) um sono normal, 6,7% (2) sem relaxamento, 0% (0) ruim com pausas e 3,3% (1) pouquíssimo estado de sonolência. (Conclusão) Tais dados demonstram que a qualidade do sono dos atletas se encontrava entre profundo e normal em 90% (27) dos relatos e que em 10% (10) dos mesmos, a qualidade do sono permanecia entre: sem relaxamento, ruim, com pausas e um pouquíssimo estado de sonolência. Isto nos leva a concluir que a percepção da qualidade do sono destes atletas é boa, mas sugere-se a busca por uma melhor estrutura física (locais de pouco barulho, instalações apropriadas, aconchegantes e de baixa luminosidade) e intervenções psicológicas na busca pela diminuição das tensões decorrentes de altas cargas de treinamento e de problemas pessoais, reduzindo assim os problemas gerados por uma má qualidade do sono. Um outro fator que deve ser levado em consideração é a utilização de métodos alternativos como: sessões de relaxamento, sauna, entre outros, que promovam a diminuição das tensões físicas e psicológicas que geralmente acometem com maior freqüência os atletas nos dias que antecedem os jogos.
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Capacidades físicas de atletas de Handebol feminino, categoria juvenil
Machado, E.F.A.; Dechechi, C.J.; Menezez, R.P.; Reis, H.H.B.; Barros, R.M.L.; Macedo, D.V.
LABEX - UNICAMP

CAPACIDADES FÍSICAS DE ATLETAS DE HANDEBOL FEMININO, CATEGORIA JUVENIL Eduarda Faria Abrahão Machado1, Clodoaldo José Dechechi1, Rafael Pombo Menezez2, Heloísa Helena Baldy dos Reis3, Ricardo Machado Leite de Barros2, Denise Vaz de Macedo1 1-Laboratório de Bioquímica do Exercício (LABEX) - IB - UNICAMP 2-Laboratório de Instrumentação para Biomecânica (LIB) - FEF - UNICAMP 3-Faculdade de Educação Física - UNICAMP Dentre os fatores interferentes para uma boa performance no handebol, as capacidades físicas estariam na base de uma pirâmide hipotética, pois dão suporte para os desempenhos técnicos e decisões estratégico-táticas. No entanto, a literatura tanto nacional quanto internacional é extremamente carente de dados referentes a diferentes capacidades físicas em atletas dessa modalidade, principalmente do sexo feminino. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi determinar os valores de capacidades físicas importantes para uma boa performance no handebol através de alguns testes físicos. Os sujeitos analisados foram 12 atletas de uma mesma equipe feminina de handebol, categoria juvenil, participante de campeonatos regionais. As capacidades físicas analisadas foram potência e força de membros superiores, através de arremessos de medicine ball de 1kg (mb1) e 2 kg (mb2), respectivamente; força de membros inferiores, pelos testes squat jump (SJ), contra-movimento sem auxilio dos braços (CMSB), contra-movimento com auxilio dos braços (CMCB), salto horizontal (SH), salto triplo (ST); e teste de sprints repetitivos de 30-m em velocidade máxima com 20 s de pausa ativa para obtenção da velocidade máxima (Vmax) e número de sprints (NS). Os testes físicos apresentaram como resultados os seguintes valores médios: mb1 (4,99m 0,42); mb2 (3,84m 0,33); SJ (25cm 3,66); CMSB (30,34cm 3,15); CMCB (35,50cm 3,31); SH (1,82m 0,11); ST (5,70m 0,44); Vmax (5,92 0,23) e NS (9,92sprints 3,23). Através desses resultados pudemos começar a traçar um perfil de atletas de handebol do sexo feminino. Apoio Financeiro: SAE/Unicamp, CNPq e Fapesp (02/09923-2).
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Atividade física de aventura junto à natureza: alguns motivos, na percepção de jovens
Machado, F.H.; De Gáspari, J. C.
L.E.L. - Laboratório de Estudos do Lazer - DEF/UNESP - Rio Claro

ATIVIDADE FÍSICA DE AVENTURA JUNTO À NATUREZA: ALGUNS MOTIVOS, NA PERCEPÇÃO DE JOVENS Fernanda Harmitt Machado L.E.L. - Laboratório de Estudos do Lazer - DEF/UNESP - Rio Claro - São Paulo - Brasil Jossett Campagna De Gáspari L.E.L. - Laboratório de Estudos do Lazer - DEF/UNESP - Rio Claro - São Paulo - Brasil G. P.L - Grupo de Pesquisas em Lazer - FACEF/UNIMEP - Piracicaba - São Paulo - Brasil Grupo de Estudos Avançados em Inteligência Humana - USJT - São Paulo - São Paulo - Brasil Resumo: No âmbito do lazer, atualmente, constata-se um crescente interesse pelas atividades físicas de aventura junto à natureza. Simultaneamente, face aos desafios mundiais concernentes ao desenvolvimento sustentável das populações, neste limiar de milênio, questões ecológicas que embutem o homem como elemento da natureza, o meio ambiente e os níveis qualitativos de vida, ganham destaque nos diferentes campos do conhecimento humano, na mídia e nas conversas cotidianas. Este estudo, de natureza qualitativa, associa uma revisão de literatura à pesquisa exploratória, utilizando-se do instrumento questionário, contendo questões abertas, aplicado junto a uma amostra de trinta jovens, de ambos os sexos, após manifestação escrita de consentimento e validação do instrumento por uma comissão de ética. .Os dados foram organizados e analisados à luz da Técnica de Análise de Conteúdo. O objetivo deste estudo foi o de perscrutar, na percepção dos jovens respondentes, alguns motivos de adesão à atividade física junto à natureza. Os resultados, significativos para a reflexão na Educação Física e Motricidade Humana, destacam expectativas quanto às vivências inéditas, à quebra da rotina diária, ao convívio com o "risco", aos desejos de aventura e superação dos próprios limites, ao relacionamento interpessoal e à troca de experiências. A integração à natureza, a possibilidade de conhecimentos sobre a região na qual a vivência se deu, entre outros aspectos, reforçam a consciência ecológica no que tange ao respeito e preservação da natureza/ meio ambiente. Em conclusão, tais indicadores sinalizam que atividades como esta, vivenciadas em espaços informais de educação nos quais o lazer pode ser "veículo" e objeto" de desenvolvimento humano, podem, efetivamente, contribuir para a incorporação de atitudes positivas no resgate do homem-natureza e da natureza humana.
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Caracterização do mercado e consumo de suplementos alimentares: análise da situação mundial e uma realidade regional ( o caso de Piracicaba-SP)
Maciel, E.S.; Silva, M.C.; Silva, M. V.
USP/ Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"

Caracterização do mercado e consumo de suplementos alimentares: análise da situação mundial e uma realidade regional (o caso de Piracicaba -São Paulo). Mestranda Erika da Silva Maciel Mestrando Marcelo Carneiro da Silva Profa. Dra.Marina Vieira da Silva Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" O objetivo deste trabalho foi levantar as características de consumidores dos suplementos alimentares. O mercado para suplementos encontra-se em franca expansão. Comprovações científicas e o conceito de alimentos e/ou nutrientes funcionais exerceram influência positiva no consumo. As transformações vivenciadas em muitos paises, entre as quais a transição demográfica, a melhora do poder aquisitivo e o envelhecimento populacional também afetaram o mercado de suplementos. Para a caracterização da população consumidora de suplementos foram adotados dois recursos. Preliminarmente foi realizada uma revisão de literatura internacional e nacional, buscando a identificação dos vários perfis de consumidores. Dos trabalhos analisados, dezoito artigos descrevem as justificativas citadas, pelos próprios consumidores, para o uso de tais produtos. Na seqüência, visou-se caracterizar os praticantes de atividade física da amostra de cinco academias da cidade de Piracicaba, interior de São Paulo.Para tanto, utilizou-se de um formulário com questões referentes à prática de atividade física, (modalidade, duração e freqüência); uso de suplementos (tipo, dosagem utilizada, objetivos, tempo de uso, recomendação, gastos em reais) e duas questões referentes à crença na combinação de alimentação e atividade física para atingir os objetivos. Os resultados demonstram que, dos noventa entrevistados, quarenta e seis indivíduos consomem suplementos alimentares e, na maioria das vezes, o uso se revela excessivo e indiscriminado. A recomendação para a utilização, por sua vez, tem origens distintas.O nutricionista e o professor de educação física são os profissionais que mais influenciam no uso de suplementos existindo, ainda, aqueles que seguem a orientação de amigos ou de lojas que comercializam o produto. O dispêndio (em Reais), com tais produtos ficou entre 50 a 1000 reais por mês. Foi identificada preferência generalizada por suplementos de fonte protéica. De modo geral, há uma preocupação manifestada pelos pesquisadores da área, em nível mundial, com o uso de suplementos alimentares e uma busca pela conscientização e avaliação das reais necessidades da adoção do consumo dos mesmos. Os consumidores necessitam de mais informação e o mercado carece de fiscalização efetiva.
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A Concepção dos Alunos da Setima Série do Ensino Fundamental em Relação à Educação Física Escolar.
Maciel, V.; Mazzo, A.C.B.R.
UNESP - RIO CLARO-SP

A CONCEPÇÃO DOS ALUNOS DA SETIMA SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL EM RELAÇÃO À EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. Valéria Maciel; Ana Cristina Bonfá R. Mazzo UNESP - Rio Claro A Educação Física escolar no Brasil ao longo da sua história teve sua prática pedagógica diretamente influenciada pelo contexto histórico, social e político vigente em cada época. Inicialmente, para legitimar-la na escola, houve uma forte influência da área médica com discursos eugenistas e higienistas. Posteriormente, nas décadas 60 e 70, com o apoio do governo militar, a Educação Física escolar, era utilizada como estratégia para controlar, alienar os estudantes, estreitando desta maneira vínculos entre esporte e nacionalismo, fortalecendo o conteúdo esportivo na escola. A partir da década de 80, surgiram nova propostas pedagógicas em oposição às concepções biologista e esportivista, com severas críticas ao esporte de rendimento na escola. Atualmente, seu principal objetivo de ser o de integrar o aluno à cultura corporal, possibilitando o acesso a diferentes vivências corporais, além do exercício crítico da cidadania, respeitando a inclusão e a diversidade. Entretanto verifica-se que, as influências esportivista e biologistas ainda estão presentes nas aulas. Em grande parte das escolas, o esporte é o principal conteúdo, e no discurso dos professores, prevalece a idéia de que "esporte é saúde". O objetivo do presente estudo, foi verificar qual a concepção dos alunos em relação Educação Física escolar, questionando-os sobre seus conteúdos e sua importância. O presente estudo consistiu em uma pesquisa quantitativa. Para a obtenção das informações foi aplicado um questionário semi-estruturado. No total 139 alunos da 7ª série do ensino fundamental responderam as questões. Para 86 alunos (62%), Educação Física escolar e esporte é a mesma coisa, para 55 alunos (40%), a Educação Física é importante na escola devido a "aprendizagem de esportes" e para 34 alunos (25%), a sua importância por causa da "saúde", ou seja, somando esses dois resultados (65%), mais da metade dos alunos relacionam a disciplina com o esporte e com a saúde. Os alunos responderam as questões baseados nas experiências vividas nas aulas de Educação Física escolar. Os principais resultados indicaram a necessidade de haver uma variabilidade da pratica destes professores, para que estes alunos tenham a oportunidade de vivenciar os conteúdos da cultura corporal do movimento, como jogos, esportes danças, lutas, ginástica que deverão ser abordados nas três dimensões do conteúdo, conceitual, procedimental e atitudinal.
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AESPORTES: uma prática pedagogica na Academia de Ensino Superior de Sorocaba
Madeira, A.S.; Bratifische, S.A.
Universidade Metodista de Piracicaba

AESPORTES: UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA ACADEMIA DE ENSINO SUPERIOR DE SOROCABA Profº Mestrando Adilson Madeira Profª Ms. Sandra Aparecida Bratifische Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP Academia de Ensino Superior - Sorocaba - AES AESPORT é um projeto que intenciona promover os Jogos Possíveis na escola, está sendo elaborado pelo curso de Educação Física da Academia de Ensino Superior em parceria com a Diretoria de Ensino da cidade de Sorocaba. O teor epistemológico fundamenta-se nos esportes coletivos quanto as dimensões pedagógicas e sua relação com os jogos possíveis. O objetivo deste projeto é provocar uma reflexão junto aos discentes dos 1ºs, 2ºs, 3º e 4ºs semestres, quanto as práticas das disciplinas eletivas voleibol, futebol de salão, handebol e basquetebol no universo escolar. As disciplinas Pedagogia dos Esportes Coletivos, Docência no Ensino Fundamental e Sociologia subsidiarão o projeto no que se refere a bases teóricas, organização de jogos, e aspectos sociais. Foram convidados a participar 350 alunos, de ambos os sexos, matriculados em escolas municipais e estaduais, cursando a 5ª série do Ensino Fundamental, que deverão optar por uma das modalidades esportivas oferecidas. Efetuada as inscrições, os discentes junto aos professores das escolas inscritas terão a sua disposição dez aulas para o desenvolvimento das atividades, que finalizarão com o festival. Os professores responsáveis pelas eletivas estarão supervisionando todo o processo. Posteriormente intenciona-se mensurar por meio de um questionário a aplicabilidade desta prática junto aos discentes, levantar os aspectos relevantes que consolidam as relações teórico-práticas. Acreditamos que por meio desta vivência estaremos contribuindo na formação profissional do aluno despertando no futuro professor de Educação Física o senso crítico e investigativo, auxiliando-o na compreensão da verdadeira essência dos esportes coletivos no universo escolar.
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Efeitos de uma sessão de sauna sobre as respostas cardiovasculares
Magalhães, F.C.; Ferreira-Júnior J.B.; Talebipour, B.; Rodrigues, L.O.C.; Moreira, M.C.V.
Universidade Federal de Minas Gerais

T132B1 - EFEITOS DE UMA SESSÃO DE SAUNA SOBRE AS RESPOSTAS CARDIOVASCULARES Magalhães FC, Ferreira-Júnior JB, Talebipour B, Rodrigues LOC, Moreira MCV. Laboratório de Fisiologia do Exercício da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. INTRODUÇÃO: Os banhos de sauna têm sido amplamente utilizados com fins recreativos e terapêuticos. Entretanto, as respostas fisiológicas à sauna ainda são pouco estudadas. Este estudo procurou verificar os efeitos de uma sessão de sauna sobre variáveis cardiovasculares em indivíduos normais. MÉTODOS: Seis voluntários saudáveis, 4 homens e 2 mulheres (idade: 23 ± 2 anos, área de superfície corporal: 169 ± 11 m2, altura: 178 ± 0,26 cm) naturalmente aclimatados a ambiente tropical (19,5° S, 43° W) e euhidratados (densidade urinária < 1,030) foram submetidos a 15 min de repouso a 22 ± 1°C e 65 ± 7% URA, seguidos de 15 min deitados numa câmara ambiental a 60 ± 0 °C e 30 ± 1% URA. A seguir, os voluntários retornaram ao ambiente de repouso, onde foram mantidos deitados e cobertos com um cobertor de lã durante 30 min. Como controle, os mesmos indivíduos, em outra data, foram submetidos a uma situação semelhante, exceto na câmara ambiental onde a temperatura foi de 23 ± 0°C e a URA de 60 ± 1%. Durante a situação experimental e controle foi medida continuamente a freqüência cardíaca (FC) com eletrocardiógrafo e a cada 2,5 min as pressões arteriais sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM) por meio do método tonométrico. Para a análise estatística foi usado o teste t de Student e p< 0,05. RESULTADOS: A PAS, PAD e a PAM não foram diferentes na situação sauna em comparação com o controle. A FC durante a sauna foi maior em relação ao controle (71 ± 13 bpm vs. 56 ± 10 bpm), evidenciando um provável aumento do débito cardíaco e fluxo sanguíneo cutâneo sem alterações dos valores de PA. A FC, PAS, PAD e PAM não foram diferentes na recuperação no grupo sauna e no grupo controle. CONCLUSÃO: Este estudo foi capaz de medir as respostas fisiológicas cardiovasculares durante uma exposição à sauna de forma original em indivíduos saudáveis e aclimatados a um ambiente tropical. A sauna aumentou discretamente a freqüência cardíaca. Apoio financeiro: FAPEMIG-PROBIC, CNPq.
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A Formação de Educadores e a Afetividade dos Estagiários de Educação Física frente à Prática Docente
Malaco, L.H.;
PUC/SP e UNIFIEO

A FORMAÇÃO DE EDUCADORES E A AFETIVIDADE DOS ESTAGIÁRIOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA FRENTE A PRÁTICA DOCENTE Laís Helena Malaco PUC/SP e UNIFIEO O objetivo deste trabalho é compreender o significado das vivências práticas dos estagiários de Educação Física ocorridas no cotidiano das escolas onde se realizam as atividades de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado, quando os futuros professores desenvolvem a regência de aulas, e como eles lidam com a sua afetividade e as emoções das crianças sob sua responsabilidade. Considero importante apreender como eles sentem e percebem essas vivências, tendo em vista sua formação profissional. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado podem fornecer subsídios à construção da identidade e competências profissionais do futuro educador, portanto, as experiências vivenciadas pelos estagiários no cotidiano escolar são de extrema importância, pois lhes permitem entender as dimensões da prática pedagógica e sua complexidade.No processo de formação do educador as questões afetivas são praticamente desconsideradas, mas se apresentam de maneira evidente por ocasião da Prática de Ensino e do Estágio Supervisionado. A afetividade permeia todo o processo de ensino e de aprendizagem. Durante as aulas de Educação Física as manifestações afetivas, assim como as emoções se tornam bastante presentes; quando professores e alunos perdem o controle emocional, a relação interpessoal fica comprometida assim como a aprendizagem das crianças e as atividades pedagógicas.O referencial teórico adotado está pautado na abordagem sócio-histórica, tendo em vista que a afetividade é uma das categorias fundamentais do psiquismo humano, sendo ela estudada a partir dos trabalhos de Vigotski e Wallon.Utilizou-se a metodologia qualitativa, a coleta de dados foi feita a partir da observação direta das aulas e entrevistas com os estagiários, procurando detectar os aspectos afetivos presentes nessa prática pedagógica. Os estagiários consideram relevante a experiência proporcionada pela Prática de Ensino/Estágio Supervisionado, o contato direto com o cotidiano escolar; mas, destacam a dificuldade em lidar com a indisciplina, falta de atenção e respeito das crianças. Esses aspectos foram também observados pela pesquisadora, demonstrando sua influência sobre a qualidade e o desenvolvimento das aulas. Os professores têm dificuldades em lidar com suas próprias emoções e principalmente as de seus alunos, por isso acredito que os cursos de formação de educadores precisam rever essa questão. O futuro professor necessita entender a dimensão da afetividade e saber intervir adequadamente no processo educativo.
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Validação de teste não invasivo em esteira rolante para a determinação das capacidades aeróbia e anaeróbia de ratos Wistar
Manchado, F.B.; Gobatto, C.A.; Contarteze, R.V.L.; Mello, M.A.R.

VALIDAÇÃO DE TESTE NÃO INVASIVO EM ESTEIRA ROLANTE PARA A DETERMINAÇÃO DAS CAPACIDADES AERÓBIA E ANAERÓBIA DE RATOS WISTAR Fúlvia de Barros Manchado1,2, Cláudio Alexandre Gobatto1, Ricardo Vinícius Ledesma Contarteze1, Maria Alice Rostom de Mello1 1-Universidade Estadual Paulista - UNESP-Rio Claro; 2-Faculdades Integradas Einstein de Limeira - FIEL A identificação da intensidade de exercício prescrita à animais laboratoriais apresenta extrema importância para distintas áreas de pesquisa, clínicas ou desportivas. Apesar disso, poucos são os protocolos para avaliação fisiológica de ratos. O objetivo do estudo foi validar um protocolo não invasivo para a determinação das capacidades aeróbia (velocidade crítica) e anaeróbia (capacidade de corrida anaeróbia) de ratos submetidos a exercício de corrida em esteira rolante. Para isso, o modelo de determinação da potência crítica sugerido em humanos por Monod & Scherrer (1965), foi adaptado à animais. Doze ratos Wistar adultos foram selecionados e adaptados ao ergômetro. O protocolo experimental consistiu de 4 esforços exaustivos em velocidades aleatórias equivalentes a 25, 30, 35 e 40m.min-1, separados por intervalo de 48 horas. Houve registro do tempo de exaustão (tlim) em cada intensidade. A velocidade crítica (Vcrit) e a capacidade de corrida anaeróbia (CCA) foram estimadas utilizando o ajuste linear velocidade versus 1/tlim, no qual a Vcrit corresponde ao y-intercepto e a CCA, à inclinação da reta de regressão. Para validação do protocolo, os ratos foram submetidos ao teste de máxima fase estável de lactato (MFEL), composto por 3 corridas contínuas a 15, 20 e 25m.min-1 com coletas sangüíneas a cada 5 minutos de exercício. A Vcrit obtida foi 22,8 0,7m.min-1 e a CCA, 26,8,1 2,58m. Observou-se a MFEL na intensidade de 20m.min-1, em concentração de lactato 3,84 0,31mM. Em velocidade 15m.min-1 a estabilização ocorreu em valor inferior (3,17 0,36mM). A 25m.min -1 a lactacidemia não estabilizou. A MFEL e a Vcrit foram diferentes, porém bem correlacionadas (r =0,81). Desta forma, é possível concluir que o modelo de potência crítica, adaptado ao exercício de corrida em esteira rolante, pode ser usado para avaliar as capacidades aeróbia e anaeróbia de ratos, com pequenos ajustes sendo realizados em treinamento dos animais. Apoio Financeiro: FAPESP (processo n° 04/07070-5)
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Área de atuação profissional do licenciado e do bacharel (graduado) sob a ótica dos graduandos em licenciatura em Educação Física da UNESP de Bauru.
Manechine, S.; Vitório, R.; Thiengo, C.R.; Gimenes, S.
Departamento de Educação /UNESP Bauru

ÁREA DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO LICENCIADO E DO BACHAREL (GRADUADO) SOB A ÓTICA DOS GRADUANDOS EM LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNESP DE BAURU. Selma Manechine ; Ricardo Vitório; Carlos Rogério Thiengo; Samuel Valência Gimenes Profª. Dr.anda Departamento de Educação /UNESP (selmamanechine@yahoo.com.br);); Graduando Educação Física/UNESP-Bauru (ricvitorio@ig.com.br); Graduando Educação Física/UNESP-Bauru (thiengo@fc.unesp.br); Graduando Educação Física/UNESP-Bauru (samukagimenes@fc.unesp.br Freqüentemente os estudantes de Educação Física se vêem envoltos em discussões ao redor da formação profissional e muitos são os pontos geradores de dúvidas. Entre eles, temos questões relativas as características do curso, indagações sobre estágio, divergências circundando área de atuação profissional, entre outros. Na presente pesquisa, objetivou-se obter informações a respeito do conhecimento dos estudantes acerca da área de atuação do licenciado e do bacharel (graduado) em Educação Física bem como as suas atribuições. Adotou-se como instrumento de pesquisa para coleta de dados, questionários contendo sete questões abertas. Foram distribuídos 47 questionários, aos estudantes universitários do curso noturno de Licenciatura Plena em Educação Física, da Universidade Estadual Paulista, campus Bauru, dos cinco anos que compõem o período de formação acadêmica. O número de pessoas acima citadas constitui-se de uma amostra probabilistíca do universo total de estudantes do período. Os sujeitos foram escolhidos aleatoriamente, na seguinte distribuição de elementos por ano de curso: 1º ano, 9; 2º ano 10; 3º ano 13; 4º ano 10 e 5º ano, 5. A interpretação dos dados foi obtida através do procedimento estatístico descritivo (média, desvio padrão, freqüência absoluta e relativa). A amostra conteve idade média de 22,06 anos (+2,90), predominando o sexo masculino com 51,06% ao feminino com 48,94%. Como resultado principal em relação a diferença dos cursos de licenciatura e bacharelado (graduação), obteve-se que 85,11% sabem da diferença, 4,26% acreditam não haver diferenças e 10,64% desconhecem a existência desta. Quanto a questão que trata das áreas específicas de atuação, 43,02% dos entrevistados acreditam o licenciado atua nas escolas e 34,88% em academias, clínicas e reabilitação. Já o bacharel, 14,58% afirmam que não podem atuar em escolas, 38,72% em academias, clínicas e reabilitação e 13% como técnicos e preparadores físicos. Podemos concluir neste estudo, que os estudantes necessitam de maiores esclarecimentos acerca das competências de cada profissional, de modo a não limitar ou exceder as esferas de atuação dos referidos profissionais.
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Concepção de corpo para estudantes de Educação Física e Fisioterapia da UMESP: uma abordagem preliminar
Maneschy, P.P.; Buria, E.F.; Melques, J.; Pereira, L.W.; Legori, L.G.; Mangabeira Júnior, M.S.; Souza, M.T.
Universidade Metodista de São Paulo

CONCEPÇÃO DE CORPO PARA ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA E FISIOTERAPIA DA UMESP: UMA ABORDAGEM PRELIMINAR Pedro Paulo Maneschy; Evelyn F. Buria; Janaina Melques; Leonardo W. Pereira; Lorainye G. Legori; Manoel S. Mangabeira Júnior; Maurício Teodoro de Souza Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo - UMESP A Educação Física vem se constituindo como a área do conhecimento que estuda o movimento humano. Dentre as abordagens desenvolvidas ao longo do processo de construção desse conhecimento temos a cultura corporal de movimento, a qual entende que as manifestações corporais são elaboradas no contexto cultural que a pessoa vive expressando uma relação indissociável entre o inato e o adquirido. Como formas de manifestação dessa cultura corporal de movimento temos o jogo, a dança, a luta, o esporte e a ginástica, caracterizando assim qual é o tipo de movimento estudado. Nesse universo, o objeto de observação é o corpo, pois a possibilidade de visualização de toda a elaboração humana só é possível por meio da expressão corporal, direta ou indiretamente. Sabendo que a cultura corporal de movimento é construída no contexto cultural e que a observamos na corporeidade expressa nos comportamentos, pretendemos com essa pesquisa conhecer qual a concepção de corpo que estudantes de educação física e fisioterapia possuem no início e final de curso. Para tanto foi realizada entrevista semi-estruturada com vinte alunos da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo, sendo dez por curso e cinco para cada série, visando conhecer dos acadêmicos qual a concepção de corpo, como se trabalha essa concepção junto aos seus alunos e pacientes e como essa concepção foi/é aplicada na própria vida. As informações coletadas foram compreendidas por meio da análise de discurso. Na análise preliminar das informações podemos verificar uma predominância dos discursos indicando que a concepção de corpo ficou no nível de máquina, instrumento de trabalho, ferramenta, objeto, veículo para o transporte do Ser/Alma. Outra verificação observada foi a compreensão de corpo fragmentado tendo a função de eixo, sustentação, estrutura visando sentir, falar, locomover, pensar, trabalhar etc. Desse modo, podemos considerar preliminarmente que a concepção de corpo manifestada pelos alunos de Educação Física e Fisioterapia se caracterizou por uma compreensão utilitarista e fragmentada retratando que o contexto acadêmico vivido não tem proporcionado uma reflexão sobre o que é corporeidade.
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Projeto qualidade de vida Curumim
Mangia, P. L.; Silva, D.M.
Serviço Social do Comércio - SESC

R061 - PROJETO "QUALIDADE DE VIDA CURUMIM" PETER LANES MANGIA SESC SANTOS/SP O SESC - Serviço Social do Comércio, mantém desde 1987 em diversas unidades da capital e interior do estado de São Paulo o Curumim, programa permanente de educação voltado para crianças de 07 a 12 anos, dependentes de Trabalhadores do Comércio e Serviços matriculados no SESC. A finalidade do programa é de promover o desenvolvimento integral da criança em infraestrutura privilegiada e com acompanhamento de educadores das áreas de pedagogia, educação artística, educação física e ambiental, que propõe diversas atividades lúdicas buscando despertar a socialização, a cooperação, a autonomia e a responsabilidade. Nas atividades físicas são observadas características dos aspectos físico, cognitivo e social com propostas pedagógicas que acrescentam conhecimentos ao repertório trazido pela criança. Dentre as estratégias utilizadas destacamos o "Projeto Qualidade de Vida Curumim", que se tornou uma atividade permanente desde março de 2003. No projeto são realizadas com as crianças avaliações físicas, análises posturais, estudos nutricionais e atividades teórico-práticas de higiene e saúde com o objetivo principal de captar dados sobre possíveis dificuldades de ordem motora e também carências em relação aos hábitos de higiene e cuidados com a saúde. O trabalho também envolve os familiares que participam de algumas atividades especiais e contribuem reforçando em casa junto às crianças os conceitos aprendidos, interando-se também, sobre os resultados através dos relatórios de avaliação, emitidos ao término de cada semestre, e que poderão servir como subsídio em caso da necessidade de apoio externo especializado. O conjunto das atividades procura contribuir na busca de uma cultura pela melhoria da qualidade de vida. Serviço Social do Comércio / SESC SP - Santos
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SpO2 e FC 13% em pilotos de caça e pentatletas
Mangrinch, R.; Niederauer, V.C.; Mangrich, M.; Geller, C.; Portela, L.O.C.
Universidade Federeal de Santa Maria

SPO2 E FC 13% EM PILOTOS DE CAÇA E PENTATLETAS Ricardo Mangrinch, Vilceu Cardoso Niederauer, Miriam Mangrich, César Alcides Geller, Luiz Osório Cruz Portela. Universidade Federal de Santa Maria. Introdução: A qualidade das trocas gasosas é influenciada pelo nível de saturação de oxigênio (SpO2) na hemoglobina (Hb). Como resposta aguda à altitude tem-se um aumento da FC e a diminuição da saturação de O2 na Hb. A dimensão de ambas as respostas é proporcional a queda da pressão barométrica que varia com a altitude. A adaptação crônica resulta em aumento dos valores da SpO2 e diminuição da FC. Estas adaptações indicam uma melhora nos mecanismos de regulação e transporte de O2. A pressão parcial dentro da cabina cai em função da altura de vôo. A ação voluntária de tirar a máscara de oxigênio, o término das reservas ou pane nos equipamentos são situações que expõem os pilotos a um ambiente hipóxico. Tal exposição pode ser estímulo a uma diferenciada adaptação e capacidade hipóxica. Objetivo: Verificar, em condições de hipoxia 13%, se a resposta da SpO2 e FC de pilotos de caça, diferencia-se a de pentatletas. Método: Os grupos formam compostos por 12 pilotos de caça (AMX), idade média de 34 anos, e 9 pentatletas com idade média de 32 anos. Ambos os grupos foram submetidos a 1 hora de hipoxia 13% de O2, com monitoramento da FC e SpO2 a cada segundo. Resultados: Os valores médios encontrados foram: SpO2pil= 84%, FCpil=72,5bpm e SpO2pent=87%, Fcpent=75,7bpm. A comparação das médias das variáveis entre os grupos, teste t-Student, não detectou diferença estatística significativa (p>0,05) entre eles. Conclusão: Não foi possível constatar, para as variáveis analisadas, uma resposta diferenciada dos pilotos em relação aos pentatletas, que indicasse uma maior capacidade hipóxica. A quantidade de estímulos hipóxicos, a que os mesmos são submetidos, não é suficiente para resultar em adaptações significativas. Para efeito de treinamento e preparação é de se sugerir o desenvolvimento de adaptações, aumento da capacidade hipóxica, pois essa pode estar presente nas atividades diárias de pilotos.
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Brincar no esporte: uma experiência vivida
Manzano, C.L.;
Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba

P357 - BRINCAR NO ESPORTE: UMA EXPERIÊNCIA VIVIDA Celso Lopes Manzano Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba Atualmente, o esporte abrange uma diversidade de praticas corporais que amplia a cada dia com o surgimento de novas modalidades. Instituições particulares e públicas disponibilizam essa pluralidade esportiva de uma forma inadequada, e, ao adotarem um sistema fragmentado, as crianças fazem suas opções por uma modalidade de sua preferência de forma ilusória. Isso acontece, porque a criança não teve um referencial esportivo para que se possa escolher a de seu verdadeiro interesse e, deste modo, gera-se uma rotatividade natural de alunos nas modalidades esportivas oferecidas. Tais problemas foram detectados pelo Departamento de Esportes da Prefeitura Municipal Pindamonhangaba, o qual percebeu a necessidade de desenvolver um trabalho que proporcionasse oportunidades às crianças de viverem melhor por meio do esporte. Assim, nasceu a idéia do projeto piloto "Brincar no Esporte". O projeto tem como finalidade iniciar a criança no mundo do esporte a partir do brincar, possibilitando por meio da diversidade de algumas modalidades individuais e coletivas um referencial maior para que os envolvidos possam futuramente optar de forma segura por uma prática esportiva de seu interesse. Durante dez meses, verificou-se o conhecimento esportivo em vinte e cinco crianças de ambos os sexos - entre 9 e 10 anos de idade . Através da heterogeneidade de alguns esportes individuais e coletivos, identificou-se qual modalidade esportiva que mais despertou e ou não o interesse, o porquê dessa identificação e quais esportes elas praticaram que não conheciam. Todas essas questões foram depreendidas de um questionário para conhecer opiniões de alunos e pais envolvidos no projeto. A partir dos depoimentos, constatou-se a necessidade de atrelar as reflexões obtidas com as dos profissionais envolvidos. Problemas, situações vivenciadas e reflexões propiciaram descobertas de estratégias não apenas para oferecer a diversidade das modalidades esportivas, mas para sistematizá-las; garantindo o interesse pela prática e capacitando ainda mais o corpo educativo que atuará em novas etapas. O projeto deixou de ser piloto para ser vivenciado; deixou de ser inovador para ser alvo de metas. Finalizadas as etapas do projeto piloto, notou-se que o mesmo conseguiu ultrapassar os muros do centro esportivo, conscientizando todos ou uma grande parte dos envolvidos sobre a importância do esporte e do brincar.
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Análise do clima motivacional em aulas de Educação Física: um estudo de caso
Marante, W.O.; Ferraz, O.L.
Laboratório de Pedagogia do movimento - LAPEM - Escola de Educação Física e Esporte da USP

ANÁLISE DO CLIMA MOTIVACIONAL EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM ESTUDO DE CASO Wallace Oliveira Marante, Osvaldo Luiz Ferraz; Laboratório de Pedagogia do Movimento Humano - LAPEM - Escola de Educação Física e Esporte da USP As aulas de Educação Física podem proporcionar aos seus alunos experiências interessantes e desafiadoras relacionadas à cultura de movimentos. Ao mesmo tempo pode constituir-se como algo indiferente para outros alunos, ou ainda insuportável para alguns. As diferenças de motivação podem explicar, em parte, os diversos níveis de envolvimento. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi analisar a orientação do clima motivacional em aulas de Educação Física, frente às práticas pedagógicas adotadas e as variáveis determinantes do ambiente de aprendizagem. O grupo investigado constituiu-se de turmas de 1ª série do Ensino Fundamental em uma instituição privada do Município de São Paulo. As aulas foram filmadas com câmera digital, proporcionando captação de imagens e áudio. A análise dos dados foi realizada tomando-se por base o instrumento TARGET, utilizado para analise de clima motivacional que propõe a estruturação do ambiente de aprendizagem em seis dimensões, a saber: tarefa (variedade e organização das atividades), autoridade (participação das crianças em papéis de liderança e em processos de tomada de decisão), reconhecimento (razões, distribuição e oportunidades de reconhecimento), agrupamento (critérios e flexibilidade na formação dos grupos), avaliação (critérios e oferta de informações avaliativas públicas e privadas), tempo (flexibilidade do planejamento, velocidade, ritmo e administração do tempo nas atividades). De acordo com o posicionamento e aplicação do professor frente a essas variáveis, podemos ter a orientação do clima motivacional à performance, onde o foco é o desempenho, ou orientação à aprendizagem, centrada no aluno. Os resultados indicam que a orientação à aprendizagem foi predominante surgindo orientação à performance eventualmente. Entretanto, observou-se que é possível alcançar maior envolvimento dos praticantes em todas as atividades se o professor considerar os aspectos motivacionais relacionados à Educação Física mais intencionalmente, conhecendo os conceitos motivacionais.
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As práticas corporais numa abordagem sociológica: o contexto da dança
Marcelino, D.R.;
Departamento de Educação Física - UNESP Rio Claro

AS PRÁTICAS SOCIAIS NUMA ABORDAGEM SOCIOLÓGICA: O CONTEXTO DA DANÇA Denise Rosa Marcelino Departamento de Educação Física - UNESP Rio Claro Introdução: Uma sociedade é composta por indivíduos que se comunicam. A partir dela surgem os grupos sociais, espaço onde os seres sociais que mantém a mesma linha de pensamento se aproximam e se relacionam (MACHADO NETTO, 1975). A dança é uma prática corporal que claramente tem a função de comunicar. Mendes (1987) afirma que mesmo antes de falar o homem já criava, padrões rítmicos de movimento ao mesmo tempo em que desenvolvia sentido plástico no espaço. A dança sofreu inúmeras transformações desde a pré-história sem perder seu espaço nas sociedades. Na atualidade ela tem servido como meio de transformação, fazendo parte de projetos sociais e adotada como programa de condicionamento físico. Partindo da idéia de que a dança, mesmo tratada como arte, pode estar ao alcance de todos, o SESI a mantém como uma das opções de seu programa Escola de Esportes. No programa a dança é meio de inclusão social e de formação de cidadãos. Problema: a partir das idéias postas o questionamento que se forma é quanto ao que causa a disposição para a dança, ou seja, o que gera a estrutura para a prática (BOURDIEU, 1994). Objetivos: Identificar o que causa as disposições para dança num grupo praticante da modalidade no programa Escola de Esportes bem como o que essa prática representa para eles e os usos que fazem dela. Metodologia: participaram desse estudo nove alunos de uma das turmas de dança do programa, com idade de 9-12 anos que responderam a questão aberta "Por que eu danço?". A análise das respostas foi qualitativa. Resultados e discussão: Os motivos pelos quais os sujeitos dançam, são diversos, mas a maior incidência nas respostas foi o gosto pela dança. Com relação às disposições para a prática, pode-se observar que a oferta da modalidade é um dos causadores, porém não ficou muito claro nas respostas. Segundo Bourdieu (1994) oferta é a criação de uma necessidade que impõe no sujeito social a disposição para a procura. Quanto aos usos sociais que fazem dessa prática, não se pôde identificar um objetivo consistente, porém apareceu que a dança é um meio para alcançar sucesso seja profissional ou pessoal. Conclusão: Com base no que pudemos discutir é possível concluir que a prática da dança pelo grupo analisado é feita por gostar de dançar e por esta ser uma atividade prazerosa. Ainda pudemos verificar que os sujeitos fazem usos sociais diversos dessa prática. Não se pode verificar claramente o que causa as disposições para a dança, porém foram apontadas hipóteses que poderão ser testadas em estudo futuro.
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Graduação em Educação Física: experiência da FEF-Mackenzie na implantação das dimensões dos conteúdos
Marcos Merida; Rita de Cássia Garcia Verenguer e Elisabete dos Santos Freire
Universidade Presbiteriana Mackenzie

GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA: EXPERIÊNCIA DA FEF-MACKENZIE NA IMPLANTAÇÃO DAS DIMENSÕES DOS CONTEÚDOS Marcos Merida, Rita de Cássia Garcia Verenguer e Elisabete dos Santos Freire Universidade Presbiteriana Mackenzie A Faculdade de Educação Física da Universidade Presbiteriana Mackenzie iniciou suas atividades de ensino, pesquisa e extensão em fevereiro de 2000, oferecendo os cursos de Licenciatura em Educação Física e Bacharelado em Educação Física, com aprofundamento de conhecimento em Aptidão Física e Qualidade de Vida e Treinamento Esportivo. Tais cursos têm como diretrizes norteadoras, o Projeto Pedagógico Mackenzista e as orientações do Relatório Jacques Delors, cuja referência supõe quatro pilares da educação do futuro: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; e aprender a ser. Os objetivos deste trabalho são: a) relatar as estratégias utilizadas para a implantação das dimensões dos conteúdos nos planos de ensino das disciplinas e b) apresentar as dúvidas e reflexões decorrentes deste processo. Antecipando a Resolução CNE nº 07/2004, os planos de ensino, a partir de 2003, sofreram modificações visando contemplar em sua estrutura as dimensões conceitual, procedimental e atitudinal. Considerando que essa abordagem é recente e pouco conhecida pelos docentes, foi necessário selecionar a literatura pertinente, criar encontros de estudos e elaborar textos de apoio. O trabalho em pequenos grupos facilitou o processo e as inúmeras correções. Em decorrência desta implantação, atualmente, estamos refletindo sobre as seguintes questões: como avaliar a dimensão atitudinal de cada unidade temática?; como relacionar a dimensão atitudinal com as outras dimensões da respectiva unidade temática? como identificar a dimensão procedimental nas disciplinas de orientação acadêmica e como concretizar esta aprendizagem? Todo esse processo de mudança e reflexão tem sido importante, também, porque os docentes têm visto seus planos de ensino como o espelho da qualidade e riqueza de seu trabalho e, não, como mero instrumento burocrático.
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Modulações do padrão locomotor decorrentes da perturbação vestibular e da informação ssonora aaplicada em fases distintas da passada
Marins, F.H.P.; Gobbi, L.T.B.
Unesp-Rio Claro

MODULAÇÕES DO PADRÃO LOCOMOTOR DECORRENTES DA PERTURBAÇÃO VESTIBULAR E DA INFORMAÇÃO SONORA APLICADA EM FASES DISTINTAS DA PASSADA Francisco Henrique Penha Marins; Lilian Teresa Bucken Gobbi Laboratório de Estudos da Postura e da Locomoção/ DEF/IB/UNESP - Rio Claro Quando estímulos sonoros (ES) são apresentados no contato do calcanhar da perna de suporte anterior à ultrapassagem do obstáculo ocorreram modulações espaciais e temporais no padrão locomotor (Marins & Gobbi, 2004). O tempo disponível para realizar estas modulações foi manipulado pela apresentação do ES em diferentes momentos no último ciclo da passada antes do obstáculo (início da fase de duplo suporte e perda de contato da perna de abordagem), requerendo que o indivíduo realizasse rotação da cabeça em direção ao som. Para verificar as estratégias locomotoras adaptativas neste contexto, diodos infravermelhos foram afixados, em 5 adultos jovens, nos seguintes pontos anatômicos: pé direito, externamente, no quinto metatarso, calcâneo e maléolo fibular; pé esquerdo, internamente, primeiro metatarso, calcâneo e maléolo tibial. Cada participante realizou a tarefa de levantar da cadeira e locomover-se em direção ao obstáculo em condições de perturbação vestibular transitória (PVT-cadeira giratória motorizada), ES (soundcue-sensores afixados no calcanhar e hálux do participante) e obstáculo (alto=10cm acima do joelho e baixo=10cm abaixo do joelho). A ordem de apresentação das 70 tentativas foi randomizada para cada participante. As variáveis dependentes Distância Vertical Pé-Obstáculo (DVPO), indicando a margem de segurança sobre o obstáculo; (DHPO) indicando a distância do pé em relação ao obstáculo, Desvio Médio-Lateral Esquerdo (DMLe) e Desvio Médio-Lateral Direito (DMLd), indicando efeito da perturbação vestibular transitória (PVT) e (VMH) para indicar a velocidade em que o participante ultrapassa o obstáculo foram obtidas. Os resultados mostraram que a DVPO foi influenciada pela combinação das condições experimentais; DHPO e VMH foram influenciadas apenas pelo ES; e o DMLe foi afetado pela altura do obstáculo. Assim, modulações do padrão locomotor foram decorrentes da perturbação vestibular, da altura do obstáculo e do tempo disponível para planejar e implementar ajustes locomotores. Agradecimentos: LEM (UNESP) e LRSM (CEB/UNICAMP).
Apoio:

O esporte olímpico precisa de um corpo e um sexo verdadeiros?
Martins, C.J.;
UNESP - Rio Claro

O ESPORTE OLÍMPICO PRECISA DE UM VERDADEIRO CORPO E UM VERDADEIRO SEXO? Carlos José Martins UNESP - Rio Claro Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as concepções e prescrições de corpo, de gênero e de sexo presentes no campo do esporte olímpico. Tal reflexão se fará a partir do caso da adoção pelo Comitê Olímpico Internacional de medidas autorizando a participação de atletas transexuais em seus jogos a partir das olimpíadas de Atenas 2004. Esta pesquisa pretendeu investigar, quais são as novas configurações dos corpos, dos gêneros e dos sexos na nossa atualidade a partir das relações de força que os investem e das estratégias que os modelam. Este estudo adota uma abordagem genealógica, que implica a apreensão das condições de possibilidade que fazem emergir, em uma dada época, as configurações corporais correspondentes às relações de força em presença em um dado campo social.
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Os benefícios da prática motora em crianças e adolescentes com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (tdah)
Martins, L.F.; Machado, H.V.; Seabra Junior, L.
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE PAULISTA - UNORP

OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA MOTORA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH) LETÍCIA FUMIS MARTINS, PROF. DR. HÉLIO VILELA MACHADO, PROF. MSD. LUIZ SEABRA JUNIOR CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE PAULISTA - UNORP Este trabalho consta de pesquisa bibliográfica sobre as características, causas, tratamento e os benefícios promovidos pela prática de atividades físicas no Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH).Confirmou-se pela literatura que, em razão de seu comportamento desatento e impulsivo, pessoas com o transtorno apresentam dificuldades na escola e nos relacionamentos interpessoais. Os portadores da desordem não conseguem realizar os inúmeros projetos que planejam e parecem estar sempre desligados, "no mundo da lua", geralmente são estabanados e não conseguem se controlar. Entendendo que o professor de Educação Física está inserido no contexto escolar, buscou-se identificar na literatura quais benefícios a prática motora oferece ao hiperativo, possibilitando uma seleção consciente dos exercícios a fim de contribuir para a promoção da saúde mental da criança e do adolescente com TDAH, para que estes possam ter um melhor desempenho escolar, uma satisfatória integração social e, acima de tudo, satisfação pessoal. Palavras-chave: Hiperatividade.TDAH. Educação Física. Prática motora.
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Fatores que influenciam a satisfação dos alunos de ginástica de academia
Martins, L.T.; Possmoser, V.M.; Santos, E.L.
UNASP - Centro Universitário Adventista de São Paulo

FATORES QUE INFLUENCIAM A SATISFAÇÃO DOS ALUNOS DE GINÁSTICA DE ACADEMIA Leonardo MARTINS, Viviane M. POSSMOSER, Eduardo L. SANTOS UNASP - Centro Universitário Adventista de São Paulo O número de academias tem aumentado muito nos últimos anos e elas vêm ocupando cada vez mais espaço no contexto social, estando dentro das dimensões de lazer, contribuindo para a satisfação pessoal do praticante. O profissional de educação física deve estar ciente das questões que envolvem a ginástica de academia, não se limitando à prática de alguma modalidade, mas compreendendo as questões envolvidas com a satisfação dos alunos. Este estudo teve por objetivo estudar o grau de satisfação dos alunos de ginástica de quatro (4) academias, sendo duas (2) da zona sul da cidade de São Paulo e duas (2) da cidade de Itapecerica da Serra. Desenvolvemos este trabalho usando a metodologia de estudo descritiva quantitativo, com tratamento estatístico, através de aplicação de questionário a cem (100) praticantes de ginástica de academia. As questões envolvidas na avaliação do grau de satisfação abrangem dezoito diferentes aspectos da academia, de acordo com os principais itens que a literatura aponta como importantes na avaliação do grau de satisfação de praticantes de ginástica de academia. Os resultados apontaram para a relevância da estética corporal como principal fator motivador para a participação nas aulas e para outros fatores como a importância da correta utilização de estilos musicais apropriados para a aula e também a motivação do professor como fator relevante para a satisfação na aula. Concluímos que há diversos fatores motivacionais que interferem no grau de satisfação dos alunos e que o conhecimento de tais fatores pode determinar o sucesso ou fracasso do profissional de educação física que atua nesta área.
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Confiabilidade entre os plicômetros lange e WCS: um estudo piloto
Martins, M.S.; Oliveira Júnior, M.P.; Massetto, S.T.; Dubas, J.P.
Universidade Santa Cecília ? Faculdade de Ed. Física e Esportes

CONFIABILIDADE ENTRE OS PLICÔMETROS LANGE E WCS: UM ESTUDO PILOTO Mateus da S. Martins1, Marcio P. de Oliveira Júnior1, Simone T. Massetto1, 3, João P. Dubas2. 1Universidade Santa Cecília - Faculdade de Ed. Física e Esportes, 2Universidade Metropolitana de Santos - Faculdade de Ed. Física, 3 Faculdades Integradas de Guarulhos - Faculdade de Ed. Física. Tendo como base a necessidade perpétua de se determinar a confiabilidade das medidas utilizadas, tanto no processo de avaliação laboratorial como em academia, assim como o uso de plicômetros com menor custo, procuramos verificar a confiabilidade entre os plicômetros Lange (PLG) e WCS (PWCS). Para tal constituiu-se uma amostra com as seguintes características: indivíduos aparentemente saudáveis do gênero masculino, idade entre 20 e 25 anos e índice de massa corporal entre 18 e 25 kg/m2. Inicialmente foram selecionados 10 sujeitos, sendo que destes, três voluntários foram excluídos por não se enquadrarem em pelo menos um dos critérios citados. O processo de avaliação foi composto pela mensuração da massa corporal, estatura, dobras cutâneas (DC) triciptal (DCTR), subescapular (DCSE), supra-ilíaca (DCSI), panturrilha medial (DCPM), somatório de dobras cutâneas (SDC) e o nível de atividade física (NAF), determinado por meio do questionário internacional de atividade física (IPAQ) em sua versão curta. As medidas antropométricas foram determinadas duas vezes em um intervalo de uma semana, sendo as DC mensuradas em triplicata. Na primeira visita empregou-se somente o PLG, sendo que na segunda visita utilizou-se tanto o PLG quanto PWCS, em ordem alternada e aleatória entre os indivíduos. Para analisar a confiabilidade inter-plicômetros determinou-se o erro técnico da medida (ETM) e ETM percentual (ETM%) e estes valores foram comparados com os padrões levantados por Ulijaszek e Kerr (1999). Considerando-se ETM inter-plicômetros encontramos os valores de 2,65mm para DCSE; 3,10mm para DCTR; 6,87mm para DCSI; 3,50mm para DCPM e 9,86mm para SDC, estes ETM"s foram pelo menos duas vezes maiores que os ETM"s para comparação inter-observadores, em parte tal comportamento pode ser explicado pelo fato de o PWCS sistematicamente gerar medidas inferiores àquelas obtidas por meio do PLG em dois dos voluntários para DCSI e SDC. Para o ETM% verificaram-se os valores de 26,5% para DCSE; 29,4% para DCTR; 34,4% para DCSI; 46,6% para DCPM e 20,5% para SDC. Desta maneira, recomenda-se que a mensuração das dobras cutâneas para acompanhamento do indivíduo seja feita no mesmo plicômetro, mesmo quando há disponibilidade de aparelho com desenho semelhante. Sugere-se que estudos com amostras maiores sejam realizados, além da avaliação do NAF e sua possível relação com o ETM.
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Estados emocionais e rafting: investigando a ansiedade antecedente a prática
Martoni, F. R.; Moreira, J. C. C.; Schwartz, G. M.
Psicóloga pela Uniararas (SP)

ESTADOS EMOCIONAIS E RAFTING: INVESTIGANDO A ANSIEDADE ANTECEDENTE À PRÁTICA FLÁVIA REGINA MARTONI * Psicóloga pela Uniararas (SP) JAQUELINE COSTA CASTILHO MOREIRA * Mestranda do Dep. Educação Física IB/UNESP Rio Claro (SP) GISELE MARIA SCHWARTZ ** Doutora em Psicologia pela USP, Docente Dep. Educação Física IB/UNESP Rio Claro (SP) * Pesquisadora do Laboratório de Estudos do Lazer (LEL) - DEF/IB/UNESP ** Coordenadora do Laboratório de Estudos do Lazer (LEL) - DEF/IB/UNESP RESUMO Este estudo qualitativo objetivou investigar, na visão de praticantes novatos de atividades físicas de aventura na natureza (AFAN), as sensações intervenientes na fase de preparação para a vivência do Rafting. Foram sujeitos desta pesquisa dez adultos de ambos os sexos, com faixa etária entre dezesseis e trinta anos, sem experiência. O estudo desenvolveu-se por meio de uma pesquisa exploratória, utilizando-se uma adaptação do Inventário de Ansiedade de Weinberg e Gould, sob a forma de uma escala do tipo Lickert de quatro pontos, aplicado no período que antecedeu à atividade. A aplicação do instrumento se deu de forma individual e a adesão ou não à pesquisa foi voluntária. Os resultados foram analisados de forma descritiva, indicando que os praticantes, inicialmente, não se sentem ansiosos, em decorrência, especialmente, da qualidade da instrução, a qual, sendo adequada, favorece maior autoconfiança e segurança para a vivência. Sugerem-se novos estudos, no sentido de se identificar outros parâmetros intervenientes aos estados emocionais neste tipo de prática, ampliando as reflexões da área. Palavras-chave: Estados Emocionais, Ansiedade, Rafting, AFAN.
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Motivos iniciais para a prática de atividades aquáticas para indivíduos idosos na cidade de santos
Massetto, S.T.; Dubas, J.P.; Mansoldo, A.C.
EEFE-USP/ FEFESP-UNISANTA / FIG

MOTIVOS INICIAIS PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES AQUÁTICAS PARA INDIVÍDUOS IDOSOS NA CIDADE DE SANTOS Simone Tolaine Massetto¹, João Paulo Dubas², Antonio Carlos Mansoldo³ ¹ LADESP/EEFE-USP, FEFESP-UNISANTA, FEF- FIG; ² FEFIS-UNIMES;³ LADESP/EEFE-USP A prática regular de uma atividade física é importante na manutenção da qualidade de vida do idoso (SHEPHARD, 2003). A prática dessa atividade no meio líquido proporciona a diminuição de cargas sendo, portanto, recomendada para o público idoso (BAUM, 2000). Conhecer os motivos iniciais da prática da atividade aquática auxilia a oferta de programas compatíveis com as necessidades e objetivos desta população, incentivando assim a prática de uma atividade aquática e auxiliando no processo de aderência à mesma. Este estudo teve como objetivo conhecer os motivos iniciais da prática das atividades aquáticas, Natação e Hidroginástica, para indivíduos idosos residentes na cidade de Santos (SP), do qual participaram 94 sujeitos (68 mulheres e 26 homens) com idade média de 66,09 (5,22). Como instrumento de pesquisa foi utilizado o questionário "DETERMINANTES DA PRÁTICA DE ATIVIDADES AQUÁTICAS" (MASSETTO, 2005). Os resultados foram apresentados por distribuição de freqüência e porcentagens. Quando a questão "comecei a praticar esta atividade aquática" foi apresentada, os indivíduos manifestavam sua opinião, com relação à continuidade da frase, assinalando as lacunas (desde discordando totalmente até concordando totalmente) em uma escala de Likert de 5 fases. Os resultados mostram que a amostra concorda totalmente quando os motivos são a manutenção da saúde (87,2%) e a orientação médica (50%). Mostram também, que discordam em parte quando os motivos são a manutenção do hábito (48,9%) e o aprendizado da natação (42,2%). Quando esses resultados são analisados por atividade praticada (natação ou hidroginástica) existe uma divergência nas respostas. Na variável "para aprender a nadar", os praticantes de natação tendem a concordar em parte com a afirmação, e os praticantes de hidroginástica tendem a discordar em parte. Quando a afirmação é "para manter a aparência", os praticantes de hidroginástica tendem a concordar em parte e os da natação a discordar em parte. Na afirmação "para pertencer a um grupo social", os praticantes de hidroginástica concordam em parte e os da natação discordam em parte. E ainda, os praticantes de natação tendem a discordar em parte e os de hidroginástica a concordar em parte quando o início da prática parte de estímulos de amigos e familiares. Pode-se supor, portanto, que os principais motivadores iniciais para a prática das atividades aquáticas partem de estímulos externos e internos aos idosos. Pode-se também supor que os praticantes de natação e hidroginástica devam ser estimulados de maneira diferente.
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Avaliação por portfólio: relato de experiência
Mastrorosa, A.;
Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG)

AVALIAÇÃO POR PORTFÓLIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Adriano Mastrorosa Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG) Ao longo do meu trabalho com formação de professores de Educação Física tenho me preocupado em como avaliar adequadamente os alunos, além de garantir que a avaliação ajude no processo de apropriação do conhecimento. Neste sentido, no último semestre de 2004 optei pela avaliação por portfólio com 3 turmas do 2o semestre que cursavam a disciplina Dimensões Sócio-culturais da Educação Física II: ênfase nos aspectos antropológicos e sociológicos nas Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG). A proposta era que cada aluno reunisse tudo que produziu ao longo das aulas no seu portfólio. Visando sistematizar os trabalhos estipulei três categorias (Básica, Avançada e Excelência). Na primeira categoria enquadravam-se todos os registros das aulas e as atividades pedidas em sala de aula e fora dela. Na segunda, as produções feitas pelos alunos a partir das discussões em aula e a partir dos textos recomendados para leitura. Na terceira, pesquisas bibliográficas realizadas autonomamente. Não houve obrigatoriedade de preencher todas as categorias e nem de realizar todas as tarefas, contudo a nota do aluno teve relação com a quantidade e qualidade das tarefas realizadas em cada categoria. A distribuição da nota ficou da seguinte maneira: 5 pontos para a primeira categoria, 3 pontos para a segunda e 2 pontos para a terceira. Muitos alunos optaram por não realizar algumas atividades e garantir apenas a nota mínima para passar (nota sete). Outros deixaram de fazer boa parte das atividades e não conseguiram aprovação. Contudo, a maioria dos alunos entendeu a proposta e se propôs a realizar o máximo de tarefas, com a melhor qualidade possível em todas as categorias dentro de sua própria realidade. Realizou-se duas vistas de portfólio, a primeira objetivou a orientação dos alunos e a segunda a avaliação propriamente dita. Nesta primeira experiência pude verificar o empenho de boa parte dos discentes, a preocupação por fazer registros das aulas, a busca por realizar leitura e resenha dos textos e iniciativas de pesquisas sobre os assuntos tratados. Houve depoimentos dizendo que a avaliação fez com que eles lessem e se aplicassem mais. Por outro lado, houve aqueles que copiaram as atividades dos colegas e mesmo isso não sendo o desejado, a cópia fez o aluno superficialmente entrar em contato com os assuntos. Foi insuficiente a avaliação da efetiva apropriação pelos alunos dos temas tratados, coisa que se pretende aperfeiçoar na continuidade da experiência.
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O imaginário corporal da mulher contemporânea: da mídia ao esporte
Mathias, M.B.; Leite, C.M.; Rubio, K.; Gusson, M.P.; Dallari, M.
Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo

O IMAGINÁRIO CORPORAL DA MULHER CONTEMPORÂNEA: DA MÍDIA AO ESPORTE Carla de Meira Leite, Kátia Rubio, Marina Penteado Gusson, Martha Dallari, Milena Bushatsky Mathias Escola de Educação Física e Esporte - USP A imagem corporal está vinculada à identidade (sempre em construção) e à experiência existencial. Embora haja um delineamento biológico, existem outras referências como "o que penso que sou", "o que pensam de mim", "o que gostariam que eu fosse", coexistindo na formação desta imagem, uma troca constante entre as necessidades sociais e a energia pulsional. Valores e ideais que sustentam a condição homogeneizante da ordem social são incorporados pelos indivíduos, relegando as necessidades individuais provenientes da energia pulsional ao segundo plano. Ao aceitarmos esta dimensão da imagem corporal colocamos a subjetividade e o imaginário social como fator primordial nesta construção. Neste sentido, a mídia, como meio que informa e noticia, influencia e é influenciada pela sociedade, veicula predominantemente a voz do capital e a do mercado, visando formar consumidores. A função apelativa da linguagem (discurso que busca incentivar um comportamento específico) somada a linguagem da repetição funcionam como um estratagema do desejo, que é despertado a fim de que o destinatário busque a sensação de saciação através de um produto. Nas décadas de 80 e 90, através das musas esportivas na imagem de várias atletas femininas oriundas, principalmente, do vôlei, a mídia desmistifica a imagem masculinizada da esportista e transforma a beleza, mais das curvas de uma musculatura do que sua hipertrofia, num padrão de beleza, por vezes confundido com saúde, desejado por grande parcela da população feminina. Gera-se a afirmação de um ideal de corpo distante da média, o que contribuiu para a multiplicação das academias de ginástica e o grande crescimento da indústria da beleza.
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Atletismo: relato do projeto de extensão universitária para crianças e jovens na UNESP-Campus de Rio Claro
Matthiesen, S. Q.; Faganello, F. R.; Silva, A. C. L.
UNESP-Rio Claro

ATLETISMO: RELATO DO PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARA CRIANÇAS E JOVENS NA UNESP-CAMPUS DE RIO CLARO Sara Quenzer Matthiesen, Flórence Rosana Faganello e Augusto César Lima e Silva. Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo - Departamento de Educação Física da UNESP/Rio Claro. Pouco difundido no âmbito das escolas e clubes brasileiros, o atletismo é, paradoxalmente, considerado como um dos conteúdos clássicos da Educação Física. Visando contribuir com sua difusão, desenvolvemos entre 1999 e 2004, na pista de atletismo da UNESP-Rio Claro, o Projeto de Extensão: "Atletismo para crianças e jovens". Objetivando uma prática educativa, por meio de jogos pré-desportivos envolvendo as habilidades motoras básicas de marchar, correr, saltar, lançar e arremessar, as crianças e jovens participantes do projeto, entraram em contato com o atletismo, conhecendo a especificidade técnica e normativa de suas regras e movimentos básicos. Contando com a participação de alunos colaboradores do Curso de Educação Física da UNESP/Rio Claro, de uma professora colaboradora (em duas edições do projeto) e de uma coordenadora geral, o Projeto contou com a participação de inúmeras crianças que tiveram, neste período, a oportunidade de conhecer essa modalidade esportiva cujo ensino é tão negligenciado em aulas regulares de Educação Física. Assim, semanalmente, num total de 2 ou 3 horas semanais, os meninos e meninas, a partir dos 10 anos, tiveram a oportunidade de se envolverem com o conhecimento específico do atletismo, inicialmente por elas desconhecido. Para além dos resultados inestimáveis obtidos, principalmente se considerarmos o entusiasmo e a curiosidade das crianças pelo conhecimento dessa modalidade esportiva que poderá ser por elas desenvolvida ao longo da vida, a expectativa é a de que o Atletismo venha a ocupar, na vida futura desses estagiários - hoje alunos do Curso de Educação Física, mas profissionais em potencial -, um espaço que contemple parte de suas responsabilidades como transmissores de conhecimento, em especial da cultura corporal.
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Estratégias incorporadas por indíviduos com deficiência mental na realização de tarefas de controle postural com o uso do sistema "Âncora." um relato de experiência
Mauerberg-deCastro, E.; Polanczyk, S.; Cozzani, M.V.; Souza, J.M.
UNESP

ESTRATÉGIAS INCORPORADAS POR INDÍVIDUOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL NA REALIZAÇÃO DE TAREFAS DE CONTROLE POSTURAL COM O USO DO SISTEMA "ÂNCORA." UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Eliane Mauerberg-deCastro; Suelen Polanczyk; Marcia V. Cozzani; Juliana Martins de Souza Falhas devido a inadaptações do organismo no controle postural e ao longo do desenvolvimento são comuns em deficientes mentais. Assim como o controle postural depende da ação exploratória do indivíduo com o ambiente, a deficiencia pode atrapalhar-lo em determinadas situações de exploração. O sistema háptico desempenha uma função importante no controle postural que é de coordenar os esforços táteis e cinestésicos através da exploração do ambiente e está sendo estudado por Mauerberg-deCastro (2004) através de um sistema que ela denominou de âncora. Dessa forma, o indivíduo pode usar elementos do ambiente (não-biológicos) como um mecanismo de facilitação ao sistema exploratório e na regulação postural. O paradigma da "âncora" sugere que o organismo detecta informações mediadas por ferramentas, caracterizando uma relação mútua entre a dinâmica do organismo e ambiente, formando uma espécie de ancoragem entre ambos. O sistema "âncora" consiste em segurar dois cabos flexíveis, um em cada mão, enquanto as massas, que podem conter cargas variadas, são mantidas em contato com o solo durante posições com equilíbrio restrito ou deslocamentos. Assim, o objetivo deste estudo foi de relatar a utilidade do sistema âncora como uma ferramenta terapêutica em um programa de atividade física adaptada. Para tanto, duas sessões semanais foram realizadas durante um período de 28 dias, totalizando 8 sessões. Este treinamento foi aplicado a 9 adultos com deficiência mental leve, de ambos os sexos e idade media de 32 anos e 5 meses e desvio padrão de 11 anos e 9 meses, participantes do programa de edução fisica adaptada (Proefa) na UNESP de Rio Claro e provenientes da APAE. As sessões tiveram a duração media de 51 minutos e continham atividades de equilíbrio estático e dinâmico e de mobilidade sempre realizadas com o uso do sistema "âncora." Nestas sessões foram implementadas várias atividades de educação fisica adaptada juntamente com o sistema âncora. No início os indivíduos necessitavam de apoio concedido pelo experimentador para a realização das tarefas. Entretanto, com o passar das aulas, houve uma otimização da performance sob restrições das tarefa e os sujeitos passaram, com a prática, a exibir melhor controle postural. Houve uma redução do auxílio oferecido durante as tarefas, aumentando a independência e segurança dos participantes. Desta forma, podemos concluir que o sistema "âncora" é um recurso importante e acessível para ser utilizado em aulas de educação física adaptada, trazendo melhora no controle postural e também na mobilidade associada com este controle.
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Relato de Experiência sobre o ensino de futebol de campo para crianças de 9 a 12 anos
Mazzuco, B.; Castro Junior, J.L.; Daolio, J.
Faculdade de Educação Física - UNICAMP

RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O ENSINO DE FUTEBOL DE CAMPO PARA CRIANÇAS DE 9 A 12 ANOS Bruno Mazzuco, José Luiz de Castro Junior e Jocimar Daolio Grupo de Estudo e Pesquisa Educação Física e Cultura (GEPEFIC) Faculdade de Educação Física - UNICAMP Esta pesquisa parte de uma crítica ao ensino tradicional dos esportes, que visa alcançar o gesto técnico padronizado, considerado somente a partir de sua eficiência biomecânica ou fisiológica. Enfatiza-se o aprendizado dos gestos técnicos, ou seja, acredita-se que juntando os diversos fundamentos de uma modalidade esportiva, como, por exemplo, o drible, o passe, o chute etc., chega-se automaticamente a sua utilização adequada dentro de uma situação de jogo. Entendemos que este modo tradicional não leva ao desenvolvimento da inteligência tática, defendida por Julio Garganta (1995) e, além disso, desconsidera o contexto cultural em que o aluno está inserido, o significado que possui um gesto esportivo, fruto de outras experiências, valores e interesses específicos dos alunos. Considerando os estudos de Claude Bayer (1994) e Julio Garganta (1995) sobre o ensino do Jogo Esportivo Coletivo, foi sistematizada uma metodologia para o ensino do Futebol de Campo, desenvolvida com crianças de 9 a 12 anos, de ambos os sexos. As aulas (num total de 28) foram baseadas nas unidades funcionais do Jogo Esportivo Coletivo, possibilitando assim, a compreensão da dinâmica do jogo. Através dos níveis de relação propostos por Garganta (1995) e dos princípios operacionais idealizados por Bayer (1994), em cada aula foi desenvolvido um tema, sempre visando à compreensão dinâmica e complexa do Jogo Esportivo Coletivo, no caso o Futebol de Campo. No decorrer do processo, foram realizadas quatro filmagens do jogo formal apresentado pelos alunos, servindo como instrumento para a avaliação do método sistematizado. A partir da classificação das fases do jogo (Garganta, 1995), foi possível verificar mudanças no comportamento tático dos alunos. Nas primeiras aulas os alunos apresentavam constantes aglomerações em torno da bola e excessiva utilização da fala para a comunicação em campo. Ao final do processo pedagógico, nas últimas aulas, foi possível verificar a ocupação do espaço de forma mais inteligente e a utilização da comunicação gestual ao invés da fala. Essa mudança de comportamento, ainda que pequena, permite concluir que os alunos passaram ter uma compreensão mais elaborada do jogo esportivo e compreender melhor as respectivas funções na dinâmica do jogo.
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Diferenças no padrão de nado entre atletas amadores e de elite durante a prova de 400 metros livre
Medeiros, T.; França, H.; Vilarinho, R.; Guedes Jr., D.P.; Madureira, F.
Faculdade de Educação Física de Santos ? FEFIS - UNIMES

DIFERENÇAS NO PADRÃO DE NADO ENTRE ATLETAS AMADORES E DE ELITE DURANTE A PROVA DE 400 METROS LIVRE Thais Medeiros; Henrique França; Rodrigo Vilarinho; Dilmar Pinto Guedes Jr e Fabrício Madureira. Faculdade de Educação Física de Santos - FEFIS - UNIMES A prática leva a perfeição, esta frase é muito usada para descrever o alto desempenho alcançado por atletas de elite durante as competições, entretanto, para atingir tal performance, os atletas buscam diminuir os erros e manter uma excelente administração de ritmo, os quais são alcançados com a prática intensa do gesto motor, concomitantemente a um excelente condicionamento físico. O objetivo deste presente estudo foi analisar as diferenças no padrão de nado de atletas amadores e de alto desempenho durante a prova de 400m livre. Métodos: a amostra foi composta por 12 atletas, sendo 06 amadores da cidade de Santos-SP e 06 finalistas da última etapa do Campeonato Europeu de 2004, onde foram analisadas as seguintes variáveis: tempo total da prova (TT); tempo parcial referente aos primeiros 200m (TP1); tempo parcial referente ao segundo 200m (TP2); índice de fadiga (IF); freqüência de braçada (FB), comprimento de braçada (CB) e velocidade media (VM) todos para TP1 e TP2. Após análise exploratória e a não confirmação da normalidade na distribuição das variáveis, optou-se por descrever os dados na forma de mediana (intervalo interquartil), sendo teste de Mann-Whitney empregado para determinar a significância da alteração das variáveis analisadas. Resultados: os dados mostram as diferenças encontradas entre os atletas de elite e os amadores de 44,28% para o TP1*, 57,68% para o TP2*, -3,56% de FB para TP1 e de 2,47 % de FB para TP2, -30,75% VM* para TP1 e de -36,69% para o TP2, 4,15% de CB* para o TP1 e de -2,43 para o TP2, 316% para o IF e por fim no TT* de 50,56% (* indica diferença estatisticamente significativa para p=0,05). Conclusão: os resultados demonstram que nadadores de alta performance conseguem manter padrões similares entre a primeira e a segunda parte da prova, o que não aconteceu com a maioria dos amadores, causando diferenças significativas no comportamento motor do nado quando comparados os grupos, dessa forma, parece que a manutenção do ritmo é uma variável importante para a classificação de indivíduos habilidosos na natação.
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Organização temporal em crianças com dificuldades de aprendizagem
Medina, J.; Rosa, G.K.B.; Marques, I; Ladewig, I.
Universidade Federal do Paraná

Desenvolvimento da organização temporal de crianças com dificuldades de aprendizagem Organização temporal e dificuldades de aprendizagem Development of the childrens temporal organization with learning difficulties RESUMO O objetivo do estudo foi investigar o desenvolvimento da organização temporal de crianças com queixas de dificuldades de aprendizagem, relatadas pela professora de sala. A amostra compreendeu 37 crianças, de ambos os gêneros, com idade de 8 a 10 anos, estudantes de escolas estaduais da cidade de Londrina-Pr. Para a coleta de dados utilizou-se o Manual de Avaliação Motora (Rosa Neto, 2002) seguindo os procedimentos adotados para o teste. Para a análise dos dados utilizou-se estatística descritiva e elaboração de tabelas de freqüência. Os resultados demonstraram que, da amostra geral, 52,9% das crianças não atingiram níveis adequados no desenvolvimento da organização temporal. Ao analisar os grupos separadamente, apenas no grupo de 8 anos verificou-se o oposto em que 50% das crianças atingiram os níveis equiparados para a sua idade cronológica. Observou-se que principalmente no teste de golpes a maioria das crianças não atingiu a média de 50% de acertos, com exceção do grupo de 10 anos de idade. Desta forma, pode-se dizer que a maior dificuldade encontrada pelas crianças esteve residente particularmente na área de reprodução de golpes. Palavras-chave: Desenvolvimento motor, organização temporal, dificuldades de aprendizagem. ABSTRACT The objective of the study went investigate the development of the children s temporal organization with complaints of learning difficulties. The sample understood 37 children, with age of 8 to 10 years, students of schools of the city of Londrina-Pr. For the collection of data the Manual of Motor Evaluation was used (Rosa Neto, 2002) following the procedures adopted for the test. For the analysis of the data it was used descriptive statistics and elaboration of frequency tables. The results demonstrated that of the general sample 52,9% of the children didn t reach levels adapted in the development of the temporary organization. When analyzing the groups separately, just in the 8 year-old group the opposite was verified in that 50% of the children reached the levels compared for its chronological age. It was observed that mainly in the test of blows most of the children didn t reach the average of 50% of successes, except for the 10 year-old group. This way, it can be said that the largest difficulty found by the children was particularly resident in the area of reproduction of blows. Keywords: motor development, temporal organization, motor difficulties Introdução
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A Educação Física nas Terceiras e Quartas Séries do Ensino Fundamental
Melo, A.B.C.;
Centro Universitário de Belo Horizonte/Uni-BH

A EDUCAÇÃO FÍSICA NAS 3as E 4as SÉRIES DO ENSINO FUNDAMENTAL Adriana Batista Cerqueira de Melo Uni-BH A inclusão de aulas de Educação Física para alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, sob a regência professores graduados na área, é relativamente recente em diversas escolas e redes de ensino. Diante disto, procurou-se levantar e descrever quais os conteúdos ou temáticas da Educação Física os alunos de 3as e 4as séries do Ensino Fundamental, de uma escola privada de Belo Horizonte - MG, mais gostam que sejam trabalhados durante as aulas desta disciplina curricular. Para tanto, selecionou-se uma amostra por 182 alunos, com idades entre oito e onze anos. O levantamento de informações junto à amostra foi realizado através de um questionário estruturado com perguntas com ordem de preferência e o respectivo tratamento foi empreendido utilizando-se a estatística descritiva. Encontrou-se, como resultado desta pesquisa, que os conteúdos ou temas da Educação Física que os alunos pesquisados gostam muito que sejam trabalhados nestas aulas são: os esportes e os jogos. No entanto, há necessidade de se qualificar os dados encontrados com novas pesquisas, que investiguem as origens de tais preferências.
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A Iniciação Esportiva ao Rope Skipping: uma Avaliação da Proposta Desenvolvida Junto ao Projeto de Extensão da FEF/Unicamp.
Mendes, L.O.; Prodócimo, E.; Salerno, M.B.
UNICAMP - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

A INICIAÇÃO ESPORTIVA AO ROPE SKIPPING: UMA AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DESENVOLVIDA JUNTO AO PROJETO DE EXTENSÃO DA FEF/UNICAMP. Luís Otávio Mendes Marina Brasiliano Salerno* Elaine Prodócimo Universidade Estadual de Campinas O Rope Skipping é uma nova modalidade esportiva - amplamente divulgada na Europa e nos EUA - recém introduzida no Brasil cuja prática consiste basicamente em pular corda de diversas maneiras, incluindo acrobacias e manobras com o próprio material. Desde 2002 a FEF/UNICAMP oferece como projeto de extensão à comunidade local a oportunidade de conhecer e aprender um pouco mais sobre o Rope Skipping. Porém, a maneira como isso vinha acontecendo até então estava baseada apenas na experiência da prática daqueles que o ministravam, isto é, não havia ainda nenhuma investigação científica sobre o trabalho pedagógico desenvolvido no referido projeto. Pensando nisso é que na presente pesquisa analisamos as propostas de aulas aplicadas no projeto de extensão de Rope Skipping da FEF/UNICAMP no segundo semestre de 2004, a fim de avaliar a forma como o mesmo vem sendo ministrado. Para tanto, utilizamo-nos de uma abordagem metodológica qualitativa de caráter descritivo, ou seja, consideramos as catorze primeiras aulas do semestre em questão e, sobre elas, os dois professores ministrantes do projeto realizaram um relatório para cada aula. Em seguida, a partir dos pontos relevantes anotados nos dois relatórios da aula considerada, fizemos uma análise para cada uma dessas catorze aulas. Ao final de todas as aulas e pautados nos relatórios e análises coletados, realizamos ainda uma análise geral e apresentamos algumas sugestões sobre as principais questões verificadas. De acordo com o observado, surgiram pequenos empecilhos no desenvolvimento das atividades propostas como, por exemplo, a baixa dinamicidade na execução de algumas tarefas e as dificuldades dos alunos nas primeiras aulas com relação à variação dos ritmos. No entanto, constatamos também em nossa investigação, o quão benéfico é para o processo de ensino-aprendizagem do Rope Skipping: a exploração do ambiente de cooperação entre os aprendizes; a aplicação de tarefas que geram desafios alcançáveis pelos alunos; e a eficácia da utilização do lúdico como estratégia de ensino.
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Influência de parâmetros antropométricos sobre os valores da força media e pico em nado atado
Mendes, O.C.; Papoti, M.; Barbosa, C.A.; Velosa, A.B.; Fleury,O.; Freitas Jr, P.B.; Martins, L.E.B.; Zagatto, A.M.; Cunha, S.A.
CEPAF - Faculdades Integradas de Bauru FIB

INFLUÊNCIA DE PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS SOBRE OS VALORES DA FORÇA MEDIA E PICO EM NADO ATADO Olga C. Mendes1, Marcelo Papoti1,2, Carlos A. Barbosa1, André B. Velosa3, Oscar Fleury3, Paulo B. Freitas Jr4, Luiz E. B. Martins5, Alessandro M. Zagatto6 Sergio Augusto Cunha2 1FIB-CEPAF-Bauru, 2Laboratório de Biodinâmica-UNESP-Rio Claro, 3ALBB-Bauru, 4LEM-UNESP-Rio Claro, 5FEF-UNICAMP-Campinas, 6UFMS. Orientador: Claudio Alexandre Gobatto2 O objetivo do presente estudo foi investigar a influência dos parâmetros antropométricos sobre os valores das forças média (FMNA) e pico (FPICNA) em nado atado. Para isso 16 nadadores com idade de 16 0,7 anos (8 feminino e 8 masculino) foram submetidos a um esforço de 30s nado crawl, atados a um dinamômetro contendo células de carga como elemento sensor primário, para determinação das forças média FMNA e FPICNA. Após um período de 48 horas foi determinado a circunferência do braço direito contraído (CBc), envergadura (ENv) e a massa magra (Mm) utilizando o protocolo de Pollock. As possíveis correlações dos valores de FMNA e FPICNA com os parâmetros antropométricos (CBc, ENv e Mm) foram analisadas com o teste de correlação de Pearson com nível de significância pré-fixado para P<0,05. Foram observados valores de 205,97 30,15 N, 98,08 31,73 N, 181,62 5,9 cm, 30,51 2,38 cm e 58,67 5,44 Kg na FPICNA, FMNA, ENv, CBc e Mm respectivamente para os nadadores e de 154,52 30,50 N, 64,33 15,05 N, 166,44 6,02 cm, 27,07 0,98 cm e 48,78 3,75 Kg na FPICNA, FMNA, ENv, CBc e Mm respectivamente para as nadadoras. A FPICNA apresentou significativas correlações com a envergadura dos nadadores (r=0,86) e das nadadoras (r=0,95). No entanto a FMNA somente foi correlacionada com a envergadura das nadadoras (r=0,76). Os demais parâmetros antropométricos de ambos os sexos não apresentaram correlações significativas com as FPICNA e FMNA. Desse modo pode-se concluir que a envergadura foi o único parâmetro antropométrico que influenciou as FPICNA, FMNA das nadadoras e a FPICNA dos nadadores.
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Modelos de predição do VO2 máximo baseado em variáveis antropométricas e na frequência cardíaca
Mendonça, M.B.; Machado, A.F.
Laboratório de Fisiologia do Exercício do Curso de Educação Física Univesidade Estácio de Sá - Petró

MODELOS DE PREDIÇÃO DO MÁXIMO BASEADO EM VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS E NA FREQUÊNCIA CARDÍACA Marcos B. de Mendonça; Alexandre F. Machado Laboratório de Fisiologia do Exercício do Curso de Educação Física da Universidade Estácio de Sá - Petrópolis / RJ / Brasil. Os teste que estimam e medem o máximo utilizam-se de metodologias complexas, tem um elevado custo operacional além do tempo utilizado para sua realização. Tornando-se sua aplicação inviável para estudos com cunho epidemiológicos, motivando o desenvolvimento de modelos de predição do máximo através de variáveis antropométricas, hábitos de vida e outras variáveis que possam substituir a realização dos testes. O presente estudo tem por objetivo o desenvolvimento de um modelo de predição do máximo baseado nas variáveis antropométricas (peso, estatura, gordura relativa, peso gordo e peso magro) e da freqüência cardíaca. Foram avaliados 19 voluntários do sexo masculino (21 ± 4 anos; 75,36 ± 7,2 Kg; 174,7 ± 4 cm), onde todos foram submetidos a uma avaliação antropométrica e posteriormente a um teste de esforço máximo progressivo na esteira ergométrica até exaustão voluntária onde o máximo foi medido através de um analisador de gases. Foram desenvolvidos seis modelos obtidos através da regressão linear múltipla, os resultados apresentaram uma baixa significância para cinco dos seis modelos (G1: r = 0,6, r2 = 0,36, p = 0,006, SE = 239,95; G2: r = 0,47, r2 = 0,22, p = 0,134, SE = 273,25; G3A: r = 0,48, r2 = 0,23, p = 0,247, SE = 279,92; G3B: r = 0,6, r2 = 0,36, p = 0,067, SE = 253,92; G4: r = 0,6, r2 = 0,36, p = 0,141, SE = 262,83; G6: 0,62, r2 = 0,39, p = 0,331, SE = 278,760). Concluindo-se que a predição do máximo através de variáveis antropométricas e da freqüência cardíaca neste estudo não são suficientes para uma predição confiável.
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Amostragens visuais estáticas e dinâmicas na ultrapassagem de obstáculos
Menuchi, M.R.T.P.; Pieruccini-Faria, F.; Silveira, C.R.A.; Gobbi, L.T.B.
Laboratório de Estudos da Postura e da Locomoção/DEF/IB/UNESP - Rio Claro

AMOSTRAGENS VISUAIS ESTÁTICAS E DINÂMICAS NA ULTRAPASSAGEM DE OBSTÁCULOS Marcos Rodrigo Trindade Pinheiro Menuchi; Frederico Pieruccini-Faria; Carolina Rodrigues Alves Silveira Laboratório de Estudos da Postura e da Locomoção/DEF/IB/Universidade Estadual Paulista-Rio Claro A locomoção humana gera um padrão de fluxo visual que fornece informações sobre movimento e posição da imagem visual. O sistema visual possui vias neurais específicas que conduzem sinais de movimento (canal dinâmico) e posição (canal estático) da imagem visual. Estes sinais, captados separadamente, são associados em níveis mais centrais. Entretanto, as informações de movimento e posição da imagem visual podem ser inferidas na ausência do canal específico. Assim, o movimento da imagem visual pode também ser inferido de sucessivas imagens estáticas e a posição pela integral do sinal de velocidade. Para investigar a contribuição do canal dinâmico durante a ultrapassagem de obstáculos, uma luz estroboscópica foi empregada para suprimir o fluxo visual possibilitando apenas amostras estáticas do ambiente. Os parâmetros espaciais da negociação com o obstáculo foram obtidos cinematicamente (3D) quando cada um de 10 adultos jovens percorreu andando uma passarela e ultrapassou um obstáculo presente no caminho. Três condições de amostragens visuais (dinâmica X estática 2Hz X estática 4Hz) e duas condições de altura de obstáculo (altura do joelho X do tornozelo) foram combinadas totalizando 30 tentativas. As distâncias dos pés em relação ao obstáculo (DHPO: distância horizontal pé-obstáculo; e DVPO: distância vertical pé-obstáculo) indicam, respectivamente, os ajustes durante a fase de aproximação para permitir amplitude ótima do passo e a margem de segurança sobre o obstáculo para evitar tropeços. Para DVPO, a ANOVA identificou efeito principal de obstáculo (F1,9=28,614; p<0,001; maior no obstáculo alto) e de amostragem (F2,18=54,221; p<0,001; todas diferentes). Para DHPO, a ANOVA evidenciou efeito principal de amostragem (F2,18=7,304; p<0,006; dinâmica diferente de 2 e 4 Hz). Ao suprimir as informações de movimento da imagem visual foi possível observar que a tarefa foi realizada com sucesso. Entretanto, os sinais de movimento inferidos de sucessivas imagens estáticas alteraram a qualidade da informação tanto da distância de aproximação como da altura do obstáculo. Conseqüentemente, modulações do sistema efetor foram observadas nessas condições. Orientadora: Profa. Lilian Teresa Bucken Gobbi
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Análise do desempenho motor em praticantes de capoeira após 16 semanas de treinamento convencional
Miranda, D.P.; Pires, G.P.
ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO DE CATANDUVA (ESEFIC)

ANÁLISE DO DESEMPENHO MOTOR EM PRATICANTES DE CAPOEIRA APÓS 16 SEMANAS DE TREINAMENTO CONVENCIONAL Douglas Pinheiro Miranda; Gilberto Pivetta Pires. Escola Superior de Educação Física e Desporto de Catanduva (ESEFIC) Introdução: Atualmente observa-se que a capoeira, além de uma manifestação cultural, passou a ser reconhecida como um esporte que proporciona condicionamento físico, e conseqüentemente, uma melhora na qualidade de vida de seus praticantes. Objetivos: Avaliar a resistência muscular e flexibilidade em praticantes de capoeira após 16 semanas de um treinamento convencional, sem trabalhos específicos. Metodologia: Foram recrutados 12 homens com faixa etária 20,5 ± 2,8 anos, peso corporal 70,0 ± 16,0kg, praticantes da modalidade a 25,5 ± 6,5 meses, submetidos à avaliação da resistência muscular, flexão de cotovelos (canadian standardized test fitness) e flexão de tronco (YMCA), flexibilidade sentar e alcançar (Wells e Dillon, 1952) e peso corporal (balança de plataforma filizolla). Para a análise estatística foi utilizado o teste- t de student com um nível de significância de p = 0,01. Resultados: Na avaliação da resistência muscular os praticantes obtiveram média de 25,75 ± 7,97 rep. no pré-treino e 31,83 ± 5,02 rep. no pós-treino no teste de flexão de cotovelo sendo classificado com um nível médio e bom respectivamente pelo protocolo de Nieman (1995); e 42,17 ± 10,49 rep. no pré-treino e 44,08 ± 9,36 rep. no pós-treino no teste de flexão de tronco, classificado com um nível bom e excelente respectivamente pelo protocolo de Golding, Myers e Sinning (1989). Na flexibilidade os praticantes obtiveram média de 37,33 ± 6,51 cm no pré-treino e 39,08 ± 5,85 cm no pós-treino, classificado em nível bom em ambas avaliações segundo o protocolo de Fitness an Lifestyle in Canadá (1983). A análise estatística não apresentou diferença significante nas médias entre o pré e pós-teste apenas na flexão de tronco. Conclusão: Diante dos resultados apresentados conclui-se que um treinamento de capoeira convencional após 16 semanas resulta em melhora na resistência muscular e na flexibilidade. Embora não existam estudos que preconizem padrões de classificação para praticantes de capoeira, os indivíduos avaliados encontram-se acima dos padrões aceitáveis para a saúde.
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Escalada em ambiente artificial como atividade de livre escolha no ensino fundamental
Miranda, M.;
Unesp - Rio Claro

R334 - ESCALADA EM AMBIENTE ARTIFICIAL COMO ATIVIDADE DE LIVRE ESCOLHA NO ENSINO FUNDAMENTAL. Michele Miranda Unesp - Rio Claro O sistema Educacional Criatividade propõe as atividades de livre escolha como complementação da carga horária anual sendo integrantes do currículo do Ensino Fundamental, em que o aluno escolhe por 03, nas quais são desenvolvido programas de ensino-aprendizagem integrados a proposta pedagógica. As atividades possuem diversas temáticas como: alimentação, circo/dança, etc. O interesse dos alunos por atividades físicas, contato com o ambiente natural e aventura, aliados ao ensino sistematizado de ciências/física, fez com que a diretoria da CriativaIdade buscasse uma parceria especializada, a Trilha Radical/Turismo Ltda, para a implementação de um projeto interdisciplinar de Escalada em ambiente artificial. Este projeto foi realizado no 2° semestre de 2003 e 2004, em aulas de 01h 30min em grupos de 03 a 08 alunos. O programa teve como objetivo a ampliação e desenvolvimento: dos conhecimentos da cultura corporal, propriocepção, condicionamento físico geral e relações sociais. As atividades e exercícios foram adequadas individualmente e adaptadas no decorrer através de sugestões e percepções dos alunos. Ao fim do semestre os alunos responderão um questionário com questões abertas e fechadas que demonstrou o interesse e a ampliação em: atividades físicas inovadoras, vivências de aventuras, interações e relações sociais; dificuldades e motivação em estabelecer parâmetros entre as capacidades físicas, condicionamento físico e propriocepção; e preocupação excessiva com a estética corporal e o desempenho. A análise do desempenho físico através de observações e teste de força (suspensão na barra), demonstrou aumento no condicionamento físico geral, em que no teste aplicado todos apresentaram aumento da força com uma média de 30% em um semestre. A realização deste projeto nos mostra a necessidade e a importância de integração dos professores de Educação Física com as demais áreas do conhecimento escolar.
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A utilização de cantigas folclóricas como forma de desenvolver alguns aspectos relacionados ao ritmo
Miron, S.T.N.G.;
Prefeitura Municipal de São Carlos- EMEI Cônego Manoel Tobias

A UTILIZAÇÃO DE CANTIGAS FOLCLÓRICAS COMO FORMA DE DESENVOLVER ALGUNS ASPECTOS RELACIONADOS AO RITMO Silvia T. N. Gaviolli Miron Prefeitura Municipal de São Carlos - EMEI Cônego Manoel Tobias Tendo sido diagnosticado o baixo índice de participação de alunos em atividades musicais, na rede municipal de ensino da cidade de São Carlos (projeto "Recreação"), foi realizado um trabalho com o objetivo de desenvolver alguns aspectos relacionados ao ritmo, utilizando como instrumento de ensino, algumas cantigas folclóricas brasileiras e a confecção de instrumentos musicais utilizando sucata. Os participantes deste estudo foram alunos de uma turma de recreação infantil, de 07 a 09 anos, de uma das escolas municipais da cidade de São Carlos. Para tanto foram realizados 30 encontros, três vezes por semana, com duração de 60 minutos cada. Em um primeiro momento houve o contato inicial dos alunos com a aprendizagem de algumas cantigas folclóricas e posteriormente foram confeccionados os instrumentos musicais que serviram de material suporte para os demais encontros. Os resultados demonstraram um maior interesse dos alunos na participação das atividades musicais propostas, tendo como conseqüência uma melhora significativa dos mesmos em alguns aspectos relacionados ao ritmo.
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Análise psicofísica da arbitragem no Tae Kwon Do
Miyamoto, N.T.; Navarro, M.; Luz, D.; Désio, C.; Bertolassi, M.; Morya, E.; Ranvaud, R.
Departamento de Fisiologia e Psicofísica - ICB/USP

- ANÁLISE PSICOFÍSICA DA ARBITRAGEM NO TAE KWON DO Nelson Miyamoto*, Martina Navarro***, Daniel Luz*, Cassiana Desio***, Marco Bertolassi**, Edgard Morya*, Ronald Ranvaud* * Departamento de Fisiologia e Biofísica, Instituto de Ciências Biomédicas-USP ** Neurociências e Comportamento, Instituto de Psicologia-USP *** Escola de Educação Física e Esporte-USP O Tae Kwon Do é uma modalidade Olímpica. A competição ocorre em uma quadra de 12mx12m, entre dois atletas que utilizam proteção de tronco e de cabeça, um azul e outro vermelho. O objetivo é acertar o protetor de tronco (1 ponto) ou a cabeça (2 pontos) do adversário com um golpe preciso e potente. A pontuação ocorre por ação de três árbitros laterais, que estão localizados na parte externa da quadra formando um triângulo, que apertam um de quatro botões toda vez que consideram que um dos atletas atinge o outro com um golpe válido. O ponto só se efetiva quando pelo menos dois árbitros apertam o botão correspondente dentro de um intervalo de 3 segundos. Para um ponto no tronco, o árbitro deve apertar o botão superior (polegar) e para o ponto na cabeça o botão inferior (indicador), sendo que os pontos para o atleta de azul, serão sempre anotados com a mão direita e para o atleta de vermelho com a mão esquerda. Durante o IX Campeonato Brazil Open(Santos, 9,10/10/2004), tivemos acesso aos registros em computador da marcação de pontos anotados pelos três árbitros em 21 lutas. Resultados: o placar final de uma das lutas que analisamos foi de vitória do atleta azul por V5xA9. Porém, se analisarmos todas as marcações, independentemente da coincidência, teríamos um placar de V12xA13, mesmo sendo com vitória do atleta com proteção azul, a diferença é bem menor. Considerando apenas as marcações de cada árbitro que foram confirmadas: Para o árbitro 1 seria V2xA9, foi o árbitro que teve mais marcações confirmadas e ficou próximo do placar oficial. Para o árbitro 2, o placar seria de V4xA6. Pelas marcações do árbitro 3, o placar da luta seria totalmente diferente V5xA3. Correlacionando as marcações de pontos válidos dos árbitros, teríamos os seguintes placares: Árbitros 2 e 3, o placar seria de V1xA6. Árbitros 3 e 4, o placar seria de V2xA3. Árbitros 2 e 4, o placar seria de V4xA0, como podemos perceber, o resultado da luta seria diferente do oficial com esta combinação. O estranho é que ocorreu apenas uma coincidência entre os três árbitros. O árbitro 2 teve 10 pontos confirmados de 14 marcações (71% de aproveitamento). O árbitro 3 teve 11 pontos confirmados de 13 marcações (85% de aproveitamento). O árbitro 4 teve 8 pontos confirmados de 13 marcações (62% de aproveitamento).
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Influência do envelhecimento, da atividade física e da altura do degrau sobre variáveis cinéticas durante a locomoção sobre degraus
Miyasike-da-Silva, V.; Gobbi, L.T.B.
FEFISA-UNISANTANNA-UNESP

INFLUÊNCIA DO ENVELHECIMENTO, DA ATIVIDADE FÍSICA E DA ALTURA DO DEGRAU SOBRE VARIÁVEIS CINÉTICAS DURANTE A LOCOMOÇÃO SOBRE DEGRAUS Veronica Miyasike-da-Silva1,2,3, Lilian Teresa Bucken Gobbi1 1UNESP - Rio Claro - Departamento de Educação Física - LEPLO, 2UNISANT ANNA - São Paulo - Curso de Educação Física, 3FEFISA - Santo André - Curso de Educação Física Com o processo de envelhecimento, os indivíduos podem ter dificuldades na realização de atividades locomotoras. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do envelhecimento, da atividade física e da condição ambiental sobre variáveis cinéticas durante o descer degraus. Participaram do estudo 29 indivíduos, distribuídos em grupos: jovem, meia-idade, idoso e muito idoso. O nível de atividade física, determinado por meio do Questionário de Atividade Física Habitual de Baecke e do Questionário Modificado de Baecke para Idosos, classificou cada participante em menos ativo, moderadamente ativo e mais ativo. A tarefa consistiu em descer uma escada de 3 degraus em duas condições de altura entre o último degrau e o solo (28 e 43cm). Ao nível do solo foi colocada uma plataforma de força portátil (Kistler 9286A), de forma que o primeiro toque no solo de cada indivíduo se deu sobre ela. Os dados foram analisados em rotina Matlab para o cálculo do primeiro pico da força de reação do solo (FZMAX) e da taxa de crescimento (TC = velocidade de desenvolvimento da força vertical até FZMAX). A ANOVA identificou, para FZMAX, efeito da altura do degrau (F1,18=15,887;p<0,002) e interação entre as condições de altura e os grupos (F3,18=3,577;p<0,036) e interação entre condições de altura e níveis de atividade física (F2,18=5,74;p<0,012). FZMAX apresentou tendência de redução com aumento da idade, principalmente entre os grupos meia-idade e idoso, e tendência de aumento com o nível de atividade física, sendo mais acentuada na condição de degrau mais alto nos indivíduos mais ativos. Para a TC ocorreu efeito de altura (F1,18=42,696;p<0,001) e interação entre altura e nível de atividade física (F2,18=7,197;p<0,005). A TC foi mais alta na condição com degrau de 43 cm sendo mais acentuada no grupo mais ativo. Estes resultados mostram que a altura do degrau provoca maior sobrecarga ao sistema de controle locomotor e o envelhecimento leva a comportamentos mais conservadores em condições mais complexas. Entretanto, indivíduos mais ativos parecem ter uma melhor modulação do sistema em função das demandas ambientais. Agradecimentos: LEM; CAPES; FUNDUNESP (processo no 00062/02-DFP).
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Prática docente e diversidade: narrativas dos professores de Educação Física da rede pública da cidade de São Carlos-SP
Mizukami, M.G.N.; Stefane, C.A.
UNESP - São José do Rio Preto e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

PRÁTICA DOCENTE E DIVERSIDADE: NARRATIVAS DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA REDE PÚBLICA DA CIDADE DE SÃO CARLOS - SP Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti Mizukami1 e Profa. Dra. Claudia Aparecida Stefane2 1UNESP - São José do Rio Preto e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul2 A democratização do ensino brasileiro fez com que a escola passasse a atender alunos advindos dos mais diferentes contextos sociais, econômicos e culturais. A Educação Física como componente deste teve que se adaptar para atender as necessidades geradas pelas mudanças. Casos de ensino foram empregados para suscitar narrativas de como os 27 professores de Educação Física da rede pública de São Carlos (SP) enfrentavam situações envolvendo a diversidade (religiosa, física, mental, psicológica, sexual) dos alunos. As narrativas indicaram formas alternativas de atividades (teóricas ou práticas), de métodos de ensino e de avaliação na prática pedagógica oferecida aos alunos com problemas de saúde (diabetes, cardíaco, problema respiratório) e/ou com necessidades educativas especiais (física e mental); nos demais casos, poucas alterações eram realizadas. Situações de preconceito e discriminação entre os alunos ocorriam principalmente em função da falta de habilidade física e motora; e diante destas situações, os alunos faziam comentários jocosos com as diferenças de gênero, a obesidade, o uso de lentes corretivas, o uso da saia, ser de raça que não a branca e ter uma opção sexual diferenciada. Os professores, na maioria das vezes, conversaram com os alunos que faziam tais comentários; no entanto, sabe-se que esta prática não é eficiente no enfretamento de preconceitos. As narrativas de dificuldades e/ou de práticas docentes equivocadas diante dos casos de ensino podem ser decorrentes: do desconhecimento e/ou desvalorização/resistência aos documentos e às políticas públicas brasileiras (LDB no. 9394/96, PCN, Plano Decenal); da não acessibilidade às políticas, aos documentos e ao referencial teórico da "Educação para todos"; do não envolvimento dos professores em movimentos políticos e sociais; das condições (estrutural, curricular e organizacional) inadequadas das escolas, da formação (inicial e continuada) não estar voltada às sociedades multiculturais, e das experiências pessoais e profissionais. De qualquer forma, uma escola que favoreça o desenvolvimento de todos os alunos é um objetivo a ser alcançado que não depende só da prática dos professores, mas de vontade política em proporcionar mudanças curriculares, organizacionais, formativas, estruturais do sistema de ensino e, principalmente em implementar fóruns de discussão na sociedade sobre a temática, de modo a envolver e garantir a aderência das pessoas nesse movimento educacional. Financiamento: CAPES
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Análise do controle articular durante tarefa de equilíbrio em idosos
Mochizuki, L.; Cosme,R.G.; Serrão, J.C.; Amadio, A.C.
Universidade de São Paulo

ANÁLISE DO CONTROLE ARTICULAR DURANTE TAREFA DE EQUILÍBRIO EM IDOSOS Luis Mochizuki, Renata Garrido Cosme, Júlio Cerca Serrão, Alberto Carlos Amadio Laboratório de Biomecânica, Escola de Educação Física e Esporte, USP De acordo com a hipótese do ponto de equilíbrio, os comandos centrais para o controle motor podem ser expressos em função da atividade dos reflexos de inibição recíproca (R) e de coativação (C). O objetivo deste estudo é analisar o controle postural de idosos. Participaram 10 indivíduos (71±7anos) praticantes de atividade física e sem problemas neuromusculares. Foi monitorada a atividade mioelétrica (EMG) dos músculos tibial anterior e gastrocnêmio lateral (tornozelo), bíceps femoral e reto femoral (joelho), extensor lombar e reto abdominal (tronco), deltóide anterior e posterior, e a flexão/extensão do ombro (eletrogoniômetro biaxial, Noraxon, Inc.) do lado direito dos participantes. Os sinais brutos (12 bits, 1 kHz) foram pré-filtrados (passa-baixa Butterworth 2ª ordem 400Hz). EMG (média zero, retificado) foi normalizado pelo máximo valor encontrado na coleta. Tarefa motora: em pé, elevar rapidamente os braços (t0) até ficarem paralelos ao chão. As condições do estudo: altura (sobre o chão do laboratório e sobre uma plataforma (lado: 0,5m) à 1,0m do chão); visão (com e sem). Cada condição foi repetida 10x. Analisamos no EMG, o ajuste postural antecipatório, APA [t0-0,2; t0+0,05]s e ajuste compensatório, APC [t0+0,05; t0+0,3]s. No APA e APC de cada músculo calculamos o valor integrado do EMG (iEMG). O índice R: módulo da subtração do iEMG de um par de músculos (tornozelo, joelho e tronco). O índice C: soma do iEMG do mesmo local. R e C foram estudados a partir de ANOVA 3 fatores (tipo de ajuste: APA e APC; visão: com e sem; e altura: chão e alto). Utilizamos Tukey HSD como post-hoc. Em relação ao R: a) Tronco: o ajuste (F(1,1796)=20,1, p<0,0001) afetou R, que foi maior no APA (p<0,0001); b) Joelho: a altura (F(1,1796)=178, p<0,0001) afetou R, que foi maior no alto (p<0,0001). Tornozelo: o ajuste (F(1,1796)=6,4, p=0,01), altura (F(1,1796)=16,5, p=0,0001) e visão (F(1,1796)=7,0, p=0,008) afetaram R, que foi maior no APA (p=0,01), alto (p=0,0001) e com os olhos abertos (p=0,007). Em relação ao C: a) Tronco: o ajuste (F(1,1796)=133, p<0,0001) e altura (F(1,1796)=11,0, p<0,001) afetaram C, que foi maior no APC (p<0,0001) e no chão (p=0,001); b) Joelho: o ajuste (F(1,1796)=4,9, p=0,02) afetou C, que foi maior no APA (p=0,02), e c) Tornozelo: o ajuste (F(1,1796)=100, p<0,0001) e altura (F(1,1796)=4,2, p<0,05) afetaram C, que foi maior no APC (p<0,0001) e no chão (p<0,05). O comportamento diferenciado de R e C nos ajustes posturais indica que a estrutura de controle postural depende da fase de movimento e da parte do corpo. Fapesp 01/10712-0
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Morfometria da cartilagem epifisária de ratas ovariectomizadas submetidas à natação e a um hormônio esteróide anabolizante.
Moi, D.C.; Anaruma, C.A.; Re Junior, M.; Araújo, E.M.; Anaruma, C.P.
UNESP - IB - RC

MORFOMETRIA DA CARTILAGEM EPIFISÁRIA DE RATAS OVARIECTOMIZADAS SUBMETIDAS À NATAÇÃO E A UM HORMÔNIO ESTERÓIDE ANABOLIZANTE. Daniel Carlos Moi, Carlos Alberto Anaruma, Moacir Re Junior, Erinardo Moura Araújo, Chadi Pellegrini Anaruma1. Departamento de Educação Física - Instituto de Biociências - UNESP - Campus de Rio Claro. 1Licenciatura em Educação Física. Faculdades Integradas Einstein de Limeira Nas mulheres, a menopausa é a condição hormonal em que se dá a grande maioria das doenças ósseas. Dentre elas, pelo número de pessoas que atinge e pela morbidade que provoca, a osteoporoses é a que mais preocupação dá aos profissionais da área da saúde. Entender como o osso é afetado por esta alteração hormonal, ajudará a criar maneiras de se prevenir, retardar ou até mesmo, recuperar os doentes acometidos por esta doença. Em ratos, a cartilagem epifisária permanece funcional em toda a existência do animal. Este fato permite com que a ossificação endocondral, possa ser estudada em condições experimentais. Com o objetivo de se estudar os efeitos da ovariectomia no padrão morfológico da cartilagem epifisária e do tecido ósseo resultante, utilizamos 40 ratas Wistar com 120 dias de idade. Estas foram divididas em dois grupos: o grupo controle formado por ratas inteiras e um grupo ovariectomizado, formado por ratas submetidas à cirurgia de castração. Estes grupos foram subdivididos em: grupo Sedentário (S); Sedentário Ovariectomizado (SC); Sedentário Anabolizado (AS); Sedentário Ovariectomizado Anabolizado (SCAn); Treinado (T), Treinado Ovariectomizado (TC); Treinado Anabolizado (TAn); Treinado Ovariectomizado Anabolizado (TCAn). O protocolo de treinamento consistiu de 1 hora de natação com 5% de carga, cinco vezes por semana, no decorrer de oito semanas. O anabolizante utilizado foi o Decanoato de Nandrolona, injetado via subcutânea no dorso dos animais nas últimas duas semanas de treinamento. Os resultados sugerem que em ratas menopausadas, o osso recém-formado é de má qualidade, ou seja, do ponto de vista morfológico, as trabéculas e espículas ósseas que darão suporte para a ossificação ocorrer, as custas dos osteoblastos que se distribuem pela superfície endosteal, são menos espessas que nos animais do grupo não castrado. Também pode ser observado nos animais sedentários a presença de numerosos osteoclastos na superfície endosteal que acreditamos contribuírem com seu adelgaçamento. Concluímos que uma ossificação menos intensa nas trabéculas de tecido esponjoso contribui para o aparecimento da osteoporose. Já o exercício proposto, a natação é suficiente para prevenir ou minorar os efeitos da perda de massa óssea em ratas ovariectomizadas.
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Experiência de atividade corporal em uma instituição psiquiátrica
Moraes, A.L.F.;
Unesp de Rio Claro

EXPERIENCIA DE ATIVIDADES CORPORAIS EM UMA INSTITUIÇAO PSIQUIÁTRICA Moraes, Ana Luísa Fernandes Unesp de Rio Claro A experiência com atividades corporais, na Clinica Vivência de Psiquiatria Dinâmica na cidade de Campinas- SP, que atende pessoas com transtornos psicóticos, neuróticos e relacionados à dependência química, iniciou durante o ano de 2004 e perdura até atualmente. As aulas são ministradas duas vezes na semana, com duração média de uma hora e meia. As práticas possuem um enfoque terapêutico e variam conforme as demandas dos pacientes. Nesse sentido, está se fundamentando um conhecimento de que para cada tipo de patologia clínica há uma necessidade de prática corporal, principalmente para os que possuem transtornos psicóticos e os dependentes químicos. No primeiro caso, o conhecimento se baseia através da noção que os pacientes psicóticos, romperam a relação com uma realidade consciente e se inserem num universo inconsciente, ou seja, não há mais um ego estruturado. Eles também não tem noção íntegra da existência de sua própria matéria, o corpo. Assim, as atividades mais coerentes para este tipo de patologia são aquelas em que efetivam a presença do corpo. Para tal, a aula se constitui com exercícios de auto toque, no sentido de perceber a pele, a tonicidade muscular e a presença de uma estrutura óssea. Outras vezes, é utilizado bolas de borrachas e bolinhas de tênis, como instrumentos para alcançar o mesmo objetivo; também se realiza movimentos para cada articulação, para propiciar a noção de relação entre as partes corporais; e alongamentos. Embora, com aqueles pacientes psicóticos mais regredidos, em que é muito difícil uma aproximação, a inserção de um objeto, como a bola para ser brincada, propicia essa ligação. Aos pacientes com dependência química, a prática física visa outros anseios, como propiciar um contato com o inconsciente. Pois, como os dependentes usualmente utilizam determinadas substâncias químicas para entrar nesta esfera, a prática corporal viria como um meio de contato com o universo psíquico. Assim, as atividades executadas tem um enfoque mais meditativo e que para tal é realizado Yoga e dança expressiva. E, antes de iniciar este tipo de prática, há sempre uma preparação corporal, semelhante a prática realizadas com as pessoas com transtornos psicóticos.
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Effects of aerobic moderate exercise for 12 weeks on serum leptin levels, lipidid profile and body mass index in middle-aged obese women.
Moraes, C.; Romero, C.E.M.; Chiavegatti, M.; Bottcher, L.B.; Zanesco, A.
UNESP

EFFECTS OF AEROBIC MODERATE EXERCISE FOR 12 WEEKS ON SERUM LEPTIN LEVELS, LIPIDID PROFILE AND BODY MASS INDEX IN MIDDLE-AGED OBESE WOMEN. CAMILA DE MORAES, CARLA E.M ROMERO, MARTA CHIAVEGATTI, LARA B. BOTTCHER, ANGELINA ZANESCO. DEPARTMENT OF PHYSICAL EDUCATION, SÃO PAULO STATE UNIVERSITY, BRAZIL Ten obese women, mean age 44 3 years were submitted to aerobic exercise for 12 weeks, 3 days a week, 60 minutes for each session at an intensity of 50% VO2max monitored by a heart rate monitor (Polar A3). Body mass index was measured and blood samples were collected at rest and 12 weeks after moderate exercise training. Biochemical analyses of serum leptin levels, total cholesterol, LDL cholesterol, HDL cholesterol and blood glucose were measured by specific kits (Cayman Chemical and Laborlab, respectively). The statistical analysis was performed using Graphpad Instat version 3.0, t Student paired test was used to make comparisons between before and after exercise. Data was mean ± mean standard error (SEM) and a P value < 0.05 was considered as statistical significance. The exercise training employed by us did not alter the body mass index of the volunteers (33.9±1.6 vs 33.4 1.8 kg/m2). After 12 weeks of physical exercise, serum leptin levels (49±6 vs 45±4 ng/ml) and total cholesterol (191±22 versus 153±11 mg/dl) show a slight reduction, but did not reach a statistical significance. Similarly, the concentration of HDL cholesterol was not affected by exercise training (33±3 vs 38±4 mg/dl). A significant decrease in LDL cholesterol (142±21 vs 90±10 mg/dl) and in blood glucose (106±12 vs 87±7 mg/dl) were seen after exercise training. In conclusion, our findings show that 12 weeks of moderate aerobic exercise training, without a calories ingestion control, was not sufficient to provoke weight loss and changing on serum leptin levels. Therefore, the exercise protocol employed by us was useful to prevent the damage by LDL cholesterol and blood glucose on the cardiovascular disease with an improvement of quality of life for Brazilian population. Financial support: FUNDUNESP/CAPES
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Estudo da capacidade aeróbica de crianças asmáticas no intercrise.
Moraes, E.Z.C.; Portela, L.O.C.; Trevisan, M.E.; Rossato, M.; Maldonado, M.
Universidade Federal de Santa Maria

ESTUDO DA CAPACIDADE AERÓBICA DE CRIANÇAS ASMÁTICAS NO INTERCRISE Eliane Z. C. de Moraes, Luiz O. C. Portela, Maria Elaine Trevisan, Mateus Rossato e Martin Maldonado. Todos os autores da Universidade Federal de Santa Maria -RS Os benefícios que a atividade física provoca em crianças asmáticas podem ser encontrados em vários estudos. Um aspecto pouco tematizado é a capacidade de desempenho de crianças com relação à gravidade da asma. Devido a essa necessidade, o objetivo do estudo foi observar criteriosamente a capacidade aeróbica (CA) de crianças asmáticas com gravidade leve intermitente (ALI) e leve persistente (ALP), no intercrise. A CA foi avaliada em 20 crianças ALI, 13 crianças com ALP e 36 crianças não asmáticas (NA), de 11 a 14 anos, de ambos os sexos, com similar idade, estatura, massa corporal, composição corporal, nível de atividade física. As crianças realizaram espirometria pré e pós-broncodilatador e medidas de ventilação voluntária máxima (VVM). Também se realizou um teste máximo em esteira, sendo monitorados o consumo máximo de oxigênio (VO2max), quociente respiratório (RQ), ventilação máxima (VEmáx), equivalente ventilatório (VE/VO2), reserva ventilatória (RVE) e freqüência cardíaca máxima (FCmax). Na classificação da asma foi utilizado o questionário ISAAC, uma avaliação da freqüência e intensidade dos sintomas e a espirometria, não sendo observadas diferenças significativas entre os três grupos. Os resultados mostram que os grupos de ALI, ALP e NA apresentaram similar VO2max (41,43±6,80; 42,25±7,58 e 42,06±7,25 ml.min-1.Kg-1) respectivamente (p < 0,7374). A VEmáx também foi semelhante entre os grupos (79,08±16,65; 74,07±14,49 e 77,52±17,12 min) respectivamente (p < 0,6943). As demais variáveis, já citadas acima, analisadas durante o exercício, não demonstraram diferença estatisticamente significativa. Esses resultados sugerem que crianças com ALI, ALP e NA podem apresentar, no intercrise, como potencial latente, similar função pulmonar e CA. As alterações espiromêtricas e ergoespirométricas observadas na amostragem não foram discriminatórias o suficiente para diferenciar, conforme classificação, as diferentes gravidades de asma. As variações estatisticamente não significativas, encontradas para os valores da função pulmonar nas diferentes gravidades de asma, parecem ser compensadas durante o esforço, pois a CA foi similar entre os grupos. Isso indica que, a priori, no intercrise, a gravidade da asma não representa um indicador limitante da CA e também que esta não foi limitada pela respiração externa. Os dados demonstraram que crianças com ALI e ALP, com sua doença controlada e fora do período de crise, podem ser encorajadas a participar de programas de atividade física, pois respondem ao esforço de forma similar às crianças não asmáticas.
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Avaliação biopsicossocial e moral em idosas praticantes de atividades fisicas em clube desportivo
Moraes, L.F.; Maeda, E.N.; Meirelles, R.J.A.
Centro Universitário Moura Lacerda

AVALIAÇÃO BIOPSICOSSOCIAL E MORAL EM IDOSAS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS EM CLUBE DESPORTIVO LUIZ FERNANDO MORAES; ETTIENE NELI MAEDA; ROGÉRIO JOSÉ DE AZEVEDO MEIRELLES(ORIENTADOR) CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA / RP - SP O estudo mais abrangente dos idosos brasileiros trará diretrizes teóricos e práticas para que todos os agentes de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, profissionais de Educação Física entre outros) possam atuar na melhoria da qualidade de vida desse grupo em franco crescimento proporcional. Um Instrumento de avaliação é chamado questionário BOAS (Brazil Old Age Schedule) que atua nos domínios biopsicossocial e moral de idosos. Nesta amostra, 15 mulheres com idade superior a 60 anos freqüentaram atividades físicas regulares em clube desportivo na cidade de Ribeirão Preto. Os resultados obtidos de maior relevância foram: das doenças previamente diagnosticadas revelou-se que a maioria (12) possui Hipertensão Arterial, seguidas de (8) Hipercolesterolemia e (2) Diabetes mellitus; das idosas investigadas revelou-se que a maioria (86,25%) faz uso de medicamentos prescritos pelo médico, 30,00% utilizam da auto-medicalização, como tratamento para seus males e somente 13,75% não utilizam nenhum medicamento; revelou-se, também, que a maioria das idosas investigadas (27,50%) elege como principal atividade de lazer assistir à televisão (basicamente as novelas), seguida pelo rádio (18,75%) e, em terceiro lugar, o cultivo de plantas (16,25%) e outros. O interesse pela pessoa idosa não se justifica somente pelo crescimento numérico e sim pela sua integração na sociedade na contribuição social e nível de participação decisório, relativo a qualidade de sua vida e de sua família. Entende-se ser o professor de Educação Física o agente facilitador neste processo, com vista a contribuir para a conquista ou manutenção da qualidade de vida da pessoa idosa.
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Exercício físico reduz malignização das lesões pré-neoplásicas em modelo experimental de carcinogênese do cólon
Morais, C.A.; Oliveira, E.C.; Marques, D.C.; Pelúzio, M.C.G.; Natali, A.J.; Dias, C.M.G.C.
Universidade Federal de Viçosa

EXERCÍCIO FÍSICO REDUZ MALIGNIZAÇÃO DAS LESÕES PRÉ-NEOPLÁSICAS EM MODELO EXPERIMENTAL DE CARCINOGÊNESE DO CÓLON Carina Almeida Morais, Emerson Cruz de Oliveira, Débora Caldas Marques, Maria do Carmo Gouveia Pelúzio, Antônio José Natali, Cristina Maria Ganns Chaves Dias. Universidade Federal de Viçosa A carcinogênese é um processo complexo, dividido em três principais estágios: iniciação, promoção e progressão. Estudos prévios mostram que o exercício físico realizado durante as etapas de iniciação e promoção da carcinogênese do cólon reduz o número de lesões pré-neoplásicas (focos de criptas aberrantes - FCA) no intestino grosso de ratos em 47.37% e em 13% o número de FCA que possuem número superior a três criptas por foco (FCA > 3). O objetivo desse trabalho foi investigar os efeitos do exercício físico moderado, em esteira rolante, realizado antes e durante as etapas de iniciação e promoção da carcinogênese, sobre o surgimento e o desenvolvimento dos FCA, induzidos por carcinógeno químico, no intestino grosso de ratos. Foram utilizados 15 ratos Wistar machos que receberam quatro aplicações de 1,2 dimetilhidrazina (DMH), na dose de 40mg/kg de peso, por via subcutânea, por duas semanas. Doze semanas antes da primeira aplicação de DMH os animais foram colocados na esteira para adaptação ao exercício físico. Após uma semana de adaptação foram divididos em dois grupos: - grupo E: 8 animais que correram a 20m/min, com 1º de inclinação, por 15 min, 5 dias por semana, durante 34 semanas; - grupo S: 7 animais sedentários. Os animais foram sacrificados 21 semanas após a administração da última dose de DMH. O intestino grosso foi removido totalmente da cavidade abdominal, aberto longitudinalmente e fixado em formol a 10%, por 48 horas. Foi dividido em 1/3 proximal, médio e distal e corado com azul de metileno a 0,1% para análise microscópica. O efeito do exercício físico foi quantificado pelo cálculo da Potência (P = Média do nº de FCA do grupo S / Média do nº de FCA do grupo E), Risco Relativo (RR = 1 / P), Porcentagem de redução de FCA (% R = 100 - 100 / P), Potência de redução do tamanho de FCA (PRT = Média do nº de FCA > 3 do grupo S / Média do nº de FCA > 3 do grupo E), Porcentagem de redução de FCA >3 (% RT = 100 - 100 / PRT). A média do nº de FCA do grupo S (118) foi maior que a do grupo E (83). Os resultados da quantificação dos FCA foram: P = 1,42; RR = 0,7; % R = 29,6%; PRT= 3,3; % RT= 69,9%. Esses resultados demonstram a importância do exercício físico na prevenção da formação das lesões pré-cancerosas com número superior a três criptas por foco e sugerem que a prática da atividade física tem efeito protetor na evolução de lesões pré-cancerosas para lesões com maior grau de malignidade.
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A Primeira Corrida de Aventura para Crianças no Brasil
Moreira, C.R.;
Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista

A PRIMEIRA CORRIDA DE AVENTURA PARA CRIANÇAS NO BRASIL Celso Ricardo Moreira Departamento de Educação Física - Fundação de Ensino Superior de Bragança Paulista - FESB Recém chegada ao Brasil (pouco mais de seis anos), as corridas de aventura ainda são pouco conhecidas pela população brasileira, porém vem conquistando cada vez mais admiradores e adeptos. Reunindo basicamente cinco modalidades básicas: orientação, trekking, mountain bike, técnicas verticais e remo, realizada em meio a montanhas, rios e cachoeiras, eram muito procuradas por atletas de triatlhon ou praticantes de outros esportes de aventura, em busca de maiores desafios. Com a intenção de atrair mais adeptos, surgiram eventos especializados na introdução de pessoas comuns e atletas não profissionais, realizado normalmente durante um final de semana, sendo o primeiro dia destinado ao treinamento com aulas teóricas e práticas das modalidades e no segundo dia a realização da corrida. Porém o que fazer com as crianças desses novos atletas? Surgiu então a idéia de unir os conhecimentos adquiridos em sete anos de trabalhos em acampamentos e hotéis com a paixão pelos esportes de aventura e após muito planejamento e dois anos de espera, o projeto Kids, tornou-se parte integrante do Circuito Caloi Adventure Camp de corridas de aventura. O local escolhido para sua estréia, foi a cidade de Campos do Jordão, em maio de 2004 com a participação de 6 crianças entre 06 e 09 anos de idade, convidadas pela organização do evento e patrocinadores. Iniciamos o primeiro dia de atividades com muitas brincadeiras e descontração, para então cairmos na aventura. Pedalamos e caminhamos pelas trilhas do horto florestal de Campos do Jordão em meio à Serra da Mantiqueira, remamos em uma represa e deslizamos pelos cabos de uma tirolesa, com direito à parede de escalada, sempre acompanhados pelos monitores especializados nas referidas modalidades e pelos olhos atentos de quem acreditava ser uma loucura colocar crianças desta idade num esporte tão arriscado. No segundo dia então, sob os olhos atentos de organizadores, imprensa, patrocinadores, pais e mais de quinhentos atletas, eu e mais seis crianças largamos para um trekking de sete kilometros com muita lama e subidas, seguindo depois para um trecho de bicicletas de quatro kilometros, atravessando mata fechada, pontes e riachos até chegar a uma estação de arvorismo, onde pudemos deslizar sobre a copa das araucárias, em tirolesas a mais de 20 metros do chão. Quatro horas após, na chegada, os "Kids" completam com muita alegria e lama a primeira corrida de aventura para crianças do país.
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Produção científica dos grupos de pesquisa em lazer no brasil
Moreira, J. C. C.; Marinho, A.; Schwartz, G. M.; Martonim, F. R.
Departamento de Educação Física - UNESP Rio Claro

PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS GRUPOS DE PESQUISA EM LAZER NO BRASIL JAQUELINE COSTA CASTILHO MOREIRA * Mestranda em Ciências da Motricidade Humana - DEF/IB/UNESP ALCYANE MARINHO * Doutoranda da Faculdade de Educação Física Dep. de Estudos do Lazer - UNICAMP GISELE MARIA SCHWARTZ Doutora em Psicologia pela USP, Livre Docente e Coordenadora do Laboratório de Estudos do Lazer (LEL) - DEF/IB/UNESP FLÁVIA REGINA MARTONI * Psicóloga pela Uniararas (SP) * Pesquisadoras do Laboratório de Estudos do Lazer (LEL) - DEF/IB/UNESP Este estudo, de natureza qualitativa, teve por objetivo identificar a produção científica de membros dos grupos de pesquisa em lazer, cadastrados no diretório da base corrente do CNPQ, no triênio de 2002/2004. A metodologia utilizada constou de uma pesquisa exploratória levantando o número de publicações, no que se refere a resumos e trabalhos completos publicados em eventos, artigos publicados em periódicos, livros, capítulos de livros e demais publicações bibliográficas. O critério adotado foi referente apenas à publicação como primeiro autor. A seleção dos grupos participantes limitou-se àqueles que continham, em seus títulos, o termo "lazer". Os dados indicam que, dentre 80 grupos cadastrados, 21 contêm o termo citado. A produção referente aos trabalhos apresentados em congressos é de 1.470 entre resumos e textos completos; os artigos em periódicos correspondem a 355; os livros publicados foram 167; os capítulos de livros constam de 181 e 162 representam as demais publicações. Denota-se a emergência da produção acadêmica no âmbito do lazer, extrapolando a área da Motricidade Humana, uma vez que os grupos investigados pertencem a diversos campos do conhecimento, tais como: Educação, Turismo e Administração. Esta pesquisa poderá subsidiar outros estudos enfocando a temática: "Produção Científica em Lazer", ratificando o engajamento dos pesquisadores do lazer no Brasil.
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A Influência da Prática Mental na Aquisição de uma Habilidade Motora em Crianças de 10 a 12 Anos
Moreira, V.A.D.; Vieira, M.M.; Benda, R.N.
Universidade Federal de Minas Gerais

A INFLUÊNCIA DA PRATICA MENTAL NA AQUISIÇÃO DE UMA HABILIDADE MOTORA EM CRIANÇAS DE 10 A 12 ANOS Vitor Ângelo Diniz MOREIRA, Márcio Mário VIEIRA, Rodolfo Novellino BENDA. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional- UFMG/ GEDAM - LAPES - CENESP. Prática mental refere-se ao processo associado com repetições mentais ou ensaios mentais da performance da habilidade, com a ausência de qualquer prática física. Freqüentemente é associada com imagens mentais e nesse tipo de prática pode ser observada uma mínima atividade elétrica muscular por eletromiografia. Os efeitos da prática mental não são claros na aquisição das diversas habilidades motoras em crianças, dessa maneira o objetivo deste trabalho é verificar a influência da prática mental na aquisição de uma habilidade motora seriada em crianças na faixa etária de 10 a 12 anos (media 11,1 ± 0,7). Vinte crianças voluntárias divididas aleatoriamente em quatro grupos experimentais (controle, prática mental, prática física e prática física mais prática mental) participaram de fase de aquisição, teste de retenção e teste de transferência. A tarefa consistia em transpor bolas de recipientes marcados para seus devidos correspondentes numa ordem pré-estipulada A-A, B-B, C-C. Os resultados mostraram que, em relação ao erro absoluto, somente no primeiro bloco do teste de transferência foi observada diferença significativa entre os grupos pôr meio do teste de Kruskal-Wallis, e através do teste de Wilcoxon verificou-se que grupo controle foi inferior (diferença marginal) ao grupo de prática física (p=0,08), grupo controle inferior ao grupo de prática mental (0,043); e grupo controle semelhante ao grupo de prática física mais mental (0,138). Quanto à análise do desvio padrão no primeiro bloco do teste de retenção encontrou-se diferença significativa, o teste Kruskal-Wallis, e, com a subseqüente utilização do teste de Wilcoxon, determinou que o grupo controle foi inferior ao grupo de prática física mais mental (P<0,05), e grupo de prática mental foi inferior ao grupo de prática física mais mental (p<0,05). Email: vitorangelo_ef@yahoo.com.br
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Festas populares tradicionais como espaço de manifestação cultural
Morelli, G.; Aguiar, C.M.
Centro Universitário Barão de Mauá

POPULARES TRADICIONAIS COMO ESPAÇO DE MANIFESTAÇÃO CULTURAL Graziele Morelli / Carmen Maria Aguiar Centro Universitário Barão de Mauá / Unesp - RC A forma de pensar, de agir e de se organizar de cada povo é representada de diversas maneiras, dentre elas as festas celebram diferentes manifestações proporcionando um rico espaço onde é possível encontrar danças, religiosidade e gastronomia. No Brasil a diversidade cultural contribuiu e até hoje enriquece as festas populares que são uma constante em todas as regiões do país. O objetivo deste trabalho é relatar algumas manifestações culturais existentes no Brasil, com ênfase nos eventos realizados por comunidades tradicionais em suas festas. Para tal utilizou-se de revisão bibliográfica de autores que citam em suas obras as manifestações culturais inseridas nas festas populares, revisão documental em fontes semanais e diárias de jornais com circulação nacional como a Folha de São Paulo e estudo de campo em viagens onde foi possível observar in loco o tema estudado. Com o presente trabalho foi possível identificar algumas festas tradicionais de diferentes regiões do Brasil. Percebeu-se que em alguns casos mudanças significativas nas tradições culturais ocorreram, sejam por conta da mistura de tradições, seja pela influência dos centros urbanos. Em outro aspecto, atividades relacionadas ao turismo determinaram o futuro de tais manifestações culturais, denominadas aqui como festas populares. A relação existente nesse contexto turismo x festas populares, tomou dois caminhos, onde a cultura dominante pode dizimar ou incentivar a cultura do outro. Nota-se que as relações sociais existentes nas festas populares são muito significativas e determinantes para a preservação de nossa história e de nossa cultura.
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A auto-eficácia no tênis de campo: uma perspectiva da psicologia do esporte
Moreno, R.M.; Machado, A.A.
UNESP/ LEPESPE

A AUTO-EFICÁCIA NO TÊNIS DE CAMPO: UMA PERSPECTIVA DA PSICOLOGIA DO ESPORTE Ricardo Macedo Moreno - Afonso Antonio Machado UNESP/ IB/ DEF/ CRC Esse trabalho teve como objetivo verificar o perfil psicológico de atletas de Tênis de Campo que disputam campeonatos filiados a Federação Paulista de Tênis (FPT) e Confederação Brasileira de Tênis (CBT) , com idade entre 16 e 22 anos e a análise se prendeu à auto-eficácia dentro do contexto e de situações próprias da modalidade, relacionando os dados obtidos com as perspectivas da Psicologia do Esporte. Numa metodologia qualitativa foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas com cinco atletas do sexo masculino; as verbalizações coletadas foram grupadas e analisadas possibilitando conhecer o contexto esportivo e psicológico do tênis, enquanto fornecedoras de informações de um processo individualizado e diferente de si mesmo. Constatamos que maioria dos atletas não se mostrou seguro e confiante para arriscar jogadas no começo de uma partida e se mostraram mais confiantes quando faziam boas jogadas e perdiam a confiança quando erravam em bolas fáceis; o comportamento da maioria era alterado por fatores externos, mostrando imaturidade, falta de concentração e confiança em si e os atletas na maioria das vezes se sentiam tensos, pressionados e nervosos em situações onde o erro não era admitido. De acordo com os resultados podemos concluir que a auto-eficácia não é um traço estável da personalidade destes atletas, podendo variar de situação para situação e é específica a um certo tempo e ambiente. Como visto aumenta em situações de sucesso real e pode diminuir frente ao fracasso ou performance ineficiente. Assim o trabalho, através destes resultados, pode servir para orientar aos técnicos, treinadores e até jogadores sobre falhas e desvios de comportamentos que atletas sofrem em determinadas situações esportivas críticas, além de mostrar a importância de um trabalho interdisciplinar com um psicólogo do esporte sendo incorporado a clubes e academias para potencialização de possíveis talentos, valorizando a função deste profissional.
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Uma experiência pedagógica no curso de graduação em fisioterapia no Centro Universitário Herminio Ometto - Uniararas
Morsoleto, M.J.M.S.; 1Rodrigues, M.E.; 1,3Maluf, S.M.
Faculdade de Fisioterapia- Centro Universitário Hermínio Ometto

UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA NO CENTRO UNIVERSITÁRIO HERMINIO OMETTO - UNIARARAS 1,2Maria José Misael da Silva Morsoleto,1Márcia Elizabeth Rodrigues, 1,3Sâmia Samira Maluf. 1 Faculdade de Fisioterapia- Centro Universitário Hermínio Ometto; 2Faculdade de Ciências Médicas - Unicamp; 2Faculdade de Ciências Médicas - Usp O professor é o fulcro central do processo de ensino e aprendizagem. O aluno é induzido á executar prescrições segundo autoridade estabelecida. O aluno deve aprender independente de sua vontade, e o professor executa este papel de impositor do conhecimento. Elaboramos programas que quantifiquem o conteúdo mínimo necessário de conhecimento exigido para cada série de graduação e uma formula matemática de promoção ou reprova. O diploma passa a ser um mediador entre a graduação conquistada e a função exercida socialmente como indivíduo. Estamos desenvolvendo a educação "bancária" aonde vamos depositando, ano a ano, conhecimento no aluno. Há uma verticalidade na relação professor-aluno os objetivos do aprendizado são externos. Devido ao alto índice de reprova, desistência, desinteresse do ingressante nos primeiros semestre do curso, resolvemos, em 2004 no curso de graduação em Fisioterapia no centro Universitário Hermínio Ometto, nas disciplinas de Biofísica aplicada á Fisioterapia e Estágio Supervisionado em Ortopedia, promover uma estratégia em sala de aula que reunisse em um mesmo momento didático pedagógico dois grupos de alunos, os ingressantes e os pré-formandos daquele ano letivo. Nosso objetivo foi provocar e estimular no aluno ingressante a busca pelo conhecimento tendo como limite seu apetite intelectual. Os pré-formandos foram estimulados a demonstrar sua sabedoria como um testemunho real e temporal aos ingressantes. Esta realidade apresentada pelos colegas mais adiantados do curso de Fisioterapia foi o tônico necessário para que mediante roteiros com objetivos e metas bem estabelecidos, partissem em busca do conhecimento. Buscaram, analisaram, concluíram e assimilaram conhecimento. O professor teve o extremo cuidado em não transmitir conteúdo, mas sim conduzir, dando assistência, agindo como um facilitador de aprendizagem. O resultado deste confronto foi coletado em forma de relatório. Os ingressantes relataram ter participado de uma experiência rica, dinâmica, com mais liberdade na busca do conhecimento. Aulas mais interativas, o que se parecia antigo e desagradável, tornou-se muito prazeroso. Concluímos que a experiência foi de extrema importância quando tiveram a. A dinâmica entre as duas turmas foi bem aproveitada, nasceu o interesse e sobreveio o respeito entre as duas turmas.
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Efeito da Natação sobre o crescimento ósseo de ratos em processo de recuperação nutricional
Mota, C.S.A.;
UNESP - Universidade Estadual Paulista

EFEITO DA NATAÇÃO SOBRE O CRESCIMENTO ÓSSEO DE RATOS DESNUTRIDOS EM PROCESSO DE RECUPERAÇÃO NUTRICIONAL Clécia Soares de Alencar Mota. Universidade Estadual Paulista - UNESP, Instituto de Biociências, Laboratório de Biodinâmica A desnutrição é um mal que acomete uma parcela considerável da população mundial. Baseado nos efeitos benéficos da atividade física, estudos vêm sendo realizados na tentativa de associar os benefícios trazidos pelo exercício físico no processo de recuperação nutricional. Desta forma, esse estudo visou avaliar o efeito da natação sobre o crescimento ósseo de ratos jovens durante o processo de recuperação nutricional. Ratos Wistar (28 dias) foram designados ao acaso a diferentes grupos e alimentados com dietas isocalóricas (3948 Kcal/Kg) normoprotéica (17% de proteína) ou hipoprotéica (6% de proteína), ad libitum. Os ratos foram separados em 4 grupos: Controle Sedentário (CS) e Controle Natação (CN) - alimentados com dieta normoprotéica durante todo o experimento (90 dias), Recuperado Sedentário (RS) e Recuperado Natação (RN) - alimentados com dieta hipoprotéica nos primeiros 60 dias, e com dieta normoprotéica por 30 dias associada ou não a natação. Os ratos treinados com natação praticaram a atividade 1h/dia, 5 dias/semana, suportando sobrecarga equivalente a 5% p.c. Ao final do experimento, os animais foram sacrificados por decaptação, e tiveram o osso úmero removido para pesagem [balança analítica], medida de comprimento e diâmetro [paquímetro], cálculo do índice ponderal [comprimento ÷ ³v peso,] e determinação do teor de cálcio [quelagem com EDTA]. Para determinação da área, os ossos foram radiografados e os valores calculados pelo programa autocad. Os resultados foram analisados pela ANOVA Two-way, seguida de post hoc de Kruska Wallis, com nível de significância pré-estabelecido de 5%. O peso (CS 467.25±93.8; CN 497.25±70.0; RS 418.57±39.8; RN 395,75±82,8mg), conteúdo de mineral (CS 47.34±2.6; CN 47.54±17.6 RS 51.08± 5.3; RN 52.77±11.9) e índice ponderal (CS 4.01±0.2; CN 3.96± 0.2; RS 3.97± 0.1; RN 3.95± 0.3) não diferiram entre os grupos. Já o comprimento (CS 30.93±1.4; CN 31.30± 0.9; RS29.64±1.1; RN 28.75±1.0*mm), diâmetro (CS 2.45±0.7; CN 2.35±0.2; RS 2.26±0.2; RN 2.23±0.2*mm) e área (CS 12.06±1.1; CN 13.45±0.5; RS 11.26±0.7; RN 10.92±0.7*) foram menores no grupo RN em comparação ao grupo CN. Esses resultados indicam que a energia que poderia ser utilizada para a recuperação óssea pode ter sido gasta na natação, não havendo efeito benéfico da natação para a recuperação do úmero de ratos em processo de recuperação nutricional. Orientadora: Maria Alice Rostom de Mello
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Effect of resistance training in maximum strenght and muscular endurance in overweight adults: differences between men and women
Mota, G.R.; Zanesco, A.
UNESP, Rio Claro

EFFECT OF RESISTANCE TRAINING IN MAXIMUM STRENGHT AND MUSCULAR ENDURANCE IN OVERWEIGHT ADULTS: DIFFERENCES BETWEEN MEN AND WOMEN Gustavo Ribeiro da Mota1 2 e Angelina Zanesco1 . 1 Department of Physical Education - UNESP, Rio Claro, SP - Brazil. 2 Coordination of Physical Education - UNIP, Araraquara and Bauru, SP - Brazil Objective. To evaluate the effect of resistance training on muscular maximum strength (1RM) and endurance (ME) in overweight men (M) and women (W). Twelve volunteers (age: 31±8 years M and 26.5±3 years W; body weight index greater than 24.9 Kg/m2, participated of this study. Eligible subjects were informed of the procedures and risks of the study and signed a written informed consent. Methods. The exclusion criteria were subjects with cardiovascular disease, diabetes, arthritis and others medical conditions. After to be familiarized with resistance exercise the volunteers underwent to test of a maximum repetition (1RM). The training program consisted of 3 days a week, for 16 weeks. The resistance exercise was performed with 70% of 1RM (3 sets, 8-12 repetitions and 1 minute of rest). All the volunteers were evaluated before and after the program. Results. Data are summarized in the table below. Our findings show that M exhibited higher values for 1RM than W either in baseline or after training. On the other hand, absolute ME values were not different between M and W, but the calculated rate show a significant gender difference. The program employed provoked an increase in 1RM values for both groups. Similarly, the ME was significantly enhanced as compared to initial values for M and W. Conclusion. Our findings show that resistance training program produces a similar improvement of 1RM and ME, in terms of percentage, for M and W. Table. Maximum strength and muscular endurance in overweight M and W after 16 weeks of resistance training (S. supine; LP, leg press; LPD, let pull down) MEN Total 1RM WOMEN Total 1RM MEN ME (rep) WOMEN ME (rep) MEN ME (kg/rep) WOMEN ME (kg/rep) Baseline 351.33±20.10 ? 237.17±16.03 59.50±5.29 61.00±8.85 6.13±0.62? 4.07±0.42 After 16 w 442.67±21.10*? 289.00±15.82* 60.17±3.93 61.17±5.03 7.59±0.77*? 4.90±0.46* Improvement (%) 26.73±4.53 22.45±2.22 2.81±15.89 1.14±2.11 24.42±4.60 21.23±2.45 * P < 0.05: different from Baseline to the same group; ? P < 0.05: different from women; Data are mean ± SEM for 6 M and 6 W.
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Comparação de diferentes cargas preditivas utilizando modelos matemáticos, linear e hiperbólico, em ratos submetidos à Natação
Motta, L.H.; Contarteze, R.; Gobatto, C.A.; Papoti. M.
Laboratório de Biodinâmica - UNESP Rio Claro

COMPARAÇÃO DE DIFERENTES CARGAS PREDITIVAS UTILIZANDO MODELOS MATEMÁTICOS, LINEAR E HIPERBÓLICO, EM RATOS SUBMETIDOS À NATAÇÃO Lilian Hernandes Motta1, Ricardo Contarteze1. 1 Laboratório de Biodinâmica - UNESP Rio Claro, 2CEPAF - FIB Bauru - SP. Orientador: Cláudio Gobatto1,Co-orientador: Marcelo Papoti 1,2 O modelo de Potência Crítica (Pcrit) tem sido utilizado como forma eficaz de determinar as capacidades aeróbia e anaeróbia, por ser um método não-invasivo e de fácil aplicabilidade. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar os valores de carga crítica (Ccrit) e capacidade de trabalho anaeróbio (CTA), determinado através dos modelos matemáticos, linear e hiperbólico, utilizando 2 diferentes grupos de cargas preditivas, em ratos submetidos a exercício de natação. Foram utilizados 19 ratos machos Wistar, com 240 dias de idade, adaptados ao meio líquido em tanque profundo (60X120), com temperatura da água a 31±1º. Os animais foram submetidos a esforços de natação suportando cargas preditivas distribuídos aleatoriamente de 7, 8, 9, 10 e 11% do PC (G7-11) e de 7, 9, 11, 13 e 15% do PC (G7-15), até a exaustão para determinação do tempo limite (Tlim). O Tlim encontrado de cada intensidade foi utilizado para obtenção da Ccrit e CTA nos modelos matemático,linear (carga versus o inverso do tempo) e hiperbólico (carga versus tempo). Para comparação dos resultados foi utilizado Anova - One-Way, com nível de significância de p<0,05. Não foi constatada diferença significativa na Ccrit e CTA (Tabela 1). Entretanto, os valores de Ccrit encontradas no G7-15 dos modelos linear e hiperbólico foram aproximadamente 16% maior em relação aos valores do Ccrit no G7-11 do modelo hiperbólico. Tabela 1. Valores médios da Ccrit e CTA encontrados nas cargas 7 à 11% e 7 à 15% pc nos modelos linear e hiperbólico Modelos Matemáticos Ccrit G7-11 G7-15 CTA G7-11 G7-15 Linear 5.29 5.92 400.25 326.60 Hiperbólico 5.11 5.92 408.09 329.23 Desse modo pode-se concluir que os valores de Ccrit e CTA não foram influenciados pelos modelos matemáticos e cargas preditivas utilizadas.
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Análise cinemática da tarefa de subir e descer um Step: um estudo de caso.
Moura, F.A.; Faria, F.P.; Lima-Junior, R.S.; Santiago, P.R.P.; Thomaz, T.; Wisiak, M.; Barbieri, F.A.; Oliveira, A.S.C.; Cunha, S.A.
Unesp - Rio Claro

ANÁLISE CINEMÁTICA DA TAREFA DE SUBIR E DESCER UM STEP: UM ESTUDO DE CASO. Felipe Arruda Moura, Frederico P. Faria, Renato de Souza Lima Junior, Paulo Roberto Pereira Santiago, Tatiane Thomaz, Martin Wisiak, Fabio Augusto Barbieri, Anderson de S. C. Oliveira, Sergio Augusto Cunha. Labio - Universidade Estadual Paulista - Unesp - Rio Claro - SP - Brasil. Email: felipeunesp@yahoo.com.br A Cinemetria é uma ferramenta da Biomecânica que utiliza metodologias e equipamentos específicos para a aquisição de dados que podem auxiliar profissionais a promover uma melhoria das condições ergonômicas que pessoas normais ou com patologia são diariamente expostas. Sendo assim, o objetivo do estudo foi analisar o movimento e o posicionamento da coluna vertebral de uma pessoa com uma lesão na região lombar (S1) e outra saudável (S2), durante a tarefa de subir e descer um step. Os sujeitos possuíam a mesma idade, peso e altura aproximada e ambos realizaram 5 tentativas de subir e descer um step de madeira com 30 cm de altura, 56 cm de largura e 39cm de comprimento, utilizando estratégias locomotoras auto-selecionadas. Foram colocados marcadores passivos esféricos de isopor com 2 cm de diâmetro na primeira vértebra torácica, primeira vértebra lombar e primeira sacral, definindo os segmentos torácico e lombar. Duas câmeras digitais com freqüência de aquisição de 60 Hz filmaram cada um dos marcadores. Os processos de captura, desentrelaçamento das imagens, calibração, medição e reconstrução tridimensional dos marcadores foram realizados através do software Dvideow. Durante a suavização (spline cúbico), os dados foram parametrizados no tempo e, em seguida, calculou-se a variação angular da coluna (ângulo entre o segmento torácico e lombar), em função do tempo, para cada tentativa. Logo após, extraiu-se a média e o desvio padrão tempo a tempo das 5 tentativas de cada sujeito. O resultados mostraram que os sujeitos apresentaram valores distintos de variação da coluna. S1 apresentou um maior ângulo ao longo das tentativas, significando que ele manteve a coluna mais ereta quando comparado ao sujeito controle, que não possuía lesão lombar. Com isso, os resultados permitiram concluir que o sujeito com patologia na coluna lombar tende a apresentar estratégias locomotoras diferentes do sujeito saudável que visam minimizar as exigências nesta região do tronco. Financiado por: FUNDUNESP E FAPESP (00/07258-3)
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Perfil da composição corporal, por meio da tabela de Pollock, Wilmore(1993), de alunos ingressantes em uma academia de musculação da cidade de Piracicaba-SP.
Moura, R.J.; Arruda, D.G.
Universidade Metodista de Piracicaba

PERFIL DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, POR MEIO DA TABELA DE POLLOCK,WILMORE(1993), DE ALUNOS INGRESSANTES EM UMA ACADEMIA DE MUSCULAÇÃO DA CIDADE DE PIRACICABA-SP. Rafael José Moura e Donald Gevartosky Graduandos em Educação Física da Universidade Metodista de Piracicaba- UNIMEP -SP rjmoura@unimep.br O objetivo deste estudo foi verificar o perfil da composição corporal de alunos ingressantes em uma academia de Piracicaba -SP para prática de musculação. Foram analisados 60 alunos de ambos os sexos, os mesmos foram subdivididos em grupos de acordo com a faixa etária sendo Grupo 1 (GM1) masculino 19 - 26 anos ; Grupo 2 ( GM2) masculino 28 - 45 anos / Grupo (3 GF1) feminino faixa etária 20 - 28 anos / Grupo 2 (GF2) feminino faixa etária31 - 55 anos. As avaliações foram peso, altura, massa magra, massa gorda, percentual de gordura, e índice de massa corporal (IMC). Utilizou-se dos seguintes instrumentos para avaliação : Adipômetro THE BODY CALIPER , estadiômetro SANNY e balança WELMY . Foi utilizado o software GALILEU by MICROMED , protocolo Jackson & Pollock 7 dobras masculino e feminina. Os resultados da classificação dos grupos de acordo com a tabela de Pollock, Wilmore (1993), apresentam que na faixa etária de 19 a 26 anos GM1 57,12%, estão abaixo da média da tabela de referência, no GM2 71,41% estão abaixo da média. No GF1 43,75% e no GF2 73,30% estão abaixo da média. Conclui-se que os ingressantes na academia possuem uma composição corporal acima dos valores considerados aceitáveis pela literatura, sendo que nos grupos de faixa etária acima de 30 anos de idade a composição corporal apresentou alta taxa de gordura. Assim sendo, o perfil apresentado inspira cuidados especiais dos profissionais que irão trabalhar com a população pesquisada.
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Transtorno de pânico subtipo respiratório e não respiratório e suas correlações com a esquiva de atividade física
Muotri, R.W.; Nunes, R.P.; Bernik, M.A.
Ambulatório de Ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade d

TRANSTORNO DE PÂNICO SUBTIPO RESPIRATÓRIO E NÃO RESPIRATÓRIO E SUAS CORRELAÇÕES COM A ESQUIVA DE ATIVIDADE FÍSICA Rafael P. Nunes, Ricardo W. Muotri e Márcio A. Bernik Ambulatório de Ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). O Transtorno de Pânico é um transtorno de ansiedade que se caracteriza pela recorrência de ataques de pânico: crises súbitas de mal estar e sensação de perigo ou morte iminente, acompanhadas de diversos sintomas físicos e cognitivos. É uma condição clínica complexa que envolve diferentes modalidades ou conglomerados de sintomas. Assim, o foco nas sensações físicas erroneamente interpretadas no Transtorno de Pânico e na hipocondria, centraliza-se basicamente nas manifestações autonômicas, como taquicardia e dispnéia. Há poucos estudos sobre atividade física e Transtorno de Pânico. Os principais objetivos do estudo visam investigar se há uma população "nuclear" com sintomas predominantemente respiratório, saber em qual subtipo de Transtorno de Pânico, respiratório e não respiratório, ocorre mais esquiva de atividade física e testar os resultados de diagnóstico com testes físicos (Ergoespirometria) e ainda avaliar se existe diferença em parâmetros autonômicos, entre os dois subtipos de pânico. Foram incluídos neste estudo 4 pacientes com transtorno de pânico subtipo respiratório e não respiratório, diagnosticados pelo SCID (Structured Clinical Intervew for DSM-IV), aos quais submeteram-se a um teste de esforço (espirometria), Physical Activity Readiness Questionnaire (PAR-Q), exames metabólicos, questionário de qualidade de vida (SF-36), avaliação da gravidade dos sintomas de pânico, ansiedade, depressão, escala QSC (Questionário de sensações corporais), escala visual analógica unipolar de esquiva de atividade física, escala de problemas e objetivos, com avaliação de esquiva e medo e dados antropométricos. Serão relatadas as correlações entre a esquiva de atividade física e o subtipo respiratório do Transtorno de Pânico nos sujeitos já incluídos, (estudo piloto). A generalização dos resultados e das conclusões deste trabalho só será possível após a conclusão do mesmo com amostra completa.
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Avaliação da aptidão funcional e composição corporal de idosas inseridas em um programa de atividade física moderada
Nadai, A.; Silvério, R.F.; Almeida Leme, J.A.C.; Prottcher, L.; Cardoso, P.; Sibuya, C.Y.; Luciano, E.; Kokubun, E.
Secretaria Municipal de Esportes de Rio Claro

AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FUNCIONAL E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE IDOSAS INSERIDAS EM UM PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA MODERADA Andréia Nadai1, Rafael Fernando Silvério2, José Alexandre Curiacos de Almeida Leme2, Lara Prottcher2, Priscila Cardoso2, Clarice Yoshiko Sibuya2, Eliete Luciano2, Eduardo Kokubun2 1. Secretaria Municipal de Esportes de Rio Claro, 2. Instituto de Biociências - UNESP/Rio Claro O treinamento físico regular é considerado com um dos fatores que ajudam a prevenir a incidência de doenças crônicas-degenerativas, assim como atenua a redução da capacidade funcional decorrente do processo de envelhecimento, melhorando a qualidade de vida. O Programa de Atividade Física para Hipertensos, Diabéticos e Obesos desenvolvido pelas Unidades Básicas de Saúde de Rio Claro tem como objetivo oferecer atividades físicas regulares supervisionadas para esses pacientes, auxiliando no controle dessas doenças e na aquisição de um estilo de vida mais saudável. Dentre os 50 alunos, participaram da pesquisa 14 idosas com idade média de 62,14 8,61 anos, peso 73,71 12,14 kg, estatura 153 0,07 cm, índice de massa corporal (IMC) 31,55 4,38 kg/m2. Todas as alunas foram submetidas a seis meses de treinamento físico aeróbio, duas vezes na semana com duração de 50 minutos por sessão. Foram avaliadas as capacidades físicas e motoras, antes e após seis meses, sendo utilizado o protocolo para idosos da AAHPERD, a partir do qual determinou-se o índice de aptidão física geral (IAFG) em escala de 0 a 500, proposto por ZAGO et al., 2002. As variáveis antropométricas avaliadas foram: peso, altura, índice de massa corporal, pregas cutâneas triciptal, subescapular, suprailíaca, abdominal e da coxa para cálculo da porcentagem de gordura e as circunferências do braço, cintura, quadril e coxa. Os valores obtidos em ambas as avaliações foram analisadas em teste-t de Student pareado, com nível de significância p 0,05. O IAFG observado no início foi de 207,93 51,50, pontuação classificada como regular. Após a participação no programa as idosas apresentaram melhora significativa nesse índice (240,64 49,84). Foram observadas também melhora da coordenação motora (10%) e da força (8%). Na antropometria houve redução significativa das pregas cutâneas triciptal (12%), subescapular (15%), supraíliaca (22%) e abdominal (14%), refletindo-se na redução significativa da porcentagem de gordura de 32,71 4,34 para 30,27 4,62. Por meio dos resultados pode-se concluir que o programa de treinamento físico regular moderado para mulheres idosas é capaz de melhorar a aptidão física geral e reduzir a adiposidade, melhorando a execução das tarefas diárias e reduzindo risco de doenças crônicas-degenerativas.
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Alteração do limiar de variabilidade da freqüência cardíaca após treinamento aeróbio de curta duração
Nakamura, F.Y.; Aguiar, C.A.A.; Fronchetti, L.; Aguiar, A. F.; Perrout de Lima, J. R.
Centro de Educação Física e Desportos - Universidade Estadual de Londrina

ALTERAÇÃO DO LIMIAR DE VARIABILIDADE DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA APÓS TREINAMENTO AERÓBIO DE CURTO PRAZO CHANGE IN HEART RATE VARIABILITY THRESHOLD AFTER SHORT TERM AEROBIC TRAINING Título resumido: Limiar de variabilidade da freqüência cardíaca RESUMO Em testes incrementais, há redução consistente da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) até aproximadamente o valor de 3 ms, quando calculada pela Plotagem de Poincaré (STDB), sendo observada estabilização desse indicador nas cargas seguintes. Este ponto, denominado limiar de VFC (LiVFC) por Lima e Kiss (1999), pode ser considerado um indicador da capacidade aeróbia, por sua alta relação com os limiares de lactato e ventilatório. O objetivo do estudo foi verificar os efeitos do treinamento aeróbio de três semanas sobre o LiVFC. A amostra de 25 indivíduos, não-atletas, foi dividida em Grupo Treinamento (TR, n = 18) e Grupo Controle, (C, n = 7), submetidos a teste incremental pré e pós-treinamento, com potência inicial de 0 W, e incrementos de 14,5 W por minuto, até a exaustão. Os intervalos R-R foram registrados pelo cardiofreqüencímetro Polar , modelo S810i, e a VFC foi calculada pelo programa Polar Precision Performance. O TR realizou nove sessões de treinamento (3 x semana) de 30 min, com intensidade aproximada de 50% do intervalo entre a potência associada ao LiVFC (PLiVFC) e a potência de pico (PPico). As comparações foram feitas por ANOVA two way para medidas repetidas, seguida do teste de Scheffé (p < 0,05). No teste pré-treinamento, não houve diferença significante no comportamento da VFC entre os grupos. No pós-treinamento, a VFC do TR foi maior até a potência de 145,75 W, o que provocou aumento da PLiVFC. O TR não experimentou melhora significante na PPico e na FC máxima. A FC submáxima de TR no pós-treinamento foi menor até a potência de 189,5 W. Conclui-se que o LiVFC é sensível aos efeitos do treinamento aeróbio de curto prazo, sugerindo sua validade como indicador de capacidade aeróbia. Palavras-chave: variabilidade da freqüência cardíaca, capacidade aeróbia, treinamento aeróbio. ABSTRACT During incremental tests, there is a consistent reduction in heart rate variability (VFC) until approximately 3 ms value, when calculated through the Poincaré Plotting (STDB). A stabilization of this index is observed in the following intensities. This transition point, called VFC threshold (LiVFC) by Lima and Kiss (1999), can be considered as an indicator of aerobic capacity, because of its high correlation with the lactate and ventilatory thresholds. The aim of this study was to verify the effects of three weeks duration aerobic training program on LiVFC. A 25 non-athletes subjects sample was divided in a Training Group (TR, n = 18) and a Control Group (C, n = 7), submitted to a pre- and post-training incremental test until exhaustion, with an initial power output of 0 W and increments of 14,5 W per minute. The R-R intervals were recorded by the use of a Polar equipment, S810i model, and the VFC was calculated by means of the Polar Precision Performance software. TR underwent nine training sessions (3 times a week) of 30 min duration, with the intensity of approximately 50% of the peak power output (PPico) and that one associated to the LiVFC (PLiVFC) interval. The comparisons were made by a two way repeated measures ANOVA, followed by the Scheffé test (p < 0,05). During the pre-training test there was no significant difference in the VFC responses between the groups. In the post-training measure, the VFC of the TR was greater until the power output of 145,75 W, which caused the increase in PLiVFC. The TR had not experienced significant improvement in the PPico and in maximal FC. The submaximal FC of TR in the post-training was lower until the power output of 189,5 W. It was concluded that LiVFC presentes sensibility to the short-term aerobic training effects, suggesting its validity as an indicator of aerobic capacity. Key words: heart rate variability, aerobic capacity, aerobic training. Introdução O exercício físico, realizado de forma aguda e/ou crônica, provoca alterações no comportamento da freqüência cardíaca (FC). Essas alterações são mediadas, principalmente, por oscilações do tônus simpático e parassimpático do sistema nervoso autônomo, que age sobre o nódulo sinoatrial do coração. Inferências quantitativas referentes às oscilações simpatovagais sobre a atividade cronotrópica cardíaca têm sido feitas a partir da medida da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) (TASK FORCE, 1996). A VFC, no domínio do tempo, pode ser calculada pela plotagem de Poincaré. Essa técnica baseia-se no registro das durações de uma série de batimentos cardíacos sucessivos, medidas pelos intervalos R-R (figura 1). A partir desse registro, relaciona-se graficamente cada intervalo R-R com o intervalo antecedente. Em indivíduos saudáveis, em repouso, esses intervalos são bastante irregulares, sobretudo pela predominância vagal na modulação cardíaca, fazendo com se visualize, na plotagem de Poincaré, uma nuvem de pontos com a forma aproximada de uma elipse (TULPPO et al., 1998; LIMA e KISS, 1999; MOROUT et al., 2004). O eixo longitudinal da elipse, chamado de desvio padrão a (STDA), indica a variabilidade de médio e longo prazo dos intervalos R-R da série de batimentos selecionada. O eixo transverso da elipse, chamado de desvio padrão b (STDB), representa a variabilidade instantânea dos intervalos R-R. A representação gráfica do STDA e do STDB, obtida pela plotagem de Poincaré, é mostrada na Figura 1. O STDB é uma medida não-invasiva da influência vagal sobre o nódulo sinoatrial, o qual pode ser estimado na ausência de estado estável da FC (TULPPO et al., 1996 e LIMA e KISS, 1999). ***INSERIR FIGURA 1*** Em protocolos de exercício com cargas iniciais baixas e intensidades crescentes, observa-se redução do STDB, ou de indicadores correlatos, determinada pela retirada da influência parassimpática e a participação progressiva da modulação simpática no aumento da FC (TULPPO et al., 1996; ALONSO et al., 1998; LIMA e KISS, 1999). Tal redução não é gradual. Nas cargas iniciais, há uma redução do STDB consistente e proporcional ao aumento da intensidade até valores de aproximadamente 3 ms. A partir desse ponto, os valores de STDB tendem a se estabilizar. Segundo Lima e Kiss (1999), a carga de trabalho, em protocolo de esforço progressivo, associada a uma redução de STDB para valores inferiores a 3 ms (início do platô) corresponde ao limiar de variabilidade da freqüência cardíaca (LiVFC). O LiVFC é encontrado em intensidade similar ao limiar de lactato, identificado pela carga de menor valor do equivalente de lactato (LIMA e KISS, 1999) e ao limiar ventilatório, detectado a partir do VE/VO2 (BRUNETTO et al., 2004). É sugerida uma relação causal entre estes limiares, sendo que no modelo proposto, a atividade simpática aumentada a partir da ocorrência do LiVFC modularia a ativação do metabolismo glicolítico, por meio da estimulação adrenérgica da enzima fosforilase muscular, levando ao acúmulo progressivo de lactato e íons H+ (LIMA e KISS, 1999) que, por sua vez, causaria quebra da linearidade no aumento da ventilação em protocolo de exercício com intensidades crescentes (BRUNETTO et al., 2004). Esses eventos, em conjunto, demarcam a transição entre os domínios moderado e intenso de esforço (GAESSER e POOLE, 1996). Dessa forma, o LiVFC pode ser considerado como um indicador da capacidade aeróbia. No entanto, de acordo com nosso conhecimento, sua validade em termos de sensibilidade aos efeitos específicos de um programa de treinamento aeróbio ainda não foi testada. Assim, o objetivo desta investigação foi verificar os efeitos do treinamento de curta duração (três semanas), específico para a capacidade aeróbia, sobre o LiVFC. A hipótese deste estudo foi a de que a intensidade associada ao LiVFC seria aumentada após o período de treinamento, com adaptações cronotrópicas concomitantes, sem, necessariamente, serem acompanhadas de aumento da carga de pico (potência aeróbia) atingida durante o teste de esforço progressivo, dada a natureza do treinamento proposto. A não rejeição dessa hipótese apontaria para a validação do LiVFC como indicador de capacidade aeróbia, aplicável em situações práticas de prescrição de exercícios Metodologia Consentiram em participar deste estudo 25 indivíduos (14 homens e 11 mulheres), não-atletas e sem participação em programas de exercícios físicos regulares no início do estudo. A amostra foi dividida em dois grupos: um que participou do programa de treinamento para capacidade aeróbia por três semanas [grupo TR, n = 18 (11 homens e 7 mulheres), com idade de 20,6 ± 2,0 anos; estatura de 173,8 ± 8,4 cm e massa corporal de 68,3 ± 11,4 kg] e outro, controle, que permaneceu sedentário ou com baixos níveis habituais de atividade física [grupo C, n = 7 (3 homens e 4 mulheres), 22,7 ± 3,2 anos; 165,6 ± 10,8 cm e 63,5 ± 14,6 kg]. Teste de esforço progressivo Após permanecer em repouso por três minutos no assento do cicloergômetro mecânico Monark para o registro da FC e da VFC de repouso, o participante foi submetido a um teste de esforço progressivo, pedalando a 21 km/h, sem aplicação de resistência mecânica sobre a roda. A cada minuto, a potência era incrementada em ~14,5 W, até que o indivíduo entrasse em exaustão voluntária, indicada pela incapacidade de manutenção da velocidade-alvo. O indivíduo era motivado verbalmente pelos investigadores. Os dados de FC e os intervalos R-R foram registrados a partir de um cardiofreqüencímetro Polar , modelo S810i. Os intervalos R-R foram tratados no programa Polar Precision Performance, que permite o cálculo do parâmetro STDB associado a cada carga, a partir da plotagem de Poincaré, bem como da FC média de cada minuto, correspondente a cada um dos estágios do protocolo progressivo. A potência relacionada ao LiVFC (PLiVFC) correspondeu à primeira carga de trabalho a apresentar STDB inferior a 3 ms, segundo critério de Lima e Kiss (1999). Foi registrada também a potência de pico (PPico), que foi a última carga completada do teste de esforço progressivo. A PLiVFC, expressa em termos percentuais da PPico, foi denominada de PRelativa. O teste de esforço progressivo foi realizado antes e após o período de treinamento aeróbio do grupo TR. O grupo C respeitou o mesmo cronograma de testes, embora não tenha treinado. O intervalo entre o teste de esforço progressivo e a última sessão de treinamento no período pós-treinamento era de no mínimo 24 horas. Treinamento da Capacidade Aeróbia O grupo TR realizou um total de nove sessões de treinamento, divididas de forma que a cada semana fossem realizadas três sessões em dias alternados ou, quando isto era impossível, cuidando para que fossem realizadas, no máximo, duas sessões consecutivas. Os treinos foram realizados em cicloergômetros mecânicos Monark , similares ao utilizado no teste progressivo. A intensidade do treinamento contínuo, de 30 minutos por sessão, foi inicialmente estabelecida a 50% do intervalo entre a PLiVFC e a PPico do protocolo de esforço progressivo. A intenção era que essa carga pudesse ser sustentada pela duração pré-estabelecida, sendo que o indivíduo não deveria se sentir apto a prosseguir se exercitando logo ao final da sessão. Ajustes de carga durante a sessão foram necessários na maior parte dos casos. O grupo C não participou de nenhuma sessão de treinamento e foi orientado a se manter inativo durante as três semanas de intervenção experimental. Tratamento Estatístico Foi utilizada estatística descritiva para a apresentação dos resultados médios das variáveis investigadas. A comparação dos parâmetros PLiVFC, PPico, PRelativa, bem como de outras variáveis relacionadas ao comportamento da FC de repouso, em função da potência e em função da PLiVFC e da PPico, tanto intra- quanto inter-grupos, foi feita a partir de ANOVA two way para medidas repetidas, tendo grupo como variável independente e momento (pré- e pós-treinamento) como variável dependente. O teste post hoc de Scheffé foi utilizado para localizar as diferenças. Foi adotado nível de significância de 5% nas comparações. Resultados A Figura 2 ilustra o comportamento do STDB durante os testes incrementais, realizados antes e após o período de treinamento. No teste pré-treinamento, não houve diferença significante entre os grupos, em nenhuma das potências. No teste pós-treinamento, o grupo C apresentou o mesmo comportamento pré-treinamento, enquanto a VFC do grupo TR foi maior até a potência de 145,75 W. Observa-se um deslocamento significativo da curva para a direita, traduzido por um aumento da potência relacionada ao LiVFC (PLiVFC). A Tabela 1 mostra que não houve melhora significante da PLiVFC no grupo C. O grupo TR não experimentou melhora significante na PPico alcançada no teste de esforço progressivo. Em contraste, o grupo C apresentou redução significante (p < 0,05) dessa variável. Dessa forma, por razões diferentes, ambos os grupos tiveram elevação na potência de ocorrência do LiVFC, relativa à PPico (PRelativa). A melhora do grupo C não se deu pelo aumento absoluto da PLiVFC, mas sim pela redução da PPico. O aumento da PRelativa de ocorrência do LiVFC no grupo TR se deu pelo aumento absoluto da PLiVFC, combinado à não modificação da PPico. ***INSERIR FIGURA 2*** ***INSERIR TABELA 1*** A FC, no teste pré-treinamento, foi igual em ambos os grupos. No pós-treinamento, a FC do grupo TR foi menor até a potência de 189,5 W (Figura 3). O grupo C não apresentou modificação significante nessa variável. Os grupos C e TR apresentaram FC no LiVFC (FCLiVFC) próxima a 135 bpm, tanto antes, quanto após o período de treinamento (Tabela 2). A freqüência cardíaca máxima (FCmax) não foi alterada em nenhum dos grupos após as três semanas de duração do estudo. O grupo C teve um aumento significante (p < 0,05) de 5% na FC relativa de ocorrência do LiVFC em relação à FCmax (FCRelativa). O grupo TR apresentou FCRelativa equivalente a cerca de 73%, tanto no período pré- quanto no pós-treinamento (Tabela 2). ***INSERIR FIGURA 3*** ***INSERIR TABELA 2*** Quanto aos valores de repouso, não houve diferença significante na FC e na VFC de repouso entre os grupos TR e C no teste pré-treinamento (FC de repouso = 89 13 bpm e VFC de repouso = 37 13 ms para o grupo TR e 84 15 bpm e 37 18 ms para o grupo C). Já no teste pós-treinamento, o grupo TR apresentou aumento significante (p < 0,05) da VFC de repouso, com concomitante redução da FC de repouso, ao passo que o grupo C não apresentou modificação de nenhuma das duas variáveis (FC de repouso = 83 9 bpm e VFC repouso = 46 17 ms para o grupo TR e 84 13 bpm e 40 11 ms para o grupo C). Discussão O treinamento físico promove uma série de adaptações no sistema cardiovascular. A maior parte dos estudos sobre o assunto (HICKSON et al., 1977; HICKSON et al., 1985; LANDRY et al., 1985; GAESSER e POOLE, 1986; CROUSE et al., 1992; BRANDÃO et al., 1993; LUCÍA et al., 2000) tem se concentrado nas adaptações de ordem estrutural (aumento das câmaras cardíacas e da densidade capilar) e nas suas conseqüências sobre as funções cardiovasculares (débito cardíaco máximo, VO2max e limiares ventilatórios). Mais recentemente, estudos sobre as modificações crônicas na regulação e controle autonômicos do coração têm sido conduzidos (CARTER et al., 2003). Uma das ferramentas não-invasivas para a inferência de modificações crônicas na atividade simpatovagal é a medida da VFC. A VFC parece ser alterada em resposta ao treinamento físico. Tanto em repouso, quanto em cargas de trabalho submáximo, há uma tendência de aumento do eixo transverso da elipse formada pelos pontos dispersos na plotagem de Poincaré, ou aumento do STDB (TULPPO et al., 1998; HAUTALA, 2004; MOUROT et al., 2004). Esse fenômeno parece ter ocorrido, de fato, entre os participantes do grupo TR deste estudo, já que experimentaram aumento do LiVFC, de onde se podem inferir modificações na capacidade aeróbia dos treinados. Em estudos anteriores, foi demonstrado que o LiVFC pode ser encontrado em intensidade similar ao limiar de lactato (LIMA e KISS, 1999) e ao limiar ventilatório (BRUNETTO et al., 2004). Com base nestes estudos, pode-se supor que tais limiares devem ter se modificado na mesma magnitude em resposta ao treinamento. Infelizmente, essa hipótese não pôde ser testada neste estudo. O grupo TR apresentou um aumento de 38% na PLiVFC em resposta a apenas três semanas de treinamento. É provável que a redução da participação simpática (WINDER et al., 1978), aliada a uma modulação parassimpática mais duradoura da FC nas intensidades mais baixas do protocolo incremental (TULPPO et al., 1998; LEICHT et al., 2003) tenha ocasionado, de forma determinante, o deslocamento da curva de VFC para a direita no grupo TR (Figura 2). A não modificação dessa variável no grupo C indica que esse deslocamento da curva de VFC não resultou de uma mera familiarização ao protocolo de esforço, e sim de uma adaptação fisiológica efetiva. De acordo com Winder et al. (1978), três semanas de treinamento aeróbio em cicloergômetro (seis sessões semanais), alternando dias de intensidade correspondente ao VO2max, com sessões de trabalho contínuo, foram suficientes para provocar redução significante da norepinefrina (66%) e epinefrina (50%) plasmáticas durante um exercício de cinco minutos com carga constante (95-100% do VO2max). Apesar das diferenças metodológicas em comparação ao presente estudo, esses dados sugerem que o treinamento de curto prazo pode causar diminuição da atividade simpática durante o exercício, podendo ser um dos mecanismos provocadores das modificações aqui encontradas. Grande parte dos estudos na literatura aponta que a atividade vagal cardíaca (MEDEIROS et al., 2004) e, por conseqüência, a VFC de repouso e exercício, aumentam em resposta a programas de treinamento aeróbio (TULPPO et al., 1998; LEICHT et al., 2003; HAUTALA, 2004; MOUROT et al., 2004). Tulppo et al. (1998), por exemplo, estratificaram uma amostra de sujeitos (n = 86) em três grupos, de acordo com a potência aeróbia medida pelo VO2max. Mostraram que, durante teste de esforço progressivo, o STDB do grupo com maior VO2max (46-60 ml/kg/min) era sistematicamente superior em uma ampla gama de cargas submáximas do que o do grupo com menor VO2max (28-37 ml/kg/min). Foi sugerido que indivíduos com maior VO2max possuem maior modulação vagal da FC, suportando a idéia de que a VFC está intimamente ligada à aptidão aeróbia. No entanto, a melhora na PLiVFC no grupo TR ocorreu a despeito da não alteração da PPico - indicador da potência aeróbia máxima. A característica do treinamento, contínuo (30 minutos) e submáximo (abaixo da PPico), parece ter determinado o padrão de resposta encontrado neste estudo. Ou seja, esse tipo de treinamento deve ter favorecido a melhora dos indicadores submáximos da aptidão aeróbia. É provável que a melhora na PPico ocorra em resposta a treinamentos mais intensos, próximos à intensidade de VO2max (WENGER e BELL, 1986; BILLAT, 2001). De forma alternativa, a potência aeróbia, inferida pela PPico, pode ser mais resistente à mudança com o treinamento do que o LiVFC, e sofrer respostas mais tardias. Além disso, a possibilidade de modificações em variáveis submáximas, como o limiar de lactato, sem concomitantes modificações no VO2max, é um fenômeno relatado na literatura (HENRITZE et al., 1985). Nossos achados seguem esta mesma linha, fortalecendo a idéia de que o LiVFC é uma variável promissora como índice da capacidade aeróbia. O grupo TR apresentou redução significante da FC de repouso e, durante o teste incremental pós-treinamento, até a potência de 189,5 W. A partir desta potência, não houve diferença em relação ao teste pré-treinamento. O grupo TR também apresentou aumento da VFC de repouso e, durante o teste incremental, somente até a potência de 145,7 W. Deve-se ressaltar que o LiVFC pós-treinamento deste grupo ocorreu na potência de 123,1 W e que o treinamento da capacidade aeróbia foi realizado por volta da potência de 140 W (50 % da distância entre o PLiVFC e Ppico). O aumento da VFC como efeito do treinamento ocorreu até cargas próximas ao LiVFC, e a atenuação da FC foi um pouco além deste ponto, sem contudo influenciar os valores máximos, tanto de FC, quanto de Ppico. Esses achados sugerem que a faixa de intensidades influenciável pelo treinamento restringe-se a uma região próxima à sua própria intensidade. As respostas de FC ao treinamento de apenas três semanas de duração podem ser explicadas por adaptações autonômicas, aliadas a modificações hemodinâmicas. Trabalhos têm mostrado que a menor taquicardia durante exercício com esforço progressivo resulta da modificação no balanço autonômico cardíaco pós-treinamento, associada a uma menor retirada vagal e menor intensificação da atividade simpática (BRUM et al., 2004; MEDEIROS et al., 2004). Como a atividade vagal é predominante em repouso e em cargas abaixo do limiar de lactato, a elevação da VFC ocorreu somente até cargas próximas ao LiVFC. Provavelmente, o aumento do volume plasmático seria a razão pela qual a redução na FC ocorreu até cargas mais elevadas que o LiVFC, já que esse fenômeno geraria maior enchimento ventricular e, por conseqüência, maior volume sistólico (MOURNIER et al., 2003), aumentando o rendimento cardíaco. Não é possível determinar se os sujeitos do grupo TR tiveram contribuição de hipertrofia cardíaca ou de aumento no volume interno das câmaras cardíacas, na redução da FC de repouso e de exercício. Essas adaptações tenderiam a aumentar o volume sistólico, reduzindo a demanda de aumento da FC para gerar um dado valor de débito cardíaco submáximo. Evidências disponíveis na literatura apontam que modificações substanciais na estrutura cardíaca, por sobrecarga volumétrica resultante do treinamento aeróbio, parecem ocorrer em médio a longo prazo (meses a anos) (CLAUSEN, 1977). São, portanto, improváveis causas da redução da FC de repouso e de exercício. A FC associada ao LiVFC manteve-se próxima aos 135 bpm, em ambos os grupos e momentos de realização do teste de esforço progressivo. No grupo TR, a FCRelativa não se alterou durante as três semanas de intervenção. Isso significa que, apesar da modificação significativa na PLiVFC, a resposta cronotrópica, tanto absoluta quanto relativa à máxima, manteve-se estável, indicando a manutenção do estresse imposto ao sistema cardiovascular quando da ocorrência do LiVFC. Esses resultados assemelham-se aos reportados por Lucía et al. (2000). Segundo esse grupo de investigadores, a FC associada ao limiar de lactato e limiar ventilatório manteve-se estável ao longo de uma temporada de treinamento de ciclistas de alto nível, apesar das potências no cicloergômetro de ocorrência dos limiares terem variado. Em síntese, os resultados do presente estudo indicam que o LiVFC apresenta sensibilidade aos efeitos específicos do treinamento da capacidade aeróbia de curto prazo. Essa adaptação autonômica, que pode ser indicativa de maior atividade vagal sobre o nódulo sinoatrial, foi acompanhada por modificações cronotrópicas, que sugerem alteração da função cardiovascular, mesmo na ausência de melhora no desempenho mecânico máximo no teste de esforço progressivo. Portanto, foram encontradas neste estudo evidências a favor da validade do LiVFC como indicador de capacidade aeróbia. Referências ALONSO, D.O.; FORJAZ, C.L.M.; REZENDE, L.O.; BRAGA, A.M.F.W.; BARETTO, A.C.P.; NEGRÃO, C.E.; RONDON, M.U.P.B. 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Percepção de barreiras à prática de atividade física em idosos e em portadores da doença de Parkinson.
Nascimento, C.M.C.; Hirayama, M.S.; Gobbi, S.; Brazão, M.C.
Unesp - Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro

PERCEPÇÃO DE BARREIRAS À PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA EM IDOSOS E EM PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON. Carla Manuela Crispim Nascimento, Márcio Sussumu Hirayama, Sebastião Gobbi, Manuella Colin Brazão Universidade Estadual Paulista - UNESP -- Campus de Rio Claro A tarefa de diminuir a prevalência do sedentarismo na população idosa vem ao encontro das evidências em relação aos benefícios da Atividade Física (AF) e das demandas da saúde pública atual. Assim, há uma grande necessidade de serem investigadas as principais barreiras percebidas para a adoção e manutenção da prática de AF. O presente estudo tem como objetivo identificar as principais barreiras percebidas pela população idosa e por indivíduos portadores da doença de Parkinson. O Grupo Idoso foi composto por 19 sujeitos (entre 60 e 80 anos; 13 mulheres e 6 homens) residentes no bairro Vila Alemã do município de Rio Claro. Essa amostra foi randomizada dentro dos limites definidos pelos setores censitários do IBGE. O Grupo Parkinson foi representado por 13 sujeitos (entre 50 e 79 anos; 6 mulheres e 7 homens) com Doença de Parkinson vinculados a serviços de saúde da região. As barreiras foram avaliadas através de entrevista estruturada pelo Questionário de Barreiras à Prática de AF em Idosos (QBPAFI). Esse questionário é constituído por 22 barreiras associadas a uma escala tipo Likert (sempre, muitas vezes, algumas vezes, poucas vezes, nunca). A cada um dos pontos foi atribuído um valor para análise que variava de 0 pontos (nunca) a 4 pontos (sempre). Analisando as médias, o grupo Idoso apresentou média de 1,1 pontos (pts) e como principais barreiras: "Não tenho energia" (2,8pts), "Tenho uma doença, lesão ou incapacidade que me impede" (1,7pts), "Tenho medo de cair, me machucar ou prejudicar minha saúde"(1,6pts) e "Não conseguiria dar continuidade ou desistiria logo"(1,6pts). O grupo Parkinson apresentou média de 0,6 pontos e como principais barreiras: "Sou muito preguiçoso ou desmotivado"(1,7pts) e "Não tenho ninguém para me acompanhar durante a atividade física"(1,5pts). Conclui-se que o grupo Idoso do presente estudo percebe mais barreiras que o grupo Parkinson e que essas barreiras estão vinculadas a auto-eficácia e as apresentadas pelo grupo Parkinson relacionam-se principalmente ao caráter da desmotivação.
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A Perspectiva do Erro e a Avaliação das Consequências da Intervenção Profissional: o Ponto de Vista dos Profissionais de Educação Física
Nascimento, G.Y.; Soriano, J.B.; Berbel, W.; Fávaro, P.E.; Meneghin, E.B.
UEL

A PERSPECTIVA DO ERRO E A AVALIAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS DA INTERVENÇÃO PROFISSIONAL: O PONTO DE VISTA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Glauce Y. do NASCIMENTO,.Jeane Barcelos SORIANO Wellington BERBEL, Paula E. FÁVARO, Elisângela B. MENEGHIN.: Universidade Estadual de Londrina / Centro de Educação Física e Desportos Londrina - PR GEIPEF e-mail: glauceyara@pop.com.br soriano@sercomtel.com.br As noções de competência e qualidade dos serviços prestados são exigências do atual mercado de trabalho gerando uma busca crescente por melhor formação profissional e responsabilidade sobre as tarefas específicas da profissão, bem como uma preocupação com as questões éticas. Para os profissionais de Educação Física, sobretudo para aqueles inseridos em equipes multiprofissionais, essas demandas se mostram mais evidentes. Portanto, observar como são estabelecidas essas relações é uma questão importante, pois permite verificar como e quando os profissionais da área reconhecem as responsabilidades de sua intervenção a partir da perspectiva do erro. O objetivo desse estudo foi compreender como o profissional de Educação Física descreve e interpreta o erro em sua intervenção profissional. As informações foram obtidas através de entrevista semi-estruturada realizada com 11 profissionais que atuam fora do âmbito escolar, tendo de 7 a 25 anos de formação profissional, segundo as indicações de Huberman. O tratamento dos dados seguiu as características da análise de conteúdo com o estabelecimento dos seguintes temas: 1) formação acadêmica e preparação profissional, 2) competência e identidade profissional, 3) intervenção e credencialismo, 4) conceito de erro profissional: imperícia, imprudência e negligência e, 5) julgamento e punição. A pesquisa permitiu considerar que os profissionais de Educação Física expressam alguma preocupação quanto à qualidade dos serviços oferecidos na área, entretanto, não visualizam e não definem com clareza o erro durante sua intervenção profissional. Palavras-chave: 1. Educação Física, 2. Credencialismo, 3. Erro profissional, 4. Julgamento e punição, 5. Identidade profissional.
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Estudo diagnóstico da carga de treinamento em nadadores de 11 e 12 anos
Nascimento, J.R.; Greco, C.C.
UNESP - Rio Claro

ESTUDO DIAGNÓSTICO DA CARGA DE TREINAMENTO EM NADADORES DE 11 E 12 ANOS Juliana Romera do Nascimento, Camila Coelho Greco Universidade Estadual Paulista - UNESP - Campus Rio Claro O trabalho teve como objetivo analisar a carga de treinamento de nadadores e nadadoras com 11 e 12 anos, analisando o volume de treino e competições tal como suas implicações no lado psicológico destes jovens. O método utilizado foi uma entrevista estruturada contendo perguntas sobre a carga de treinamento e aspectos psicológicos, tendo sido gravada para análise dos dados. Foi encontrada nos resultados uma carga de treinamento e competições muito grande, com uma alta média de horas de treinamento por dia. Porém, como o nível dos nadadores não era muito alto o lado psicológico previsto na literatura sobre especialização precoce não foi o encontrado nos sujeitos, como alta pressão e cobrança dos pais. Concluindo, a especialização precoce foi encontrada, de acordo com características da literatura em relação ao volume semanal treinado e o número de competições mensais, mas os aspectos sociais e o psicológico não teve características de especialização precoce prevista em literatura, provavelmente pelo fato de não serem atletas de nível elevado.
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Pesquisa-ação em educação física escolar: uma experiência de formação continuada
Neira, M.G.; Nunes, M.L.F.
Faculdade de Educação da USP

PESQUISA-AÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA Marcos Garcia Neira Mário Luiz Ferrari Nunes Faculdade de Educação da USP A partir de um curso de extensão para professores de Educação Física atuantes em escolas da rede pública e privada de ensino ministrado no primeiro semestre de 2004, passamos a uma segunda etapa visando a formação continuada desses profissionais. Tomando como base as teorias da Educação e da Educação Física com enfoque nas Ciências Humanas, iniciamos uma segunda etapa, desta vez, com encontros quinzenais na qual foi realizada junto aos participantes um levantamento das principais dificuldades encontradas no seu cotidiano de trabalho. Destacam-se os seguintes tópicos: cultura escolar, dificuldades de implementação da abordagem cultural na escola, plano e planejamento de ensino, avaliação em Educação Física, aprofundamento dos fundamentos pedagógicos, aprofundamento nos conhecimentos sobre os estudos culturais. Com base nesse levantamento inicial, foi realizada uma cuidadosa seleção da literatura disponível nos principais periódicos e publicações da Educação e Educação Física e sobre ela foram feitas discussões. A dinâmica dos encontros assim se distribui: discussão dos textos, proposição de situações-problema retiradas do cotidiano escolar e socialização das alternativas de resolução com o grupo. As reuniões abriram novos horizontes para que os membros do grupo, motivados pela sua participação reflexiva, investigassem com maior profundidade suas práticas, influenciados pelas leituras e reflexões dos encontros. Esta primeira etapa propiciou a elaboração e aprovação de quatro projetos de pesquisa sobre a prática pedagógica da Educação Física na escola no processo seletivo para o Mestrado em Educação na FEUSP. Dessa forma, neste ano, os encontros prosseguem com discussões de projetos de intervenção na escola, propiciando um enriquecimento pessoal e profissional a todos os componentes do grupo envolvidos com a construção de novos saberes para a Educação Física escolar.
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Extensão universitária: vivências...experiências... Pique na PUC
Nepomuceno, Z.;
Faculdade de Educação Física - Puc Campinas

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: VIVÊNCIAS...EXPERIÊNCIAS...PIQUE NA PUC Zilá Nepomuceno Faculdade de Educação Física - Puc Campinas O projeto - A Extensão Universitária: Vivências...Experiências...Pique na Puc, trata-se de um projeto voltado à Comunidade Interna da PUC-Campinas. A metodologia aplicada será desenvolvida pelo deslocamento do eixo do processo ensino/aprendizagem do aluno licenciando da Faculdade de Educação Física, para um sujeito coletivo: comunidade interna da PUC-Campinas, com base na realidade encontrada, nas necessidades concretas desta população/alvo. Esta mudança de eixo é reconhecida hoje, pelos estudantes como uma das mais ricas experiências de sua vida acadêmica, segundo depoimentos e comentários dos alunos participantes. As trocas cognitivas e socioculturais entre a população alvo deste projeto e alunos/monitores do Curso de Educação Física, durante o processo de ensinar e de aprender, a comparação de informações, o intercâmbio de pontos de vista, a tematização acerca de um determinado saber, sendo as tarefas exploradas de forma cooperativa, todas essas situações significam o pacto didático estabelecido durante o processo de ensino/aprendizagem. O projeto será direcionado aos professores e funcionários, com atividades desenvolvidas no interior da Universidade, para que possam ser atendidos em suas necessidades nas seguintes áreas de interesse: Caminhada, Ginastica Localizada, Musculação, Atividades Aquáticas (deep running, hidroginástica) e exercícios de alongamento e relaxamento, executadas com supervisão in loco, bem como, direcionada aos alunos de Educação Física na participação, monitoramento e execução das atividades previstas dentro e fora da universidade possibilitando, em função do contato direto com a realidade, refletir sobre a sua ação, extraindo dela subsídios para reorganização e redirecionamento do seu conhecimento. O objetivo geral do projeto: Contribuir para a melhoria do bem estar da comunidade interna, e possibilitar aos alunos do Curso de Educação Física um espaço para aprimorar seus conhecimentos acadêmicos dentro da realidade. Este trabalho tem como preocupação central relacionar a teoria com a prática, uma vez que acreditamos que elas são reflexo inerentes da própria prática pedagógica.
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Educação Física Escolar: evolução posta à prova
Neves, M.; Togatlian, M.A.
Universidade Estácio de Sá

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: EVOLUÇÃO POSTA À PROVA Maximiliano Neves Marco Aurélio Togatlian Universidade Estácio de Sá - Nova Friburgo - Rio de Janeiro Esta pesquisa pretendeu por à prova a evolução da Educação Física Escolar. O problema se baseou na atuação dos profissionais da área, no que diz respeito ao acompanhamento desta evolução e ao incentivo à criatividade, senso crítico, autonomia e a pratica de atividade física fora da escola. A hipótese estabelecia que os profissionais atuais continuam a ministrar aulas praticamente iguais às aulas que eram ministradas há cerca de 20 (vinte) anos, utilizando metodologias do passado e ignorando todo um novo contexto. Para investigar essa hipótese foi utilizada uma entrevista contendo 5 (cinco) questões sobre a opinião de alunos e ex-alunos, que buscou coletar dados sobre a atuação dos professores, dados estes referentes ao comportamento, as atividades realizadas durante as aulas, aos estímulos à atividade física e a criatividade e a progressão metodológica nas diferentes séries do segundo segmento do ensino fundamental. Este instrumento foi aplicado em 3 (três) grupos distintos, o grupo 1, composto por 100 (cem) alunos de 5ª a 8ª série da rede publica do município de Bom Jardim - Rio de Janeiro, o grupo 2, continha 25 (vinte e cinco) indivíduos que no período entre 1990 e 1994 cursavam as mesmas séries compreendidas no grupo anterior e o grupo 3 composto por 25 (vinte e cinco) indivíduos que cursaram o mesmo período escolar entre os anos de 1980 e 1984. As respostas dos 3 (três) grupos foram comparadas uma a uma e analisadas conforme suas convergências. Após tal analise, na questão referente ao comportamento do professor, as respostas de dois grupos apontam o mesmo como não participativo e apático devido a um comportamento não adequado durante as aulas; na questão que se refere às atividades realizadas durante as aulas, os três grupos responderam que o desporto é o conteúdo mais presente nas aulas; na questão referente ao estimulo dado ao aluno a pratica de atividade física fora da escola dois grupos na maioria de suas respostas demonstraram receber estimulo de seus professores; na que se refere à participação dos alunos na construção das aulas, os três grupos em grande maioria responderam que não são estimulados a participar da construção das aulas e na questão que referente a mudanças metodológicas que acompanhem a evolução das séries escolares, não foram notadas por nenhum dos participantes da pesquisa. Como conclusão pode-se depreender que foram percebidas poucas modificações consideradas como significativas na prática da Educação Física Escolar num percurso de vinte anos de história.
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O professor de Educação Física tutor: uma experiência válida?
Nicoletti, L.P.; Brighetti, V.; Campos, C.; Veronezi, D.; Takehara, J. C.
Centro Universitário de Votuporanga - UNIFEV

O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA TUTOR: UMA EXPERIÊNCIA VÁLIDA!? Lucas Portilho Nicoletti; Cícero Campos; Valter Brighetti; Denise Veronezi; Júlio Takehara. 1Escola Cooperativa Doutor Zerbini - COOPEN (São José do Rio Preto); todos Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV). Implantada na COOPEN no início do ano letivo de 2003 apenas para o 3º ciclo do ensino fundamental, e ampliada para o 4º ciclo no ano de 2004, a tutoria pode ser compreendida como um conjunto de ações de acolhimento, orientação pessoal, acadêmica e profissional para os alunos. No horário reservado, o professor-tutor abordará aquilo que é relevante para a escola e aluno, dentro da sala de aula: sua rotina, seus conceitos (notas); seu compromisso e de sua família com o cotidiano escolar. Quando necessário, o tutor deverá convocar aluno e família para encontros reservados em horários pré-estabelecidos. Nesse sentido, o docente-tutor deve programar sua intervenção conforme seu plano de curso e em consonância com os demais docentes, apoiado pela coordenação pedagógica e orientação educacional. Dentre algumas características, o professor-tutor deve ser professor da classe na qual é tutor, ter uma percepção pessoal realística e positiva do aluno e facilidade para estabelecer relações de empatia com a turma. Assim, parece-nos adequado à utilização do professor de educação física como tutor, pois acreditamos que estes, como os demais docentes, podem possuir as características necessárias e fundamentais para desempenhar o papel. Além disso, a aula de educação física pode ser um momento riquíssimo para se levantar temas possíveis e necessários de serem explorados pela tutoria, tais como: trabalho em grupo; ética; valores; responsabilidade pessoal frente ao próprio aprendizado; democracia; relações familiares; etc. Finalizando, a função da tutoria e tutor é oferecer uma visão geral do aluno, procurando integrá-lo nos aspectos acadêmicos, organizacionais e psicossociais.
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Novos paradigmas educacionais: a auto-imagem como reflexão necessária no ambiente escolar
Nicolino, A.S.; Bueno, S.M.V.
Centro Universitário Moura Lacerda e USP/Ribeirão Preto

NOVOS PARADIGMAS EDUCACIONAIS: A AUTO-IMAGEM COMO REFLEXÃO NECESSÁRIA NO AMBIENTE ESCOLAR Aline da Silva Nicolino Sônia Maria Villela Bueno EERP/ USP e Centro Universitário Moura Lacerda A imagem corporal tem sido muito valorizada na sociedade e nos meios de comunicação em geral, repercutindo de forma considerável na vida das pessoas, principalmente, das mulheres. Assim, relacionar felicidade a um estereótipo de beleza, mesmo que esse ideal esteja distante da própria estrutura corporal, é uma associação que muitas pessoas se submetem. Se por um lado isso traz implicações à saúde, por meio de intervenções, (dietas, excesso de atividade física sem orientação, cirurgias plásticas, aplicações de silicone, botoques) por outro lado observa-se que em questão de gênero, o contingente feminino sofre maior pressão no que tange a valorização corporal, conseqüentemente, tendendo a dar maior atenção à aparência física. Diante disso, o estudo tem como objetivo levantar com as alunas de Educação Física, questões referentes a auto-imagem e padrões de beleza, de modo a refletir sobre as implicações representativas de um modelo ideal de corpo e como isto interfere na forma de vivenciar e se interagir com sua corporeidade. Os procedimentos metodológicos se valerão da pesquisa qualitativa, apoiando-se na investigação da realidade por meio da observação participante, usando da entrevista e um questionário para melhor norteamento dos quesitos propostos. Os dados foram coletados na cidade de Ribeirão Preto, em uma escola particular, situada em bairro de alto poder aquisitivo, com adolescentes do sexo feminino, cursando o Ensino Médio, com faixa etária entre 14 a 17anos de idade. Os resultados apontaram para questões de gênero, a determinados papéis estabelecidos, socialmente, para o homem e para a mulher, evidenciando grande descontentamento com algumas partes do corpo, principalmente, barriga e pernas. Além de citarem preconceitos sofridos, tanto ao que se refere uma forte cobrança por um padrão de beleza, quanto ao espaço público, ainda, ser dominantemente masculino.
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As novas diretrizes curriculares e a formação profissional no campo da Educação Física
Novaes, C.R.B.; Soeiro, M.I.P.; Souza Neto, S.; Hunger, D.
Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências,*NEPEF-UNESP, Rio Claro,

AS NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NO CAMPO DA EDUCAÇÃO FÍSICA Caio Rotta Bradbury Novaes*; Maria Isaura Plácido Soeiro*; Samuel de Souza Neto**; Dagmar Hunger*** Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências,*NEPEF-UNESP, Rio Claro, **Depto de Educação, NEPEF, Rio Claro; ***Faculdade de Ciências, Depto de Educação Física, NEPEF, Bauru Este trabalho tem por objetivo apresentar na forma de relato de experiência, os seminários de estudo e pesquisa desenvolvidos pelo NEPEF/UNESP-RC no período de 2002-2004 em que se procurou discutir publicamente, na forma de reunião científica, as novas propostas curriculares. Como método de trabalho seguiu-se a linha dos estudos interpretativos-compreensivistas. Os resultados apontam para uma perspectiva qualitativa e quantitativa em relação as reuniões científicas desenvolvidas, como: número de participantes (2002-70 pessoas; 2004-115 pessoas); trabalhos apresentados (2002-24; 2004-56); conferência, mesa redonda, sala temática, encontro por área, avaliação (2002-5; 2004-17). Todavia também se observou, com base nas avaliações efetuadas pelos avaliadores externos das reuniões científicas, a possibilidade de diferentes desenhos curriculares, como a idéia de uma formação "ampliada" que coloca em risco os eventuais avanços expressos através da legislação específica para a formação de professores de educação básica. A concepção de "ampliada" acaba sendo reduzida à idéia de "inchada". A problemática dos cursos de licenciatura se mantém, muitas vezes, influenciada por uma concepção genérica de que todo profissional da área é professor. Há que se ter em conta que o ensino pode estar imbricado na grande parte dos espaços de intervenção dos profissionais de Educação Física, contudo, ser professor se aprende e se constitui em um lugar próprio chamado escola. Em relação às diretrizes de graduação em Educação Física, apesar de várias e extensas discussões e disputas realizadas nos últimos anos, no momento em que são aprovadas (abril/2004), elas somam no cenário dos debates, reduzindo-se meramente à operacionalização das grades curriculares.
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I festival de Handebol: compartilhando uma experiência
Nozaki, J.M.; Camilo, R.C.; Macedo, M.V.M.; Santana, A.A.; Zaguetto, R.C.; Da Coll, E.R.; Santos, J.O.; Setina, D.L.; Ferreira, L.A.
Unesp/Bauru

I FESTIVAL DE HANDEBOL: COMPARTILHANDO UMA EXPERIÊNCIA Joice Mayumi Nozaki; Rodrigo Cordeiro Camilo; Marcus Vinícius Maia de Macedo, Antônio Andrade de Santana; Rodrigo Contel Zaguetto; Elisangela Rodrigues da Coll, Janaína Oliveira dos Santos; Daniel Luiz Setina; Lílian Aparecida Ferreira Departamento de Educação Física/Universidade Estadual Paulista - UNESP/Bauru A aprendizagem do handebol inclui uma série de elementos que vão além das questões técnicas e táticas, como por exemplo: o sentido de justiça, o respeito mútuo, a cooperação, dentre outros. Por conta disso, foi elaborado e realizado o I Festival de Handebol na UNESP de Bauru, visando possibilitar aos participantes, adolescentes de 10 a 15 anos, a superação de valores demarcados pela competição exacerbada (vitória a qualquer custo, desonestidade, individualismo). As regras da modalidade sofreram algumas adaptações, a saber: as equipes eram constituídas por cinco jogadores; a duração do jogo era de dez minutos com rodízio de dois minutos para que os jogadores passassem pelas posições de goleiro, técnico e jogador de linha; as equipes eram mistas; o jogador de linha só poderia fazer um gol por período (de dois minutos) ou depois que os demais jogadores de linha da sua equipe tivessem feito gol; as equipes foram compostas por adolescentes que se conheceram no dia do festival. Este relato tem como objetivo compartilhar a experiência vivenciada pelos participantes deste evento. Os dados coletados, a partir de entrevista semi-estruturada realizada com os adolescentes, apontaram: 1) a vivência dos princípios de justiça; 2) passar pelas diversas posições do jogo (goleiro, técnico e jogador de linha); 3) aprender com o outro; 4) olhar o jogo na perspectiva de técnico; 5) estabelecer relações com os colegas de equipe nos distintos espaços de jogo (quadra grande e quadra pequena); 6) o relacionamento entre meninos e meninas; 7) conhecer e se integrar com novos colegas. Esses indicadores destacam a importância de eventos dessa natureza para a vivência, discussão e construção de valores mais solidários com relação ao handebol, podendo também auxiliar na elaboração de novas estratégias de ensino para se trabalhar os esportes no âmbito da aprendizagem atitudinal.
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As implicações do esporte escolar na construção da identidade do indivíduo
Nunes, M.L.F.;
Faculdade de Educação - USP

" AS IMPLICAÇÕES DO ESPORTE ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO INDIVÍDUO" Mário Luiz Ferrari Nunes Faculdade de Educação - USP O atual debate sobre identidade na teoria social está associado ao processo de transformação da sociedade. Nessa perspectiva, a identidade é construída à medida que os sistemas de significação e representação cultural se ampliam permitindo ao sujeito localizar-se em um sistema social vinculando-se a uma classe social, etnia, gênero, religião etc. No atual momento histórico, o sujeito assume várias identidades em diferentes momentos. Na teoria educacional crítica ou pós-crítica, o que está em jogo é como as identidades são construídas de forma a perpetuar as relações assimétricas de poder. A função social da escola é transmitir os bens culturais construídos pela humanidade e por estar em um processo comunicativo permanente com a sociedade, a escola, ao mesmo tempo em que reproduz estruturas de dominação, apresenta-se como espaço de lutas para as transformações dessas estruturas. O esporte é uma manifestação cultural e como tal um sistema de significação que agrega valores da cultura onde ocorre. Deste modo, este trabalho tem por objetivo investigar as atividades esportivas que são oferecidas na escola, e verificar se as diferenças que se estabelecem por meio da linguagem do movimento podem consolidar a segregação de grupos na luta por um poder simbólico, transformando-se em luta de classe e implicar na construção da identidade dos seus praticantes. Foram realizadas entrevistas com pessoas escolarizadas e buscou-se subsídio, em suas histórias de vida, que estabelecessem relações entre as práticas esportivas e a construção da identidade, pois estas narrativas possibilitaram ao entrevistado exprimir, espontaneamente, o modo como ele entende a sua situação social, bem como relatar as experiências que marcaram sua vida. Pela análise das informações obtidas, pôde-se inferir que os campos culturais onde ocorrem as práticas apresentam significados diferentes para cada sujeito, e que estas oferecem uma possibilidade de seleção de estilo de vida a partir de uma diversidade de opções, oportunidades que se encontram diante dos riscos de padronização, e da pluralização de contextos. Essas escolhas dependem das situações relacionais que os sujeitos estabelecem nas múltiplas redes existenciais que constituem o social, sendo que as vivências nestes contextos influenciam a construção da identidade dos seus participantes.
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Comparação da composição corporal com o nível de atividade física de crianças entre 3 e 6 anos.
Oca, J.L.G.; Luguetti, C.; Marinho, S.; Panza, I.
Faculdade de Ed. Físca e Esportes de Santos - UNISANTA/ Colégio Coração de Maria-Santos

COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL COM O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE CRIANÇAS ENTRE 3 E 6 ANOS. José Luiz Gonçalves Oca; Carla Luguetti; Shirley Marinho; Isabela Panza FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE DE SANTOS (FEFESP/UNISANTA)/ COLÉGIO CORAÇÃO DE MARIA-SANTOS-SP INTRODUÇÃO: Atualmente ocorre um aumento no percentual de crianças sobrepeso e com isso o aparecimento de diferentes doenças tais como: diabetes tipo 2, doenças lipídicas entre outras. O excesso de peso na infância pode estar vinculado por vezes ao nível de atividade física da criança. Portanto, o objetivo desse estudo é comparar a composição corporal com o nível de atividade física em crianças entre 3 e 6 anos. Para isso, foram avaliadas 36 crianças, com média de idade de 4,8 ± 0,9 de ambos os sexos. Mensurou-se a estatura e a massa corporal e em seguida calculou-se o Índice de Massa Corpórea (IMC). Utilizando o IMC corrigido pela idade e sexo pode-se realizar a classificação em normal (NOR) e acima do peso (ACI). Utilizou-se um questionário validado e dirigido aos pais com as seguintes questões: tempo gasto em atividades vigorosas (TGV), vezes por semana em atividades dirigidas (VSD), quanto ativo é a criança (QAC), habilidade da criança (HDC), tempo diário gasto pela criança assistindo televisão (TDT) e tempo médio gasto em atividades como desenho, pintura, leitura, gravuras de gibi (TDD). Para análise estatística, utilizou-se o pacote estatístico SPSS 11.5 for Windows. Após análise descritiva dos dados, realizou-se o qui-quadrado entre as classificações e as questões dirigidas aos pais. Na questão TGV e VSD, ambos os grupos foram semelhantes, onde metade do grupo encontrava-se em atividades vigorosas de 1 a 2 horas e aproximadamente 45% não realizavam atividades dirigidas. Nas questões QAC e HDC, grande parte de classificados com peso normal foi considerada ativa e hábil (66,7% e 76,2%), no entanto esses comportamentos não foram significantes. Em TDT, 21,5% e 28,6% de crianças ACI passam mais de 4 horas assistindo televisão e em atividades como desenho e pintura respectivamente. Conclui-se que em crianças de 3 a 6 anos o nível de atividade física manteve-se similar entre as diferentes classificações de composição corporal. No entanto, precisaríamos entender porque isso ocorreu, algumas hipóteses seriam: uma possível dificuldade de interpretação dos pais ao questionário e a questão alimentar atuar mais forte do que o nível de atividade física da criança.
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Análise da incidência de dor em funcionários do setor de cortes da linha de produção da Empresa Electrolux - São Carlos
Okabe, M.B.; Oliveira Netto, J.S.; Oliveira, P.H.Z.; Duarte, A.C.G.O.
Universidade Federal de São Carlos

ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE DOR EM FUNCIONÁRIOS DO SETOR DE CORTES DA LINHA DE PRODUÇÃO DA EMPRESA ELECTROLUX - SÃO CARLOS Márcio Bazana Okabe, José Soares de Oliveira Netto, Paulo Henrique Zicarelli de Oliveira, Ana Cláudia Garcia de Oliveira Duarte. Departamento de Educação Física e Motricidade Humana/CCBS - Universidade Federal de São Carlos Os funcionários da linha de produção da Electrolux são profissionais que em seu ambiente de trabalho realizam movimentos repetitivos, restritos, em ritmo acelerado e muitas vezes com maus hábitos posturais. Assim, realizou-se este estudo, com uma amostra de 33 funcionários do setor de cortes da Electrolux - São Carlos, com o intuito de verificar a intensidade das queixas relatadas de dor mais comuns em relação ao seu trabalho executado. Os dados foram coletados mediante a utilização de um questionário previamente elaborado pelo grupo, que continha questões objetivas referentes a queixas de dor e local da dor. Através deste, constatou-se que 16,9% dos entrevistados referiram dores na região da coluna baixa; 9,8% na perna direita; 7% no ombro direito, coluna alta e perna esquerda; 5,6% no ombro esquerdo, coxa direita, joelho esquerdo e pé direito. Os resultados obtidos em nosso estudo sugerem que os tipos de movimentos utilizados para a realização das tarefas, contribuem para a instalação da dor. Tais queixas serão utilizadas como nexo causal para a programação das atividades de Ginástica Laboral que serão aplicadas com os colaboradores investigados. Apoio: Eletrolux
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Efeito da freqüência semanal de treinamento sobre variáveis físicas e hemodinâmicas de mulheres entre 30 e 50 anos de idade.
Okada, G.T.; Silva, R.G.
UFSCar

EFEITO DA FREQÜÊNCIA SEMANAL DE TREINAMENTO SOBRE VARIÁVEIS FÍSICAS E HEMODINÂMICAS DE MULHERES ENTRE 30 E 50 ANOS DE IDADE. Guilherme Takayoshi Okada, Rozinaldo Galdino da Silva Grupo de Pesquisa em Epidemiologia e Fisiologia da Nutrição e Exercício - Departamento de Educação Física e Motricidade Humana - CCBS/UFSCar. Ao aumento progressivo do número de pessoas sedentárias no mundo fez-se necessário a criação de programas de atividade física voltada para a saúde. Pesquisa têm demonstrado que a prática de atividade física promove melhor qualidade de vida com a prevenção de doenças cardiovasculares, crônico-degenerativas, câncer, hipertensão e diabetes propiciando o indivíduo a uma maior longevidade. Porém, poucas pesquisas têm como participantes mulheres na fase do climatério, provavelmente devido as disfunções hormonais. Averiguou-se o efeito da freqüência de treinamento sobre as variáveis físicas e hemodinâmicas relacionadas à saúde em mulheres entre 30 e 50 anos não obesas. O trabalho teve a duração de 12 semanas e a participação de 16 indivíduos do sexo feminino sedentárias, divididos em dois grupos: I) realizando 60 minutos de atividades físicas, 3 vezes por semana; e outro, II) realizando 90 minutos de atividades físicas, 2 vezes por semana. Verificou-se a composição corporal (massa corporal, IMC, gordura corporal), flexibilidade (FLX), resistência muscular localizada de membros superiores (RML-MS), e de abdominal (RML-Ab), consumo máximo de oxigênio (VO2max), glicemia (Gl), colesterol total (CT), HDL-colesterol (HDL-c) e triglicérides (TG). Nenhuma das freqüências alterou a composição corporal, FLX, Gl, CT e HDL-c das voluntárias. A freqüência de 2 vezes semanal melhorou apenas a RML-Ab. A freqüência de 3 vezes semanal aumentou RML-Ab e RML-MS, e reduziu o TG. O grupo 2 vezes semanal apresentou maiores valores finais de VO2max em relação ao 3 vezes. Ambas freqüências foram eficientes em melhorar a resistência muscular localizada num mesmo volume, porém uma maior freqüência de treinamento reduziu o TG o que colabora para redução do risco de desenvolvimento de doenças, principalmente as crônico degenerativas bastante relacionadas a esta faixa etária. Entidade subvenciadora: FAPESP (Proc. No 0312378-6).
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Respostas eletromiográficas durante esforço intermitente anaeróbio em ciclistas
Okano, A.H.; Moraes, A.C.; Bankoff, A.D.P.; Cyrino, E.S.
Doutorando em Educação Física pela Faculdade de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas

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Análise biomecânica do centro de gravidade: Tkatchev estendido no âmbito de treino
Olio, M.; Blanco, R.; Borges, V.; Souza,L.; Romano, R.; Corrêa, S.
Universidade Presbiteriana Mackenzie

ANÁLISE BIOMECÁNICA DO CENTRO DE GRAVIDADE: TKATCHEV ESTENDIDO NO ÂMBITO DE TREINO Miguel Olio, Raimundo Blanco, Vivian Borges, Luana Souza, Rosangela Romano, Sônia Corrêa Universidade Presbiteriana Mackenzie, Faculdade de Educação Física A Biomecânica é uma ferramenta que pode auxiliar o treinador a analisar e a detectar possíveis erros na execução de movimentos simples ou complexos. Permite explicações em forma de gráficos os quais podem ser de velocidades, deslocamentos e acelerações de pontos anatômicos, segmentos e/ou centro de gravidade de acordo com a necessidade do técnico (SANDS,2004). O objetivo do trabalho foi analisar o deslocamento do centro de gravidade do Tkatchev Estendido na barra fixa de modo a auxiliar o técnico na correção do movimento e o atleta a compreender e visualizar o momento do erro para uma futura correção. A amostra foi constituída por quatro atletas profissionais de ginástica artística do Esporte Clube Pinheiros. Os indivíduos antes da filmagem receberam marcações contrastes em alguns pontos anatômicos e foram filmados executando 6 tentativas, primeiro todos executaram a primeira, depois, todos executaram a segunda e assim por diante. Foi colocado um tecido preto ao fundo para facilitar o contraste das marcas e a câmera foi posicionada no plano sagital a uma altura aproximada de 2,60m. Para análise foi utilizado o programa "vídeo" do Instituto de Biomecânica de Colônia na Alemanha que permite a digitação de coordenadas , a fim de construir um boneco de linhas. Para análises de dados cinemáticos foi utilizado o UDP, programa que forneceu gráficos de deslocamento do centro de gravidade. O movimento analisado foi dividido em duas fases, a primeira como volta de preparação e a segunda como a do movimento propriamente dito. Foi detectado na primeira fase do movimento correto uma "quebra", originada de um movimento carpado na subida do giro, durante a execução do Tkatchev. No mesmo momento do movimento errado não se detectou essa "quebra". Destacando assim o foco onde o técnico deve agir na correção do movimento dos seus atletas. Conclui se que biomecânica pode ser utilizada como uma ferramenta para reduzir o desgaste do atleta e do técnico assim como para detectar o momento exato onde deve ser feita a correção.
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A Ginastica Laboral como Solução de Problemáticas
Oliveira Netto, J.S.; Duarte, A.C.G.O.
Universidade Federal de Sâo Carlos

A GINÁSTICA LABORAL COMO SOLUÇÃO EM PROBLEMÁTICAS Autor: José Soares Oliveira Netto; Duarte, A.C.G.O. Departamento de Educação Física, Universidade Federal de São Carlos. A Ginástica Laboral tem se expandido e se destacado como um importante segmento da área de Educação Física, quando sua relevância vem sendo observada, estudada e comprovada através de várias publicações científicas. A saúde e o bem estar mental e principalmente físico são imprescindíveis para uma boa qualidade de vida, tanto no ambiente de trabalho como no cotidiano, a qual influencia diretamente no rendimento das atividades realizadas pelos trabalhadores.Objetivo: Através da análise das condições de trabalho em termos funcionais e operacionais, buscou-se nesse estudo identificar queixas de dores em locais específicos no organismo dos colaboradores da Electrolux do Brasil S/A, unidade de São Carlos-SP.Metodologia: A amostra constou de 12 indivíduos divididos em 4 setores (Administração, Sinistrado, Transmissão e Recebimento) com características funcionais semelhantes e sem grandes exigências físicas, destacando a linha de produção da Transmissão, onde o ambiente de trabalho é rápido e estressante. Foram aplicados questionários em dois momentos: um no ano de 2003 e outro em 2004, nos mesmos funcionários, totalizando 24 questionários estudados. Foram investigadas as percepções do esforço, postura e locais de queixa de dores. Todos colaboradores da amostra, sem exceções, participam diariamente das atividades e intervenções propostas pelo programa de Ginástica Laboral implantado já ha quase 5 anos na empresa.Resultados: Houve no total 23 queixas de dores sendo 53% nos primeiros questionários e 47% no segundo. Em ambas aplicações, os recordes de queixas foram de dores na coluna vertebral com 30% de queixas no primeiro questionário e 17% no segundo questionário, totalizando 47% de queixas do total apenas de coluna vertebral; seguido de dores no pescoço e ombro com 13% de queixas cada no primeiro questionário e 8% de queixas cada no segundo questionário totalizando 21% de queixas de ombro e 21% de queixas de pescoço do número de queixas total, além de mais 11% de queixas de dor no punho apresentadas no primeiro questionário. O setor mais crônico foi a Transmissão que apresentou 39% de total de queixas, seguido pelo Recebimento com 30 %, Sinistrado17 % e Administração com 14% do total de queixas. Conclusão: Os números mostram que a Ginástica Laboral foi fator determinante para a redução no número de queixas de dor em todos locais do corpo após um ano. Também se mostra necessário uma atenção especial a coluna vertebral que foi a campeã em queixas, devendo ser enfatizada nas intervenções realizadas. O setor da Transmissão também deve ser trabalhado com mais atenção já que é o setor mais "problemático". Enfim, o estudo comprova a eficiência de um bom programa de Ginástica Laboral.
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Efeito da intensidade do exercício e do ambiente térmico na temperatura intra-peritonial em ratos não treinados
Oliveira, A.; Lima, N.R.V.; Rodrigues, L.O.C.
Universidade do Vale do Sapucaí

EFEITOS DA INTENSIDADE DO EXERCÍCIO E DO AMBIENTE TÉRMICO NA TEMPERATURA INTRA-PERITONIAL EM RATOS NÃO TREINADOS Alessandro de Oliveira1, Nilo Resende Viana Lima2, Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues2 1 Professor da Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS 2 Professor da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da intensidade do exercício (velocidade na esteira de 21 e 24m.min-1 e 0% de inclinação) e do ambiente térmico: 18 C IBUTG (F); 23,1 C IBUTG (T) e 29,4 C IBUTG (Q) sobre o comportamento da temperatura intra-peritonial (Tint). Foram utilizados 6 ratos machos Wistar, não treinados, pesando entre 260 e 360g. Após o implante do sensor de temperatura e da adaptação à esteira (10 dias), os animais foram submetidos aos tratamentos em um delineamento tipo "Quadrado Latino" em esquema fatorial 3 x 2 (velocidade e ambiente). Os animais realizaram o exercício até a exaustão. Os resultados demonstraram que o comportamento da Tint durante o exercício foi influenciado pelo ambiente, sendo que, a partir de 40% do tempo total de exercício (TTE) o ambiente quente aumentou mais a Tint que os ambientes frio e termoneutro, e a partir de 70% do TTE os aumentos da Tint foram diferentes entre os ambientes (FApoio:

Atividade eletromiográfica de músculos Bíceps do braço e Eretor da espinha durante a realização do exercício rosca bíceps
Oliveira, A.S.C.; Gonçalves, M.; Cardozo, A.C.; Barbosa, F.S.S.
UNESP - Rio Claro

ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA DE MÚSCULOS BÍCEPS DO BRAÇO E ERETOR DA ESPINHA DURANTE A REALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO ROSCA BÍCEPS Anderson de Souza Castelo Oliveira, Mauro Gonçalves, Adalgiso Coscrato Cardozo, Fernando Sérgio Silva Barbosa. Laboratório de Biomecânica - Dep. Educação Física - Instituto de Biociências - UNESP - Rio Claro A realização de exercícios resistidos na posição em pé e particularmente quando as cargas estao anteriormente dispostas pode ocasionar grande sobrecarga na coluna lombar ainda maior em situações de fadiga. Neste sentido o presente estudo tem por objetivo analisar o efeito da realização do exercício rosca bíceps na atividade eletromiográfica (EMG), bilateralmente, dos músculos bíceps do braço (BB) e eretor da espinha (ER) durante a fase concêntrica (FC) da flexão do cotovelo. Participaram do presente estudo 10 voluntários do gênero masculino, saudáveis e sem antecedentes de lesões na articulação do cotovelo e região lombar. Os voluntários realizaram o exercício proposto em três intensidades de carga (25%, 35% e 45% da carga máxima isotônica) até a exaustão, sendo utilizada uma carga por dia escolhida randomicamente. Para coleta e análise dos registros EMG procedimentos padrões para posicionamento dos eletrodos de superfície e aquisição dos sinais foram realizados. Com os valores de root mean square (RMS) do registro EMG foram realizadas análises de regressões lineares em função do tempo de execução que demonstraram valores de coeficiente de inclinação (slope) predominantemente positivos para ambos os músculos, o que indica o processo de fadiga muscular. Também foram verificadas diferenças significativamente maiores entre os slopes dos músculos BB em relação aos obtidos para os músculos ER. Para os músculos ER houve predominância de slopes positivos mesmo nas cargas mais baixas, e não houve, para ambos os músculos, diferenças nos slopes entre as cargas. Ao correlacionar a atividade eletromiográfica dos músculos BB eER unilateralmente verificou-se que existe, em média, uma baixa correlação (entre 0,20 e 0,47 ± 0,30) possivelmente pelos percentuais de carga utilizados. Com isso, conclui-se que ocorre grande exigência do músculo BB como esperado por ser motor principal durante este movimento assim como aumentos na atividade dos ER, mesmo em cargas relativamente leves (25% da carga máxima) permitindo assim identificar a fadiga destes músculos e estimar suas capacidade de resistência em função do tempo de realização para uma normalização para futuras intervenções no planejamento de treinamentos e diminuição do desenvolvimento da fadiga e a possibilidade de lesões.
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Metabolismo da glicose no músculo esquelético de ratos submetidos ao treinamento de natação na intensidade equivalente ao limiar anaeróbio
Oliveira, C.A.M.; Zanirato, N.S.; Mello, M.A.R.
Unesp - Rio Claro

METABOLISMO DA GLICOSE NO MÚSCULO ESQUELÉTICO DE RATOS SUBMETIDOS AO TREINAMENTO DE NATAÇÃO NA INTENSIDADE EQUIVALENTE AO LIMIAR ANAERÓBIO Camila Aparecida Machado de Oliveira e Natália Seleglim Zanirato Universidade Estadual Paulista -UNESP, Câmpus de Rio Claro, Departamento de Educação Física O estudo dos efeitos metabólicos do exercício em ratos é freqüentemente questionado pela falta de informação sobre a intensidade do esforço realizado pelo animal durante o exercício. Dessa forma, os efeitos do exercício em intensidade conhecida sobre o metabolismo muscular da glicose em modelo animal pode ser de grande valia. Por essa razão, o presente estudo foi delineado para analisar os efeitos do treinamento de natação realizado na intensidade equivalente ao limiar anaeróbio (Lan) sobre o metabolismo muscular da glicose em ratos Wistar adultos (60 dias). Primeiramente o Lan foi determinado pelo Teste do Lactato Mínimo adaptado às condições do rato. Em seguida parte dos animais foram submetidos ao treinamento (T) de natação, 1 h/dia, 5 dias/semana, suportando sobrecarga equivalente ao Lan, durante 6 semanas. Os demais animais (S) não realizaram atividade física regular. Após 6 semanas, todos os animais foram sacrificados por decapitação visando analisar, no músculo sóleo isolado, a produção de lactato (produção de 14C lactato), captação (captação de 2-deoxi-glicose), oxidação (produção de 14CO2) e incorporação de glicose em glicogênio (incorporação de 14C-glicose). Os dados foram analisados pelo teste t-student, com nível de significância de 5%. A produção de lactato (S=7,09 + 0,96; T=5,22 + 1,88 µmol/g.h) e oxidação de glicose (S=11,34 + 4,63; T=10,40 + 3,27 µmol/g.h) não foram diferentes entre os grupos. Por outro lado, tanto a captação (S=4,46 + 0,73; T=5,57 + 1,08* µmol/g.h) quanto a incorporação de glicose em glicogênio (S=0,25 + 0,03; T=0,29 + 0,04* µmol/g.h) foram maiores no grupo T. Concluindo, o exercício de natação em intensidade equivalente ao Lan induziu algumas alterações benéficas no metabolismo muscular da glicose. Orientadora: profª Drª Maria Alice Rostom de Mello Suporte financeiro: CAPES
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Resposta do perfil lipídico em ratos diabéticos submetidos a treinamento físico intervalado de alta intensidade
Oliveira, D.M.; Santos, D.; Lopes, L.A.G.; Neiva, C.M.
Universidade de Rio Verde

Resposta do perfil lipídico em ratos diabéticos submetidos a treinamento físico intervalado de alta intensidade 1 OlIVEIRA D.M. Universidade de Rio Verde-GO - Faculdade de Educação Física 2 SANTOS, D Universidade de Franca-SP 3 LOPES, L.A.G. 4 NEIVA, C. M. Unesp-Bauru-SP O Diabetes Mellitus é uma patologia metabólica crônico degenerativa que acomete as populações urbanas atuais. Além de complicações no mecanismo metabólico insulino-glicolítico o Diabetes é responsável, por várias outras complicações patológicas, sendo associada com o com a hiperlipidemia que contribui para o surgimento da aterogênese. O objetivo desse estudo foi verificar a resposta de variáveis do perfil lipídico frente ao esforço intervalado de alta intensidade de caráter anaeróbio, em modelo experimental animal. Iniciaram o protocolo de treinamento 60 animais roedores wistar machos com média de idade de 12 semanas, pesando entre 250 a 350 gramas. As normas de manipulação para modelos experimentais foram seguidas pelo Canadian Concil on Animal Care (1993), ao qual a condução do estudo somente foi iniciada após aprovação do Comitê de Ética de Pesquisas da Universidade de Franca. Os animais foram subdivididos em quatro grupos: diabético sedentário ( DS ) n= 15, diabético treinado (DT) n= 15, sádio treinado (ST) n= 15 e sadio sedentário (SS) n= 15. O diabetes foi induzido por aloxana (120mg/kg de peso corporal). Durante cinco semanas os animais dos grupos DT e ST foram submetidos a um protocolo de treinamento anaeróbio, que consistiu em tiros intervalados de 60 a 120 segundos, com intervalos passivos de 2 minutos, durante 50 minutos, modelo natação (água a 30°C ), suportando sobrecarga progressiva equivalente a 30% da massa corpórea dos animais, presa em coletes e fixados no dorso dos mesmos. A diferença significativa usada foi (p < 0,05).Resultados: as concentrações de glicemia entre os grupos diabéticos experimentais e não-experimentais apresentaram diferenças significativas , observa-se diminuição das concentrações glicêmicas entre os grupos DS e DT na fase pós-treinamento (237 9mg dl-1 e 178,5 31mg dl-1) , indicando que o protocolo anaeróbio foi capaz de promover ajustes. Para triglicérides, nota-se a diferença significantemente mais baixa para DT, chegando próximo da normalidade (236 + 45 mg dl-1 ), comparado ao grupo DS (386 + 28 mg dl-1). Não foram encontradas diferenças para Col -T e LDL, ao qual, mantiveram-se em valores normais tanto para DS quanto para DT (101 + 21 mg dl-1* ; 68.6 + 15 mg dl-1 e 57 + 3.5 mg dl-1; 42.1 + 2 mg dl-1), contudo, não apresentando nenhum quadro de hipercolestorelemia.Conclui-se que o modelo empregado em nosso experimento foi eficiente em promover alterações em algumas variáveis do perfil lipídico, e demais parâmetros chegando à concentrações de quase normalidade, embora, o protocolo seja de apenas 5 semanas, por fim, justifica-se a aplicação de mais estudos com treinamento de curta duração e de alta intensidade, para afirmação de tais fatos.
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Estrutura universitária: o modelo departamental e o seu impacto no curso de licenciatura em Educação Física da UFSCar
Oliveira, D.N.; Ramos, G.N.S.
UFSCar

ESTRUTURA UNIVERSITÁRIA: O MODELO DEPARTAMENTAL E O SEU IMPACTO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFSCar Daniela Nascimento de Oliveira e Glauco Nunes Souto Ramos Departamento de Educação Física e Motricidade Humana - UFSCar Esta pesquisa teve origem devido à percepção de deficiências pedagógicas quanto ao tratamento dos diversos conteúdos de diferentes disciplinas ministradas no curso de Licenciatura de Educação Física da Universidade Federal de São Carlos (CEF/UFSCar) e suas relações interdisciplinares. O interesse em desvelar os fatores que contribuem para a descontinuidade de conteúdos neste curso de graduação fez com que esta pesquisa caminhasse para uma questão fundamental que foi a estrutura departamental da universidade. A partir desta idéia, resolvemos iniciar o nosso estudo considerando e analisando este modelo organizacional e o(s) impacto(s) causado(s) por este tipo de estrutura no CEF/UFSCar. Metodologicamente, o trabalho foi pautado pela abordagem qualitativa e foi estruturado da seguinte maneira: a) levantamento histórico, através da revisão de literatura, sobre as origens da departamentalização do ensino superior no Brasil de uma maneira geral, passando pela UFSCar, até chegarmos à criação do Curso de Educação Física (CEF) e Departamento de Educação Física e Motricidade Humana (DEFMH) da UFSCar; b) análise documental do processo de criação e implantação dos CEF e DEFMH/UFSCar; c) realização de entrevistas semi-estruturadas com docentes efetivos de outros departamentos - que não o majoritário (DEFMH) - que ministram aula junto ao citado curso de graduação, referentes à departamentalização e ao tratamento de conteúdos dado por eles em suas disciplinas. Com a análise dos dados, chegou-se às categorias compostas: tratamento geral/específico, aspectos favoráveis/desfavoráveis, vantagens/desvantagens e como é/como deveria ser. A partir das categorias levantadas foi possível perceber dentre outras questões, que a organização por departamentos, segundo a opinião dos professores, dificulta o diálogo acadêmico entre as diferentes áreas do conhecimento. Diante desta fragmentação e preocupados com a formação profissional do aluno do CEF/UFSCar, os professores entrevistados buscam superar este modelo através de propostas pedagógicas integradoras que realmente possibilitem ao aluno ter vivências nas suas diferentes áreas de atuação embora nem sempre consigam atingir cem por cento dos objetivos propostos.
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Motivos do abandono precoce na natação: a visão de técnicos e ex-atleta
Oliveira, G.S.; Cielo,F.M.B.L.; Bartholomeu Neto,J.; Ruete, H.M.
Pontifícia Universidade Católica de Campinas

MOTIVOS DO ABANDONO PRECOCE NA NATAÇÃO: A visão de técnicos e ex-atletas Gabriela Sans de Oliveira¹, Flávia Maria de Brito Lira Cielo², João Bartholomeu Neto³, Helena Maria Ruete¹ 1- PUCCAMP - Campinas / SP, 2- UNICAMP - Campinas / SP, 3- UNIMEP - Piracicaba / SP A busca por melhores resultados e pela melhoria da performance humana, principalmente no treinamento em atletas de base, levou a criança a ser submetida a treinamentos de adultos, antecipando assim várias etapas do seu crescimento, desenvolvimento e maturação. O presente estudo, portanto, teve como objetivo verificar, através de questionário com perguntas abertas e fechadas, os motivos do abandono precoce na natação. Participaram desse estudo 10 ex-nadadores - 5 do sexo feminino e 5 do masculino e 8 técnicos de natação com mais de 10 anos de experiência. Os resultados apontam que a média de idade de abandono dos treinos entre os pesquisados foi de 16,4 + 2,11 anos. Esses atletas citaram mais de um motivo para o abandono dos treinos, sendo a necessidade de mais tempo de dedicação aos estudos a mais citada pelos participantes com 40% das respostas, em seguida foi apontada a estabilização dos resultados com 27%, o cansaço de seguir uma linha de treinamento que exigia muita disciplina foi apontado por 20% e por fim, lesões de ombro, com 13%. Em contrapartida, para 22% dos técnicos, a carga elevada de treinamento seria o motivo principal dos participantes terem deixado os treinos, 22% assinalaram a expectativa dos pais e técnicos, 14% falta de integração social, 14% sobrecarga de atividade escolar, 12% redução no programa de treinamento e 16%, alegaram outros motivos. Os resultados dessa pesquisa indicam que há divergências nos motivos percebidos entre atletas e técnicos: esses últimos, em sua maioria, colocam a carga elevada do treinamento e suas próprias expectativas bem como dos pais, os principais motivos para o abandono precoce dos nadadores; já para os ex-atletas, a necessidade de mais tempo de dedicação aos estudos e conseqüentemente a estabilização dos resultados nas competições, o que se comprova a carência de uma formação profissional através do incentivo da prática esportiva nas escolas do nosso país.
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O tema corpo em teses de doutorado da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp
Oliveira, L.Z.; Félix, A.A.
Universidade Estadual de Campinas

O TEMA CORPO EM TESES DE DOUTORADO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP Alexandre Antônio Félix e Luciana Zan de Oliveira Trabalho apresentado no curso de Especialização em Pedagogia do Movimento na Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas-Unicamp. O estudo realizado teve o objetivo de levantar alguns conceitos a respeito do tema Corpo que estão sendo tratados em trabalhos científicos, nesse caso, em teses de doutorado da faculdade de educação física da Unicamp. A revisão bibliográfica realizada não teve a intenção de qualificar os conceitos encontrados, mas sim, de conhecê-los e identificá-los em nossos discursos acadêmicos; reconhecendo quais são os conceitos que estão sendo disseminados através de nossa influência. Vários conceitos sobre a temática foram enumerados e ficou claro que em momento algum o tema foi conceituado de forma definitiva; nesse sentido determinamos ser um tema que transcende em cada novo momento histórico e que estará sempre em reflexão. O trabalho realizado teve a intenção de tornar consciente o quanto o professor de educação física e o agente de saúde são responsáveis pela disseminação dos conceitos sobre o corpo, embutidos culturalmente em instituições de ensino e saúde.
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Comparação entre a ingestão e o gasto energético em corredores de endurance
Oliveira, M.F.M.; Caputo, F.; Guglielmo, L.G.A.; Greco, C.C.
Universidade Estadual Paulista

COMPARAÇÃO ENTRE A INGESTÃO E O GASTO ENERGÉTICO EM CORREDORES DE ENDURANCE INGESTÃO ENERGÉTICA EM CORREDORES COMPARISON BETWEEN THE ENERGY INTAKE AND ENERGY EXPENDITURE IN ENDURANCE RUNNERS Resumo: O objetivo deste estudo foi comparar a ingestão calórica diária (ICD) com o gasto calórico diário (GCD) em corredores de endurance. Participaram deste estudo oito corredores de endurance de nível regional. Foram aplicados um inquérito alimentar (IA), um inquérito de atividade geral (IAG) e um inquérito de atividade específica (IAE) durante três dias consecutivos. O IA, IAG e IAE foram avaliados pelo software de avaliação nutricional (DIETWIN® Profissional). O GCD estimado (4324,3 + 1052,8 Kcal/dia·d-1) foi significantemente maior do que a ICD estimada (2950,1 + 928,3 Kcal/dia·d-1), gerando um déficit calórico de 1374 Kcal/dia·d-1. As proporções dos macronutrientes ingeridos foram: 49,6 + 5,9 % carboidratos, 18,7 + 3,2 % proteínas e 32,1 + 4,9 % gorduras. Com base nestes resultados podemos concluir que na população estudada, a ingestão calórica diária não suprime as necessidades energéticas e não atende as recomendações de proporções dos macronutrientes recomendadas para atletas de endurance, o que pode gerar prejuízos no rendimento dos atletas em treinamento e competições. Palavras-chave: ingestão calórica, gasto calórico, corredores e performance. Abstract: The purposes of this study was to compare the daily energy intake (DEI) with the daily energy expenditure (DEE) in endurance runners. Eight endurance runners of regional level had participated of this study. They had been applied an diet records (DR), general activity records (GAR) and specific activity records (SAR) during three days consecutive. The DR, GAR and SAR had been calculated by the software of nutricional evaluation (Professional DIETWIN®). The DEE estimated (4324.3 + 1052.8 Kcal/dia·d-1) was significantly higher than the DEI (2950.1 + 928.3 Kcal/dia·d-1), with a mean caloric deficit of 1374 Kcal/dia·d-1. The proportions of macronutrients ingested were: 49.6 + 5.9 % carbohydrates, 18.7 + 3.2 % proteins and 32.1 + 4.9 % fat. With base in these results, we can conclude that in the studied population, the caloric ingestion did not attain the energetic need and the recommended proportions of macronutrients for endurance athletes, which can be prejudicial to the performance in training and competitions. Key-word: energy intake, energy expenditure, runners and performance Introdução Segundo Wilmore e Costill (1999), para indivíduos normais e ativos, a Ingestão Diária Recomendada (IDR) deve estar balanceada entre 55 a 60% de carboidratos (CHO), 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas. Porém quando indivíduos apresentam uma alta demanda metabólica (atletas de alto nível) essa proporção e a quantidade total de calorias ingeridas podem estar bastante alteradas. Diversos estudos têm demonstrado que muitas formas de manipular a dieta são capazes de alterar o metabolismo, e em muitos casos melhorar o desempenho físico (NOAKES, 1991). O Dispêndio Energético Diário varia muito de acordo com a atividade praticada pelo atleta. Dados de uma grande amostra demonstraram que a ingestão energética de atletas de elite masculinos e femininos participantes de desportos coletivos, de endurance, e de força, oscilaram entre 2.900 e 5.900 Kcal para os homens, enquanto a ingestão das competidoras oscilou entre 1.600 e 3.200 Kcal (MCARDLE; KATCH; KATCH, 1998). Os CHO são armazenados na forma de glicogênio, principalmente nos músculos e no fígado, porém essas reservas de glicogênio são limitadas e influenciam diretamente as capacidades para treinar e competir em eventos de endurance. Estudos demonstraram que homens ingerindo uma dieta rica em CHO (dieta de supercompensação) durante três dias armazenaram quase o dobro de suas quantidades normais de glicogênio muscular quando comparada a uma dieta normal ou pobre em CHO. Estes mesmos atletas, quando solicitados a realizar exercícios até a exaustão a 75% do consumo máximo de oxigênio (VO2max), o tempo de exercício aumentou significativamente (ASTRAND, 1979). Conforme a glicose sangüínea é captada pelos tecidos, o glicogênio hepático é convertido a glicose (glicogenólise) e se difunde para o sangue. O glicogênio muscular é utilizado para a função energética apenas pelo músculo e não pode retornar para o sangue como glicose; entretanto, o ácido lático produzido por oxidação do glicogênio muscular é transportado para o fígado, onde pode ser convertido a glicose e glicogênio (ciclo de Cori), ou para outros músculos onde pode ser oxidado (MAHAN; ARLIN, 1995). A manutenção da glicemia durante o exercício é de grande importância, para garantir o fornecimento adequado deste substrato para os músculos e o cérebro. Como as reservas musculares e hepáticas de glicogênio são limitadas, o consumo de uma dieta rica em gordura por 3 a 7 dias diminui o tempo de exaustão. Tais regimes reduzem o conteúdo de glicogênio muscular comparado com dietas ricas em CHO, e deslocam o metabolismo de substratos em favor da oxidação dos lipídios. Por outro lado, em alguns atletas bem treinados, maiores adaptações a tal dieta (> 7 dias) têm demonstrado prolongar o tempo de exaustão durante uma mesma intensidade submáxima. Entretanto, ainda são poucos os estudos que investigaram os efeitos da ingestão destas dietas. Além disso, os dados apontados anteriormente são de uma relevância prática exclusiva a um pequeno e seleto grupo de atletas competitivos (ASTRAND, 1979). Os vários estudos de supercompensação compararam as dietas ricas em CHO com as ricas em gorduras, quase todos encontraram mais beneficio na supercompensação realizada com CHO (BUCCI,1996). Segundo Hargreaves (1995), a contribuição das proteínas e dos aminoácidos para o metabolismo energético é relativamente pequena. Dependendo da intensidade e da duração da atividade, além do estado nutricional do indivíduo, essa contribuição varia de 3 a 10% do gasto energético total. Não existem depósitos de proteína, pois toda proteína faz parte das estruturas teciduais ou existem na forma de importantes componentes dos sistemas metabólicos, de transporte e hormonal. Durante o exercício, os aminoácidos podem ser utilizados para oxidação ou formação de glicose (DOHM, 1986). Por muitos anos a suplementação protéica foi considerada essencial para os atletas, por acreditar-se que os músculos consumiam a si próprios para realizar suas ações. No entanto, dietas extremamente ricas em proteínas não oferecem benefícios adicionais e podem representar um risco à função normal dos rins. Os atletas têm uma necessidade diária de proteínas um pouco maior do que a IDR (0,8g de proteína por quilograma de peso corporal), indivíduos que realizam treinamento de força necessitam até 1,4 a 1,8g de proteína por quilograma de peso corporal, e indivíduos que realizam treinamentos de endurance necessitam de 1,2 a 1,4g de proteína por quilograma de peso corporal (WILMORE; COSTILL, 2001). Portanto, este aspecto demanda um cuidado na elaboração da dieta nesta população, para que ela forneça a quantidade adequada dos aminoácidos essenciais e também das proteínas, na forma de g/kg massa corporal. Em alguns atletas, a ingestão calórica diária tem se mostrado abaixo da sua necessidade calórica diária (THOMPSON; MANORE; SKINNER, 1993). No entanto, estes indivíduos conseguem manter a sua massa corporal o que, segundo Gorsky e Calloway (1983) pode ser explicado em parte pelos erros de estimativa da ingestão e do gasto energético diários, e por estes indivíduos gastarem menos energia em repouso e com outras atividades diárias. Portanto, é importante que se registre a quantidade calórica gasta durante a atividade específica do esporte e durante as outras atividades diárias, para que se tenha uma estimativa mais próxima do real. Thompson et al. (1995) utilizaram esta forma de determinação e verificaram uma diferença significante na energia ingerida e gasta, entre indivíduos que tinham uma dieta adequada ou baixa em calorias. Com base nestes dados, a hipótese deste estudo é que corredores de endurance que não têm uma dieta controlada, ingerem uma quantidade menor de calorias do que as suas necessidades energéticas diárias e a distribuição dos macronutrientes também não é adequada. Materiais e Métodos Participaram deste estudo oito corredores atletas de endurance de nível regional, com idade entre 34,9 + 10,0 anos e 6,3 + 2,6 anos de treinamento. Para participar do estudo os sujeitos assinarão um termo de consentimento com informações dos procedimentos. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética da Universidade. Foram mensurados a massa corporal (kg) e estatura (cm) através de uma balança Fillizola. Para medida da espessura das dobras cutâneas nas regiões; triciptal, supra-ilíaca e da abdominal, foi utilizado um compasso Cescorf (Cescorf, Porto Alegre, Brasil), com precisão de 0,1 mm. Para a predição dos valores de densidade corporal usamos a fórmula proposta por Guedes e Guedes (1998). Para converter os valores de densidade corporal em percentuais de gordura em relação ao peso corporal usamos a fórmula proposta por Siri (1961). Os sujeitos responderão um inquérito alimentar (IA), um inquérito de atividade geral (IAG), e um inquérito de atividade específica (IAE), todos com uma duração de três dias. A quantidade e qualidade dos alimentos e o gastos calórico diários das atividades gerais e especificas foram determinados a partir software de avaliação nutricional DIETWIN® Profissional. O efeito térmico dos alimentos foi determinado em 10% da soma do gasto energético no repouso (GER) + fator de atividade geral (FAG) fator de atividade específica (FAE). Foi feita uma estimativa geral do GER usando a equação proposta por Cunningham (1980). Analise estatística Todos os valores foram descritos como média + desvio padrão (DP). A comparação das duas variáveis entre os grupos foi realizada pelo teste t Student para dados pareados. A correlação entre as duas variáveis foi feita através do teste de correlação de Pearson. Será adotado um nível de significância de p< 0,05. Resultados A Tabela 1 apresenta os valores médios + DP da massa corporal (kg), estatura (cm), massa corporal (MC), percentual de gordura (%Gordura) e massa magra (MM) (kg). (Tabela 1 aqui) A Tabela 2 apresenta os valores médios + DP da taxa metabólica de repouso (TMR), gasto calórico total diário (GCD), ingestão calórica total diária (ICD), balanço calórico (ICD - GCD). Houve uma diferença significante (P < 0,05) entre o GCD e a ICD de 1374,2 kcal. (Tabela 2 aqui) A Figura 1 apresenta a distribuição dos macronutientes ingeridos na dieta dos atletas. Verifica-se que há uma distribuição inadequada de macronutrientes, pois a proporção de CHO e proteína ficou bem abaixo dos valores preconizados para essa população, enquanto que o valor de gordura ficou acima. (Figura 1 aqui) A Tabela 3 apresenta os valores médios + DP dos macronutientes em valores absolutos (g) e relativos à massa corporal (kg), ingeridos na dieta dos atletas. A ingestão dos macronuutrientes também se mostrou inadequada para atletas que treinam intensamente durante duas horas ou mais por dia. (Tabela 3 aqui) Discussão A multiplicidade de técnicas utilizadas para mensurar perfil antropométrico (peso, %G e MM) e as diferenças étnicas dificultam a comparação dos resultados encontrados nos corredores de endurance analisados neste estudo (Tabela 1) com corredores de outros países. No entanto, alguns estudos verificaram valores similares aos do presente estudo. Thompson et al. (1995) analisando uma população de corredores de endurance com idade média de 25,7 + 2,3 encontrou valores similares aos do presente estudo (172 cm, 67,2 kg, 7%G e 62,7 kg MM). Thompson e Manore (1996) analisaram atletas de endurance com idade média de 26 + 4 e encontraram valores também similares ao presente estudo (177,2 cm, 69,7 kg, 9% G, 63,4 MM). O inquérito de atividade geral e de atividade específica aplicado simultaneamente com o inquérito alimentar de três dias, possibilitou estimar o GCD (Tabela 2). Thompson et al. (1995) verificaram que o GCD em atletas com baixa ingestão alimentar foi de 4.347 + 655 Kcal/dia e o GCD em atletas com ingestão alimentar adequada foi de 4.246 + 270 kcal/dia. Estes resultados foram similares ao encontrado no presente estudo, que foi de 4324 kcal. A análise da ingestão calórica descrita no inquérito alimentar de três dias, permitiu estimar as médias do consumo total de energia (Tabela 2) e dos macronutrientes (Figura 1). O valor encontrado em nosso estudo (2950 kcal) foi abaixo do preconizado para atletas de endurance. Este valor foi abaixo (BURKE, 2001) ou similar (CLEMENT; ASMUNDSON, 1982; THOMPSON et al., 1995) ao encontrado em outros estudos, em corredores de fundo. Clement e Asmundson (1982), analisaram 35 corredores de fundo e meio fundo e encontraram uma ICD de 3.014 + 678 Kcal/dia. Burke (2001), analisou 19 corredores de maratona e encontrou uma ICD de 3.559 + 668 Kcal/dia. Estes estudos foram feitos em atletas com uma ICD adequada para o GCD. Thompson et al. (1995) analisando 10 corredores de endurance dividiu este grupo em baixo (baixa ICD) e adequado (adequada ICD) e encontraram uma ICD de 2.837 + 768 Kcal/dia e 4.517 + 1.080 Kcal/dia, respectivamente. Os valores encontrados de GCD ficaram acima da ICD estimada, ou seja, foi encontrado um déficit calórico (Tabela 2) de 1374 kcal. Apenas dois dos sujeitos analisados apresentaram uma adequada ICD, o restante da amostra apresentou uma baixa ICD. Em corredores com características semelhantes às dos atletas do presente estudo, Thompson et al. (1995) também verificaram um déficit calórico de 1.514 + 516 Kcal/dia nos indivíduos que apresentavam uma baixa ingestão alimentar. Já nos indivíduos que apresentavam ingestão adequada, os valores da diferença entre ICD e o GCD foram positivos 272 + 899 Kcal/dia. Neste mesmo estudo os autores verificaram uma diferença significante no gasto energético entre os grupos com ICD baixa e adequada. O gasto energético reduzido dos atletas ocorreu nos momentos de repouso, sono e para a digestão e absorção dos alimentos. Os autores sugerem que alguma adaptação dos processos metabólicos pode ter ocorrido nestes atletas em função do menor consumo energético. Estes atletas podem manter a massa corporal mesmo com um consumo energético menor que o necessário. Além disso, houve uma quantidade reduzida de atividade física espontânea neste grupo. Portanto, atletas com um déficit calórico parecem reduzir seu gasto energético de repouso e com outras atividades cotidianas, de forma a manter a massa corporal. Além dessas possíveis adaptações, as diferenças entre o GCD e ICD apresentadas nos dois estudos, podem ser decorrentes de erros na estimativa da ICD e GCD. O erro em reportar as quantidades de comida através dos inquéritos alimentares tem subestimando a ICD em torno de 10-25% do valor total (MAHALCO; JOHNSON, 1980; SCHULZ et al. 1991). Thompson et al. (1995), verificaram que mesmo adotando uma margem de erro de 30%, isto foi equivalente à metade da diferença existente entre ICD e o GCD. Portanto, o registro da quantidade calórica gasta durante a atividade específica do esporte e durante as outras atividades diárias é importante para que se tenha uma estimativa mais próxima do real e evite-se superestimar ou subestimar o gasto energético. Em relação ao GCD, atletas com baixo consumo energético podem também ser mecanicamente mais eficientes enquanto realizam varias atividades tais como caminhar, correr e nadar. Esta aumentada eficiência levaria a uma superestimativa do requerimento energético usando tabelas de referência. Como a atividade especifica conta com aproximadamente 50 % do GCD desses atletas, um erro nesta estimativa poderia contribuir de maneira significativa para diferença entre o ICD e GCD. Infelizmente, no presente estudo esta possível superestimativa não pôde ser mensurada. Talvez os essas limitações na estimativa do GCD e ICD podem contribuir em parte para o déficit calórico encontrado neste estudo. A distribuição percentual dos macronutrientes (Figura 1) encontrada neste estudo se mostrou de forma geral inadequada. A proporção de CHO e proteína ficou abaixo dos valores preconizados para essa população enquanto o valor de gordura ficou acima. A proporção adequada de macronutrientes para atletas é de 60 a 65% de CHO, 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas (AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION, 1993). Os macronutrientes em valores absolutos (g) e relativos à massa corporal (kg) (Tabela 3), também se mostraram inadequados em relação à ingestão recomendada. Sherman (1995) recomenda um consumo diário de 8 a 11g de carboidrato/kg de peso corporal para atletas que treinam intensamente durante duas horas ou mais. A ingestão protéica recomendada é de 1,5 a 2,0 g/kg de peso corporal (AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION, 1993). Esta baixa ingestão de CHO associada à reduzida ICD pode contribuir para uma redução nos estoques de glicogênio muscular, resultando em estresse adicional ao organismo e prejuízos na performance. Embora o consumo de proteínas esteja dentro do recomendado, a baixa ICD indica uma possível utilização protéica para fins energéticos, podendo ser um fator limitante para que ocorra a síntese protéica. Conclusão Com base nestes resultados podemos concluir que na população estudada, a ingestão calórica diária não suprime as necessidades energéticas e não atende as recomendações de proporções dos macronutrientes recomendadas para atletas de endurance. A quantidade ingerida de CHO, em valores percentuais e relativos à massa corporal e foi abaixo do recomendado pela literatura para esta população o que pode reduzir de maneira significativa às reservas de glicogênio muscular e comprometer o rendimento dos atletas nos treinos e competições. Referências Bibliográficas AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION. Position of the American Dietetic Association na the Canadian Dietetic Association: nutrition for physical fitness and athletic performance for adults. Journal of the American Dietetic Association, Chicago, v. 93, n. 6, p. 691-696, 1993. ASTRAND, P.O. Nutrition and physical performance. In: RECHCIGL, M. Nutrition and the world food problem, (Ed.) Basel, Karger, 1979. BUCCI, L.R. Auxílios ergogênicos nutricionais. In: WOLINSKY, I., HICKSON, J.F. Nutrição no exercício e no esporte, São Paulo, Roca, 1996, pp. 323 352. BURKE, L.M. Energy needs of athletes. Canadian Journal of Applied Physiology, v.26(Suppl.), p.202 - 219, 2001. 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McARDLE W.D., KATCH F.I., KATCH V.L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998. NOAKES, T. Lore of running. Human Kinetics, Champaign, 1991 SHERMAN, W.M. Metabolism of sugar and physical performance. American Journal of Clinical Nutrition, v.62, p. s228-s241, 1995. SIRI, W.E. Body composition from fluid and density: analysis of methods. In: BROZEK, J., HERSCHEL, A. Techniques for Measuring Body Composition, (Eds.) Washington, DC: National Academy of Sciences, National Research Council, p.233-244, 1961. TIPTON, K.D. et. al. Postexercise net protein synthesis in human muscle fom oralli administred amino acids. American Journal of Physiology, v.276, p.628- 634, 1999. THOMPSON, J.L., MANORE M.M. Predicted na mensured resting metabolic rate of male and female endurance athletes. Journal of the American Dietetic Association, v.96, p.30-43, 1996. THOMPSON, J.; MANORE, M.M.; SKINNER, J.S. 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N = 8 TMR (Kcal/dia) GCT (Kcal/dia) ICD (Kcal/dia) ICD - GCD (Kcal) Média 1818,1 4324,3 2950,1 - 1374,2 DP 119,1 1052,8* 928,3 1662,1 * p < 0,05 em relação à ICD. Figura 1 - Porcentagens de macronutrientes ingeridas na dieta dos atletas. Tabela 3. Valores médios + DP dos macronutrientes ingeridos (g) na dieta dos atletas. N = 8 CHO (g) CHO (g/Kg) Proteína (g) Proteína (g/Kg) Gordura (g) Média 352,2 5,1 97,4 1,4 98,5 DP 134,5 1,9 35,9 0,5 30,2
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Efeitos da prática de ginástica laboral sobre parâmetros antropométricos, composição corporal, flexibilidade e força
Oliveira, P. H. Z.; Duarte, A.C.G.O.; Barreto, S.M.G.; Viola,V.R.; Pereira,V.C.A.; Okabe, M.O.;Oliveira Netto, J. S.
Universidade Federal de São Carlos

EFEITOS DA PRÁTICA DE GINÁSTICA LABORAL SOBRE PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS, COMPOSIÇÃO CORPORAL, FLEXIBILIDADE E FORÇA Paulo H. Z. de Oliveira, Ana Cláudia G. O. Duarte, Selva M. G.Barreto, Vivian R. Viola, Vivian Carla A. e Pereira, Marcio Bazana Okabe, José Soares Oliveira Netto. Universidade Federal de São Carlos/ São Paulo; Brasil. Objetivos: Verificar a melhoria causada pelas sessões de Ginástica Laboral (GL) no período de abril/2004 a novembro/2004 na flexibilidade, IMC, % gordura, força de prensão manual e extensão de tronco em trabalhadores da Husqvarna - São Carlos/SP. Metodologia: Foram avaliados 43 trabalhadores, sendo 13 mulheres e 30 homens. Para a medição, foram utilizados dinamômetros da marca KRATOS®, banco de Wells e balança TOLEDO® modelo 2096PP com estadiômetro. Os testes de flexibilidade e força foram feitos em 3 tentativas, sendo considerado o maior resultado. A massa corporal foi calculada pela fórmula: IMC= peso/altura2. As sessões de GL consistiram de aplicações diárias de Treinamento Corretivo Postural. Resultados: Os funcionários foram divididos em 2 grupos: Grupo 1 composto de 21 pessoas que fizeram GL (48,84%) e grupo 2 composto de 22 pessoas que não fizeram GL (51,16%). No grupo 1, o aumento na flexibilidade ocorreu em 76,20% dos praticantes; o IMC diminuiu em 47,63% e a % Gordura diminuiu em 57,15%; os testes de prensão manual aumentaram em 85,72% na mão D e 80,95% na mão E. O teste de extensão de tronco aumentou em 52,38%. Já no grupo 2, a redução da flexibilidade ocorreu em 40,90% dos casos, porém em outros 40,90% a flexibilidade aumentou (destes, 36,35% praticam atividade física fora da empresa 2 x / semana). O IMC reduziu em 40,91% (destes 22,72% praticam atividade física extra-empresa) e aumentou em 36,37%. Já a % gordura aumentou em 45,45% e diminuiu em 40,91% dos casos (31,82% são praticantes de atividade física extra). A força de prensão manual aumentou em 66,68% na mão D e 52,39% na mão E. Esse aumento na força de prensão manual pode ser justificado pelo tipo de trabalho executado. O teste de extensão de tronco diminuiu em 57,15% dos casos. Conclusão: Não só a Ginástica Laboral, como também a atividade física programada, foram efetivas em promover melhora nos parâmetros físicos avaliados.
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Educação Física, ensino e diversidade cultural
Oliveira, R.C.;
FEF/UNICAMP

EDUCAÇÃO FÍSICA, ENSINO E DIVERSIDADE CULTURAL Rogério Cruz de Oliveira Mestrando em Educação Física FEF/UNICAMP Grupo de Estudo e Pesquisa Educação Física e Cultura (GEPEFIC) Apoio Financeiro CAPES Este estudo busca refletir sobre o ensino da Educação Física na escola frente à diversidade cultural dos educandos. Este tema está sendo desenvolvido por mim no curso de mestrado. O estudo torna-se relevante pelo destaque desse tema (diversidade cultural) no cenário educacional brasileiro. Na atualidade, há um consenso, para não dizer modismo/clichê, de que a escolarização deve considerar a realidade (diversidade cultural) dos educandos, ou seja, as diferenças apresentadas por eles. Essa premissa está posta nos textos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Na Educação Física, esse debate tem sido tratado na obra de Jocimar Daolio que, a partir de um referencial antropológico, afirma a necessidade do professor de Educação Física saber lidar com as diferenças dos seus alunos para que se tenha uma prática pedagógica efetiva desta disciplina. No entanto, a prática pedagógica, a partir desses pressupostos, corre o risco de, em nome da diversidade cultural dos educandos, cair num particularismo exagerado, ou seja, num reducionismo pedagógico, um - vale tudo, no qual as possibilidades são tantas quantas forem as diferenças. Um outro risco consiste na contemplação da diversidade cultural somente em datas comemorativas ou em momentos estanques do ensino, os chamados - penduricalhos pedagógicos. Em qualquer um dos casos, há que se questionar: como é possível o ensino da Educação Física que considere a diversidade dos educandos sem o risco de cair nessas armadilhas? Entendendo, a partir da Antropologia, que nem a igualdade absoluta, nem a diferença relativa são efetivamente adequadas para se compreender e solucionar os problemas da diversidade, é que situo o debate em torno da alteridade, no sentido de compreender que se faz necessário, para além do reconhecimento (constatação) da diversidade cultural, à valorização do diálogo, da comunicação entre as culturas.
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Avaliação da agressividade em escolares nas aulas de Educação Física
Oliveira, S.M.S.S.; Oliveira, A.; Oliveira, L.H.S.
Universidade do Vale do Sapucaí

AVALIAÇÃO DA AGRESSIVIDADE EM ESCOLARES NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Sandra Maria da Silva Sales Oliveira, Alessandro de Oliveira, Luis Henrique Sales Oliveira Professor (a) da Universidade do Vale do Sapucaí Este trabalho objetivou avaliar a agressividade em escolares, nas aulas de Educação Física. Participaram deste estudo 20 crianças de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental, com idade entre 7 a 10 anos do sexo masculino com uma conduta agressiva conforme queixa das professoras. O instrumento utilizado foi confeccionado pelos próprios autores da pesquisa com base na teoria sobre a agressividade infantil e com o objetivo de determinar a variação do comportamento agressivo antes e depois da prática de um programa de atividade física de seis meses que enfatizou a controle da agressividade nas aulas de Educação Física. Os mesmos foram aplicados na própria escola em horário regular de aula em duas etapas com intervalo de seis meses. Nos resultados da primeira aplicação observou-se que doze alunos demonstraram conduta agressiva, sendo que, uma delas se destacou por obter a pontuação máxima do questionário. Os resultados entre eles variaram de 25 a 40 pontos. Após seis meses realizou-se uma segunda aplicação do questionário com a mesma população e com o mesmo instrumento. Observou-se que das vinte crianças avaliadas, sete delas obtiveram em seus resultados mais que 24 pontos. Dessas 7 crianças, duas obtiveram 31 pontos, que foi o valor mais alto. Os resultados entre elas variaram de 26 a 31 pontos o que leva a perceber variações na agressividade, sendo um resultado menor do que na primeira aplicação. Ao separarmos por idade observou-se que houve uma diminuição nos níveis de agressividade em alunos de 7 anos e aumento nos níveis de agressividade nos alunos de 10 anos. Não foram encontradas mudanças no comportamento das crianças com 8 e 9 anos. Com base nestes resultados conclui-se que não se pode estabelecer uma relação de agressividade com a idade, mas pode-se inferir que 35% das crianças avaliadas, independente da idade apresentaram condutas de agressividade.
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O futsal e a otimização das competências afetivo sociais
Palandrani Jr., V.; Frigene, M.; Bergamo, V.R.
PUC Campinas

O FUTSAL E A OTIMIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS AFETIVO-SOCIAIS Vanderlei Palandrani Junior; Vagner Roberto Bergamo; Martha Frigene. Centro Interdisciplinar de Atenção ao Deficiente (CIAD) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas. O esporte coletivo, em especial o futsal, por sua popularidade e facilidade prática, pode contextualizar um ambiente participativo e inclusivo. A partir de sua caracterização lúdica, promove-se a participação e motivação dos participantes diante da conseqüente criação de um ambiente favorável capaz de despertar o desejo, a curiosidade e o interesse pela prática esportiva. O presente estudo buscou identificar situações e estratégias de ensino capazes de interferir no comportamento afetivo-social das pessoas com deficiência mental, por meio da prática do esporte coletivo futsal bem como definir possíveis formas de observação e controle dos efeitos produzidos. Uma amostra, constituída por 15 pessoas com deficiência mental do sexo masculino e idade cronológica entre 17 e 33 anos, tem sido acompanhada longitudinalmente durante o período de 2 anos em que participam regularmente de duas sessões semanais com duração de 2 horas do projeto "Futsal" oferecido aos atendidos do CIAD - PUC-Campinas. Quanto às formas de controle e avaliação, esta pesquisa está fundamentada pela análise dos relatórios diários de atividades realizados na companhia dos atendidos que constituem a amostra, observações, fotos e filmagens das atividades. Um diagnóstico inicial apresentou ampla diversidade referente às capacidades, dificuldades e limitações individuais existentes no grupo, fato generalizado para o qual deve-se direcionar os esforços a partir de um planejamento orientado aos objetivos de participação, inclusão social e cooperação. Em decorrência a esta essência heterogênea, coube aos professores, eleger outros agentes competentes pertencentes ao grupo, estes, eleitos parceiros, sentiam-se responsáveis por ajudar tomando a iniciativa de observar, incentivar, orientar e auxiliar os companheiros que apresentavam maiores dificuldades em determinada atividade. Concomitantemente, vivenciavam novas experiências a cada dia (desenvolvendo seus conceitos, percepções e capacidade de criatividade) por meio da busca de alternativas e estratégias que auxiliassem o companheiro. Diante à existência de um ambiente que considere a individualidade e valorize a diversidade a partir das interações e cooperações entre as diferentes competências existentes em um grupo, o ambiente do futsal impõe-se como fator determinante à contextualizar diversificadas experiências e vivências de situações oportunas à otimização das competências afetivo-sociais, exigidas tanto para a prática esportiva como para o desempenho de atividades diárias, autonomia e qualidade de vida.
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Efeitos da freqüência relativa de conhecimento de resultados (cr) na aquisição de habilidades seriadas
Palhares, L.R.; Bruzi, A.T.; Fialho, J.V.A.P.; Lage, G.M.; Ugrinowitsch, H.; Benda, R.N.
Universidade Federal de Minas Gerais

EFEITOS DA FREQÜÊNCIA RELATIVA DE CONHECIMENTO DE RESULTADOS (CR) NA AQUISIÇÃO DE HABILIDADES SERIADAS Leandro Ribeiro PALHARES, Alessandro Teodoro BRUZI, João Vitor Alves Pereira FIALHO, Guilherme Menezes LAGE, Herbert UGRINOWITSCH e Rodolfo Novellino BENDA Grupo de Estudos em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora (GEDAM-LAPES) / Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) / Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) O presente estudo verificou os efeitos da freqüência de CR na aquisição de habilidades motoras seriadas. Uma amostra de 30 voluntários, com idade de 23 + 5,2 anos e sem experiência prévia com a tarefa, foi distribuída aleatoriamente em três grupos (n= 10). A tarefa utilizada foi o transporte de bolas de tênis entre os recipientes de uma plataforma de madeira, com seqüenciamento e tempo-alvo predeterminados. Os sujeitos praticaram 60 tentativas na fase de aquisição recebendo CR com 100%, 66% ou 33% de freqüência (G100, G66 ou G33, respectivamente). O intervalo intertentativas utilizados foi de 8 segundos. Após dez minutos realizou-se o teste de retenção imediato, com 10 tentativas da mesma tarefa da fase de aquisição, porém sem CR. Em seguida, realizou-se o teste de transferência imediato, com 10 tentativas de um novo seqüenciamento e tempo-alvo. No dia seguinte, realizaram-se os testes de retenção e transferência atrasados, mantendo as mesmas características do dia anterior. A ANOVA two way com medidas repetidas no segundo fator e o teste post hoc de Tukey não acusaram diferenças na média e no desvio padrão do erro absoluto entre os grupos em nenhuma fase do experimento. Os resultados, principalmente em relação aos efeitos relativamente duradouros presentes nos testes de 24 horas, contrariam a premissa que o CR fornecido com freqüência de 100% é prejudicial à aprendizagem. Estes achados permitem especular se os efeitos negativos de dependência conseqüentes do fornecimento de CR na freqüência de 100% seriam anulados pelo intervalo intertentativas, pois este propiciaria o fortalecimento do feedback intrínseco e dos mecanismos de detecção e correção dos erros. Apesar do intervalo intertentativas ser uma variável independente do estudo, sua influência pode ser associada com a freqüência relativa. Assim, os resultados encontrados podem ser analisados sob a perspectiva da combinação de variáveis tornando-se necessário novos estudos para confirmar esta possível (re)interpretação do papel das variáveis independentes na aprendizagem motora. Leandro Palhares é bolsista CAPES (Mestrado).
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Engenharia de reabilitação: avaliações fisiológicas e biomecânicas
Paolillo, A. R.; Paolillo, F. R.; Venturini, A.E.JF; Cliquet Jr., A.
UNICAMP

ENGENHARIA DE REABILITAÇÃO: AVALIAÇÕES FISIOLÓGICAS E BIOMECÂNICAS Alessandra Rossi Paolillo2; Fernanda Rossi Paolillo1; Alberto Cliquet Jr.1, 2 1Departamento de Engenharia Elétrica e Interunidades em Bioengenharia (Escola de Engenharia de São Carlos, Instituto de Química de São Carlos e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) - USP 2Departamento de Ortopedia e Traumatologia (Faculdade de Ciências Médicas) - UNICAMP A Engenharia de Reabilitação consiste no desenvolvimento de instrumentação médica - dispositivos eletrônicos, mecatrônicos, sensores e inteligência artificial - para reabilitação dos portadores de deficiências físicas. Este estudo tem o intuito de apresentar a aplicação clínica da Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) e as áreas de pesquisas inerentes à técnica, por meio de avaliações fisiológicas e biomecânicas. A EENM possibilita seqüências de movimentos de membros superiores e inferiores que restauram e/ou recuperam as funções perdidas de paraplégicos e tetraplégicos, tais como, ficar em pé, caminhar, alcançar e pegar objetos. Este sistema vem sendo implementado através de Estimuladores Multicanais microcontrolados com sensores strain gages, eletrogoniômetros, acelerômetros, redes neurais artificiais, além do acionamento por voz e estímulo eletrotáctil acima do nível de lesão associado às fases da marcha ou à força de preensão. Também são realizadas avaliações biomecânicas e fisiológicas para potencializar a interface homem-máquina, por exemplo, a análise do movimento de alcance e da marcha utilizando câmeras infravermelho de captura do movimento e plataforma de força, bem como, a análise dos parâmetros cardio-respiratórios pelo consumo de oxigênio e eletrocardiograma. Portanto, alguns principais efeitos terapêuticos constatados foram: (i) aumento da capacidade cardio-respiratória em função de 6 meses de tratamento; (ii) reversão da osteoporose, verificada por densitometria óssea que mostrou ganho acima de 25% do conteúdo mineral ósseo na região proximal do fêmur em 1 ano de EENM, benefício decorrente do efeito piezoelétrico que conduz à osteossíntese; (iii) retorno da sensibilidade e do movimento voluntário em paraplégicos e tetraplégicos, explicado por recentes estudos neurofisiológicos, realizados com Potencial Evocado e eletromiografia (EMG), baseados na ativação do Gerador de Padrão Central (CPG) durante o treinamento da marcha, bem como, pela presença do reflexo intermembros, que sugere a recuperação da função medular. Os autores agradecem a Fundação de Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) - Processo n° 96/12198-2.
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Os códigos sociais corporais entre os estudantes do ensino fundamental
Papaléo, F.A.G.; Ferreira, L.A.
Unesp/Bauru

OS CÓDIGOS SOCIAIS CORPORAIS ENTRE OS ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL Flaviani Abreu G. Papaléo; Lílian Aparecida Ferreira Departamento de Educação Física/Universidade Estadual Paulista/Bauru É a experiência acumulada culturalmente que ensina o corpo os códigos sociais relativos ao ambiente no qual ele está inserido. Identificar as fontes dessa experiência pode auxiliar a Educação Física escolar a melhor compreender o corpo, bem como, auxiliar na construção de estratégias educativas que fomentem vivências que valorizem a sensibilidade, o autoconhecimento, a valorização do próprio corpo e o reconhecimento dos seus limites. Neste contexto, este estudo teve como objetivo investigar os códigos sociais corporais entre alunos que freqüentam o terceiro ciclo do ensino fundamental. A investigação se estruturou por uma pesquisa qualitativa de caráter exploratória. Os sujeitos participantes foram 30 alunos do terceiro ciclo do ensino fundamental (5ª e 6ª séries) de ambos os sexos, com idades entre 11 e 13, de uma instituição particular de ensino. A coleta de dados se deu através de entrevistas semi-estruturadas realizadas durante um mês de investigação. Os dados revelaram que: 1)53% está satisfeito com o corpo, 47% se sente insatisfeito; 2) 50% reconhece a mídia como principal influenciadora de suas concepções corporais, 17% admite influência dos amigos e colegas, 13% destaca os profissionais da saúde, 10% a opinião dos pais, esportistas e religiosos, outros 10% salienta que nada influencia; 3)47% afirma realizar dietas para emagrecer, enquanto 53% nunca realizou nenhuma forma de regime alimentar; 4)93% pratica algum tipo de atividade física; 5)dos ativos, 33% pratica exercícios para emagrecer e manter a forma física, 20% por prazer e diversão, 23% busca um corpo mais saudável evitando o sedentarismo e 17% para buscar carreira profissional no esporte; 6)50% relaciona as aulas de Educação Física como uma das ferramentas para obtenção de saúde para o corpo, 40% com o objetivo de aprendizagem dos movimentos e das diversas formas da prática esportiva, 10% destaca o divertimento e uma forma de sair da rotina da sala de aula. Esses dados destacam a necessidade de se buscar estratégias nas aulas de Educação Física escolar para problematizar a questão do corpo de modo a contribuir para a formação de um cidadão mais crítico e sensível com relação aos códigos sociais corporais.
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Uso de corda elástica na determinação da aptidão anaeróbia em nado atado
Papoti, M.; Contezini, T.S.; Freitas Jr., P.B.; Prado Jr., M.V.; Zagatto, A.M.; Marins, L.E.B.; Cunha, S.A.; Gobatto, C.A.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

USO DE CORDA ELÁSTICA NA DETERMINAÇÃO DA APTIDÃO ANAERÓBIA EM NADO ATADO Marcelo Papoti1,2, Thiago S. Contezini3, Paulo B. de Freitas Jr4, Milton V. Prado Jr3, Alessandro M. Zagatto5 Luiz E. B. Marins6, e 7Sergio A. Cunha. 1CEPAF-FIB-Bauru; 2Laboratório de Biodinâmica-UNESP- Rio Claro; 3LAPEF-UNESP-Bauru; 4LEM-UNESP-Rio Claro; 5UFMS; 6UNICAMP-SP, 7UNESP-Rio Claro Orientador: Claudio Alexandre Gobatto. O presente estudo teve como objetivo verificar a possibilidade de substituir o fio de aço por corda elástica para a determinação da aptidão anaeróbia em nado atado (APANA). Foram avaliados 10 nadadores treinados com idade 14 0,9 anos. A APANA foi assumida como a força média em nado atado e determinada com dois esforços máximos de 30s e intervalo de 20min estando os nadadores conectados por fio de aço (APANAFa) e corda elástica (APANACe) (tubo cirúrgico n 204) a um dinamômetro contendo células de carga. Após 24 horas foi determinada a performance máxima (Pmáx), assumida como a média das velocidades durante 8 esforços máximos de 25m nado crawl separados por 20s. Os valores de APANAFa e APANACe foram comparados através do teste t de student para amostras dependentes. Para as relações entre os valores de APANAFa e APANACe e de Pmáx, foi utilizado o teste de correlação de Pearson (P<0,05). Foi verificada diferença significativa a APANAFA (75,62 18,20 N) e a APANACe (71,62 13,90 N). No entanto esses valores foram altamente correlacionados (r=0,99) e apresentaram significativas correlações com a Pmax (1,59 0,17 m.s-1, Tabela 1). Tabela 1 Cruzamento entre os valores de APANAFA e APANACE com os de Pmáx. APANAFA (N) APANACE (N) Pmáx (m.s-1) r=0,75* r=0,82* *Correlação significativa para P<0,05. Os resultados do presente estudo evidenciaram a possibilidade de substituir o fio de aço por corda elástica para determinar a APANA de nadadores.
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Efeito de dois tipos de combinação de prática constante e variada no desempenho de uma habilidade de "TIMING" coincidente
Paroli, R.; Basso, L.; Walter, C.; Cattuzzo, M.T.; Oliveira, J.A.; Tani, G.
Universidade de São Paulo

EFEITO DE DOIS TIPOS DE COMBINAÇÃO DE PRÁTICA CONSTANTE E VARIADA NO DESEMPENHO DE UMA HABILIDADE DE "TIMING" COINCIDENTE Rejane Paroli; Luciano Basso; Cinthya Walter; Maria Tereza Cattuzzo; Jane A. de Oliveira; Go Tani Laboratório de Comportamento Motor/ Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo Ao longo de anos, enfatizou-se a superioridade da prática variada sobre a prática constante, porém, estudos recentes têm mostrado que essas duas práticas se complementam, sendo a prática constante seguida da variada a que proporciona melhores resultados na aprendizagem. Entretanto ainda existem dúvidas a respeito de como deve ser essa prática variada. Este trabalho teve por objetivo investigar o efeito dos tipos de prática variada - por blocos e aleatória - combinada com a prática constante na aquisição de uma habilidade de timing coincidente quando é manipulado o aspecto efetor da tarefa. Sessenta universitários, divididos em dois grupos, tinham que executar uma seqüência de cinco toques com os dedos da mão preferida, de modo que o quinto toque coincidisse com o acendimento do último diodo da canaleta. Na fase de aquisição, os dois grupos praticaram a tarefa sem mudanças até atingir o desempenho critério de três tentativas consecutivas com erro de até 30 ms. Em seguida realizaram mais 36 tentativas de forma variada aleatória ou por blocos com três seqüências de toques. Na fase de adaptação, foram realizadas mais 27 tentativas com uma nova seqüência de toques. Foram encontradas diferenças significativas entre os grupos para a medida de erro absoluto, erro variável e acerto de execução no primeiro e terceiro blocos da fase de aquisição com o grupo de prática constante por blocos (PCB) mostrando desempenho superior ao do grupo de prática constante aleatória (PCA). Na fase de adaptação foram encontradas diferenças significativas entre os grupos para a medida de erro absoluto no primeiro bloco da fase, com o PCB mostrando mais precisão que o PCA. Os resultados mostraram que a prática constante seguida da prática por blocos proporcionou melhores condições para a adaptação a uma nova tarefa do que a prática constante seguida da prática aleatória.
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A academia corporativa e a qualidade de vida na empresa
Paschoalino Jr.,L.C.; Duarte, A.C.G.O,
Fundação Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

A ACADEMIA CORPORATIVA E A QUALIDADE DE VIDA NA EMPRESA Luiz Carlos Paschoalino Junior; Ana Cláudia Garcia de Oliveira Duarte (O) UFSCar - Universidade Federal de São Carlos Ouvimos falar cada vez mais em qualidade de vida: tema atualmente muito abordado pelo mundo corporativo. Muitas empresas estão desenvolvendo ações e investindo em recursos para melhorar a saúde e o bem estar de seus colaboradores, dentre elas oferecer Academias de Ginástica exclusivas para funcionários em suas próprias instalações. Nestas, são realizados programas com o intuito de melhorar o humor, diminuir a tensão, prevenir lesões e doenças causadas por movimentos repetitivos e/ou falta de atividade física (LER/DORT, Aterosclerose, Hipertensão, Obesidade, etc.), assim promovendo o aumento da produtividade, o menor índice de absenteísmo e a minimização dos custos com assistência médica. Neste contexto, uma indústria multinacional de eletrodomésticos, amparada por uma empresa fornecedora de convênio médico, ambas do município de São Carlos, se uniram em busca de um objetivo comum: conscientizar os funcionários sobre a promoção da saúde, por meio da prática regular de exercícios em uma academia dentro da fábrica. Com o propósito de avaliar quanto à qualidade do trabalho desenvolvido nesta academia, um questionário foi entregue aos alunos (n=55) após um tempo mínimo de cinco semanas de treinamento efetivo. A partir da análise dos dados coletados, pode-se atentar às seguintes considerações: 93% dos indivíduos estão alcançando seus objetivos, estão mais dispostos e tiveram sua auto-estima elevada; a procura ao ambulatório médico (indicativo para distúrbios decorrentes do trabalho, absenteísmo e afastamentos) diminuiu para 76% dos frequentadores, assim como o uso de medicamentos (fator de relevância sobre a saúde do indivíduo), foi reduzido ou cessado por 14% dos alunos. Como garantia do caráter educativo do trabalho, 100% afirma estar esclarecida quanto aos fatores relacionados ao exercício praticado, que já foi incorporado por seus freqüentadores, pois 96% dos alunos questionados vão a academia não só pela necessidade, mas também pelo prazer e pelo hábito da realização da atividade. Nas questões abertas, apesar das reivindicações pela ampliação da academia, os alunos deixaram evidente a aprovação pelo encaminhamento profissional, sério e individualizado. Para tais fins, podemos identificar a real importância da Academia Corporativa, que não se trata apenas de luxo, mas sim de necessidade. Ela não apenas fortalece naqueles que a praticam, o corpo, a auto-estima e o desempenho, mas outros valores importantes, como o educativo e o emocional, ao passo que o caráter de troca produtiva cede lugar a uma relação mais humana e saudável.
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Ginástica geral: uma nova proposta para a Educação Física Escolar.
Paschoalino, T.S.; Bispo, I.A.
Centro Universitário Central Paulista

GINÁSTICA GERAL: UMA NOVA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Thalita Salgado Paschoalino, Inalda Aparecida Bispo (O) Centro Universitário Central Paulista. A educação física escolar no Brasil, ainda hoje está vinculada a valores mecânicos e geralmente embasada em modalidades esportivas que enfatizam com maior relevância os aspectos físico e de rendimento dos alunos, estereotipando a área. Os professores geralmente transmitem atividades de maneira pronta e acabada podando o processo de descoberta e conscientização corporal da criança. Diante desse pressuposto a Ginástica Geral pode ser introduzida como uma nova proposta para os professores de educação física no ambiente escolar, por ser uma modalidade demonstrativa orientada para o lazer, fundamentada nas atividades gímnicas e nas manifestações culturais. É uma ginástica sem restrições e regras, adaptada aos interesses de seus praticantes e que, principalmente, promove as trocas de experiências entre eles. Nesta perspectiva, este trabalho traz como proposta, oportunizar ao aluno o resgate e o aprendizado da ginástica na escola levando-se em conta as experiências pessoais, o diálogo, a criatividade; além de incitá-lo a redescobrir, revelar, compartilhar e criar novas possibilidades de ação. A metodologia consiste em uma revisão bibliográfica que cotrapõe o modelo de educação fisica escolar atual, com uma nova possibilidade de ação que a ginástica geral oferece, colocando-a como um importante instrumento para a formação pessoal da criança e pela facilidade de incorporá-la ao processo educacional. Para tais fins, ressalta-se a importância do professor de educação física escolar em assumir o papel de estimulador e orientador do processo educativo através da ginástica geral que propicia novas oportunidades de expressão; e mesmo esta sendo desenvolvida de maneira insuficiente na formação do profissional é necessário que os educadores da área busquem uma conscientização dos significados e das possibilidades do desenvolvimento corporal da criança valorizando-a como um ser integral.
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Alterações da composição corporal em obesas na meia idade através da prática do Deep Water Running
Pasetti, S. R.; Gonçalves, A.; Padovani, C. R.
FEF/UNICAMP

ALTERAÇÕES DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM OBESAS NA MEIA IDADE ATRAVÉS DA PRÁTICA DO DEEP WATER RUNNING Sérgio Ricardo Pasetti¹; Aguinaldo Gonçalves¹; Carlos Roberto Padovani² ¹ Faculdade de Educação Física/Unicamp; ² Instituto de Biociências/ Unesp - Botucatu O exercício aquático Deep Water Running (DWR) é realizado em piscinas fundas em que o praticante utiliza flutuador preso à cintura, o que lhe permite manter o corpo submerso até a linha dos ombros com segurança para realizar o movimento de corrida na água sem contato com o chão. Trata-se de atividade com menor exposição do corpo, fácil aprendizado (já que não é necessário saber nadar) e com reduzidos riscos de lesões devido a ausência de impacto. Este estudo verificou os efeitos do DWR em intervenção de 17 semanas, sem restrição alimentar, com três sessões semanais de 52 minutos, sobre a composição corporal (peso, percentual de gordura e circunferências) em 31 obesas entre 38 a 57 anos de idade (47,93 ± 5,46 anos) em estudo experimental de grupo único. A periodização envolveu incremento da intensidade de esforço a cada três semanas (60 a 80% da freqüência cardíaca de reserva, obtida através de teste específico para o DWR - Protocolo Wilder; Brenann; Schotte), sendo as três últimas destinadas ao treinamento intervalado de alta intensidade com recuperação ativa. No plano analítico utilizou-se o teste t de Student; para exploração de variáveis de interesse adotou-se coeficiente de Spearman. Discussões se deram a 5% de significância. Os resultados apontaram: pequeno aumento do peso sem significância estatística (p>0,05); redução da gordura localizada (Protocolo Pollock) triciptal (p<0,001), suprailíaca (p<0,001) e medial da coxa (p<0,001) e diminuição do percentual de gordura (p<0,01); aumento de circunferência de braço direito e esquerdo (p<0,001), coxa direita e esquerda (p<0,001). A correlação não apontou nenhuma significância estatística entre idade e percentual de gordura (p>0,05). Conclui-se que o DWR mostra-se favorável para mudanças da composição corporal e a redução de gordura independe da faixa etária das voluntárias. Apoio: FAPESP/ CNPq / FAEP - Unicamp.
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Perfil bioquímico seriado coletado no membro posterior de ratos durante sessão de estimulação elétrica.
Pasini Neto, H.; Forti, F.; Cancelliero, K.M.; Silva, C.A.; Guirro, R.R.J.
Universidade Metodista de Piracicaba

PERFIL BIOQUÍMICO SERIADO COLETADO NO MEMBRO POSTERIOR DE RATOS DURANTE SESSÃO DE ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA. Hugo Pasini Neto, Fabiana Forti, Karina M. Cancelliero, Carlos Alberto da Silva, Rinaldo R.J. Guirro. Programa de Pós graduação - Mestrado em Fisioterapia, UNIMEP. Objetivo: Avaliar a concentração plasmática de lactato, glicose e as reservas musculares de glicogênio (RG) de ratos durante uma sessão de estimulação elétrica neuromuscular (EE). Métodos e Resultados: Ratos machos, Wistar ( 3meses, n=4) foram submetidos a uma sessão de EE (f=10Hz, fase=0,3ms) durante 20 minutos com eletrodos percutâneos (1cm2) localizados na região inguinal e no tríceps sural direito. A intensidade inicial da corrente foi padronizada em 5mA, sendo aumentada 1mA a cada 5 minutos. Os animais foram anestesiados com Tiopental (40mg/Kg peso) e o sangue foi coletado através da veia femoral nos seguintes tempos (minutos), a partir da EE (0): -5, 0, 5, 10, 20, 25, 30, 35 para a análise da lactatemia e glicemia através de kits de utilização laboratorial. Após o sacrifício, os músculos sóleo (S), gastrocnêmio branco (GB) e vermelho (GV), tibial anterior (TA) e extensor digital longo (EDL) foram retirados para análise do glicogênio (método fenol sulfúrico). A análise estatística constou da ANOVA, seguida do teste t (p<0,05). Resultados: A EE promoveu redução nas RG, sendo 56,5% menores no S, 62,7% no GB, 46,9% GV, 36,8% no TA e 21% no EDL. Com relação à glicemia, esta se manteve em níveis normoglicêmicos, havendo somente redução significativa do tempo 20 (71 1,96) se comparado ao valor antes da EE (81,25 2,25). Quanto à lactatemia, esta também se manteve em níveis normais, porém no tempo 5 (3,65 0,10) e 20 (3,8 0,21) houve elevação significativa se comparado ao período antes da EE (3,05 0,16). Conclusões: A EE promoveu elevação na lactatemia e redução nas RG, mostrando similaridades com o exercício físico.
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Adaptações metabólicas de ratos treinados e administrados com baixas doses de Dexametasona submetidos ao exercício físico agudo.
Pauli, J. R.; Crespilho, D. M.; Leme, J. A. C. A.; Gomes, R. J.; Rogatto, G. P.; Luciano, E.
UNESP - Rio Claro

ADAPTAÇÕES METABÓLICAS DE RATOS TREINADOS E ADMINISTRADOS COM BAIXAS DOSES DE DEXAMETASONA SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO. José Rodrigo Pauli; Daniel Manuel Crespilho; José Alexandre Curiacos de Alemeida Leme; Ricardo José Gomes; Gustavo Puggina Rogatto; Eliete Luciano. UNESP - Campus de Rio Claro, Instituto de Biociências, Departamento de Educação Física. O objetivo do estudo foi verificar as adaptações metabólicas de ratos treinados que receberam baixa dose de dexametasona (DEXA) submetidos a uma sessão aguda de exercício físico. Utilizou-se ratos Wistar, distribuídos em 4 grupos: Controle Sedentário (CS), Controle Treinado (CT), Dexametasona Sedentário (DxS) e Dexametasona Treinado (DxT). O treinamento consistiu de 1 hora de natação, 5x/semana, com sobrecarga de 5% do peso corporal e administrou-se 2µg de DEXA diluída em 150µl de NaCl - 0,9%, via subcutânea, 5x/semana, 1x/dia, durante 10 semanas. Previamente ao sacrifício realizou-se o teste de tolerância à insulina (ITT). Ao final do experimento os animais nadaram durante 1 hora sem sobrecarga adicional ao seu peso corporal. Ao final do esforço, sacrificaram-se os animais e realizou-se a análise da glicose, AGL, ACTH, ácido ascórbico e peso da glândula adrenal. A análise estatística foi feita por ANOVA e aplicação do teste post-hoc de Newman-Keuls, p<0,05. A taxa de remoção da glicose durante o ITT foi menor nos animais DxS. A glicemia foi maior no grupo DxT comparado aos outros grupos. O nível de AGL foi menor nos ratos treinados. O ACTH apresentou um aumento significativo apenas nos ratos controles ao final do esforço agudo. Quanto aos níveis de ácido ascórbico este foi maior nos ratos DxS. Conclui-se, que a dexametasona causou resistência à insulina nos ratos sedentários. O nível mais alto de glicose no grupo CT deve-se a adaptações que a DEXA promove sobre o mecanismo de regulação da glicogenólise e da gliconeogênese hepática. Os teores reduzidos de AGL nos grupos treinados pode ter contribuído na sensibilidade à insulina. Os níveis maiores de ácido ascórbico no grupo DxS demonstra que a DEXA pode ter promovido menor síntese hormonal pelas adrenais. Por outro lado, o exercício regular contribuiu na melhora da sensibilidade à insulina, tendo ainda um papel importante na modulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo os efeitos supressivos da droga. Apoio financeiro: CNPq.
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Programa de instrução para provisionados: qual é a finalidade?
Pegoretti, C.;
Faculdades Integradas de Amparo

PROGRAMA DE INSTRUÇÃO PARA PROVISIONADOS: QUAL É A FINALIDADE? Cintia Pegoretti Faculdades Integradas de Amparo A idéia de escrever esse relato surgiu de inquietações decorrentes de lecionar um módulo do curso promovido pelo sistema CREF/CONFEF, para a legalização profissional dos atuantes, não graduados, em Educação Física. Quando fui apresentada ao conteúdo e à duração do módulo, percebi que os temas e conteúdos escolhidos pelo sistema eram coerentes e importantes para a formação de um profissional, mas o tempo era insuficiente para o esclarecimento e incorporação dos mesmos. Assimilar e incorporar conceitos e conteúdos sobre Ética Profissional, Biodinâmica do Movimento e Anatomia Humana, em questões de horas, era o mesmo que tentar sintetizar parte do curso de graduação em Educação Física em semanas. Minha formação acadêmica (graduação e pós-graduação) ocorreu dentro de Universidades (Unesp - Rio Claro e Unicamp, respectivamente), e embutiu em minha personalidade o reconhecimento da importância do conhecimento científico para a prática profissional. E com isso, compreendia que tal iniciativa, chamada de instrução, não apresentava-se satisfatória. Mas ao mesmo tempo, não conseguia imaginar outras soluções para a habilitação desses atuantes na área da Educação Física. Assim, inseri-me para ministrar esses módulos com a intenção de conhecer quais seriam as perspectivas e dificuldades desses atuantes, e como poderíamos realmente ajudá-los durante o processo de legalização. Durante o módulo, percebi que nem eu, e muito menos o sistema, possuíamos compreensão sobre a finalidade de estar sendo ministrado tal curso. Não tínhamos informações sobre a continuidade da oferta de cursos para um processo continuado de aprendizagem. Nem sobre como essas pessoas seriam diferenciadas durante a atuação profissional dos demais graduados, e conseqüentemente como seria estabelecida uma taxa a ser paga para o exercício de sua profissão. Frente a tais perguntas, pude perceber que todos nós estávamos apenas solucionando o problema da não habilitação, mas sem saber definir o que é, o que faz e como deve ser a prática diária dos profissionais provisionados. A meu ver, a universidade é o local mais propício para uma reflexão crítica sobre essa questão, e se torna local adequado para estabelecer todas as diferenças entre provisionados e profissionais da Educação Física. Somente depois de concebidas e aceitas as diferenças, será possível abolir o preconceito existente entre ambas partes. Entendendo-se a Educação Física constituída por seres plurais.
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A Importância do Foco Externo e Interno da Atenção na Aprenizagem de Habilidades Motoras
Pereira, A.N.; Lage, G.M.; Gomes, T.V.B.; Benda, R.N.
Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE

A IMPORTÂNCIA DO FOCO EXTERNO E INTERNO DA ATENÇÃO NA APRENDIZAGEM DE HABILIDADES MOTORAS Alessandro Nobre Pereira1 , Guilherme Menezes Lage1,2, Thábata Viviane Brandão Gomes2 , Rodolfo Novellino Benda2 1 - Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE 2 - Universidade Federal de Minas Gerais / Grupo de Estudos em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora - GEDAM / Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional A direção do foco é uma das dimensões da atenção que os indivíduos solicitam para terem um desempenho bem sucedido. O foco pode estar relacionado na atenção em fontes de informações no ambiente (foco externo) ou em informações internas (foco interno). Estudos apontam que a direção do foco externo é mais benéfica à aquisição de habilidades motoras comparado ao foco interno da atenção. O presente estudo verificou a importância do foco interno e externo da atenção numa tarefa de preensão manual utilizando o dinamômetro. Formaram-se dois grupos (n=12): grupo com foco de atenção interna (FI) e grupo com foco de atenção externa (FE). O grupo FI realizou a tarefa direcionando a atenção para o antebraço e para as informações proprioceptivas geradas na execução da tarefa, sem ter informação visual da mão e do instrumento; o grupo FE direcionou a atenção para a empunhadura do dinamômetro com restrição visual do antebraço. Todos os sujeitos foram restringidos à leitura do visor do dinamômetro; realizaram a tarefa com a meta de atingir 50% da força máxima. Na fase de aquisição os sujeitos praticaram 30 tentativas com fornecimento de Conhecimento de Resultado (CR). Após 15 minutos, realizou-se o teste de retenção imediata e 24 horas depois, o de retenção atrasada, em ambos os testes os sujeitos realizaram 10 tentativas. Para a fase de aquisição, foi utilizada a ANOVA two way (2 grupos x 6 blocos). No erro absoluto, verificou-se diferença entre blocos (F3,66= 12,78, p<0,01), com o teste de Tukey indicando inferioridade do primeiro bloco sobre os demais (p<0,01). A análise do desvio padrão mostrou uma diferença marginal entre grupos, sugerindo que o grupo FE foi mais variável que o grupo FI (F1,22= 3,4, p = 0,078), e o teste de Tukey indicou inferioridade do primeiro bloco em relação ao terceiro, quarto e quinto bloco (p<0,01). Para os testes, na análise do desvio padrão, o teste de Tukey indicou que RI1 foi inferior a RI2 (p<0,01), RA1 inferior a RI2 (p<0,01) e a RA2 (p<0,05). Conclui-se que para esta tarefa, o foco externo em comparação com o foco interno, não foi determinante para a aprendizagem.
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A Influência do Impulso Concêntrico na Exaustão de Saltos Verticais
Pereira, G; Kokubun, E.
UNESP-Rio Claro e Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo

A INFLUÊNCIA DO IMPULSO CONCÊNTRICO NA EXAUSTÃO DE SALTOS VERTICAIS Gleber Pereira1,2, Eduardo Kokubun1 1Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, Brasil 2Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, São José do Rio Pardo, Brasil Há relação significativa entre a altura e o impulso concêntrico em salto vertical realizado com contra-movimento (countermovement jump, CMJ). No entanto, o comportamento do impulso concêntrico durante CMJs realizados até a exaustão ainda não foi verificado. Por isso, o objetivo do presente estudo foi verificar se há diminuição do impulso concêntrico quando o indivíduo não consegue manter a altura do salto vertical ao realizar CMJs até a exaustão. Participaram 10 indivíduos do sexo masculino (21,4 2,4 anos; 1,80 0,1 m; 77,9 5,3 kg; 24,0 1,1 kg/m2) que realizaram, até a exaustão, CMJ semelhante ao movimento de bloqueio no voleibol com intervalos que variaram entre 4 e 9,7 segundos entre cada salto vertical. A exaustão foi caracterizada pela incapacidade do indivíduo em alcançar por três vezes consecutivas uma altura preestabelecida em 95% da altura máxima do salto vertical. Uma plataforma de força (Kistler modelo 9286A) foi utilizada para acessar a força de reação do solo vertical e calcular o impulso concêntrico e a altura do salto vertical. Para comparar os valores de impulso concêntrico e da altura do salto vertical nos instantes inicial, intermediário e final foi realizada ANOVA para medidas repetidas e post hoc de Scheffé (p<0,05). Também foi determinada correlação de Pearson entre as variáveis impulso concêntrico e altura do salto vertical. O impulso concêntrico nos instantes inicial (251,0 17,7 Ns) e intermediário (246,4 16,2 Ns) foram significativamente maiores em relação ao instante final (239,6 16,1 Ns). Quanto a altura do salto vertical, o instante inicial (0,41 0,07 m) foi maior que o intermediário (0,39 0,06 m) e o final (0,37 0,07 m) de maneira significativa, e o instante intermediário também foi maior do que o final. A correlação entre o impulso concêntrico e altura do salto vertical se mostrou significativa (r = 0,54). Os resultados indicam que há uma diminuição do impulso concêntrico quando o indivíduo não consegue manter a altura do salto vertical, porém esta redução explica parcialmente a exaustão que deve ter influência de outros mecanismos.
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A Ginástica de Rua e os Adolescentes da Praça do Sol em Gurupi-TO e suas Relações com as Políticas Públicas do Lazer
Pereira, O.M.; Silva Neta, O.V.; Silva, L.G.; Neves, R.L.R.; Lacerda, P.J.C.; Ribeiro, J.C.; Asano, R.Y.; Farencena, E.Z.P.
Univeridade Regional de Gurupi - UNIRG-TO

A GINÁSTICA DE RUA E OS ADOLESCENTES DA PRAÇA DO SOL EM GURUPI-TO E SUAS RELAÇÕES COM AS POLÍTICAS PÚBLICAS DO LAZER Osmar Martins Pereira.1 Lucilene Gomes da Silva. 2 Ricardo Lira Rezende Neves.2 Paulo José Cabral Lacerda.2 Jean Carlo Ribeiro.2 Ricardo Yukio Asano². Eliana Zellmer Poerschke Farencena 2. Olminda Vieira da Silva Neta.3 1 Autor Graduado em Educação Física pela UNIRG - TO. 2 Co-autores e Professores do Curso de Educação Física da UNIRG-TO. 3 Co-autora e Professora da rede Estadual de Ensino de Gurupi - TO O lazer e seus espaços públicos na cidade de Gurupi-TO são nitidamente deixados em segundo plano em virtude da inexistência de políticas públicas que contemplem este elemento. Diante desta problemática este estudo pretendeu compreender o fenômeno "Ginástica de Rua" enquanto manifestação cultural popular, teve como base teórica o processo histórico da Ginástica e suas relações com o lazer. Apoiou-se nos estudos de Soares (1998) e Marcellino (2000), entre outros. Na metodologia optou-se pela abordagem qualitativa, empregando a pesquisa do tipo descritiva em um estudo de caso com seis adolescentes que praticavam acrobacias aos finais de semana na Praça do sol em Gurupi-TO. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, observação participante, registro audiovisual e diário de campo. Os resultados obtidos na pesquisa indicam a importância de se estudar, respeitar e valorizar as diversas manifestações da cultura corporal, especialmente aquelas de natureza popular e espontânea ligadas as atividades do Lazer. Entendendo-as e desmistificando-as perante a sociedade, para que possam ser aproveitadas no âmbito de possíveis projetos sócio-educativos junto à comunidade e ao poder público em seus vários níveis.
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O sexismo nas aulas de Educação Física: uma análise dos desenhos infantis nos jogos e brincadeiras
Pereira, S. A. M.; Mourão, L.
UFRRJ

O SEXISMO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA ANÁLISE DOS DESENHOS INFANTIS NOS JOGOS E BRINCADEIRAS Sissi A. Martins Pereira1 Ludmila Mourão2 1Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2Universidade Gama Filho O estudo é parte de uma tese de doutorado que se desenvolveu através de uma pesquisa qualitativa de observação participativa, através do acompanhamento das aulas, interpretação dos desenhos elaborados pelas crianças, entrevistas, filmagem e fotos. Teve o objetivo de investigar o sexismo nas aulas de Educação Física e nas atividades lúdicas e motoras, em crianças de 2a e 3a séries do Ensino Fundamental do Centro de Atenção Integral à Criança - CAIC - Seropédica, RJ. O estudo identificou que o universo da escola é dividido. As crianças percebem as atividades desenvolvidas nas aulas de Educação Física como separadas por sexo, apesar de mistas. Meninos e meninas ocupam espaços diferentes para a prática das atividades lúdicas, poucos meninos brincam juntos com as meninas, e estas brincam menos ainda com eles, pois permanece, no espaço recreativo, a idéia do campo de futebol como universo sagrado masculino. Através de 47 desenhos foi possível observar que há separação por sexo nas atividades lúdicas e motoras das crianças do CAIC, fato que pôde ser distinguido nitidamente através de três grupos de desenhos: Grupo A (22 desenhos), que apresenta a separação entre os sexos no que se refere aos espaços de ocupação por cada sexo e às atividades motoras diferenciados para meninos e meninas; Grupo B (9 desenhos), que aponta para uma interação entre os sexos, porém sugerindo confronto, e, em alguns desenhos, apontando para a superioridade masculina; e o Grupo C (16 desenhos), que mostra a participação de meninos e meninas brincando juntos. Finalmente, pôde-se verificar que a escola perpetua e reforça os comportamentos considerados adequados para meninos e meninas, oriundos da educação familiar, fato que contribui para que as crianças sejam desencorajadas a praticar as atividades corporais consideradas não adequadas ao seu sexo. A escola, mais do que a reprodução dos padrões baseados nos papéis sexuais, parece implementar uma educação dos corpos com base no sexo.
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A arte do ballet clássico nas escolas carentes: Conquista X Vitória
Pereira, T.R.M.;
Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí

A ARTE DO BALLET CLÁSSICO NA ESCOLA CARENTE: CONQUISTA E VITÓRIA Tayna Rita Mateus Pereira Faculdade estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí, FAFIPA - Paraná Com a finalidade de explorar emoções, desinibições e esperanças de vida através dos movimentos pensou-se num projeto que ressaltasse as formas de expressão do ser humano pela dança. Com este projeto encontrei no Ballet Clássico um caminho para acompanhar as reações emocionais, as transformações fisiológicas e integração do mundo real com a fantasia de 50 alunas carentes de 1ª e 2ª séries da Escola Municipal Ayrton Senna da Silva - CAIC (Centro de atendimento integral a crianças e adolescentes) na faixa etária de 6 a 8 anos. O projeto ocorrido em 2004 teve a duração de um ano e estruturado no princípio da inclusão. No começo foi difícil, a teoria não dava resultado na prática. Houve grande procura, aumento no número de alunas e o espaço era pequeno. Na sala de aula não havia espelho, mas sim uma pequena barra de ferro na parede. A ansiedade das alunas foi grande, assim como o comportamento que não havia respeito. Durante as aulas foi percebido o quanto as crianças eram dispersas, com dificuldades viso-motoras, falta de confiança, solidão, timidez, impaciência e especialmente a carência. No entanto, foi avaliado aos poucos que todas essas características foram trocadas pela esperança, segurança, alegria, força de vontade e raça. No final do primeiro mês já foram observadas as primeiras diferenças principalmente relacionadas aos estados emocionais, como alegria e diminuição da timidez. O resultado do trabalho surpreendeu a todos. A mudança de comportamento, postura e interesse em aprender foram visíveis.Com a ajuda de outros professores foi possível que as alunas participassem com outras 100 bailarinas de um festival de dança. Enfrentando o palco, os espectadores, o jogo das luzes, não vacilaram, superaram o medo e demonstraram autoconfiança e muito entusiasmo. As alunas conseguiram ultrapassar barreiras e conquistar esta vitória. Este trabalhou contribui não só para a aprendizagem das alunas, mas principalmente o meu, mostrando que o Ballet Clássico é uma possibilidade na Educação e uma excelente atividade para esta faixa etária. Possibilita mudanças positivas relacionadas à afetividade, ao respeito, enfim nos estados emocionais e no desenvolvimento psicomotor
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Comparação entre técnicas de prescrição da carga no exercício resistido, quanto à efetividade no aumento da massa muscular dos braços
Pessôa Filho, D.M.; Mollica Neto, G.
FC - UNESP/Bauru

COMPARAÇÃO ENTRE TÉNICAS DE PRESCRIÇÃO DA CARGA NO EXERCÍCIO RESISTIDO ,QUANTO À DE EFETIVIDADE NO AUMENTO DA MASSA MUSCULAR DOS BRAÇOS Dalton Müller Pessôa Filho; Gustavo Mollica Neto. Depto. Educação Física, Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru Há diversidade na forma de prescrição do exercício resistido, quanto ao emprego e organização dos índices de intensidade e volume. O objetivo foi comparar, quanto a efetividade no aumento da massa muscular dos braços, treinamento com pesos, tendo o número de repetições máximas (RM) e percentual da carga máxima (%1RM) como parâmetros de carga. Sete homens (1,78 5,2; 77,8 6,6), com no mínimo um ano de experiência, foram submetidos à avaliação da máxima contração concêntrica voluntária (MCCV) nos exercícios: rosca alternada (RA), rosca direta (RD), rosca scott máquina (RSM), tríceps francês unilateral (TFU), tríceps testa na barra (TTB) e tríceps testa na máquina (TTM). Também foram avaliadas a circunferência dos braços (contraídos e relaxados), dobras do bíceps e tríceps de ambos os braços e suas circunferência corrigida. O grupo %1RM (G%1RM) foi submetido a 12 semanas de treinamento com cargas entre 75% e 80%1RM, 12 a 8 repetições, e 60 à 120s de pausa. O grupo RM (GRM) foi submetido ao mesmo protocolo, apresentando apenas o número de repetições (12 a 8) como parâmetro da carga. O T-Teste de Student pareado e independente analisaram as diferenças entre as condições e os grupo, respectivamente. A diferença no pré e pós-teste para GRM foi significativa ( 0,05) apenas para TFU (TFU: 19,00 3,61Kg e 20,67 3,06 Kg). Para G%1RM, as diferenças foram significativas ( 0,05) para TFU (18,75 2,99Kg e 23,00 5,29Kg) TTB (41,00 5,29Kg e 51,25 5,38Kg) TTM (102,25 18,21Kg e 123,30 18,65Kg), RD (50,63 7,23Kg e 54,00 6,93Kg) e RSM (128,75 21,39Kg e 152,43 17,95Kg). Não houveram diferenças entre o pré e pós-teste para as circunferências, dobras cutâneas e circunferências corrigidas de ambos os grupos, apesar da melhora no pós-teste. Os grupos não apresentaram diferenças na força no pós-teste, o que não evidencia diferenças de efetividade entre as prescrições. A ausência de diferença entre os grupos para as circunferências, dobras cutâneas e circunferências corrigidas revelam que as prescrições também não foram efetivas em proporcionar aumento de massa muscular, o que pode ter sido causado pelo curto período do protocolo e também pelo nível de treinamento dos sujeitos.
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Dança na terceira idade: uma perspectiva de redescoberta corporal
Petrilli, D.H.; Couto, Y.
Universidade Federal de São Carlos

DANÇA NA TERCEIRA IDADE: UMA PERSPECTIVA DE REDESCOBERTA CORPORAL Daniella Helena Petrilli; Yara Couto Universidade Federal de São Carlos - UFSCar Idoso é aquele que apresenta alterações com relação aos aspectos fisiológicos, psicológicos e sociais, advindos tanto de fatores intrínsecos quanto extrínsecos. No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é considerado idoso aquele que apresenta idade igual ou superior a 60 anos. Este grupo representa atualmente mais de 8,5% da população nacional, sendo que na cidade de São Carlos a média desta população é ainda maior, abrangendo aproximadamente 10,5% da população. Devido ao aumento crescente deste grupo na cidade de São Carlos, julgamos importante que sejam desenvolvidos trabalhos que busquem minimizar os aspectos relacionados ao envelhecimento, bem como a promoção da saúde e da qualidade de vida desta população. Entendendo a dança como uma atividade bem aceita por este grupo e capaz de atingir as metas citadas acima, buscamos através deste estudo verificar o que tem sido desenvolvido nas instituições públicas da cidade de São Carlos de referência ao idoso com relação a dança, e quais as percepções destes profissionais com a questão corporal deste grupo. A metodologia deste trabalho foi dividida em duas etapas, a primeira fundamentou-se em uma revisão de literatura, e a segunda em uma pesquisa de campo exploratória, na qual foi realizada uma breve caracterização da instituição, através de um questionário estruturado aplicado as coordenadoras das mesmas, e uma entrevista do tipo estruturada, com as professoras responsáveis pelas aulas de dança nas instituições. Foram encontradas na cidade de São Carlos duas instituições públicas de referência ao idoso, onde são oferecidas atividades tanto físicas, dentre elas a de dança, quanto culturais, cujos os objetivos são a reintegração social, melhora na qualidade de vida e na realização das atividades de vida diária, além do aprimoramento das capacidades e potencialidade. O trabalho desenvolvidos pelas profissionais da área de dança visam estimular a expressão e exteriorização dos sentimentos pelo movimento, dando maior sentido e significado a essa nova etapa da vida, resgatando desta forma a memória corporal e minimizando os preconceitos enfrentados no cotidiano.
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Educação Física como quebra de mitos e barreiras
Piccolo, G.M.;
Universidade Federal de São Carlos

EDUCAÇÃO FÍSICA E A QUEBRA DE MITOS E BARREIRAS Gustavo Martins Piccolo Universidade Federal de São Carlos Toda criança tem direito à educação, isso é o que garante a nossa constituição, porém mesmo que todas as crianças freqüentem as escolas isto não nos dá garantia para a formação de melhores cidadãos. Educar é conscientizar, e ser consciente implica em refletir criticamente sobre o nosso verdadeiro papel na sociedade. A educação física como uma área de conhecimento que interfere diretamente sobre o homem, deve contribuir para a formação de um cidadão mais integral, crítico e consciente, e que não tenha suas atitudes pautadas em princípios preconceituosos. O objetivo deste estudo foi demonstrar como uma aula de educação física pode ser utilizada para a superação de alguns obstáculos tão comuns em nossa sociedade, como a questão do preconceito em que grande parte das pessoas portadoras de necessidades especiais são constantemente submetidas. Este estudo foi realizado na APAE de São Carlos, envolvendo 20 crianças, com idade entre 8 e 12 anos, que apresentam deficiência mental moderada, as aulas eram conduzidas por um profissional de educação física que utilizava a abordagem crítico-emancipatória através de atividades lúdicas como (jogos e brincadeiras em geral e algumas formas de esportes adaptados), e com o decorrer do tempo seriam os próprios alunos que ficariam responsáveis pela elaboração das atividades. Através das observações feitas nas aulas foi possível constatar que os alunos demonstraram grande motivação ao participarem das aulas, e sempre se questionavam sobre a melhor maneira de realizar determinados movimentos, isto proporcionou que os alunos de certa forma conquistassem um pouco de autonomia, refletindo assim mais criticamente sobre si próprio e também sobre a sociedade, e mesmo que esta reflexão seja realizada sob uma forma insipiente, é inegável o grande avanço que os alunos obtiveram com o decorrer do programa.
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Comparação da potência aeróbia máxima, tempo de prática e variáveis antropométricas em lutadores e praticantes de Jiu-jitsu.
Pinheiro, D.S.; Satana, G.; Vieira e Souza, R.; Almeida, A.L.A.R.; Villar, R.
LABIDH - Faculdade de Educação Física e Esportes - UNISANT'ANNA

COMPARAÇÃO DA POTÊNCIA AERÓBIA MÁXIMA, TEMPO DE PRÁTICA E VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS EM LUTADORES E PRATICANTES DE JIU-JITSU. DANIEL SANTOS PINHEIRO, GIVANILDO SANTANA, RAUL VIEIRA E SOUZA, ANDRÉ LUÍS AMARAL RODRIGUES DE ALMEIDA, RODRIGO VILLAR. UNISANT ANNA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES LABORATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO DO DESEMPENHO HUMANO - LABIDH O objetivo desse estudo foi comparar a potência aeróbia máxima, tempo de prática e variáveis antropométricas em lutadores e praticantes de jiu-jitsu. Os participantes foram divididos em três grupos: 1) formado por 13 lutadores federados (LF); 2) formado por 19 praticantes não federados (NF), e 3) 11 iniciantes (IN). As variáveis analisadas foram massa corporal (MC), através de uma balança (FILIZOLA, com precisão de 100 g), a estatura (E) através de um estadiômetro (0,5 cm, respectivamente). A idade e tempo de prática (TP) mediante respostas em questionário. A determinação indireta do VO2max foi realizada pelo "yoyo-teste" (Bangsboo, 1994). Para análise dos resultados foi utilizada uma ANOVA "One way", seguido de um teste "post-hoc" de Tuckey para detectar possíveis diferenças estatisticamente significantes entre os grupos, com nível de significância de p < 0,05. Através dos resultados verificou-se que para a idade os grupos não apresentaram diferença estatisticamente significante (LF = 26,77 5,82 anos; NF = 25,63 5,30 anos; IN = 26,27 5,13 anos, p > 0,05). Para MC (kg) não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos (LF = 75,37 8,82 kg; NF = 72,63 7,59 kg; IN = 76,02 9,01 kg, p > 0,05), o mesmo ocorrendo para estatura (G1 = 173,50 4,60 cm; G2 = 174,55 6,52 cm; G3 = 175,27 5,85 cm, p > 0,05). Com relação ao TP (anos) LF (7,73 2,83 anos) apresentou diferença estatisticamente significante comparados aos grupos NF (4,56 1,29 anos, p = 0,0001) e IN (0,998 0,74 anos, p = 0,0001), enquanto que NF demonstrou diferença estatisticamente significante em relação ao IN (p = 0,0001). O VO2max em LF (55,51 3,53 ml.kg-1.min-1) demonstrou-se diferente estatisticamente ao grupo NF (48,72 4,43 ml.kg-1.min-1, p = 0,0001) e IN (45,06 3,46. ml.kg-1.min-1, p = 0,0001), enquanto que NF demonstrou diferença estatisticamente significante em relação ao IN (p = 0,049). Pode se concluir que o grupo de lutadores federados possui maior tempo de prática e VO2max que os praticantes não federados e iniciantes. Sendo assim, a potência aeróbia e tempo de prática se mostram importantes variáveis ao lutador de jiu-jitsu, devendo ser consideradas no processo de treinamento.
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A Construção do Conhecimento do Professor de Educação Física
Piragibe, V.; Ferraz, O.L.
Escola de Educação Física e Esporte-USP

A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA Valentina Piragibe e Osvaldo Luiz Ferraz (valentina.ef@ig.com.br) Escola de Educação Física e Esporte da USP - Laboratório de Pedagogia do Movimento Humano RESUMO A formação continuada é necessária para que o professor integre de forma questionadora e significativa as informações acumuladas na área aos problemas vividos no dia-a-dia e às suas expectativas. Esta revisão de literatura selecionou os principais textos a favor e contra a formação de professores em geral e, especificamente de educação física, mediante a prática reflexiva, publicados em periódicos científicos, com o objetivo de contribuir para a discussão sobre metodologia de formação de professores. Os argumentos a favor esclarecem que a prática reflexiva explicita e analisa os conhecimentos tácitos dos professores refletindo sobre a ação e sobre a reflexão na ação. Este processo ocorre por meio de discussões em grupo onde as práticas e opiniões singulares adquirem visibilidade e são submetidas à opinião dos outros visando à aprendizagem coletiva. Com uma perspectiva ecológica, analisa as categorias conceituais e práticas dos professores considerando seus saberes como plurais, provindos de diversas fontes, construídos por meio do trabalho cotidiano e utilizados como instrumentos a serviço da ação. Nesta visão, a relação dos professores com os saberes não é de busca de coerência, mas de utilização integrada no trabalho em função de vários objetivos que procuram atingir simultaneamente, tais como objetivos emocionais ligados à motivação dos alunos, sociais ligados à gestão da turma, cognitivos ligados à aprendizagem da matéria, coletivos ligados ao projeto educacional da escola. Os argumentos contrários à prática reflexiva a vêem como uma celebração do fim da teoria, um movimento que prioriza a eficiência e a construção de um terreno consensual que toma por base a experiência imediata, bastando o saber fazer. Afirmam que esta prática despreza o poder da teoria para explicar e transformar o real fazendo com que a escola perca seu papel na superação das limitações próprias do pensamento cotidiano. Superação esta que decorre do desenvolvimento do pensamento conceitual e das articulações com operações teóricas que se aprendem na escola. Entretanto, considerando-se a realidade social da prática profissional dos professores de educação física, conclui-se que a prática reflexiva problematiza a formação centrada no saber acadêmico, estimulando o redimensionamento da teoria sem excluir o conhecimento científico, mas explicitando e analisando os saberes que os professores possuem como método de construção do conhecimento.
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A Representação Social Sobre Tempo Livre e Lazer das Prostitutas de Londrina
Pires, A.G.M.G.; Calciolari Júnior, A.
Universidade Estadual de Londrina

A REPRESENTAÇÃO SOCIAL SOBRE TEMPO LIVRE E LAZER DAS PROSTITUTAS DE LONDRINA Prof. Dr. Antonio Geraldo M. G. Pires Anísio Calciolari Júnior Grupo de Estudos BRISA - UEL O processo de expansão e conquista social das mulheres na busca de sua emancipação às tornaram atoras sociais determinantes da construção de sua história e da sociedade. Passaram a acumular papéis historicamente atribuídos ao homem em uma sociedade culturalmente patriarcal, como a responsabilidade do sustento familiar. Mesmo trabalhando para aumentar a renda familiar não deixaram de lado seus afazeres domésticos e cuidados com a família, realizando assim uma dupla jornada de trabalho. Nesta situação, pouco tempo sobra para suas atividades de lazer. Considerando esta realidade, foi que tomamos para estudos as representações sociais sobre tempo livre e lazer instituídas no imaginário das mulheres que trabalham como profissionais do sexo - prostitutas. Procuramos também identificar quais as práticas sociais que elas produziam com o objetivo de ocupar seu tempo livre. Considerando que as atoras constroem seu cotidiano em uma sociedade discriminadora, elas buscam uma valorização de seu papel social, profissionalizando cada vez mais sua atuação profissional. Outro dado significante é que procuram conservar seus valores, cumprindo com seus deveres familiares e religiosos, ao mesmo tempo em que travam uma luta constante e decidida para garantirem seus direitos de cidadãs. Buscam no argumento da necessidade de sustentar sua família a argumentação básica para justificar sua forma de trabalho e na dança de salão a prática social principal quando realizam seus processos de imaginação, sonhos e devaneios na procura da liberdade, que entendem que somente é alcançada, mesmo que por um reduzido espaço de tempo, quando se libertam dos preconceitos - amarras - que a sociedade lhes impõem.
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Seleção brasileira masculina de basquetebol na ótica de técnicos
Pires,k R.C.C.; Hunger, D.
UNESP Bauru

- A SELEÇAO BRASILEIRA MASCULINA DE BASQUETEBOL NA ÓTICA DE TÉCNICOS Renata Cristian Cordeiro Pires; Dagmar Hunger Departamento de Educação Física - Faculdade de Ciências - UNESP - Bauru/LESCHEF e Rio Claro/NEPEF A modalidade basquetebol apresenta-se atualmente em um importante "subcampo" do esporte brasileiro. De acordo com Bourdieu (1983), as modalidades esportivas ("subcampos") possuem suas próprias características, com isso, estudos das "origens" e dos "agentes sociais" engajados são importantes para se entender a constituição de cada "subcampo", ou seja, na presente pesquisa para se compreender o processo histórico do basquetebol. Literatura acadêmica e científica referente à sua história é limitada, localizam-se livros, revistas e manuais de basquetebol com conteúdos majoritariamente de natureza técnica. Nesse sentido, a presente pesquisa objetivou reinterpretar parte da História da Seleção Brasileira de Basquetebol Masculino, no período de 1950 a 2002. Realizou-se inicialmente revisão da literatura referente à origem do esporte na Era Moderna, seguida pela história do basquetebol mundial e brasileiro. Pois, de acordo com Bourdieu (1983), cada modalidade esportiva possui suas especificidades, suas leis próprias, interfaces com acontecimentos da história econômica e política, uma certa autonomia histórica, eventuais crises e cronologia específica. Adotou-se como referencial teórico, a teoria dos "campos das práticas esportivas" de Pierre Bourdieu (1983), a qual refere-se ao esporte na Era Moderna, os valores sociais dados as práticas esportivas, sendo que na presente pesquisa investigou-se a modalidade basquetebol, o seu espaço no cenário dos esportes. Por intermédio da técnica de entrevista semi-estruturada e a fim de realizar uma análise mais aprofundada, coletaram-se depoimentos de três ex-técnicos e o atual técnico da seleção brasileira de basquetebol. Constataram-se modificações referentes às técnicas, táticas, materiais de treinamento, perfil atlético, e, evidenciou-se processo de transição do "amadorismo" (décadas de 50 a 70) para o "profissional" (a partir da década de 70). Hoje, mediante as exigências do esporte mundial, valoriza-se muito mais os resultados de rendimentos esportivos do que a sua própria história, origens e os seus fundadores. Bolsa: UNESP/Bauru-CNPq/PIBIC
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Análises metabólicas e morfológicas do músculo sóleo de ratos submetidos à imobilização precoce
Polacow, M.L.O.; Durigan, J.L.Q.; Cancelliero, K.M.; Dias, C.K.N.; Ribeiro, M.C.; Montebelo, M.I.; Silva, C.A.; GuirroJ, R.R.J.
Universidade Metodista de Piracicaba

ANÁLISES METABÓLICAS E MORFOLÓGICAS DO MÚSCULO SÓLEO DE RATOS SUBMETIDOS À IMOBILIZAÇÃO PRECOCE Maria Luiza Ozores Polacow 1, João Luiz Quagliotti Durigan2, Karina Maria Cancelliero3, Carol Kaliu Naglio Dias4, Maria Cristina Ribeiro 5, Maria Imaculada Montebelo6, Carlos Abertos da Silva7, Rinaldo Roberto de Jesus GuirroJ8. 1- Prof. Dr. PPG-Ft - UNIMEP, 2- Mestrando em Fisioterapia - UNIMEP; 3- Doutoranda em Fisioterapia - UFSCar; 4- Graduanda em Fisioterapia - UNIMEP;- 5- Técnica de Microscopia; UNIMEP;- 6, 7, 8 - Prof. Dr. PPG-Ft - UNIMEP. Objetivo: Avaliar o efeito da imobilização precoce por órtese de resina acrílica em membro posterior de ratos sobre o perfil metabólico e morfológico do músculo sóleo. Material e Métodos: Ratos machos Wistar foram divididos em 2 grupos (n=5): controle e imobilizado. A imobilização foi feita com órtese de resina acrílica no membro posterior esquerdo mantendo a posição neutra do tornozelo durante 3 dias. Os animais foram eutanasiados e o músculo sóleo foi dissecado, pesado e amostras da sua porção ventral foram tratadas para inclusão em parafina e coradas em Hematoxilina-Eosina (H:E). Os resultados foram obtidos por meio de análises do conteúdo de glicogênio, da área das fibras musculares (analisador de imagens - Image Pró-plus 4.0), bem como do tecido conjuntivo intramuscular por meio de planimetria por contagem de pontos. A análise estatística foi realizada pelo teste de Wilcoxon (p<0,05). Resultados e Conclusão: A imobilização durante 3 dias não promoveu redução significativa no conteúdo de glicogênio, bem como no peso muscular (p>0,05), porém promoveu alteração morfológica das fibras musculares. Estas se caracterizaram pela redução significativa da área da fibra (31%, p<0,05) e aumento do tecido conjuntivo (296%, p<0,05). Assim, conclui-se que as alterações morfológicas já são evidenciadas na fase precoce da imobilização, antecedendo as alterações metabólicas e do peso muscular.
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Contribuição do paradigma "Âncora" na melhora do controle postural em adultos com deficiência mental após um treinamento
Polanczyk, S.D.; Mauerberg-de-Castro, E.
Universidade Estadual Paulista

CONTRIBUIÇÃO DO PARADIGMA "ÂNCORA" NA MELHORA DO CONTROLE POSTURAL EM ADULTOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL APÓS UM TREINAMENTO Suelen Polanczyk, Eliane Mauerberg-deCastro Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio Claro O sistema postural envolve a necessidade de coordenar e controlar os segmentos corporais com base nas informações sensoriais. O sistema háptico que tem papel na coordenação dos esforços táteis e cinestésicos através da exploração do ambiente é importante para regulação postural. O paradigma da "âncora" sugere que o organismo detecta informações mediadas por ferramentas, caracterizando uma relação mútua entre a dinâmica do organismo e ambiente, formando uma espécie de ancoragem entre ambos e consiste em segurar dois cabos flexíveis, um em cada mão, enquanto as massas, que podem conter cargas variadas, são mantidas em contato com o solo. O objetivo deste estudo foi inserir o paradigma "âncora" em aulas de atividade física adaptada e verificar se há melhora do controle postural após um treinamento. Participaram do estudo 9 adultos com deficiência mental de nível moderado, com idade média de 32,5 anos e desvio-padrão de 11,9 anos. Foi feito um pré-teste que consistia em permanecer em pé na posição tandem em uma trave de equilíbrio de 20 cm com e sem as "âncoras" (com cargas de 250 e 500g) vendado. Logo após o pré-teste, iniciou-se o treinamento que ocorreu 2 vezes por semana, totalizando 8 sessões. As aulas icluiam atividades de controle postural com o uso do sistema "âncora." Após isso foi feito o pós-teste. Foram analisadas as seguintes variáveis dependentes: tempo total na tarefa (TT), auxílio mecânico (AM), auxílio sensorial (AS), tempo de tarefa sem a utilização do auxílio mecânico (TT1), tempo total da tarefa sem qualquer tipo de auxílio (TT2) e tipo de auxílio predominante (AM-AS). Para isso, foi utilizado método Direct-Difference da razão t aos pares. Houve uma diferença significativa entre pré e pós-teste para condição de 500g para a média e desvio-padrão de AM e TT1 e um efeito marginal na condição de 250g. Podemos concluir que deficientes mentais podem se beneficiar do sistema "âncora" como um instrumento de treinamento do controle postural, podendo ser inserido como uma ferramenta terapêutica para a melhora do controle postural em indivíduos com deficiência mental.
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Efeito do toque suave no acoplamento entre informação visual e oscilação corporal em crianças
Polastri, P.F.; Bonfim, T.R.; Barela, J.A.
Universidade Estadual Paulista - Campus Rio Claro

EFEITO DO TOQUE SUAVE NO ACOPLAMENTO ENTRE INFORMAÇÃO VISUAL E OSCILAÇÃO CORPORAL EM CRIANÇAS Paula Favaro Polastri1,2, Thatia Regina Bonfim1,3 & José Angelo Barela1 1 Universidade Estadual Paulista - IB - UNESP / Campus Rio Claro 2 Universidade Estadual Paulista - FC - UNESP / Campus Bauru 3 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Curso de Fisioterapia - Campus Poços de Caldas Tradicionalmente, tem sido sugerido que crianças são mais dependentes da informação visual durante a manutenção da postura ereta e que, além disso, sofrem uma maior influência na oscilação corporal quando esta informação é manipulada, por meio de uma sala móvel. Porém, estudos recentes têm demonstrado que informação somatossensorial, fornecida através do toque suave, pode reduzir a oscilação corporal em crianças. No entanto, não se sabe qual o efeito do toque suave na oscilação corporal da criança, quando a informação visual está ausente, presente ou é manipulada, por meio da sala móvel. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi verificar o efeito do toque suave sobre a oscilação corporal de crianças, em diferentes segmentos corporais e em diferentes condições visuais. Para isto, oito crianças, na faixa etária de 08 anos de idade foram instruídas a permanecer em pé dentro de uma sala móvel, em frente a uma barra de toque (toque limitado a 1 Newton). Foram afixadas marcas infravermelhas (OPTOTRAK) na cabeça, entre as escápulas (T6) e região lombar (L3) das crianças; e, também, uma na sala móvel. As crianças foram submetidas a seis condições experimentais, sendo combinadas as seguintes situações: com e sem visão, com e sem toque na barra e; com e sem movimento da sala móvel. Cada tentativa teve duração de 60 segundos e freqüência de coleta de 100 Hz. A oscilação corporal das crianças foi investigada através da amplitude média de oscilação e do ganho (razão entre espectro de movimento da sala e espectro da oscilação corporal), na direção ântero-posterior. Os resultados apontaram que o toque suave reduziu a oscilação corporal em todas as situações visuais e diminuiu a influência do estímulo visual proveniente da oscilação da sala móvel. Desta forma, em uma situação na qual o estímulo visual é manipulado por meio de uma sala móvel, o toque suave diminui a oscilação corporal, indicando que nesta situação, a informação somatossensorial parece sobrepor o efeito da manipulação visual em crianças, sendo assim, preponderante para o sistema de controle postural neste contexto. (Apoio Financeiro - Projeto Regular de Pesquisa - FAPESP # 03/13970).
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Motricidade humana e resultados alcançados em um trabalho com deficiente físico atleta de natação.
Portes Júnior, M.; Medeiros Júnior, I.S.
Faculdade de Vinhedo

MOTRICIDADE HUMANA E RESULTADOS ALCANÇADOS EM UM TRABALHO COM DEFICIENTE FÍSICO ATLETA DE NATAÇÃO Profo. Ms. Moacyr Portes Júnior1 Ivan Santos de Medeiros Júnior2 Marcello Ambrósio da Silva2 1 Professor no Curso de Educação Física da Faculdade de Vinhedo; Mestre em Educação Física, Área: Corporeidade, Educação Motora e Pedagogia do Movimento. mpportes.Junior@ig.com.br 2 Graduação em Licenciatura Plena em Educação Física no UNASP - Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus 1, São Paulo, SP. Policial aposentado, recebeu um tiro na cervical entre C1 e C5, resultando em tetraplegia. Com tratamento em piscina , quadro progrediu positivamente para tetraplegia. Com o progresso no trabalho em piscina, chegou à prática da natação, tornou-se atleta da modalidade, campeão brasileiro, participou da Seleção Brasileira Paraolímpica de Natação e alcançou excelentes resultados internacionais. Um membro inferior atrofiado e outro normal, mas sem sensibilidade; quadro igualmente apresentado para membros superiores; escoliose. Após avaliação decidiu-se por um trabalho de aperfeiçoamento técnico e fortalecimento muscular. Nunca havia sido feito um trabalho específico para membros inferiores voltado à técnica da natação; apenas o suficiente para autonomia em deslocamentos. Decidiu-se realizar um trabalho específico para membros inferiores auxiliando a melhoria da performance técnica. Exercícios específicos de coordenação motora, saltos, impulsos, exercícios específicos da técnica de propulsão de pernas dos estilos, compunham o programa. Estabeleceu-se um programa de fortalecimento muscular com exercícios resistidos, simultaneamente a um trabalho de flexibilidade, além de um trabalho de melhoria e reeducação postural e de marcha. Após cinco meses de trabalho houve significativa melhora em sua performance em competições oficiais, com conquista de medalhas em competições nacionais e internacionais, pela redução dos tempos obtidos nas provas; equilíbrio de postura no eixo longitudinal, diminuindo a percepção da escoliose. Hipertrofia muscular no membro atrofiado alcançando resultados de perímetros de coxa de 47,a cm para 48,9 cm.; braço contraído de 30,6 para 31,1cm; diminuição de gordura corporal e desenvolvimento muscular geral. Alcançou deslocamento sem auxílio de muletas por distâncias curtas de até 30 metros. Estes resultados levaram ao aumento da auto-estima, disposição para os treinamentos e, em avaliação para competição na Argentina, foi classificado em categoria superior pelo quadro de capacidade motora apresentada.
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Respostas musculares e cardíacas de mulheres sedentárias submetidas ao treinamento de força, empregando a escala de borg como parâmetro de intensidade.
Porto, M.; 3Souza, D.G.; 3Brum, E.B.; 3Santos,D.; 4Neiva, C.M.; 4Pessôa Filho, D. M.
1Faculdades Integradas Fafibe - Bebedouro - SP, 2Escola Superior de Educação Física e Desportes de C

RESPOSTAS MUSCULARES E CARDÍACAS DE MULHERES SEDENTÁRIAS SUBMETIDAS AO TREINAMENTO DE FORÇA, EMPREGANDO A ESCALA DE BORG COMO PARÂMETRO DE INTENSIDADE. 12Marcelo Porto, 3Daniel Gottardo de Souza, 3Elielson Brasil Brum, 3Daniel dos Santos, 4Cassiano Merussi Neiva, 4Dalton Müller Pessôa Filho 1Faculdades Integradas Fafibe - Bebedouro - SP, 2Escola Superior de Educação Física e Desportes de Catanduva - SP;3Universidade de Franca - UNIFRAN - Franca - SP;4Faculdade de Ciências - UNESP - Bauru - SP. Objetivo: Analisar a validade do emprego da Escala de Borg (Percepção Subjetiva de Esforço, PSE), como parâmetro da intensidade de força, em um programa de treinamento com pesos em circuito, pelas respostas musculares e da freqüência cardíaca (FC) em mulheres de meia idade (42,6 ± 7,6 anos). Metodologia: Após as avaliações iniciais, 12 mulheres foram submetidas a um programa de treinamento com pesos em circuito (Circuit Weight Training), por oito semanas, constituído por 12 exercícios para membros superiores, inferiores e tronco. O nível 13 (moderadamente pesado) da PSE com escala de 6 a 20 foi escolhido para o controle da intensidade do treinamento. A força muscular foi avaliada pela comparação entre os valores iniciais e finais da carga de treinamento e as respostas da freqüência cardíaca foram registradas antes e após a realização de cada exercício nas sessões de treinamento. Resultados: O protocolo delineado resultou em aumento significativo (p 0,05) de 63,8%, em média, na força dos músculos trabalhados, sendo 25% para costas e 401,5% para as coxas os valores limites da margem percentual de variações. A resposta aguda da FC mostrou, significativamente, maior (7,4%) nas sessões finais (116 ± 3,5bpm) em comparação com os valores registrados nas sessões iniciais (108 ± 3,4bpm) do treinamento. Conclusão: Conclui-se que a prescrição delineada foi adequada aos propósitos de alteração da capacidade de força muscular, como demonstrado, ao final do período experimental, pela progressão da carga suportada durante o exercício e pela maior FC após a atividade, percebidas no mesmo nível de esforço (13).
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Respostas musculares e cardíacas de mulheres sedentárias submetidas ao treinamento de força, empregando escala de borg como parâmetro de intensidade
Porto, M.; Souza, D.G.; Brum, E.B.; Santos, D.; Neiva, C.M.; Pessoa Filho, D.M.
Fafibe - Bebedouro/ESEFIC - Catanduva

RESPOSTAS MUSCULARES E CARDÍACAS DE MULHERES SEDENTÁRIAS SUBMETIDAS AO TREINAMENTO DE FORÇA, EMPREGANDO A ESCALA DE BORG COMO PARÂMETRO DE INTENSIDADE. 12Marcelo Porto, 3Daniel Gottardo de Souza, 3Elielson Brasil Brum, 3Daniel dos Santos, 4Cassiano Merussi Neiva, 4Dalton Müller Pessôa Filho 1Faculdades Integradas Fafibe - Bebedouro - SP, 2Escola Superior de Educação Física e Desportes de Catanduva - SP; 3Universidade de Franca - UNIFRAN - Franca - SP; 4Faculdade de Ciências - UNESP - Bauru - SP. Objetivo: Analisar a validade do emprego da Escala de Borg (Percepção Subjetiva de Esforço, PSE), como parâmetro da intensidade de força, em um programa de treinamento com pesos em circuito, pelas respostas musculares e da freqüência cardíaca (FC) em mulheres de meia idade (42,6 ± 7,6 anos). Metodologia: Após as avaliações iniciais, 12 mulheres foram submetidas a um programa de treinamento com pesos em circuito (Circuit Weight Training), por oito semanas, constituído por 12 exercícios para membros superiores, inferiores e tronco. O nível 13 (moderadamente pesado) da PSE com escala de 6 a 20 foi escolhido para o controle da intensidade do treinamento. A força muscular foi avaliada pela comparação entre os valores iniciais e finais da carga de treinamento e as respostas da freqüência cardíaca foram registradas antes e após a realização de cada exercício nas sessões de treinamento. Resultados: O protocolo delineado resultou em aumento significativo (p 0,05) de 63,8%, em média, na força dos músculos trabalhados, sendo 25% para costas e 401,5% para as coxas os valores limites da margem percentual de variações. A resposta aguda da FC mostrou, significativamente, maior (7,4%) nas sessões finais (116 ± 3,5bpm) em comparação com os valores registrados nas sessões iniciais (108 ± 3,4bpm) do treinamento. Conclusão: Conclui-se que a prescrição delineada foi adequada aos propósitos de alteração da capacidade de força muscular, como demonstrado, ao final do período experimental, pela progressão da carga suportada durante o exercício e pela maior FC após a atividade, percebidas no mesmo nível de esforço (13).
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Dois tipos de exercício (Natação vs Corrida) e estresse oxidativo em ratos com cesnutrição protéica.
Prada, F.J.A.; Macedo, D.V.; Mello, M.A.R.
UNICAMP

DOIS TIPOS DE EXERCÍCIO (NATAÇÃO VS CORRIDA) E ESTRESSE OXIDATIVO EM RATOS COM DESNUTRIÇÃO PROTÉICA. Prada, F.J.A.1**, Macedo, D.V.1, Mello, M.A.R.2, 1Laboratório de Bioquímica do Exercício (Labex), 2Universidade Estadual Paulista (UNESP/RC) Objetivos: O presente estudo foi delineado para investigar a influencia de 2 tipos diferentes de exercício físico sobre o crescimento corporal, peroxidação lipídica (substâncias que reagem ao ácido tiobarbitúrico [TBARs]) e produção de enzimas antioxidantes (catalase [CAT] e glutationa redutase [GR]) no sangue de ratos recuperados da desnutrição protéica. Métodos e Resultados: Ratos jovens (28 dias) da linhagem Wistar tiveram livre acesso a uma dieta com (6%) de proteína (LP) por 30 dias e outro grupo com uma dieta normal de (17%) proteína (NP) por 30 dias associada ou não ([I] inativo) ao exercício de natação (N = 60 min./dia, 5 dias/semana, com sobrecarga de 5% do peso corporal) ou treinamento de corrida (C = 60 min./dia, 5 dias/semana, à velocidade de 25 m/min.) exercício. Os ratos que comeram a dieta NP foram usados com o controle dos grupos. Os ratos recuperados de ambos os grupos tiveram o melhor ganho de peso (LP/NP) (g) (LP/NP-N = 116,9 4,87; LP/NP-C = 146,9 6,77) enquanto em (LP/NP-I rats = 106.8 3.24). Os ratos treinados por natação NP (4,4 ± 0,3) e corrida (4,1 0,2) aumentaram a quantidade de TBARs (mmol/L) no plasma comparados aos ratos NP-I (3,5 0,2). Não houve diferença significativa no sangue dos ratos com restrição protéica em TBARs (LP/NP-I = 3,4 0,1; LP/NP-N = 3,5 0,3; LP/NP-C = 3,3 0,2). As diferenças da peroxidação lipídica entre ratos controles e dos animais com restrição protéica não podem ser explicadas pelas enzimas antioxidantes aqui avaliadas, sendo que tanto animais controles e desnutridos mostraram decréscimos de CAT (U/g|Hb.min) no sangue da natação (NP-N = 396 50; LP/NP-N = 352 96) e corrida (NP-C = 296 90; LP/NP-C = 224 85) quando comparados aos animais sedentários (NP-I = 864 32; LP/NP-I = 551 102). Entretanto tanto os controles como os desnutridos de animais que nadaram, tiveram a redução de GR (81 e 47%, respectivamente). Conclusões: Estes resultados sugerem que o treinamento físico, independentemente do tipo de exercício, acelerou o crescimento corporal em ratos desnutridos, provavelmente sem aumentar a presença de espécies reativas de oxigênio (EROS). Suporte financeiro: FAPESP (proc. 02/02354-0 and proc. 00/08110-0)
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A Prática da Natação e as Alterações Observadas na Pessoa com Deficiência
Prado Jr, M.V.; Fregolente, G.; Joaquim, E.R.
Unesp - FC - Bauru

A PRÁTICA DA NATAÇÃO E AS ALTERAÇÕES OBSERVADAS NA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Milton Vieira do Prado Jr*; Giseli Fregolente**; Érica Roberta Joaquim**. DEPTO. EDUCAÇÃO FÍSICA - LAPEF - FC - UNESP - Bauru. A prática da natação cria um ambiente rico em estímulos para o desenvolvimento das potencialidades da pessoa com deficiência. Porém, esta deve estar cercada de cuidados com a segurança e o domínio da flutuação, propulsão e respiração; buscando desenvolver autonomia, motivação e permanência da pessoa com deficiência na prática da atividade. O presente estudo teve por objetivo analisar as alterações observadas nos alunos com deficiência mental leve durante o processo pedagógico do ensino da natação. Participaram do presente estudo 18 usuários, divididos em dois grupos de 9 usuários da SORRI-Bauru-SP, inscritos no Projeto de Extensão: "Natação para pessoas com necessidades especiais"; desenvolvido no Departamento de Educação física da Unesp-Bauru. As aulas de natação foram aplicadas durante o ano de 2004 em duas academias da cidade de Bauru-SP, durante 2 horas semanais. Quanto à aprendizagem da natação observamos melhora no desempenho de todos os alunos quanto à respiração e flutuação. Já na propulsão também ocorreu melhora, porém de forma diferenciada entre os alunos, visto que alguns só conseguiram executar a propulsão com auxílio do professor. Quanto aos estilos, a maioria dos alunos executou de forma rudimentar, com pouca coordenação entre movimentos de membros inferiores, superiores articulados com a respiração. Cerca de 33,3% executaram pelo menos dois dos estilos de forma correta, com predominância dos estilos crawl e costas. Houve dois fatos importantes para este estudo durante o ano: não contamos com a presença da fisioterapeuta da Instituição SORRI, que antes acompanhava os usuários nas aulas e promovemos no final do segundo semestre o I Festival de Natação do projeto. Através de observação e participação ativa nas aulas de natação observamos melhoras no comportamento, tais como: melhora na postura dos usuários, melhora na relação aluno-aluno (companheirismo), aumento da motivação devido ao estímulo do Festival de natação e maior autonomia dos usuários. Além disso, ficou evidente a melhora na auto-estima o que é evidenciado no desejo em permanecer no projeto, demonstrando que as aulas foram significativas para os usuários. Concluímos que todos os alunos, cada um com suas individualidades, evoluíram no seu comportamento motor, cognitivo e afetivo-social em relação ao domínio corporal no meio líquido. Portanto, a natação é uma atividade que deve ser incorporada no dia-a-dia da pessoa com deficiência visando o desenvolvimento global dessa população.
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Verificação da hipotensão arterial após exercício resistido em idosos
Prado, J.A.; Pires, C.M.R.
Centro Universitário de Araraquara - UNIARA

VERIFICAÇÃO DA HIPOTENSÃO ARTERIAL APÓS EXERCÍCIO RESISTIDO EM IDOSOS Juliano Alves Prado*; Cássio Mascarenhas Robert Pires** * Aluno de pós-graduação - UNIARA ** Docente UNIARA; Laboratório de Fisiologia do Exercício -UFSCar O objetivo do estudo foi verificar a resposta hipotensora aguda de indivíduos de terceira idade submetidos ao treinamento de força, realizado sob o método de circuito de baixa intensidade. Oito indivíduos (61,38 ± 5,89 anos; 159,50 ± 6,14 cm; 63,88 ± 8,70 Kg; 24,84 ± 6,09 %), voluntários saudáveis, possuindo experiência prévia no treinamento de força de quatro semanas participaram do estudo. Critério esse adotado a fim de evitar o acontecimento de dor tardia, bem como falhas na determinação da carga de trabalho devido à falha de coordenação necessária para e execução dos exercícios. Realizaram o treinamento em circuito com intensidade de trabalho a 50 % de 1RM, determinada através do teste de uma repetição máxima, um volume de vinte repetições submáximas e um intervalo de descanso de trinta segundos, utilizado para o deslocamento e o posicionamento de um equipamento para outro. Os exercícios adotados para compor o circuito são apresentados na mesma ordem de execução: leg press horizontal, puxador por trás, supino reto, mesa extensora, remada sentada, mesa flexora, rosca bíceps direta e rosca tríceps na polia alta. A aferição da pressão arterial foi realizada indiretamente pelo método auscultatório, 10 minutos antes do início da sessão, com os indivíduos permanecendo sentados, sendo este valor adotado como controle para verificação da hipotensão. Após o termino do circuito, a pressão arterial foi monitorada durante 30 minutos, por meio de mensurações a cada 5 minutos, em repouso absoluto. A pressão arterial sistólica apresentou uma redução significativa a partir de 15 minutos, mantendo-se dessa forma até o final dos 30 minutos (p= 0,01), a pressão arterial diastólica não apresentou significância e a pressão arterial média apresentou uma redução significativa a partir de 25 minutos, mantendo-se dessa forma até o final dos 30 minutos (p= 0,01). Através da análise dos dados avaliados, pode-se concluir que a sessão de treinamento proposta, é capaz de promover efeito hipotensivo. Por tanto, verifica-se que a hipotensão decorrente do exercício de força traz efetivamente maiores benefícios para a população em estudo, resultando em uma menor carga de trabalho para o sistema cardiovascular que já se encontra sobrecarregado.
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A Força Muscular em Indivíduos Pré-Púberes do Sexo Masculino: Comparação entre Não Treinados e Jogadores de Futebol de Campo
Prado, L.S.; Silva, C.L.; Simola, R.A.P.; Guimarães, C.Q.; Guimarães, A.S.O.; Cavalieri, A.C.; Santos, A.C.
UFMG

A FORÇA MUSCULAR EM INDIVÍDUOS PRÉ-PÚBERES DO SEXO MASCULINO: COMPARAÇÃO ENTRE NÃO TREINADOS E JOGADORES DE FUTEBOL DE CAMPO. Luciano Sales Prado Carlos Leônidas da Silva Rauno Álvaro de Paula Simola Cristiano Queiroz Guimarães Andrezza Saldanha de Oliveira Guimarães Alessandra Carneiro Cavalieri Alexandre Cabral dos Santos Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, UFMG. O objetivo do presente estudo foi comparar, através de teste em dinamômetro isocinético, a força muscular de meninos pré-púberes treinados em futebol de campo e meninos pré-púberes não-treinados. Participaram do estudo 16 meninos saudáveis, dos quais, 8 eram treinados em futebol e 8 eram indivíduos não-treinados, com idade média 12,2 + 0,3 anos e 12,1 + 0,6 anos, respectivamente. Todos foram classificados no estágio 2 da escala de Tanner para desenvolvimento de caracteres sexuais secundários. Foram medidas a massa corporal, a estatura e estimada a composição corporal através do método de dobras cutâneas. Utilizou-se um dinamômetro computadorizado Biodex 3 System Pro® para medir o torque máximo (N.m) e torque máximo relativo à massa corporal (%) nas velocidades angulares de 60º/seg e 180º/seg. Não foram observadas diferenças significativas (p<0,05) entre o grupo treinado (93,94 + 13,61 N.m e 252,76 + 29,42 % em 60º/seg; 70,35 + 7,76 N.m e 189,63 + 16,96 % em 180º/seg) e o grupo não treinado ( 95,28 + 11,77 N.m e 255,98 + 12,92 % em 60º/seg; 64,35 + 11,13 N.m e 172,31 + 16,11 % em 180º/seg). O treinamento regular de futebol de campo parece não influenciar significativamente a força muscular na população estudada.
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Condromalácia patelar: uma intervenção do educador físico
Prando, T.G.;
Universidade Metodista de Piracicaba

CONDROMALÁCIA PATELAR: UMA INTERVENÇÃO DO EDUCADOR FÍSICO Thaís Guimarães Prando Universidade Metodista de Piracicaba A condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem articular da patela e dos côndilos femorais correspondentes. A causa exata ainda permanece sem resposta, porém segundo a literatura, acredita-se que seja devido a razões anatômicas, histológicas e fisiológicas, resultando em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Os principais sintomas são: dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas. O fator mais comum é o traumatismo, seja através de um choque do joelho sobre um objeto, ou uso inadequado de aparelhos de ginástica, ou também a prática inadequada de esportes, ocorrendo uma lesão na cartilagem femoropatelar, impedindo a nutrição ideal dessa estrutura devido às rachaduras originadas. Essa lesão resulta em perda de mucopolissacarídeo, alterando assim as fibras da cartilagem e as suas células, ocorrendo um aumento da pinocitose celular e da sua granulação ribossômica. Os filamentos citoplasmáticos também são modificados, o condrócito é então cercado por circunstâncias enzimáticas adversas, que o torna encolhido, ocorrendo necrose, originando a desorganização fibrilar da cartilagem induzindo o aparecimento das lesões, contudo não ocorrendo uma nutrição adequada, pois as rachaduras a impedem. Essa patologia pode atingir alguns atletas de alto nível, como exemplo ciclistas de longa distância, tenistas, corredores, devido a trauma ou até mesmo sobrecarga. Objetivou-se verificar o melhor protocolo de tratamento que o educador físico possa oferecer para o portador dessa patologia, podendo atuar em uma equipe multiprofissional, ampliando assim o campo de trabalho. Houve uma análise literária através de livros e artigos, afim de adquirir maiores informações, técnicas e exercícios especializados em condromalácia. Concluí-se através desse estudo que não há um protocolo rígido de indicação do tratamento, e sim é necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão adquirida e principalmente, que não cause dor. O fortalecimento do quadríceps é primordial, e é preciso também recuperar a potência muscular de todo o membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação fêmoropatelar.
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Atividades rítmicas como conteúdo da Educação Física escolar
Presta, M.G.G.;
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UNICMAP - FACULDADE DE AMERICANA/FAM

ATIVIDADES RÍTMICAS COMO CONTEÚDO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Michelle Guidi Gargantini Presta Faculdade de Educação-UNICAMP/Faculdade de Americana - FAM Este trabalho teve como objetivo proporcionar aos alunos do ensino fundamental, de uma escola da rede particular da cidade de Campinas/SP, a vivência das atividades rítmico/corporais nas aulas de educação física. Fazendo parte de um projeto destinado à participação não somente dos alunos mas também dos professores, tendo como finalização do processo a construção de apresentações relacionadas às danças regionais brasileiras, comumente realizadas no mês de junho, como forma de encerramento do semestre. Anteriormente a elaboração das coreografias, foram desenvolvidos durante o trimestre atividades relacionadas ao ritmo, priorizando os conteúdos da área da dança, da música e da ginástica. Os alunos e as alunas fizeram parte de todo o processo, participando e construindo as atividades, bem como da pesquisa sobre as danças regionais brasileiras que iriamos selecionar. Essas danças tiveram como objetivo apresentar a diversidade artística , quanto ao ritmo e aos movimentos corporais do nosso país. As professoras polivalente participaram das aulas auxiliando os alunos nas pesquisas e na confecção dos adereços para as apresentações. Ao final de todo o processo, constatou-se possibilidades de trabalho na escola, transformando os eventos escolares em projetos pedagógicos, envolvendo a participação efetiva dos alunos e professores, resultando na troca de conhecimentos, aprendizado e vivências culturais.
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Efeitos da adaptação ao exercício físico em intensidade leve na concentração de linfocitos teciduais e circulantes de ratos sedentários
Prestes, J.; Donatto, F.F.; Ferreira, C.K.O.; Guereschi, M.G.; Dias, R.; Palanch, A.C.; Cavaglieri, C.R.
UNIMEP

EFEITOS DA ADAPTAÇÃO AO EXERCÍCIO FÍSICO EM INTENSIDADE LEVE NA CONCENTRAÇÃO DE LINFOCITOS TECIDUAIS E CIRCULANTES DE RATOS SEDENTÁRIOS Jonato Prestes Clílton Kraüss de Oliveira Ferreira Felipe Fedrizzi Donatto Márcia Grando Guereschi Rodrigo Dias Adrianne Christinne Palanch Cláudia Regina Cavaglieri Núcleo de Performance Humana - Grupo de Pesquisa em Imunologia do Exercício - UNIMEP INTRODUÇÃO: O exercício físico promove alterações nas respostas imunes que podem ser moduladas pela idade, nível de condicionamento, tipo, volume e/ou intensidade do exercício. OBJETIVOS: Analisar os efeitos da adaptação ao exercício físico em intensidade leve sobre o número de linfócitos mesentéricos e circulantes utilizando como modelo de exercício físico, a natação. MATERIAIS E MÉTODOS: Ratos machos da linhagem Wistar, (2 meses) peso +200g obtidos do Biotério da UNIMEP. Consideramos como intensidade leve o exercício realizado sem sobrecarga (40-50% VO2max). Os grupos realizaram 5 sessões, 1 por dia, no grupo Adaptado aplicou-se um aumento gradativo dos volumes (5, 15, 30, 45, 60 min); e no grupo SHAM o volume foi 1min. Após o exercício, o sangue e as células teciduais foram coletadas para análise das variáveis, sendo utilizados câmara de Newbauer e LEUCOTRON TP. Foi aplicado o método ANOVA seguido do Teste-t de Student, (p 0.05), sendo os resultados expressos pela média o erro padrão da média através do software MICROCAL ORIGIN 6.0. RESULTADOS: Quando comparamos o grupo controle com os grupos exercitados observamos leucocitose e no leucograma diferencial aumento na porcentagem de monócitos e linfócitos em ambos os grupos, aumento no número de linfócitos teciduais no grupo SHAM e uma diminuição no Adaptado. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que exercícios físicos analisados, dependendo do volume, podem modular o número de linfócitos teciduais, havendo uma diminuição no grupo Adaptado e aumento no grupo SHAM. Apoio Financeiro: FAP/UNIMEP, FAPIC/UNIMEP e PIBIC/CNPq
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Influência da perturbação sensorial no relacionamento entre informação visual e oscilação corporal
Prioli, A.C.; Santos, I.L.; Barela, J.A.
Unesp

INFLUÊNCIA DA PERTURBAÇÃO SENSORIAL NO RELACIONAMENTO ENTRE INFORMAÇÃO VISUAL E OSCILAÇÃO CORPORAL Ana Caroline Prioli, Ivan Luis dos Santos*, José Angelo Barela Laboratório para Estudos do Movimento - IB - UNESP - Rio Claro/SP Para a realização de qualquer ação motora, é importante que o sistema de controle postural alcance um relacionamento coerente e estável entre informação sensorial e atividade motora. Quando informações sensoriais disponíveis são relativamente contínuas e previsíveis, este relacionamento é facilmente alcançado. Entretanto, seria este relacionamento mantido se a informação sensorial fosse alterada abruptamente? Desta forma, o objetivo deste estudo foi examinar o quão estável é o relacionamento entre informação visual e oscilação corporal na ocorrência de perturbação sensorial. Participaram 6 adultos jovens, que mantiveram a posição em pé no interior de uma sala móvel, com os braços ao lado do corpo, o mais estável possível, olhando para um alvo na parede do fundo da sala. Foram realizadas 6 tentativas de 60 segundos. Nas 3 primeiras tentativas, a sala foi oscilada com uma freqüência de 0,2Hz, velocidade de pico de 0,6cm/s e amplitude de 1cm. Nas 3 últimas tentativas, a sala foi movimentada com os mesmos parâmetros, entretanto, na primeira e na segunda metade da tentativa ocorreram variações abruptas da informação sensorial, caracterizada por uma mudança na movimentação da sala de forma que quando fosse atingido o pico de velocidade, houvesse uma quebra do ciclo, mudando a direção em que a sala estava sendo movimentada. O movimento da sala e oscilação corporal dos participantes foram obtidos através do sistema OPTOTRAK. As variáveis utilizadas foram coerência, ganho, fase relativa, desvio angular, amplitude e freqüência média de oscilação e tempo de relaxamento. Os resultados indicaram que a quebra do ciclo do movimento da sala faz com que o sistema de controle postural perca momentaneamente a estabilidade entre a informação visual e a oscilação corporal, porém, no caso de adultos jovens, esta estabilidade é retomada em aproximadamente 3 segundos. Assim, nenhuma diferença no acoplamento entre informação visual e ação motora foi encontrada nas duas condições. Tendo em vista estes resultados, é possível concluir que embora haja um momento de instabilidade, o sistema de controle postural de adultos jovens é capaz de recuperar a estabilidade a tempo de prevenir qualquer mudança comportamental drástica. *CNPq / IC
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Comparação entre métodos de identificação do lactato mínimo no Ciclismo
Puga, G.M.; Santos, E.; Hiyane, W.; Moreno, J.R.; Cunha, G.A.; Simões, H.G.; Campbell, C.S.G.
Universidade Católica de Brasília

COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS DE IDENTIFICAÇÃO DO LACTATO MÍNIMO NO CICLISMO Guilherme Morais Puga; Everton Santos; Wolysson Hiyane; Juliano Rodrigues Moreno; Gisela Arsa da Cunha; Herbert Gustavo Simões; Carmen Sílvia Grubert Campbell Programa de Mestrado em Educação Física - Universidade Católica de Brasília - UCB, Taguatinga-DF Introdução: O protocolo lactato mínimo (LM) tem sido utilizado para avaliar a aptidão aeróbia e predizer intensidades de máxima fase estável de lactato. Objetivo: Comparar a identificação do LM a partir de inspeção visual e aplicando-se função polinomial utilizando-se de 3 e de 6 séries incrementais no ciclismo. Metodologia: 6 praticantes de ciclismo do sexo masculino (26,8±4,3anos; 172,8±6,2cm; 67,1±5Kg; 6,4±3,3anos de treinamento) realizaram um teste de lactato mínimo, que consistiu de uma série de 2 Km à máxima velocidade, seguida de 8 minutos de recuperação e 6 séries incrementais de 2 Km iniciando a 5 Km/h abaixo da velocidade média dos 6 Km realizado previamente, com incrementos de 1Km/h a cada série. Durante 1 minuto de pausa entre as séries incrementais foram coletados 25 µL de sangue capilarizado do lobo da orelha para mensuração de lactato sanguíneo (lac) e glicemia (glic) (YSI-2700 STAT). A velocidade média de cada série foi controlada por um ciclocomputador e por estímulo sonoro. Foram utilizados 3 métodos para identificação da velocidade de lactato mínimo (VLM). A VLM determinada pela inspeção visual foi considerada como VLMv. A VLM determinada com 3 pontos (VLMp3) e determinada por 6 pontos (VLMp6) foram identificadas por função polinomial de segunda ordem. Resultados: Análise de variância para medidas repetidas mostrou não haver diferenças estatísticas entre a VLMv (32,9 ± 2,5 Km/h), VLMp6 (33,1 ± 2,5Km/h) e VLMp3 (33,2 ± 2,3Km/h) (P>0,05), além de alta correlação entre as 3 variáveis (P<0,001). Conclusão: Concluímos que o LM pode ser identificado através dos métodos VLMv,VLMp6 e VLMp3, sendo possível avaliar a aptidão aeróbia em testes de campo no ciclismo, mesmo utilizando-se de apenas 3 séries incrementais com coleta sanguínea. através de qualquer um desses métodos, mesmo com métodos mais práticos como o de apenas 3 pontos de coleta sanguínea.
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A Influência da Abstinência do Tabaco no Rendimento Cardiovascular de Mulheres Adultas Fumantes.
Pureza, D.Y.; Sargentini, L.; Laterza, R.; Flores, L.J.F.; De Angelis, K.
Universidade São Judas Tadeu

A INFLUÊNCIA DA ABSTINÊNCIA DO TABACO NO RENDIMENTO CARDIOVASCULAR DE MULHERES ADULTAS FUMANTES. Demilto Yamaguchi da Pureza, Lina Sargentini, Rose Laterza, Lucinar Jupir Forner Flores, Kátia De Angelis. Laboratório do Movimento Humano, Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, Brasil O fumo afeta a freqüência cardíaca, a pressão arterial e o rendimento cardiorrespiratório. Este estudo teve como objetivo verificar o efeito do tabaco na capacidade de desenvolver exercício físico progressivo em mulheres sedentários e fumantes. Foram sujeitos do estudo seis indivíduos do sexo feminino, inativas, com idade de 21 ± 0,9 anos, com peso corporal de 59 ± 8, com tempo de tabagismo de 7 ± 1,4 anos, que fumavam entre 10 e 20 cigarros por dia. A capacidade cardiovascular foi determinada pelo teste submáximo de Astrand modificado em uma bicicleta ergométrica. As participantes foram instruídas no primeiro teste a ficarem 1 hora sem fumar e no segundo teste 24 horas sem o uso do tabaco. Em repouso e durante os testes foram medidas a freqüência cardíaca (FC) e a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD). A FC (83 ± 11 vs 81 ± 11 bpm), a PAS (112 ± 3,6 vs 109 ± 6,7 mmHg) e a PAD (75 ± 2,5 vs 72 ± 7 mmHg) de repouso antes dos testes de 1 e 24 horas sem fumo não tiveram diferenças estatísticas. Nas avaliações realizadas no 3º, 6º e 9º minutos dos testes ergométricos a FC (9º min: 165 ± 11 vs 167 ± 9 bpm), a PAS (9º min:150 ± 5,5 vs 150 ± 5,6 mmHg) e a PAD (9º min:77 ± 2 vs 73 ± 6 mmHg) foram semelhantes após 1 ou 24 horas sem fumo. Conclui-se que a abstinência por 1 ou 24 horas não promove diferença nas respostas cardiorespiratória induzidas pelo teste ergométrico submáximo em mulheres.
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Caracterização do Xote e do Baião no interior do estado de São Paulo
Quadros Junior, A.C.; Volp, C.M.
UNESP - Rio Claro

CARACTERIZAÇÃO DO XOTE E DO BAIÃO NO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO Quadros Junior, Antonio Carlos de; Volp, Catia Mary Departamento de Educação Física - UNESP - Rio Claro A Dança de Salão (DS) promove um contato social e físico com parceiros do sexo oposto. Estes contatos são decorrentes de outras características da Dança de Salão, que são a participação de um grande número de pessoas de praticamente todas as faixas etárias, proporcionando uma grande interação entre as pessoas, sem, necessariamente, exigir uma beleza estética, como acontece com alguns outros tipos de dança. O presente estudo teve como objetivo diagramar os passos básicos e variações fundamentais nas danças Xote e Baião, para preencher a lacuna existente na literatura sobre as danças brasileiras, além de descrever ritmicamente os movimentos, e identificá-las na cultura. Observou-se casais jovens universitários dançando Xote e Baião (50 casais). Foram selecionados 5 casais para filmagem, para posterior análise e descrição dos movimentos fundamentais das danças, tanto de maneira discursiva quanto por meio de diagramas. Além disso, contextualizamo-as na cultura popular. Foram identificadas duas estruturas básicas (Passo Básico Lateral, e Frente e Trás), além de duas variações (Giro do Casal no Lugar, e Troca de Lugar com Giro), muito utilizadas pelos casais em ambas as danças. Foram feitos diagramas das estruturas citadas. O Forró Universitário (FU) aparece como um produto, algo a ser consumido, enquanto o Forró nordestino aparece como uma manifestação cultural espontânea. De uma maneira geral, concluímos que o FU utiliza movimentos do Rock´n Roll, além de Samba Rock; e que o FU atualmente é um produto mercadológico, não sendo uma derivação natural do Forró nordestino.
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Classificação da composição corporal e desempenho motor de atletas profissionais de Futsal do sexo masculino
Ravagnani, F.C.P.; Ravagnani, C.C.; Campos, J.G.C.; Dias, P.; Pelegrinotti, I.
FACIS-UNIMEP-PIRACICABA

CLASSIFICAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E DESEMPENHO MOTOR DE ATLETAS PROFISSIONAIS DE FUTSAL DO SEXO MASCULINO. FABRICIO C.P. RAVAGNANI1; CHRISTIANNE COELHO RAVAGNANI2; JOSÉ GUSTA C. DE CAMPOS3; PEDRO DIAS; ÍDICO PELEGRINOTTI1 1 - FACIS-UNIMEP-PIRACICABA; 2 - FCF/FSP/FEA-USP-SP; 3 - UNESP-BAURU A avaliação do desempenho motor e da composição corporal no Futsal é importante para a prescrição e acompanhamento da evolução do treinamento físico. O objetivo do estudo foi avaliar o desempenho motor e a composição corporal de atletas profissionais de futsal no início de temporada. O estudo foi desenvolvido com 10 atletas (masculino, idade 21,6±4,6 anos), jogadores da Associação Atlética Botucatuense. Os voluntários se submeteram as seguintes avaliações: Massa Corporal (IMC) e % de gordura (dobras cutâneas) , VO2máx (teste de 12 minutos), Flexibilidade (sentar e alcançar) e Resistência muscular localizada (Abdominal). Foi aplicada a estatística descritiva. Tabela 1) Média e desvio padrão das variáveis da composição corporal e desempenho motor Variáveis IMC (kg/m2) % de gordura VO2máx (mL/kg/min) Flex (cm) Abdominal (rep) Média±DP 23,8±2,7 15,9±4,9 41,6±2,7 25,4±10,6 40±6,8 Considerando a média dos resultados, nota-se que os jogadores são eutróficos em relação ao IMC, embora o % de gordura esteja elevada para o sexo e modalidade. Isoladamente, os resultados indicam que 4 jogadores classificam-se como boa condição, 3 com condição regular e 2 com condição fraca, de acordo com American Heart Association. Apenas 5 jogadores apresentaram boa ou ótima flexibilidade em relação aos valores de referência (ROCHA 2002). Na avaliação motora, 80% dos jogadores apresentaram força/resistência abdominal dentro ou acima dos valores propostos por (ROCHA 2002). Conclui-se que os atletas estão iniciando a temporada com alto % de gordura, baixo VO2máx e flexibilidade. Portanto, recomenda-se que tais variáveis sejam consideradas na elaboração do treinamento físico.
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Percepção da intensidade de treinamento e os estados de humor
Rebustini, F.; Angelo, R.; Picarti, T.R.; Ferreira, M.S.; Machado, A.A.
UNIABC

PERCEPÇÃO DA INTENSIDADE DE TREINAMENTO E OS ESTADOS DE HUMOR Flavio Rebustini1,2,3; Ricardo de Angelo1,3; Thais Ribeiro Picarti1,3; Marcelus Spadiri Ferreira1,3; Afonso Antonio Machado,3 1LEPESPE/ABC; 2ORPUS - Instituto de Treinamento Mental; 3UNIABC; 4LEPESPE - UNESP - RIO CLARO O objetivo do presente estudo foi avaliar a percepção da intensidade de treinamentos/jogos e sua relação com os estados de humor. Para tanto, monitoramos uma equipe de voleibol composta por 12 atletas (14-15 anos) do sexo feminino, durante 30 treinamentos/jogos. Avaliamos a percepção da intensidade de treinamento por meio de uma escala de 7 pontos, com o gradiente partindo de 1 - baixíssima intensidade até 7 - altíssima intensidade. Para mensurar os estados de humor aplicamos o teste POMS, utilizamos ainda um 7º índice denominado IEEA (índice de equilíbrio emocional atual). O teste foi aplicado ao final dos treinamentos/jogos. A análise estatística adotada para a verificação da existência de diferenças significativas entre os níveis da escala de percepção e os respectivos índices de humor foi a "Anova One Way" com Scheffé Post Hoc Test com nível de significância de p<0,01. Os resultados apontaram a existência de diferenças significativas nos pontos da escala para as variáveis Tensão, Depressão, Raiva, Vigor, Confusão e IEEA. Um fator interessante foi não ocorrer diferenças significativas entre os níveis da escala para a variável Fadiga. Um aspecto muito importante foi o fato de que os piores índices das variáveis negativas foram encontrados no nível 1 da escala, isto é, quanto menor o nível de estimulo, pior o nível de humor. Tanto que, as variáveis Depressão, Raiva e Confusão tiveram uma curva descendente. Em contra-partida, o Vigor acompanhou a escala de intensidade, o aumento da percepção de intensidade representou uma melhoria do nível de humor. Estes resultados conduzem-nos a necessidade de uma leitura mais profunda das inter-relações entre os níveis de intensidade e os estados de humor, já que neste estudo, os estímulos considerados de baixa intensidade ou débeis resultaram em índices mais altos das variáveis negativas.
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Danças populares e expressões corporais: representações culturais em uma vila de pescadores
Redivo, M.M.; Anjos, J.L.; Souza, R.O.S.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO/GESPCEO

DANÇAS POPULARES E EXPRESSÕES CORPORAIS: INCORPORAÇÀO DOS MOVIMENTOS MOTORES NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Márcia Murici Redivo, Romena Olívia de Souza e José Luiz dos Anjos Grupo de Estudos em Sociologia das Práticas Corporais e Estudos Olímpicos/GESPCEO Universidade Federal do Espírito Santo O estudo limitou a observar as expressões corporais e as práticas motoras existentes nos grupos de danças culturais como Congo, Ticumbi e Folia-de-reis, de uma comunidade de pescadores denominada de Vila Mamoeiros, no município de São Mateus, situado ao norte do Espírito Santo. A pesquisa tem como objeto de estudo o imaginário de uma comunidade de pescadores e suas expressões corporais identificadas nos grupos de danças populares existentes na comunidade. O processo metodológico, num primeiro momento, pautou em observações etnográficas em cinco grupos de danças populares, e constou de descrever os movimentos corporais e práticas motoras dos grupos de danças. Num segundo momento utilizou-se de entrevistas abertas com lideranças dos grupos observados, tendo como objeto de análise nas respostas dos informantes às relações sociais entrecortadas pelos atores que compõem os grupos, o papel das lideranças e suas hierarquias e os significados das plasticidades/expressões existentes nas manifestações/expressões. Concluiu-se que as expressões corporais e as práticas motoras constituem representações culturais que caracterizam o retrato da região, mas que na simbiose das relações interétnicas vem sofrendo transformações culturais, onde pode ser identificados movimentos e expressões corporais das danças italianas, pomeranas e movimentos corporais do frevo, capoeiras e maculelê. Observou-se que as expressões e a práticas motoras dos atores, são contidas de múltiplos movimentos cinestésicos que apropriados poderão servir como conteúdos nas aulas de Educação Física. Descritos os movimentos corporais/motores propõem-se introduzi-los no ensino da Educação Física, pedagogizando-os em distintas matrizes teóricas de ensino no contexto escolar, como História e Educação Artística, promovendo a interdisciplinaridade. O estudo constatou que esse mosaico cultural de expressões e movimentos corporais (lateralidade, direcionalidade, movimentos cinésicos, sons e ritmos) é devido o trânsito social existente na região e a formação da população local. O Norte do Espírito Santo possui formações étnicas distintas onde comunidades de italianos, alemães, pomeranos e bolsões de comunidades remanescentes de quilombos, promovem intercruzamentos culturais, tendo os grupos de danças dessa região expressando uma bricolagem cultural. O estudo buscou referencial sócio-antropológico e problematizou a investigação nos processos que apontam a permanência e a continuidade das manifestações culturais identificadas.
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Perfil da formação profissional das técnicas de Ginástica Rítmica do estado do Paraná
Reis, E.J.B.; Deutsch, S.
Faculdade Estadual de Educação e Letras de Paranavaí-FAFIPA

PERFIL DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DAS TÉCNICAS DE GINÁSTICA RÍTMICA DO ESTADO DO PARANÁ Eliane Josefa B. dos Reis¹, Silvia Deutsch² ¹FAFIPA/Paranavaí, Paraná. ²UNESP/Rio Claro, SP A Ginástica Rítmica é uma modalidade complexa que exige muita dedicação para elaboração e criação de séries bem como de elementos novos. Para isto é necessário o estudo e o aperfeiçoamento de quem trabalha com a modalidade. Pensando em verificar como é a formação profissional das técnicas que atuam com Ginástica Rítmica no Estado Paraná é que se propôs esta pesquisa. Participaram deste estudo 13 representantes de diferentes equipes, que atuam como técnicas de G.R. e são responsáveis por equipes individuais e ou de conjunto de três pólos de Ginástica Rítmica do estado do Paraná, nas cidades de: Maringá, Londrina e Toledo. O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa quali-quantitativa, tendo seu foco na análise de conteúdo. Como instrumento para a investigação optou-se pela aplicação de um questionário contendo uma ficha de dados pessoais para caracterização do grupo participante. Os dados demonstraram que do total 92.3% eram graduadas e 7.7% estavam cursando, sendo 100%, o curso de Educação Física. Do grupo entrevistado, 23.1% não tinham pós-graduação e 76.9 % eram pós-graduadas, sendo que deste número, 38.5% com título de especialização, 23.1% especialização e mestrado concluído ou em conclusão e 15.4%, especialização, mestrado e cursando o doutorado. As áreas de pós-graduação identificadas nesta investigação foram: especialização, Ginástica Rítmica Desportiva e Educação Física Escolar. Mestrado, área de Pedagogia do Movimento. Doutorado, área de Pedagogia do Movimento e Saúde da Criança e do Adolescente. Os dados aqui apontados demonstram que a Ginástica Rítmica no estado do Paraná tende a seguir um caminho mais acadêmico e científico. Observa-se que há uma certa preocupação por parte das técnicas em se desenvolver o trabalho de GR sustentado pela pesquisa, embora não se possa afirmar que pertencer a um programa de pós-graduação haja a preocupação com a pesquisa ou, seja somente para a obtenção de um título. Verifica-se também que as áreas de estudo são pertinentes a G. R. podendo vir a contribuir no seu desenvolvimento.
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Aplicabilidade de equações para estimativa de 1-RM em supino horizontal
Ribas, T.M.; Nascimento, M.A.; Silva, R.M.; Barazetti, L.K.
Universidade Estadual de Londrina

APLICABILIDADE DE EQUAÇÕES PARA A ESTIMATIVA DE 1-RM EM SUPINO HORIZONTAL Thiago M. Ribas, Matheus A. do Nascimento, Rodrigo M. da Silva, Lílian Keila Barazetti. Universidade Estadual de Londrina Devido a certos obstáculos para a realização do teste de 1-RM, alguns modelos matemáticos, baseados na execução de múltiplas repetições foram desenvolvidos para a estimativa de 1-RM. O objetivo deste estudo foi verificar a aplicabilidade das equações propostas por Brzycki, Epley, Lander e OConner para a predição de 1-RM no exercício supino em banco horizontal, em praticantes de treinamento com pesos freqüentadores de uma academia de ginástica da cidade de Londrina-Paraná. Para realização deste estudo, 25 indivíduos do sexo masculino (23 ± 2,18 anos; 76,0 ± 9,0 Kg) foram submetidos a uma sessão do teste de 1-RM e após 48 horas a um teste de força submáxima a 80% de 1-RM, alcançado no teste anterior, para estimativa de 7 a 10-RM no exercício supino em banco horizontal. Os critérios utilizados para verificar a aplicabilidade das equações dos testes submáximos para esta amostra foram: teste "t" de Student, coeficiente de correlação de Pearson, erro padrão de estimativa (EPE), erro total (ET) e erro constante (EC). Baseado nos resultados encontrados pôde-se observar que, apesar de todas as equações apresentarem altos índices de correlação entre elas (r entre 0,92 e 0,97), os valores médios das equações de Brzycki e Lander foram os que não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os escores produzidos para o teste de 1-RM, e, embora todas as equações não terem apresentado um padrão para ET e EC, elas apresentaram um menor ET. Dessa forma as equações de Brzyki e Lander podem ser consideradas as que tiveram maior aplicabilidade para a estimativa de valores de 1-RM no exercício supino em banco horizontal em praticantes de treinamento com pesos de uma academia de ginástica da cidade de Londrina-Paraná. Palavras-chave: teste de 1-RM, teste submáximo, aplicabilidade, equações, força muscular.
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Metabolismo muscular da glicose em ratos submetidos ao tratamento neonatal com aloxana
Ribeiro, C.; Oliveira, C.A.M.; Mello, M.A.R
UNESP - Universidade Estadual Paulista

METABOLISMO MUSCULAR DA GLICOSE EM RATOS SUBMETIDOS AO TRATAMENTO NEONATAL COM ALOXANA Carla Ribeiro e Camila Aparecida Machado de Oliveira Universidade Estadual Paulista - Unesp, Câmpus Rio Claro, Departamento de Educação Física O exercício tem sido recomendado na prevenção do diabetes mellitus não insulino dependente (NIDDM), mas os mecanismos envolvidos nessa intervenção ainda não são bem conhecidos. Modelos experimentais oferecem oportunidade para o estudo dessa questão. Ratos tratados com streptozotocina no período neonatal têm sido empregados como modelo de NIDDM, porém, pouco se sabe sobre o modelo de diabetes neonatal induzido por aloxana. O presente estudo foi delineado para analisar a homeostase glicêmica em ratos submetidos ao tratamento neonatal com aloxana, no intuito de verificar a adequação do modelo a futuros estudos com exercício. Para tanto, ratos recém nascidos (6 dias) receberam aloxana (A) via intraperitoneal (200 mg/kg de p.c.). Como controles (C) foram utilizados ratos injetados com veículo (tampão citrato). Após o desmame, (28 dias) e aos 60 dias de idade, os animais foram avaliados quanto a glicemia de jejum e pós-prandial (30 minutos após sobrecarga oral de glicose de 2,0 g/Kg p.c.) e área sob as curvas de glicose (AG) e insulina (AI) durante teste de tolerância à glicose oral (TTGo - sobrecarga oral de glicose de 2,0 g/Kg p.c. após 15 horas de jejum, com coletas de sangue antes e após 30, 60 e 120 minutos), calculada pelo método trapezoidal. Os resultados foram analisados pelo teste t-student, com nível de significância pré estabelecido de 5%. A glicemia em jejum (mg/dL) foi maior no grupo A aos 28 dias (C=47,25 + 5,08; A=54,51 + 7,03*), mas não ao 60 dias (C=69,18 + 8,31; A=66,81 + 6,08). A glicemia pós-prandial (mg/dL) foi maior no grupo A tanto aos 28 (118,45 + 15,88; A=140,92 + 16,66*) quanto aos 60 dias (C=99,55 + 8,63; A=125,50 + 9,55*). O grupo A apresentou maior AG (mg/dL.120 min) tanto aos 28 (C=11508,81 + 734,44; A=14662,03 + 747,54*) quanto aos 60 dias (C=11463,45 + 655,30; A=15282,21 + 1221,84*). A AI (ng/mL.120 min) foi menor aos 28 (C=158,67 + 33,34; A=123,90 + 19,80*) mas não aos 60 dias (C=118,83 + 26,02; A=97,88 + 10,88). Com isto, concluimos que este modelo de indução neonatal de diabetes parece reunir características de NIDDM nos animais, podendo ser útil para futuros estudos sobre o papel do exercício na manifestação desta patologia. Orientadora: Profa.Dra.Maria Alice Rostom de Mello Suporte financeiro: Fapesp (processo nº 04/10164-1)
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A aplicação de jogos simbólicos para o desenvolvimento de crianças de 3 a 6 anos, alunas da Unidade de Atendimento à Criança (UAC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Ribeiro, C.R.A.; Barreto, S.M.G.
Educação Física/UFSCar

T202P - A APLICAÇÃO DE JOGOS SIMBÓLICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS, ALUNAS DA UNIDADE DE ATENDIMENTO À CRIANÇA (UAC) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR) Carlos Renato Arocete Ribeiro; Selva Maria Guimarães Barreto(O) Departamento de Educação Física e Motricidade Humana - Universidade Federal de São Carlos Neste ensaio adentramos num mundo de fantasia e imaginação através do jogo simbólico, o fulcro desta pesquisa. Buscando indicar a importância de tal fenômeno para o desenvolvimento de 82 crianças entre 3 e 6 anos, alunas da Unidade de Atendimento à Criança (UAC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pairamos sobre tópicos como o desenvolvimento humano, a infância (contendo elementos cruciais para o estudo como o "ser criança", o brincar, as esferas do desenvolvimento infantil), o jogo simbólico (uma atividade fantasiosa acompanhada de ação corporal) e assuntos interligados a ele, tais como a imaginação, o faz-de-conta, as histórias e desenhos infantis. Para tanto foram proporcionados, entre os meses de maio e novembro de 2004, diferentes jogos simbólicos a esta população, de forma a promover o envolvimento das seguintes funções psico-neurológicas e operações mentais: linguagem, orientação espacial e temporal, memória e observação, coordenação motora, memória visual, linguagem oral, expressão corporal, esquema corporal, discriminação auditiva, atenção, discriminação visual, e coordenação visomotora. Mediante análise das respostas das crianças aos jogos propostos, podemos concluir que estes provocaram uma relação social/afetiva positiva não verificada em outras ações, uma vez que estimularam um intenso contato verbal/corporal com os companheiros. De forma similar, foi verificada uma efetiva participação dos infantes na (re)criação de situações trabalhadas pelo educador, o que vem a demonstrar a exteriorização e a ampliação do processo criativo destas crianças, o que nos leva a confirmar o papel dos jogos simbólicos como meio promovedor do desenvolvimento infantil.
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Análise comparativa do limiar anaeróbio, utilizando lactato sanguíneo em séries de 1000 e 2000m em corredores fundistas
Ribeiro, H.F.; Macêdo, J.O.R.
Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI BH

ANÁLISE COMPARATIVA DO LIMIAR ANAERÓBIO, UTILIZANDO LACTATO SANGUÍNEO EM SÉRIES DE 1000 E 2000 METROS EM CORREDORES FUNDISTAS Heleno Fortes RIBEIRO ( Graduado Educação Física) José Onaldo Ribeiro de MACÊDO ( MS. Educação Física) CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE - UNIBH Este estudo teve como objetivo identificar o limiar anaeróbio de corredores fundistas da cidade de Belo Horizonte - MG, através das curvas de lactato sanguíneo com estímulos de 1000 e 2000m , tentando justificar,a partir de uma concentração de 4 mmol, qual estímulo é mais adequado na predição da velocidade de corrida para a prova de 5000m. Para tanto foram selecionados 5 atletas do sexo masculino, idade de 26,6 ± 7,4 anos e com VO2 máx. de 67,18 ± 4,82 mmol/Kg/min. Realizaram-se cinco etapas de testes de lactato, em séries de corridas, no período de duas semanas em pista oficial de Atletismo e de piso sintético. Os valores médios obtidos com os cinco corredores testados foram os seguintes: velocidade de Limiar ( V Lim) : T Lac 1 (17,75 ± 0,982 Km/h ) x T Lac 2 (16,22 ± 1,003) ; teste de referência ( 18,152 km/h ± 0,940277); concentração final de lactato após o teste de 5 km em velocidade constante ( [ la] final 11,88 mmol/L ± 4,313583). A partir destes resultados, pode-se inferir que os cinco corredores fundistas realizaram a corrida de 5 km em intensidade superior ao limiar anaeróbio para a concentração sanguínea de 4 mmol/L, o que torna o 1000m um estímulo mais adequado para se estimar a velocidade de corrida em prova de 5000m.
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A Iniciação Esportiva e a Saúde: Reflexões Acerca da Contribuição do Esporte na Promoção da Saúde
Ribeiro, J.C.; Moreira, W.W.
Faculdades UNIRG - Gurupi - TO

A INICIAÇÃO ESPORTIVA E A SAÚDE: REFLEXÕES ACERCA DA CONTRIBUIÇÃO DO ESPORTE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE Jean Carlo Ribeiro*, Wagner Wey Moreira** *Faculdades UNIRG -Gurupi - TO, mestrando em Educação Física da UNIMEP **Professor do programa de pós graduação "stricto sensu" UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba Nucorpo - Núcleo de corporeidade e pedagogia do movimento Este estudo é fruto de uma pesquisa de natureza bibliográfica, e tem por objetivo analisar a dimensão pedagógica da iniciação esportiva na promoção da saúde, no sentido de discutir a legitimação do esporte, principalmente na infância, através da alegação de que ele promove saúde. Para tanto, buscou-se um debate acerca da evolução do conceito de saúde, baseado em autores como Faria Jr. (1999), Fonte e Loureiro (1997) e Palma (2000), com o intuito de demonstrar a trajetória da definição deste termo, pois, formulado inicialmente apenas sob o viés biológico, o conceito de saúde chega aos dias atuais (não deixando ainda de receber críticas), tendo incorporado aspectos antes menosprezados tais como psicológicos e sociais. Diante disso, através de autores como Tani (2002), Freire (2002) e De Marco e Melo (2002), discute-se a relação da prática esportiva com a manutenção e a promoção da saúde, tendo como base a idéia de que podem surgir situações que nem sempre confirmam essa cumplicidade. O próprio envolvimento de crianças na iniciação esportiva tendo como modelo o esporte de alto rendimento, pode acarretar prejuízos e passa a ser suscetível de questionamentos a partir do momento em que esta prática é legitimada pela afirmação de que "esporte é saúde". Propostas pedagógicas que possam almejar uma consciência crítica no processo de formação esportiva da criança, seriam fundamentais para que esta possa perceber com maior clareza a relação do esporte com a saúde, e com isso buscar uma prática que vá ao encontro dos seus próprios interesses. Neste sentido percebe-se a necessidade de um aprofundamento no debate desta relação, questionando a percepção do conceito de saúde presente no conteúdo de propostas voltadas para a prática do esporte na infância. Palavras-chave: Iniciação esportiva, esporte, saúde.
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Administração e Esporte: um estudo da estrutura administrativa das entidades de Administração Esportiva de Mato Grosso do Sul
Ribeiro, K.A.; Moraes, F.C.C.
UFMS

ADMINISTRAÇÃO E ESPORTE: UM ESTUDO DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DAS ENTIDADES DE ADMINISTRAÇÃO ESPORTIVA DE MATO GROSSO DO SUL Kleber Augusto Ribeiro - Fernando Cesar de Carvalho Moraes Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS O esporte brasileiro vem passando por transformações jamais vista em sua história. O pensamento científico-administrativo e o profissionalismo empresarial estão se tornando realidade nas organizações desportivas brasileiras, embora muitas dessas possam se encontrar com sérios problemas estruturais e administrativos. Considerando como foco a administração esportiva, este estudo teve como objetivo avaliar e diagnosticar a estrutura administrativa das Entidades de Administração Esportiva do Mato Grosso do Sul, no ano de 2004, particularmente suas infra-estruturas físicas e funcionais. Para tanto se investigou 21 Federações Esportivas cadastradas no Fundo de Investimento Esportivo do estado, utilizando-se como instrumento de investigação o questionário, com questões abertas e fechadas. A análise das informações resultou numa descrição de tal estrutura, sistematizada em três aspectos: 1- identificação e caracterização do representante e dos recursos humanos das entidades; 2- estrutura e funcionamento das entidades; 3- recursos financeiros. A interpretação das informações demonstrou um quadro preocupante, onde se constatou que as entidades pesquisadas passam por dificuldades estruturais e funcionais, e limitações em seus recursos humanos. Conclui-se que essa situação pode comprometer a estrutura administrativa da entidade, refletindo nos seus produtos finais, entre os quais a realização de eventos e o desenvolvimento técnico. A aplicação do conhecimento científico-administrativo no ambiente organizacional constitui-se de relevada importância, pois a utilização correta de técnicas e funções administrativas, e de instrumentos como o marketing e a informática podem ser fundamentais para a administração de toda forma de organização, incluindo a de administração esportiva.
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Educação, terceira idade e atividade física
Ribeiro, L.;
Serviço Social do Comércio

Educação, Terceira Idade e Atividade Física Luciana Helena Martins Ribeiro Instituição: Serviço Social do Comércio - Campinas - SP O trabalho realizado no SESC - Campinas junto a turma de ginástica da terceira idade me motivou a escrever este relato. Ministro aulas de ginástica para este público desde 2002. São turmas de alunos de ambos os sexos com idades que variam de 60 a 85 anos. A proposta de trabalho voltada para este público parte de uma educação que lenta e progressivamente possa convencer o idoso a realizar atividades das mais variadas, prazerosas, condizentes com sua condição física, que aumentem sua força muscular, flexibilidade, agilidade , não os nivelando a patamares de doentes e que principalmente fizesse sentido para o seu dia-a-dia. Propiciar condições para que o idoso compreenda, incorpore e perceba que o trabalho realizado em aula tem uma ligação com sua vida são itens que fazem parte de um processo de educação pelo movimento. Estabelecer desafios motores contínuos a fim de que o ser idoso se sinta ativo e capaz de reviver sensações de movimento que estavam escondidas, são objetivos das aulas. A metodologia utilizada nas aulas são de orientação ao exercício, ou seja, em um primeiro momento os idosos são levados através da verbalização a realizar o movimento, sem o recurso de "espelho", que pode ser utilizado num segundo momento caso o grupo, ou alguns elementos do grupo, não entendam, ouçam ou não consigam assimilar o movimento proposto. O terceiro passo caso os outros dois tenham sido insuficientes é a manipulação, o professor manipula o movimento de seu aluno , a fim de que este perceba a própria capacidade de amplitude e força. Com o passar do tempo, os alunos executam os movimentos com muita propriedade, pois são capazes de escutá-lo, interiorizá-lo e exteriorizá-lo logo em seguida com satisfação. Este tipo de dinâmica de trabalho traz resultados muito satisfatórios. O aluno percebe aumento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade, coordenação motora fina em atividades de seu cotidiano, como arrumar a casa ou ir ao supermercado, pois, a intenção das atividades em aula foi realmente incorporada. Esta pessoa conquista auto estima e procura uma convivência maior com a família, amigos e grupos de mesmo interesse.
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Desenvolvimento do alcançar em crianças com paralisia cerebral
Rodrigues, A.S.; Monteiro, M.V.; Hatzinikolaou, K.; Maia, L.P.S.S.; Melo, R.
Unidade de Pesquisa e Promoção do Desenvolvimento na Infância e Adolescência-Laboratório de Comporta

DESENVOLVIMENTO DO ALCANÇAR EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL Alan de Souza Rodrigues, Margareth de Vasconcelos Monteiro, Korina Hatzinikolaou, Lindsay Patrícia dos Santos da Silva Maia e Rosângela Melo Unidade de Pesquisa e Promoção do Desenvolvimento na Infância e Adolescência (UNIPPEDI) e Laboratório de Comportamento Motor - FEF/Universidade Federal do Amazonas Um dos temas do Desenvolvimento Motor (DM) que tem recebido grande interesse é a interação entre o subsistema visual, de controle da cabeça e do tronco como orientadores da direção do processo de aquisição das habilidades de alcançar e pegar. Em crianças normais, o controle da cabeça é precursor do alcançar e os níveis de acurácia aumentam à medida que o controle do tronco se estabelece. Poucos são os dados sobre populações de crianças com Paralisia Cerebral (PC) e alguns autores indicam certa semelhança na direção do processo de organização destes sistemas nesta população, dependendo da severidade da lesão causada no cérebro. O objetivo deste estudo foi examinar o desenvolvimento da habilidade de alcançar em crianças com PC. O estudo foi de acompanhamento, com observação semi-estruturada. Crianças de ambos os sexos, entre 2 e 5 anos, em fase de aquisição da habilidade de alcançar foram colocadas em situação de brincar de alcançar um brinquedo oferecido dentro do seu campo visual. O contexto foi estruturado de forma que o controle da cabeça e do tronco da criança variassem nas seguintes posições: sentada em cadeira semi-reclinada (45º), deitada em decúbito dorsal e sentada em cadeira vertical (90º). Através das imagens de duas câmeras digitais posicionadas na lateral e de frente para criança, o desempenho das crianças foi analisado através de um código de qualidade de interação entre os segmentos e subsistemas associados ao alcançar. Os dados apresentados serão analisados e discutidos a partir da hipótese de que a maior qualidade de desempenho do alcançar esteja correlacionada à presença de maior número de subsistemas associados (direção da visão, controle da cabeça, controle do tronco). É possível que condições com menor número de subsistemas envolvidos também estejam associadas a alta qualidade de movimento global de alcançar porque forças inerciais estarão sendo mais bem controladas em posições em que a criança com PC tenha menos exigência para o controle de grandes segmentos (cabeça, tronco). Estes resultados têm implicações para os métodos de reeducação motora destas populações e para teorias atuais do DM (Teoria dos Sistemas Dinâmicos).
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Os jogos nas três dimensões dos conteúdos: possibilidades e dificuldades
Rodrigues, H.A.;
Suraya Cristina Darido

OS JOGOS NAS TRÊS DIMENSÕES DOS CONTEÚDOS: POSSIBILIDADES E DIFICULDADES Heitor de Andrade Rodrigues Suraya Cristina Darido Departamento de Educação Física Durante grande parte da história da Educação Física escolar observou-se por parte dos professores uma maior valorização da dimensão procedimental dos conteúdos, sendo a dimensão conceitual e atitudinal, relegada ao acaso ou permanecendo no currículo oculto. A categoria procedimental compreende os conteúdos ligados ao saber fazer, como a realização dos movimentos, o gesto motor, as habilidades motoras, já a categoria conceitual refere-se ao que se deve saber sobre os jogos e a categoria atitudinal refere-se a como aos relacionamentos no jogo, a partir de algumas normas, valores e atitudes. Pretendemos, a partir da aplicação de um material didático produzido anteriormente sobre jogos nas três dimensões dos conteúdos, identificar quais possibilidades e dificuldades de implementação desses conteúdos, os benefícios que eles podem trazer ao desenvolvimento integral dos alunos e suas contribuições para superação do modelo tradicional de ensino. A metodologia utilizada é de natureza qualitativa, com referencial teórico na pesquisa-ação, em que o pesquisador tem um contato direto com a situação pesquisada. O trabalho foi realizado com uma turma de 5ª série do Ensino Fundamental, em uma escola pública, localizada na cidade de Rio Claro. Após a aplicação de alguns jogos, os resultados indicaram que o desenvolvimento nas três dimensões dos conteúdos é complexa, devido a cultura esportivista-recreacionista que frequenta o ambiente escolar. Por outro lado, a pesquisa mostrou que é possível transformar a cultura escolar, ainda que de maneira gradativa. Concluímos, mesmo que preliminarmente, que as dificuldades são evidentes, mas isso não impede o professor de ampliar o universo de possibilidades dos conteúdos, mais especificamente dos jogos nas três dimensões dos conteúdos.
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Mães cuidadoras: atenção voltada à prevenção
Rodrigues, M.E.; Puerro Neto, J.; Silva, B.M.C.C.; Rosseti, B.F.
UNIARARAS

MÃES CUIDADORAS: ATENÇÃO VOLTADA À PREVENÇÃO Rodrigues, M.E.*; Puerro Neto, J.*; Silva, B. M.C.C.**; Rossetti, B.F *Professores do curso de fisioterapia da UNIARARAS/ Araras, S.P. ** Fisioterapeutas graduadas na UNIARARAS/ Araras, S.P. A Paralisia Cerebral (P.C.) é uma doença crônica requerendo cuidados especiais e constantes a longo prazo, modificando inclusive as relações familiares. A incidência é de 1,5 a 7/100.000 nascidos vivos. O processo de aceitação pelos pais é imprevisível, pois o trauma é sentido constantemente. As mães são consideradas mais habilidosas no cuidado diário com a criança tornando-se cuidadora principal, e, portanto a pessoa que sofre mais sobrecarga emocional e física. Como todo cuidador, são consideradas "pacientes ocultos" por se encontrarem submetidas a uma situação estressante que pode levar ao esgotamento (síndrome de burnout) que pode repercutir em sua saúde e estado de ânimo. Neste estudo foram selecionadas sete mães de criança com P.C. quadriplégica espástica, em atendimento na clínica-escola da UNIARARAS, SP, sendo submetidas à aplicação de questionário semi-estruturado que avaliou a tensão geral, estado de ânimo (LEA-RE, Volp, 2002) e participação de sessões fisioterapêuticas nas quais realizavam alongamento, auto-massagem ou massagem em grupo e cinesioterapia rítmica, definida como uma forma de tratamento na qual utiliza-se exercícios cinesioterapêuticos enquanto a música é tocada favorecendo o retorno da função músculo-esquelético, estimulando o lado criativo da mente e do corpo, nesta ordem, com o objetivo de averiguar se através desta seqüência aplicada havia ampliação da consciência corporal, relaxamento e modificação das ações musculares. A sobrecarga emocional e psicológica, melhora dos sintomas físicos e conseqüentemente melhora da qualidade de vida, também foram avaliadas. Após 15 sessões observou-se melhora de queixas de dor nas regiões avaliadas como mais doloridas e de menor mobilidade: coluna lombar, ombros e pernas. Observou-se também neste grupo que as mães apresentavam-se mais dispostas, modificações positivas em seu estado de ânimo e maior participação nos tratamentos. Os resultados evidenciam que o cuidado dirigido às necessidades e corpo do cuidador são essenciais para melhora da qualidade de vida e prevenção de problemas de saúde, relacionados à sobrecarga das articulações, tensão, encurtamento e estresse.
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O ensino da Educação Física tendo como base a união entre teoria e prática
Rodrigues, R.;
Universidade Federal de Itajubá

O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA TENDO COMO BASE A UNIÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA Prof. Dr. Rogério Rodrigues Universidade Federal de Itajubá rogerio@efei.br Desde da minha formação como professor de Educação Física, venho tentando, nas minhas aulas, trabalhar os conteúdos numa perspectiva em que não se separe a teoria da prática. Entretanto, pela própria especificidade dos conteúdos da Educação Física, geralmente, caímos num certo desequilíbrio, ou seja, ora trabalhamos com muito enfoque na teoria e ora exageramos na prática. Apesar de compreender que teoria e prática "em si" não são dissociáveis, nas aulas de Educação Física, os conteúdos não favorecem a união entre teoria e prática. Apesar desse desequilibro entre a teoria e a prática venho tentando, há alguns anos, desenvolver uma abordagem de ensino que possa favorecer essa união e, sobre essa experiência de ensino, é que farei uma reflexão. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é refletir o modo como venho tratando os conteúdos da Educação Física num modelo de ensino que tenha como perspectiva a não separação entre a teoria e a prática. O método utilizado neste estudo será o de uma análise processual de como venho ministrando as aulas de Educação Física. Para tanto, teremos como eixo de análise o "relato de experiência" do nosso próprio percurso de estudo estabelecido que seja da nossa formação na graduação no Curso de Licenciatura em Educação Física até o Curso de Pós-Graduação. Esperamos que esse registro de estudos no campo da ciências da Educação Física sirva de estímulo e, principalmente, possa despertar o interesse nos estudos de uma "práxis" de ensino sobre as "coisas do corpo" em que não seja a atuação do professor reducionista por ser "prático" e, muito menos, por ser extremamente "teórico" na ação de educar o corpo dos alunos.
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Influência do diabetes experimental e do treinamento físico intermitente de saltos sobre a morfometria adrenal em ratos Wistar
Rogatto, G.P.; Gomes, R.J.; Pauli, J.R.; Luciano, E.
Laboratório de Investigação e Estudos sobre Metabolismo e Exercício Físico - UFMT

INFLUÊNCIA DO DIABETES EXPERIMENTAL E DO TREINAMENTO FÍSICO INTERMITENTE DE SALTOS SOBRE A MORFOMETRIA ADRENAL EM RATOS WISTAR Gustavo Puggina Rogatto1, Ricardo José Gomes2, José Rodrigo Pauli2 e Eliete Luciano2 1LIEMEF - Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT - Cuiabá - MT - Brasil. 2Laboratório de Biodinâmica - Universidade Estadual Paulista - UNESP - Rio Claro - SP - Brasil. O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do diabetes experimental e do treinamento físico de alta intensidade sobre a morfometria das glândulas supra-renais de ratos Wistar. Foram utilizados ratos Wistar machos com 60 dias de idade distribuídos em grupos controle sedentário (CS), controle treinado (CT), diabético sedentário (DS) e diabético treinado (DT). A indução do diabetes experimental foi feita por injeção de aloxana (35 mg/kg p.c.) via endovenosa. O treinamento físico consistiu na realização de um protocolo de 6 semanas, onde os animais realizavam diariamente 4 séries de 10 saltos (intercaladas com 1 minuto de descanso) em piscina, com o nível da água correspondendo a 150% do comprimento corporal e sobrecarga equivalente a 50% da massa corporal dos animais acoplada ao tórax. Ao final do experimento os ratos foram sacrificados e por meio de uma laparotomia mediana, coletou-se a glândula supra-renal esquerda de cada animal para pesagem e análise histológica. Após fixação em Boin, as adrenais foram lavadas em álcool, colocadas em resina, cortadas na espessura de 7 micra, e coradas com hematoxilina e eosina (H/E). As glândulas foram fotomicrografadas para o cálculo da área em mesa digitalizadora. As áreas total, medular e cortical foram analisadas e expressas em mm2/100g de peso corporal. A ANOVA mostrou que o diabetes experimental resultou em aumento da massa (CS: 5,08 0,8; CT: 6,12 1,28; DS: 11,05 4,44; DT: 8,38 3,06mg/100g de p.c.; p<0,0001) e das áreas glandulares total (CS: 3,27 0,52; CT: 3,95 0,83; DS: 7,08 2,86; DT: 5,41 1,97; p<0,0001), cortical (CS: 2,68 0,43; CT: 3,22 0,67; DS: 5,93 2,3; DT: 4,41 1,6; p<0,0001) e medular (CS: 0,59 0,11; CT: 0,72 0,18; DS: 1,15 0,65; DT: 1,0 0,4; p<0,005). Contudo, os animais diabéticos submetidos ao treinamento físico de alta intensidade (DT) apresentaram menor grau de hipertrofia adrenal quando comparados com o grupo DS. A partir da análise dos resultados concluiu-se que o treinamento físico intenso e intermitente não resulta em estresse crônico aos animais, uma vez que não causa hipertrofia adrenal. Além disso, este tipo de esforço parece minimizar a influência do diabetes experimental sobre o crescimento tecidual desta glândula em ratos. Suporte financeiro: FAPEMAT, CNPq e CAPES.
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O professor de Educação Física na educação infantil: uma revisão bibliográfica
Rolim, L. R.;
UNINOVE - CAPES

O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Lílian Reis Rolim UNINOVE - São Paulo Valemo-nos da pesquisa bibliográfica para atingir o objetivo que norteou esta pesquisa, o profissional que atua na Educação Física Infantil, a respeito de sua atuação, formação e competência. Pretende-se mostrar a importância desse profissional especialista para o desenvolvimento integral da criança. A Educação Física pode ser considerada um dos principais elementos da Educação Infantil, pois, por intermédio de seus conteúdos utilizados de forma lúdica e recreativa e levando-se em conta a cultura corporal, constrói-se o conhecimento. As brincadeiras têm função educativa e por meio delas a criança entra em contato com o mundo, pois estas fazem parte de sua realidade, e isso tudo é fundamental para um bom desenvolvimento físico, cognitivo, psicológico, social, cultural e afetivo; o envolvimento nessas atividades, possibilita o conhecimento de si mesmos, dos outros e do ambiente. A falta de um profissional especializado, que entenda de didática, psicologia e desenvolvimento, pode trazer riscos à saúde das crianças. Entendendo a corporeidade e o lúdico como aspectos fundamentais do processo ensino-aprendizagem, esse profissional deve somar seus conhecimentos específicos da área aos conhecimentos próprios da criança com a qual está trabalhando e proporcionar vivências que tenham finalidades concretas para o seu cotidiano. A Educação Física Infantil deveria objetivar o desenvolvimento global dos alunos procurando torná-los mais criativos, independentes, responsáveis, críticos e conscientes. O professor, com estes conhecimentos como base, poderá elaborar um planejamento de ensino, em que suas aulas terão realmente um significado e uma função para a criança e, assim, estarão mostrando a real importância desta prática de Educação Física como parte indissociável do processo de Educação Infantil. CAPE`S
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Estudo morfológico e modulações dos tipos de fibras do m. reto femoral de ratos Wistar, após a estimulação com corrente russa.
Romano, E.M.; Santi, F.P.
UNIRP- Centro Universitário de Rio Preto

ESTUDO MORFOLÓGICO E MODULAÇÕES DOS TIPOS DE FIBRAS DO M. RETO FEMORAL DE RATOS WISTAR, APÓS A ESTIMULAÇÃO COM CORRENTE RUSSA. Autores: Eduardo Martini Romano e Francisco Pereira Santi Universidade Estadual Paulista - UNESP - Campus Bela Vista, Rio Claro, São Paulo. O estudo analisou as possíveis alterações morfológicas e modulações dos tipos de fibras do M. Reto Femoral de ratos Wistar, após a estimulação elétrica de média freqüência-Corrente Russa. Foram selecionados 3 grupos de 08 ratos da raça Wistar, machos, idade média de 100 dias e peso médio de 350g.. 2 grupos foram submetidos a estimulação elétrica muscular, grupo estimulado tônico (GET), estimulado fásico (GEF) e grupo controle (GC). PROTOCOLO I - Freqüência de modulação: 10 Hz, 50% de fase, contração de 6 seg. e de relaxamento: 6 seg. para o grupo GET. PROTOCOLO II - Freqüência de modulação: 100 Hz, 50% de fase, contração: 6 seg. e relaxamento: 6 seg., para o grupo GEF. Os protocolos foram aplicados diariamente em sessões de 15 min. por seis semanas. Coletada porção do terço médio do músculo dos animais dos grupos GEF, GET e GC, congelados em n-Hexano, obtidos cortes transversais seriados e submetidos à reação histoquímica para NADH-TR e corados pela técnica de HE. Obtidas as medidas da área, menor diâmetro e número de fibras glicolíticas (FG) e oxidativas (SO e FOG) nos níveis de corte superficial, médio e profundo. Estatística pela análise de Variância (ANOVA) e Teste de Tukey. As fibras musculares nos níveis superficial, médio e profundo dos grupos GC, GEF e GET, não apresentaram alterações morfológicas significativas. Houve diferença (P<0,01**) entre os grupos GC, GEF e GET com relação à área das fibras SO e FOG; com relação à área de fibras FG entre os grupos GC, GET e GEF; na comparação do número de fibras SO e FOG entre os grupos GC, GEF com o GET; na comparação do número de fibras FG entre os grupos GC com o GEF, GET; na comparação do menor diâmetro das fibras SO e FOG entre os grupos GC, GEF com o GET e na comparação do menor diâmetro das fibras FG entre os grupos GEF e GET. Os resultados demonstraram haver adaptações fisiológicas com relação às capacidades glicolíticas devido ao aumento no volume e no número de fibras FG na região superficial em estimulações de 2500 Hz moduladas em 10 Hz.
Apoio:

Análise biomecânica do padrão de movimento do lance livre no Basquetebol na equipe mirim do Mackenzie
Romano, R.G.; Julio, U.F.; Oliveira, E.S.
Instituto Presbiteriano Mackenzie

ANÁLISE BIOMECÂNICA DO PADRÃO DE MOVIMENTO DO LANCE LIVRE NO BASQUETEBOL DA EQUIPE MIRIM DO MACKENZIE Rosangela Guimarães Romano, Ursula Ferreira Julio, Edmilson Silva de Oliveira Universidade Presbiteriana Mackenzie - Faculdade de Educação Física rogromano@uol.com.br O lance livre é uma habilidade que se destaca dentro do jogo de basquetebol por ser o único movimento caracterizado como de circuito fechado, ou seja, é uma habilidade estável que independe da variação do ambiente, portanto, deveria ser um movimento automático e com poucas possibilidades de erro. O que se observa em categorias de bases de basquetebol, especificamente no Mirim, é que o movimento do lance livre ainda não está totalmente interiorizado e automatizado pelas crianças, dificultando a sua execução e a qualidade, o que se traduz num número elevado de arremessos não convertidos. O objetivo deste estudo está em caracterizar o padrão do movimento do lance livre da categoria Mirim. A amostra foi constituída por 10 atletas pertencentes a Liga-Macken